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    Grande favorito ao Oscar, Moonlight ganha primeiro trailer legendado

    4 de janeiro de 2017 /

    A Diamond Films divulgou o trailer legendado de “Moonlight”, drama indie que está sendo considerado um dos grandes favoritos ao Oscar 2017. A prévia destaca o clima dramático, as ótimas interpretações e os diversos elogios que a produção vem recebendo, além de revelar que o filme ganhará um subtítulo no Brasil (que óbvio), chamando-se “Moonlight: Sob a Luz do Luar” – tipo “Stop: Pare”. Produzido pelo astro Brad Pitt, o drama que ganha elogios rasgados (“perfeito”, “obra-prima”, etc) acompanha três períodos da vida de um jovem, desde os dias de bullying na infância até seu formação como adulto, com direito a decepções familiares, contato com a violência, o tráfico e descoberta de desejos homossexuais em um bairro violento de Miami. “Moonlight” é o segundo longa do jovem diretor e roteirista Barry Jenkins, e tem um elenco composto exclusivamente por intérpretes negros, numa combinação de atores novatos com veteranos conhecidos, como Naomie Harris (“007 Contra Skyfall”) e Mahershala Ali (o Boca de Algodão da série “Luke Cage”), além da cantora Janelle Monáe. Já em cartaz em circuito limitado nos EUA, o filme só estreia no Brasil em 23 de fevereiro.

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    Moonlight é o Melhor Filme do Ano para a crítica de Los Angeles

    5 de dezembro de 2016 /

    O drama indie “Moonlight” foi considerado o Melhor Filme do ano pela crítica de Los Angeles. O longa que acompanha um jovem negro durante três fases distintas de sua vida, lidando com a descoberta da sexualidade em meio ao universo masculino da criminalidade e das drogas de Miami, também rendeu prêmios de Melhor Direção para Barry Jenkins, Melhor Ator Coadjuvantte para Mahershala Ali e Melhor Direção de Fotografia para James Laxton. Escrito e dirigido por Jenkins, “Moonlight” começa a despontar entre os favoritos ao Oscar 2017, já tendo vencido o Gotham Awards, premiação dos melhores filmes independentes, e recebido diversas indicações ao Critics Choice Awards. Entre os prêmios de interpretação, a Los Angeles Film Critics Association reconheceu Adam Driver como Melhor Ator por seu desempenho em “Paterson” e voltou a cacifar Isabelle Huppert na temporada, como Melhor Atriz por “Elle” e “Things to Come”. Lily Gladstone foi eleita a Melhor Atriz Coadjuvante por “Certas Mulheres”. A lista de melhores do ano dos críticos californianos ainda destacou o sul-coreano “A Criada” como Filme Estrangeiro, o japonês “Your Name” com Animação e “I Am Not Your Negro” como Documentário.

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    Gotham Awards: Moonlight vence a primeira premiação importante da temporada nos EUA

    29 de novembro de 2016 /

    O drama indie “Moonlight” saiu na frente na temporada de premiações nos EUA. A primeira grande cerimônia de premiação do ano, o Gotham Awards, dedicado ao cinema independente, consagrou a produção com quatro troféus, entre eles os de Melhor Filme e Roteiro de 2016, na noite de segunda-feira (28/11) em Nova York. Escrito e dirigido por Barry Jenkins, “Moonlight” também recebeu o Prêmio do Público e um Prêmio Especial do Júri, conferido para seu elenco. A trama conta a história de Black, um jovem negro durante três fases distintas de sua vida, lidando com a descoberta da sexualidade em meio ao universo masculino da criminalidade e das drogas de Miami. “Estas são pessoas marginais vivendo vidas marginais. É ótimo que exista reconhecimento para este tipo de história, porque precisaremos delas cada vez mais, agora mais que nunca”, disse Jenkins, em seu agradecimento, aludindo à situação política dos EUA, com a mudança de presidente no país. Embora o Gotham Awards não considere elegível vários concorrentes ao Oscar, como “La La Land” e outras produções de grandes estúdios, vale observar que os dois últimos vencedores do prêmio também venceram o Oscar: “Birdman” (2014) e “Spotlight” (2015). Os produtores de “Moonlight” devem agora estar torcendo para a tendência continuar. Líder em indicações ao prêmio, “Manchester à Beira-Mar”, de Kenneth Lonergan, acabou rendendo o troféu de Melhor Ator a Casey Affleck, cuja performance vinha sendo considerada favorita por toda a crítica. “Sentir esse reconhecimento é muito bom. Não pensei que fosse me importar tanto”, ele comemorou. Por outro lado, a aposta em Natalie Portman, por “Jackie”, não vingou. A grande surpresa da noite, por sinal positiva, foi a consagração da francesa Isabelle Huppert como Melhor Atriz pelo poderoso “Elle”, de Paul Verhoeven. “Não consigo respirar e não sei o que dizer”, ele disse em seu agradecimento. “Não esperava que isto acontecesse. Me disseram que era um prêmio americano: ‘Você é francesa, nunca vai consegui-lo’.” A jovem atriz Anya Taylor-Joy foi premiada como a Revelação do ano por sua atuação no terror “A Bruxa”, e Trey Edward Shults como o Melhor Diretor Estreante de 2016 por “Krisha”. Completando a lista de premiações, “O.J. – Made in America” foi consagrado como melhor documentário, e “Crazy Ex-Girlfriend” levou o prêmio de Melhor Série. MELHOR FILME Moonlight MELHOR ATOR Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar) MELHOR ATRIZ Isabelle Huppert (Elle) ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO Anya Taylor-Joy (A Bruxa) DIRETOR REVELAÇÃO Trey Edward Shults (Krisha) MELHOR ROTEIRO Barry Jenkins (Moonlight) MELHOR DOCUMENTÁRIO O.J.: Made in America PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI Elenco de Moonlight PRÊMIO DO PÚBLICO Moonlight SÉRIE DE LONGA DURAÇÃO Crazy Ex-Girlfriend SÉRIE DE CURTA DURAÇÃO Her Story

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    Robert Pattinson vai filmar thriller de ação com Sylvester Stallone

    5 de novembro de 2016 /

    Robert Pattinson (“The Rover – A Caçada”) vai começar a filmar “Idol’s Eye” no próximo ano, um projeto que estava parado desde 2014, devido à problemas de financiamento. Entretanto, o comunicado da Benaroya Pictures informa que houve mudanças no elenco. Originalmente previsto para ser coestrelado por Robert De Niro (“Um Senhor Estagiário”), o filme agora terá Sylvester Stallone (“Os Mercenários”) como chefão mafioso. A trama é inspirado numa reportagem sobre uma gangue de ladrões, que depois de roubar uma loja pornográfica acabou descobrindo que o local, na verdade, servia para lavar dinheiro de um dos chefes do crime mais poderosos da cidade. Pattison será o ladrão principal e terá Stallone em seu encalço. A atriz Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”) também continua no elenco da produção, que será dirigida pelo francês Olivier Assayas. Curiosamente, os dois últimos filmes do diretor foram estrelados pela ex-namorada de Pattinson, Kristen Stewart – “Acima das Nuvens” (2014) e “Personal Shopper” (2016). As filmagens estão previstas para o início de 2017 em Toronto, no Canadá.

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    Moonlight: Conheça o drama indie que está fazendo sensação nos EUA com as melhores críticas do ano

    23 de outubro de 2016 /

    Um drama indie chamou atenção neste fim de semana por uma performance muito acima da média no circuito limitado norte-americano. Exibido em apenas quatro cinemas, “Moolinght” fez mais de US$ 100 mil por sala, a maior arrecadação por tela do ano. Para completar, conquistou 99% de aprovação crítica no levantamento tanto do site Rotten Tomatoes quanto do Metacritic. Trata-se da melhor avaliação do ano. Para se ter ideia, em sua introdução ao filme, a revista Rolling Stone definiu o lançamento como “melhor filme de 2016”. E não foi no texto. Foi no título. O filme também conquistou três indicações ao Gotham Awards, a primeira premiação de cinema da temporada, que acontece em novembro nos EUA. Para conhecer melhor o longa, produzido pelo astro Brad Pitt, confira abaixo o pôster, o trailer e o comercial com elogios rasgados (“perfeito”, “obra-prima”, etc) divulgados pelo estúdio A24. Com imagens impactantes, as prévias dão uma ideia da dramaticidade da produção, que acompanha três períodos da vida de um jovem, desde os dias de bullying na infância até seu formação como adulto, com direito a decepções familiares, contato com a violência e o tráfico e descoberta de desejos homossexuais em um bairro violento de Miami. “Moonlight” marca a estreia do jovem diretor e roteirista Barry Jenkins em longa metragem, e deve ocupar o vácuo deixado pela rejeição ao cineasta Nate Parker, que era considerado favorito ao Oscar com seu drama escravagista “The Birth of a Nation”, até cair em desgraça por conta da descoberta de um escândalo sexual de seu passado. O elenco, composto exclusivamente por intérpretes negros, faz uma combinação de atores novatos com veteranos conhecidos, como Naomie Harris (“007 Contra Skyfall”) e Mahershala Ali (o Boca de Algodão da série “Luke Cage”), além da cantora Janelle Monáe. Lançado neste fim de semana nos EUA, o filme não tem previsão de estreia no Brasil  

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    Temporada de premiações é aberta com as indicações do Gotham Awards

    22 de outubro de 2016 /

    A temporada de premiações do cinema americano foi inaugurada com a primeira lista de indicados a troféus do ano. Voltado ao reconhecimento da produção independente, o Gotham Awards divulgou os filmes de concorrem a seus prêmios. E o drama “Manchester à Beira-Mar”, de Kenneth Lonergan, se destacou com quatro indicações. “Manchester à Beira-Mar” vai disputar categorias de Melhor Filme, Ator (Casey Affleck), Roteiro (Lonergan) e Ator Revelação (Lucas Hedge). O filme é queridinho da crítica, situação atestada pelo trailer que destaca elogios rasgados. A trama gira em torno do personagem de Affleck, que é obrigado a cuidar do sobrinho após a morte do pai do garoto, apesar de ter abandonado sua família há muito tempo atrás. Seu principal concorrente é “Moonlight”, de Barry Jenkins, que obteve três indicações nas mesmas categorias: Melhor Filme, Roteiro (Jenkins) e Revelação (todo o elenco). Além dos dois longas, a disputa de Melhor Filme ainda inclui “Paterson”, de Jim Jarmusch, “Certas Mulheres”, de Kelly Reichardt, vencedor do Festival de Londres, e “Jovens, Loucos e Mais Rebeldes!!”, de Richard Linklater, que estreou nos cinemas brasileiros neste fim de semana. A cerimônia de premiação do Gotham Awards acontece em 28 de novembro, em Nova York, bem antes da estreia de diversos candidatos em potencial ao Oscar, que chegam aos cinemas na época do Natal. Mas vale observar que os dois últimos vencedores do Gotham Awards também venceram o Oscar: “Spotlight” (2015) e “Birdman” (2014).

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    Tallulah: Ellen Page rouba um bebê no primeiro trailer legendado de drama indie

    30 de junho de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Tallulah”, drama indie estrelado por Ellen Page (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) e Allison Janey (série “Mom”). A prévia resume a trama, mostrando como a personagem-título, interpretada por Page, rouba o bebê de uma mulher alcoólatra para fingir que teve um filho com um rapaz que a abandonou e roubou todo o seu dinheiro. Seu objetivo é conseguir ajuda do mãe do jovem foragido. Mas a senhora, vivida por Janey, se entusiasma com a ideia de ser avó, fazendo o fingimento se estender até a polícia entrar em cena. Curiosamente, a trama oferece uma espécie de inversão da situação de “Juno” (2007), filme em que Page viveu uma adolescente grávida em busca de uma família para quem deixar seu bebê. O elenco ainda inclui Zachary Quinto (“Star Trek”), Uzo Aduba (série “Orange Is the New Black”), David Zayas (série “Gotham”), Evan Jonigkeit (também de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) e Tammy Blanchard (“Caminhos da Floresta”) Exibido no Festival de Sundance deste ano, o filme da cineasta estreante Sian Heder foi adquirido como parte de uma estratégia agressiva do Netflix, que competiu com estúdios estabelecidos pelos direitos de alguns dos principais lançamentos indies de 2016. A estreia vai acontecer em 29 de julho. Só no Netflix.

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    Daniel Day-Lewis pode estrelar novo filme do diretor de Sangue Negro

    4 de junho de 2016 /

    O cineasta Paul Thomas Anderson negocia retomar a parceria com o ator Daniel Day-Lewis, dez anos após dirigi-lo em “Sangue Negro” (2007). Segundo o blog The Playlist, os dois se juntariam numa trama passada no mundo da moda em Nova York dos anos 1950. Ainda não há título, previsão para o começo das filmagens nem data de lançamento, uma vez que o diretor está em processo de escrever o roteiro e selecionar jovens intérpretes para a produção, que será seu terceiro filme consecutivo com financiamento da Annapurna Pictures, após “O Mestre” (2012) e “Vício Inerente” (2014). Daniel Day-Lewis não fez nenhum filme desde que venceu o terceiro Oscar da carreira pelo desempenho em “Lincoln” (2012), nem tem nenhum outro projeto previsto.

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    James Franco vai dirigir Snoop Dogg e Milla Jovovich em thriller pós-apocalíptico

    29 de maio de 2016 /

    O ator James Franco (“Tudo Vai Ficar Bem”) vai dirigir um elenco bem eclético em seu próximo longa-metragem como cineasta, “Future World”, que será um thriller pós-apocalíptico. Segundo o site da revista Variety, o elenco da produção contará com os rappers Snoop Dogg (“Todo Mundo em Pânico 5”) e Method Man (“Descompensada”) e as atrizes Milla Jovovich (“Resident Evil”), Lucy Liu (série “Elementary”) e Suki Waterhouse (“Simplesmente Acontece”). O próprio Franco escreveu a história, que ganhou roteiro final da dupla Bruce Thierry Cheung e Jay Davis, produtores de seus filmes indies. A trama futurista gira em torno da amizade do jovem príncipe de Oasis, uma das últimas regiões habitáveis do planeta, e um robô chamado Ash, que embarcam numa jornada de auto-descoberta em uma mundo violento e desolador. “‘Future World” é uma história fascinante com o tipo de criatividade de um sujeito único como James Franco. Quando você tem a combinação de talentos como Milla, Lucy, Suki, Snoop e James em uma história selvagem o que se passa na tela é algo irreal”, descreveu, empolgado, o produtor executivo Andrea Iervolino, do estúdio Ambi Group, responsável pelo projeto. O filme ainda não tem previsão de estreia.

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    J.K. Simmons e Julie Delpy vão coestrelar comédia indie

    9 de fevereiro de 2016 /

    A atriz francesa Julie Delpy (“Antes da Meia-Noite”) e o vencedor do Oscar J.K. Simmons (“Whiplash”) vão coestrelar a comédia indie “The Bachelors”, informou o site Variety. Escrito e dirigido por Kurt Voelker (“Park”), o filme vai mostrar J.K Simmons como um viúvo que se muda para uma nova cidade com o filho de 17 anos, buscando um recomeço. Ao chegar em Los Angeles, um antigo amigo e duas extraordinárias mulheres vão transformar a vida dos dois. As filmagens estão previstas para o começo de março, em Los Angeles, mas ainda não há previsão para o lançamento.

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    Mostra de Tiradentes premia filme sobre conflitos urbanos

    31 de janeiro de 2016 /

    O filme de título mais longo, “Jovens Infelizes ou um Homem que Grita Não É um Urso que Dança”, foi o vencedor da 19ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Premiado com o Troféu Barroco da Mostra Aurora, a principal premiação do festival mineiro, o filme do paulista Thiago Mendonça aborda encenações teatrais, anarquia, orgias e conflitos urbanos, mesclando improviso em cenas registradas em meio à manifestações reais de protesto. Ao agradecer o troféu, o diretor dedicou a vitória os movimentos sociais. “Ver esse trabalho sendo recebido da maneira como foi aqui demonstra que a gente pode utilizar o cinema para as nossas lutas”, disse Mendonça. Foi também uma vitória para confirmar, a posteriori, o tema do evento. Único festival de cinema do Brasil que proclama seu mote antes que a crítica posso pensar sobre os filmes, Tiradentes definiu 2016 como sendo o ano para discutir “espaços em conflito”. A carapuça serviu para o vitorioso. Ou a vitória escolheu o filme que melhor coube em sua tese. Sempre fica a dúvida, quando se direciona o foco da forma como Tiradentes se orgulha em fazer. O favorito da crítica, por sinal, era outro, “Animal Político”, de Tião, estrelado por uma vaca. A produção faz carreira no exterior, integrando a seleção de Festival de Roterdã, na Holanda. Já o júri popular elegeu a produção carioca “Geraldinos”, de Pedro Asbeg e Renato Martins, como melhor longa. Trata-se de um documentário sobre a “geral” do Maracanã. Menos prestigiada, apesar de exibir obras mais bem realizadas que a dos jovens da Aurora, a Mostra Transições teve seu vencedor definido por um júri formado por cinco universitários, que premiou um dos filmes mais “surreais” do festival, “Tropykaos”, de Daniel Lisboa. Realizada de 22 a 30 de janeiro, a Mostra de Tiradentes exibiu mais de 100 filmes brasileiros, pulverizados em várias mostras paralelas, a maioria sem caráter competitivo. Isto lhe permitiu trazer obras de autores celebrados, mas que vieram apenas “à passeio”, sem deixar registro nas premiações. Assim, o 2016 de Tiradentes fica para a História como o ano dos “Jovens Infelizes”, coincidentemente no fim de semana em que o cinema perdeu Jacques Rivette, que foi o “jovem infeliz” original, muitas décadas atrás.

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    Festival de Tiradentes promove desencontro de gerações

    22 de janeiro de 2016 /

    A Mostra de Tiradentes inicia nesta sexta (22/1) promovendo um desencontro de gerações no interior de Minas Gerais. De um lado, os novos cineastas que o festival costuma lançar. Do outro, figuras conhecidas da vanguarda cinematográfica, como os diretores Julio Bressane, Walter Lima Jr., Maria Ramos, Helena Ignez e Ruy Guerra, representados no evento por novos lançamentos, além de Andrea Tonacci, o grande homenageado. Único festival de cinema a propor tema, feito evento acadêmico, Tiradentes quer este ano discutir filmes como “Espaços de Conflitos”. Assim, a presença de cineastas consagrados, que fizeram da rebelião suas marcas autorais, alimentam a tese – literalmente, no caso do clássico “Serras da Desordem” (2006), de Tonacci. Mas a ideia de unificação temática tropeça no inchaço do evento, ampliado no ano passado, que pulveriza a capacidade do festival de apontar caminhos para o cinema brasileiro, compartimentalizando a produção. As gerações diferentes, na prática, não se integram na programação inchada. Alguns veteranos são exibidos numa mostra chamada Autorais, como se todos os demais filmes do festival não fossem autorais. Há também uma sessão chamada Dissonâncias, que provavelmente exibe filmes comerciais, já que os autorais devem estar na seção, hmm, Autorais. As separações não fazem sentido e só servem para classificar os filmes por gerações – reunidas no mesmo evento para serem separadas em subdivisões. A organização foi ao limite de criar um seção chamada Transições, visando separar os “pioneiros” que participaram de suas primeiras edições dos novíssimos candidatos que agora estreiam na mostra Aurora. Anteriormente tida como a principal seção do festival, a Aurora se acomodou como trampolim de iniciantes, enquanto a Transições passou a trazer um panorama mais consistente da produção independente nacional. A principal consequência dessas subdivisões é que a Aurora virou um vestibular para credenciar cineastas jovens a participarem da Transições nos próximos anos. E para onde os que hoje ocupam a Transições irão? Ao mercado, com propostas autorais/dissonantes? Difícil. O espaço de conflito cinematográfico não é uma tese de festival universitário, é a realidade da concentração do circuito. O potencial emblemático de Tiradentes, do nome ligado à independência brasileira às primeiras premiações da Aurora, embutia uma expectativa. A marca ainda é forte, as realizações foram palpáveis, mas a desvalorização em curso é preocupante, com os melhores filmes passando em seções paralelas à principal premiação. Basta considerar o vencedor da Aurora passada, a primeira pós-Transições. O que aconteceu com “Mais do que eu Possa me Reconhecer”, de Allan Ribeiro, que acompanha o artista plástico Darel Valença Lins em sua relação com a vídeo-arte? Sempre é possível torcer para que os novatos da Aurora consigam decolar e que os ainda jovens da Transições encontrem outros festivais para participar. Mas um prêmio forte ajudaria a todos um pouco mais. CONFIRA OS LONGAS-METRAGENS DA 19ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES MOSTRA HOMENAGEM: ANDREA TONACCI Serras da Desordem (2006, SP) Bang Bang (1970, SP) Bláblábá (1968, SP) MOSTRA AURORA Animal Político, Tião (PE) Aracati, Aline Portugal e Julia De Simone (RJ) Banco Imobiliário, Miguel Antunes Ramos (SP) Filme de Aborto, Lincoln Péricles (SP) Índios Zoró – Antes, Agora e Depois?”, Luiz Paulino dos Santos (PE) Jovens Infelizes ou Um Homem que Grita não é um Urso que Dança”, Thiago B. Mendonça (SP) TaegoAwa, Marcela Borela e Henrique Borela (GO) MOSTRA AUTORIAS Através da Sombra, Walter Lima Jr (RJ) Futuro Junho, Maria Augusta (RJ) Quase Memória, Ruy Guerra (RJ) TRANSIÇÕES A Noite Escura da Alma, Henrique Dantas (BA) Clarisse ou Alguma Coisa sobre Nós Dois, Petrus Cariry (CE) Jonas, Lo Politi (SP) Planeta Escarlate, Dellani Lima E Jonnata Doll (MG) Tropykaos, Daniel Lisboa (BA) Urutau, Bernardo Cancella Nabuco (RJ) MOSTRA SESSÃO DEBATE Garoto, Julio Bressane (RJ) O Espelho, Rodrigo Lima (RJ) Ralé, Helena Ignez (SP) Um Salve Doutor, Rodrigo Sousa & Sousa (SP) MOSTRA BENDITA Being Boring, Lucas Ferraço Nassif (RJ) O Diabo Mora Aqui, Dante Vescio E Rodrigo Gasparini (SP) MOSTRA CENA MINEIRA Introdução à Música do Sangue, Luiz Carlos Lacerda (MG/RJ) MOSTRA PRAÇA Campo Grande, Sandra Kogut (RJ) Geraldinos, Pedro Asbeg E Renato Martins (RJ) Invasores, Marcelo Toledo (SP) Prova De Coragem, Roberto Gervitz (RS) Santo Daime – Império Da Floresta, André Sampaio (PE) MOSTRINHA O Que Queremos Para o Mundo?, Igor Amin (MG) Últimas Conversas,Eduardo Coutinho (RJ) ( a confirmar) As aventuras do avião vermelho, Frederico Pinto e José Maia ( a confirmar) FILME DE ENCERRAMENTO Para Minha Amada Morta, Aly Muritiba (PR)

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