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    Cineasta iraniano renomado é assassinado em sua casa

    15 de outubro de 2023 /

    Assassinato do renomado cineasta iraniano Dariush Mehrjui e esposa choca Teerã O cineasta iraniano Dariush Mehrjui, de 83 anos, e sua esposa foram assassinados em sua casa na noite de sábado (14/10), informou Autoridade Judiciária do Irã neste domingo (15). O casal foi morto a facadas em sua residência localizada próxima a Teerã. A filha do cineasta foi quem encontrou os corpos e chamou a polícia.   Investigação Preliminar As primeiras investigações, conduzidas pelas autoridades locais, revelaram que Mehrjui e sua esposa, Vahideh Mohammadifar, foram atacados com múltiplas facadas no pescoço. Em entrevista ao jornal Etemad, publicada neste domingo (15/10), a esposa do cineasta havia mencionado ameaças recebidas e um roubo ocorrido em sua residência. Porém, o chefe da justiça da província de Alborz, Husein Fazeli-Harikandi, esclareceu que “nenhuma queixa foi apresentada relativa à entrada ilegal na propriedade da família Mehrjui e ao roubo dos seus bens”.   Legado Cinematográfico Mehrjui é reconhecido como um dos pilares da nova onda do cinema iraniano, que se iniciou na década de 1960. Seu filme “A Vaca” (1969) é tido como um marco desta movimentação cinematográfica no Irã. Ao longo de sua carreira, o cineasta acumulou quase 50 prêmios, incluindo a Concha de Ouro do Festival de San Sebastián pelo filme “Sara” (1993), sobre uma esposa que secretamente sustenta o marido. Durante o período de 1980 a 1985, Mehrjui residiu na França, onde dirigiu “Le Voyage au Pays de Rimbaud” (1983). Retornando ao Irã, alcançou sucesso nas bilheterias com “Os Inquilinos” (1987). Na década de 1990, destacam-se em sua filmografia obras como “Hamoun” (1990) e “Leila” (1997), esta última abordando a questão da esterilidade feminina e as complexidades matrimoniais na sociedade iraniana. A notícia do assassinato de Dariush Mehrjui e sua esposa na noite deste sábado (14) repercutiu amplamente, causando grande impacto na comunidade cinematográfica iraniana e internacional.

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    Cineasta iraniano enfrenta novas acusações do governo após sair da prisão

    14 de fevereiro de 2023 /

    O cineasta iraniano Mohammad Rasoulof (“Não Há Mal Algum”), que foi recentemente libertado da prisão por motivos médicos, está enfrenando novas acusações que podem levá-lo de volta à prisão. O diretor está sendo acusado pelas autoridades iranianas de formar uma assembleia ilegal e fazer conluio contra a segurança nacional, além de insultar a liderança do regime e de espalhar propaganda contra o Estado. Caso seja considerado culpado pelo Tribunal Revolucionário, Rasoulouf poderá receber uma nova sentença de oito anos de prisão. Oficialmente, Rasoulof foi preso em julho do ano passado para cumprir uma sentença inicialmente movida contra ele em 2011 e 2019, por supostamente espalhar propaganda contra o Estado. Mas sua prisão ocorreu antes da morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos morta por infringir o rígido código de vestimenta feminino. O evento desencadeou protestos em todo o país e, em resposta, o governo iraniano reprimiu os manifestantes e esmagou qualquer crítica ao regime online. Apesar disso, Rasoulof fez um apelo, transmitido pelas redes sociais, pedindo às forças de segurança iranianas que parassem seus ataques violentos contra os manifestantes. É isto que, supostamente, está sendo considerado subversão. No último sábado (11/2), o diretor foi liberado da prisão em licença médica para fazer uma cirurgia. E, na segunda-feira (13/2), ele recebeu sua ordem de libertação, o que significa que não precisaria retornar à prisão para cumprir sua sentença original. Porém, com o surgimento dessas novas acusações, sua liberdade está novamente comprometida. “Tudo depende de como o tribunal reagirá às novas acusações”, disse Farzad Pak, amigo de Rasoulof e produtor de “Não Há Mal Algum”, ao site The Hollywood Reporter. A libertação de Rasoulof aconteceu pouco tempo depois que seu colega, Jafar Panahi (“Taxi Teerã”), também ter sido liberado da prisão, após anunciar que faria greve de fome. Tanto Panahi quanto Rasoulof foram condenados, em 2011, a seis anos de prisão e proibidos de fazer filmes por 20 anos por sua suposta divulgação de propaganda “anti-regime”. A sentença de Rasoulof foi posteriormente suspensa e ele foi libertado sob fiança. Mas depois de fazer a turnê de divulgação do seu filme “Um Homem Íntegro” (2017), que aborda a corrupção e a injustiça no Irã, e que venceu o prêmio Um Certo Olhar no Festival de Cannes, Rasoulof teve seu passaporte confiscado e foi proibido de deixar o país. Ele filmou “Não Há Mal Algum” em segredo e contrabandeou o filme para fora do país. Mas como estava proibido pelas autoridades iranianas de frequentar o Festival de Berlim em 2020, foi sua filha, Baran Rasoulof, protagonista do longa, que aceitou o Urso de Ouro em seu nome. Ironicamente, “Não Há Mal Algum” relatava quatro histórias que questionavam até que ponto a liberdade individual poderia ser expressa sob um regime despótico e suas ameaças aparentemente inescapáveis. O “sistema” iraniano deu a resposta na prática. Assista abaixo ao trailer de “Não Há Mal Algum”.

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    Cineasta iraniano Mohammad Rasoulof é liberado temporariamente da prisão

    13 de fevereiro de 2023 /

    O cineasta iraniano Mohammad Rasoulof, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim por “Não Há Mal Algum” (2020), foi libertado após ficar preso por mais de sete meses. A libertação é temporária, com o objetivo de permitir que Rasoulof trate de alguns problemas de saúde. “Mohammad foi libertado sob fiança por razões médicas, [mas] ainda há outras acusações [contra ele] em que ainda não se tomou uma decisão”, disse Farzad Pak, produtor de “Não Há Mal Algum”, ao site The Hollywood Reporter. “Eles [o tribunal] podem levá-lo de volta [para a prisão] ou deixá-lo no limbo.” Rasoulof foi libertado no sábado (11/2) e atualmente está descansando em sua casa em Teerã. A advogada do diretor, Maryam Kianersi, disse à agência de notícias francesa AFT que sua prisão foi suspensa por duas semanas. As autoridades iranianas prenderam Rasoulof em julho do ano passado, junto com seu colega Mostafa Aleahmad, por participar de protestos relacionados ao desabamento de um um prédio no sudoeste do país em maio. O edifício Metropol, que estava em construção em Abadan, uma das principais cidades da província de Khuzestan, sudoeste do país, desabou parcialmente em uma rua muito movimentada. A tragédia provocou vários protestos no país em solidariedade com as famílias das vítimas e contra as autoridades, acusadas de corrupção e incompetência. Durante as manifestações, a polícia iraniana usou gás lacrimogêneo, deu tiros de advertência e anunciou detenções. Muitos iranianos pediram o julgamento dos responsáveis pela tragédia. Em vez disso, a polícia do país foi atrás de quem protestou. Rasoulof e Aleahmad foram presos por “incitar distúrbios e perturbar a segurança psicológica da sociedade”, segundo a IRNA (Agência de Notícias da República Islâmica). Os produtores iranianos de seus filmes divulgaram um alerta, transmitido pela distribuidora americana Kino Lorber, de que os dois cineastas foram enviados para detenção em um local desconhecido. Ironicamente, “Não Há Mal Algum” relatava quatro histórias que questionavam até que ponto a liberdade individual poderia ser expressa sob um regime despótico e suas ameaças aparentemente inescapáveis. O “sistema” iraniano deu a resposta na prática. A libertação de Rasoulof aconteceu pouco tempo depois que seu colega, Jafar Panahi (“Taxi Teerã”), também ter sido liberado da prisão, após anunciar que faria greve de fome. Tanto Panahi quanto Rasoulof foram condenados, em 2011, a seis anos de prisão e proibidos de fazer filmes por 20 anos por sua suposta divulgação de propaganda “anti-regime”. A sentença de Rasoulof foi posteriormente suspensa e ele foi libertado sob fiança. Mas depois de fazer a turnê de divulgação do seu filme “Um Homem Íntegro” (2017), que aborda a corrupção e a injustiça no Irã, e que venceu o prêmio Um Certo Olhar no Festival de Cannes, Rasoulof teve seu passaporte confiscado e foi proibido de deixar o país. Ele filmou “Não Há Mal Algum” em segredo e contrabandeou o filme para fora do país. Mas como estava proibido pelas autoridades iranianas de frequentar o Festival de Berlim em 2020, foi sua filha, Baran Rasoulof, protagonista do longa, que aceitou o Urso de Ouro em seu nome. Assista abaixo ao trailer de “Não Há Mal Algum”.

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    Jafar Panahi é libertado da prisão após iniciar greve de fome

    3 de fevereiro de 2023 /

    O premiado diretor de cinema iraniano Jafar Panahi foi libertado nessa sexta-feira (3/2) depois de passar meses preso. A libertação de Panahi, relatada primeiro pelo jornalista iraniano independente Mansour Jahani, aconteceu pouco tempo depois que o diretor iniciou uma greve de fome na prisão. “Eu irei resistir até meu corpo sair da prisão”, relatou o diretor na ocasião. A intenção do artista era chamar atenção da imprensa e de festivais de cinema internacionais para a repressão à artistas em seu país e às contínuas agressões aos direitos da mulher. O cineasta ainda não se manifestou desde que saiu da prisão. Porém, o Festival de Cinema de Berlim, que já o premiou com o Urso de Ouro pelo filme “Táxi Teerã” (2015), emitiu um comunicado falando sobre sua libertação. “Estávamos muito preocupados com a saúde de Jafar Panahi e agora estamos muito felizes por ele finalmente ter sido libertado”, disseram os diretores do festival, Mariëtte Rissenbeek e Carlo Chatrian. Panahi foi considerado culpado de “propaganda contra o governo” por apoiar os protestos de 2009 contra a reeleição do ultraconservador Mahmud Ahmadinejad como presidente da República Islâmica. Detido por dois meses em 2010, ele foi colocado em prisão domiciliar e proibido de filmar por 25 anos. Mas Panahi resistiu. Continuou fazendo filmes de forma ilegal. O documentário “Isto Não É um Filme” (2011), que retratou seu cotidiano sob as restrições do governo, foi levado para o Festival de Cannes em 2011 dentro de um bolo de aniversário. “Cortinas Fechadas” também teve que ser contrabandeado para fora do país. Em ambos os casos, ele filmou dentro dos limites de sua prisão domiciliar. Mas, em enfrentamento declarado, foi às ruas disfarçado para rodar “Táxi Teerã”, vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim de 2015. Após o final do período previsto de prisão domiciliar, esteve ainda mais à vontade para filmar “3 Faces”, que venceu o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Cannes de 2018. A decisão de envia-lo para uma prisão, porém, deu-se por um motivo sem relação aos filmes que rodou. Em julho do ano passado, Panahi decidiu acompanhar o caso de outro vencedor do Urso de Ouro, Mohammad Rasulof (“Não Há Mal Algum”), também preso pelo regime. Ao chegar ao tribunal de Teerã, foi preso em flagrante. Embora tivesse cumprido toda sua pena em prisão domiciliar, o tribunal resolveu que ele deveria ser enviado a uma prisão para reiniciar toda a sentença. Panahi disse, na época, que era vítima de uma grande injustiça e classificou as acusações contra ele como “uma piada”. “Essa prisão foi mais um banditismo e uma tomada de reféns do que a execução de uma sentença judicial”, disse Panahi em uma declaração de 1º de fevereiro, revelada por sua esposa.

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    Premiado diretor Jafar Panahi inicia greve de fome em prisão do Irã

    2 de fevereiro de 2023 /

    O premiado diretor de cinema iraniano Jafar Panahi começou uma greve de fome na prisão. O ato, relatado no Instagram de sua esposa Tahereh Saeidi, é um protesto contra uma pena de 6 anos de prisão aplicada por um tribunal de Teerã em 2010. O cineasta foi considerado culpado de “propaganda contra o governo” por apoiar os protestos de 2009 contra a reeleição do ultraconservador Mahmud Ahmadinejad como presidente da República Islâmica. Detido por dois meses em 2010, ele foi colocado em prisão domiciliar e proibido de filmar por 25 anos. Mas Panahi resistiu. Continuou fazendo filmes de forma ilegal. O documentário “Isto Não É um Filme” (2011), que retratou seu cotidiano sob as restrições do governo, foi levado para o Festival de Cannes em 2011 dentro de um bolo de aniversário. “Cortinas Fechadas” também teve que ser contrabandeado para fora do país. Em ambos os casos, ele filmou dentro dos limites de sua prisão domiciliar. Mas, em enfrentamento declarado, foi às ruas disfarçado para rodar “Táxi Teerã”, vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim de 2015. Após o final do período previsto de prisão domiciliar, esteve ainda mais à vontade para filmar “3 Faces”, que venceu o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Cannes de 2018. A decisão de envia-lo para uma prisão, porém, deu-se por um motivo sem relação aos filmes que rodou. Em julho do ano passado, Panahi decidiu acompanhar o caso de outro vencedor do Urso de Ouro, Mohammad Rasulof (“Não Há Mal Algum”), preso pelo regime. Ao chegar ao tribunal de Teerã, foi preso em flagrante. Embora tenha sido colocado em prisão domiciliar, o tribunal resolveu que o diretor não havia cumprido a pena até então. Panahi disse, na época, que era vítima de uma grande injustiça e classificou as acusações contra ele como “uma piada”. Agora, detido na Prisão de Evin, o diretor emitiu comunicado para a imprensa afirmando que “não irá comer , beber nem tomar qualquer medicamento” até ser liberto. “Eu irei resistir até meu corpo sair da prisão”, relatou o diretor. A intenção do artista é chamar atenção da imprensa e de festivais de cinema internacionais sobre a repressão no cinema de seu país e das contínuas agressões aos direitos da mulher. Panahi venceu vários prêmios internacionais, incluindo a Câmera de Ouro do Festival de Cannes por “O Balão Branco”, de 1995, e o Urso de Ouro do Festival de Cinema de Berlim em 2015 por seu filme “Táxi Teerã”. Os filmes do diretor não são exibidos em seu país de origem.

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    Estrela de filme vencedor do Oscar é presa no Irã

    17 de dezembro de 2022 /

    A atriz Taraneh Alidoosti, estrela de “O Apartamento” (2016), filme vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, foi presa pela polícia iraniana, uma semana depois de fazer uma postagem no Instagram expressando solidariedade ao primeiro homem executado por crimes supostamente cometidos durante os protestos recentes no país. Vários iranianos estão protestando contra a política conservadora do país, após uma mulher de 22 anos ter sido agredida até a morte pela polícia por um detalhe fútil. Ela não arrumou direito o véu sobre sua cabeça, deixando aparecer um pedaço de seu cabelo, o que foi considerado um crime extremamente ofensivo e lhe causou a morte. A agência de mídia estatal iraniana informou que Alidoosti foi detida sob a acusação de “espalhar falsidades” sobre os protestos. Ela escreveu em seu Instagram: “O nome dele era Mohsen Shekari. Cada organização internacional que assiste a este derramamento de sangue e não age é uma vergonha para a humanidade”. Shekari foi executado em 9 de dezembro após ser acusado por um tribunal iraniano de bloquear uma rua em Teerã e atacar um membro das forças de segurança do país com um facão. Além da postagem de solidariedade, a atriz de 38 anos também protestou com um foto no Instagram, em que aparece sem um véu sobre a cabeça, vestimenta que é obrigatória na República Islâmica. Taraneh Alidoosti é uma das atrizes mais famosas do Irã. “O Apartamento” foi o quarto filme em que trabalhou com o premiado cineasta Asghar Farhadi, sempre em papéis em que precisa lidar com os costumes conservadores do Irã. Seu desempenho mais famoso foi como a liberal Elly de “Procurando Elly” (2009), cujo desaparecimento/morte precipita uma crise moral num grupo de amigos. O filme deu muito o que falar e rendeu o prêmio de Melhor Direção para Farhadi no Festival de Berlim, além de vencer o Festival de Tribeca, em Nova York. O anúncio de sua detenção é o mais recente de uma série de prisões de celebridades, incluindo jogadores de futebol, atores e influenciadores, devido ao apoio às manifestações antigovernamentais, que já duram três meses no país.

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    Jafar Panahi envia carta da prisão para o Festival de Veneza

    3 de setembro de 2022 /

    O cineasta iraniano Jafar Panahi, que se encontra preso pelo regime ultraconservador de seu país, enviou uma mensagem em desafio à censura do Irã, que foi revelada no Festival de Veneza neste sábado (3/9). Um dos diretores mais premiados do Irã, que já venceu o Leão de Ouro de Veneza com “O Círculo” (2009), Panahi participa do festival deste ano com seu novo filme, “No Bears”, apesar de estar preso desde o mês passado, condenado a seis anos de encarceramento por fazer “propaganda contra o governo”. A propaganda consiste em filmes de temática social e o apoio do diretor aos protestos de 2009 contra a reeleição do ultraconservador Mahmud Ahmadinejad como presidente da República Islâmica. Detido por dois meses em 2010, ele já tinha passado 12 anos em prisão domiciliar e proibido de filmar por 25 anos. Apesar da sentença, ele conseguiu enviar a carta de sua cela na prisão, que o diretor do festival, Alberto Barbara, leu no início de um painel do festival intitulado “Cineastas sob ataque: fazendo um balanço, agindo”. “Somos cineastas, para nós viver é criar”, escreveu Panahi. “O trabalho que criamos não é encomendado [portanto] alguns de nossos governos nos veem como criminosos… alguns [cineastas] foram proibidos de fazer filmes, outros foram forçados ao exílio ou reduzidos ao isolamento. E, no entanto, a esperança de criar novamente é uma razão de existência.” Panahi foi o terceiro cineasta iraniano a ser preso no país em agosto. Além dele, também foram jogados em prisões Mohammad Rasoulof, que venceu o Urso de Ouro de Berlim com “Não Há Mal Algum” (2020), e Mostafa Aleahmad (“Poosteh”), em meio a uma onda de repressão aos artistas em todo o país. Panahi foi preso depois de protestar contra as prisões de Rasoulof e Aleahmad. O produtor de “Não Há Mal Algum”, Kaveh Farnam, disse no painel de Veneza, que o governo do Irã realiza “um grande ataque ao cinema iraniano independente, aos cineastas e tudo que não compartilha 100% da mesma ideologia do governo”. Fazer cinema no Irã, disse Farnam, “não é um direito, é um privilégio. O governo dá o privilégio a quem faz propaganda ou apresenta outra imagem [positiva] do país”. Quem não se sujeitar a isso ou não faz cinema ou é preso. Ele agradeceu à comunidade internacional por “fazer barulho” em apoio aos cineastas iranianos, mas alertou que a repressão “ainda não terminou” e outros cineastas correm riscos. Além da situação no Irã, o painel discutiu a perseguição de cineastas em outros países, com destaque para a repressão na Turquia, Egito e Mianmar. Um dos casos mais absurdos lembrados foi o do cineasta turco Cidgem Mater, que não foi preso por fazer um filme, mas “por pensar em fazer um filme” sobre um assunto proibido. Mater também enviou uma carta a Veneza, escrita de sua cela na prisão, agradecendo à comunidade cinematográfica internacional por seu apoio. Vanja Kalurdjercic, diretora do Festival Internacional de Cinema de Roterdã e uma das fundadoras da Comissão Internacional de Cineastas em Risco (ICFR, na sigla em inglês), disse que é necessário que a comunidade cinematográfica global “soe um alarme muito alto” sobre o “aumento dramático” de censura, prisão e abuso de cineastas em todo o mundo. Até agora, o ICFR arrecadou 420 mil euros para ajudar cineastas na Ucrânia e conseguiu ajudar centenas de integrantes da indústria cinematográfica do Afeganistão a fugir do país em segurança, após a nova ascensão do Talebã.

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    Vencedor do Urso de Ouro, Jafar Panahi vai passar seis anos em prisão do Irã

    19 de julho de 2022 /

    O cineasta iraniano Jafar Panahi voltou a ser preso na semana passada em Teerã e condenado a cumprir seis anos de prisão, anunciaram as autoridades judiciais iranianas nesta terça-feira (19/7). A sentença se refere a um processo de 2010, que ele cumpriu em prisão domiciliar – desconsiderada na nova sentença. Segundo declaração oficial do porta-voz Masud Setayeshi, ele já foi transferido para o centro de detenção de Evin para cumprir sua pena. O cineasta foi considerado culpado de “propaganda contra o governo” por apoiar os protestos de 2009 contra a reeleição do ultraconservador Mahmud Ahmadinejad como presidente da República Islâmica. Detido por dois meses em 2010, ele foi colocado em prisão domiciliar e proibido de filmar por 25 anos. Mas Panahi resistiu. Continuou fazendo filmes de forma ilegal. O documentário “Isto Não É um Filme” (2011), que retratou seu cotidiano sob as restrições do governo, foi levado para o Festival de Cannes em 2011 dentro de um bolo de aniversário. “Cortinas Fechadas” também teve que ser contrabandeado para fora do país. Em ambos os casos, ele filmou dentro dos limites de sua prisão domiciliar. Mas, em enfrentamento declarado, foi às ruas disfarçado para rodar “Táxi Teerã”, vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim de 2015. Após o final do período previsto de prisão domiciliar, esteve ainda mais à vontade para filmar “3 Faces”, que venceu o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Cannes de 2018. A decisão de envia-lo para uma prisão, porém, deu-se por um motivo sem relação aos filmes que rodou. Na segunda passada (11/7), Panahi decidiu acompanhar o caso de outro vencedor do Urso de Ouro, Mohammad Rasulof (“Não Há Mal Algum”), preso pelo regime. Ao chegar ao tribunal de Teerã, foi preso em flagrante, apesar do período cumprido em prisão domiciliar. Rasoulof foi detido junto com seu colega Mostafa Aleahmad por participar de protestos relacionados ao desabamento de um um prédio no sudoeste do país em maio. A tragédia provocou vários protestos no país em solidariedade com as famílias das vítimas e contra as autoridades, acusadas de corrupção e incompetência. O acúmulo de prisões de cineastas no Irã tem despertado protestos na comunidade cinematográfica mundial. Os organizadores do Festival de Cannes declararam que condenam veementemente as prisões, bem como “a onda de repressão realizada pelo Irã contra seus artistas”. Por sua vez, o Festival de de Veneza pediu a “libertação imediata” dos diretores de cinema, enquanto o festival de Berlim disse que se sente “consternado e indignado” com a prisão. Na sexta-feira (15/7), o Ministério das Relações Exteriores da França denunciou um fenômeno que ilustra “a perturbadora deterioração da situação dos artistas no Irã”. Entretanto, não são apenas diretores de cinema que incomodam as autoridades iranianas. Qualquer comportamento considerado impróprio tem rendido dura repressão. Em maio de 2014, a polícia prendeu homens e mulheres que gravaram um vídeo em que dançavam a música “Happy”, de Pharrell Williams. Apesar da repercussão internacional, inclusive com apelo do músico, os detidos foram condenados a seis meses de prisão e 91 chicotadas.

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    Diretor vencedor do Urso de Ouro é preso no Irã

    9 de julho de 2022 /

    As autoridades iranianas prenderam na sexta-feira (8/7) um dos cineastas mais importantes do país. O premiado diretor Mohammad Rasoulof foi detido junto com seu colega Mostafa Aleahmad por participar de protestos relacionados ao desabamento de um um prédio no sudoeste do país em maio, informou a agência estatal de noticias Irna. O edifício Metropol, que estava em construção em Abadan, uma das principais cidades da província de Khuzestan, sudoeste do país, desabou parcialmente em uma rua muito movimentada. A tragédia provocou vários protestos no país em solidariedade com as famílias das vítimas e contra as autoridades, acusadas de corrupção e incompetência. Durante as manifestações, a polícia iraniana usou gás lacrimogêneo, deu tiros de advertência e anunciou detenções. Muitos iranianos pediram o julgamento dos responsáveis pela tragédia. Em vez disso, a polícia do país foi atrás de quem protestou. Rasoulof e Aleahmad foram presos por “incitar distúrbios e perturbar a segurança psicológica da sociedade”, segundo a IRNA. Os produtores iranianos de seus filmes divulgaram um alerta, transmitido pela distribuidora americana Kino Lorber, de que os dois cineastas foram enviados para detenção em um local desconhecido. Reconhecido mundialmente por seu talento artístico, Rasulof venceu o Urso de Ouro do Festival de Berlim em 2020 pelo filme “Não Há Mal Algum”, mas já na época sofreu consequências da repressão do país, que não lhe permitiu viajar à Alemanha para participar do evento. Rasulof teve seu passaporte confiscado depois do lançamento de seu filme anterior, “Um Homem Íntegro”, em 2017, exibido no Festival de Cannes, onde também foi premiado – venceu a mostra Um Certo Olhar. Ele também encontra-se proibido de fazer filmes, porque estaria usando o cinema para fazer “propaganda contra o sistema”. “Não Há Mal Algum” acompanhava quatro histórias que questionavam até que ponto a liberdade individual poderia ser expressa sob um regime despótico e suas ameaças aparentemente inescapáveis. O “sistema” iraniano deu a resposta na prática.

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    13 filmes para entender o Talibã

    22 de agosto de 2021 /

    O Taliban odeia o cinema. Mas há filmes que ajudam a explicar o terror que seu fanatismo religioso representa. Selecionamos 13 documentários, dramas, animações e até uma comédia que ajudam a entender como o Talibã chegou ao poder no Afeganistão, a opressão que ele exerce sobre a população e o que pensam realmente os afegãos comuns sobre a situação. Para dar dimensão da complexidade do tema, um partido político nanico do Brasil chegou a comemorar a retomada do Afeganistão pelos talibãs como uma vitória contra o imperialismo ianque. Estrelado por Tom Hanks, “Jogos do Poder” lembra que foi o tal “imperialismo ianque” que armou os fanáticos contra os comunistas soviéticos nos anos 1980. Muitos devem lembrar que até Rambo lutou ao lado dos mujahidins (combatentes) do Afeganistão em “Rambo III”, seis anos antes de iniciaram sua ofensiva em 1994 para instalar o Emirado Islâmico no país com armas e financiamento americanos. Quem pinta o Talibã como o pior regime do mundo não é Hollywood. São cineastas afegãos e muçulmanos de outros países, em sua maioria. O documentário “The Forbidden Reel” lembra que os talibans não só proibiram o cinema, como mandaram queimar todos os arquivos de filmes existentes no país, destruindo a memória cinematográfica afegã. “Frame by Frame” reforça que nem fotografia era permitida. E “Midnight Traveler” (exibido nos cinemas brasileiros como “O Viajante da Meia-Noite”) registra a jornada de um cineasta em fuga com sua família do próprio país para não ser executado. Os noticiários dos últimos dias mostraram como a população afegã se desesperou como a volta do Talibã e se amontoou no aeroporto de Kabul, gerando imagens chocantes. O filme “Neste Mundo” já acompanhava, em 2002, a história de fuga de um adolescente afegão em meio ao cerco dos radicais. Dirigido pelo inglês Michael Winterbottom, era uma obra de ficção, mas seu intérprete, o jovem Jamal Udin Torabi, realmente percorreu a odisseia descrita na tela em sua vida real. O terror é muito real. A ativista Malala Yousafzai, pessoa mais jovem a ser laureada com um prêmio Nobel, tornou-se mundialmente conhecida por desafiar o fanatismo talibã no Paquistão, segundo país com a maior quantidade de seguidores dessa vertente radical. Tudo o que ele fez foi ir a escola. Bastou para enfurecer os intolerantes que organizaram um atentado à sua vida num ônibus escolar. Sob o Talibã, mulheres não podem estudar nem trabalhar. Muito menos mostrar os rostos, os pés, as mãos, qualquer parte do corpo. Precisam usar burcas de cor uniforme, porque qualquer diferença sinalizaria vaidade, o que é pecado mortal. Filmes como “Osama” e “Às Cinco da Tarde” mostram protagonistas femininas durante e depois do primeiro domínio talibã no Afeganistão. Para até crianças compreenderem o tamanho da intolerância, as animações “A Ganha-Pão” e “Os Olhos de Cabul” mostram de forma clara o impacto do fanatismo sobre as famílias afegãs. Quando decide abordar a situação, Hollywood prefere ressaltar o heroísmo americano com filmes de guerra. A maioria exagera, como é típico do cinema americano, mas vale destacar “Posto de Combate” por dar uma dimensão mais realista ao conflito – e como a propalada vitória nunca aconteceu realmente, ajudando a explicar a facilidade com que o Talibã recuperou terreno no país. Veja abaixo sugestões com trailers destes e outros filmes. São 13 no total, um número que muitos associam ao horror. Todos os títulos estão disponíveis em plataformas devidamente identificadas abaixo de cada citação. Títulos em inglês significam que as buscas nos serviços devem ser feitas com o nome original da produção. Vale observar que o MUBI tem disponibilidade rotativa – apesar do grande acervo, só abre acesso a um punhado de destaques por vez.     A Caminho de Kandahar | Irã, França | 2001 (Claro Vídeo, MUBI)     In This World (Neste Mundo) | Reino Unido | 2002 (MUBI)     Osama | Afeganistão | 2003 (MUBI)     At Five in the Afternoon (Às Cinco da Tarde) | Irã | 2003 (MUBI)     O Caçador de Pipas | EUA | 2007 (Google Play, Sky Play, YouTube Filmes)     Jogos do Poder | EUA | 2007 (Apple TV, Claro Vídeo, MUBI, Oi Play)     Frame by Frame | Afeganistão | 2015 (MUBI)     Malala | EUA, Emirados Árabes | 2015 (Netflix)     A Ganha-Pão | Irlanda, Canadá | 2017 (Netflix)     Os Olhos de Cabul | França | 2019 (Apple TV, MUBI, SKY Play, Telecine, Vivo Play)     Posto de Combate | EUA | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Paramount+, SKY Play, YouTube Filmes)     Midnight Traveler (O Viajante da Meia-Noite) | Afeganistão | 2019 (MUBI)     The Forbidden Reel | Afeganistão | 2020 (MUBI)

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    Diretor iraniano é assassinado, desmembrado e jogado no lixo pelos próprios pais

    19 de maio de 2021 /

    Os pais do diretor iraniano Babak Khorramdin, de 47 anos, confessaram ter matado e esquartejado o filho no último domingo (16/5). Segundo a agência de notícias iraniana Rok News Agency, o pai, Akbar Khorramdin, não se arrepende do crime. Em seu depoimento, ele disse: “Estou aliviado… Não tenho mais preocupações na minha vida”. O corpo do diretor foi encontrado dentro de uma mala numa lata de lixo em Ektaban, bairro da capital iraniana Teerã. Khorramdin formou-se na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Teerã em 2009 com um mestrado em cinema e no se mudou para Londres em 2010 para continuar seus estudos. Depois de passar anos morando na Inglaterra, o diretor retornou ao país natal para dar aulas na Universidade Karaj. Seus créditos incluem uma série de curtas-metragens feitos em Londres, incluindo “Crevice” e “Oath to Yashar”, que conta a história da experiência de um jovem fictício de se mudar para Londres para estudar e sentir falta de sua família em casa. “Desde a pandemia e o início das aulas online, Babak trazia estudantes para a nossa casa três vezes por semana, dizendo que daria aulas particulares”, disse o pai à Corte Criminal de Teerã. “Mas ele só trazia estudantes mulheres para casa. Nem sabíamos se eram estudantes mesmo”, acrescentou como justificativa para o assassinato, supostamente cometido em nome da honra e da decência. Akbar relatou que queria vender o carro e dar dinheiro para o filho alugar o próprio apartamento, mas Babak, ao ouvir a proposta, respondeu que nunca sairia da casa dos pais. “Eu avisei que ou ele saía, ou eu conhecia alguém que aceitaria 10 milhões de tomãs [moeda iraniana] para matá-lo. Babak sorriu e disse: ‘Não seja bobo. Eu sou o Babak; ninguém pode fazer nada comigo'”. Com a recusa, o pai confessou que planejou o assassinato do filho com a esposa. De acordo com o depoimento, a mãe colocou sonífero na comida do filho e o pai o esfaqueou até a morte. Em seguida, os dois levaram o corpo até o banheiro, onde o esquartejaram para colocá-lo em uma mala. Pai e mãe do diretor agora estão presos.

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  • Etc,  Filme

    Kambuzia Partovi (1956 – 2020)

    24 de novembro de 2020 /

    O cineasta Kambuzia Partovi, roteirista do único filme iraniano premiado com um Leão de Ouro no Festival de Veneza, morreu nesta terça (24/11) aos 65 anos de covid-19, anunciou o órgão de cinema do Irã. Chamado de um dos “cineastas mais influentes do cinema infantil iraniano”, ele morreu no hospital Dey de Teerã aos 64 anos, disse a fundação Farabi em uma mensagem de condolências em seu site. Nascido em Rasht, no norte do Irã, Partovi começou sua carreira como diretor na década de 1987 com o média-metragem “Eynak”, que foi seguido um ano depois por seu primeiro longa, “Mahi” (“O Peixe”), premiado com um troféu especial da UNICEF no Festival de Berlim. Ele rapidamente se tornou uma figura importante do cinema iraniano, mas não se limitou ao gênero infantil do começo da sua carreira. Ao todo, dirigiu 10 filmes, mas também se projetou como roteirista, ao trabalhar com vários cineastas iranianos de renome, como Abbas Kiarostami, Jafar Panahi e Majid Majidi. Uma de suas parcerias mais celebradas foi “Cortinas Fechadas” (2013), que ele codirigiu com Panahi. No filme premiado no Festival de Berlim, Partovi também atuou como protagonista, vivendo praticamente a si mesmo: um roteirista se esconde do mundo em uma casa de praia, tendo apenas seu cachorro clandestino (proibido de morar no local) como companhia. A tranquilidade é quebrada abruptamente pela chegada de uma jovem que se diz em fuga das autoridades. Ela se recusa a sair e faz muitas perguntas sobre a vida do escritor, despertando-lhe a paranoia. Além de filmes de arte, consagrados pela crítica, ele também escreveu o roteiro do filme épico “Muhammad”, de 2015, que foi o mais caro da história do cinema iraniano. Apesar de realizado com a chancela do governo islâmico do país, este filme biográfico, que retrata a infância do profeta Maomé, foi criticado como um “ato hostil” e uma “distorção do islã” pelo clérigo máximo da Arábia Saudita, rival regional do Irã. Seu roteiro de maior projeção também criou polêmica entre conservadores islâmicos, ao abordar as dificuldades enfrentadas pelas mulheres iranianas. Lançado em 2000, “O Círculo”, dirigido por Jafar Panahi, foi consagrado pela crítica mundial e se tornou o único filme iraniano a ganhar o Leão de Ouro de Melhor Filme no prestigioso festival de cinema de Veneza – além de mais cinco troféus, incluindo o Prêmio da Crítica. Seu último trabalho foi “Kamion”, que ele escreveu e dirigiu há dois anos, sobre uma mulher e seus filhos em fuga do Estado do Islã. O longa também lhe rendeu seu último prêmio, como Melhor Roteiro no Festival Fajr. Foi a quarta vez que seus roteiros ganharam reconhecimento no festival de Teerã, o que tornou Partovi o maior vencedor da categoria entre seus pares.

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  • Filme

    Estrela iraniana de O Apartamento é condenada a cinco meses de prisão

    25 de junho de 2020 /

    Taraneh Alidoosti, estrela de “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, e uma das atrizes mais populares do Irã, foi condenada a cinco meses de prisão por ativismo antigoverno, informou a BBC Persia e o canal de notícias Iran International TV, ambos do Reino Unido. Nas redes sociais, o advogado de Alidoosti, Kaveh Rad, afirmou que a sentença estava suspensa por dois anos e será anunciada oficialmente em 1º de julho. A notícia também foi confirmada à revista Variety pelo ator iraniano Babak Karimi, que co-estrelou com Alidoosti “O Apartamento”, vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira de 2017. Karimi chamou a sentença de um ato de intimidação pelas autoridades iranianas depois que ela compartilhou um vídeo no Twitter de um membro da “polícia da moral” do Irã insultando e atacando uma mulher na rua por não usar o véu hijab. Em janeiro, Alidoosti criticou duramente as autoridades iranianas quando disse a seus 5,8 milhões de seguidores no Instagram que “não somos cidadãos, somos cativos, milhões de cativos”, em um post que foi removido posteriormente. A Iran International TV, com sede em Londres, informou que, por ocasião dos posts, Alidoosti foi convocada para comparecer à Promotoria de Cultura e Mídia, acusada de “atividades de propaganda contra o Estado” e libertada sob fiança. Considerada pelos fãs como a “Natalie Portman do Irã”, ela boicotou a cerimônia do Oscar vencida por “O Vendedor” para protestar contra a proibição de visto a iranianos, decretada por de Donald Trump, chamando a medida de “racista” no Twitter. A atriz se tornou ícone da juventude iraniana ao interpretar a garota alegre e desinibida que desaparece misteriosamente em “Procurando Elly”, filme que projetou Asghar Farhadi mundialmente em 2009. Como Elly, ela ajudou a demonstrar ao mundo a existência de uma classe média moderna em choque com os valores antiquados do regime político-religioso vigente no Irã.

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