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  • Filme

    High Life: Sci-fi com Robert Pattinson ganha trailer belíssimo

    16 de janeiro de 2019 /

    A produtora indie A24 divulgou o pôster e o trailer americanos de “High Life”, primeira sci-fi e primeiro filme em inglês da celebrada cineasta francesa Claire Denis (“Bastardos” e “Minha Terra, África”). A prévia traz imagens belíssimas, elogios da crítica e um clima de desesperança. Na trama, prisioneiros condenados à morte trocam suas sentenças por uma missão espacial suicida para colher energia perto de um buraco negro. Paralelamente, a médica da nave realiza uma experiência própria, testando obsessivamente a capacidade da tripulação para se reproduzir no espaço. Não demora e os prisioneiros confinados se rebelam diante de um destino sombrio que alimenta desentendimentos e descamba em violência. O elenco destaca Robert Pattinson (“Mapas para a Estrelas”), Mia Goth (“A Cura”), o rapper André Benjamin (“Jimi: Tudo a Meu Favor”), a polonesa Agata Buzek (“Agnus Dei”), o alemão Lars Eidinger (“Personal Shopper”) e a francesa Juliette Binoche (“A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”), que interpreta a médica sádica. “High Life” teve première no Festival de Toronto, onde atingiu 86% de aprovação na média do Rotten Tomatoes. Premiado pela crítica no Festival de San Sebastian, o filme estreou em novembro na França e chega apenas em abril aos Estados Unidos. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Conquistar, Amar e Viver Intensamente dramatiza romance LGBT+

    23 de dezembro de 2018 /

    “Conquistar, Amar e Viver Intensamente” se passa em 1993. É uma história de amor e sexo homossexual, envolvendo um trio de personagens. Jacques (Pierre Deladonchamps), escritor e dramaturgo, encara em seu corpo as consequências decorrentes da ação do HIV no seu sistema imunológico, já combalido. Embora resistindo e lutando bravamente para seguir na vida, a sentença de morte estava dada. Nessa época, havia pouco a fazer quanto a isso. Jacques tem um filho que participa da trama, assim como a mãe do menino, que se define como amiga do escritor. Mathieu (Denis Podalydès) é o companheiro de Jacques e vive com ele, pelo que se supõe vendo o filme, há um bom tempo. O que não significa que a relação entre eles não possa incluir outras pessoas. Arthur (Vincent Lacoste) é um jovem estudante, que vem de fora de Paris, parece à vontade com seu comportamento bissexual, mas até então não havia se apaixonado por ninguém, e se envolve amorosamente com Jacques. É uma história de amor e morte, já que Jacques sabe que sua vida está no fim e tenta evitar um novo romance a essa altura. Para Arthur, no entanto, é seu primeiro grande amor e ele não está disposto a abrir mão disso. Um desencontro terrível, que tempera ternura com desespero. O diretor Christophe Honoré faz um trabalho bonito, digno, ao contar essa história, onde há espaço para nudez, erotismo, humor, embora o drama se sobreponha a tudo isso. Os atores que compõem a trinca de protagonistas seguram bem a narrativa, enfatizando em seus desempenhos a dimensão humana de cada um dos personagens. Não há aqui clichês nem preconceitos de espécie alguma. E há uma entrega muiito grande de cada um deles a seu personagem. A direção de Honoré é sempre firme e o filme tem uma série de sequências muito consistentes. O cineasta já deu mostras da qualidade de seu trabalho, anteriormente, em filmes como “Em Paris”, de 2006, “Canções de Amor”, de 2007, e “A Bela Junie”, de 2008.

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  • Etc,  Filme

    Francis Lai (1932 – 2018)

    10 de novembro de 2018 /

    Morreu o célebre compositor Francis Lai, autor de várias trilhas de cinema, entre elas a de “Love Story”, que lhe rendeu um Oscar em 1971. Ele tinha 86 anos e faleceu na quarta (7/11) na cidade francesa de Nice, de causa desconhecida. Nascido em Nice, Francis Lai foi para Paris com pouco mais de 20 anos para tocar acordeon e integrar a vibrante cena musical do bairro de Montmartre. Em 1965, conheceu o jovem cineasta Claude Lelouch, que o convidou a desenvolver a trilha do filme “Um Homem, uma Mulher”, lançado no ano seguinte. O resultado da primeira trilha de Lai se tornou um marco do cinema. Com seu corinho “da-ba-da-ba-da”, a música-tema virou fenômeno internacional — e uma das gravações mais parodiadas de sua época. A trilha foi indicada ao Globo de Ouro, assim como a parceria seguinte de Lai e Lelouch, “Viver por Viver” (1967). Foi o começo de uma relação duradoura e bem-sucedida entre o cineasta e o compositor, que resultou numa profusão de trilhas que acompanharam a filmografia quase completa de Lelouch. “Francis Lai era o homem da minha vida, um anjo disfarçado de acordeonista”, disse na quarta Lelouch, em entrevista à rádio RTL. “Fizemos 35 filmes juntos e tivemos uma história de amor que durou 50 anos”. O alcance da trilha de “Um Homem, uma Mulher” também abriu as portas de Hollywood para o compositor francês, que no ano seguinte musicou seu primeiro filme falado em inglês, a comédia “Toureiro sem Sorte” (1967), com Peter Sellers e Britt Ekland. Seguiram-se mais comédias, filmes de guerra, suspenses e em pouco tempo Lai passou a dominar o mercado, assinando trilhas de nada menos que dez filmes apenas no ano de 1970 – entre eles, os clássicos “Passageiro da Chuva”, de René Clement, e “Love Story”, de Arthur Hiller, que o consagrou de vez. Ele seguiu em ritmo alucinado durante a década de 1970, bisando suas parcerias com Lelouch, Clement, mas também expandido sua conta bancária até com filmes eróticos, como “Emmanuelle 2” (1975) e o controvertido “Bilitis” (1977) – que ironicamente lhe rendeu a primeira de suas quatro indicações ao César (o Oscar francês). As parcerias com Lelouch foram pontos altos de sua filmografia nas décadas seguintes, rendendo clássicos como “Retratos da Vida” (1981), a continuação “Um Homem, uma Mulher: 20 Anos Depois” (1986), “Itinerário de um Aventureiro” (1988) e “Os Miseráveis” (1995), entre outros, mas também merece destaque o excelente “Olhos Negros (1987), de Nikita Mikhalkov. Ao morrer, Lai trabalhava na trilha de “Les Plus Belles Années”, a derradeira colaboração com seu primeiro e último parceiro de cinema, que Lelouch pretende lançar em 2019. Relembre abaixo alguns dos primeiros e mais famosos trabalhos do compositor.

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  • Filme

    Milla Jovovich vai estrelar adaptação dos cultuados quadrinhos de Corto Maltese

    2 de novembro de 2018 /

    Os cultuados quadrinhos de “Corto Maltese”, do artista italiano Hugo Pratt (1927-1995), vão virar filme. Será a primeira adaptação com atores da obra premiadíssima de um dos maiores mestres da arte sequencial, após versões animadas de sucesso. Criado em 1967 por Pratt, com a célebre história da “Balada do Mar Salgado”, Corto Maltese é um aventureiro dos sete mares, que enfrenta contrabandistas, encontra figuras históricas e vive aventuras passadas nos primeiros anos do século 20. Uma de suas histórias mais famosas, “Sob o Signo de Capricórnio”, o trouxe inclusive à Bahia, onde conheceu o célebre cangaceiro Corisco (também visto no clássico “Deus e o Diabo na Terra do Sol”). O filme vai adaptar a trama de “Corto Maltese na Siberia”, iniciada em 1974, que mostra o ousado plano de roubar o tesouro real do Czar Alexandre II, transportado de trem por revolucionários bolcheviques, após o assassinato da família real russa. Para isso, Corto Maltese contará com a ajuda de uma sociedade secreta chinesa composta apenas por mulheres, mas terá que enfrentar tanto comunistas quanto monarquistas, entre eles o próprio monge louco Rasputim. A adaptação está a cargo do cineasta francês Christophe Gans (“Terror em Silent Hill” e “A Bela e a Fera”), mas a produção será falada em inglês, como confirma a escalação do britânico Tom Hughes (o Príncipe Albert da série “Victoria”) no papel principal. Além dele, o elenco terá Mark Dacascos (que trabalhou com o diretor em “Pacto dos Lobos”) e Milla Jovovich (“Resident Evil”) em papéis não revelados, embora seja fácil deduzir que Jovovich interprete a Duquesa Marina Semenova (cujos desenhos foram inspirados em Marlene Dietrich, no filme o “Expresso de Xangai”). Afinal, o outro único papel feminino importante da história é o de uma jovem revolucionária chinesa, Xangai-Li. Já Dacascos é um Rasputim em potencial. As filmagens vão começar em janeiro, nas locações em que a trama se passa, entre a China e a Europa. A produção e a distribuição está a cargo da TriPictures, do conglomerado Sony, e ainda não há previsão de estreia.

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  • Etc

    Diretor de Azul É a Cor Mais Quente é acusado de agressão sexual a atriz

    31 de outubro de 2018 /

    O diretor tunisiano Abdellatif Kechiche, vencedor da Palma de Ouro por “Azul É a Cor Mais Quente” (2013), está sendo acusado de agressão sexual por uma atriz que não teve o nome revelado. De acordo com a imprensa francesa, o caso contra uma “jovem atriz” aconteceu em um jantar em Paris, ainda em junho. Uma queixa teria sido registrada na polícia francesa no dia 6 de outubro, que se tornou pública apenas agora. O crime, conforme as informações iniciais, teria acontecido no apartamento de um amigo mútuo da atriz e do diretor. Por meio de seus advogados, Kechiche nega a acusação, sem dar maiores explicações. As autoridades não revelaram detalhes do caso e qual exatamente teria sido a acusação. O caso é investigado por uma repartição da polícia local. Na época de “Azul É a Cor Mais Quente”, a atriz Léa Seydoux acusou Kechiche de estender demais as filmagens das cenas de sexo, fazendo-a repetir várias vezes e por vários dias as encenações mais tórridas com a atriz Adèle Exarchopoulos, sem roupas. Ele a considerou mal-agradecida. Além da Palma de Ouro para o diretor, o Festival de Cannes premiou as duas atrizes por “Azul É a Cor Mais Quente”.

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  • Filme

    High Life: Robert Pattinson vai ao espaço em 25 fotos e trailer da primeira sci-fi da diretora Claire Denis

    14 de outubro de 2018 /

    A Wild Bunch divulgou o pôster, 25 fotos e o trailer de “High Life”, primeira sci-fi e primeiro filme em inglês da cineasta francesa Claire Denis (“Bastardos” e “Minha Terra, África”). A prévia traz imagens belíssimas, elogios da crítica e um clima de desesperança. Na trama, prisioneiros condenados à morte trocam suas sentenças por uma missão espacial suicida para colher energia perto de um buraco negro. Paralelamente, a médica da nave realiza uma experiência própria, testando obsessivamente a capacidade da tripulação para se reproduzir no espaço. Não demora e os prisioneiros confinados se rebelam diante de um destino sombrio que alimenta desentendimentos e descamba em violência. O elenco destaca Robert Pattinson (“Mapas para a Estrelas”), Mia Goth (“A Cura”), o rapper André Benjamin (“Jimi: Tudo a Meu Favor”), a polonesa Agata Buzek (“Agnus Dei”), o alemão Lars Eidinger (“Personal Shopper”) e a francesa Juliette Binoche (“A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”), que interpreta a médica sádica. “High Life” teve première no Festival de Toronto, onde atingiu atingiu 86% de aprovação na média do Rotten Tomatoes. Premiado pela crítica no Festival de San Sebastian, o filme estreia em 7 de novembro na França e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Remake americano de Intocáveis ganha trailer com Bryan Cranston e Kevin Hart

    4 de outubro de 2018 /

    A STX divulgou o pôster e o trailer de “The Upside”, remake de “Intocáveis”, um dos maiores sucessos mundiais do cinema francês, lançado em 2011. Tão bem sucedido, com seus US$ 416 milhões de arrecadação, que todo mundo que quis ver a história da amizade entre um tetraplégico rico e seu cuidador, um negro pobre, já viu. Até a Argentina fez uma versão em espanhol desta história, “Inseparáveis”, há dois anos. Mas Hollywood acha que vale a pena ver de novo, já que desta vez os personagens falam inglês. Na versão americana, Bryan Cranston (“Breaking Bad”) é o paralítico e Kevin Hart (“Jumanji – Bem-Vindo à Selva”) o responsável por lhe dar uma nova perspectiva de vida. O remake tem direção de Neil Burger (“Divergente”), roteiro de Paul Feig (“Um Pequeno Favor”) e ainda inclui em seu elenco Nicole Kidman (“Big Little Lies”), Julianna Margulies (“The Good Wife”), Genevieve Angelson (“House of Lies”) e Aja Naomi King (“How to get away with Murder”). Passou sem alarde no Festival de Toronto e estreia em 11 de janeiro nos Estados Unidos, semana geralmente marcada por descarte de dramas que não conseguiram empolgar a crítica durante as premiações de fim de ano – e que passam batidos quando os “filmes do Oscar” empilhados no fim de dezembro ampliam seus circuitos. Não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme,  Música

    Charles Aznavour (1924–2018)

    1 de outubro de 2018 /

    Morreu Charles Aznavour, o último dos grandes nomes da canção francesa do século 20. O cantor e compositor faleceu na madrugada desta segunda-feira (1/10), aos 94 anos em sua casa em Apilles, no sul da França. Filho de imigrantes armênios, seu verdadeiro nome era Shahnour Varinag Aznavourian. Mas também era chamado de o Frank Sinatra da França. A carreira deslanchou após a 2ª Guerra Mundial, quando Edith Piaf foi conferir seus shows de cabaré. Encantada, ela o consagrou ao convidá-lo para abrir o seu show no famoso Moulin Rouge e o levou em uma turnê pelos Estados Unidos e Canadá. Assim, Aznavour passou a compor alguns dos sucessos mais populares da cantora, tornando-se também conhecido por conta de seu talento. A carreira durou oito décadas, vendeu mais de 100 milhões de discos e rendeu canções mundialmente conhecidas como “La Bohème”, “La Mamma” e “Emmenez-moi”. Além de sucessos próprios, ele também compôs para artistas como Maurice Chevalier e Charles Trenet. Aznavour também teve uma carreira paralela muito bem-sucedida como ator, que a maioria dos talentos de Hollywood não consegue igualar. Foram cerca de 80 filmes, a princípio em pequenas participações vivendo a si mesmo, como em “Até Logo, Querida!” (1946). Mas a atuação se tornou uma atividade séria a partir de “Os Libertinos” (1959), de Jean-Pierre Mocky. O cantor logo virou protagonista de clássicos franceses, como “A Passagem do Reno (1960), do mestre André Cayatte, e o famoso nouvelle-noir “Atirem no Pianista” (1960), dirigido simplesmente por François Truffaut. Estes filmes o lançaram de vez como astro de cinema, levando-o a multiplicar sua presença nas telas, a ponto de fazer três filmes por ano na década de 1960. A safra incluiu “As Virgens” (1963), de Mocky, “Breve Encontro em Paris” (1966), de Pierre Granier-Deferre, e seu primeiro filme falado em inglês, o psicodélico “Candy” (1968), de Christian Marquand. A estreia em Hollywood propriamente dita veio logo em seguida, como par romântico de Candice Bergen em “O Mundo dos Aventureiros” (1970), de Lewis Gilbert. Ele também se aventurou pelo cinema inglês, com “Os Jogos” (1970), de Michael Winner, pelo cinema policial italiano, estrelando “Tempo de Lobos” (1970) e “O Belo Monstro” (1971), ambos dirigidos por Sergio Gobbi, e até pelo suspense alemão em “O Último dos Dez” (1974), uma adaptação de “E Não Sobrou Nenhum” (mais conhecido como “O Caso dos Dez Negrinhos”), de Agatha Chistie. Tornou-se um astro de cinema internacional. E embora fizesse filmes dispensáveis em Hollywood, como o thriller “Fortaleza Proibida” (1976), acabou aparecendo em clássicos que marcaram época, como “O Tambor” (1979), do alemão Volker Schlöndorff, “Os Fantasmas do Chapeleiro” (1982), do conterrâneo Claude Chabrol, e “Viva la Vie (1984), do também francês Claude Lelouch. A partir dos anos 1990, passou a fazer mais séries e telefilmes, diminuindo sua presença no cinema. Mesmo assim, estrelou algumas produções recentes, como “Ararat” (2002), do egípcio Atom Egoyan, sobre um tema que lhe interessava em particular, o genocídio armênio. Também contracenou com Henry Cavill (o Superman) em “Laguna” (2001). E estava finalizando um último longa, “Une Revanche à Prendre”, do francês Kader Ayd, com quem tinha trabalhado em 2005 em “Ennemis Publics”. Mesmo quando não era visto, Aznavour também era lembrado pelo cinema em suas trilhas sonoras. Ele é o compositor, por exemplo, de “She”, a canção tema do filme “Um Lugar Chamado Notting Hill”, estrelado por Julia Roberts. Lançada em 1974, a música liderou as paradas britânicas por 14 semanas e ficou entre as mais tocadas em diversos países. E voltou a demonstrar sua atualidade como parte da trilha do filme de 1999, na voz de Elvis Costello. Nos últimos 40 anos, ele ainda teve suas composições gravadas por cantores tão diferentes quanto Elton John, Sting, Bob Dylan, Placido Domingo, Céline Dion, Julio Iglesias, Liza Minnelli e Ray Charles.

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  • Filme

    Suspense movido à Google é o grande destaque das estreias de cinema da semana

    20 de setembro de 2018 /

    Nove filmes estreiam nos cinemas nesta quinta (20/9), mas as distribuidoras não apostaram com muita ênfase em nenhum em particular. O que não muda é que, enquanto Hollywood disputa as salas dos shoppings, o resto da produção mundial segue confinado no circuito limitado. A safra americana é bastante desigual, abrangendo do suspense absolutamente inovador aos velhos clichês dos filmes de brucutus armados. Melhor até que os filmes “de arte” em cartaz, “Buscando…” é a dica de cinema da semana. Ou de qualquer tela, já que é disto que se trata a produção. Estreia do cineasta Aneesh Chaganty, o filme radicaliza o conceito do “found footage”, que marcou terrores recentes com o ponto de vista de câmeras amadoras, passando-se inteiramente numa tela de computador. O detalhe é que o “maneirismo” é indissociável da narrativa, que acompanha um pai preocupado (John Cho, de “Star Trek”) com a filha que sumiu. Em busca de pistas, ele vasculha as redes sociais da adolescente, conecta-se com amigos da filha, sempre diante da câmera do laptop, enquanto acompanha notícias do desaparecimento no YouTube e pesquisa sites, que se materializam para o espectador compartilhar sua busca e a constatação de que não tinha a menor ideia da vida privada da jovem. Mas a estética “online” não chega a distrair da principal força da trama: seu suspense. Há mais reviravoltas que se pode imaginar em visitas ao Google, Instagram e Reddit, arrastando o protagonista, um homem comum, a uma situação desesperadora, digna do cinema analógico do velho mestre Hitchcock. Com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, a obra impressionou tanto nos Estados Unidos que foi consagrado como Melhor Filme da seção Next, no Festival de Sundance, e recebeu um raro prêmio da Fundação Alfred P. Sloan, que reconhece trabalhos capazes de popularizar a ciência, no caso a web. “Buscando…” é o primeiro suspense criado no Google. E em mais de um sentido, já que Chaganty se notabilizou trabalhando em comerciais da companhia de tecnologia digital antes de virar diretor de cinema. “O Mistério do Relógio na Parede” oferece uma boa alternativa infantil, baseada no livro de fantasia homônimo de John Bellairs. A maior curiosidade deste história de terror para menores é quem dá os sustos nas crianças: um time especializado em horrores sangrentos. O roteiro foi escrito por Eric Kripke, criador da série “Supernatural”, e a direção está a cargo de Eli Roth, do ultraviolento “O Albergue”. Já a produção é da Amblin Entertainment, empresa de Steven Spielberg – que fez “ET” (1982), mas também “Poltergeist” (1982). O filme gira em torno de Lewis Barnavelt (Owen Vaccaro, de “Pai em Dose Dupla”), um órfão de 10 anos que descobre um mundo de passagens escondidas, magia e perigo na casa do tio, que é feiticeiro. Antiga moradia de um bruxo maligno, o local faz tique-taque sem parar e guarda inúmeros segredos, alguns bastante perigosos. Jack Black (“Jumanji”), que vive o tio, e Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”) divertem-se tentando roubar as cenas um do outro e, nessa brincadeira, ajudam a produção a se aproximar de clássicos da Sessão da Tarde como “Abracadabra” (1993), “Convenção das Bruxas” (1990) e “Gasparzinho, o Fantasminha Camarada” (1995). Obteve 62% de aprovação no Rotten Tomatoes. As outras duas produções americanas são versões genéricas de filmes já vistos antes. “22 Milhas” é o quarto longa consecutivo de Peter Berg estrelado por Mark Wahlberg, e o que mais se aproxima do primeiro, “O Grande Herói” (2013), ao trazer um grupo sob fogo cerrado em território inimigo. Na trama, Wahlberg comanda agentes de elite especializados em missões impossíveis, para realizar um trabalho que Bruce Willis já fez sozinho no cinema: transportar uma testemunha por algumas quadras sob ataque – veja-se “16 Quadras” (2006). A diferença é que a dobradinha Berg e Wahlberg faz isso com mais explosões, tiroteios e patriotada. 23% no Rotten Tomatoes. E “Traffik – Liberdade Roubada” é uma tentativa de dar à trama básica de “Amargo Pesadelo” (1972) um viés pós-“Corra!” (2017), que faz com que um casal negro abastado seja caçado por motoqueiros caipiras, envolvidos com tráfico de mulheres. Incluída como suposto comentário social, a referência à escravidão não pode ser mais explícita e apelativa. 25% no Rotten Tomatoes. Os três longas de ficção do circuito limitado merecem mais atenção por motivos variados. O italiano “Uma Questão Pessoal” marca a última parceria dos irmãos Taviani. Eles compartilham o roteiro, mas foi Paolo quem assumiu sozinho a direção após a saúde de seu irmão deteriorar. Vittorio morreu em abril, aos 88 anos. Passada durante a 2ª Guerra Mundial e a luta contra o fascismo, o filme resume a jornada cinematográfica dos Taviani, em sua crença inabalável de que o amor é mais forte que o ódio. O francês “O Retorno do Herói” resgata com louvor o gênero das comédias malucas dos anos 1930, repleto de pastelão e ultraje, por meio de uma trama que ainda subverte o clássico “Cyrano de Bergerac” com um viés feminista. Quando Jean Dujardin (“O Artista”) é recrutado na primeira guerra napoleônica, deixando a noiva com o coração partido, a irmã dela (Mélanie Laurent, de “Truque de Mestre”) decide escrever cartas em seu nome para animá-la. Porém, tudo vai por água abaixo quando ele retorna, já que não é nem de perto o herói imaginário criado pela futura cunhada. A direção é de Laurent Tirard, de “As Aventuras de Moulière” (2007) e “O Pequeno Nicolau” (2009). Melhor dos três, “Sem Data, Sem Assinatura” confirma a fase excepcional dos dramas iranianos. Premiado em inúmeros festivais, incluindo Veneza, onde venceu os troféus de Direção e Ator, o longa explora um dilema moral. Após se envolver num acidente de carro, um médico encontra no hospital em que trabalha o corpo da criança que atropelou, e que o pai se recusou a deixá-lo ajudar como se não fosse nada demais. Por conta disso, quem tem mais culpa pelo desfecho trágico? O cineasta Vahid Jalilvand mergulha na relação de causa e efeito, mostrando como pequenos atos podem causar grandes repercussões, e emerge como um dos cineastas mais vitais a surgir no Oriente Médio nos últimos anos. Confira abaixo as sinopses e veja os trailers de todas as estreias da semana, incluindo dos dois documentários. Buscando… | EUA | Suspense Um pai desesperado (John Cho) com o desaparecimento da sua filha de 16 anos decide invadir o computador da jovem para procurar pistas que possam levar ao seu paradeiro. O Mistério do Relógio na Parede | EUA | Fantasia ewis (Owen Vaccaro), de apenas 10 anos, acaba de perder os pais e vai morar em Michigan com o tio Jonathan Barnavelt (Jack Black). O que o jovem não tem ideia é que seu tio e a vizinha da casa ao lado, Sra. Zimmerman (Cate Blanchett), são na verdade feiticeiros. 22 Milhas | EUA | Ação Um agente da CIA (Mark Wahlberg) tem que transportar um informante da Indonésia do centro da cidade para refúgio em um aeroporto a 22 milhas de distância. Traffik – Liberdade Roubada | EUA | Suspense Brea (Paula Patton) e John (Omar Epps) estão nas montanhas com amigos para um fim de semana romântico, quando acabam se deparando com uma gangue de motoqueiros. Sozinhos, eles precisam se defender do grupo. Uma Questão Pessoal | Itália | Drama Milton, um jovem partidário italiano, está dividido entre o movimento de resistência e sua obsessão pela jovem Fulvia durante a 2ª Guerra Mundial. Ele descobre que ela está apaixonada por seu melhor amigo Giorgio e decide ir atrás dele. Só que Giorgio acabou de ser preso pelos fascistas. O Retorno do Herói | França | Comédia Em 1809, na França, o capitão Neuville (Jean Dujardin) é chamado para batalha, deixando a futura noiva com o coração partido. Vendo a tristeza da moça, sua irmã (Mélanie Laurent) decide escrever cartas em seu nome para animá-la. Porém, tudo vai por água abaixo quando Neuville reaparece, longe de parecer o herói imaginário. Sem Data, Sem Assinatura | Irã | Drama Ao se envolver em um acidente de carro, um médico fere um garoto de 8 anos. Ele se oferece para levar a criança a uma clínica, mas o pai recusa sua ajuda. Na manhã seguinte, no hospital onde trabalha, o médico descobre que o menino aguarda por sua autópsia e enfrente o dilema se é o responsável pela morte da criança. Salto no Vazio | Brasil | Documentário As memórias de viagem feita pelo casal de artistas Cavi Borges e Patrícia Niedermeier são transformados em um filme-ensaio. O cenário é composto por paisagens localizadas no Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Síria, França e Hungria, onde é registrado uma série de coreografias e outras performances criadas pelo dois As Copas por um Clique | Brasil | Documentário Conhecida pela seu desempenho sempre emblemática nas Copas do Mundo, a Seleção Brasileira de Futebol coleciona memórias, polêmicas, derrotas e vitórias ao longo de todos os anos de competição. Mas por trás de tantos momentos icônicos, existe um personagem vital nas trajetórias: o fotógrafo. E por trás de toda foto tirada, existe uma história não contada.

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    Com A Freira em destaque, programação de cinema está um horror nesta semana

    6 de setembro de 2018 /

    A programação de cinema desta semana está um terror. Literalmente, no caso de “A Freira”, novo spin-off da franquia “Invocação do Mal”, que já vendeu 12 milhões de ingressos no Brasil. Maior lançamento desta quinta (6/9), o filme sobre a freira maligna de “Invocação do Mal 2” leva a 600 cinemas o mais fraco de todos os derivados do universo de terror do diretor James Wan, que assina a história com o roteirista dos filmes de “Annabelle”, Gary Dauberman. Nenhum deles está atrás das câmeras. A tarefa ficou para o diretor do insípito “A Maldição da Floresta”, Corin Hardy, cuja aposta na atmosfera gótica só reforça que a Freira é um monstrinho de “trem fantasma”, que salta das sombras para dar um susto e logo some sem importar nada, porque outros (filmes) virão em seguida. Tem 45% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Crô em Família” é outro horror. Equivocada do começo ao fim, a produção enche a comédia de convidados famosos para dar uma aparência LGBTQIA+ a algo que é totalmente incorreto nos dias de hoje: um ator heterossexual interpretando um gay caricato. E esta semana ainda serve a antítese de “Crô” no circuito limitado, “Marvin”. O filme francês de Anne Fontaine, com participação da grande Isabelle Huppert interpretando a si mesma, é repleto de boas intenções e chegou a receber o Leão Queer no Festival de Veneza do ano passado. Mas é basicamente um “Billy Elliot” (2000) fora do armário. O que se pode recomendar sem medo é um filme para crianças, “Alfa”, que conta, em tom de fábula e aventura, como um adolescente se torna responsável pela domesticação de um lobo na pré-história, dando origem ao que a evolução das espécies tratou de transformar no melhor amigo do homem. Bem feitinho, parece um filme da Disney, mas é uma produção da Sony com 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. Por sinal, o outro filme da semana que parece ser da Disney, a animação “Wheely – Velozes e Divertidos”, não passa de uma imitação asiática da franquia “Carros”, com todos os problemas que decorrem de produtos falsos. De resto, vale comentar a sci-fi juvenil “Kin” por buscar se diferenciar pela ambientação e protagonistas negros, ainda que pareça vir do catálogo da Netflix. Este mesmo foco na periferia aparece no drama nacional “Vende-se esta Moto”, outra estreia bem-intencionada, que infelizmente é sabotada pela própria realização amadora. Faltou algo? Não, não vale a pena comentar a comédia italiana… Mas se tiver curiosidade, as sinopses e trailers de todos os lançamentos da semana nos cinemas podem ser conferidos abaixo. A Freira | EUA | Terror Presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça prestes a se tornar freira. Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano e se confrontam com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento num campo de batalha. Alfa | EUA | Aventura Após cair de um penhasco e se perder do seu grupo, o jovem Keda (Kodi Smit-McPhee) precisa sobreviver em meio a paisagens selvagens e encontrar o caminho de casa. Atacado por uma matilha, ele consegue ferir um dos lobos, mas decide não matar o animal. O jovem cuida dele e os dois começam uma relação de amizade. Kin | EUA | Aventura Um ex-condenado e seu irmão mais novo são forçados a fugir de um vingativo criminoso, agentes federais e uma série de soldados de outro mundo. A única proteção que eles possuem é uma arma de procedência misteriosa. Crô em Família | Brasil | Comédia Crodoalvo Valério, ou simplesmente Crô (Marcelo Serrado), é agora dono de uma badalada escola de etiqueta e finesse. Entretanto, apesar de toda a fama, ele se sente bastante carente e vulnerável por não ter amigos nem uma nova musa a quem dedicar a vida. É quando sua vida cruza com as de Orlando (Tonico Pereira) e Marinalva (Arlete Salles), que dizem ser seus pais, mas cujas intenções não parecem ser das melhores. Ele embarcará numa aventura para descobrir a sua verdadeira família. Wheely – Velozes e Divertidos | Malásia | Animação Wheely é um pequeno táxi que sonha em se tornar o rei da estrada. Para isso, ele precisará provar que é um verdadeiro herói enfrentando os carros de elite e o terrível caminhão de 18 rodas, que comanda o sindicato de carros de luxo da cidade. A Vida em Família | Itália | Comédia Na aldeia esquecida por Deus de Desperata, no sul da Itália, o prefeito Filippo Pisanelli tem certeza de que está na profissão errada. Para aliviar sua depressão, usa seu amor pela poesia para dar aulas a presos. Porém, um encontro dele e de outros companheiros com a arte mudará suas vidas completamente. Marvin | França | Drama Marvin está em fuga: primeiro de seu vilarejo, depois da família e, por último, da intolerância e rejeição as quais era exposto por tudo que faziam dele um rapaz ”diferente”. Ele descobre o teatro e aliados que vão permitir que sua história seja contada por ele mesmo. Vende-se esta Moto | Brasil | Drama Xéu e Lidiane terão um filho e para montar o enxoval ela exige que ele, que está desempregado, venda sua moto. O primo Cadu o ajuda a buscar um comprador, mas ainda nutre sentimentos profundos por Lidiane, sua ex-namorada.

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    A melhor estreia da semana é um drama brasileiro com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes

    23 de agosto de 2018 /

    As melhores estreias desta quinta (23/8) são produções brasileiras, mas a maioria dos cinemas só oferecerá opção de filmes americanos, que tem a maior distribuição. Quem tiver oportunidade, porém, deve dar atenção a “Benzinho”. O filme de Gustavo Pizzi, co-escrito e estrelado por Karine Teles, repete a qualidade da parceria anterior do casal, o drama “Riscado” (2010). Levou oito anos para voltarem ao cinema. Mas a espera compensou, pois se trata de um dos melhores filmes de 2018. O fato de dramatizar o cotidiano familiar, com situações aparentemente banais, pode soar pouco atraente para o grande público. No entanto, nas mãos de Pizzi e Karine, “Benzinho” alcança profundidade poética e transforma a crise de uma mãe sufocada pela família em algo tocante. Exibido no Festival de Sundance 2018, nos Estados Unidos, o longa arrebatou a imprensa internacional, que empilhou elogios e lhe rendeu 93% de aprovação na média da avaliação do site Rotten Tomatoes. Vale tentar também encontrar os documentários, dois brasileiros e um estrangeiro filmado no Brasil, escondidos em circuito semi-invisível. Especialista em documentários sobre música brasileira, o francês Georges Gachot passa a carreira de João Gilberto à limpo em “Onde Está Você, João Gilberto?”, enquanto embarca numa missão impossível, achar o músico que não sai de casa há anos. Igualmente lúdico, “Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava”, de Fernanda Pessoa, propõe contar a história da ditadura por meio de cenas dos filmes da época, especialmente pornochanchadas. O resultado, um show de montagem, é hilário e bastante instrutivo. Por fim, “Missão 115”, de Silvio Da-Rin, traz às claras os planos das forças de repressão para impedir a redemocratização do Brasil, por meio do infame atentado ao Rio Centro em 1981, cuja bomba acabou explodindo antes, matando as pretensões sanguinárias da direita militar. Todos esses quatro são recomendadíssimos. E todos os demais não. Entretanto, os filmes ruins têm mais destaque no circuito. Justamente o pior lançamento chegará em mais cinemas, quase 500. Mesmo sendo um horror, literalmente. “Slender Man” evita a atual fase criativa do terror americano ao optar por sustos batidos. O chamariz é o monstro virtual do título, criado na internet, que virou lenda urbana ao inspirar surtos de violência entre adolescentes. A história real que envolveu a criatura dá um pau na ficção barata levada às telas, que, com 9% de aprovação, é um dos filmes mais mal-avaliados do ano no site Rotten Tomatoes. As comédias americanas que preenchem o circuito dos shoppings seguem a toada. “Meu Ex É um Espião” é uma correria de mulheres bobinhas que, sem querer, acabam se envolvendo num caso de espionagem internacional, porque uma delas (Mila Kunis) namorou um espião. E “Te Peguei!” é uma correria de homens bobões que, já quarentões, ainda brincam de pega-pega. As duas histórias medíocres são variações de muitas outras – e, por coincidência, existe até um filme que junta ambas: “Gotcha!: Uma Arma do Barulho” (1985). Os dois dramas europeus também não compensam o espaço recebido em circuito limitado. “Escobar – A Traição” é praticamente um déjà vu ao contar a versão espanhola da trama melhor abordada na série “Narcos” – com Javier Bardem no papel de Pablo Escobar e Penélope Cruz como sua amante, ambos indicados ao Goya (o Oscar espanhol). Por fim, em “Gauguin – Viagem ao Taiti”, quem desperdiça talento é Vincent Cassel, competindo pela atenção do diretor Edouard Deluc, no papel-título, com a paisagem tropical – também no título. Confira abaixo sinopses e trailers dos filmes mencionados, com risco de acreditar no marketing e tropeçar no escuro dos cinemas. Slender Man – Pesadelo Sem Rosto | EUA | Terror As amigas Wren, Hallie, Chloe e Katie levam uma vida entediante no colégio. Quando ouvem falar num monstro chamado Slender Man, decidem invocá-lo através de um vídeo na Internet. A brincadeira se transforma num perigo real quando todas começam a ter pesadelos e visões do homem se rosto, com vários braços, capaz de fazer as suas vítimas alucinarem. Um dia, Katie desaparece. Como a polícia não dispõe de nenhuma prova para a investigação, cabe às três amigas fazerem a sua própria busca, enfrentando a criatura. Meu Ex É Espião | EUA | Comédia Duas melhores amigas embarcam numa atrapalhada aventura de espionagem pela Europa depois que o ex-namorado de uma delas revela-se um agente secreto caçado internacionalmente por assassinos. Te Peguei! | EUA | Comédia Um pequeno grupo de ex-colegas de classe organizam um elaborado jogo anual insano de pega-pega. Neste ano, no casamento do jogador mais invencível da trupe, eles farão de tudo para derrubá-lo. Benzinho | Brasil | Drama O filho mais velho de uma família de classe média é convidado para jogar handebol na Alemanha e lança sua mãe (Karine Teles) em uma espiral de sentimentos pois, além de ajudar a problemática irmã (Adriana Esteves), lidar com as instabilidades do marido (Otávio Müller) e se desdobrar para dar atenção ao seus outros filhos, ela terá de enfrentar sua partida antes de estar preparada. Escobar – A Traição | Espanha | Drama 1981, Colômbia. Líder do Cartel de Medellín, Pablo Escobar (Javier Bardem) é um dos maiores traficantes de cocaína para os Estados Unidos, o que faz com que governo de Ronald Reagan insista na criação de um tratado entre os dois países que permita que ele seja julgado em solo americano. Decidido a combater tal ideia, Escobar se candidata e é eleito deputado federal. Paralelamente, ele se envolve com Virginia Vallejo (Penélope Cruz), uma popular apresentadora de TV que não se importa em como o amante consegue sua fortuna, apenas em como o dinheiro é empregado. Gauguin – Viagem ao Taiti | França | Drama No ano de 1891, o célebre pintor francês Gauguin se exila no Taiti. Lá, ele espera reencontrar sua pintura livre, selvagem, longe dos códigos morais, políticos e estéticos da Europa civilizada. Mas, no local, acaba se afundando na selva, enfrentando a solidão, pobreza e a doença. Mas também conhece Tehura, que se tornará sua esposa e tema das suas telas mais importantes. Onde Está Você, João Gilberto? | Alemanha, França, Suiça | Documentário Inspirado no livro “HO-BA-LA-LÁ – À Procura de João Gilberto”, do escritor alemão Marc Fischer, Georges Gachot resolve realizar o sonho do autor, e o seu também, e desembarca no Rio de Janeiro em busca de João Gilberto. Seguindo os passos de Fischer, ele não mede esforços e entra em contato com diversos amigos e parceiros do músico em sua jornada. Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava | Brasil | Documentário O longa realiza uma releitura histórica da ditadura militar no Brasil, a partir apenas de imagens oriundas de 27 filmes produzidos no período e que foram considerados “pornochanchadas”, o gênero mais visto e mais produzido durante a década de 1970. Missão 115 | Brasil | Documentário Missão 115 foi o nome atribuído pelo DOI-CODI, órgão de repressão do exército durante a ditadura militar, a uma suposta operação de “vigilância” no Rio de Janeiro, durante um show no Riocentro. Na verdade, tratava-se de um atentado à bomba, organizado pelas forças no poder, que visava incriminar organizações de esquerda e sabotar a redemocratização do país. Mas a bomba explodiu antes da hora.

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    A Outra Mulher faz comédia leve sobre a força do desejo

    18 de agosto de 2018 /

    O ator e diretor Daniel Auteil explora, na comédia francesa “A Outra Mulher”, o filão daquilo que acontece quando uma atração bate forte e de forma inesperada. Daniel (Daniel Auteil) vive bem com a esposa Isabelle (Sandrine Kiberlain) e tudo segue tranquilo até que o grande amigo Patrick (Gérard Depardieu), que se separou da esposa, aparece com a nova namorada. A esposa de Patrick é amiga de Isabelle, de modo que a separação não foi bem vista. Patrick, porém, insiste em ir jantar na casa de Daniel, para apresentar ao casal seu novo amor, Emma (a espanhola Adriana Ugarte). Parece justo. Afinal, ele tinha o direito de reconstruir sua vida amorosa. Ocorre que Emma é uma daquelas mulheres jovens, lindíssimas, de corpo escultural, e Daniel simplesmente não resiste. Impulsionado pelo desejo, passa a imaginar coisas, sonhar acordado, e se entrega da forma mais óbvia. O filme explora seu comportamento bizarro, seus atos falhos, sua sem-graceza e os estragos que tudo isso causa. A maior atingida será a própria Emma, que terá seu vestido emporcalhado pelas trapalhadas do novo amigo desejante. A comédia vai bem, é divertida, ao expor a vulnerabilidade de quem deseja, sem conseguir se controlar. Mostra como a atração sexual pode atropelar princípios, planos e comportamentos, quando é avassaladora. E que isso pode acabar pondo a vida de cabeça para baixo. Ou não. Haverá tempo de reconstruir as coisas, se desfazendo dos equívocos? Ou terá sido só coisa da cabeça, da imaginação, do sonho? Um time de atores e atrizes charmoso e competente contribui para fazer o filme fluir com leveza e graça. Despretensioso, mas bom entretenimento.

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    Semana de estreias medíocres destaca Christopher Robin no cinema

    16 de agosto de 2018 /

    Os cinemas recebem 11 estreias nesta quinta (15/8). São quatro filmes americanos, dois franceses e cinco brasileiros. E só os americanos têm distribuição ampla. O lançamento que chega em mais salas é “O Protetor 2”, em 500 cinemas, mas o único que escapa da safra medíocre hollywoodiana é “Christopher Robin”, que ocupa metade desse espaço. A forma relativamente tímida com que a Disney optou por lançar “Christopher Robin” no Brasil reflete o fraco desempenho do filme nas bilheterias americanas. Após dois fins de semana em cartaz nos Estados Unidos, o longa arrecadou US$ 54,9 milhões. Não é pouco. Mas também não é o que a Disney se acostumou a faturar, nem uma performance capaz de cobrir as despesas da produção. Por outro lado, agradou a crítica, com 71% de aprovação no site Rotten Tomatoes, ainda que sua premissa já tenha sido usada por Steve Spielberg em “Hook” (1991), o filme do Peter Pan adulto, e sua mensagem seja trombeteada pela Disney desde “Mary Poppins” (1964), sobre a importância de adultos não esquecerem como é ser criança. Para quem não lembra, Christopher Robin era o único personagem humano dos livros de A.A. Milne sobre o ursinho Pooh, inspirado no próprio filho do escritor. Nos livros originais e nos antigos desenhos da Disney, ele é um menino curioso e de imaginação fértil. Mas, no filme, surge como um homem de negócios atormentado por ter que priorizar o trabalho à sua esposa e filha. Sofrendo por ter que demitir diversos funcionários, a última coisa que precisa é voltar a ver Pooh. Mas é exatamente o que acontece. O ursinho ressurge em sua vida, pedindo sua ajuda para encontrar seus amigos novamente. Entretanto, ao voltar ao bosque encantado de sua infância, os bichinhos acham que o velho amigo é que precisa de adjuda e decidem ir todos juntos animar a família de Christopher Robin. Ewan McGregor (série “Fargo”) interpreta o Robin adulto e Hayley Atwell (a “Agent Carter”) vive sua esposa. Curiosamente, os dois já tinham participado de outras fábulas da Disney. Ela viveu a mãe de Cinderela em, claro, “Cinderela” (2015), e ele foi Lumière em “A Bela e a Fera” (2017). “O Protetor 2” volta a juntar o ator Denzel Washington e o diretor Antoine Fuqua, que trabalharam juntos no primeiro longa de 2014. A franquia é baseada numa série clássica de TV dos anos 1980 (“The Equalizer”), em que o protagonista protegia fracos e oprimidos, mas o novo longa é apenas um thriller genérico de ação, como qualquer dos filmes de vingança que Nicolas Cage e Bruce Willis estiverem fazendo nesta semana para lançamento direto em DVD. 50% no Rotten Tomatoes. Os outros americanos conseguem ser ainda piores. “Mentes Sombrias” é a pá de cal nas adaptações de best-sellers de fantasia juvenil em Hollywood. A trama mistura “X-Men” com “Jogos Vorazes” e fracassou tão espetacularmente, que nenhum estúdio deve querer voltar a ouvir falar em “distopia juvenil” tão cedo. 19% no Rotten Tomatoes. O terror “Medo Virtual” é outra reciclagem tosca, mistura de “O Chamado” e “Pretty Little Liars”, em que um app assombrado realiza cyberstalking do além. A produção é de 2016 e tão ruim que nem foi lançada nos Estados Unidos. Os franceses não se saem tão melhor, especialmente quando são chauvinistas, como é o caso de “A Outra Mulher”, comédia dirigida e estrelada pelo veterano ator Daniel Auteuil (“Caché”), sobre devaneios de infidelidade de um homem casado. O elenco também inclui Gerard Depardieu (“Mamute”), mas a câmera dedica mais atenção à nudez da espanhola Adriana Ugarte (“Julieta”). A outra produção francesa é o drama de época “Troca de Rainhas”, que enfoca a trajetória de Luís XV, coroado rei da França aos 13 anos de idade. O filme centra-se no acordo feito entre seu pai e o rei da Espanha para juntar suas famílias, fazendo com que as princesas das duas casas reais se casassem com os príncipes. Assim, o futuro Luís XV se vê casado com uma menina espanhola de quatro anos de idade. E não demora para esta menina e a irmã de Luis se verem rainhas de países que desconhecem. A história é verídica e fascinante. Dos cinco filmes brasileiros, “Café com Canela”, dos estreantes Glenda Nicácio e Ary Rosa, merece destaque por apresentar um elenco negro, por ser o mais premiado – três troféus no Festival de Brasília – e pela generosidade de sua trama, ao acompanhar o esforço de uma vizinha para ajudar sua antiga professora do primário, idosa e solitária, a superar a depressão. E nisto representa o avesso completa de “Como É Cruel Viver Assim”, mais uma obra sobre mau-caratismo no cinema brasileiro. O novo filme da diretora Julia Rezende (“Meu Passado Me Condena”) também é mais uma comédia sobre bandidos amadores que tentam executar um plano mirabolante de assalto, mote explorado recentemente por “Vai que Dá Certo”, “Vai que Dá Certo 2”, “O Roubo da Taça” e “Entrando Numa Roubada”. Já “Unicórnio”, de Eduardo Nunes (“Sudoeste”), foca o circuito de arte. Passou pelo Festival de Berlim, ocasião em que foi bastante elogiado pela imprensa internacional por sua fotografia. E o visual é realmente deslumbrante. O conteúdo, porém, enfatiza simbolismos que não são tão fáceis de apreciar. Adaptação de dois contos da escritora Hilda Hilst, acompanha uma menina (Barbara Luz), que mora sozinha com a mãe (Patrícia Pillar) no campo, acreditando que um dia seu pai vai voltar. Mas quem chega é outro homem (Lee Taylor), o que abala o delicado equilíbrio entre as duas. Completam a programação dois documentários nacionais, um deles sobre gays assumidos e o outro sobre o sociólogo e escritor Hélio Jaguaribe. Confira abaixo sinopses e trailers dos filmes mencionados para não enfrentar surpresas no escuro dos cinemas. O Protetor 2 | EUA | Ação Robert McCall (Denzel Washington) agora trabalha como motorista, ajudando pessoas que enfrentam dificuldades decorrentes de injustiças. Quando sua amiga Susan Plummer (Melissa Leo) é morta durante a investigação de um assassinato na Bélgica, ele decide sair do anonimato e encontrar seu antigo parceiro, Dave (Pedro Pascal), no intuito de encontrar pistas sobre o autor do crime. Christopher Robin | EUA | Fantasia Christopher Robin (Ewan McGregor) já não é mais aquele jovem garoto que adorava embarcar em aventuras ao lado de Ursinho Pooh e outros adoráveis animais no Bosque dos 100 Acres. Agora um homem de negócios, ele cresceu e perdeu o rumo de sua vida, mas seus amigos de infância decidem entrar no mundo real para ajudá-lo a se lembrar que aquele amável e divertido menino ainda existe em algum lugar. Mentes Sombrias | EUA | Fantasia Em um mundo apocalíptico, onde uma pandemia matou a maioria das crianças e adolescentes dos Estados Unidos, alguns sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. Eles então são tirados pelo governo de suas famílias e enviados para campos de custódia. Entre elas está Ruby (Amandla Stenberg), que precisa se esconder entre as crianças sobreviventes devido ao poder que possui. Medo Viral | EUA | Terror Um grupo de amigos baixa um aplicativo, que no início parecia ser inofensivo dando apenas algumas direções e informações, mas depois passa a se tornar sobrenatural, quando os jovens começam a ser aterrorizados por uma entidade que manifesta o medo de cada um. Troca de Rainhas | França | Drama Em 1721, para manter a paz entre França e Espanha após anos de guerra, o Regente do Reino da França, Philippe d’Orléans (Olivier Gourmet), propõe uma troca de princesas que resulta no noivado do rei da França, Louis XV (Igor van Dessel), de 11 anos, com Anna Maria Victoria (Juliane Lepoureau), de 4 anos; e do príncipe herdeiro Louis, de 11 anos, com Louise-Elisabeth d’Orleans (Anamaria Vartolomei), de 12 anos. Porém, a chegada dessas jovens princesas pode comprometer os jogos de poder na Corte. A Outra Mulher | França | Comédia Daniel (Daniel Auteuil) é um homem de imaginação fértil que, ao conhecer a nova namorada do melhor amigo, se pega fantasiando. Ele é casado e se sente apaixonado pela esposa, mas, não conseguindo escapar de sua imaginação, deixa a cautela de lado determinado a realizar seus mais loucos sonhos. Como É Cruel Viver Assim | Brasil | Comédia Vladimir (Marcelo Valle) está desempregado e perdido na vida. Ele vai entrando em desespero cada vez que escuta sua mulher, Clívia (Fabiula Nascimento), dizer que sonha com uma linda festa de casamento. Eis que surge Regina (Debora Lamm), uma amiga do casal, que propõe um plano: sequestrar seu ex-patrão, riquíssimo. Regina trabalhou na casa dele quatro anos como babá e sabe de cor todos os detalhes de sua rotina. Então, Vladimir resolve arriscar tudo e acha que essa é sua grande oportunidade de realizar algo grandioso e se sentir respeitado pela primeira vez na vida. Ele convida Primo (Silvio Guindane), um amigo mais enrolado do que ele, para completar o time. Enquanto tomam as providências práticas, revelam-se suas frustrações, ambições e medos. Unicórnio | Brasil | Drama Quando o pai de Maria (Bárbara Peixoto) deixa sua casa, a menina e a mãe (Patrícia Pillar) voltam ao cotidiano de cuidar da casa e da plantação enquanto esperam que ele regresse. Porém, quando o destino das duas se cruza com um criador de cabras (Lee Taylor) que vive na região, elas se entregam a seus desejos e o futuro da família pode se tornar trágico. Café com Canela | Brasil | Drama Após perder o filho, Margarida (Valdinéia Soriano) vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próprias. Um dia, Violeta (Aline Brunne) bate à sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante pra ela na juventude. Café com Canela | Brasil | Drama Após perder o filho, Margarida (Valdinéia Soriano) vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próprias. Um dia, Violeta (Aline Brunne) bate à sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante pra ela na juventude. Abrindo o Armário | Brasil | Documentário O documentário entrevista dezenas de homens gays e mulheres transexuais para conhecer a experiência do indivíduo LGBT, tanto nos centros quanto na periferia, tanto nos dias de hoje quanto décadas atrás, durante a ditadura militar. Figuras icônicas como o escritor João Silvério Trevisan, as artistas Linn da Quebrada e Jup do Bairro e o gamer Gabriel Kami compartilham suas experiências pessoais de autoaceitação e preconceito. Tudo É Irrelevante, Hélio Jaguaribe | Brasil | Documentário O documentário tece um retrato de Helio Jaguaribe, um dos mais destacados intelectuais públicos brasileiros, e de uma geração que foi fundamental para pensar o Brasil e ajudar a recriar a abertura política e a democracia após a ditadura militar.

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