Madonna canta com artistas cabo-verdenses em novo clipe
A cantora Madonna lançou mais um clipe do disco “Madame X”. A música “Batuka” é uma homenagem aos ritmos e cantos das antigas escravas da ilha de Cabo Verde. Assim como a canção, o vídeo tem participação da Orquestra Batukadeiras, artistas cabo-verdenses. “Sou muito sortuda de ter conhecido e trabalhado com mulheres tão inspiradoras”, disse Madonna, sobre a parceria. Em material da gravadora sobre a produção do clipe, Madonna explicou que a colaboração foi sugestão do músico português Dino D’Santiago. “Ele me falou: ‘Você precisa conhecer as Batukadeiras’. Elas são uma força de empoderamento feminino, energia e paixão. Nesse lugar pequeno, no meio do nada, tem essas mulheres sentadas, que tocam essas músicas, é incrível. Elas levantam para fazer solos ou duetos e é muito inspirador. Depois de ver isso, eu quis colaborar, e elas aceitaram”. O resultado é o melhor single extraído de “Madame X” até o momento. Mas pode chamar de apropriação cultural, já que está na ponta da língua. A carreira de Madonna apropria-se de outras culturas desde “Vogue”, em 1990. E o pop americano visita a Africa e convida músicos do país para “participação especial” desde muito antes disso. Mick Fleetwood lançou o disco “The Visitor” em 1981 e Paul Simon venceu o Grammy com o álbum “Graceland” em 1986. A direção do clipe é do holandês Emmanuel Adjei, que também assinou “Dark Ballet”, um dos clipes anteriores de “Madame X”.
Terry Crews estrela primeiro clipe solo da cantora do Alabama Shakes
Brittany Howard, cantora e guitarrista da banda Alabama Shakes, lançou um clipe solo para a música “Stay High”, que tem como destaque a participação do ator Terry Crews, conhecido pelas séries “Brooklyn Nine-Nine” e “Todo Mundo Odeia o Chris”. Dirigido por Kim Gehrig (do célebre “The Girls”, de Calvin Harris), o clipe foi filmado em Athens, Alabama, terra natal da vocalista, e mostra Crews voltando para casa após um dia de trabalho duro. O ator explicou como se deu a participação: “Eu recebi um e-mail de Brittany Howard me pedindo para participar de uma música que ela escreveu que é sobre seu pai, e como ele era importante para sua família. E ela escreveu com tanta emoção, eu não consegui acreditar. Ela disse ‘podemos filmar em L.A’ e eu disse ‘não, eu vou até você, vamos fazer isso em Alabama. Vamos onde você cresceu, onde está sua família”. “Stay High” faz parte do primeiro álbum solo da cantora, “Jamie”, previsto para 20 de setembro.
Avril Lavigne lança clipe fúnebre com clichês de metal satânico
Avril Lavigne lançou um novo clipe de temática mórbida. Apesar de trazer caixão e carro fúnebre, “I Fell In Love With The Devil” não tem o tom confessional de “Head Above Water”, que marcou a volta da cantora no ano passado, refletindo a sua luta contra a doença de Lyme. Desta vez, o clima sombrio é clichê, reciclando a iconografia de vídeos de metal melódico satânico. No vídeo, a cantora se alterna entre longos vestidos vermelhos e o visual de uma noiva de preto, entre cruzes, um cenário montado num cemitério e um homem elegante como o diabo. Consta que os fãs evangélicos da cantora ficaram contrariados. “Você precisa de Jesus”, escreveu um seguidor. De todo modo, em contraste com o visual, a música é chorosa feito pop sertanejo. Lembra Sandy num clipe de metal – o que, por sinal, existe. A direção é do cineasta Elliott Lester (“Em Busca de Vingança”), que também assinou o clipe “Head Above Water”.
Turma da Mônica: Laços ganha clipe com música de Tiago Iorc
O canal da Turma da Mônica no YouTube divulgou o clipe de “Laços”, música de Tiago Iorc feita para a trilha sonora de “Turma da Mônica: Laços”, em cartaz nos cinemas. O vídeo é composto por cenas do primeiro filme live-action dos personagens dos quadrinhos de Mauricio de Sousa, dirigido por Daniel Rezende (“Bingo – O Rei das Manhãs”). A ideia é que a música fosse inédita no lançamento do filme. Ela foi especificamente encomendada para a produção em 2017, com indicação do momento em que deveria tocar no longa e envio do roteiro para Iorc usar como base ao criar a letra. Entretanto, “Laços” acabou saindo antes num disco do músico, “Reconstrução”, lançado em maio. O detalhe é que todas as 13 faixas do álbum ganharam clipes com participação da modelo/musa Michele Alves, inclusive a do filme. Assim, o clipe de “Turma da Mônica: Laços” acabou sendo o segundo da canção. Mas a proximidade das obras trouxe uma curiosidade. Pela coincidência do corte de cabelo, Michele até lembra uma versão mais velha (“Mônica Jovem”) da intérprete de Mônica, a estreante Giulia Benitte. Confira os dois clipes abaixo.
Post Malone vira zumbi e encontra atriz de Supernatural em novo clipe
O rapper emo Post Malone lançou um novo clipe, em que ganha uma nova tatuagem à facada na garganta. Mas os detratores não tem muito tempo para comemorar, pois nem isso o impede de cantar. Ele morre, mas volta como zumbi para continuar sua trajetória horripilante de sucesso. O clipe de “Goodbyes” tem participação do rapper Young Thug e da atriz Kathryn Newton. Ela é a única a não fugir quando o zumbi Malone encontra a gangue que o matou. Também pudera. Está acostumada a enfrentar coisa pior na série “Supernatural”, onde vive a caçadora de monstros Claire Novak. A atriz também faz parte do elenco das séries “Big Little Lies” e “The Society”. A direção é de Colin Tilley (de clipes de Iggy Azalea, Justin Bieber e Tyga), que se inspirou na iconografia “rebelde” dos anos 1950, com delinquentes, jaquetas de couro e penteados estilizados. Só que o resultado lembra mais as sci-fi trash pós-apocalípticas dos anos 1980 – com delinquentes, jaquetas de couro e penteados estilizados. “Goodbyes” é a primeira faixa inédita de Post Malone em 2019, ainda que ele tenha se mantido nas paradas musicais com “Wow” e “Sunflower” (da trilha de “Homem-Aranha no Aranhaverso”).
Clipe e vídeo de bastidores de Emicida emocionam com histórias de superação
O rapper Emicida lançou um dos clipes mais emocionantes do ano, “AmarElo”, em parceria com Pabllo Vittar e Majur. O tom é estabelecido por uma gravação de desabafo depressivo e construído em torno de um refrão de Belchior (da música “Sujeito de Sorte”) sobre sofrimento, enfrentamento de dificuldades e superação. Gravado no Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, o clipe trouxe vários personagens da comunidade carioca como figurantes. O detalhe é que suas histórias enriquecem muito a mensagem musical, como demonstrou um segundo vídeo, dedicado a depoimentos dessas pessoas. Elas são Tuany Nascimento, professora de balé do projeto Na Ponta dos Pés, que ensina meninas a dançar quando não há tiroteios, Lu Costa, estilista e “costureira de raiz”, que perdeu sua oficina num incêndio e tatuou uma fênix para recomeçar, Jalmyr Vieira, bacharel de Direito que foi o único negro de sua turma, mais atletas amputados, dançarinos sobreviventes e outros. As histórias de superação individual se completam com as participações de Pabllo Vittar e Majur, que representam a comunidade LGBTQIA+. O próprio Emicida escreveu o roteiro do clipe, que teve direção de Sandiego Fernandes (dos documentários “Trans” e “Samba na Caixinha”, ambos da GloboNews). O single também dá nome ao novo disco de Emicida, que sai ainda neste ano.
Miley Cyrus lança clipe feminista com participação de sua mãe e ativistas
Miley Cyrus lançou o clipe de “Mother’s Daughter”, em que retoma batidas de pop eletrônico e postura mais sexual. A diferença é que desta vez não se trata de rebeldia adolescente, mas de expressão artística de uma mulher tão bem resolvida que inclui a própria mãe, Leticia “Tish” Cyrus, entre as convidadas do vídeo para ilustrar empoderamento – não apenas feminino, mas LGBTQIA+. Amparada por uma direção de arte glamourosa, que combina sado-masoquismo, parada LGBTQIA+ e super-heróis, Miley reúne diversos nomes da cena alternativa americana – entre artistas e ativistas, aparecem os modelos trans Aaron Philip e Casil McArthur, a skatista Lacey Baker, a dançarina Amazon Ashley, a atriz Angelina Duplisea e a ativista de 11 anos Mari Copeny – , para se assumir politicamente feminista e queer. O clipe é repleto de slogans, de “a virgindade é uma construção social” e “o pecado está em seu olhar” até “não é um objeto” e “meu corpo, minhas regras” (frases escritas sobre corpos femininos nus), sem abrir mão da sensualidade explícita. O que deve dar curto-circuito em machistas que propagam que feministas são feias e assexuadas. Miley demonstra como o feminismo é, na verdade, um afrodisíaco poderoso. Mas também algo que pode representar um ato maternal, como amamentação – uma das imagens do vídeo. “Deve ser devido a alguma coisa na água ou que eu sou filha da minha mãe”, ela diz na canção, juntando empoderamento e família – e lá se vai outro pedaço do cérebro conservador para o chão. A direção é do cineasta francês Alexandre Moors, que após chamar atenção com o drama indie “Chevrolet Azul” (2013) tem se especializado em clipes de rappers americanos, como ScHoolboy Q e Kendrick Lamar. A música “Mother’s Daughter” faz parte do EP “She Is Coming”, com título de duplo sentido, lançado por Miley em maio. A cantora anunciou que o disco de seis faixas será o primeiro de uma trilogia, que deve ser completada ainda este ano com os EPs “She Is Here” e “She Is Everything”.
Novo clipe de Madonna faz crítica violenta contra a política de liberação de armas
Madonna lançou o clipe de “God Control”, que faz uma crítica contundente à política de armas dos Estados Unidos, a mesma que o governo Bolsonaro tenta copiar no Brasil. Já no começo, o vídeo avisa ao espectador que as imagens contém cenas de violência brutal. Iguais às que acontecem todo o dia. E a seguir passa a exibir imagens de TV sobre os protestos de adolescentes contra o massacre de colegas de sua escola, enquanto Madonna redige seu próprio protesto em forma de letra musical, antes de sair para uma balada, ser assaltada no caminho e, após chegar a seu destino, morrer sob as balas de uma assassino armado, que dispara contra os frequentadores da boate. A edição não segue ordem cronológica e ainda inclui cenas mórbidas de caixões decorados com flores numa igreja barroca, enquanto um coro de crianças embala a parte sacra da canção. Ao final, o vídeo mostra dados estatísticos de assassinatos por armas de fogo nos Estados Unidos e exige maior controle estatal (proibição) sobre o comércio de armas. Há muitas referências visuais na obra, entre elas a recriação do ataque armado à boate Pulse, em Orlando, nos EUA, em 2016, quando um atirador matou 49 pessoas num ato de homofobia raivosa. Entretanto, a cena do crime lembra mais a pista do famoso clube Studio 54, o primeiro que Madonna visitou ao se mudar para a cidade de Nova York na década de 1970. Assim como essa justaposição, a música que acompanha a politização de Madonna atira para os todos os lados, num surto esquizofrênico que abraça gospel, house, disco music, rap, techno e electropop, alternando-se bruscamente entre suas diferentes partes/personalidades. A direção é de Jonas Åkerlund, que tem longa relação com Madonna, desde os bons tempos de “Ray of Light” (1998). Nos últimos anos, ele tem trabalhado mais como diretor de filmes, como “Lords of Chaos” (2018), cinebiografia da banda Mayhem, e “Polar” (2019), adaptação de quadrinhos lançada na Netflix. A música “God Control” faz parte do disco “Madame X”, lançado em 14 de junho, que se tornou o nono álbum da Madonna a atingir o topo da parada da Billboard.
Nova parceria de Anitta e Major Lazer ganha clipe/comercial de bebida
O novo clipe internacional de Anitta, “Make It Hot”, chegou no YouTube assumindo sua condição de comercial da Bacardi. Garrafas com o rótulo da marca de bebida recebem mais closes que os artistas no começo do vídeo, e o nome da fabricante de rum ainda aparece em letras “garrafais” nos créditos finais. A peça publicitária com música inédita é a segunda parceria entre a brasileira e Major Lazer, projeto do DJ e produtor americano Diplo, após o sucesso de “Sua Cara”. O vídeo patrocinado pela Bacardi foi gravado na Costa Rica e, apesar do título em inglês, traz Anitta cantando em espanhol. Ela aparece entre aposentos coloridos de uma casa tropical e uma festa comandada por Diplo, acompanhada por duas dançarinas carismáticas, enquanto os outros integrantes do grupo (Walshy Fire e Ape Drums) fingem que fazem alguma coisa, ao fundo das cenas. A direção é de Jovan Todorovic, diretor sérvio do thriller “The Belgrade Phantom” (2009) e da campanha comercial da Adidas “See My Creativity”, no ano passado.
Descendentes 3 ganha trailer dublado e data de estreia no Brasil
O Disney Channel divulgou a versão dublada em português do trailer de “Descendentes 3”, que revela a data de estreia nacional do novo telefilme com os filhos reformados dos vilões clássicos das fábulas encantadas. A prévia dá detalhes da trama, ao mostrar Mal (filha de Malévola) pedida em casamento por Ben (filho da Bela e da Fera) e a volta da maldição da Bela Adormecida. Para impedir que a população do reino de Auradon caia em sono eterno, Mal reúne seus amigos para ir atrás do vilão Hades e obter um objeto mágico capaz de reverter a maldição. Além de Dove Cameron como Mal, Cameron Boyce, Sofia Carson, Booboo Stewart e Mitchell Hope também retornam na continuação, repetindo seus papéis como Carlos, Evie, Jay e Ben, enquanto Cheyenne Jackson (de “American Horror Story”) veste uma peruca púrpura new wave para encarnar Hades. Para completar, Kenny Ortega também retorna como diretor. A estreia vai acontecer em 9 de agosto no Brasil, uma semana após a exibição nos Estados Unidos.
Gravação “perdida” de Freddie Mercury ganha clipe inédito
A Universal Music divulgou um clipe inédito de Freddie Mercury para a música “Time Waits For No One”, recém-descoberta nos arquivos do estúdio Abbey Road. A música é uma versão despojada de “Time”, gravada em 1986. No vídeo, o vocalista do Queen apresenta-se acompanhado apenas pelo piano de Mike Moran, em franco contraste com a gravação que foi lançada na época – que tinha banda, orquestra e coro vocal épico. O clipe, por sinal, usa imagens do vídeo feito originalmente para divulgar a canção original. “Time” era uma composição solo de Mercury para a ópera rock teatral homônima de Dave Clarke, exibida durante dois anos no West End londrino. O cenário do clipe de Mercury é justamente o Dominion Theatre, em Londres, onde a peça foi encenada de 1986 a 1988. Foi o próprio Clark quem achou a gravação da versão alternativa e tratou de disponibilizá-la. “É só Freddie e o piano e isso realmente mostra um artista incrível e o alcance incrível que ele tinha”, disse o músico para a agência Reuters. Clark, que liderou a banda Dave Clark Five nos anos 1960, trabalhou com vários cantores para o álbum “Time”. Mercury cantou duas músicas, a faixa-título e “In My Defense”. Mas ele se sembrava que o cantor gravou um ensaio acompanhado apenas pelo piano. Durante anos, tentou encontrar aquela versão, sem sucesso. Chegou a achar que ela estava perdida. Até poucos dias atrás. “Trata-se de uma celebração do Freddie. Que contribuição maravilhosa ele deu à nossa indústria musical”, concluiu Clark, sobre o lançamento. Compare abaixo os clipes e as gravações de “Time Waits For No One” e “Time”.
Thom Yorke vai lançar disco solo com curta dirigido por Paul Thomas Anderson
A Netflix divulgou um teaser de “Anima”, projeto musical de Thom Yorke, vocalista do Radiohead. O título se refere ao novo álbum solo do cantor, que será lançado na próxima quinta-feira (27/6) nas plataformas digitais. O detalhe é que o disco chegará acompanhado por um curta-metragem dirigido por Paul Thomas Anderson, que será disponibilizado na Netflix e no circuito de cinemas IMAX. O curta, que também tem lançamento marcado para 27 de junho, dará imagens para três faixas de “Anima”. Curiosamente, Paul Thomas Anderson costuma trabalhar no cinema com o guitarrista do Radiohead, Jonny Greenwood, e dirigiu um dos clipe mais recente da banda, “Daydreaming”. Graças à parceria com Anderson, Greenwood disputou seu primeiro Oscar de Melhor Trilha Sonora em 2018 – por “Trama Fantasma”. Thom Yorke, por sua vez, estreou como compositor de trilhas com o lançamento de “Suspiria”, também no ano passado.
Clipe de Baco Exu do Blues faz História com prêmio no festival publicitário de Cannes
O clipe “Bluesman”, do rapper Baco Exu do Blues, foi premiado nesta terça (18/6) no Festival Cannes Lions, principal premiação da publicidade mundial, na categoria Entertainment for Music (entretenimento para música). O vídeo brasileiro, dirigido por Douglas Bernardt, dividiu o prêmio com “This Is America”, de Childish Gambino, considerado pela crítica internacional o melhor clipe de 2018. A conquista superou “Apeshit”, do casal Beyoncé e Jay-Z , e “Oh Baby”, do grupo LCD Soundsystem, que estavam indicados na categoria. “Bluesman” foi destaque na Pipoca Moderna em seu lançamento, em dezembro passado, e também integrou a lista do site com os Melhores Clipes Brasileiros de 2018, publicada logo em seguida. O mercado publicitário brasileiro está acostumado a vencer categorias do Cannes Lions, mas é a primeira vez que um clipe nacional é premiado no evento. “A primeira coisa que pensei quando soube da notícia foi sobre a importância disso para o rap nacional. Ver o rap brasileiro chegando, disputando com o rap estrangeiro e ganhando espaço entre eles é muito impactante”, disse Baco Exu do Blues sobre a façanha, em comunicado “Além disso, o fato de um filme com um discurso negro, com todo elenco negro e que retrata a fragilidade e a força negra conseguir conquistar um prêmio desse tamanho sendo rap brasileiro é muito doido.” Praticamente um curta-metragem, com mais de 8 minutos de duração, “Bluesman” combina trechos de três músicas de Baco Exu do Blues e subverte expectativas com sua narrativa visual, que parece sugerir mais uma história de “negro correndo da polícia”, ao estilo “Cidade de Deus”, para se revelar a história de um “jovem Basquiat”, de um artista correndo atrás de seu destino. Quem corre é o ator Kelson Succi (da série “1 Contra Todos”), deixando para trás um monte de preconceitos, ao manifestar em sua disparada a mensagem da letra. “Eles querem um preto com arma pra cima /Num clipe na favela gritando cocaína/ Querem que nossa pele seja a pele do crime/ Que Pantera Negra só seja um filme”. Entretanto, o protagonista do clipe é um jovem da classe média, atrasado para uma aula de música. Um jovem estudioso. “Eles têm medo pra c* de um próximo Obama”, segue a letra. O clipe já foi assistido quase 1,5 milhão de vezes no YouTube. Veja mais uma vez abaixo.







