Roteirista de concorrente do Brasil no Oscar é preso no Irã
Mehdi Mahmoudian, coautor de "Foi Apenas um Acidente", foi detido após assinar carta com críticas ao aiatolá Ali Khamenei
Wagner Moura vai estrelar remake de filme iraniano vencedor de Cannes
Ator brasileiro será protagonista da nova versão de "Gosto de Cereja", com direção do argentino Lisandro Alonso e filmagens previstas para este ano
Morre o diretor Bahram Beyzaie, o “Shakespeare da Pérsia”, aos 87 anos
Cineasta e dramaturgo fundamental da cultura iraniana moderna faleceu nos EUA, onde lecionava na Universidade de Stanford
“Five Nights at Freddy’s 2” e “Foi Apenas um Acidente” chegam ao cinema
Continuação do terror de sucesso e principal rival de "O Agente Secreto" no Oscar 2026 chegam acompanhados de "Detetives do Prédio Azul 4" e vários lançamentos limitados
Vencedor da Palma de Ouro é condenado à prisão no Irã por “propaganda” contra o regime
O premiado cineasta Jafar Panahi, representante da França no Oscar 2026, foi sentenciado pela terceira vez por suas atividades como diretor de filmes
Vencedor da Palma de Ouro está no Brasil para participar da Mostra de São Paulo
O cineasta iranian Jafar Panahi, perseguido por seu ativismo, traz seu novo filme "Foi Apenas um Acidente" e recebe o Prêmio Humanidade
Diretor iraniano que venceu Festival de Cannes 2025 pede “dissolução imediata” do regime do país
Jafar Panahi defende transição democrática em apelo nas redes em meio ao confronto bélico com Israel
Estreias | “Chico Bento” é o principal lançamento de cinema
Circuito também recebe cinebiografia animada do rapper Pharrell Williams e filmes premiados em festivais internacionais
Filme de Mohammad Rasoulof é aclamado em Cannes após fuga do Irã
"The Seed of the Sacred Fig" tornou-se o filme mais aplaudido do festival francês, com 15 minutos de ovação
Condenado à prisão, diretor foge do Irã e lança filme no Festival de Cannes
Mohammad Rasoulof fugiu do país após ser sentenciado a cinco anos de prisão e chibatadas
Cineasta iraniano é condenado a chicotadas, confisco e cinco anos de prisão
Vencedor do Festival de Veneza, Mohammad Rasoulof é acusado de "conluio contra a segurança nacional"
Cineasta iraniano renomado é assassinado em sua casa
Assassinato do renomado cineasta iraniano Dariush Mehrjui e esposa choca Teerã O cineasta iraniano Dariush Mehrjui, de 83 anos, e sua esposa foram assassinados em sua casa na noite de sábado (14/10), informou Autoridade Judiciária do Irã neste domingo (15). O casal foi morto a facadas em sua residência localizada próxima a Teerã. A filha do cineasta foi quem encontrou os corpos e chamou a polícia. Investigação Preliminar As primeiras investigações, conduzidas pelas autoridades locais, revelaram que Mehrjui e sua esposa, Vahideh Mohammadifar, foram atacados com múltiplas facadas no pescoço. Em entrevista ao jornal Etemad, publicada neste domingo (15/10), a esposa do cineasta havia mencionado ameaças recebidas e um roubo ocorrido em sua residência. Porém, o chefe da justiça da província de Alborz, Husein Fazeli-Harikandi, esclareceu que “nenhuma queixa foi apresentada relativa à entrada ilegal na propriedade da família Mehrjui e ao roubo dos seus bens”. Legado Cinematográfico Mehrjui é reconhecido como um dos pilares da nova onda do cinema iraniano, que se iniciou na década de 1960. Seu filme “A Vaca” (1969) é tido como um marco desta movimentação cinematográfica no Irã. Ao longo de sua carreira, o cineasta acumulou quase 50 prêmios, incluindo a Concha de Ouro do Festival de San Sebastián pelo filme “Sara” (1993), sobre uma esposa que secretamente sustenta o marido. Durante o período de 1980 a 1985, Mehrjui residiu na França, onde dirigiu “Le Voyage au Pays de Rimbaud” (1983). Retornando ao Irã, alcançou sucesso nas bilheterias com “Os Inquilinos” (1987). Na década de 1990, destacam-se em sua filmografia obras como “Hamoun” (1990) e “Leila” (1997), esta última abordando a questão da esterilidade feminina e as complexidades matrimoniais na sociedade iraniana. A notícia do assassinato de Dariush Mehrjui e sua esposa na noite deste sábado (14) repercutiu amplamente, causando grande impacto na comunidade cinematográfica iraniana e internacional.
Cineasta iraniano enfrenta novas acusações do governo após sair da prisão
O cineasta iraniano Mohammad Rasoulof (“Não Há Mal Algum”), que foi recentemente libertado da prisão por motivos médicos, está enfrenando novas acusações que podem levá-lo de volta à prisão. O diretor está sendo acusado pelas autoridades iranianas de formar uma assembleia ilegal e fazer conluio contra a segurança nacional, além de insultar a liderança do regime e de espalhar propaganda contra o Estado. Caso seja considerado culpado pelo Tribunal Revolucionário, Rasoulouf poderá receber uma nova sentença de oito anos de prisão. Oficialmente, Rasoulof foi preso em julho do ano passado para cumprir uma sentença inicialmente movida contra ele em 2011 e 2019, por supostamente espalhar propaganda contra o Estado. Mas sua prisão ocorreu antes da morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos morta por infringir o rígido código de vestimenta feminino. O evento desencadeou protestos em todo o país e, em resposta, o governo iraniano reprimiu os manifestantes e esmagou qualquer crítica ao regime online. Apesar disso, Rasoulof fez um apelo, transmitido pelas redes sociais, pedindo às forças de segurança iranianas que parassem seus ataques violentos contra os manifestantes. É isto que, supostamente, está sendo considerado subversão. No último sábado (11/2), o diretor foi liberado da prisão em licença médica para fazer uma cirurgia. E, na segunda-feira (13/2), ele recebeu sua ordem de libertação, o que significa que não precisaria retornar à prisão para cumprir sua sentença original. Porém, com o surgimento dessas novas acusações, sua liberdade está novamente comprometida. “Tudo depende de como o tribunal reagirá às novas acusações”, disse Farzad Pak, amigo de Rasoulof e produtor de “Não Há Mal Algum”, ao site The Hollywood Reporter. A libertação de Rasoulof aconteceu pouco tempo depois que seu colega, Jafar Panahi (“Taxi Teerã”), também ter sido liberado da prisão, após anunciar que faria greve de fome. Tanto Panahi quanto Rasoulof foram condenados, em 2011, a seis anos de prisão e proibidos de fazer filmes por 20 anos por sua suposta divulgação de propaganda “anti-regime”. A sentença de Rasoulof foi posteriormente suspensa e ele foi libertado sob fiança. Mas depois de fazer a turnê de divulgação do seu filme “Um Homem Íntegro” (2017), que aborda a corrupção e a injustiça no Irã, e que venceu o prêmio Um Certo Olhar no Festival de Cannes, Rasoulof teve seu passaporte confiscado e foi proibido de deixar o país. Ele filmou “Não Há Mal Algum” em segredo e contrabandeou o filme para fora do país. Mas como estava proibido pelas autoridades iranianas de frequentar o Festival de Berlim em 2020, foi sua filha, Baran Rasoulof, protagonista do longa, que aceitou o Urso de Ouro em seu nome. Ironicamente, “Não Há Mal Algum” relatava quatro histórias que questionavam até que ponto a liberdade individual poderia ser expressa sob um regime despótico e suas ameaças aparentemente inescapáveis. O “sistema” iraniano deu a resposta na prática. Assista abaixo ao trailer de “Não Há Mal Algum”.









