PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Filme

    Festival Cine Ceará premia filme de diretor catalão

    13 de agosto de 2018 /

    O filme “Petra” foi o grande vencedor do 28º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. Coprodução da Espanha, França e Dinamarca, o longa do diretor catalão Jaime Rosales conquistou o Troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Longa-metragem, Direção, Roteiro e Ator (Joan Botey). O filme, que conta a história de uma jovem em busca da identidade do pai biológico, foi vencedor também do Prêmio da Crítica. As conquistas representam as primeiras vitórias da produção europeia num festival internacional, após ser exibido em maio na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. A estreia comercial está marcada apenas para outubro na Espanha. Entre os brasileiros, quem se saiu melhor foi o longa cearense “O Barco”, de Petrus Cariry, com quatro prêmios: Melhor Fotografia, Trilha Sonora Original, Som e o prêmio Olhar Universitário. Outros destaques da premiação incluem o chileno “Cabras de Merda”, de Gonzalo Justiniano, vencedor nas categorias de Melhor Direção de Arte e Atriz (Natalia Aragonese), e “Diamantino”, uma coprodução de Portugal, França e Brasil, dirigida pela dupla Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, vencedor na categoria de Melhor Montagem. Ou seja, metade dos oitos filmes exibidos foram premiados. E isto que há 12 categorias de premiação, um exagero desproporcional em relação à disputa, quase como se a intenção fosse premiar todo mundo. Essa facilidade, claro, diminui muito a importância de se vencer um troféu no evento. O júri da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem foi composto por Belisario Franca (Brasil), Stephen Bocskay (Estados Unidos), Belisa Figueiró (Brasil), Gustavo Salmerón (Espanha) e Emilio Bustamante (Peru). Na mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem o filme “Nova Iorque”, do pernambucano Leo Tabosa, teve vitória dupla, eleito pelo júri oficial da mostra e também pela votação da crítica. Veja a lista dos vencedores: MOSTRA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM Prêmio da “Petra”, de Jaime Rosales Olhar Universitário: “O Barco”, de Petrus Cariry Melhor Ator: Joan Botey, por “Petra” Melhor Atriz: Natalia Aragonese, por “Cabras de Merda” Melhor Direção de Arte: Carlos Garrido, por “Cabras de Merda” Melhor Trilha sonora original: João Victor Barroso, por “O Barco” Melhor Som: Yures Viana, Erico Paiva e Petrus Cariry, por “O Barco” Melhor Montagem: Raphaelle Martin-Holger, por “Diamantino” Melhor Fotografia: Petrus Cariry, por “O Barco” Melhor Roteiro: Jaime Rosales, Michel Gaztambide, Clara Roquet, por “Petra” Melhor Direção: Jaime Rosales, por “Petra” Melhor Longa-metragem: “Petra” MOSTRA COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM Troféu Samburá – Melhor diretor de curta-metragem: Gulherme Gehr, por “Plantae” Troféu Samburá – Melhor Curta-metragem: “O Vestido de Myriam”, de Lucas Rossi Olhar Universitário: “O Vestido de Myriam”, de Lucas Rossi Prêmio da “Nova Iorque”, de Leo Tabosa Melhor Produção Cearense: “A Canção de Alice”, de Barbara Cariry Melhor Roteiro: Sabrina Garcia, por “Só Por Hoje” Melhor Direção: Lucas Rossi, por “O vestido de Myriam” Melhor Curta-metragem: “Nova Iorque”, de Leo Tabosa

    Leia mais
  • Filme

    Cauã Reymond começa a filmar longa sobre Dom Pedro I em outubro

    13 de agosto de 2018 /

    O ator Cauã Reymond já definiu seu próximo projeto no cinema. Depois de muito adiar, ele finalmente viverá Dom Pedro I num filme dirigido por Laís Bodanski, cineasta do premiado “Como Nossos Pais”. E para isso, entrou num regime para emagrecer e já começou a cultivar o famoso bigode imperial que adorna as pinturas do regente. A princípio intitulado apenas “Pedro”, o filme marcará a estreia da produtora de Cauã, Sereno Filmes, fundada em parceria com seu empresário Mario Canivello, maior entusiasta do projeto. “A ideia surgiu de uma conversa com o roteirista Mauricio Zacharias, em Nova York. Tinha lido um livro sobre D. Pedro que era completamente diferente daquilo que conhecemos na escola e fiquei fascinado pelas contradições que o personagem tinha na história”, contou Canivello ao site Glamurama. Ele apresentou o projeto para Cauã, que topou na hora. Só que, desde esta empolgação inicial, já se passaram sete anos. “Há anos venho batalhando por esse filme”, confirmou o ator. “Queríamos um olhar feminino e que o personagem tivesse certa sensibilidade, já que D. Pedro foi retratado de outras formas. Tinha muita vontade de trabalhar com a Laís e quando apresentamos o projeto, ela topou na hora. É ela quem está decidindo a forma como vamos conduzir o D. Pedro ao invés de buscar referências em séries, novelas e livros”, explicou Cauã, que emendou: “Ela imaginou um homem que não está nos livros. Será a narração de um determinado momento da vida dele pouco explorado na literatura, em que a Laís fez um exercício de imaginação do que poderia ter acontecido naquele período.” As filmagens vão começar no dia 22 de outubro e se encerram com um período de duas semanas de locações na Ilha de Açores, em dezembro. Orçado em R$ 11 milhões, o longa, que também será transformado em uma minissérie de quatro capítulos, terá 40% das cenas rodadas em Portugal. A realização é uma coprodução de produtoras brasileiras com a portuguesa O Som e a Fúria. O roteiro é assinado por Bodanzky, Luiz Bolognesi e Chico Matoso. Já os outros nomes do elenco ainda não foram divulgados, mas devem incluir atores portugueses. O personagem histórico já foi representado em outras produções nacionais por Tarcísio Meira, em “Indendência ou Morte” (1972) e por Marcos Palmeira, em “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1995). Mas Cauã Reymond diz que sua versão será bem diferente da imagem de mulherengo que habita o imaginário popular brasileiro, mais centrada na visão portuguesa do filho do rei Dom João VI.

    Leia mais
  • Filme

    Estreias de Megatubarão e Vidas à Deriva são as maiores ondas da semana

    9 de agosto de 2018 /

    Maior lançamento da semana, “Megatubarão” chega em 873 salas, mas vai disputar a atenção dos adolescentes dos shopping centers com outra aventura marítima, “Vidas à Deriva”. O filme do tubarão pré-histórico é adaptação de uma franquia literária. Entretanto, parece ter sido concebido como uma mistura de várias outras produções sobre gigantes assassinos do fundo do mar, desde o clássico de Steven Spielberg de 1975 até a sequência trash de 1987 em que o bicho engole o avião de Michael Caine. E tudo começa num clima reminiscente de “Do Fundo do Mar” (1999). Apesar do envolvimento de um elenco multinacional, liderado pelo inglês Jason Statham (“Velozes & Furiosos 7”) e a chinesa Li Bingbing (“Transformers: A Era da Extinção”), a crítica norte-americana considerou o remix apenas medíocre, com 50% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “Vidas à Deriva” também vai ao mar, desta vez com um casal de ídolos adolescentes, Shailene Woodley (“Divergente”) e Sam Claflin (“Jogos Vorazes: Em Chamas”). Os dois embarcam numa viagem romântica, mas que logo vira uma catástrofe, quando o barco é atingido por um enorme furacão e fica, como diz o título, à deriva. O longa tem roteiro dos gêmeos Aaron e Jordan Kandell, responsáveis por “Moana” (2016) – outra aventura marinha – , e direção do islandês Baltasar Kormákur – que volta a enfrentar a natureza, após “Evereste” (2015). Os críticos dos EUA mergulharam na trama, com 75% de aprovação. Melhor que os dois, com 87% de aprovação, o suspense dramático “Você Nunca Esteve Realmente Aqui” desembarca apenas em circuito limitado, mais de um ano após ser premiado no Festival de Cannes 2017 com os troféus de Roteiro e Ator. A obra brutal acompanha Joaquin Phoenix (“O Mestre”) no papel de um ex-militar que aceita a missão de resgatar a filha adolescente de um político das garras de traficantes de mulheres. Baseado no romance homônimo do escritor Martin Amis (criador das séries “Bored to Death” e “Blunt Talk”), o filme tem roteiro e direção da escocesa Lynne Ramsay (“Precisamos Falar sobre o Kevin”), e trilha sonora composta pelo guitarrista do Radiohead Jonny Greenwood (“Sangue Negro”). A programação também inclui várias produções brasileiras, dentre as quais se destaca o suspense “O Animal Cordial”. A história se passa numa única noite no interior de um restaurante de classe média alta em São Paulo, que é invadido no fim do expediente por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos e precisam lidar com a situação. O local torna-se palco dos mais diferentes embates: empregados x patrão; ricos x pobres; homens x mulheres; brancos x negros. Tudo pode se resumir à civilização vs. barbárie, na claustrofobia de um ambiente que vai sendo desconstruído à medida que soluções “cordiais” se tornam impossíveis. Para completar, ainda há uma guinada para o terror. A produção é apresentada como o primeiro slasher movie (subgênero do terror, caracterizado pelo uso de violência extrema) dirigido por uma mulher no Brasil. A direção é de Gabriela Amaral Almeida (da série “Me Chama de Bruna”), que estreia em longas e foi premiada no FantasPoa, festival de cinema fantástico de Porto Alegre. Para completar, o bom desempenho rendeu o prêmio de Melhor Ator para Murilo Benício (“O Homem do Ano”) no Festival do Rio. O elenco ainda inclui Irandhir Santos (“Redemoinho”), Camila Morgado (“Até que a Sorte nos Separe 2”), Luciana Paes (“Divórcio”), Jiddu Pinheiro (“O Uivo da Gaita”) e Humberto Carrão (“Aquarius”), entre outros. Por falar em slasher brasileiro, “Virgens Acorrentadas”, de Paulo Biscaia Filho (da antologia “Histórias Estranhas”), não deixa de ter atrativos, ao buscar uma alternativa metalinguista para o gênero. Trata-se de um trash assumido, rodado nos EUA com elenco americano, sobre a vontade de cineastas iniciantes filmarem um terror sem orçamento. Tudo é fake e barato, com jorros de sangue artificial, gritos exagerados e carnificina tosca, num show de amadorismo tanto diante das câmeras como nas cenas que supostamente se passam atrás delas. O divertido é que o diretor pode dizer que realizou um bom trabalho, justamente porque é ruim. Foi concebido assim e o fato de ter conseguido ficar ainda pior do que a premissa sugere não é exatamente um demérito para sua produção. Mas também é possível elogiar um filme de baixo orçamento por seus méritos artísticos. O drama russo “Tesnota”, vencedor do prêmio da crítica no Festival de Cannes, usa locações reais, elenco amador e câmera na mão – com muitos closes – para extrair o máximo de realismo possível de sua história de rapto, religião, choque cultural e diferenças geracionais. Com inclusão de cenas de tortura reais – registradas durante o aprisionamento de soldados russos por forças chechenas durante o massacre do Daguestão, em 1999 – , o filme do jovem Kantemir Balagov, de 26 anos, é violento, incômodo e muitas vezes revoltante. Tem 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, a nota mais alta dentre todas as estreias desta quinta (9/8). Confira abaixo sinopses e trailers dos filmes mencionados e outros lançamentos menos cotados – como documentários e o filme francês compulsório da semana – para escapar de ciladas ou mergulhar de cabeça, no escuro dos cinemas. Megatubarão | EUA | Aventura A tripulação de um submarino fica presa dentro na fossa mais profunda do Oceano Pacífico, após ser atacada por uma criatura pré-histórica que se acreditava estar extinta, um tubarão de mais de 20 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, o oceanógrafo chinês (Winston Chao) contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates em água profundas que precisará ficar frente a frente com o maior predador marinho que já existiu. Vidas à Deriva | EUA | Aventura Apaixonados, os noivos Tami Oldham (Shailene Woodley) e Richard Sharp (Sam Claflin) velejam em mar aberto quando são atingidos por uma terrível tempestade. Passada a tormenta, ela se vê sozinha na embarcação em ruínas e tenta encontrar uma maneira de salvar a própria vida e a do parceiro debilitado. Você Nunca Esteve Realmente Aqui | Reino Unido, EUA | Suspense Joe, um veterano de guerra, ganha a vida resgatando jovens desaparecidas. Quando uma missão fica fora de controle, os pesadelos de Joe o alcançam enquanto uma conspiração é descoberta, levando a uma viagem que pode ser para a sua morte ou para seu despertar. O Animal Cordial | Brasil | Suspense Inácio é o dono de um restaurante de classe média que vivencia um assalto ao seu estabelecimento. Em meio ao tumulto, ele precisa encontrar meios de defender os funcionários e clientes da violência dos invasores. Os Incontestáveis | Brasil | Suspense A bordo de um Opala 73, os irmãos Bel (Fabio Mozine) e Mau (Will Just) pegam a estrada em busca de um Maverick 77, que pertenceu ao pai desaparecido. A jornada leva os dois aventureiros até uma região de conflitos de terras e fronteiras, onde o destino dos dois irmãos entrará em rota de colisão. Virgens Acorrentadas | Brasil, EUA | Terror Uma equipe de filmagem inexperiente vai para uma mansão sinistra para filmar um filme de terror de baixo orçamento. Lá, alguns dos atores demonstram um gosto real pela tortura e violência, colocando a equipe em risco. E os limites entre realidade e ficção começam a se apagar. A Aparição | França | Drama No interior da França, uma jovem de 18 anos alega ter vista a Virgem Maria em pessoa. A notícia do acontecimento logo se espalha e milhares de peregrinos se deslocaram até o local da suposta aparição. Jacques, um repórter cético de um famoso jornal francês, é convidado pelo Vaticano para participar da comissão responsável por investigar o caso. Tesnota | Rússia | Drama A família de Ilana e seus amigos se reúnem para comemorar o noivado de seu irmão mais novo, David. Mas naquela mesma noite, o casal é sequestrado e um pedido de resgate entregue. Ilana e seus pais irão o mais longe possível para conseguir salvar o casal, independente dos riscos. Para Sempre Chape | Brasil | Documentário O filme conta a história do time de futebol de Santa Catarina que tinha conseguido subir da quarta divisão do futebol brasileiro para a primeira do país. Em 28 de novembro de 2016, quando o time voava para a Colômbia para disputar a final da Copa Sul-Americana de futebol, seu avião caiu poucos minutos antes de chegar ao destino. Ser Tão Velho Cerrado | Brasil | Documentário Os moradores da Chapada dos Veadeiros, preocupados com o fim do cerrado em Goiás, procuram novas formas de desenvolver a região sem agredir o meio ambiente em que vivem. Como Fotografei os Yanomami | Brasil | Documentário Road movie que passa por Peru, Buenos Aires, São Tomé das Letras, Recife e São Paulo, mas sem destino definido. Registra o estilo de vida dos que vivem livres no mundo, nômades no sub-continente da América Latina. Estradeiros | Argentina, Brasil | Documentário Road movie que passa por Peru, Buenos Aires, São Tomé das Letras, Recife e São Paulo, mas sem destino definido. Registra o estilo de vida dos que vivem livres no mundo, nômades no sub-continente da América Latina. Fátima, o Último Mistério | Espanha | Documentário Mónica (Eva Higueras) é uma editora em busca de trabalho que recebe uma proposta para montar um documentário sobre as aparições da Nossa Senhora de Fátima. Ainda que em dúvida por sua falta de religiosidade, ela aceita montar o filme e as imagens que ela encontra são extraordinárias, marcando sua vida para sempre.

    Leia mais
  • Filme

    10 Segundos Para Vencer: Daniel de Oliveira vira o campeão do boxe Éder Jofre em trailer e imagens

    8 de agosto de 2018 /

    A Imagem Filmes divulgou fotos, pôster e o trailer de “10 Segundos Para Vencer”, cinebiografia do boxeador Éder Jofre, maior campeão e ídolo do boxe do Brasil – e considerado o melhor peso galo da era moderna do boxe. A prévia mostra Daniel de Oliveira (que já foi até Cazuza no cinema) como o lutador e se foca no relacionamento com o pai, o exigente treinador Kid Jofre (Osmar Prado), culminando em seu desejo de abandonar as lutas para ficar com a mulher (Keli Freitas). Dirigido por José Alvarenga Jr. (“Divã”, “Cilada.com”), o filme acompanha a jornada de Éder ao título mundial dos galos, nos anos 1960, a interrupção precoce em sua carreira para curtir a vida com a mulher e os filhos, e também o retorno triunfal aos ringues para um novo título mundial, agora entre os penas. Hoje, aos 82 anos, Jofre convive com a encefalopatia traumática crônica, uma doença cerebral degenerativa que afeta, principalmente, pessoas que receberam constantes pancadas na cabeça. O filme terá sua première nacional no Festival de Gramado 2018, com exibição no dia 23 de agosto. A estreia nacional vai acontecer um mês depois, no dia 27 de setembro.

    Leia mais
  • Filme,  Música

    Cinebiografia de Wilson Simonal ganha “clipe” em clima de ostentação

    4 de agosto de 2018 /

    A Downtown e a Globo Filmes divulgou fotos e o primeiro vídeo de “Simonal”, a cinebiografia do cantor Wilson Simonal (1938-2000). A prévia revela cenas do filme, em que Fabrício Boliveira vive o artista, mas numa espécie de clipe-ostentação, ao som do hit “Carango”, um dos maiores sucessos de Simonal, que contém o antológico refrão “Pra ter fom-fom, trabalhei, trabalhei”. O clássico de arranjo jazzy acompanha Simonal e Tereza, vivida por Ísis Valverde, enquanto andam de Mercedes e compram sua mansão modernista, com direito a retrato gigante do cantor pendurado na sala de estar. Curiosamente, os dois atores já tinham vivido um casal no cinema anteriormente, no interessante “Faroeste Caboclo”, também baseado no pop nacional. Leandro Hassum (“Não Se Aceitam Devoluções”), Caco Ciocler (“Um Namorado para Minha Mulher”), Mariana Lima (“Real: O Plano por Trás da História”) e Bruce Gomlevsky (“Polícia Federal: A Lei é para Todos”) também estão no elenco. “Simonal” retratará o sucesso meteórico do cantor entre os anos 1960 e 1970, quando ele se tornou uma das personalidades mais populares do país para, em seguida, mergulhar no ostracismo. O longa tem roteiro de Geraldo Carneiro (“Eternamente Pagu”) e direção de Leonardo Domingues, que estreia na ficção após dirigir o documentário “A Pessoa É para o que Nasce” (2003) e editar a cinebiografia “Nise: O Coração da Loucura” (2015). A première está marcada para 20 de agosto, no Festival de Gramado 2018, mas o lançamento em circuito comercial só deve acontecer em 2019.

    Leia mais
  • Filme

    Musicais dão o tom das estreias da semana nos cinemas

    2 de agosto de 2018 /

    Dois musicais, a sequência de “Mamma Mia! e o nacional “Ana e Vitória” são as estreia mais amplas desta quinta (2/8), com abertura em 448 e 170 cinemas, respectivamente. “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo” volta a trazer hits da banda Abba e coreografias contagiantes, bem como o elenco original, mas acrescenta algumas novidades, em especial Lily James (a “Cinderela”) e a cantora Cher (“Minha Mãe É uma Sereia”). Enquanto o primeiro filme mostrou a personagem de Amanda Seyfried tentando descobrir qual dos ex-namorados da mãe (Meryl Streep) era seu verdadeiro pai, o novo revela como sua mãe lidou com a gravidez adolescente, acompanhando seu envolvimento com os três galãs de seu passado. As cenas passadas nos anos 1970 também acrescentam um visual retrô que combina melhor com as canções, além de permitirem o destaque de Lily James (a versão jovem de Meryl Streep). A maior surpresa, porém, é que o novo “Mamma Mia!” conta com um bom roteiro inédito e direção de Ol Parker (“O Exótico Hotel Marigold”) que superam o musical da Broadway adaptado no filme de dez anos atras. “Ana e Vitória” transforma a parceria musical das artistas de Tocantins Ana Caetano e Vitória Falcão, a dupla Anavitória, numa comédia romântica. Na trama, as duas vivem cantoras que se conhecem em uma festa e decidem se arriscar no mundo da música. Apesar de ser um trabalho de ficção, a obra tem paralelos com a realidade, já que o filme é “uma ideia” de Felipe Simas, o empresário que as “descobriu”, e mostra como um empresário carioca as leva ao estrelato. O longa ainda apresenta Clarissa Müller, “influenciadora digital” que, além de atuar, também canta no longa – considere como uma nova “descoberta”. Com roteiro e direção de Matheus Souza (“Tamo Junto”), produção musical do cantor Tiago Iorc e canções da dupla, o resultado fica entre a picaretagem e o filme adolescente inofensivo, ao mesmo tempo em que resgata um filão sumido do cinema nacional desde a morte de Lael Rodrigues (1951–1989) – e com viés inclusivo LGBTQIA+. Outro destaque nacional, “O Nome da Morte” marca a estreia de Marco Pigossi (novela “A Força do Querer”) no cinema, no papel do maior matador do Brasil. A trama até começa como uma novela romântica, mas muda de tom abruptamente, ao virar thriller criminal com longa contagem de corpos. Baseado na história real de um pistoleiro que matou quase 500 pessoas, o filme mostra como um jovem ingênuo do interior se projeta em seu ofício macabro, apesar de religioso e com a consciência atormentada. Adaptado (do livro do jornalista Klester Cavalcanti) e dirigido por Henrique Goldman (de “Jean Charles”), traz cenas de ação ousadas, incluindo um plano-sequência pouco comum nas produções brasileiras, mas é menos efetivo ao explorar a vida em família do profissional da morte, que se casou e teve um filho que ignoravam os esqueletos literais de seu armário. Bom entretenimento, a história também oferece reflexão sobre inúmeros problemas do Brasil. No circuito limitado, a dica é “A Outra História do Mundo”, filme uruguaio estrelado pelo conhecido César Trancoso (“Faroeste Caboclo”), que recria a época da ditadura em tom de fábula cômica, com rapto de anões de jardim e aulas de História inventada. Imagine o encontro de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001) e “Rebobine, Por Favor” (2008), mas passado numa republiqueta sub-tropical. Escolhido para representar o Uruguai no Oscar passado, a comédia tem direção de Guillermo Casanova (“El Viaje Hacia el Mar”), um dos mais premiados cineastas do país, que entretanto ainda não tinha sido “descoberto” no Brasil. Este é seu primeiro filme lançado nos cinemas brasileiros. Vale também, pelo inusitado, arrepiar-se com o documentário nacional “Hilda Hilst Pede Contato”, que usa gravações da voz da poeta Hilda Hilst para explorar, em clima de terror, sua obsessão em buscar contato com os mortos. A direção de Gabriela Greeb (“A Mochila do Mascate”), auxiliada por belíssima fotografia e edição, conseguem evocar uma atmosfera de dar inveja nos “Invocações do Mal” que chegam de Hollywood. Mas se trata mesmo de um obra artística, que usa a premissa como metáfora para discutir o desaparecimento da carne vs. a permanência da arte. Só não se deve confundir o trabalho, por ser documentário, com um registro sobre a vida da famosa escritora. A falta de didatismo é muito bem-vinda num gênero dominado por fórmulas de reportagem televisiva e narrativas educativas – basta vez a chatice do docudrama “Querido Embaixador”, que integra a programação da semana. Confira abaixo mais detalhes dos lançamentos e outros filmes menos, digamos, recomendados, com sinopses oficiais e trailers, para acompanhar as estreias da semana nos cinemas. Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo | EUA | Musical Sequência do famoso musical de 2008, “Mamma Mia!”. Ao descobrir que está grávida, Sophie (Amanda Seyfried) busca inspiração para a maternidade lembrando do passado da mãe (Meryl Streep), no final dos anos 70, quando ela resolveu se estabelecer na Grécia. Ana e Vitória | Brasil | Musical Ana e Vitória se encontram em uma festa, marcando o início da dupla musical. Logo, as duas precisam aprender a lidar com a fama, ao mesmo tempo que ainda estão tentando descobrir quem elas realmente são. O Nome da Morte | Brasil | Drama Júlio Santana (Marco Pigossi) é um pai dedicado, um homem caridoso, um exemplo para sua família e um orgulho para os seus pais. No entanto, ele esconde outra identidade sob essa fachada: na verdade, ele é um assassino profissional responsável por 492 mortes. Entre a cruz e a espada, entre a lei e o crime, Júlio precisa descobrir uma forma de enfrentar os seus demônios. A Outra História do Mundo | Uruguai | Comédia Os amigos Milo (Roberto Suárez) e Esnal (César Troncoso) resolvem se rebelar contra as regras rígidas instauradas pelo novo coronel de seu vilarejo, sequestrando seu bem mais precioso: uma coleção de anões de jardim. A ação acontece em plena ditadura, o que faz Milo ser capturado pelos militares e Esnal se tornar recluso. Reanimado pelas filhas do amigo, no entanto, ele deixa a solidão de seu quartinho com um plano mirabolante. Hilda Hilst Pede Contato | Brasil | Documentário Documentário sobre a escritora, poeta e dramaturga Hilda Hilst, considerada uma das mais importantes vozes da língua portuguesa do século 20. Com arquivos pessoais inéditos de som e imagem, depoimentos, encontros e intervenções, o filme revela sua memória e presença na Casa do Sol, chácara onde vivia em Campinas, e sua obsessão em buscar contato com os mortos. Café | Bélgica, China, Itália | Drama Baristas dizem que o café tem três sabores: amargo, azedo e perfumado. Em três cantos diferentes do mundo, histórias são conectadas por esse elemento. Na Bélgica, durante um tumulto, a loja de Iraqi Hamed (Hichem Yacoubi) é saqueada. Seu precioso pote de café é roubado e ao descobrir o responsável ele decide fazer justiça com as próprias mãos. Na Itália, Renzo (Dario Aita), apaixonado barista, se envolve no roubo de uma fábrica e as coisas saem do controle. Na China, Ren Fei (Fangsheng Lu), gerente bem-sucedido, é designado para cuidar de fábrica que ameaça poluir um vale em Yunnan, bela região na fronteira com o Laos. De Carona para o Amor | França | Comédia Jocelyn (Franck Dubosc) é um empresário muito bem-sucedido, extremamente egocêntrico e egoísta, sempre disposto a inventar mentiras para tirar vantagem em qualquer situação promissora. Um dia, ele resolve seduzir uma bela mulher fingindo sofrer de uma deficiência. No entanto, fica mais difícil desfazer a farsa quando ele é apresentado à nova cunhada, que é realmente deficiente. Acrimônia | EUA | Suspense Melinda (Taraji P. Henson) sempre foi uma esposa fiel, porém, cansada de ficar ao lado de seu marido preguiçoso, Robert (Lyriq Bent), se divorcia quando ele faz com que ela perca a casa de sua família. Meses depois, Melinda descobre que seu ex-marido ficou rico e está noivo de outra mulher. Sentindo que ele deve a ela todo o tempo e dinheiro que ela investiu quando estavam juntos, ela perde o controle e vai atrás de vingança. Querido Embaixador | Brasil | Docudrama O filme conta a história de Luiz Martins de Souza Dantas (Norival Rizzo), embaixador brasileiro que na 2ª Guerra Mundial desobedeceu às ordens de Getúlio Vargas de proibir vistos para o Brasil a “judeus e outros indesejáveis”. Ele enfrentou Vargas, o governo francês e o nazismo.

    Leia mais
  • Filme

    Festival do Rio 2018 adia sua realização para depois da Mostra de São Paulo

    1 de agosto de 2018 /

    O Festival do Rio deste ano, que aconteceria entre 4 e 14 de outubro, foi adiado em cerca de um mês, e será agora realizado de 1º a 11 de novembro. Os produtores que inscreveram filmes na mostra Première Brasil foram avisados da mudança por meio de um e-mail enviado pela organização do festival. Segundo a mensagem, “a decisão foi tomada pensando na qualidade do evento, sua melhor estruturação e realização”. Por enquanto a direção do festival não forneceu mais detalhes. Mas é interessante observar que as novas datas causam uma inversão no calendário cinéfilo, deixando o Festival do Rio para depois de seu principal rival nacional, a Mostra de São Paulo. Anteriormente, a Mostra de São Paulo divulgou sua realização no período de 18 a 31 de outubro. Os dois eventos costumam disputar a exclusividade de exibição dos principais lançamentos do circuito dos festivais internacionais, bem como exibições de destaques do cinema brasileiro. Como o Festival do Rio exige que os inscritos na competição da seção Première Brasil sejam inéditos, isto pode representar guerra entre organizadores, levando produtores nacionais a optarem por um ou outro festival e não mais por ambos, como o calendário anterior permitia. No ano passado, por exemplo, o filme vencedor do Festival do Rio, “As Boas Maneiras”, entrou na programação da Mostra. O contrário também pode acontecer, levando o Festival do Rio a abrir mão da exigência de exclusividade. A conferir.

    Leia mais
  • Filme

    Anitta filma participação na continuação da comédia Os Homens São de Marte

    30 de julho de 2018 /

    A cantora Anitta vai aparecer em mais um filme. Ela fez uma participação como ela mesma na continuação da comédia “Os Homens São de Marte… e É pra lá que Eu Vou” (2014). Ela se apresentou na noite de sábado em Curitiba, e cenas do show foram registradas para “Minha Vida em Marte”, que chega aos cinemas no dia 27 de dezembro. Os atores Paulo Gustavo e Mônica Martelli publicaram fotos com Anitta nas redes sociais e foram só elogios para a cantora. “Entramos no meio do show, bagunçamos tudo e fomos recebidos com o maior carinho”, descreveu Paulo Gustavo, enumerando qualidades para a artista: “talentosa, guerreira, batalhadora, generosa”. Mônica também não poupou elogios. “Mega profissa, generosa, talentosa e linda. Sua participação no filme vai ser muito especial”, escreveu a atriz e autora do roteiro. Na continuação, Paulo e Mônica voltarão a interpretar os personagens Aníbal e Fernanda. E Anitta será a mesma personagem que ela interpretou em “Meus 15 anos” (2017): ela própria. A direção é de Susana Garcia, irmã de Mônica, que estreia na função após ser co-roteirista do primeiro filme, e o elenco também traz de volta Marcos Palmeira, além de incluir Fiorella Mattheis (série “Rua Augusta”), Gabriel Braga Nunes (“Alemão”), Mariana Santos (“Ninguém Entra, Ninguém Sai”) e lançar Lucas Capri, filho da diretora e do ator Herson Capri. A estreia está prevista para 27 de dezembro. Veja abaixo os registros nas redes sociais das filmagens e bastidores. Ontem meu amigo amado @paulogustavo31 foi gravar uma cena do seu filme com @monicamartelli no meu show aqui em Curitiba. Amei te ver Uma publicação compartilhada por anitta ? (@anitta) em 29 de Jul, 2018 às 1:57 PDT Ontem eu e @monicamartelli gravamos com essa musa linda e talentosa demais! Entramos no meio do show , bagunçamos tudo e fomos recebidos com o maior carinho! @anitta tudo que vc conseguiu conquistar na sua carreira foi porque alem de ser muito talentosa , guerreira , batalhadora , você também é muito generosa! Amei te ver, estava com saudades! Amei seu show! Sucesso cada vez mais e saude pra vc curtir ele bastante! Obrigado amiga amada! Obrigado por trazer seu brilho pro nosso filme! Foi tudo incrível ! #minhavidaemmarte #dezembronoscinemas Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em 29 de Jul, 2018 às 8:27 PDT Que ela arrasa eu já sabia, mas ver de pertinho e trabalhar junto foi ainda mais incrível! Mega profissa, generosa, talentosa e linda! Sua participação no filme vai ser muito especial!!! Obrigada e parabéns, @anitta ❤️✨✨ #MinhaVidaEmMarte #27DeDezembro Uma publicação compartilhada por Mônica Martelli (@monicamartelli) em 29 de Jul, 2018 às 10:34 PDT Bastidores #minhavidaemmarte – o Filme Show da @anitta Com @paulogustavo31 @lucascapri Uma publicação compartilhada por Mônica Martelli (@monicamartelli) em 28 de Jul, 2018 às 8:15 PDT

    Leia mais
  • Etc

    Bruna Linzmeyer revela que perdeu trabalhos após se assumir lésbica, mas outros chegaram e sua filmografia cresceu

    28 de julho de 2018 /

    Há dois anos em um relacionamento com Priscila Visman, a atriz Bruna Linzmeyer revelou ter perdido trabalhos de publicidade após se assumir lésbica e possivelmente papéis na televisão. Mas isso foi compensado com outros convites e um impulso em sua carreira cinematográfica. “Perdi contratos de publicidade, não sei se na televisão. Mas outras coisas chegaram, inclusive contratos de publicidade por causa disso. E cinema”, ela contou, em entrevista para a revista digital A Criatura. Sua filmografia disparou, realmente, com trabalhos de prestígio em “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello, e no vindouro “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, que estreia em setembro. Além disso, ela está em “O Banquete”, de Daniela Thomas, e “Partiu Paraguai (WT)”, primeiro longa de ficção de Daniel Lieff, ambos ainda sem previsão de lançamento. Mas antes disso, só tinha feito dois filmes lançados em 2015. “”Sempre ouvi que não ia conseguir pagar minhas contas. Quando me apaixonei de repente, falei: ‘Uau, essa pessoa é uma mulher’. Isso não era tão encaixotado na minha cabeça. Sempre beijei a Kitty, que foi minha primeira namorada, em público, na praia, nos eventos em que a gente estava, entre nossos amigos, não-amigos, agia naturalmente. A partir disso começaram alguns questionamentos das pessoas que me amam. Não era uma coisa de: ‘Fique dentro do armário, não saia’. E sim de: ‘Como será que tá o mundo aí fora? Como isso vai bater na sua vida profissional?’. Minha família não tem dinheiro para me sustentar. Desde meus 15 anos pago minhas contas. Esse foi um cuidado das pessoas que me amavam perante um mundo opressor que a gente vive”, revelou. Ela contou que se dizer lésbica não foi algo programado, mas uma reação. “Alguém me invadiu na época. Foi uma invasão. Não cheguei no jornal e disse: ‘Quero falar, eu sou lésbica’. Foi um susto. Poderia dizer que era mentira. Pensei: ‘Não posso dizer é mentira, porque se não pagar minhas contas, vou morrer de câncer. Como é que vou viver escondendo uma coisa que eu sou? Eu sou essa pessoa. E não tem nada de errado com isso’. Pensei: ‘Vamos lá, vamos com o coração’. Chegaram mensagens maravilhosas. E muitas lésbicas me param na rua para me abraçar. E meu coração está tranquilo, meu corpo pisando um passo de cada vez. Estou certa, feliz, contente. Acho que é isso que é mais lindo. Sento na praia e beijo minha namorada. Não vou deixar de fazer nada porque alguém acha que isso é um problema. Se você acha que isso é um problema, amor, vai lidar com o seu problema!”. Ao perceber que o mundo não acabou, ela sentiu um grande alívio. “Teria sido lésbica muito antes. Perdi milhões de coisas na minha adolescência porque isso não era uma possibilidade”, declarou. “Se eu puder fazer por uma menina o que uma atriz famosa poderia ter feito por mim, tá show, tá valendo”, afirmou a artista, que acredita poder ser um exemplo positivo para outras garotas que sofrem por esconder sua sexualidade.

    Leia mais
  • Filme,  Música

    Música da trilha de Alguma Coisa Assim ganha clipe dos diretores do filme

    26 de julho de 2018 /

    Música da trilha de “Alguma Coisa Assim”, de Esmir Filho e Mariana Bastos, a eletrônica “Into Shade” ganhou um clipe, dirigido pelos responsáveis pelo filme. O vídeo mescla cenas do longa com novas gravações realizadas no cenário principal da produção, a Rua Augusta, em São Paulo, por onde aparecem andando os cantores de “Into Shade”, Lucas Santtana e Bárbara Eugênia. E enquanto eles cantam, também replicam algumas cenas do casal central do filme, Mari (Caroline Abras) e Caio (André Antunes). O longa se desenvolve a partir do curta-metragem homônimo premiado em Cannes, em 2006, e acompanha três momentos-chave da vida dos personagens, que se reencontram em 2013 no mesmo cenário e, em 2016, novamente em Berlim. Entre os três períodos, vem à tona a transformação da relação entre os personagens, assim como o mundo a seu redor, numa reflexão sobre temas atuais, como sexualidade, rótulos, aborto e novas formas de família. O filme estreou nesta quinta-feira (26/5) nos cinemas do Brasil. Leia a crítica aqui.

    Leia mais
  • Filme

    Alguma Coisa Assim é moderno como poucos no cinema brasileiro

    26 de julho de 2018 /

    Longa brasileiro com coprodução alemã, “Alguma Coisa Assim” retoma os personagens de um curta homônimo, premiado em Cannes em 2006. Os realizadores, o ator e a atriz protagonistas são os mesmos, a trama incorpora a história original e a amplia, para ser experimentada dez anos depois. Mas essas explicações não importam muito, são apenas referências para situar o trabalho. O que conta é o resultado do longa atual, independentemente da sua história passada – não vi o curta e não senti nenhuma falta de vê-lo. “Alguma Coisa Assim” é um filme moderno na forma e nas questões temáticas que propõe. A partir das baladas das casas noturnas da rua Augusta e seu clima transgressivo e colorido, o neon invade a tela, mesmo constatando que a cidade mudou e os jovens estão diferentes. A história dos dois personagens, Mari (Caroline Abas) e Caio (André Antunes) vai ser retomada em outro contexto urbano, também aberto a experimentações: a vibrante e pulsante cidade de Berlim. Os jovens estão em busca de algo novo. O que poderia ser isso? Basicamente, a ideia de um viver sem rótulos, para além das convenções sociais. O que significa namorar hoje? E a amizade que chamávamos de colorida? Que tal o casamento, em especial o casamento gay? Como se define hoje a família, com suas novas formas? Como se pode entender a sexualidade, em suas múltiplas e plásticas formas? E os gêneros? Os cisgêneros e os transgêneros? Os relacionamentos afetivos e amorosos contemporâneos jovens desafiam convenções e tentativas de enquadrá-los. Rejeitam e superam os rótulos. Por que queremos tanto classificar, enquadrar, rotular as coisas? Em princípio, isso seria preciso para tentar entendê-las. Mas quase nunca ajuda nos relacionamentos humanos. Porque, por trás disso, está a noção do controle social e da busca de impor uma visão conservadora do mundo aos jovens e à sociedade como um todo. “Alguma Coisa Assim” é um jeito mais livre de ser, de experimentar, de arriscar, de viver. Também com muitas frustrações e incompreensões. Mas isso é do jogo, está sempre presente. São personagens se descobrindo, se redescobrindo, percebendo-se mutantes, em transformação constante. Um filme que vem em boa hora para o nosso Brasil, que anda para trás em tanta coisa, brecando avanços conquistados nos costumes, atacando a questão de gênero, a diversidade sexual, as novas famílias, o feminismo e o direito mais amplo ao aborto. No caso do aborto, “Alguma Coisa Assim” é de uma clareza e de uma honestidade que merecem aplausos. Não faz qualquer proselitismo, mas toca no ponto. Todo o clima do filme respira uma modernidade digna e bonita. Esmir Filho e Mariana Bastos fizeram um belo trabalho. Os atores Caroline Abras e André Antunes também vestem a camisa dos personagens com muita sinceridade e força. Estão muito convincentes. Caroline já na estrada como atriz, se saindo muito bem e sendo premiada. André, tentando sair da profissão de ator, abraçando a psicologia como profissão, mas sem conseguir fugir do personagem que começou a interpretar dez anos antes. Que tal acumular as duas coisas? Destaque também para a trilha musical de Lucas Santana e Fábio Pinczowskit. Está mais do que na hora de alguma coisa assim poder se afirmar na vida das pessoas. Menos rótulos, mais autenticidade. Pode ser moderno, mas também faz lembrar de “Jules e Jim – Uma Mulher para Dois”, de François Truffaut, de 1962, e de “As Duas Faces da Felicidade’, de Agnès Varda, de 1965, filmes icônicos de uma fase que revolucionou os costumes nos anos 1960 e que tem muito a nos dizer hoje. Sabendo ou não seus realizadores, “Alguma Coisa Assim” segue essas pegadas, com competência.

    Leia mais
  • Filme

    Missão Impossível é a maior, melhor e mais bem-sucedida estreia de cinema da semana

    26 de julho de 2018 /

    “Missão: Impossível – Operação Fallout” tem a missão mais fácil da semana: lotar os cinema com a melhor aventura da franquia estrelada por Tom Cruise. O filme estreia em 1,3 mil salas no Brasil, um dia antes de chegar nos Estados Unidos, onde conquistou 97% de aprovação da crítica, na média do site Rotten Tomatoes. É disparada a nota mais alta entre todos os demais lançamentos da programação – e uma das mais altas do ano. Só um míssil termonuclear poderá impedir o seu sucesso. Frenético ao extremo, repleto de ação do começo ao fim, o longa explora a coragem suicida de Tom Cruise como nenhum filme antes. O ator, que dispensa dublês e efeitos digitais, vive ele mesmo as situações de perigo, como pilotar helicóptero em fuga, pular de um avião em queda livre, dirigir moto na contra-mão sem capacete ou pular entre prédios distantes. Não foi por acaso que se machucou durante as filmagens, o que o afastou do set por três meses. Por sinal, a cena em que o ator quebra o tornozelo, durante um erro de cálculo num salto entre edifícios em Londres, entrou no filme. Adaptação de best-seller juvenil, o romance adolescente sobrenatural “Todo Dia” tem público cativo em seu nicho. A trama acompanha alguém que acorda todo o dia num corpo diferente, até que se apaixona pela namorada de seu novo corpo. Melhor que a média do gênero, serve metafísica para adolescentes, ainda que de forma superficial. Os encontros de dois jovens também alimentam “Alguma Coisa Assim”, apelidado de “Boyhood” brasileiro por encontrar seus personagens em três momentos diferentes ao longo de uma década. O terceiro personagem é a rua Augusta, em São Paulo, que em dois dos encontros muda mais que o casal, dos neons piscantes das casas de strip e botecos com mesas de plástico aos restaurantes chiques e bares da moda. Trata-se de um trabalho bastante instigante de Esmir Filho e Mariana Bastos, mas também pragmático, por reunir os curtas originais “Alguma Coisa Assim” (2006) e “Sete Anos Depois” (2014) com novas filmagens, desta vez em Berlim, amarrando tudo com ajuda de um quarto personagem: o próprio tempo. A comédia britânica “A Festa” ironiza a esquerda intelectual com humor negro e fotografia em preto e branco, mas divide opiniões – talvez porque a esquerda intelectual não tenha gostado de se reconhecer na tela de Sally Potter. Mesmo quem desdenha, dá o braço a torçar para a interpretação de Patricia Clarkson, que rouba as cenas como convidada da festa do título, realizada pela personagem de Kristin Scott Thomas para comemorar sua indicação a um cargo político. Clarkson ganhou o BIFA, o prêmio do cinema indie britânico. O francês “Promessa ao Amanhecer” é remake do clássico homônimo de Jules Dassin, baseado na autobiografia do escritor Romain Gary, e tem como maior destaque a participação da atriz Charlotte Gainsbourg como mãe do protagonista, num papel que foi interpretado por Melina Mercouri em 1970. Gainsbourg foi indicada ao prêmio César. Por fim, “Lámen Shop” usa culinária para contar sua história e a História de Singapura. Mais fast food que prato gourmet, não repete a receita de qualidade do diretor singapurense Eric Khoo, conhecido pela animação “Tatsumi” (2011), que venceu o Festival de Tóquio ao retratar a vida de um dos pioneiros dos quadrinhos japoneses. Confira abaixo mais detalhes dos filmes, com sinopses oficiais e trailers, para decidir melhor o que assistir. Missão: Impossível – Operação Fallout | EUA | Ação Obrigado a unir forças com o agente especial da CIA August Walker (Henry Cavill) para mais uma missão impossível, Ethan Hunt (Tom Cruise) se vê novamente cara a cara com Solomon Lane (Sean Harris) e preso numa teia que envolve velhos conhecidos movidos por interesses misteriosos e contatos de moral duvidosa. Atormentado por decisões do passado que retornam para assombrá-lo, Hunt precisa se resolver com seus sentimentos e impedir que uma catastrófica explosão ocorra, no que conta com a ajuda dos amigos de IMF. Todo Dia | EUA | Romance A tem o incrível poder de acordar todos os dias em um corpo diferente, independente de gênero, cor ou idade. Sua rotina de constante adaptação, no entanto, ganha ares tristes quando acorda no corpo de Justin (Justice Smith) e acaba se apaixonando perdidamente pela namorada dele, Rhiannon (Angourie Rice). Alguma Coisa Assim | Brasil | Drama Enquanto buscam diversão, os jovens Caio (André Antunes) e Mari (Caroline Abras), vagam pela noite de São Paulo. Nesse contexto, entre o som e os silêncios, os dois vão se conhecendo ainda mais e ao longo de uma década se reencontram em três momentos muito importantes de suas vidas. A Festa | Reino Unido | Comédia Janet (Kristin Scott Thomas), uma política de esquerda, convida os amigos do partido para comemorar a sua escolha para o cargo de Ministra da Saúde britânica, coroando um objetivo que ela perseguia há anos. Os amigos – e penetras – também têm suas revelações, como uma gravidez inesperada. Mas é a surpresa revelada pelo marido de Janet, o intelectual Bill (Timothy Spall), que transforma completamente o clima da celebração. Promessa ao Amanhecer | França | Drama Desde sua infância na Polônia até a adolescência em Nice, de seus anos de estudante em Paris ao período de seu treinamento como piloto durante a 2ª Guerra Mundial, Romain Gary (Pierre Niney) atribui a vontade de viver intensamente à sua mãe, Nina (Charlotte Gainsbourg). É a força desse amor que o consagra como um dos mais famosos romancistas franceses e o único escritor a vencer o Prêmio Goncourt pela literatura francesa duas vezes, porém essa devoção também se torna um fardo em sua vida. Lámen Shop | Singapura, Japão | Drama Masato (Takumi Saitoh) trabalha no restaurante da família, um dos estabelecimentos de lámen mais reputados em todo o Japão. Quando ele perde o pai, o jovem chef decide buscar as raízes culinárias e históricas do pai e da mãe, também falecida. Através de um diário e de cartas, Masato faz um caminho através de China, Japão e Singapura, confrontando-se ao trauma da batalha de Singapura, que mudou para sempre os rumos de seus pais. Ele decide então acertar as contas com o passado. Vinte Anos | Brasil, Costa Rica | Documentário As recentes transformações da sociedade cubana através de histórias de amor de três casais cubanos, filmadas ao longo de vinte anos.

    Leia mais
  • Filme

    Novo filme do diretor de Casa Grande é selecionado para o Festival de Veneza

    24 de julho de 2018 /

    O filme brasileiro “Domingo” foi selecionado para participar do Festival de Veneza 2018. Dirigido por Fellipe Barbosa (“Casa Grande”, “Gabriel e a Montanha”) em parceria com Clara Linhart (do documentário “Rio em Chamas”), o longa será exibido na seção Venice Days, mostra independente do festival, que segue os moldes da Quinzena dos Realizadores de Cannes. A trama de “Domingo” acompanha uma família burguesa decadente do interior gaúcho no dia 1º de janeiro de 2003, quando o presidente Luís Inácio Lula da Silva tomou posse na Presidência da República. Durante uma festa extravagante, muitas verdades estão prestes a vir à tona e o mal-estar entre os convidados fica evidente. O roteiro é assinado por Lucas Paraizo (também de “Gabriel e a Montanha”) e o elenco inclui Camila Morgado (“Olga”), Augusto Madeira (“Bingo: O Rei das Manhãs”), Ismael Caneppele (“Os Famosos e os Duendes da Morte”, Martha Nowill (“Vermelho Russo”), Clemente Viscaino (“Infância”) e Chay Suede (“A Frente Fria que a Chuva Traz”). A produção nacional vai concorrer ao prêmio da mostra com filmes de vários países, entre eles “Continuer”, do diretor belga Joachim Lafosse, “C’est ça L’amour”, da francesa Claire Burger, e “José”, do chinês Li Cheng, produzido e filmado na Guatemala. Em comunicado, o diretor artístico da mostra, Giorgio Gosetti, destacou que metade dos diretores selecionados são mulheres. “Não foi planejado. Nós procuramos o melhor que pudemos encontrar, e frequentemente o que encontramos foram filmes feitos com a sensibilidade feminina”, declarou. A mostra Venice Days, assim como o Festival de Veneza, vai acontecer entre os dias 29 de agosto e 8 de setembro.

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie