The Plataform: Um dos terrores mais premiados do ano ganha trailer perturbador
A Netflix divulgou o pôster e o trailer internacional do longa espanhol “The Plataform” (El Hoyo), um dos terrores mais premiados do ano passado. A prévia é instigante, mas também muito perturbadora. A plataforma do título é uma mesa repleta de sobras de banquetes que desce por vários andares de uma enorme prisão em forma de torre. Os presos nos andares superiores podem se fartar, enquanto os localizados mais no fundo passam fome. E tem um detalhe: a distribuição de andares se dá de acordo com o nível social dos encarcerados. No entanto, um dos presos se rebela contra o sistema cruel, tentando fazer uma distribuição igualitária de comida “para que todos tenham o suficiente”. A metáfora da luta de classes e a proposta comunista é óbvia, mas o desenvolvimento mostra algumas peculiaridades desconcertantes. O filme tem roteiro de David Desola e Pedro Rivero e foi dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia, trio que trabalhou junto na animação “Psiconautas, As Crianças Esquecidas” (2015). Entre suas diversas conquistas, “The Plataform” venceu os prêmios do júri e do público do Festival de Sitges, o mais famoso festival de filmes fantásticos do mundo, além da mostra Midnight Madness, do Festival de Toronto. A estreia em streaming vai acontecer em 20 de março.
José Luis Cuerda (1947 – 2020)
O cineasta José Luis Cuerda, diretor de clássicos do cinema espanhol como “Amanece Que No es Poco” (1989) e “A Língua das Mariposas” (1999), morreu nesta terça (4/2) em Mardi, aos 72 anos de idade. A notícia foi confirmada pela Academia de Cine, principal instituição cinematográfica do país europeu, mas a causa da morte não foi anunciada. Em sua carreira, Cuerda desenvolveu obras dramáticas impactantes, que por vezes adentravam o terreno do filme de gênero, com fantasias sobrenaturais, e participação constante de crianças entre os protagonistas. Foi o caso, por exemplo, de seu primeiro grande sucesso nos cinemas espanhóis, “El Bosque Animado” (1987), uma fantasia baseada no romance homônimo de Wenceslao Fernández Flórez, que ganhou cinco prêmios Goya (o “Oscar espanhol”), incluindo o de Melhor Filme, e chegou a ser indicada ao troféu de filme europeu do ano da Academia Europeia de Cinema. Já seu filme mais conhecido no mercado internacional foi um drama bastante realista, “A Língua das Mariposas”, história emocionante sobre um menino e seu professor durante a guerra civil espanhola dos anos 1930, que rendeu a Cuerda o Goya de Melhor Roteiro. O sucesso de suas obras permitiu que se lançasse como produtor e ajudasse a lançar a carreira de outro cineasta talentoso e importante do cinema espanhol fantástico. Cuerda produziu “Morte ao Vivo” (Tesis, 1996), o tenso e excelente primeiro filme de Alejandro Amenábar, e seguiu parceiro do diretor em seus dois clássicos seguintes, “Preso na Escuridão” (Abre los Ojos, 1997), que ganhou remake estrelado por Tom Cruise (“Vanilla Sky”), e o célebre terror “Os Outros” (2001), estreia em inglês de Amenábar, protagonizado por Nicole Kidman. O próprio Cuerda, porém, nunca fez a transposição de sua carreira para Hollywood. Preferiu firmar aliança com o cinema argentino, por meio de “A Educação das Fadas” (2006), estrelado por Ricardo Darín. Seus último grande filme foi “Los Girasoles Ciegos” (2008), que também lhe rendeu um Goya de Roteiro, além de um troféu de Direção no Festival de Cartagena. Ele lançou mais três longas depois disso, um deles documentário, encerrando a carreira com “Tiempo Después”, lançado em 2018.
Goya 2020: Dor e Glória é o grande vencedor do “Oscar espanhol”
“Dor e Glória” foi o grande vencedor dos prêmios Goya, a mais importante distinção do cinema espanhol. O novo longa de Pedro Almodóvar venceu ao todo sete estatuetas na cerimônia realizada na noite de sábado (26/1), incluindo Melhor Filme. O próprio Almodóvar levou para casa dois troféus, de Melhor Direção e Roteiro Original, enquanto Antonio Banderas conquistou o prêmio de Melhor Ator. Banderas também disputa o Oscar de Melhor Ator, enquanto “Dor e Glória” está indicado na categoria de Melhor Filme Internacional na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. O “Oscar espanhol”, por sua vez, também concentrou troféus em “Mientras Dure la Guerra”, de Alejandro Amenábar, que conquistou 5 categorias, entre elas Melhor Ator Coadjuvante para Eduard Fernández. Os prêmios internacionais foram para o francês “Os Miseráveis”, considerado o Melhor Filme Europeu, e o argentino “A Odisséia dos Tontos”, Melhor Filme Ibero-Americano.
Oscar 2020: Imprensa americana polemiza ao considerar Antonio Banderas “de cor”
Branco e europeu, o ator Antonio Banderas foi descrito como “de cor” pela imprensa americana, em análises publicadas nesta segunda (13/1) sobre os indicados ao Oscar 2020. A lista da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi criticada pela falta de diversidade, mas para os americanos o fato de Banderas ser espanhol aumentou a cota das minorias raciais. Veículos especializados na cobertura de Hollywood, como Deadline e Vanity Fair, citaram Banderas, que concorre como Melhor Ator por “Dor e Glória”, ao lado da afro-americana Cynthia Erivo, indicada como Melhor Atriz por “Harriet”, como os dois únicos intérpretes de “cor” na disputa do Oscar. “Só dois atores de cor foram nomeados nas categorias principais de atuação, enquanto as mulheres ficaram ausentes no prêmio de melhor direção”, escreveu o Deadline no Twitter. A postagem pesou, com tantos comentários que lembraram a origem europeia de Banderas. Diante da polêmica, o Deadline rapidamente apagou seu tuíte original, sem pedir desculpas. Os comentários aproveitaram o equívoco para criticar a forma como os Estados Unidos veem os latinos. Franceses, italianos e portugueses também são “latinos”, mas nem por isso são automaticamente considerados “de cor”. O problema é o preconceito com a língua espanhola. A Vanity Fair forçou a inclusão de Banderas ao lado de Erivo sem se dar conta desse preconceito. “Ainda que os espanhóis não sejam tecnicamente considerados pessoas de cor, cabe destacar que Antonio Banderas foi nomeado por seu papel principal no drama em espanhol ‘Dor e Glória'”, escreveu a revista. Este trecho ainda está indexado no Google, mas foi apagado do site da revista após a repercussão negativa. Há uma semana, outro veículo importante da indústria de entretenimento americana, a revista/site The Hollywood Reporter, incluiu Banderas em um artigo sobre a falta de diversidade da Academia Britânica, ao citar que ele tinha sido ignorado nos prêmios BAFTA, assim como Lupita Nyong’o – atriz “afro-americana” que, na verdade, nasceu no México! A indicação ao Oscar por “Dor e Glória” foi a primeira de Banderas, que tem 59 anos de idade e quase quatro décadas de carreira.
Goya 2020: Filmes de Amenábar e Almodóvar lideram indicações
A organização do prêmio Goya, equivalente espanhol ao Oscar, revelou os indicados à sua edição de 2020 nesta segunda-feira (2/12). A lista acabou destacando os novos longas dos veteranos Alejandro Amenábar e Pedro Almodóvar, “Enquanto a Guerra Durar” e “Dor e Glória”, respectivamente com 17 e 16 indicações cada um. A disputa de Melhor Filme Espanhol do ano também inclui “A Trinchera Infinita”, do trio Aitor Arregi, Jon Garaño e Jose Mari Goenaga, que concorre em 15 categorias, além de “Intemperie”, de Benito Zambrano, e “O que Arde”, de Oliver Laxe. O filme “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, chegou a ser indicado pelo Brasil para concorrer a uma vaga na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano, mas acabou ficando fora da lista final, que reuniu “A Odisseia dos Tontos” (Argentina), “Araña” (Chile), “El Despertar de las Hormigas” (Costa Rica) e “Monos” (Colômbia). A lista completa dos indicados pode ser conferida neste link, que leva ao site oficial do evento. A premiação do Goya 2020 será realizada no dia 25 de janeiro em Málaga, na Espanha.
Assassinato de pianista da bossa nova será tema de animação internacional dos diretores de Chico & Rita
A nova animação da dupla espanhola Fernando Trueba e Javier Mariscal, indicados ao Oscar de 2012 por “Chico & Rita”, vai contar uma história brasileira que mistura personagens reais, ditadura e bossa nova. Intitulada, em inglês, “They Shot The Piano Player”, a produção foi definida, em comunicado da produtora britânica Film Constellation, como “uma história comemorativa de origem” da bossa nova, que “captura um tempo fugaz repleto de liberdade criativa em um momento decisivo na história da América Latina nas décadas de 1960 e 1970, pouco antes de o continente ser tomado por regimes totalitários”. O personagem principal é um jornalista musical de Nova York, que investiga o desaparecimento do talentoso pianista brasileiro Tenório Jr. No dia 18 de março de 1976, quando acompanhava os artistas Toquinho e Vinícius de Moraes em show na Argentina, Tenório desapareceu misteriosamente em Buenos Aires, depois de deixar no hotel um bilhete dizendo que ia “comer um sanduíche e comprar um remédio. Volto logo.”. Nunca mais voltou. Segundo testemunhas, Tenório Jr. teria sido sequestrado pelo serviço secreto da Marinha da Argentina e torturado durante nove dias. Após ter ficado claro que o pianista não tinha envolvimento em atividades políticas, foi morto com um tiro na cabeça. O ator Jeff Goldblum (de “Jurassic Park” e “Independence Day”) foi escalado como dublador do jornalista que apura essa história. A animação também prestará homenagens a João Gilberto (1931-2019), Caetano Veloso, Gilberto Gil, Vinicius de Moraes (1913-1980) e Paulo Moura (1932-2010). “They Shot The Piano Player” ainda não tem previsão de estreia.
Klaus: Animação da Neflix ganha trailer com dublagem de Rodrigo Santoro
A Netflix divulgou o pôster, as fotos e o trailer dublado em português de “Klaus”, animação espanhola sobre a “origem” do Natal, que no Brasil terá as vozes de Rodrigo Santoro (“Westworld”), Daniel Boaventura (“Hebe: A Estrela do Brasil”) e Fernanda Vasconcellos (“Coisa Mais Linda”). Santoro dublará Jesper, um jovem carteiro que conhece Klaus (Boaventura), misterioso carpinteiro que vive sozinho em uma casa cheia de brinquedos feitos à mão. Vendo a facilidade do velho para fabricar brinquedos, Jesper se propõe a distribuir suas criações às crianças da cidade, causando uma revolução da pequena Smeerensburg, cidade fria e triste em que os vizinhos não se falam. Vasconcellos interpretará a professora Alva, que une os personagens. Por curiosidade, na versão em inglês os personagens são dublados por Jason Schwartzman (“O Grande Hotel Budapeste”), J.K Simmons (“Whiplash”) e Rashida Jones (“Angie Tribeca”). O filme marca a estreia na direção de Sergio Pablos, que é o autor da história original de “Meu Malvado Favorito” (2010) e chegou a trabalhar em “Rio” (2011). Ele também assina o roteiro com os americanos Zach Lewis e Jim Mahoney (autores do curta “The Hobbit: Kingdoms of Middle-earth – Dance Battle”). “Klaus” estreia em 15 de novembro em streaming.
Novo filme de Pedro Almodóvar vai representar a Espanha no Oscar
O novo filme do cineasta Pedro Almodóvar, “Dor e Glória”, foi selecionado pela Academia Espanhola de Cinema para representar o país na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional (antiga Melhor Filme em Língua Estrangeira) do Oscar 2020. Com isso, o diretor soma sete indicações para representar seu país no prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Seu primeiro filme indicado foi “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, que conseguiu virar finalista em 1989, aparecendo entre os cinco títulos selecionados ao prêmio. Almodóvar acabou vencendo a categoria em 1999, com “Tudo Sobre Minha Mãe”. Quatro anos depois, ele voltou a ser premiado com “Fale com Ela”, mas na categoria de Melhor Roteiro Original. “Estamos muito emocionados por representar a Espanha”, declarou a produtora Esther García, como representante do diretor espanhol, que no momento viaja para a América do Norte para apresentar o longa-metragem nos Estados Unidos e no Canadá. Segundo a produtora, o lançamento nos cinemas norte-americanos permitirá que o filme “concorra em outras categorias” do Oscar. Protagonizado por Antonio Banderas, que recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes deste ano, “Dor e Glória” segue um famoso cineasta em crise, com o coração partido e saudade de sua querida mãe. O papel representou a oitava parceria entre o ator e Almodóvar, começada em 1982, quando filmaram “Labirinto das Paixões” (1982). A lista com todos os candidatos ainda passará pela triagem de um comitê da Academia, que divulgará uma relação dos melhores, geralmente nove pré-selecionados, no final do ano. Dentro desses, cinco serão escolhidos para disputar o Oscar. O candidato do Brasil na disputa por uma vaga é “A Vida Invisível”, do diretor Karim Aïnouz. Os finalistas à premiação do Oscar 2020 serão divulgados no dia 13 de janeiro e a cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá no dia 9 de fevereiro, em Los Angeles.
Pedro Almodóvar será homenageado pelo Festival de Veneza
O cineasta Pedro Almodóvar será homenageado pelo Festival de Veneza com um Leão de Ouro honorário. Ele e a atriz Julie Andrews (a Mary Poppins original), cujo Leão de Ouro foi anunciado em março, terão as carreiras celebradas na próxima edição do mais antigo festival de cinema do mundo. É tradição do evento homenagear um diretor e um intérprete todos os anos. O diretor e roteirista espanhol já tem um prêmio do Festival de Veneza em sua estante, pelo roteiro de “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” (1988). Ele também venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “Tudo Sobre Minha Mãe” (1999) e Roteiro Original por “Fale com Ela” (2002), e foi premiado em Cannes por “Tudo Sobre Minha Mãe” e “Volver” (2006), além de vir de uma participação vitoriosa na edição do festival francês deste ano, onde o seu “Dor e Glória” rendeu o prêmio de melhor ator para Antonio Banderas. Em comunicado oficial, Almodóvar agradeceu a honra concedida pelo Festival de Veneza, e disse ter boas memórias do evento. A estreia de “Maus Hábitos” (1983) no festival foi lembrada pelo diretor como “a primeira vez que um de seus filmes viajou para fora da Espanha”. “Veneza foi o lugar do meu batismo internacional, e foi uma experiência maravilhosa. Estou muito animado e honrado com o presente que é este Leão de Ouro”, disse o cineasta espanhol. Diretor espanhol mais premiado de sua geração, Almodóvar ainda destaca, entre seus filmes notáveis, “Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão” (1980), “Matador” (1986), “A Lei do Desejo” (1987), “Ata-me” (1989), “Carne Trêmula” (1997), “Má Educação” (2004), “Volver” (2006), “A Pele Que Habito” (2011) e “Julieta” (2016).
Dor e Glória reflete criatividade e desejo de Pedro Almodóvar
“Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, centra-se no personagem Salvador Mallo, um cineasta que já traz no nome a convivência dos contrários. Seu momento atual e suas lembranças são marcados pela dor e pela glória. A dor porque já está envelhecido e sentindo-se sem condições de filmar, a razão de ser de sua vida, com as doenças tomando conta de seu corpo. Desde as dores de coluna, as dores de cabeça, os engasgos frequentes, até a depressão pela perda de amores e de vitalidade. Uma animação, muito bem realizada, nos mostra o que são essas dores que acometem o corpo, cheia de cores, com didatismo e humor. Com Almodóvar, a dor também fica divertida. Como sempre foi nos seus filmes. A cabeça continua produzindo, escrevendo histórias a partir de experiências vividas, desejadas ou imaginadas, que agora não se destinarão ao cinema. Mas também não são contos literários. Um momento de declínio que produz uma crise existencial. Esses belos escritos, que acabarão sendo representados ou filmados, são a revelação de uma vida de criatividade, de sucesso e admiração internacionais, que é evidente. O relançamento de um filme chamado “Sabor”, realizado há 30 anos e que produziu uma inimizade com o ator principal, faz com que se reate seu contato e, por meio dele, um velho amor reaparece. A glória também vem das lembranças infantis, da vida na casa caverna, da mãe pobre, forte, batalhadora, do canto que abriu caminho ao estudo patrocinado junto aos padres, do primeiro desejo que se manifesta numa febre. O talento de escritor e a inclinação precoce na direção do cinema já dominam a cena. Desde sempre. Embora hoje doloroso, há um caminho a seguir e não será pela via da heroína que combate a dor, mas escraviza. Será novamente pelo desejo que novos ânimos poderão surgir. Não por acaso, a produtora de Pedro e seu irmão Agustín Almodóvar chama-se El Deseo. Ele é visto como o motor da existência. O protagonista Salvador Mallo, brilhantemente interpretado por Antonio Banderas, remete, é claro, à própria figura de Pedro Almodóvar, mas não pode se considerar uma autobiografia. Aí estão lembranças, recordações, mas também acontecimentos que poderiam ter existido ou ser fictícios, expectativas, decepções, hipóteses, exageros. Sentimentos e impressões que passam, se transformam. Elementos de uma vida que abrem perspectivas para um novo personagem, que dialoga com seu inspirador. Este, por sua vez, realiza sua autoanálise, encarando a morte como algo já mais próximo e palpável. Em alguns momentos, até desejável. O filme é lindo, profundo, e traz um time de atores e atrizes magnífico, além de Banderas. O argentino Leonardo Sbaraglia, como Federico, um ator já muito tarimbado e conhecido do cinema dos hermanos. Penélope Cruz, sempre luminosa, faz Jacinta, a mãe. Ambos vivem papéis de coadjuvantes, mas brilham. Asier Etxeandia, como Alberto Crespo, tem um trabalho competente num papel importante. E outras grandes mulheres estão lá: Nora Navas, como Mercedes, Julieta Serrano, como a mãe já idosa, Susi Sánchez e a participação de Cecília Roth, que já atuou em tantos filmes do diretor, compõem um elenco à altura para esse novo grande trabalho almodovariano. Há poucos anos, escrevi um livro destacando a sexualidade e a transgressão no cinema de Almodóvar. O diretor continua fiel a esses temas norteadores, assim como à utilização da metalinguagem. Em seus filmes, outros filmes e peças são feitos – aqui, “Vício” e “O Primeiro Desejo” são as realizações. O construir artístico, a escrita, a filmagem, a distribuição e exibição dos filmes, o trabalho dos atores e atrizes, além do próprio diretor, evidentemente, enriquecem a experiência cinematográfica do espectador. Recentemente exibido no Festival de Cannes, “Dor e Glória” teve excelente acolhida. Levou o prêmio de Melhor Ator para Antonio Banderas. Mas merecia mais.
Dor e Glória: Novo filme de Pedro Almodóvar ganha segundo trailer legendado
A Universal divulgou o segundo trailer legendado de “Dor e Gloria” (Dolor y Gloria), novo filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, que reúne dois atores que marcaram a carreira do diretor: Antonio Banderas e Penélope Cruz. O filme também ganhou um pôster francês para acompanhar sua première no Festival de Cannes 2019. O projeto tem tom autobiográfico. A trama segue um famoso cineasta em crise, com o coração partido e saudade de sua querida mãe. Antonio Banderas vive o diretor, em sua oitava parceria com Almodóvar, começada em 1982, quando filmaram “Labirinto das Paixões” (1982). Já Penélope Cruz chega ao sexto longa do cineasta, numa filmografia iniciada em “Carne Trêmula” (1997). Ela vive a mãe do personagem de Banderas. Além dos dois, a produção também marcará um reencontro de Almodóvar com outra colaboradora histórica: Julieta Serrano, que começou a filmar com o cineasta em “Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão” (1980) e interrompeu a parceria após “Ata-me” (1989). O elenco ainda inclui Raúl Arévalo (“Os Amantes Passageiros”), Asier Etxeandía (“A Porta Aberta”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”). O filme já estreou na Espanha, teve première neste sábado (18/5) no Festival de Cannes e chega em 13 de junho ao Brasil.
Novo filme de Pedro Almodóvar ganha trailer legendado
A Universal divulgou o trailer legendado de “Dor e Gloria” (Dolor y Gloria), novo filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, que reúne dois atores que marcaram a carreira do diretor: Antonio Banderas e Penélope Cruz. À exceção de “Os Amantes Passageiros” (2013), em que fizeram figurações, os dois ainda não tinham contracenado nos filmes do diretor. E parece que vão continuar assim, já que eles vivem fases diferentes da história. A descrição oficial do projeto tem tom autobiográfico. O filme segue um famoso cineasta numa “série de encontros”, até seu declínio. Alguns dos temas abordados serão “primeiros amores, segundos amores, mortalidade, os anos 1960, os anos 1980 e o presente”. Antonio Banderas vive o diretor, em sua oitava parceria com Almodóvar, começada em 1982, quando filmaram “Labirinto das Paixões” (1982). Já Penélope Cruz chega ao sexto longa do cineasta, numa filmografia iniciada em “Carne Trêmula” (1997). Aparentemente, ela vive a mãe do personagem de Banderas. Além dos dois, a produção também marcará um reencontro de Almodóvar com outra colaboradora histórica: Julieta Serrano, que começou a filmar com o cineasta em “Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão” (1980) e interrompeu a parceria após “Ata-me” (1989). O elenco ainda inclui Raúl Arévalo (“Os Amantes Passageiros”), Asier Etxeandía (“A Porta Aberta”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”). O filme já estreou na Espanha, terá première internacional em maio no Festival de Cannes e chega em 13 de junho no Brasil.
Trailer do novo filme de Pedro Almodóvar traz Antonio Banderas e Penélope Cruz
A produtora El Deseo divulgou o primeiro trailer de “Dolor y Gloria”, novo filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, que reúne dois atores que marcaram a carreira do diretor: Antonio Banderas e Penélope Cruz. À exceção de “Os Amantes Passageiros” (2013), em que fizeram figurações, os dois ainda não tinham contracenado nos filmes do diretor. E parece que vão continuar assim, já que eles vivem fases diferentes da história. A descrição oficial do projeto tem tom autobiográfico. O filme seguirá um famoso cineasta numa “série de encontros”, até seu declínio. Alguns dos temas abordados serão “primeiros amores, segundos amores, mortalidade, os anos 1960, os anos 1980 e o presente”. Antonio Banderas será o diretor, em sua oitava parceria com Almodóvar, começada em 1982, quando filmaram “Labirinto das Paixões” (1982). Já Penélope Cruz chega ao sexto longa do cineasta, numa filmografia iniciada em “Carne Trêmula” (1997). Aparentemente, ela vive a mãe do personagem de Banderas. Além dos dois, a produção também marcará um reencontro de Almodóvar com outra colaboradora histórica: Julieta Serrano, que começou a filmar com o cineasta em “Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão” (1980) e interrompeu a parceria após “Ata-me” (1989). O elenco também inclui Raúl Arévalo (“Os Amantes Passageiros”), Asier Etxeandía (“A Porta Aberta”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”). A estreia de “Dolor y Gloria” está marcada para 22 de março na Espanha e ainda não há previsão para o resto do mundo.












