“Gran Turismo” e novo terror de “Drácula” estreiam nos cinemas
A programação de cinema desta semana destaca a adaptação do game “Gran Turismo” e uma nova versão de “Drácula”, centrada num capítulo específico da obra de Bram Stoker. A lista também inclui dois thrillers estrelados pelos veteranos Liam Neeson e Morgan Freeman, além do primeiro longa documental de Kleber Mendonça Filho, o premiado diretor de “Bacurau”. Confira abaixo mais detalhes dos filmes que estreiam na quinta-feira (24/8). GRAN TURISMO – DE JOGADOR A CORREDOR Baseado no famoso jogo de corrida do PlayStation, o filme narra a história real de Jann Mardenborough, um campeão de “Gran Turismo”, que entra em uma competição patrocinada pela Nissan para encontrar jogadores capazes de se tornarem pilotos reais. A trama se destaca por conseguir criar uma narrativa a partir de um jogo que originalmente não possui uma história definida. Embora siga uma fórmula esportiva familiar, com o treinador durão, o rival carismático, sucessos, fracassos e a inevitável volta por cima no terceiro ato, a transição de Jann de um jogador virtual para um piloto real é habilmente retratada, com destaque para elementos visuais que mesclam o mundo dos jogos com a realidade. Por conta dos clichês, porém, a obra teve apenas 58% de aprovação da crítica americana, na média apurada pelo Rotten Tomatoes. O papel principal é vivido por Archie Madekwe (“See”), enquanto o elenco também destaca Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”) como seu pai, David Harbour (“Stranger Things”) como seu treinador e Orlando Bloom (“Carnival Row”) na pele de um executivo do marketing que vê potencial comercial no novo piloto. Já a direção é do sul-africano Neill Blomkamp, que até então só tinha dirigido filmes de ficção científica, como “Distrito 9” e “Elysium”. DRÁCULA – A ÚLTIMA VIAGEM DO DEMÉTER Dramatização estendida de um breve capítulo do clássico literário “Drácula”, de Bram Stoker, o filme se passa em 1897, a bordo de um navio russo chamado Demeter, que carrega caixões sinistros em sua viagem da Romênia para a Inglaterra. A jornada é marcada por uma série de mortes e horrores indescritíveis, culminando na chegada do navio vazio ao seu destino. A narrativa, extraída dos detalhes do diário do capitão, descreve como o Conde Drácula sai de seu caixão à noite e causa estragos, atacando primeiro os animais a bordo e depois a tripulação. A história também inclui uma mulher chamada Anna, não incluída no capítulo original, uma noiva do vampiro que também sai de seu caixão, mas para tentar ajudar a tripulação. Dirigido pelo norueguês André Øvredal, que ficou conhecido por terrores indies como “O Caçador de Troll” e “A Autópsia”, o filme apresenta uma cinematografia que contribui para a atmosfera sombria da história. A representação de Drácula, interpretada por Javier Botet, é inspirada no visual de “Nosferatu”, e os efeitos especiais são usados para realçar os momentos de terror. Com um clima retrô, a produção lembra tanto os longas da antiga produtora britânica de terror Hammer quando a claustrofobia de “Alien”, em que um monstro começa a matar, um por um, toda a tripulação isolada na vastidão do espaço/mar. O elenco inclui Corey Hawkins (“Tempestade”) como o principal protagonista, Aisling Franciosi (“Imperdoável”) como Anna e Liam Cunningham (“Game of Thrones”) como o capitão da nau dos condenados. A CHAMADA O novo thriller de ação estrelado por Liam Neeson (“Assassino Sem Rastro”) é um remake do espanhol “El Desconocido” (2015), que também já rendeu uma versão sul-coreana, “Ligação Explosiva” (2021) – exibida em novembro do ano passado no Brasil. A trama começa em uma manhã aparentemente normal, mas que rapidamente se transforma em um pesadelo. O protagonista conduz seus dois filhos em seu carro quando recebe uma ligação misteriosa informando que há uma bomba no veículo, que será detonada caso tente parar. Após ser convencido da seriedade da ameaça, o pai faz tudo que pode pela sobrevivência de sua família, enquanto o interlocutor não identificado o força a cometer crimes. O enredo também lembra o clássico “Velocidade Máxima”, ao desencadear uma perseguição em alta velocidade pela cidade. Dirigido por Nimród Antal (“Predadores”), o elenco ainda conta com Matthew Modine (“Stranger Things”), Noma Dumezweni (“Bem-Vindos à Vizinhança”), Jack Champion (“Pânico 6”), Lilly Aspell (“Mulher-Maravilha 1984”) e Embeth Davidtz (“Influencer de Mentira”). MUTI – CRIME E PODER O suspense trash destaca Morgan Freeman (“Truque de Mestre”) no papel de um especialista em um caso de serial killer. A trama segue uma série de assassinatos que vão de Roma ao Mississippi, ligados a um aspecto obscuro de um ritual sul-africano chamada “Muti”, que envolve o uso de partes de um corpo numa feitiçaria. O personagem de Freeman é um professor de estudos africanos, que é trazido à investigação para ajudar a decifrar as evidências bizarras, reconhecendo a presença de “muti”. O vilão, um africano com cicatrizes chamado Randoku (interpretado pelo ex-jogador de futebol americano Vernon Davis), é apoiado por um rico empresário, enquanto um dos policiais (Cole Hauser, de “Yellowstone”) tenta resolver o caso motivado pela morte de sua filha. A direção é de George Gallo, especialista em thrillers de baixo orçamento, que já tinha trabalhado com Freeman em “A Rosa Venenosa” (2019) e possui a inabalável reputação de raramente fazer filmes bons. Nem a presença de seis roteiristas e 18 produtores diferentes conseguiu impedir seu novo longa de ser considerado lixão, com apenas 11% de aprovação no Rotten Tomatoes. SEM DEIXAR RASTROS O drama polonês é baseado num caso real e notório de assassinato, que aconteceu em 1983. A trama começa com o estudante Grzegorz Przemyk (Mateusz Górski) e seu amigo Jurek (Tomasz Ziętek) celebrando o fim do ensino médio em Varsóvia, quando são abordados pela milícia e levados à delegacia, onde Grzegorz é brutalmente espancado. A história segue a luta de Jurek, a única testemunha do crime, e da mãe de Grzegorz, a poeta e ativista Barbara Sadowska (Sandra Korzeniak), para levar os culpados à justiça, enfrentando a corrupção e a intimidação do governo comunista. Dirigido por Jan P. Matuszyński (“Deep Love”), o longa é meticuloso em detalhes, capturando a atmosfera dos anos 1980 e a tensão política da época. A narrativa traça cuidadosamente as manobras políticas, acordos, acobertamentos e coerção que definiram a tentativa do estado de se esquivar da responsabilidade pelo assassinato. Mas o ritmo lento e a duração de 160 minutos podem se tornar uma experiência desafiadora para o espectador. O ACIDENTE O primeiro longa do diretor gaúcho Bruno Carboni foi premiado por seu roteiro no Festival Internacional de Pequim, na China. A trama segue Joana (Carol Martins), uma ciclista que sofre um atropelamento inusitado após confrontar uma motorista que a fechou no trânsito. Carregada no capô do carro por alguns metros, Joana sai aparentemente ilesa, mas o vídeo do incidente viraliza, e ela se vê obrigada a lidar com as consequências que se desenrolam a partir disso. A narrativa é bem amarrada, com cada ação reverberando em uma consequência direta, e o atropelamento e suas reverberações ocasionam voltas e revoltas abruptas na vida de Joana. Carboni já havia demonstrado seu talento no curta-metragem “O Teto Sobre Nós”, que competiu no prestigiado Festival de Locarno, na Suíça, e faturou o troféu de Melhor Direção no 43º Festival de Gramado. Graças a este trabalho, ele foi selecionado para participar do Berlinale Talents em 2016 e da Locarno Filmmakers Academy em 2015, programas que reúnem jovens talentos promissores do cinema mundial. Para completar, desenvolveu o roteiro de “O Acidente” no laboratório do Torino Film Lab em 2018, na Itália. Sua habilidade para ir direto ao ponto, sem perder a profundidade e a complexidade, é evidente no longa, que consegue transformar um incidente aparentemente banal em uma reflexão profunda sobre temas sociais e humanos, como homofobia, misoginia e classicismo, além de oferecer um estudo delicado de personagens. RETRATOS FANTASMAS O novo filme de Kleber Mendonça Filho, o premiado cineasta de “O Som ao Redor”, “Aquarius” e “Bacurau”, é seu primeiro longa documental. A obra também é uma ode à sua cidade natal, Recife, e à sua paixão pelo cinema. Dividido em três capítulos, a obra explora as memórias do diretor, principalmente sua cinefilia. Mendonça Filho mistura vídeos caseiros antigos com suas próprias filmagens, e se aventura para explorar os cinemas de rua de sua infância, que alimentaram sua obsessão, mas que em sua maioria fecharam, vítimas da decadência urbana e da concorrência dos multiplexes suburbanos. Ele também explora o futuro alternativo dessas salas, visitando aquelas que foram transformadas em igrejas evangélicas, refletindo as tendências religiosas no Brasil moderno. “Retratos Fantasmas” é uma rica crônica da cinefilia, entrelaçada à jornada pessoal do cineasta. O documentário estreou fora de competição no Festival de Cannes e atraiu a atenção de distribuidores internacionais simpáticos à sua visão nostálgica pela exibição tradicional em cinemas. VIDAS DESCARTÁVEIS Premiado no Festival Cine-PE, o documentário de Alberto Graça (“Beatriz”) e Alexandre Valenti (“Amazônia – Heranças de uma Utopia”) aborda a escravidão moderna em áreas rurais e a exploração de mão de obra imigrante na indústria têxtil de São Paulo. A obra expõe as condições precárias de trabalho no Brasil, resultantes das dinâmicas migratórias movidas por falsas promessas de melhoria de vida. Entre os casos apresentados, estão os de imigrantes latinos que confeccionam roupas para marcas famosas e o caso da Fazenda Brasil Verde, no Pará. A narrativa é construída através de depoimentos de trabalhadores humildes, muitos deles analfabetos, que relatam suas experiências traumáticas, e monta um mosaico abrangente sobre o assunto, ampliando progressivamente a discussão e o choque. Trata-se de cinema enquanto canal de denúncia.
“Marte Um” vence o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
O filme “Marte Um” foi o maior vencedor da 22ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em cerimônia realizada na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (23/8). A obra do diretor Gabriel Martins conquistou um total de oito estatuetas, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro, Ator e Ator Coadjuvante. A premiação não chegou a surpreender, uma vez que a tradição do GPCB é premiar o filme escolhido para representar o Brasil no Oscar. Acontece que tanto a escolha do Oscar quanto o GPCB são organizados pela mesma entidade, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais. Neste ano, “Marte Um” foi selecionado pela comissão da ABCAA para disputar uma vaga no evento da Academia dos EUA, mas não conseguiu passar pela peneira dos candidatos. O longa acompanha uma família de periferia que tenta viver seus sonhos. Enquanto a mãe comemora mais trabalhos de faxina, o filho mais novo revela seu desejo de deixar de jogar futebol para virar astrofísico e ir à Marte Diretor e atores Além de conquistar o troféu de Melhor Filme, a consagração de “Marte Um” se estendeu por várias categorias. Só Gabriel Martins levou três troféus, por Filme, Roteiro e Direção. Seus atores ainda se emocionaram no palco, ao receberem seus troféus. Cícero Lucas, jovem de 17 anos premiado com o troféu de Melhor Coadjuvante, recebeu muitos aplausos ao dedicar o prêmio aos pais e ao samba, revelando que foi descoberto por Gabriel em uma roda de samba. Carlos Francisco, intérprete de seu pai no filme, ficou com a estatueta de Melhor Ator. Atrizes O sucesso de “Marte Um” representou frustração para “Medida Provisória”, recordista em indicações com 15 estatuetas. A sci-fi distópica de Lázaro Ramos saiu da cerimônia com apenas um troféu para Adriana Esteves como Melhor Atriz Coadjuvante. Já o prêmio de Melhor Atriz ficou com Dira Paes, por seu desempenho no papel título do filme-denúncia “Pureza”. Outros prêmios O drama de época “A Viagem de Pedro”, de Laís Bondanzky, foi um dos mais premiados em categorias técnicas, com três estatuetas: Melhor Figurino, Maquiagem e Direção de Arte. E “Eduardo e Mônica”, de René Sampaio, conquistou o primeiro troféu da noite para Melhor Trilha Sonora. Política cultural Entre homenagens a artistas falecidos, a noite também foi marcada por discursos políticos, com pedidos de ações em defesa das “cotas de tela” e a regulação do streaming, medidas importantes para a continuidade da produção do cinema brasileiro, cuja necessidade urgente não parece sensibilizar a classe política. Vencedores A premiação também inclui séries e filmes de nicho. “Bem-Vinda a Quixeramobim” foi eleito a Melhor Comédia, “Pluft, o Fantasminha” o Melhor Longa-Metragem Infantil, e “Manhã de Setembro” a Melhor Série de Ficção. Confira a seguir a lista com todos os indicados e os respectivos vencedores de cada categoria da premiação. Melhor Longa-Metragem de Ficção “Marte Um” (vencedor) “A Viagem de Pedro” “Eduardo e Mônica” “Medida Provisória” “Paloma” Melhor Longa-Metragem Documentário “Kobra Auto Retrato” (vencedor) “A Jangada de Welles” “Amigo Secreto” “Clarice Lispector – A Descoberta do Mundo” “O Presidente Improvável” Melhor Longa-Metragem Comédia (Voto Popular) “Bem-Vinda a Quixeramobim” (vencedor) “Jesus Kid” “O Clube dos Anjos” “Papai É Pop” “Vale Night” Melhor Longa-Metragem Infantil “Pluft, o Fantasminha” (vencedor) “Alice dos Anjos” “Alice no Mundo da Internet” “DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo” “Pequenos Guerreiros” Melhor Longa-Metragem Animação “Tarsilinha” (vencedor) “Além da Lenda – O Filme” “Meu Amigãozão – O Filme” “Meu Tio José” “Tromba Trem – O Filme” Melhor Direção Gabriel Martins, por “Marte Um” (vencedor) Laís Bondanzky, por “A Viagem de Pedro” Marcelo Gomes, por “Paloma” René Sampaio, por “Eduardo e Mônica” Rosane Svartman, por “Pluft, o Fantasminha” Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem Carolina Markowicz, por “Carvão” (vencedora) Angelo Defanti, por “O Clube dos Anjos” Bruno Torres, por “A Espera de Liz” Caio Blat, por “O Debate” Lázaro Ramos, por “Medida Provisória” Melhor Atriz Dira Paes, por “Pureza” (vencedora) Alice Braga, por “Eduardo e Mônica” Andréa Beltrão, por “Ela e Eu” Kika Sena, por “Paloma” Marcélia Cartaxo, por “A Mãe” Melhor Ator Carlos Francisco, por “Marte Um” (vencedor) Alfred Enoch, por “Medida Provisória” Antonio Pitanga, por “Casa de Antiguidades” Cauã Reymond, por “A Viagem de Pedro” Gabriel Leone, por “Eduardo e Mônica” Melhor Atriz Coadjuvante Adriana Esteves, por “Medida Provisória” (vencedora) Camila Márdila, por “Carvão” Camilla Damião, por “Marte Um” Drica Moraes, por “As Verdades” Helena Ignez, por “A Mãe” Melhor Ator Coadjuvante Cícero Lucas, por “Marte Um” (vencedor) André Abujamra, por “O Clube dos Anjos” Augusto Madeira, por “O Clube dos Anjos” Emicida, por “Medida Provisória” Flávio Bauraqui, por “Medida Provisória” Melhor Direção de Fotografia Leonardo Feliciano, por “Marte Um” (vencedor) Adrian Teijido, por “Medida Provisória” Felipe Reinheimer, por “Pureza” Gustavo Hadba, por “Eduardo e Mônica” Pedro J. Marquez, por “A Viagem de Pedro” Pepe Mendes, por “Carvão” Melhor Roteiro Original Gabriel Martins, por “Marte Um” (vencedor) Bruno Torres e Simone Iliescu, por “A Espera de Liz” Carolina Markowicz, por “Carvão” Laís Bodanzky, por “A Viagem de Pedro” Marcelo Gomes, Armando Praça e Gustavo Campos, por “Paloma” Melhor Roteiro Adaptado Angelo Defanti, por “O Clube dos Anjos” (vencedor) Aly Muritiba, por “Jesus Kid” Jorge Furtado e Guel Arraes, por “O Debate” Lusa Silvestre, Lázaro Ramos, Elisio Lopes Jr. e Aldri Anunciação, por “Medida Provisória” Matheus Souza, Claudia Souto, Jessica Candal e Michele Frantz, por “Eduardo e Mônica” Melhor Direção de Arte Adrian Cooper, por “A Viagem de Pedro” (vencedor) Fernanda Carlucci, por “O Clube dos Anjos” Filipe Cunha, por “Marte Um” Joana Mureb, por “Eduardo e Mônica” Renata Pinheiro, por “Carvão” Melhor Montagem Ficção Aline Werlang, por “Pureza” (vencedora) Diogo R. Pimentão, por “Eduardo e Mônica” Flavio Zettel, por “Carvão” Karen Akerman, por “A Mãe” Lucas Gonzaga, por “Marte Um” Melhor Montagem Documentário Caio Cavechini, por “O Presidente Improvável” (vencedor) Bruna Finelli, por “Kobra Auto Retrato” Guilherme Fiúza, por “Clarice Lispector – A Descoberta do Mundo” Marcelo Campaña, por “A Jangada de Welles” Rafael Figueiredo, por “Amigo Secreto” Melhor Som Pedro Lima, por “Marte Um” (vencedor) Alessandro Laroca, por “Carvão” Beto Ferraz e Gustavo Loureiro, por “O Debate” Cristiano Maciel, por “A Mãe” Simone Petrillo, por “A Viagem de Pedro” Melhores Efeitos Visuais Sandro di Segni, por “Pluft, o Fantasminha” (vencedor) Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel, por “A Viagem de Pedro” Gabriel Martins, por “Marte Um” Leonardo Sindlinger, Michel Takahashi e Karlos Shirmer, por “Jesus Kid” Marcelo Siqueira, por “A Espera de Liz” Paulo Barcellos, por “Medida Provisória” Melhor Trilha Sonora Plínio Profeta, por “A Viagem de Pedro” (vencedor) Caetano Veloso, por “Marte Um” João de Barro e Josué de Castro, por “O Debate” João Donato e Arismar do Espírito Santo, por “Eduardo e Mônica” Max Viana, por “Ela e Eu” Melhor Canção “Marte Um”, por “Marte Um” (vencedora) “Eu Sei Que Vou Te Amar”, por “Eduardo e Mônica” “Mente Sem Medo”, por “Carvão” “Só Pra Você”, por “A Viagem de Pedro” “Vento de Lá”, por “A Viagem de Pedro” Melhor Longa Ibero Americano “Argentina, 1985” (Argentina), de Santiago Mitre (vencedor) “1976” (Argentina/Chile), de Manuela Martelli “As Bestas” (Espanha), de Rodrigo Sorogoyen “La Jauría” (Colômbia), de Andrés Ramírez Pulido “Restos do Vento” (Portugal), de Tiago Guedes Melhor Longa Internacional “Elvis” (Estados Unidos), de Baz Luhrmann (vencedor) “1982” (Líbano), de Oualid Mouaness “A Mulher Rei” (Estados Unidos), de Gina Prince-Bythewood “Avatar: o Caminho da Água” (Estados Unidos), de James Cameron “Boa Sorte, Leo Grande” (Reino Unido), de Sophie Hyde “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” (Estados Unidos), de Ryan Coogler “Top Gun: Maverick” (Estados Unidos), de Joseph Kosinski Melhor Série Ficção “Manhãs de Setembro” – 2ª Temporada (Amazon Prime Video) (vencedora) “Bom Dia, Verônica” – 2ª Temporada (Netflix) “Rota 66: A Polícia que Mata” – 1ª Temporada (Globoplay) “Sob Pressão” – 5ª Temporada (Globoplay) “Turma da Mônica: A Série” – 1ª Temporada (Globoplay) Melhor Série Documental “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez” – 1ª Temporada (HBO Max) (vencedora) “Em Casa com os Gil” – 1ª Temporada (Amazon Prime Video) “Lei da Silva: A História do Jogo do Bicho” – 1ª Temporada (Canal Brasil) “O Caso Celso Daniel” – 1ª Temporada (Globoplay) “PCC: Poder Secreto” – 1ª Temporada (HBO Max) Melhor Série Animação “Vamos Brincar com a Turma da Mônica” – 1ª Temporada (Giga Gloob) (vencedora) “Cordélicos” – 1ª Temporada (TV O Povo) “O Show da Luna!” – 7ª Temporada (Discovery Kids) “Passagens da Independência” – 1ª Temporada (Canal Futura/Globoplay) Melhor Curta Ficção “Big Bang”, de Carlos Segundo (vencedor) “Ainda Restarão Robôs nas Ruas do Interior Profundo”, de Guilherme Xavier Ribeiro “Fantasma Neon”, de Leonardo Martinelli “Infantaria”, de Laís Santos Araújo “Sobre Amizades e Bicicletas”, de Júlia Vital “Último Domingo”, de Joana Claude e Renan Brandão Melhor Curta Documental “Território Pequi”, de Takumã Kuikuro (vencedor) “A Última Praga de Mojica”, de Cédric Fanit, Eugenio Puppo, Matheus Sundfeld e Pedro Junqueira “Carta para Glauber”, de Gregory Baltz “Peixes Não se Afogam”, de Anna Azevedo “Trópico de Capicórnio”, de Juliana Antunes Melhor Curta Animação “A Menina Atrás do Espelho”, de Iuri Moreno (vencedor) “Em Busca da Terra-Música Prometida”, de Gabriel Bitar “Meu Nome É Maalum”, de Luisa Copetti “Nonna”, de Maria Augusta V. Nunes “O Senhor do Trem”, de Aída Queiroz e Cesar Coelho
“Mussum, o Filmis” vence o Festival de Gramado
A cinebiografia “Mussum, o Filmis” foi o grande vencedor do Festival de Gramado de 2023, conquistando o Kikito de Melhor Filme na premiação da noite de sábado (19/8) na serra gaúcha. Emoção do elenco O filme que dramatiza a história de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum de “Os Trapalhões”, também premiou Ailton Graça como Melhor Ator por retratar o humorista e fundador do grupo Originais do Samba. Ao receber o troféu, ele não conseguiu segurar as lágrimas. “Meu primeiro”, disse o ator, que nunca havia ganhado um prêmio em sua carreira. Ao todo, o primeiro longa-metragem dirigido pelo ator Silvio Guindane venceu seis troféus, inclusive de Melhores Atores Coadjuvantes para Yuri Marçal, intérprete de Carlinhos, a versão jovem de Mussum, e Neusa Borges. Marçal fez um discurso emocionado que levantou a platéia. “Realmente é muito difícil de falar, eu não esperava de forma alguma por isso, mas eu não pretendo ser nem um pouco modesto”, começou o ator. “Na [faculdade de] Teatro e TV, em 2013, assim que eu estava para me formar eu ouvi a frase de um diretor que falou assim: ‘Eu tenho muita gente aqui querendo se formar, muita gente querendo ser ator. Mas uma das pessoas que eu tenho certeza que nunca vai poder ser é você, Yuri”, relatou, emocionado. Afirmando que decidiu enfrentar o desafio, desabafou: “A mensagem do filme que mais me emocionou é uma que o Mussum fala no final […] onde ele conta sobre a mãe dele ter lutado a vida inteira para ele poder ter oportunidade. Então, quero agradecer neste momento à minha mãe, que eu sei que ela, mesmo sem estudo, batalhou muito para eu ter a oportunidade de fazer o que quiser, de eu poder ter o direito de escolha”, contou, ovacionado pela plateia. A lista de troféus recebidos pelo “Filmis”, que estreia em 2 de novembro nos cinemas, completa-se com o Kikito de Melhor Trilha Sonora para Max de Castro e o prêmio de Melhor Filme na votação do Júri Popular. Os demais prêmios Entre os outros filmes, apenas dois foram premiados. E o campeão de troféus foi o cineasta Petrus Cariry, que ficou com três Kikitos por “Mais Pesado É o Céu”: Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Montagem (prêmio que dividiu com Firmino Holanda). Para completar, o filme rendeu à atriz Ana Luiza Rios um Prêmio Especial do Júri. O Kikito de Melhor Atriz ficou com Vera Holtz por “Tia Virgínia”, de Fábio de Meira, que também recebeu os troféus de Melhor Roteiro (para Meira), Direção de Arte, Desenho de Som e do Júri da Critica. Nas premiações específicas para filmes gaúchos, “Hamlet”, de Zeca Brito, incluindo Filme, Direção e Ator (para Frederico Restori), enquanto “Anhangabaú”, de Lufe Bollini, levou o Kikito de Melhor Longa-metragem Documental. A edição do Festival de Cinema de Gramado foi marcada pela morte da atriz Léa Garcia na terça feira (25/8), que seria homenageada no evento aos 90 anos. A atriz receberia no dia seguinte à sua morte o troféu Oscarito pela sua contribuição ao cinema nacional. O prêmio acabou entregue a seu filho, Marcelo, juntando-se aos quatro Kikitos que a atriz recebeu em vida. Lista de vencedores Confira abaixo a lista de longas premiados no 51º Festival de Cinema de Gramado. Longas-metragens Brasileiros Melhor Filme: “Mussum, O Filmis”, de Silvio Guindane Melhor Direção: Petrus Cariry, por “Mais Pesado é o Céu” Melhor Ator: Aílton Graça, por “Mussum, O Filmis” Melhor Atriz: Vera Holtz, por “Tia Virgínia” Melhor Roteiro: Fábio Meira, por “Tia Virgínia” Melhor Fotografia: Petrus Cariry, por “Mais Pesado é o Céu” Melhor Montagem: Firmino Holanda e Petrus Cariry, por “Mais Pesado é o Céu” Melhor Trilha Musical: Max de Castro, por “Mussum, O Filmis” Melhor Direção de Arte: Ana Mara Abreu, por “Tia Virgínia” Melhor Atriz Coadjuvante: Neusa Borges, por “Mussum, O Filmis” Melhor Ator Coadjuvante: Yuri Marçal, “Mussum, O Filmis” Melhor Desenho de Som: Rubem Valdés, por “Tia Virgínia” Prêmio Especial do Júri: Ana Luiza Rios de “Mais Pesado é o Céu” Júri da Crítica: “Tia Vírginia”, de Fábio Meira Júri Popular: “Mussum, O Filmis”, de Silvio Guindane Longas-metragens Gaúchos Melhor Filme: “Hamlet”, de Zeca Brito Melhor Direção: Zeca Brito, por “Hamlet” Melhor Ator: Frederico Restori, por “Hamlet” Melhor Atriz: Carol Martins, por “O Acidente” Melhor Roteiro: Marcelo Ilha Bordin e Bruno Carboni, de “O Acidente” Melhor Fotografia: Bruno Polidoro, Joba Migliorin, Lívia Pasqual e Zeca Brito, por “Hamlet” Melhor Direção de Arte: Richard Tavares, de “O Acidente” Melhor Montagem: Jardel Machado Hermes, de “Hamlet” Melhor Desenho de Som: Kiko Ferraz, Ricardo Costa e Cristian Vaz, por “Céu Aberto” Melhor Trilha Musical: Rita Zart e Bruno Mad, por “Céu Aberto” Júri Popular: “Sobreviventes do Pampa”, de Rogério Rodrigues Longas-metragens Documentais Melhor Filme: “Anhangabaú”, de Lufe Bollini
“O Auto da Compadecida 2” ganha primeira foto com Selton Mello e Matheus Nachtergaele
O ator Selton Mello divulgou em seu Instagram a primeira foto de “O Auto da Compadecida 2”, sequência da minissérie de 1999, que o mostra ao lado de Matheus Nachtergaele, retomando os papéis de Chicó e João Grilo. A imagem marca o início da produção da continuação, mais de 20 anos após o lançamento da minissérie, que também virou filme no ano seguinte. Do elenco original, ainda retornam Virginia Cavendish e Enrique Diaz, que viveram, respectivamente, Rosinha e Joaquim Brejeito. Mas Fernanda Montenegro, que interpretou a Nossa Senhora, teve conflitos de agenda e será substituída por Taís Araújo (“Medida Provisória”) na sequência. Produção e elenco A produção, direção e roteiro de “O Auto da Compadecida 2” são assinados por Guel Arraes (“Lisbela e o Prisioneiro”) que também comandou a primeira versão há 25 anos. E o elenco terá ainda participações de Eduardo Sterblitch (“Os Outros”), Humberto Martins (“Travessia”), Fabiula Nascimento (“Segundo Sol”), Luis Miranda (“Encantado’s”), Juliano Cazarré (“Pantanal”) e Luellem de Castro (“Encantado’s”). Baseado na obra de Ariano Suassuna, “O Auto da Compadecida” se passa em Taperoá, no sertão da Paraíba, nos anos 1930, onde João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello) tentam vencer na vida com inteligência em meio a adversidades de uma vida humilde. A continuação se passa nos anos 1950 e é baseada numa ideia original de Guel Arraes, “com a aprovação entusiasmada da família de Ariano Suassuna”, segundo a postagem de Selton. O roteiro é assinado por Guel Arraes e João Falcão, com a colaboração de Adriana Falcão e do cineasta Jorge Furtado (“Real Beleza”). Guel, João e Adriana escreveram juntos a minissérie de 1999. A previsão de estreia é para 2024. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Selton Mello (@seltonmello)
Viola Davis homenageia Léa Garcia: “Uma honra ter te conhecido”
A atriz americana Viola Davis usou sua conta no Instagram para prestar homenagens a Léa Garcia, atriz brasileira que morreu na terça-feira (15/8) aos 90 anos, no Rio Grande do Sul, onde receberia uma homenagem no Festival de Gramado pelas realizações de sua carreira. “Foi uma honra ter te conhecido, Dona Léa. Obrigado por suas contribuições ao nosso ofício”, escreveu a atriz, junto de uma foto de sua passagem pelo Brasil no ano passado, quando veio divulgar o filme “A Mulher Rei”. A foto mostra um encontro de Viola com artistas brasileiros, inclusive Léa Garcia. A reunião aconteceu na casa de Taís Araújo e Lázaro Ramos e contou com a presença também de Iza, Zezé Motta, Seu Jorge e Ícaro Silva, entre outros. O Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por VIOLA DAVIS (@violadavis) momento foi registrado em fotos publicadas pelo casal no Instagram. “Recebendo amigos. Noite linda e mais que especial”, escreveu Taís quando da ocasião.
Amizade Colorida: Comédia com Justin Timberlake vai ganhar remake brasileiro
A comédia romântica “Amizade Colorida”, lançada em 2011 e estrelada por Justin Timberlake e Mila Kunis, ganhará uma versão brasileira. A Sony Pictures está colaborando com a Biônica Filmes no remake, que terá direção de Rafael Gomes (“Meu Álbum de Amores”) e será estrelado por Maria Bopp (“Me Chama de Bruna”) e Ícaro Silva (“Verdades Secretas”). A trama gira em torno de Julia, interpretada por Maria Bopp, uma recrutadora de São Paulo que contrata Daniel, um diretor de arte de Salvador, interpretado por Ícaro Silva, para uma entrevista de emprego em uma grande empresa de tecnologia. Inicialmente relutante em deixar sua família e sua casa com vista para o mar na Bahia, Daniel aceita o trabalho após um dia explorando São Paulo, guiado por Julia. Rapidamente, a amizade deles se transforma em uma relação casual de amigos com benefícios, até que ambos percebem que estão apaixonados. Elenco e produção O roteiro da adaptação está a cargo de Mariana Zatz (“Turma da Mônica: A Série”) e Rafael Gomes (“Meu Álbum de Amores”), e o elenco também inclui Gisele Fróes (“Três Verões”), Tuca Andrada (“Amor de Mãe”), Luiz Pepeu (“A Bicicleta do Vovô – A série”) e Daniel Furlan (“La Vingança”). Karen Castanho, da Biônica Filmes, comemorou a produção: “Todos nós da Biônica estamos honrados em nos unir à Sony Pictures International Productions pela primeira vez. Que maneira de celebrar nosso 10º aniversário! Sempre apreciamos o filme, e é uma emoção adaptar este favorito dos fãs para o Brasil”. Confira o trailer do filme original:
Larissa Manoela influencia o zodíaco no trailer de “Tá Escrito”
A Paris Filmes divulgou nesta quarta-feira (16/8) o trailer astrológico de “Tá Escrito”, nova comédia estrelada por Larissa Manoela. A atriz dá vida à Alice, uma jovem leonina que, ao contrário de seu signo, se sente insegura e detesta ser o centro das atenções. Ela se frustra por viver com a mãe (Karine Teles), uma virginiana obcecada por organização, e com o astuto irmão (Kevin Vechiatto). Seu maior sonho é conquistar o primeiro emprego e ir morar com o namorado (André Luiz Frambach), porém a relação vai por água abaixo devido aos planos profissionais do garoto. A jovem vai culpar todos os astros por conta dos desafios, até que, contra todas as probabilidades, recebe uma oportunidade para abordar astrologia em um podcast. As mudanças continuam quando ela recebe um livro em branco com instruções mágicas, que prometem a realização de qualquer previsão escrita nas páginas. “Escreva seu destino e o destino de todo o zodíaco”, diz o manual. Com o poder astral de influenciar a astrologia, Alice se torna um fenômeno online com milhões de seguidores, porém também terá seu mundo revirado de cabeça para baixo. “Eu tenho superpoderes. Não sei mais o que fazer”, ela se preocupa. Mais detalhes A direção é de Matheus Souza (“A Última Festa”) com roteiro de Thuany Parente (“Apocalipse”) e Mariana Zatz (“Turma da Mônica: Lições”), e o elenco também inclui nomes como Caroline Dallarosa (“Além da Ilusão”), Victor Lamoglia (“Ana e Vitória”), Richard Abelha (“A Última Festa”), Hamilton Dias (“Ana e Vitória”), Emira Sophia (“Perdida”) e Vittoria Tosi (“Alice O Musical”). “Tá Escrito” tem estreia marcada para 2 de novembro.
Não Tem Volta: Comédia de ação com Manu Gavassi ganha trailer
A comédia de ação brasileira “Não Tem Volta”, protagonizada por Manu Gavassi (“Maldivas”) e Rafael Infante (“Vai que Cola”), ganhou seu trailer. A prévia tem romance e suspense, mas o tom que começa dramático logo dá lugar à situações de pastelão. Trama inusitada A trama do filme acompanha Henrique, interpretado por Rafael Infante, que, incapaz de superar a separação de Gabriela, personagem de Manu, decide contratar uma empresa de assassinos de aluguel para acabar com sua própria vida. No entanto, após reencontrar Gabriela e reatar a relação, Henrique se vê em uma situação complicada, pois o contrato com os assassinos não pode ser cancelado. A partir daí, ele se envolve em uma série de situações tensas e mirabolantes para tentar salvar a própria vida e ficar com a mulher que ama, mesmo sabendo que, por contrato, sua decisão de contratar os assassinos não tem volta. Elenco conta com nomes conhecidos da TV brasileira Além de Gavassi e Infante, o elenco do filme conta com participações especiais de Diogo Vilela (“Pé na Cova”), Betty Gofman (“Órfãos da Terra”) e Roberto Bomtempo (“1 Contra Todos”). O filme, dirigido por César Rodrigues (“Lulli”) e com roteiro original de Fernando Ceylão (“Dissonantes”), é uma produção da Conspiração, com coprodução da Star e apoio da RioFilme. A estreia está marcada para o dia 23 de novembro nos cinemas.
Larissa Manoela volta ao trabalho após parar o Brasil no “Fantástico”
A atriz Larissa Manoela já voltou ao trabalho após parar o Brasil com sua entrevista reveladora no “Fantástico” no último domingo (13/8), onde expôs a crise familiar com seus pais e a decisão de abrir mão de sua fortuna. Focada em reconstruir seu patrimônio e sua carreira, ela apareceu sorridente em um estúdio nos bastidores do filme “Tá Escrito”. A produção, que será protagonizada pela estrela e por seu noivo, o ator André Luiz Frambach, está programada para estrear em 2 de novembro. Em um perfil dedicado somente aos fãs, o Sonhos de Lari, a artista publicou um registro das gravações e deixou claro que está se dedicando exclusivamente ao trabalho em meio às polêmicas recentes. “O trabalho não pode parar e ontem foi dia de estúdio. ‘Tá Escrito’ estreia em 2/11 e vocês não podem perder!”, escreveu Larissa, recebendo o apoio dos seguidores nos comentários. Em seus Stories, a atriz ainda informou que o primeiro trailer será divulgado nesta quarta (16/8). História de “Tá escrito” Em “Tá Escrito”, Larissa dá vida a Alice, uma jovem que se torna influenciadora digital e passa a dar dicas de astrologia na internet. Sua vida vira de cabeça para baixo quando seu namorado termina o relacionamento para também se tornar influenciador. A atriz descreve o filme como “uma história leve, romântica, divertida e super gostosa de ser contada”. A direção é de Matheus Souza (“Ana e Vitória”) e o filme, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2023, também inclui em seu elenco Victor Lamoglia (“As Seguidoras”), Kevin Vechiatto (“Turma da Mônica – Lições”), Caroline Dallarosa (“Além da Ilusão”), Karine Teles (“Manhãs de Setembro”) e Cazé Pecini (“Como Nossos Pais”). A entrevista reveladora A entrevista ao “Fantástico” gerou grande comoção, pois mostrou bastidores inéditos da conflituosa relação entre Larissa e seus pais, Silvana Taques e Gilberto Elias. A atriz, que rompeu profissionalmente com os genitores há alguns meses, explicou o motivo da decisão, contando também que abriu mão do dinheiro que fez em 18 anos de carreira, patrimônio avaliado em R$ 18 milhões, para poder seguir adiante sem os pais e ter liberdade de administrar sua carreira e dinheiro. Larissa contou no depoimento que sua decisão de abrir mão de tudo foi tomada com plena consciência de que seu caminho trará grandes conquistas. “A minha decisão de abrir mão de todo o meu negócio é porque eu tenho a plena certeza de que o meu caminho, ele vai me trazer grandes conquistas. Eu tenho só 22 anos. Eu tenho a plena consciência de que essa minha escolha é pra dar o conforto necessário para os meus pais”, disse ela. Agradecimento aos fãs Após a exibição do programa, Larissa agradeceu o carinho dos fãs em sua primeira publicação nas redes sociais. “Oi, pessoal! Quero usar esse meu espaço pra agradecer todo o apoio que venho recebendo desde a minha entrevista concedida ao Fantástico ontem. Quero que saibam que estou bem, seguindo a vida com foco no futuro e alinhada ao meu propósito. Recebi todo o amor que me mandaram em forma de mensagens e homenagens. Sem dúvidas, passar por toda essa situação delicada sem essa grande rede de apoio que se formou aqui seria bem mais difícil. Agradeço profundamente àqueles que se sensibilizaram com a minha história. Tenho muito orgulho de ter chegado até aqui. Beijo carinhoso de quem ama vocês! Lari”, finalizou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sonhos de Lari ✨ (@sonhos_delari)
IZA avalia possibilidade de seguir carreira de atriz: “Descobri que amo fazer isso”
IZA falou sobre planos futuros e projetos fora da área musical numa entrevista à Quem, publicada nesta terça-feira (15/8). A cantora e compositora afirmou que descobriu um amor pela atuação depois de estrear no filme “Um Ano Inesquecível: Outono” (2023). “Descobri ali que amo muito fazer isso. O Lázaro [Ramos] já tinha me convidado pra fazer outras coisas antes e eu tinha falado: ‘Você está em surto, não dá’. Mas eu confio muito nele”, explicou a artista. “Então, nessa época, deu jeito de a gente encaixar as coisas e fazer funcionar. E eu gostei muito, eu gostei de ver como a cena acontece. Você não programa a chorar, você realmente entra na cena e acontece. E é muito louco como você entra na situação.” IZA ainda destacou que o videoclipe de “Fé nas Malucas”, feito em parceria com MC Carol, foi mais uma oportunidade de explorar seu lado atriz. A cantora se mostrou emocionada com o projeto, embora tenha ficado surpresa com o resultado. “Fé nas Malucas, na verdade, já é um ensaio disso, sabe? É a primeira vez num clipe em que não estou cantando ou dançando. Quando a gente terminou de fazer o roteiro, eu pensei: ‘Gente, é isso mesmo que eu vou fazer? Meus fãs não vão entender nada’. Mas fico feliz que eles entenderam”, afirmou a cantora. Artista multifacetada Além de atriz estreante, IZA também tem se destacado por sua forte influência no mundo da moda e por se tornar embaixadora da grife italiana Fendi. A artista multifacetada fez a sua grande estreia em um fashion week internacional no início do ano. “A moda é uma coisa que caminha com a música, faz parte do que eu penso e faz parte da minha vida. A moda tem a ver com o meu humor também. Então, é uma coisa que me preocupo, é uma construção minha. Sempre falo que me comunico através das minhas roupas também”, explicou IZA. “Não acho que isso seja uma responsabilidade. É só uma coisa que é muito divertida, é muito legal poder criar e sugerir, conhecer estilistas incríveis que vão fazer alguma coisa específica pra eu usar, isso é muito especial. Nunca pensei que pudesse ver isso. Então, acho que, na verdade, é um presente também que a música me deu, porque isso sempre foi uma paixão minha.” Próximos passos Na entrevista à Quem, IZA aproveitou para tranquilizar seus fãs que, apesar das várias frente de atuação, o foco principal será na carreira musical. Ela afirmou que pretende se aventurar em outros gêneros no futuro e, quem sabe, se arriscar no mercado internacional. “Gosto muito de música boa. Eu ainda me imagino, por exemplo, no futuro cantando rock, porque eu gosto muito. Acho que rock tem muito a ver com Blues, é uma coisa que eu gostaria de explorar. Gosto muito de samba, gosto muito de um monte de coisa.” “Tenho muita vontade de colaborar com outros artistas. Já estou falando e estou muito animada… Não vou nem falar muito, não, porque senão as pessoas começam a ficar agoniadas [risos]. Mas é muito bom estar ativa e me sentindo criativa de novo. Então, eu tô me conectando com várias pessoas e doida pra fazer música em inglês ou em outros idiomas”, completou a artista.
Festival de Gramado inicia 51ª edição com várias novidades
Um dos mais tradicionais festivais de cinema no Brasil, o Festival de Gramado, inicia sua 51ª edição neste sábado (12/8), com uma programação repleta de atrações e novidades. Este ano, os organizadores do festival apostam em uma programação em diferentes formatos. A ausência de filmes estrangeiros, que faziam parte do line-up do festival desde 1992, marca uma seleção totalmente nacional, com reforço na seleção de documentários, que disputarão prêmios exclusivos. Além disso, pela primeira vez, haverá o lançamento de uma série: “Cangaço Novo”, que estreia na Amazon Prime Video no dia 19. Filme de abertura A abertura do evento traz a exibição fora de competição do documentário “Retratos Fantasmas”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, que narra a história do centro da cidade do Recife, com foco nos cinemas de rua que marcaram o local ao longo do século 20. Além da celebração da cinefilia, também aborda questões políticas e culturais, como o constante assédio da especulação imobiliária nas grandes cidades brasileiras – tema que Mendonça abordou num de seus filmes mais conhecidos, “Aquarius”, estrelado por Sonia Braga em 2016. O documentário, que foi aplaudido de pé no Festival de Cannes e selecionado para o Festival de Toronto, será seguido pela exibição de curtas e do longa “Angela”, de Hugo Prata, na mostra competitiva. Cinebiografia de Ângela Diniz “Angela” é uma cinebiografia de Ângela Diniz, estrelada por Isis Valverde. A socialite mineira foi vítima de feminicídio em 1976, em um caso que chocou o Brasil. O crime cometido por Raul “Doca” Street tornou-se um divisor de águas no movimento feminista e no Direito brasileiros. Durante o julgamento do assassino, que deu quatro tiros no rosto da companheira, a defesa alegou “legítima defesa da honra” para tentar absolvê-lo do caso. Ele alegou ter matado “por amor”. O argumento gerou polêmica. Militantes feministas organizaram um movimento cujo slogan – “quem ama não mata” – tornou-se, anos mais tarde, o título de uma minissérie da Globo. Até o grande poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) se manifestou: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”, referindo-se à estratégia da defesa de culpabilizar Angela Diniz por seu próprio assassinato. A tese da “legítima defesa da honra” constava no Código Penal da época, mas mesmo assim Doca Street foi condenado a 15 anos de prisão. Na década seguinte, a nova Constituição, elaborada ao fim da ditadura, acabou com essa desculpa para o feminicídio, mas só agora, em agosto de 2023, o STF (Supremo Tribunal Federal) a tornou oficialmente inconstitucional. Outros títulos em destaque A lista de produções selecionadas também incluem outra cinebiografia: “Mussum — O Filmis”, dirigido por Sílvio Guindane, que traz Ailton Graça como o músico e comediante Mussum, um dos integrantes do grupo Os Originais do Samba e do humorístico “Os Trapalhões”. A mostra competitiva de ficção ainda traz “Uma Família Feliz”, thriller dirigido por José Eduardo Belmonte e estrelado por Grazi Massafera, “O Barulho da Noite”, drama do Tocantins sobre infância roubada, dirigido por Eva Pereira, “Mais Pesado É o Céu”, novo drama de Petrus Cariry, e “Tia Virgínia”, de Fabio Meira e estrelado por Vera Holtz. Homenagens femininas Em um feito inédito, a edição de 2023 do Festival de Gramado vai homenagear exclusivamente mulheres que contribuíram significativamente para o cinema brasileiro. A produtora Lucy Barreto receberá o Troféu Eduardo Abelin, a atriz Ingrid Guimarães será agraciada com o Troféu Cidade de Gramado, Laura Cardoso e Léa Garcia serão homenageadas com o Troféu Oscarito, e Alice Braga contemplada com o Troféu Kikito de Cristal. Lucy Barreto, mineira de Uberlândia, é uma das produtoras mais ativas do cinema brasileiro. Com uma carreira que remonta ao final dos anos 1960, Barreto é reconhecida por sua contribuição à indústria audiovisual nacional e internacional, tendo produzido importantes obras do cinema brasileiro como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), “O Quatrilho” (1995), e “Flores Raras” (2013). Com uma carreira de mais de 35 anos e inúmeros sucessos no teatro e na televisão, Ingrid Guimarães foi responsável por uma revolução comerial no cinema nacional com a trilogia “De Pernas Pro Ar” (2010-2019), um dos maiores sucessos cinematográficos do século, além de ter participado do primeiro “Minhã Mãe É uma Peça” (2013) e de comédias como “Fala Sério, Mãe” (2017), que consolidaram seu nome entre os mais populares do cinema brasileiro. A veterana atriz Laura Cardoso, de 95 anos e mais de sete décadas dedicadas à atuação, é uma pioneira na televisão brasileira. Estreou em 1952 e coleciona prêmios até hoje. No cinema, participou de clássicos como “Corisco, O Diabo Loiro” (1968), “Tiradentes, O Mártir da Independência” (1977) e “Terra Estrangeira” (1995). Seu trabalho mais recente é a comédia “De Perto Ela Não é Normal” (2020). Também com vasta experiência, Léa Garcia está com 90 anos e soma mais de 100 produções no cinema, teatro e televisão. Peça fundamental na quebra da barreira dos personagens até então destinados a atrizes negras, ela se destacou em novelas como “Selva de Pedra” (1972), “Escrava Isaura” (1976), “Xica da Silva” (1996) e “O Clone” (2001). Além disso, já foi premiada no próprio Festival de Gramado com “Filhas do Vento” (2004) e os curtas “Hoje tem Ragu” (2008) e “Acalanto” (2013). Mais jovem da lista, aos 40 anos Alice Braga é mais vista em Hollywood que no Brasil. Sobrinha da famosa Sonia Braga, ela estourou com “Cidade de Deus” (2002) e, desde então, já participou de 40 produções, atuando ao lado de nomes como Will Smith, Anthony Hopkins, Margot Robbie, Ben Affleck e Matt Damon. Mas nem por isso abandonou a terra natal, encontrando tempo para filmar obras como “Entre Idas e Vindas” (2016) e “Eduardo e Mônica” (2020). O Festival de Gramado acontece até o próximo dia 19, quando serão entregues os troféus Kikitos.
Estreias: “Aranhaverso”, comédias pro Dia dos Pais e as novidades do streaming
A mais recente animação do Homem-Aranha finalmente chega no cinema em casa, enquanto as plataformas de streaming lançam filmes inéditos para adolescentes e fãs do cinema de ação. Entre gritos de terror, explosões e beijos, a programação digital também reserva duas comédias para comemorar o Dia dos Pais em família. Confira abaixo os 10 principais lançamentos online da semana. HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO | VOD* Com duração de 2 horas e 20 minutos, a nova adaptação dos quadrinhos da Sony/Marvel é a animação mais longa já produzida em Hollywood. E também uma das mais bonitas já feitas, graças ao visual extremamente colorido – inspirado tanto nos quadrinhos quanto na pop art. Continuação de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a produção traz uma nova aventura de Miles Morales (voz original de Shameik Moore) e Gwen-Aranha (Hailee Steinfeld). Convidado por Gwen a conhecer o centro do Aranhaverso, onde todos os Homens-Aranhas de diferentes realidades convivem, Miles também reencontra o Peter Parker (Jake Johnson) do primeiro filme, que agora tem uma filha, e descobre o que todos, menos ele, têm em comum: uma tragédia em suas histórias de origem. Ao perceber que a tragédia em sua família está prestes a acontecer, Miles decide impedi-la, o que o coloca contra o Homem-Aranha 2099, dublado por Oscar Isaac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), para quem uma mudança na linha do tempo poderia acabar com o Aranhaverso. Inconformado, Miles prefere fazer seu próprio destino, originando o conflito da trama, que ainda inclui um vilão capaz de viajar pelo multiverso. Mas o que mais chama atenção no longa é que cada personagem tem seu próprio estilo visual, muitos deles contrastantes, que ainda assim combinam maravilhosamente bem com a narrativa. A direção está a cargo do trio formado por Kemp Powers (roteirista e co-diretor de “Soul”), o português Joaquim dos Santos (“Avatar: A Lenda de Korra”) e Justin K. Thompson (especialista em backgrounds que trabalhou em “Star Wars: Clone Wars”). Eles substituem o trio original vencedor do Oscar de Melhor Animação, formado por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman. Já o roteiro ficou a cargo dos produtores do primeiro longa, Phil Lord e Chris Miller, junto com David Callaham (“Mulher-Maravilha 1984”). VERMELHO, BRANCO E SANGUE AZUL | AMAZON PRIME VIDEO Adaptação do best-seller de Casey McQuiston, a comédia romântica traz Taylor Zakhar Perez (“A Barraca do Beijo 3”) como Alex Claremont-Diaz, filho da presidente dos Estados Unidos, e Nicholas Galitzine (“Cinderela”) na pele do príncipe britânico Henry. Os dois têm muito em comum: beleza estonteante, carisma inegável, popularidade internacional e um total desdém um pelo outro. Separados por um oceano, sua rivalidade nunca foi um problema, até que um desastroso – e muito público – confronto em um evento real se torna alimento para tabloides, potencialmente colocando em risco as relações entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha no pior momento possível. Para controlar os danos, suas famílias poderosas forçam os dois rivais a uma “trégua” encenada. Mas o que a princípio começa como uma amizade falsa e instagramável se transforma em algo mais significativo do que Alex ou Henry poderiam imaginar. Logo Alex se vê envolvido em um romance secreto com um Henry surpreendentemente desajeitado, o que pode complicar a campanha de reeleição de sua mãe e implodir de vez as relações entre as duas nações. Direção e roteiro são assinados pelo dramaturgo Matthew López (“The Inheritance”), vencedor do Tony, que faz sua estreia em longas-metragens. A produção é de Greg Berlanti (o criador do “Arrowverso” e diretor de “Com Amor, Simon”), e o elenco coadjuvante traz Uma Thurman (“Kill Bill”) como presidente dos EUA, além de Clifton Collins Jr. (“Westworld”), Sarah Shahi (“Adão Negro”), Rachel Hilson (“Com Amor, Victor”), Stephen Fry (“Sandman”), Ellie Bamber (“Willow”) e Thomas Flynn (“Bridgerton”). ZOEY 102 | PARAMOUNT+ Jamie Lynn Spears (a irmã de Britney) volta ao papel de Zoey Brooks, 15 anos após o final da série da Nickelodeon, para o primeiro filme derivado da atração. Na trama, os personagens já passaram da adolescência e encaram os desafios da vida adulta. Após anos afastados desde o fim do Ensino Médio, todos se reúnem para celebrar um casamento: de Quinn (Erin Sanders) e Logan (Matthew Underwood). Mas alguns casais não permaneceram juntos ao final da série, como Zoey e Chase (Sean Flynn). Para evitar a saia justa, Zoey decide contratar um namorado fictício para acompanhá-la e evitar que encontre o ex-namorado solteira. Com uma proposta nostálgica, a trama também promete revelar os destinos de outros personagens queridos, como Michael Barrett (Christopher Massey), melhor amigo de Chase. Além disso, Abby Wilde e Jack Salvatore voltam como Stacey Dillsen e Mark Del Figgalo, respectivamente. Mas nem todos integrantes do elenco original estarão presentes no longa. Por mais que sua ausência já fosse esperada, a atriz Alexas Nikolas realmente não aparece na produção. Nos últimos anos, ela relatou diversas acusações de abuso infantil contra o criador do seriado, Dan Schneider. Na série, ela deu vida à Nicole Bristow, colega de quarto e melhor amiga de Zoey até a 2ª temporada. Outros personagens ausentes são Lola Martinez, interpretada por Victoria Justice, e o ator indicado ao Oscar Austin Butler, que interpretou James Garret. Enquanto Justice entrou na série na 2ª temporada como nova colega de quarto de Zoey, o intérprete de Elvis no cinema foi o interesse amoroso da protagonista na 4ª e última temporada. Além dos rostos conhecidos, o filme apresentará novos personagens. Thomas Lennon (“Reno 911!”) será Kelly Kevyn, o chefe de Zoey, enquanto Owen Thiele (“Theater Camp”) assumirá o papel de Archer March, um amigo próximo da protagonista. Por fim, Dean Geyer (“A Praia Assassina”) será Todd, o namorado de mentira de Zoey. É importante ressaltar que Dan Schneider, criador da série original, não está envolvido na produção. Responsável por outros programas de sucesso do canal, como “Drake & Josh” e “Brilhante Vitória”, ele permanece afastado de todos os projetos da Nickelodeon/Viacom após sofrer uma série de acusações de assédio sexual e moral. AGENTE STONE | NETFLIX O thriller de ação estrelado e produzido por Gal Gadot (a “Mulher-Maravilha”) investe em cenas intensas, explosões e muita tensão para introduzir a história de uma agência secreta de espionagem, que usa tecnologia avançada para impedir ameaças potenciais à segurança global. Entretanto, enquanto os agentes comemoram seus feitos, são inesperadamente derrotados por uma hacker. Inconformada, a protagonista resolve agir mesmo sem o apoio do computador conhecido como Coração, contando com sua habilidade e seus parceiros de confiança para derrotar os inimigos. O elenco também conta com Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Matthias Schweighöfer (“Army of the Dead”), Jing Lusi (“Podres de Ricos”), Paul Ready (“The Terror”) e a indiana Alia Bhatt (“RRR: Revolta, Rebelião, Revolução”) como a antagonista. O filme é uma tentativa clara da Netflix de estabelecer uma nova franquia de ação estrelada por grandes estrelas, por isso apela para sequências ao estilo de James Bond, mas com uma mulher maravilha no centro de tudo. Gadot é a força motriz da trama, com Dornan mostrando tons de cinza sob a aparência descontraída de seu personagem. A química natural entre os dois carrega o filme, mas não é suficiente para diferenciá-lo de uma versão genérica de 007/Missão: Impossível. O roteiro é do autor de quadrinhos Greg Rucka (“The Old Guard”) e de Allison Schroeder (“Estrelas Além do Tempo”), e a direção é de Tom Harper (“The Aeronauts”). E todo esse esforço acabou destruído pela crítica nos EUA, com apenas 25% de aprovação no Rotten Tomatoes. DEMONÍACA | VOD* O terror explora a angústia de uma família em uma fazenda remota no Texas. A trama começa quando os irmãos Louise (Marin Ireland, de “The Umbrella Academy”) e Michael (Michael Abbott Jr., de “Amor Bandido”) visitam a fazenda da família, onde seu pai está à beira da morte. A mãe os recebe com relutância, alertando sobre uma força diabólica que tomou posse da casa. Com o tempo, eles percebem que algo sinistro realmente se apoderou dos pais, manifestando-se através de visões perturbadoras e eventos cada vez mais violentos. A sensação de abandono da fazenda e o vazio entre os membros da família formam um cenário perfeito para o mal, que cresce mais audaz e inquietante conforme o filme avança. A direção é de Bryan Bertino, que ganhou notoriedade em 2008 com seu trabalho de estreia “Os Estranhos”. Agora, o diretor retorna às suas raízes do horror, aplicando uma abordagem sombria e minimalista como em seu filme anterior. Ele evita o uso excessivo de trilhas sonoras estridentes ou clichês visuais, optando por um estilo de direção que induz medo de maneira mais sutil e impactante. A obra mantém uma consistência estilística com “Os Estranhos”, evidenciando o comprometimento do diretor com um horror niilista e implacável. O JUIZO | VOD* O terror brasileiro chama atenção por ser uma produção em família, dirigida por Andrucha Waddington (“Sob Pressão”), escrita por sua esposa Fernanda Torres (autora de “Os Outros”) e estrelada por seu filho, Joaquim Torres Waddington (“Diário de um Confinado”), e até sua sogra famosa, Fernanda Montenegro (“Doce de Mãe”). Trata-se de uma história de maldição sobrenatural com raízes na escravidão, que até lembra as tramas dos antigos quadrinhos de Júlio Shimamoto. Em crise no casamento devido ao alcoolismo e por ter perdido o emprego, Augusto Menezes (Felipe Camargo, de “Santo Maldito”) decide se mudar com esposa (Carol Castro, de “Maldivas”) e filho (Joaquim Torres Waddington) para uma fazenda herdada de seu avô. O que ele não imaginava era que a propriedade fosse assombrada por Couraça (o rapper Criolo) e Ana (Kênia Bárbara, de “Os Outros”), escravos decididos a se vingar dos antepassados de Augusto. MEU PAI É UM PERIGO | VOD* A comédia de Dia dos Pais gira em torno dos problemas de relacionamento entre um filho adulto (Sebastian Maniscalco, de “Green Book: O Guia”) e seu pai (Robert De Niro, de “O Irlandês”). A trama acompanha Sebastian, um sujeito que está prestes a visitar a família rica da sua namorada (Leslie Bibb, de “O Legado de Júpiter”). Sem ter onde deixar o pai idoso, ele acaba levando-o na viagem. Uma vez lá, o pai parece fazer de tudo para envergonhar o filho – até matar o pavão de estimação da família da nora, para servi-lo no jantar. Mas, aos poucos, os dois começam a criar uma conexão que não existia antes. Considerado sem graça pela maioria da crítica, o filme dirigido por Laura Terruso (“Dançarina Imperfeita”) ainda conta com Kim Cattrall (“How I Met Your Father”), Anders Holm (“Inventando Anna”), David Rasche (“Succession”) e Brett Dier (“Jane the Virgin”) no elenco. PAPAI É POP | AMAZON PRIME VIDEO Outra comédia de Dia dos Pais, a produção brasileira traz o ator Lázaro Ramos aprendendo a ser pai. Ele vive Tom, um homem comum que vê sua vida mudar com o nascimento da filha. Ao lado da esposa Elisa (Paolla Oliveira), precisa aprender na prática como cuidar da bebezinha e, em meio a situações da vida cotidiana, passar por uma transformação radical para se tornar um pai presente. Baseado no livro homônimo de Marcos Piangers, o filme mostra a diferença entre teoria e prática em relação à paternidade – e vai fundo no didatismo. O roteiro é de Ricardo Hofstetter (“Malhação”) e a direção de Caito Ortiz (do divertido “O Roubo da Taça”). FERVO | STAR+ A comédia brasileira tem praticamente a premissa da série “Ghost” (Paramount+). Um casal se muda para uma nova casa, sem saber que ela é assombrada, e começa a interagir com os fantasmas, que são mais divertidos que assustadores. O diferencial nacional é que a casa costumava ser um local de “fervo” LGBTQIAP+ e agora reúne drag queens do além. Além disso, o enredo é estruturado a base de esquetes, que possibilitam um desfile enorme de convidados especiais – de Paulo Vieira a Marcelo Adnet. A direção é de Felipe Joffily, que na semana passada lançou outra comédia nos cinemas, “Nas Ondas da Fé”. Já o elenco...
Filme brasileiro é selecionado para os festivais de Toronto e San Sebastián
O drama brasileiro “Pedágio”, dirigido por Carolina Markowicz, foi selecionado para os festivais de Toronto, no Canadá, e San Sebastián, na Espanha. A seleção em Toronto marca a volta da diretora ao evento canadense. No ano passado, Carolina apresentou seu longa de estreia “Carvão” no mesmo festival. O elenco principal da única produção brasileira no evento destaca Maeve Jinkings e Thomás Aquino (ambos de “Os Outros”), Kauan Alvarenga (que trabalhou no curta “O Órfão”, da diretora), Aline Marta Maia (“Carvão”) e Isac Graça (da série portuguesa “Três Mulheres”). Trama controversa e atual Maeve Jinkings também estrelou “Carvão” e volta a trabalhar com a cineasta no papel de Suellen, uma funcionária de pedágio nas cercanias de Cubatão, São Paulo, que certo dia percebe que pode usar seu trabalho para fazer uma renda extra. Mas tudo por uma causa nobre: conseguir pagar um caríssimo tratamento para o que considera ser um grande problema do seu filho, “seu jeito diferente”. Trata-se da infame cura gay, oferecida por um famoso pastor estrangeiro. O filme retrata a opressão e violência sofrida pela população LGBTQIA+ e apresenta o drama com humor ácido. A diretora e roteirista Carolina Markowicz comentou sobre a relevância do tema: “O fosso conservador que vivemos nos últimos tempos serviu para deixar bem à vontade cada indivíduo que se achasse no direito de proferir críticas e até agressões à população LGBTQIA+”. Rodado em Cubatão, o filme tem produção da Biônica Filmes, O Som e a Fúria e Globo Filmes. Na corrida pelo Oscar O Festival de Toronto acontece de 7 a 17 de setembro, enquanto o de San Sebastián é realizado de 22 a 30 de setembro. Além da seleção nos prestigiados eventos internacionais, “Pedágio” está em busca de uma vaga no Oscar. O filme está inscrito entre os longas brasileiros que tentarão uma vaga na disputa de melhor filme internacional em 2024.












