Ministro “traduz” Bolsonaro: teto da Lei Rouanet será só para musicais
O ministro da Cidadania, Osmar Terra, juntou-se ao time de “tradutores” que costumam se manifestar após as entrevistas do Presidente Jair Bolsonaro. Assim como em outras oportunidades, foi necessário explicar o que o presidente quis dizer quando disse textualmente que pretendia “travar” a Lei Rouanet com um teto de US$ 1 milhão “sem exceções”. Após a tradução, descobre-se que o teto de US$ 1 milhão seria a exceção. Terra falou do assunto com a imprensa durante a Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília nesta terça (9/4). Segundo o Ministro, a quem a Secretaria de Cultura é subordinada, apenas os espetáculos musicais serão alvo dessa mudança. “O presidente está focando na questão dos espetáculos musicais, que estavam com um valor exagerado. Um artista poder recolher R$ 60 milhões não tem sentido. Então, isso foi recuado para ficar em R$ 1 milhão. Nós estamos discutindo agora, por exemplo, a reconstrução do patrimônio histórico, museus, quanto vai ter de recursos para isso. Outra coisa são as orquestras sinfônicas. Tem uma série de incentivos que a lei dá que talvez requeiram um valor maior. Mas isso é uma coisa que nós estamos estudando. Por enquanto, o que o presidente falou foi a questão dos espetáculos musicais, um artista só recolhendo uma quantidade muito grande de recursos”, disse o Ministro, que ainda esclareceu que o teto de R$ 1 milhão será por projeto e não por proponente. Ele também afirmou que as mudanças podem ser formalizadas já na próxima semana. A Lei Rouanet foi alvo de críticas de Bolsonaro durante toda a campanha presidencial, vista como fonte de corrupção e “marxismo cultural”. Mas não são apenas os musicais – como “O Fantasma da Ópera”, autorizado a captar R$ 28,6 milhões – que consomem quantias superiores a US$ 1 milhão por projeto. Grandes mostras de arte, como a Bienal de São Paulo, costumam ter orçamento sempre acima dos R$ 20 milhões, além de festivais de cinema, museus, centros culturais e algumas orquestras que dependem da lei de incentivo para bancar suas operações anuais. O Ministro parece estar ciente de que “tem uma série de incentivos que a lei dá que talvez requeiram um valor maior”. Ao contrário de Bolsonaro, que foi contundente em sua versão “sem tradução”. Em entrevista realizada no Palácio do Planalto para o programa “Os Pingos nos Is”, da rádio Jovem Pan, o presidente garantiu que não faria exceções. “O teto hoje em dia, acredite, é R$ 60 milhões, R$ 60 milhões. De acordo com o teu tráfico de influência no passado, você conseguia R$ 10 milhões, R$ 15 milhões, R$ 20 milhões, até mais. Nós estamos passando para R$ 1 milhão, então tem gente do setor artístico que está revoltada e quer algumas exceções”, ele disse. “Eu acho que não tem que ter exceção nenhuma, porque, com todo o respeito, você com R$ 1 milhão, para você divulgar e ter um espaço junto ao povo brasileiro para a sua obra, é mais do que o suficiente”, concluiu. Veja a íntegra da entrevista abaixo. Logo no início de seu mandato, Bolsonaro também anunciou que ia aumentar o IOF e que faria uma redução da alíquota do Imposto de Renda para a pessoa física. Imediatamente, o ministro Onyx Lorenzoni deu uma entrevista coletiva para desmentir o chefe – ou, de forma mais elegante, inaugurar o costume de “traduzir” as declarações de Bolsonaro. Não era nada daquilo. O mesmo aconteceu em relação ao compartilhamento de um vídeo obsceno no Twitter oficial do presidente, quando Bolsonaro afirmou que “é isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro”. A Secretaria de Comunicação do Planalto correu para traduzir, afirmando que não era uma crítica ampla e sim específica “à distorção clara do espírito momesco, que simboliza a descontração, a ironia, a crítica saudável e a criatividade da nossa maior e mais democrática festa popular”. Também a mudança da Embaixada Brasileira em Israel foi traduzida com um escritório comercial em Jerusalém. E, desta vez, sem palavras.
Bolsonaro diz que vai “travar” Lei Rouanet com teto de US$ 1 milhão para incentivo cultural
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai “travar” a Lei Rouanet, mudando o teto de captação por renúncia fiscal para R$ 1 milhão. Em entrevista realizada no Palácio do Planalto para o programa “Os Pingos nos Is”, da rádio Jovem Pan, Bolsonaro garantiu que não fará exceções. “O teto hoje em dia, acredite, é R$ 60 milhões, R$ 60 milhões. De acordo com o teu tráfico de influência no passado, você conseguia R$ 10 milhões, R$ 15 milhões, R$ 20 milhões, até mais. Nós estamos passando para R$ 1 milhão, então tem gente do setor artístico que está revoltada e quer algumas exceções”, ele disse. “Eu acho que não tem que ter exceção nenhuma, porque, com todo o respeito, você com R$ 1 milhão, para você divulgar e ter um espaço junto ao povo brasileiro para a sua obra, é mais do que o suficiente”, concluiu. Veja a íntegra da entrevista abaixo. A Lei Rouanet foi alvo de críticas de Bolsonaro durante toda a campanha presidencial, vista como fonte de corrupção e “marxismo cultural”. O estabelecimento de um teto de US$ 1 milhão atingiria principalmente os musicais, como “O Fantasma da Ópera”, autorizado a captar R$ 28,6 milhões, grandes mostras de arte, como a Bienal de São Paulo, com orçamento sempre acima dos R$ 20 milhões, além de festivais de cinema, museus, centros culturais e algumas orquestras que dependem da lei de incentivo para bancar suas operações anuais. A produção de filmes e séries ainda conta com o apoio da Lei do Audiovisual, mas, paralelamente, o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou que a Ancine, a agência que administra essa verba, suspendesse todo o repasse de recursos públicos para o setor audiovisual. A decisão foi proferida em 27 de março e desde então o setor está paralisado. Além disso, sob o governo de Bolsonaro, as estatais que apoiavam festivais, salas de exibição e produções cortaram seus patrocínios. De modo que nenhum evento cinematográfico relevante, do Festival É Tudo Verdade à Mostra de São Paulo, tem sua continuidade garantida no Brasil.
Warner já começou a desenvolver continuação de Shazam!
A Warner se empolgou com o desempenho de “Shazam!” em seu primeiro fim de semana de bilheteria e já deu sinal verde para a produção da continuação. Como primeiro passo, o estúdio encomendou um novo roteiro a Henry Gayden, um dos responsáveis pelo script de “Shazam!”. Paralelamente, o diretor David F. Sandberg abriu negociações para retornar na sequência, que ainda não tem data de estreia definida. “Shazam!” estreou em 1º lugar em vários países no fim de semana. No Brasil, levou cerca de 1 milhão de pessoas aos cinemas. E faturou mais de US$ 53 milhões na América do Norte. Em quatro dias, a produção estrelada por Zachary Levi soma US$ 158,7 milhões de arrecadação mundial. A continuação de “Shazam!” é a terceira sequência consecutiva de adaptações da DC Comics encomendada pela Warner, comprovando a reviravolta dos filmes de super-heróis da editora, após os sucessos de “Mulher-Maravilha” e “Aquaman”.
Estreia de Shazam! leva 1 milhão de brasileiros aos cinemas
Além de liderar as bilheterias nos Estados Unidos e Canadá, “Shazam!” também estreou em 1º lugar em seu primeiro fim de semana no Brasil. O filme estrelado por Zachary Levi levou cerca de 1 milhão de pessoas aos cinemas brasileiros e arrecadou R$ 19 milhões. Os dados são da consultoria comScore. A boa estreia colocou “Shazam!” à frente de “Dumbo” e “Capitã Marvel”, respectivamente 2º e 3º lugares do ranking nacional. Mas não bateu o recorde de “Aquaman”, que atraiu 1,5 milhão de pessoas aos cinemas em seu final de semana de estreia, em dezembro do ano passado. Entre os lançamentos da última quinta-feira (4/4), só mais dois filmes aparecem no Top 10, em meio aos blockbusters da temporada: “Duas Rainhas”, drama de época com Saoirse Ronan e Margot Robbie, que ficou em 6º lugar, e “O Tradutor”, com Rodrigo Santoro, 9º lugar nas bilheterias.
Elegia de um Crime completa trilogia trágica sobre uma família brasileira
Há quem diga que Cristiano Burlan, diretor de “Elegia de um Crime”, construiu sua obra (ou boa parte dela) em torno da morte de sua família. Para quem não sabe, este novo trabalho é o terceiro da chamada trilogia do luto, que começou com os filmes “Construção” (2007), sobre a morte do pai do diretor, e “Mataram Meu Irmão” (2013), de título autoexplicativo. “Elegia de um Crime” é sobre a morte de sua mãe. Pode haver algum oportunismo, mas a história das obras de arte é cheia desse tipo de situação, em que artistas procuram transformar uma tragédia ou uma dor em algo belo, transcendental. O documentário traz à tona uma série de questionamentos, a partir da apresentação de familiares e da história que vai sendo construída da vida e da morte de Isabel Burlan da Silva, assassinada pelo namorado, aos 52 anos de idade. O crime ocorreu em 2011 e Burlan volta a Uberlândia para conversar com os irmãos e também com outras pessoas próximas sobre fatos relativos à mãe. E eis que, no meio de tudo isso, surge uma revelação sobre o próprio diretor: ele foi adotado. Isso pode trazer à tona alguns questionamentos a respeito da natureza do sangue como possível elemento de dádiva ou maldição para uma família. Afinal, Cristiano parece muito diferente dos outros dois irmãos, que enveredaram pelo crime e passaram pela prisão mais de uma vez. Um dos irmãos, inclusive, é o personagem mais trágico da história, mostrando-se extremamente fragilizado, física e espiritualmente, e muito arrependido de tudo que fez na vida. Conta do preconceito que sofre por ter fama de ladrão, mas logo em seguida o diretor faz questão de mostrar que o mesmo rapaz cairia mais uma vez, como se roubar ou cometer um crime fosse uma doença, tanto quanto o alcoolismo ou o vício em outras drogas. Mas as circunstâncias econômicas e sociais são também fundamentais para entender o que ocorre com essa família. Mas, voltando à questão da adoção, o momento mais emocionante do filme é a conversa de Cristiano com a irmã, que diz já saber sobre ele ter sido adotado e até conta a comovente história de Isabel e o filho que nasceu morto. Daí, ela ter compensado com uma criança adotada e até fantasiava o parto de Cristiano, como se para apagar a perda da criança que não sobreviveu. E o curioso é que essas questões se mostram até mais intensas na estrutura dramática do filme do que a própria morte da mãe de Burlan, que é o motivo de o filme existir. De todo modo, a figura da mãe e as circunstâncias trágicas de sua morte fornecem muitos momentos fortes, como o descaso da polícia, coisa que já aparece desde o prólogo, com Cristiano ligando para a Polícia Militar de uma cidade informando o paradeiro do assassino e recebendo a resposta de que isso não é da alçada deles. Há também a visita à casa onde ocorreu o crime, etc. Assim, se há oportunismo por parte do cineasta, o resultado do filme faz com que nos esqueçamos disso e nos solidarizemos com o drama trágico daquela família.
Shazam! é a estreia mais poderosa da semana nos cinemas
A estreia superpoderosa de “Shazam!” monopoliza os cinemas brasileiros nesta quinta (4/4). Maior lançamento da semana, simultâneo aos EUA, o filme é outro acerto entre as adaptações recentes da DC Comics, uma combinação da Sessão da Tarde clássica “Quero Ser Grande” (1988) com Superman. Claro, a história do menino que vira super-herói adulto por um passe de mágica é muito mais antiga que o filme do jovem Tom Hanks. Escrita por Bill Parker e desenhada por C.C. Beck em 1939, tem como inspiração o próprio leitor dos quadrinhos: os adolescentes que se imaginam participando das aventuras de seus heróis favoritos. Muito bem-sucedida em seus momentos de comédia assumida, a ação perde um pouco o ímpeto ao cair nos clichês de quadrinhos, como ter que enfrentar o supervilão genérico da vez (Mark Strong como uma reinvenção completa do Dr. Silvana), mas se redime com as performances de Zachary Levy como o super-herói do título e Jack Dylan Grazer como seu irmão adotivo. O menino de “It – A Coisa” rouba todas as cenas em que aparece, além de reforçar a moral da história: que uma família carinhosa e unida faz diferença. A programação dos multiplexes também destaca “Duas Rainhas”, que traz Saoirse Ronan (“Brooklyn”) como Mary Stewart, a Rainha da Escócia, e Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) como Elizabeth I, a Rainha da Inglaterra. O conflito histórico entre as duas primas já foi bastante filmado – desde o século 19! – mas o elenco jovem renova a premissa com empoderamento feminino. No circuito limitado, três filmes chamam mais atenção. O papel-título de “O Tradutor” é desempenhado por Rodrigo Santoro, um professor de russo requisitado a ajudar médicos cubanos com a tradução de crianças vítimas do desastre de Chernobyll, trazidas à Cuba para se tratar de envenenamento radioativo. A história é baseada na história real do pai dos diretores (os irmãos Rodrigo e Sebastián Barriuso) e faz o ator brasileiro sofrer em espanhol e russo. “3 Faces” se utiliza da estrutura de falso documentário investigativo para acompanhar uma viagem do cineasta iraniano Jafar Panahi e da atriz Behnaz Jafari em busca de uma adolescente que enviou um vídeo pedindo ajuda para fugir de sua aldeia e poder estudar. Ao chegar lá, descobrem que ela simplesmente sumiu. O roteiro de Panahi foi premiado no Festival de Cannes do ano passado. Por fim, o francês “Quando Margot Encontra Margot” lança mão de elementos fantásticos como ponto de partida de uma comédia existencial, em que uma mulher de 40 anos encontra uma versão de si mesma aos 20 anos e as duas passam a conviver, conversando sobre o que o futuro reserva e o que pode ser feito para melhorá-lo. O resto da programação é de uma tristeza profunda, com direito a três filmes sobre funerais. O melhor é o drama argentino “Família Submersa”, o pior a comédia “Um Funeral em Família”, que tem a curiosidade de trazer a Dona Hermínia americana, Mabel “Madea” Simmons (o ator, diretor e roteirista Tyler Perry). No meio de ambos, há o brasileiro “Bio – Construindo uma Vida”, que também utiliza uma estrutura de falso documentário, mas de viés televisivo, repleto de cabeças falantes, para abordar um falecido fictício. Três documentários reais encerram a lista. E embora o filme sobre “Mussum” tenha maior potencial comercial, é o longa de nome empolado, “O Chalé É uma Ilha Batida de Vento e Chuva”, que merece ser visto. Veja os trailers e as sinopses de todas as estreias abaixo. Shazam! | EUA | Super-Heróis Billy Batson (Asher Angel) tem apenas 14 anos de idade, mas recebeu de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi). Ao gritar a palavra SHAZAM!, o adolescente se transforma nessa poderosa versão adulta para se divertir e testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o malvado Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong). Duas Rainhas | EUA, Reino Unido | Drama Ainda criança, a princesa Mary (Saoirse Ronan) foi prometida ao filho mais velho do rei Henrique II, Francis, e então foi levada para França. Mas logo Francis morre e Mary volta para a Escócia, na tentativa de derrubar sua prima Elizabeth I (Margot Robbie), a Rainha da Inglaterra. O Tradutor | Cuba, Canadá| Drama Trabalhando na Universidade de Havana, um professor de literatura russa é obrigado a trabalhar como tradutor para crianças vítimas do desastre nuclear de Chernobyl quando elas são enviadas a Cuba para tratamento médico. 3 Faces | Irã | Drama Uma famosa atriz iraniana recebe um vídeo perturbador de uma garota implorando por ajuda para escapar de sua família conservadora. Ela então pede seu amigo, o diretor Jafar Panahi, para descobrir se o vídeo é real ou uma manipulação. Juntos, eles seguem o caminho para a aldeia da menina nas remotas montanhas do norte, onde as tradições ancestrais continuam a ditar a vida local. Quando Margot Encontra Margot | França | Drama Paris, França. Após se esbarrarem em uma festa, Margot (Sandrine Kiberlain), de 45 anos, e Margot (Agathe Bonitzer), de 20 anos, percebem que são a mesma pessoa, com décadas de diferença. A partir de então, elas desenvolvem uma estranha amizade, na qual uma delas passa por momentos da vida que a outra já conhece; e a outra tenta auxiliar a mais nova a não cometer os mesmos erros desnecessários. Família Submersa | Argentina, Brasil | Drama Quando Rina morre repentinamente, a vida de sua irmã e companheira de vida Marcela é completamente abalada. O velório é sobreposto por conversas sobre o passado e assuntos familiares que incomodam Marcela, principalmente por estar recebendo todos em sua casa. Bio – Construindo uma Vida | Brasil | Drama Nascido em 1959 e morto em 2070, um homem tem uma patologia especial que não lhe permite mentir. Depois de sua morte, amigos e membros de sua família se reúnem para relembrar acontecimentos especiais pelos quais passaram juntos e que montam um interessante retrato da biografia do rapaz. Um Funeral em Família | EUA | Comédia Madea (Tyler Perry) e seus companheiros achavam que estavam indo para uma reunião de família como outra qualquer. Porém, tudo se transforma em um pesadelo quando de repente eles precisam planejar um funeral no meio de sua viagem a Georgia. Mussum, um Filme do Cacildis | Brasil | Documentário A trajetória do humorista e sambista Antônio Carlos Bernado Gomes, o Mussum, é contada de diferentes ângulos. São reveladas facetas mais sérias da figura que foi eternizada no imaginário popular brasileiro por sua participação no programa “Os Trapalhões”. Por trás de sua persona humorística e debochada, Antônio Carlos mantinha uma rotina de responsabilidades com sua família, projetos e compromissos. O Chalé É uma Ilha Batida de Vento e Chuva | Brasil | Documentário Após uma viagem para o Pará, a diretora Letícia Simões entrou em contato com o livro de Dalcídio Jurandir. O documentário é uma homenagem ao romancista, que, enquanto escrevia os livros que compõem sua saga de 10 volumes, subia e descia o Rio Tapajós de barco para trabalhar como inspetor de escola. Milagre | Brasil | Documentário Apesar dos milagres serem o elemento central da fé cristã, atualmente são poucos os que se propõem a adentrar o tema. Através de conversas com pensadores como Olavo de Carvalho, Raphael de Paola e Wolfgang Smith, o diretor Mauro Ventura inicia uma investigação filosófica acerca desse fenômeno, com o objetivo de dissecá-lo de forma profunda e desvendar os seus enigmas para a contemporaneidade.
Ator de How to Get Away with Murder vai estrelar filme dirigido por Lázaro Ramos
O ator Alfred Enoch, que ficou conhecido como o Wes das primeiras temporadas de “How to Get Away with Murder” (ou “Lições de um Crime” na Globo), vai estrelar o primeiro filme dirigido por Lázaro Ramos (“Mister Brau”). A revelação foi feita pelo próprio cineasta estreante nesta terça (2/4) em seu Instagram. Veja abaixo, junto com outros posts sobre a produção. Intitulado “Medida Provisária”, o longa é baseado no espetáculo teatral “Namíbia, Não!”, sobre uma nova lei do governo federal que deporta todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente Africano. Enoch será o protagonista da história. O ator nasceu em Londres, na Inglaterra, mas sua mãe é brasileira e ele fala português fluentemente. No filme, o astro internacional vai contracenar com Taís Araújo (também de “Mister Brau”), Seu Jorge (“Paraíso Perdido”), Mariana Xavier (“Minha Mãe É uma Peça”) e Luís Miranda (“Crô em Família”). “Só posso dizer que talvez esse seja o maior desafio da minha vida mas, ao mesmo tempo, o maior privilégio, pois a história é consistente”, declarou Lázaro em vídeo postado no Instagram. “Medida Provisária” já está sendo filmado, mas ainda não tem previsão de estreia. Visualizar esta foto no Instagram. Senhoras e senhores, com vcs o protagonista de @medidaprovisoriaofilme: Alfred Enoch. Ele já tá há um mês aqui conosco se preparando para as filmagens. Foi engraçado ver vcs se surprendendo ao vê-lo nos cantinhos do Rio de Janeiro! Já não é mais segredo e trago esta surpresa pra vcs. Se vcs curtiram o trabalho dele em #HowToGetAwayWithMurder ou o viram em #HarryPotter vão vê-lo agora na nossa produção, fazendo um personagem que… não posso contar nada mais! Só posso dizer que tem sido um prazer contar com este ator tão talentoso e dedicado. Já já vcs vão poder acompanhar toda a nossa aventura em #MedidaProvisóriaOFilme! Uma publicação compartilhada por Lázaro Ramos (@olazaroramos) em 2 de Abr, 2019 às 8:06 PDT Visualizar esta foto no Instagram. Hoje inauguramos um novo caminho. Já comecei, há quase dois meses, a direção de um longa-metragem de ficção – projeto que começou há 4 anos e meio – com um elenco dos sonhos, uma equipe comprometida e dedicada e, a partir de hj, as minhas redes sociais ganham um novo nome: Lázaro | Medida Provisória – O filme. Durante as filmagens, eu vou contando a vcs um pouquinho do que tá acontecendo: quem é o elenco, um pouquinho da história; mas não mto, que é pra vcs irem ao cinema Rsrs. Só posso dizer que talvez esse seja o maior desafio da minha vida mas, ao mesmo tempo, o maior privilégio, pois a história é consistente. Acho que, assim como os desafios de #NaMinhaPele e fazer #OTopoDaMontanha, será possível fazer uma obra relevante graças às parcerias que estamos montando. Por favor, acompanhem a história e torçam. Quem quiser, pode seguir o @medidaprovisoriaofilme que a gnt vai atualizando vcs por lá tb. A gnt se vê nos cinemas. Conto com vcs! Uma publicação compartilhada por Lázaro Ramos (@olazaroramos) em 1 de Abr, 2019 às 3:42 PDT Visualizar esta foto no Instagram. @medidaprovisoriaofilme tá chegando pesadão!? Essas são cenas dos nossos ensaios. E, nesse vídeo feito por @cinemajota, estão alguns de nossos atores e atrizes. Sigam as redes do filme e continuem aqui que ao longo das filmagens contarei mais sobre esta comédia/thriller/drama que estou dirigindo e logo mais chegará aos cinemas. Ah… e mandem boas vibrações!!! Uma publicação compartilhada por Lázaro Ramos (@olazaroramos) em 2 de Abr, 2019 às 2:16 PDT Visualizar esta foto no Instagram. @marianaxavieroficial alfredenoch @taisdeverdade olha aí nós! Uma publicação compartilhada por Seu Jorge (@seujorge) em 30 de Mar, 2019 às 11:56 PDT Visualizar esta foto no Instagram. O nome dela agora é SARAH! ? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ O grito tava entalado na garganta, mas agora tá liberado! AAAAAAAAHHHH!!!!!!!!! ??? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Vocês não imaginam a alegria e a honra que eu estou sentindo por integrar o timaço do primeiro longa dirigido por @olazaroramos ! Alguém me belisca? Porque ainda parece que eu tô sonhando… ? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ @medidaprovisoriaofilme vem aí! ? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ A foto delícia é do meu primeiro dia de ensaio! Especial demais. ❤️ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ #medidaprovisoriaofilme #cinema #cinemanacional #avidadaatriz #marianaxavier #taisaraujo #lazaroramos #alfredenoch que é evoluído e não tem #instagram ? Uma publicação compartilhada por Mariana Xavier (@marianaxavieroficial) em 2 de Abr, 2019 às 9:31 PDT
Cine Holliúdy 2 bate Capitã Marvel e vira filme mais visto do Ceará
Em cartaz há uma semana, a comédia nacional “Cine Holliúdy 2 — A Chibata Sideral” virou fenômeno de bilheteria no Ceará, onde lidera o ranking dos filmes mais vistos — à frente até de “Capitã Marvel”. A sequência da comédia premiada de 2013 teve, em seu primeiro fim de semana, 50,1 mil espectadores e renda de R$ 783,4 mil, com 68% dos ingressos vindos de seu estado de origem, segundo dados do site Filme B, que analisa o mercado cinematográfico. Os rendimentos da abertura são duas vezes superiores ao do filme original, que chegou a vender mais de 5 milhões de ingressos ao todo. Mas o primeiro estreou em apenas 11 cinemas, contra 86 da continuação. Considerando todo o país, “Cine Holliúdy 2” é o 5º filme mais visto no momento, atrás de, claro, “Capitã Marvel”, “A Cinco Passos de Você”, “Nós” e “O Parque dos Sonhos” – em ordem de liderança. Por enquanto em exibição apenas no Nordeste e em Brasília, o longa de Halder Gomes, que também dirigiu o original, estreia no resto do país no dia 4 de abril. “Cine Holliúdy 2” conta a história de Francisgleydisson (Edmilson Filho), o dono do cinema do título, que tem um contato imediato e decide filmar uma ficção científica, em que Lampião enfrenta extraterrestres, contratando moradores locais para integrar o elenco. O filme também vai virar série da Globo, com estreia prevista para maio. Saiba mais aqui.
Maior estreia da semana, Dumbo chega em mais de mil telas
Onze filmes chegam aos cinemas nesta quinta (28/3), mas apenas um tem distribuição ampla. “Dumbo” estreia em mais de mil telas. Para dar ideia da diferença, o segundo filme de maior distribuição será exibido em 85 salas. Já o terceiro tem lançamento em 29 cinemas. O melhor da programação? É invisível. Nem é o caso de lamentar muito, já que a maioria dos lançamentos pode ser vista mais tarde em streaming sem grande perda – principalmente para o bolso do consumidor. O único lançamento que combina com tela grande é mesmo “Dumbo”, graças à direção de arte de encher os olhos. Mesmo assim, trata-se do trabalho mais convencional da carreira de Tim Burton, mais leve que a pena usada pelo elefantinho como estímulo para voar. Parte remake, parte continuação da animação de 1941, o filme é uma contradição ambulante, que segue à risca a fórmula cinematográfica da Disney, ao mesmo tempo em que ataca a cobiça corporativa do estúdio – o parque Dreamland, do vilão da história, é uma Disneylândia óbvia. Acabou dividindo a crítica internacional, com apenas 51% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas vale lembrar que esta também foi a nota obtida por “Alice no País das Maravilhas” em 2010, quando Burton lançou a tendência dos remakes live-action das fábulas da Disney – alimentando a ganância que ele agora alfineta. Os dois filmes americanos do circuito intermediário são a sci-fi “A Rebelião”, que tem quase a mesma premissa da série “Colony”, e o drama “Vox Lux”, que junta tiroteio em escola, culto a celebridades e música pop. Ambos caem em lugares comuns, mas “Vox Lux” ao menos tem o talento de Natalie Portman. Graças à mediocridade hollywoodiana, o destaque de ficção da programação é um remake. A trama de “Gloria Bell” já foi exibida no país em janeiro de 2014, quando se chamava apenas “Gloria”. A versão americana tem o mesmo diretor, o chileno Sebastián Lelio (que venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “Uma Mulher Fantástica”), e traz Julianne Moore no papel de cinquentinha animada que rendeu à Paulina García o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim de 2013. A programação inclui ainda muitas coproduções brasileiras. Ignore as que envolvem argentinos, mas, se for jovem, arrisque a portuguesa. “António Um Dois Três” pode divertir quem vê com bons olhos a irresponsabilidade juvenil. Para ressaltar que o problema não é o cinema argentino, a comédia “Minha Obra-Prima” é o segundo melhor lançamento de ficção da semana. Sátira mordaz ao mercado de arte, o filme é dos mesmos diretor e roteirista do sensacional “O Cidadão Ilustre (2016), os irmãos Gastón e Andrés Duprat. O principal filme da programação, porém, não é uma obra de ficção. “The Cleaners” é muito mais que o destaque da semana. É programa obrigatório por questionar um tema pouco debatido: a censura na internet. Ela é disseminada de forma ampla e constante, e afeta todo mundo. Quem nunca teve post censurado nas redes sociais? Os responsáveis não são softwares, mas funcionários (de empresas terceirizadas que podem se localizar na Indonésia) que decidem o que pode ou não ir ao ar em todo o planeta, às vezes seguindo regras, muitas vezes por critérios de suas próprias cabeças e geralmente em idiomas que não dominam. Premiado em vários festivais internacionais (inclusive no É Tudo Verdade), considerado o documentário do ano na Europa (Prix Europa 2018) e com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme dos alemães Hans Block e Moritz Riesewieck, com coprodução brasileira (!), ilumina o lado escondido do Facebook, Instagram, Twitter e outros recônditos, onde espreitam os personagens mais obscuros da rede mundial de computadores, para trazer à tona o processo e as pessoas por trás do desaparecimento diário de milhares de posts e artigos da internet. O acesso a esse subterrâneo não é apenas revelador. É estarrecedor. Falta cultura, sobra preconceito e jorra motivação política e religiosa na edição da maior parte do conteúdo da Internet. De forma inversamente proporcional à sua importância, “The Cleaners” tem uma das piores distribuições da semana. Boa sorte se encontrar em algum cinema – entra em circuito invisível, ou seja, durante horários alternativos, em exibições intercaladas com outros filmes “de arte”. Confira abaixo as sinopses e os trailers de todos os 11 lançamentos da semana. Dumbo | EUA | Fantasia 1919, Joplin, Estados Unidos. Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que, ao retornar da 1ª Guerra Mundial, encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. Além de perder um braço no front, sua esposa faleceu enquanto estava fora e ele agora precisa criar os dois filhos. Soma-se a isso o fato de ter perdido seu antigo posto no circo, sendo agora o encarregado em cuidar de uma elefanta que está prestes a parir. Quando o bebê nasce, todos ficam surpresos com o tamanho de suas orelhas, o que faz com que de início seja desprezado. Cabe então aos filhos de Holt a tarefa de cuidar do pequenino, até que eles descobrem que as imensas orelhas permitem que Dumbo voe. A Rebelião | EUA | Sci-fi Em um bairro de Chicago, quase uma década após uma invasão alienígena no planeta Terra, acompanhamos como é a vida das pessoas nos dois lados do conflito, o dos colaboradores e o dos dissidentes. Vox Lux – O Preço da Fama | EUA | Drama Celeste (Natalie Portman) é uma menina que sobrevive após uma grande tragédia, o que a torna conhecida nacionalmente. Após um tempo, ela se lança como cantora e alcança o estrelato. Gloria Bell | EUA | Drama Uma mulher sozinha com 50 anos e espírito livre (Julianne Moore) ocupa suas noites buscando amor em boates para adultos solteiros em Los Angeles. Sua frágil felicidade muda no dia em que conhece Arnold (John Turturro). Sua intensa paixão deixa ela alternando entre esperança e desespero, até ela descobrir uma nova força e que agora, surpreendentemente, ela consegue brilhar mais do que nunca. Minha Obra-Prima | Espanha, Argentina | Comédia Renzo Nervi (Luis Brandoni) já foi um pintor bem-sucedido em Buenos Aires, mas hoje não consegue vender um único quadro. Seu amigo Arturo Silva (Guillermo Francella), negociante de obras de arte, faz o possível para valorizar os quadros de Nervi, porém a personalidade arrogante do artista não ajuda nos negócios. Um dia, um acidente inesperado proporciona aos dois uma possibilidade inédita (e ilegal) de ganharem dinheiro dentro do corrupto mercado de obras de arte. António Um Dois Três | Portugal, Brasil | Drama Lisboa, Portugal. António (Mauro Soares) é um jovem que, após passar a noite fora de casa, é cobrado pelo pai devido a uma carta anônima que recebeu, dizendo que o filho abandonou a faculdade há cerca de um ano. Diante da situação, António foge de casa e encontra refúgio na casa de Mariana (Mariana Dias), uma ex-namorada. Lá ele conhece Débora (Deborah Viegas), uma brasileira que alugou um quarto por um único dia, com quem acaba se envolvendo. Happy Hour – Verdades e Consequências | Argentina, Brasil | Drama Após um acidente, Horácio (Pablo Echarri) muda completamente suas perspectivas de vida e decide confessar para sua esposa, Vera (Letícia Sabatella), que deseja ter relações com outras pessoas, embora ainda queira continuar o casamento. Confusa e inserida em um momento profissionalmente complicado, ela não gosta da ideia mas percebe que precisa, mais do que nunca, continuar seu casamento. Uma Viagem Inesperada | Argentina, Brasil | Drama Pablo (Pablo Rago) é um engenheiro argentino que mora no Brasil. Ele trabalha como responsável pela criação de uma nova plataforma de petróleo numa empresa localizada no Rio de Janeiro. Morar longe de sua família é algo que gerou certo afastamento. Porém, quando seu filho passa por um problema, Pablo viaja para seu país natal em busca de soluções. Os Últimos Dias de Copacabana Jack | Brasil | Policial Vivendo em um pequeno apartamento situado no coração de Copacabana, um sexagenário solitário cumpre rigorosamente sua monótona rotina todos os dias. Quando ele assiste na TV sobre diversas investigações que apontam o aparecimento de misteriosos pacotes manchados de sangue nas ruas, percebe que seus hábitos podem ser o segredo para desvendar a identidade de um assassino em série. The Cleaners | Alemanha, Brasil | Documentário No sombrio submundo da internet, quem é responsável por controlar o que vemos e o que pensamos? Um olhar analítico sobre a indústria virtual responsável por fazer limpezas digitais, apagando e controlando os conteúdos que ficam visíveis online. Inezita | Brasil | Documentário Tendo comandado o programa “Viola, Minha Viola” por mais de 30 anos, Inezita Barroso foi um dos grandes expoentes da música popular brasileira. No entanto, a caminhada até o sucesso não foi nada fácil. Nascida em 1925, a artista teve que romper com preconceitos e estigmas que excluíam as mulheres da cena musical sertaneja do país, além de batalhar muito para mostrar seu valor como pesquisadora folclórica.
Série baseada em Cine Holliúdy ganha data de estreia na Globo
A Globo marcou a data de estreia da série “Cine Holliúdy”, baseada no filme homônimo do diretor Halder Gomes, sucesso de bilheteria de 2013. A atração será exibida às terças, a partir de 7 de maio, após a novela “O Sétimo Guardião”. A série foi gravada no ano passado e será novamente estrelada pelo ator Edmilson Filho, no papel do cineclubista Francisgleydisson, que luta para manter viva a arte do cinema no interior do Ceará depois que um aparelho de televisão chega à cidade. O elenco coadjuvante, porém, foi bastante modificado em relação aos dois filmes do personagem. Matheus Nachtergaele (“Trinta”) vai integrar o elenco como o prefeito de Pitombas, cidade fictícia do Ceará em que a trama se passa. Heloísa Périssé (“Odeio o Dia dos Namorados”) foi escalada como sua esposa, “importada” de São Paulo, que está decidida em modernizar a comunidade ao colocar televisão na praça para que a população possa assistir às novelas. E Letícia Colin (“Entre Irmãs”) será sua filha – batizada, apropriadamente, de Marilyn. Ao ver seu faturamento de bilheteria cair, Francisgleydisson vai se desdobrar para tornar seu cinema mais atrativo, buscando se reinventar e até fazer graça da sua desgraça. O diretor do filme vai compartilhar a direção da série com Patrícia Pedrosa (de “Mister Brau”), e o elenco contará com muitas participações especiais, como Miguel Falabella (série “Sai de Baixo”), Ney Latorraca (“Irma Vap: O Retorno”), Tonico Pereira (série “A Grande Família”) e Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”). A produção da Globo será a terceira versão da história, já que “Cine Holliúdy” começou como um curta – “Cine Holiúdy: O Artista Contra o Cabra do Mal”, de 2004. Além de ter rendido um longa em 2013, a trama também teve continuação nos cinemas com o lançamento de “Cine Holliúdy 2: A Chibata Sideral” na semana passada.
Terror Nós é a melhor estreia de cinema da semana
A programação da semana tem muitos dramas e comédias, mas a melhor estreia é um terror. “Nós” confirma o talento de Jordan Peele, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original com sua estreia na direção, “Corra!” (2017). Seu novo filme assusta tanto quanto inspira reflexão. E tem impressionantes 98% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Apesar disso, o lançamento com maior distribuição é o romance adolescente de doença “A Cinco Passos de Você”, mais recente adaptação de best-seller desse subgênero mórbido, que repete situações vistas em outros exemplares do ciclo – de “A Culpa É da Estrelas” (2014) a “Tudo e Todas as Coisas” (2017). Curiosamente, os outros dois dramas americanos que entram em cartaz também trazem jovens doentes. Principal opção, Julia Roberts vive a mãe de um jovem viciado e perigoso em “O Retorno de Ben”, enquanto Emma Thompson é uma juíza diante de um dilema em “Um Ato de Esperança”, sobre um rapaz que pode morrer se não fizer um tratamento proibido por sua religião. Duas comédias brasileiras ocupam o resto do circuito intermediário. A única engraçada é “Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral”, continuação do sucesso inesperado de 2013. Desta vez, Francisgleydisson (Edmilson Filho) pretende filmar uma sci-fi no sertão, com direito a luta entre cangaceiros e discos voadores, e participação do cantor brega Falcão. Entre os lançamentos limitados, “O Grande Banho” surpreende por ter sido indicado a 10 prêmios César (o Oscar francês). Venceu um (Melhor Ator Coadjuvante para Philippe Katerine). Segundo filme dirigido pelo ator Gilles Lellouche, acompanha um grupo de homens deprimidos que encontra motivação no nado sincronizado, esporte considerado feminino. Confira abaixo os trailers e as sinopses destes e dos demais lançamentos desta quinta (21/3). Nós | EUA | Terror Adelaide (Lupita Nyong’o) e Gabe (Winston Duke) decidem levar a família para passar um fim de semana na praia e descansar em uma casa de veraneio. Eles viajam com os filhos e começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso muda tudo e a família se torna refém de seus próprios duplos. A Cinco Passos de Você | EUA | Drama Aos 16 anos de idade, Stella Grant (Haley Lu Richardson) é diferente da maior parte dos adolescentes: devido a uma fibrose cística, ela passa muito tempo no hospital, entre tratamentos e acompanhamento médico. Um dia, conhece Will Newman (Cole Sprouse), garoto que sofre da mesma doença que ela. A atração é imediata, porém os dois são obrigados a manter distância um do outro por questões de saúde. Enquanto Stella pensa em quebrar as regras e se aproximar do garoto da sua vida, Will começa a se rebelar contra o sistema e recusar o rigoroso tratamento. O Retorno de Ben | EUA | Drama Ben Burns (Lucas Hedges) é um jovem problemático que volta para a casa de sua família certa noite de Natal. Sua mãe preocupada, Holly (Julia Roberts), o recebe com todo amor, porém logo percebe que ele pode trazer perigo para seu lar. Durante 24 horas que podem mudar sua vida para sempre, Holly deve fazer de tudo para impedir que sua família seja destruída. Um Ato de Esperança | EUA | Drama Fiona Maye (Emma Thompson) é uma eminente juíza da Alta Corte, que preside casos eticamente complexos do direito familiar. Com o serviço pesado, sua carga horária acaba exigindo um desgaste pessoal. Em meio ao seu precário relacionamento com um professor (Stanley Tucci), ela precisa decidir sobre o caso de Adam (Fionn Whitehead), um garoto diagnosticado com leucemia que se recusa em fazer a transfusão de sangue que salvará sua vida, devido a uma crença religiosa. Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral | Brasil | Comédia Pacatuba, interior do Ceará, 1980. A popularização da TV obriga Francisgleydisson (Edmilson Filho) a fechar seu adorado Cine Holliúdy e ir morar na casa da sogra, ao lado da esposa Maria das Graças (Miriam Freeland) e do filho Francin (Ariclenes Barroso). Após passar por uma experiência alienígena, na qual um amigo foi abduzido, ele tem a ideia de rodar um longa-metragem de ficção científica onde Lampião enfrenta os seres extra-terrestres. Para tanto, consegue o apoio do prefeito Olegário (Roberto Bomtempo) e de sua esposa Justina (Samantha Schmütz), candidata às próximas eleições. Chorar de Rir | Brasil | Comédia Estrela do programa de TV “Chorar de Rir”, Nilo Perequê (Leandro Hassum) é um grande nome da comédia no país. Quando ganha o prêmio de melhor comediante do ano, o humorista decide mudar radicalmente sua carreira e se dedicar totalmente ao drama, deixando sua família e seu empresário desesperados. Alaska | Brasil | Drama Anos após se separarem, Ana (Bella Carrijo) e Fernando (Rafael Sieg) decidem visitar mais uma vez a Chapada dos Veadeiros, que foi cenário de uma intensa história de amor entre os dois. A viagem é uma segunda chance para essa paixão. Mas o tempo passou e eles talvez não sejam mais os mesmos. Um Banho de Vida | França | Comédia Bertrand (Mathieu Amalric) está no “auge” dos seus 40 anos e sofre de depressão. Depois de usar uma série de medicamentos que não surtiram nenhum efeito, ele começa a frequentar a piscina municipal do bairro em que vive. Lá ele conhece outros homens com histórias semelhantes a sua. O grupo se junta e forma uma equipe de nado sincronizado masculina, algo incomum dentro do esporte. Sob o comando de Delphine (Virginie Efira), uma ex-atleta vitoriosa, Bertrand e os novos companheiros decidem participar do Campeonato Mundial de Nado Sincronizado, encontrando, enfim, um novo propósito para sua vida. Jorginho Guinle – $ó Se Vive uma Vez | Brasil | Documentário Jorge Eduardo Guinle ficou conhecido, ao longo de sua vida, como um dos maiores playboys cariocas. Gozando do patrimônio de sua família abastada, ele circulou entre os melhores bares e boates da cidade, criando uma gama de contatos que o consagraram como o primeiro “promoter” do país. Jorginho, como era conhecido, mantinha amizades próximas com grandes estrelas internacionais como Rita Hayworth e Kim Novak, e foi o responsável por trazê-las para as terras tupiniquins. As Cores da Serpente | Angola | Documentário Um registro afetivo sobre a história do Coletivo Murais da Leba, a maior intervenção de grafite da África, procurando entender as motivações dos artistas participantes. A Serra da Leba, composta pela província de Huila e Namibe, tem um histórico de 30 anos vividos em guerra. Buscando se relacionar com sua tradição e ancestralidade, um grupo de artistas angolanos busca pintar os mais de seis mil metros quadrados dos paredões que envolvem a região.
Marco Luque desenvolve filme sobre seu personagem Jackson Faive
O humorista Marco Luque revelou planos de lançar um filme sobre seu personagem Jackson Faive. “Estou escrevendo um filme que a gente deve rodar no final do ano”, ele disse em entrevista ao canal Desimpedidos. “É difícil e complexa essa história de cinema, mas é muito legal. Vai ser a história do Jackson Faive, a origem dele, quando ele começou a ser motoboy”, completou. O Jackson Faive é um motoboy que conta os causos do trânsito e da sua vida humilde. O personagem faz parte do programa “Altas Horas”, de Serginho Groisman, desde 2016, mas foi criado por Luque quando ele ainda trabalhava na Rádio Mix FM. Na televisão, o humorista caracteriza o personagem com uma dentadura especial, além de touca e roupas pretas. O filme ainda não tem previsão de lançamento.
Cinebiografia nacional de Allan Kardec ganha primeiro trailer e imagens
A Sony divulgou o pôster, fotos e o primeiro trailer de “Kardec”, cinebiografia nacional do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido como Allan Kardec. A prévia revela o fascínio e a rejeição do espiritismo na Paris do século 19, acompanhando os primeiros contato do pai do kardecismo com o mundo do além e a reação enfurecida da população, que chega a queimar o seu Livro dos Espíritos. Todos os franceses falam português perfeito e a encenação lembra mais minissérie brasileira que projeto de cinema. O elenco destaca Leonardo Medeiros (“O Mecanismo”) no papel-título, além de Sandra Corveloni (“A Glória e a Graça”), Letícia Braga (“Detetives do Prédio Azul”), Guilherme Piva (“O Inventor de Sonhos”), Genézio de Barros (“Intruso”), Guida Vianna (“Uma Loucura de Mulher”), Julia Konrad (“Paraíso Perdido”), Charles Fricks (“Nise: O Coração da Loucura”), Dalton Vigh (“A Comédia Divina”) e o veterano ator francês Christian Baltauss, de 70 anos, que já trabalhou com alguns dos nomes mais celebrados do cinema, como François Truffaut, com quem fez “O Último Metrô” (1980), e Luis Buñuel, de quem integrou o clássico “O Discreto Charme da Burguesia” (1972). A direção é de Wagner de Assis, que levou mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros com outro filme espírita, “Nosso lar”, em 2010. “Kardec” tem lançamento previsto para 16 de maio.












