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  • Música

    Nick Jonas lança clipe da trilha de O Touro Ferdinando, que concorre ao Globo de Ouro

    17 de dezembro de 2017 /

    O cantor Nick Jonas lançou o clipe de “Home”, música que faz parte da trilha de “O Touro Ferdinando” e está indicada ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Canção Original. O vídeo intercala algumas cenas da animação do brasileiro Carlos Saldanha com a performance do cantor em uma arena de touradas. O detalhe é que o cenário não é usado para o esporte sangrento de matança de animais, mas para uma grande festa. “O Touro Ferdinando” estreia em 11 de janeiro nos cinemas brasileiros. Além da canção, o filme também concorre como Melhor Animação no Globo de Ouro 2018.

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  • Música

    Documentário sobre os últimos anos de David Bowie ganha trailer

    14 de dezembro de 2017 /

    A HBO divulgou o trailer de “David Bowie: The Last Five Years”, documentário que registra os últimos anos de vida do músico britânico. O filme é dirigido por Francis Whately, que também fez “David Bowie: Five Years” (2013) sobre o auge do cantor nos anos 1970. E traz uma informação surpreendente, ao afirmar que Bowie só soube que seu câncer era terminal apenas três meses antes de morrer. Segundo o documentário, ele descobriu que tinha poucos meses de vida enquanto gravava o clipe da música “Lazarus”, que ilustra sua doença e se encerra com uma metáfora de sua saída de cena. Bowie veio a morrer logo em seguida àquela gravação, em 10 de janeiro de 2016, dois dias depois de ter completado 69 anos e de ter lançado seu 25º álbum de estúdio, “Blackstar”, um projeto repleto de simbolismos que sugerem referências à sua própria morte – e que foi considerado um dos melhores discos de sua carreira. Produção original da BBC já exibida no Reino Unido, “David Bowie: The Last Five Years” chega na HBO no dia do aniversário do cantor, em 8 de janeiro.

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  • Música

    Cantora egípcia é condenada a dois anos de prisão por clipe que “incita a devassidão”

    13 de dezembro de 2017 /

    A cantora egípcia Shyma, de 21 anos, e o diretor de seu novo clipe, Mohamed Gamal, foram condenados a dois anos de prisão por “incitar a devassidão”. O motivo foi o clipe da música “I Have Issues”, em que Shyma, cujo nome real é Shaimaa Ahmed, aparece toda sexy diante de um grupo de estudantes adultos e come seu lanche de forma provocante, especialmente um par de bananas. Segundo o jornal The Guardian, a sentença foi precedida por uma campanha na imprensa egípcia, que acusou a cantora de “ensinar devassidão aos jovens”. A cantora chegou a pedir desculpas pela produção. “Eu não imaginei que tudo isso aconteceria e que o vídeo seria alvo de ataques tão fortes. Sou apenas uma jovem com o sonho de ser uma cantora”, ela escreveu no Facebook, antes de ter a conta bloqueada. Veja abaixo os trechos polêmicos do clipe, que, assim como a música, lembra produções brasileiras dos anos 1990.

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    Música de 1982 do Psychelic Furs volta a fazer sucesso com o filme Me Chame pelo seu Nome

    7 de dezembro de 2017 /

    Uma antiga música da banda Psychedelic Furs voltou a fazer sucesso em 2017, 35 anos após seu lançamento original. “Love My Way”, de 1982, registrou pico de streaming, segundo medição da empresa de dados Nielsen nos Estados Unidos. A faixa somou 177 mil visualizações nesta semana, entre audições e visualizações (de seu clipe oficial), superando seu desempenho histórico, desde que a medição começou a ser feita, batendo até clássicos mais conhecidos do rock. O motivo para a redescoberta da canção está em sua inclusão numa cena do longa “Me Chame pelo seu Nome”, romance gay que venceu o Gotham Awards e vem se destacando nas votações da crítica americana como melhor filme do ano. A música toca por cerca de um minuto na produção, que se passa nos anos 1980, e é dançada pelos protagonistas Armie Hammer e Timothée Chalamet. Confira no vídeo abaixo. Desde que o filme estreou, em 24 de novembro, “Love My Way” já foi ouvida por streaming mais de 500 mil vezes nos Estados Unidos. O fato é impressionante porque o filme está em cartaz em apenas quatro salas de cinema de duas cidades, Nova York e Los Angeles. Não é a primeira vez que Psychedelic Furs é associado a uma produção cinematográfica. A banda pós-punk inglesa só foi estourar nos Estados Unidos após nove anos de carreira, quando uma de suas músicas virou tema e título de comédia romântica adolescente: “Pretty in Pink”. O filme foi lançado no Brasil como “A Garota de Rosa-Shocking” em 1986. Dirigido por Luca Guadagnino, “Me Chame pelo seu Nome” estreia no Brasil em 18 de janeiro.

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  • Música

    Playlist: 10 clipes de novas bandas influenciadas pelo punk rock britânico

    3 de dezembro de 2017 /

    Quatro décadas após Londres chamar, meninos que poderiam ser netos dos Sex Pistols, The Clash e Buzzcocks resolveram responder. Uma nova geração de bandas, na sua maioria britânicas, retomou a estética dos três acordes e das letras gritadas, com direito a suspensórios, botas e roda de pogo, revivendo o final dos anos 1970 como se não houvesse futuro (No future). Só o passado setentista. “Um cantor que não pode cantar, um mod que não pode tocar baixo e um baterista que não pode ver” é a descrição oficial da banda Touts, de Derry, cidadezinha norte-irlandesa que foi berço dos Undertones. BlackWaters se define simplesmente como “uma banda punk de Guildford”, o que também foi dito dos Stranglers. Amyl and The Sniffers se orgulha de ter sido a banda de abertura da primeira turnê australiana de Cherie Currie, a ex-cantora das Runaways. E Shame interrompeu um show recente no sul londrino porque o guitarrista teve um surto de Sid Vicious e pulou no meio de uma briga. Mas, nestes tempos de punk reciclado, ele depois pediu desculpas. Entre letras nihilistas e revoltas de garagem, o novo revival punk já tem “hits” e seus suplas de butique. Confira abaixo 10 clipes recentes da turma. 1 Touts – “Bombscare” (Irlanda do Norte) | 2 Cabbage – “Uber Capitalist Death Trade” (Inglaterra) | 3 BlackWaters – “Let The Good Times Roll” (Inglaterra) | 4 Baby Strange – “Motormind” (Escócia) | 5 Together Pangea – “Better Find Out” (Estados Unidos) | 6 Circa Waves – “Wake Up” (Inglaterra) | 7 Life – “In Your Hands” (Inglaterra) | 8 Slaves – “Hypnotised” (Estados Unidos) | 9 Amyl and The Sniffers – “70’s Street Munchies” (Austrália) |10 Shame – “Concrete” (Inglaterra)

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    Charlotte Gainsbourg explora os fantasmas da casa de seu pai em clipe arrepiante

    2 de dezembro de 2017 /

    A atriz e cantora francesa Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”) lançou um novo clipe de seu mais recente disco, “Rest”. Mais sombrio que os anteriores, o vídeo de “Lying With You” traz a artista visitando a casa de seu pai, o cantor Serge Gainsbourg, que permanece intocada desde a morte dele em 1991, como um museu mal-assombrado, e durante o passeio noturno ela encontra consigo mesma, quando criança. A canção aborda a reação da artista diante da morte do pai, quando ela tinha apenas 19 anos de idade. A própria Charlotte dirigiu o clipe, que é simultaneamente arrepiante e sensual. “Rest” é o quarto disco de sua carreira, mas o primeiro em que se assumiu compositora. Seu pai compôs o primeiro, “Charlotte for Ever”, em 1986, que também foi título de um filme polêmico, pela temática de incesto, que ele dirigiu e coestrelou com a filha no mesmo ano. Os outros dois discos foram concebidos, respectivamente, pela banda Air e o cantor Beck. Charlotte se inspirou a compor e a abordar o legado de seu pai pela primeira vez devido à morte da irmã, Kate Barry, que se suicidou há quatro anos. Por isso, o disco é tétrico. O título do álbum, que significa “descanse” em português, é uma homenagem para ela. Atualmente, Charlotte prepara seu primeiro filme como diretora, um documentário sobre sua mãe, a atriz Jane Birkin (“Morte sobre o Nilo”).

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  • Música

    Novo clipe de Sia é animação com massinhas que abre trilogia natalina

    2 de dezembro de 2017 /

    A cantora Sia divulgou mais um clipe de seu disco natalino “Everyday Is Christmas”. Após “Santa’s Coming for Us”, é a vez de “Candy Cane Lane”. Mas este é bem diferente. O vídeo é uma animação de massinhas, em que Sia aparece como uma menininha ao lado de um cachorrinho, pronta para um “white christmas”, como os americanos chamam um Natal com neve. O problema é que o monstro das neves, responsável por decorar as casinhas de branco, também está atrapalhando a época festiva com curtos-circuitos. Mas Sia tem um plano. Após ver “Stranger Things” (imagina-se), ela prepara uma armadilha para o Demoneve com luzinhas de decoração natalina. A historinha continua em mais dois vídeos, “Ho Ho Ho” e “Underneath the Mistletoe”, que vão completar a trama, todos dirigidos por Lior Molcho, que já tinha assinado quatro clipes da cantora – entre eles, “Never Give Up”, da trilha do filme “Lion”. “As músicas foram incrivelmente inspiradoras, pois bastou escutá-las para filmes clássicos de Natal, como ‘A Rena do Nariz Vermelho’ (1964), vir à mente, então pensei ‘por que não fazer um vídeo de stop-motion, mas com um toque de Sia?'”, Molcho disse, em entrevista à revista Billboard. Os três clipes foram uma trilogia, que será exibida nos Estados Unidos como um especial do canal pago Freeform.

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    Demi Lovato é abandonada no altar por astro de Grey’s Anatomy em novo clipe

    2 de dezembro de 2017 /

    A cantora Demi Lovato divulgou o clipe de “Tell Me You Love Me”, faixa-título de seu sexto álbum, lançado em outubro. O disco é repleto de músicas lentas e reflete a calmaria depressiva que se instala após o fim de namoros e problemas pessoais. No vídeo, Demi encena um romance com o ator Jesse Williams‬‬ (o Dr. Jackson Avery da série “Grey’s Anatomy”), desde o pedido de casamento até a caminhada ao altar, onde é abandonada, após ele perceber que a união não vai dar certo. O caminho até o final infeliz é pavimentado por brigas, discussões, desconfianças e pedidos de desculpas. Muitos pedidos de desculpas, que assumem tom confessional, injetando influência gospel na melodia de balada pop. “Eu tentei fazer o meu próprio ‘Stripped'”, disse ela, citando o disco da Christina Aguilera de 2002. “Estou solteira, tenho 25 anos, vivendo sozinha, quis escrever sobre isso”, explicou. A direção é de Mark Pellington, que já tinha deixado Demi sozinha no vídeo de “Skyscraper”, há seis anos, mas é mais conhecido por seu trabalho como cineasta. Neste ano, ele assinou a comédia indie “A Última Palavra”, que juntou a veterana Shirley MacLaine com Amanda Seyfried. Seu próximo filme é o drama “Nostalgia”, estrelado por Jon Hamm e Bruce Dern, que estreia em fevereiro nos Estados Unidos.

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    Kristen Bell recebe famosos em festa natalina do novo clipe de Sia

    26 de novembro de 2017 /

    A cantora Sia divulgou o clipe de “Santa’s Coming for Us”, faixa de seu recém-lançado disco natalino “Everyday Is Christmas”. Apesar do título da música parecer história de terror, o vídeo mostra uma festa de Natal tradicional na casa de Kristen Bell. É a segunda festa natalina da atriz neste ano, após surtar na comédia “Perfeita É a Mãe 2“, atualmente em cartaz nos Estados Unidos e que estreia no Brasil em 21 de dezembro. Ela compartilha o clipe com Dax Shepard (“CHiPs”), seu marido na vida real, e vários convidados ilustres: as crianças Caleb McLaughlin (série “Stranger Things”), Sophia Lillis (“It – A Coisa”) e Wyatt Oleff (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”) e os vovôs Henry Winkler (da série clássica “Happy Days”) e Susan Lucci (série “Devious Maids”). Decoração, roupas e sorrisos fixos são de um Natal idealizado, como uma reprise de “A Felicidade Não se Compra” (1946), mas sob a ótica revisionista do século 21. Imagine se, nos segregados anos 1940, uma família branca ia sorrir tanto com a invasão de um Papai Noel negro por sua chaminé. O simpático velhinho é interpretado por JB Smoove (série “Curb Your Enthusiasm”). O Natal de Sia tem direção de Marc Klasfeld, que já comandou outro festinha musical “clássica” no vídeo de “Last Friday Night”, de Katy Perry. Ele também assinou o clipe de “See You Again”, de Whiz Califa, trilha do filme “Velozes e Furiosos 7” (2015) e um dos vídeos mais vistos da história do YouTube.

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    Novo clipe do Ok Go é arte performática criada com centenas de impressoras e toneladas de papel

    26 de novembro de 2017 /

    Conhecida por clipes extremamente criativos, que combinam desafios de física, engenharia e artes plásticas, a banda OK Go volta a impressionar com o lançamento de “Obsession”. O vídeo foi criado, basicamente, com toneladas de papéis sulfite e 567 impressoras coloridas. O encantamento está na forma como a banda utiliza a tecnologia de impressão para criar uma obra de arte performática. Empilhadas num paredão ao fundo do quarteto, as impressoras começam a cuspir folhas de papel e não param. As folhas, que a princípio são brancas, logo ganham cores e sugerem formas. A geometria vira geografia. E a própria posição espacial dos artistas é colocada em cheque, quando eles começam a voar no estúdio, graças a arames de suspensão. Dirigido pelo cantor da banda, Damian Kulash Jr., e o artista plástico Yusuke Tanaka, o trabalho consumiu muito papel, que não foi desperdiçado. Um aviso informa que todo o material foi reciclado e o valor doado para o Greenpeace.

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    Última música de Chris Cornell ganha novo clipe com cenas do filme A Promessa

    25 de novembro de 2017 /

    A última música de Chris Cornell ganhou um novo clipe. “The Promise”, música-tema do filme “A Promessa”, foi relançada com o arranjo orquestral da produção cinematográfica, num vídeo que mescla imagens do cantor, dos bastidores da gravação e cenas do longa-metragem. O resultado é bombástico e emocional, em franco contraste à versão divulgada anteriormente, centrada no violão e na voz do cantor, num vídeo que ilustrava o drama atual dos refugiados. Compare os dois clipes abaixo. Estrelado por Christian Bale (“A Grande Aposta”), Oscar Issac (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Charlotte Le Bon (“A Travessia”), “A Promessa” se passa durante os últimos dias do Império Otomano e da 1ª Guerra Mundial, e denuncia o extermínio da raça armênia. Bale interpreta um repórter da Associated Press que tenta registrar o massacre, que os turcos negam existir. O filme tem roteiro e direção de Terry George, que concorreu ao Oscar por outro filme sobre um genocídio histórico, “Hotel Ruanda” (2004), mas, apesar do tema de denúncia social, não empolgou. Ignorado no circuito dos festivais, os produtores apostam agora na música para conseguir figurar entre os indicados ao Oscar 2018. Cantor icônico da banda Soundgarden, Chris Cornell morreu logo após a estreia do filme nos cinemas, suicidando-se em maio deste ano.

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    Elvis Costelo canta música-tema do filme sobre a estrela noir Gloria Grahame

    25 de novembro de 2017 /

    Elvis Costello divulgou o clipe de “You Shouldn’t Look at Me That Way”, música-tema do drama britânico “Film Stars Don’t Die in Liverpool” sobre o romance dos últimos dias da vida da estrela do cinema noir Gloria Grahame. A prévia traz o artista cantando ao piano, sobre o palco de uma antiga sala de cinema vazia, que é um cenário utilizado no filme. A edição, inclusive, utiliza cenas do longa em que a atriz Annette Bening e o ator Jamie Bell aparecem no mesmo local. O envolvimento de Costello na trilha sonora tem uma história intrigante. A ideia surgiu quando o diretor Paul McGuigan e a produtora Barbara Broccolli assistiam a um show do cantor e uma imagem de Gloria Grahame foi projetada no palco, durante uma canção (“Church Underground”). Mais que uma coincidência, McGuigan acreditou que se tratava de destino. Os bastidores do clipe também despertam curiosidade. Ele marca a estreia na direção de uma fotógrafa de família famosa, que, apesar de herdeira da Kodak, tem sobrenome ligado à história do rock: Mary McCartney, filha de Linda e Paul McCartney. Como a mãe, ela seguiu carreira fotográfica, mas já trabalhou com o pai, operando câmeras no documentário “Paul McCartney: In the World Tonight” (1997). Costello a conhece desde que ela era adolescente. Ele inclusive já gravou um disco em parceira com Paul McCartney, o clássico “Flowers in the Dirt”, de 1989. “You Shouldn’t Look at Me That Way” vai disputar uma vaga entre os indicados ao Oscar 2018 de Melhor Canção Original.

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    Anitta se manifesta sobre diretor de seu próximo clipe, envolvido em escândalo sexual

    22 de novembro de 2017 /

    Anitta se manifestou sobre a polêmica envolvendo o diretor de seu próximo clipe, “Vai Malandra”, o americano Terry Richardson. Ele é um dos nomes envolvidos nos escândalos sexuais que sacodem Hollywood nos últimos dois meses. Acusado de abuso sexual, perdeu diversos trabalhos e foi banido de publicações de moda que utilizavam seus serviços como fotógrafo. Em comunicado enviado à imprensa carioca, a cantora afirmou que repudia as atitudes de Richardson e revela ter pedido uma análise jurídica para saber o que poderia ser feito com o vídeo rodado no morro do Vidigal, no Rio de Janeiro. “Imediatamente após tomar conhecimento sobre as acusações de assédio que envolvem o diretor Terry Richardson, solicitei que minha equipe avaliasse o contrato para verificar o que juridicamente poderia ser feito. Estudamos todas as possibilidades, que foram além das questões jurídicas, passando também pelo envolvimento emocional, levando em consideração o imenso trabalho digno de todos os artistas e colaboradores que de alguma maneira fizeram este clipe acontecer. Esse não é um trabalho de uma pessoa só. Manterei minha promessa aos moradores do Vidigal e aos meus fãs lançando o clipe de ‘Vai Malandra’ em dezembro deste ano. Mostrando um pouco das minhas origens e mais sobre o funk carioca, do qual me orgulho muito de ser representante. Como mulher faço questão de reafirmar que repudio qualquer tipo de assédio e violência contra nós e espero que todos os casos dessa natureza sejam sempre investigados com a relevância e seriedade que merecem”, assinou Anitta. No clipe, gravado no dia 20 de agosto deste ano, há uma cena com um paredão de mulheres usando biquíni de fita-crepe, imitando o estilo fio dental. Uma das marcas do trabalho de Richardson são os cliques provocantes. Mas o jornal britânico The Times o definiu como o “Harvey Weinstein da moda”, citando uma ex-editora da revista i-D, Caryn Franklin, que diz que o comportamento do fotógrafo era um segredo de polichinelo: “As pessoas eram cautelosas… Todas conheceram alguém que conhecia alguma coisa”. Richardson tem como marca despir as mulheres que posam para seus ensaios, e foi acusado de constranger modelos e estagiárias durante a realização de seus trabalhos. Entre as denúncias feitas na reportagem do Times, mulheres afirmam que ele já exigiu que elas ficassem em posições “degradantes” durante os cliques, e, em alguns casos, pediu até que as modelos tocassem seu órgão sexual. A modelo Emma Appleton chegou a publicar, em 2014, uma mensagem identificada como sendo de Richardson em que ele diz: “Se eu puder transar com você, eu vou te colocar num editorial da Vogue”. A revista Newsweek apurou que as primeiras acusações sobre o comportamento do fotógrafo de 52 anos surgiram em 2010. E se muitas revistas e empresas continuaram a contratar Richardson, outras deixaram de fazê-lo como a Aldo, H&M e Target. No final de outubro, ele também passou a ser vetado na Vogue, Vanity Fair, e em campanhas de grifes com as quais costumava trabalhar, como Valentino, Bulgari e Diesel. Além de fotos de moda e de celebridades, geralmente envolvendo nudez, ele assinou clipes de Miley Cyrus (“Wrecking Ball”), Taylor Swift (“The Last Time”), Lady Gaga (“Cake”) e Beyoncé (“Xo”), entre outras estrelas da música pop. Miley chegou a comentar ter se arrependido de fazer “Wrecking Ball” nua, afirmando que estava chapada. Assessores de Richardson tentaram reverter a situação com um comunicado: “Terry é um artista conhecido por seu trabalho sexualmente explícito, tantas de suas interações profissionais com temas são de natureza sexual e explícita, mas todos os colaboradores de seu trabalho participaram consensualmente dos ensaios”.

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