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    Ferrugem vence o Festival de Gramado, que também destacou Benzinho com quatro prêmios

    26 de agosto de 2018 /

    O filme “Ferrugem”, de Aly Muritiba, conquistou o troféu de Melhor Filme no 46º Festival de Gramado, encerrado na noite de sábado (25/8) no Rio Grande do Sul. Mas “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, levou os prêmios do Público e da Crítica e a maior quantidade de Kikitos – quatro, ao todo. Curiosamente, os dois filmes tiveram première mundial em janeiro no Festival de Sundance, nos Estados Unidos, e disputam a vaga para representar o Brasil no Oscar 2019 O longa de Muritiba, que retrata bullying virtual e o impacto do vazamento de um vídeo íntimo de uma garota, já tinha sido premiado também no Festival de Seattle. Na noite de sábado, além do Kikito principal, venceu os prêmios de Melhor Roteiro, dividido entre Muritiba e Jessica Candal, e Desenho de Som (Alexandre Rogoski). A estreia comercial está marcada para a próxima quinta-feira (30/8) nos cinemas brasileiros. Já o filme de Gustavo Pizzi, co-escrito e estrelado por Karine Teles, entrou em cartaz na quinta-feira passada (23/8) e também tem troféus internacionais em sua bagagem, como os prêmios da Crítica e de Melhor Filme Ibero-Americano do Festival de Málaga, na Espanha. O filme repete a qualidade da parceria anterior do casal, o drama “Riscado” (2010). O fato de dramatizar o cotidiano familiar, com situações aparentemente banais, pode soar pouco atraente para o grande público. No entanto, nas mãos de Pizzi e Karine, “Benzinho” alcança profundidade poética e transforma a crise de uma mãe sufocada pela família em algo tocante, que sensibilizou público e crítica de Gramado a lhe darem troféus. Além destes Kikitos, também venceu nas categorais de Melhor Atriz (Karine Teles) e Atriz Coadjuvante (Adriana Esteves). Única animação na competição, “A Cidade dos Piratas”, de Otto Guerra, baseado nos quadrinhos de Laerte, recebeu uma Menção Honrosa. A cinebiografia do boxeador Eder Jofre, “10 Segundos para Vencer” conquistou os dois prêmios de interpretação masculina: Osmar Prado venceu como Melhor Ator e Ricardo Gelli como Melhor Ator Coadjuvante. André Ristum foi considerado o Melhor Diretor por “A Voz do Silêncio”, que também recebeu o Kikito de Melhor Montagem, e “Simonal” conquistou outros três prêmios técnicos, entre eles o de Trilha Sonora, criada pelos filhos do biografado, Simonia e Max de Castro. Vale lembrar que a diretora Daniela Thomas retirou “O Banquete” da competição, devido à morte do jornalista Otávio Frias. A assessoria de imprensa justificou a atitude como uma manifestação de respeito, por a trama retratar uma carta aberta como a publicada pelo publisher do jornal Folha de S. Paulo nos anos 1990, dirigida ao então presidente do Brasil. Já a esvaziada competição de filmes latinos – uma disputa entre cinco títulos – foi dominada por “As Herdeiras”, do paraguaio Marcelo Martinessi, que arrebatou seis troféus: Melhor Filme, Direção, Roteiro, Atriz (compartilhado entre suas três intérpretes principais) e os prêmios da Crítica e do Público. O longa já tinha recebido o Prêmio da Crítica no Festival de Berlim. Discursos políticos marcaram os agradecimentos, com aplausos e vaias de acordo com a filiação partidária do público, bem como a defesa do curta-metragem como formato a ser considerado no novo sistema de pontuação da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Vários cineastas vestiram na premiação a camiseta “Ancine, Eu Existo” como parte da manifestação. Confira abaixo a lista completa dos vencedores do festival, inclusive os curtas premiados. Longas Brasileiros Melhor Filme: “Ferrugem”, de Aly Muritiba Prêmio da “Benzinho” Prêmio do Júri Popular: “Benzinho” Menção Honrosa: “A Cidade dos Piratas” Melhor Direção: André Ristum (“A Voz do Silêncio”) Melhor Atriz: Karine Teles (“Benzinho”) Melhor Ator: Osmar Prado (“10 Segundos para Vencer”) Melhor Roteiro: Jessica Candal e Aly Muritiba (“Ferrugem”) Melhor Fotografia: Pablo Baião (“Simonal”) Melhor Atriz Coadjuvante: Adriana Esteves (“Benzinho”) Melhor Ator Coadjuvante: Ricardo Gelli (“10 Segundos para Vencer”) Melhor Montagem: Gustavo Giani (“A Voz do Silêncio”) Melhor Direção de Arte: Yurika Yamazaki (“Simonal”) Melhor Trilha Sonora: Max de Castro e Simoninha (“Simonal”) Melhor Desenho de Som: Alexandre Rogoski (“Ferrugem”) Longas Estrangeiros Melhor Filme: “As Herdeiras”, de Marcelo Martinessi Prêmio da “As Herdeiras” Prêmio do Júri Popular: “As Herdeiras” Prêmio Especial do Júri: “Averno” Melhor Direção: Marcelo Martinessi (“As Herdeiras”) Melhor Atriz: Ana Brum, Margarita Irún e Ana Ivanova (“As Herdeiras”) Melhor Ator: Nestor Guzzini (“Mi Mundial”) Melhor Roteiro: Marcelo Martinessi (“As Herdeiras”) Melhor Fotografia: Nelson Wainstein (“Averno”) Curtas-Metragens Melhor Filme: “Guaxuma”, de Nara Normande Prêmio da “Torre” Prêmio do Júri Popular: “Torre” Prêmio Canal Brasil: “Nova Iorque” Prêmio Especial do Júri: “Estamos Todos Aqui” Melhor Direção: Fábio Rodrigo (“Kairo”) Melhor Atriz: Maria Tujira Cardoso (“Catadora de Gente”) Melhor Ator: Manoel do Norte (“A Retirada para um Coração Bruto”) Melhor Roteiro: Marco Antonio Pereira (“A Retirada para um Coração Bruto”) Melhor Fotografia: Beto Martins (“Nova Iorque”) Melhor Montagem: Tiago Kistenmacker (“Aquarela”) Melhor Direção de Arte: Pedro Franz e Rafael Coutinho (“Torre”) Melhor Trilha Musical: Manoel do Norte (“A Retirada para um Coração Bruto”) Melhor Desenho de Som: Fabio Carneiro Leão (“Aquarela”)

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  • Série

    Globo desenvolve série inspirada no filme Besouro

    24 de agosto de 2018 /

    A rede Globo está desenvolvendo uma série baseada no filme “Besouro” (2009). Segundo a colunista Patrícia Kogut, o diretor do longa, João Daniel Tikhomiroff, está trabalhando com Glória Perez e uma equipe de autores da Casa dos Roteiristas da Globo para desenvolver a trama da atração. A trama vai acompanhar Besouro Mangagá, nome pelo qual ficou conhecido Manoel Henrique Pereira, um capoeirista que viveu em Salvador na década de 1920 e até hoje é cultuado pelo movimento negro. No filme, Besouro é apresentado como um justiceiro, que enfrenta os desmandos dos fazendeiros do Recôncavo Baiano, num período em que os negros ainda eram tratados como escravos, apesar da abolição da escravatura. Além de exímio capoeirista, o personagem também tem o “corpo fechado”, protegido que é por entidades do Candomblé. A produção da série teria ganhado força depois que a emissora foi acusada de racismo por ter escalado um elenco predominantemente branco para “Segundo Sol”, uma novela ambientada na Bahia, onde 76% das pessoas se declaram de pele parda ou preta. O problema é que o Besouro da Globo será uma versão mais, digamos, mulatinha. Segundo apurou o blog Notícias da TV, o personagem será retratado longe de seu berço histórico, numa trama passada em São Paulo ou Rio de Janeiro, e deverá perder sua intensa relação com o Candomblé, para não afugentar espectadores católicos e evangélicos. Em outras palavras, não poderá ser muito negro. A Globo ainda não apresentou o projeto oficialmente e todas as informações ainda são rumores.

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  • Filme

    Lista dos candidatos brasileiros à vaga ao Oscar destaca filmes de cineastas femininas

    23 de agosto de 2018 /

    A Secretaria do Audiovisual, do Ministério da Cultura, divulgou a lista dos filmes que disputarão por representar o Brasil entre os candidatos às vagas do Oscar 2019 de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Ao todo, habilitaram-se 23 longas, mesmo número do ano passado, dos quais 4 são documentários. E o que chama atenção é a forte representatividade feminina entre os diretores. 40% dos filmes são dirigidos por mulheres. Quatro títulos se destacam entre os mais premiados da lista. Dois deles tratam de temas modernos, ligados ao bullying nas redes sociais: “Aos Teus Olhos”, de Carolina Jabor, e “Ferrugem”, de Aly Muritiba. O terceiro é o terror “As Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra. E há ainda o caso de “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, que encantou a crítica americana ao passar pelo Festival de Sundance. Curiosamente, o longa mineiro “Arábia”, de Affonso Uchoa e João Dumans, vencedor do Festival de Brasília, não entrou na seleção. A comissão que avaliará e escolherá o representante brasileiro é formado pelo presidente da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Peregrino, a produtora Lucy Barreto, os diretores Flávio Tambellini, Jeferson De, João Jardim, Hsu Chien e a atriz Bárbara Paz. No ano passado, o escolhido foi “Bingo – O Rei das Manhãs”, que não conseguiu vaga no Oscar, completando duas décadas em que o país ficou de fora da disputa de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O último filme nacional que obteve indicação ao prêmio foi “Que É Isso Companheiro?”, de Bruno Barreto, que concorreu ao Oscar em 1998. O filme escolhido será conhecido no dia 11 de setembro. Veja a lista completa dos concorrentes: “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues “Benzinho”, de Gustavo Pizzi “As Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra “Aos Teus Olhos”, de Carolina Jabor “Ferrugem”, de Aly Muritiba “Antes que Eu Me Esqueça”, de Tiago Arakilian “O Caso do Homem Errado”, de Camila de Moraes “O Desmonte do Monte”, de Sinai Sganzerla “Como é Cruel Viver Assim”, de Julia Rezende “Dedo na Ferida”, de Silvio Tendler “Encantados”, de Tizuka Yamasaki “Talvez uma História de Amor”, de Rodrigo Bernardo “Entre Irmãs”, de Breno Silveira “Canastra Suja”, de Caio Soh “Ex-Pajé”, de Luiz Bolognesi “Alguma Coisa Assim”, de Esmir Filho e Mariana Bastos “O Animal Cordial”, de Gabriela Amaral Almeida “Além do Homem”, de Willy Biondani “Canastra Suja”, de Caio Soh “Não Devore Meu Coração!”, de Filipe Bragança “Unicórnio”, de Eduardo Nunes “Yonlu”, de Hique Montanari “Paraíso Perdido”, de Monique Gardenberg

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  • Filme,  Música

    Mel Lisboa vai viver Gretchen no cinema

    23 de agosto de 2018 /

    A atriz Mel Lisboa (“O Matador”) foi escolhida para viver Gretchen no cinema. A informação foi confirmada pela própria Gretchen nas redes sociais nesta quinta-feira (23/8). “Fiquei feliz. Sempre admirei essa atriz. Confesso que não tinha me passado pela cabeça. Mas gostei muito. Tem talento e força. Parabéns Antonia Fontenelle. Escolha aprovada”, escreveu ela, citando a diretora do filme. Fontenelle também comentou a novidade, “apresentando” a intérprete como “uma atriz vísceral, de um talento ímpar e que tenho certeza que fará brilhantemente o papel da Maria Odete/ Gretchen”. O filme marcará a estreia da também atriz Antonia Fontenelle (“Assalto ao Banco Central”) como diretora e ainda não há muitos detalhes disponíveis sobre o projeto. Vale lembrar que Gretchen já virou recentemente personagem de cinema. Ela foi interpretada por Emanuelle Araújo em “Bingo: O Rei das Manhãs”. Fiquei feliz. Sempre admirei essa atriz. Confesso q não tinha me passado pela cabeça. Mas gostei muito. Tem talento e força. Parabéns @ladyfontenelle Escolha aprovada. Uma publicação compartilhada por Gretchenoficial (@mariagretchen) em 23 de Ago, 2018 às 8:09 PDT Meus amores! Vos apresento a nossa Gretchen da telona! Uma atriz vísceral, de um talento ímpar e que tenho certeza que fará brilhantemente o papel da Maria Odete/ Gretchen. Obrigada @mellisboa que os deuses da sétima arte nos proteja e nos conduza para o Sucesso. Amém #gretchenalemdorebolado #filme #cinema #comingsoon‼️ Uma publicação compartilhada por ladyfontenelle (@ladyfontenelle) em 23 de Ago, 2018 às 7:48 PDT

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  • Filme

    Atriz transexual viverá Roberta Close no filme de Hebe Camargo

    23 de agosto de 2018 /

    A atriz Renata Bastos, de 36 anos, foi escalada para viver a famosa transexual Roberta Close, que foi símbolo sexual dos anos 1980, no filme “Hebe”, cinebiografia da apresentadora Hebe Camargo. Com 1,77m de altura, Renata também é transexual, modelo e trabalha há cinco anos como produtora de moda em uma agência em São Paulo, onde vive. Mas já tem alguns filmes importantes em seu currículo, com participações em “Carandiru’, Bruna Surfistinha” e “Nina”. Ela foi escolhida para o longa de Maurício Farias (“Vai que Dá certo”) por conta da semelhança física com Roberta Close. “Tive ela como ícone de beleza na minha adolescência”, contou a atriz, ao jornal Extra. No filme, ela aparecerá como entrevistada de Hebe. “Entro num momento muito especial da transição da Hebe, quando ela muda de emissora. A Roberta é uma das entrevistadas do novo programa dela”, contou Renata. O papel da personagem-título é interpretado por Andréa Beltrão (série “A Grande Família”) e a trama vai se passar na década de 1980, quando a apresentadora se transformou em uma das personalidades mais amadas do Brasil. O elenco ainda conta com Marco Ricca, Caio Horowicz, Danton Mello, Gabriel Braga Nunes, Danilo Grangheia, Otávio Augusto, Claudia Missura, Karine Teles e Daniel Boaventura, que vai viver outra personalidade famosa da TV brasileira, ninguém menos que Silvio Santos. Ainda não há previsão para a estreia.

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  • Filme

    A melhor estreia da semana é um drama brasileiro com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes

    23 de agosto de 2018 /

    As melhores estreias desta quinta (23/8) são produções brasileiras, mas a maioria dos cinemas só oferecerá opção de filmes americanos, que tem a maior distribuição. Quem tiver oportunidade, porém, deve dar atenção a “Benzinho”. O filme de Gustavo Pizzi, co-escrito e estrelado por Karine Teles, repete a qualidade da parceria anterior do casal, o drama “Riscado” (2010). Levou oito anos para voltarem ao cinema. Mas a espera compensou, pois se trata de um dos melhores filmes de 2018. O fato de dramatizar o cotidiano familiar, com situações aparentemente banais, pode soar pouco atraente para o grande público. No entanto, nas mãos de Pizzi e Karine, “Benzinho” alcança profundidade poética e transforma a crise de uma mãe sufocada pela família em algo tocante. Exibido no Festival de Sundance 2018, nos Estados Unidos, o longa arrebatou a imprensa internacional, que empilhou elogios e lhe rendeu 93% de aprovação na média da avaliação do site Rotten Tomatoes. Vale tentar também encontrar os documentários, dois brasileiros e um estrangeiro filmado no Brasil, escondidos em circuito semi-invisível. Especialista em documentários sobre música brasileira, o francês Georges Gachot passa a carreira de João Gilberto à limpo em “Onde Está Você, João Gilberto?”, enquanto embarca numa missão impossível, achar o músico que não sai de casa há anos. Igualmente lúdico, “Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava”, de Fernanda Pessoa, propõe contar a história da ditadura por meio de cenas dos filmes da época, especialmente pornochanchadas. O resultado, um show de montagem, é hilário e bastante instrutivo. Por fim, “Missão 115”, de Silvio Da-Rin, traz às claras os planos das forças de repressão para impedir a redemocratização do Brasil, por meio do infame atentado ao Rio Centro em 1981, cuja bomba acabou explodindo antes, matando as pretensões sanguinárias da direita militar. Todos esses quatro são recomendadíssimos. E todos os demais não. Entretanto, os filmes ruins têm mais destaque no circuito. Justamente o pior lançamento chegará em mais cinemas, quase 500. Mesmo sendo um horror, literalmente. “Slender Man” evita a atual fase criativa do terror americano ao optar por sustos batidos. O chamariz é o monstro virtual do título, criado na internet, que virou lenda urbana ao inspirar surtos de violência entre adolescentes. A história real que envolveu a criatura dá um pau na ficção barata levada às telas, que, com 9% de aprovação, é um dos filmes mais mal-avaliados do ano no site Rotten Tomatoes. As comédias americanas que preenchem o circuito dos shoppings seguem a toada. “Meu Ex É um Espião” é uma correria de mulheres bobinhas que, sem querer, acabam se envolvendo num caso de espionagem internacional, porque uma delas (Mila Kunis) namorou um espião. E “Te Peguei!” é uma correria de homens bobões que, já quarentões, ainda brincam de pega-pega. As duas histórias medíocres são variações de muitas outras – e, por coincidência, existe até um filme que junta ambas: “Gotcha!: Uma Arma do Barulho” (1985). Os dois dramas europeus também não compensam o espaço recebido em circuito limitado. “Escobar – A Traição” é praticamente um déjà vu ao contar a versão espanhola da trama melhor abordada na série “Narcos” – com Javier Bardem no papel de Pablo Escobar e Penélope Cruz como sua amante, ambos indicados ao Goya (o Oscar espanhol). Por fim, em “Gauguin – Viagem ao Taiti”, quem desperdiça talento é Vincent Cassel, competindo pela atenção do diretor Edouard Deluc, no papel-título, com a paisagem tropical – também no título. Confira abaixo sinopses e trailers dos filmes mencionados, com risco de acreditar no marketing e tropeçar no escuro dos cinemas. Slender Man – Pesadelo Sem Rosto | EUA | Terror As amigas Wren, Hallie, Chloe e Katie levam uma vida entediante no colégio. Quando ouvem falar num monstro chamado Slender Man, decidem invocá-lo através de um vídeo na Internet. A brincadeira se transforma num perigo real quando todas começam a ter pesadelos e visões do homem se rosto, com vários braços, capaz de fazer as suas vítimas alucinarem. Um dia, Katie desaparece. Como a polícia não dispõe de nenhuma prova para a investigação, cabe às três amigas fazerem a sua própria busca, enfrentando a criatura. Meu Ex É Espião | EUA | Comédia Duas melhores amigas embarcam numa atrapalhada aventura de espionagem pela Europa depois que o ex-namorado de uma delas revela-se um agente secreto caçado internacionalmente por assassinos. Te Peguei! | EUA | Comédia Um pequeno grupo de ex-colegas de classe organizam um elaborado jogo anual insano de pega-pega. Neste ano, no casamento do jogador mais invencível da trupe, eles farão de tudo para derrubá-lo. Benzinho | Brasil | Drama O filho mais velho de uma família de classe média é convidado para jogar handebol na Alemanha e lança sua mãe (Karine Teles) em uma espiral de sentimentos pois, além de ajudar a problemática irmã (Adriana Esteves), lidar com as instabilidades do marido (Otávio Müller) e se desdobrar para dar atenção ao seus outros filhos, ela terá de enfrentar sua partida antes de estar preparada. Escobar – A Traição | Espanha | Drama 1981, Colômbia. Líder do Cartel de Medellín, Pablo Escobar (Javier Bardem) é um dos maiores traficantes de cocaína para os Estados Unidos, o que faz com que governo de Ronald Reagan insista na criação de um tratado entre os dois países que permita que ele seja julgado em solo americano. Decidido a combater tal ideia, Escobar se candidata e é eleito deputado federal. Paralelamente, ele se envolve com Virginia Vallejo (Penélope Cruz), uma popular apresentadora de TV que não se importa em como o amante consegue sua fortuna, apenas em como o dinheiro é empregado. Gauguin – Viagem ao Taiti | França | Drama No ano de 1891, o célebre pintor francês Gauguin se exila no Taiti. Lá, ele espera reencontrar sua pintura livre, selvagem, longe dos códigos morais, políticos e estéticos da Europa civilizada. Mas, no local, acaba se afundando na selva, enfrentando a solidão, pobreza e a doença. Mas também conhece Tehura, que se tornará sua esposa e tema das suas telas mais importantes. Onde Está Você, João Gilberto? | Alemanha, França, Suiça | Documentário Inspirado no livro “HO-BA-LA-LÁ – À Procura de João Gilberto”, do escritor alemão Marc Fischer, Georges Gachot resolve realizar o sonho do autor, e o seu também, e desembarca no Rio de Janeiro em busca de João Gilberto. Seguindo os passos de Fischer, ele não mede esforços e entra em contato com diversos amigos e parceiros do músico em sua jornada. Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava | Brasil | Documentário O longa realiza uma releitura histórica da ditadura militar no Brasil, a partir apenas de imagens oriundas de 27 filmes produzidos no período e que foram considerados “pornochanchadas”, o gênero mais visto e mais produzido durante a década de 1970. Missão 115 | Brasil | Documentário Missão 115 foi o nome atribuído pelo DOI-CODI, órgão de repressão do exército durante a ditadura militar, a uma suposta operação de “vigilância” no Rio de Janeiro, durante um show no Riocentro. Na verdade, tratava-se de um atentado à bomba, organizado pelas forças no poder, que visava incriminar organizações de esquerda e sabotar a redemocratização do país. Mas a bomba explodiu antes da hora.

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  • Filme

    Daniela Thomas retira seu filme do Festival de Gramado

    21 de agosto de 2018 /

    O filme “O Banquete” não será mais exibido no Festival do Gramado 2018. A primeira sessão pública do filme seria realizada na quarta-feira (22/8), mas foi suspensa pela diretora Daniela Thomas A assessoria de imprensa justificou a atitude como uma forma de respeito, devido a eventos retratados na trama. O filme se inspira em eventos recentes da história do País. Entre eles, uma carta aberta como a publicada pelo publisher do jornal Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho, nos anos 1990, dirigida ao então presidente do Brasil. Em virtude da morte de Frias, anunciada nesta terça (21/8), e “com o objetivo de respeitar este momento de luto da família”, segundo a nota divulgada, a diretora decidiu então retirar o filme da competição. “Sinto muito pela perda de Otávio e me solidarizo com a família, com seus amigos e funcionários. Foi um grande publisher, um intelectual admirável e tinha muito ainda a contribuir com o País”, afirmou Daniela, no comunicado. “O momento é inoportuno para o encontro de ficção e realidade e as possíveis interpretações equivocadas que a ficção pode suscitar. Por isso, retiro o filme do festival”, completou. A produtora Cisma e a distribuidora Imovision acataram o pedido da diretora da suspensão da exibição. O roteiro de Daniela Thomas apresenta um banquete de jogos de poder e erotismo, onde as vidas dos convidados serão transformadas para sempre. Entre eles está o poderoso editor de uma revista, que celebra seu aniversário de casamento. Ele pode ser preso, já que escreveu uma carta aberta com graves denúncias contra o presidente do país. Participam do elenco Drica Moraes, Mariana Lima, Caco Ciocler, Rodrigo Bolzan, Fabiana Gugli, Gustavo Machado, Chay Suede, Bruna Linzmeyer e Georgette Fadel. A programação do 46º Festival de Cinema de Gramado segue até o dia 25 de agosto.

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  • Filme

    Festival de Toronto inclui animação brasileira Tito e os Pássaros

    21 de agosto de 2018 /

    O Festival de Toronto anunciou novos filmes em sua programação. E uma das novidades, dentro da seção Discovery (destinada a cineastas relativamente desconhecidos, apostas da curadoria), é a animação brasileira “Tito e os Pássaros”, de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto. O longa foi premiado no recente Festival Anima Mundi e destaque no Festival de Annecy, em junho, na França. Na animação, o menino Tito se junta ao pai para buscar a cura de uma doença misteriosa, que é contraída após uma pessoa tomar um susto. O evento contará ainda com duas coproduções brasileiras: “Diamantino”, dos portugueses Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, que venceu a mostra Semana da Crítica no Festival de Cannes, e “Sueño Florianópolis”, da argentina Ana Katz, com Andréa Beltrão e Marco Ricca no elenco, que venceu o Prêmio Especial do Júri no Festival Karlovy Vary. Além disso, os organizadores deram um tapa de luva de pelica no Festival de Veneza, que insiste em incluir poucos filmes de cineastas femininas em sua seleção, ao celebrar uma divisão igualitária de gênero na seções Discovery. “Este ano, 48% dos títulos em nossa seção de Descobertas será de diretoras. Espero que estejamos dando um sinal de que mudanças são inevitáveis no horizonte da indústria de cinema mundo afora”, afirmou Kerri Craddock, diretora de programação do TIFF, abreviatura em inglês do Festival Internacional de Cinema de Toronto.

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  • Filme

    Terror de O Nó do Diabo mostra que o Brasil é um país assombrado pela injustiça social

    18 de agosto de 2018 /

    Muitas histórias de terror usam o arquétipo do “lugar ruim”: a casa assombrada, o cemitério, o castelo do cientista louco… E é sempre melhor quando eles têm uma história. Por exemplo, um dos mais famosos lugares ruins do terror, a Hill House do romance de Shirley Jackson – adaptado duas vezes para o cinema, no clássico “Desafio do Além” (1963) e no pavoroso, no mau sentido, “A Casa Amaldiçoada” (1999) – tinha uma história longa de eventos tenebrosos, exposta logo no início da obra, abrangendo várias décadas. Um catálogo de coisas ruins é um elemento que dá um sabor especial a um exemplar do gênero. O filme de terror brasileiro “O Nó do Diabo” é sobre um lugar ruim, e um lugar ruim com história. Uma fazenda, antigo engenho no sertão paraibano, serve como palco para cinco histórias assustadoras envolvendo o passado do lugar. As histórias se passam entre 2018 e 1818, regredindo no tempo, e sempre se relacionam de alguma forma ao trabalho escravo que havia no local. Trata-se de uma proposta não muito comum no cinema de gênero do Brasil, a de filme de antologia. Cada uma das histórias teve seu diretor – são eles Gabriel Martins, Ian Abré e Jhésus Tribuzi, com Ramon Porto Mota dirigindo duas – e seus próprios roteiristas, mantendo em comum os trabalhos do montador Daniel Bandeira, que confere um admirável ritmo fluido à produção – o filme chega a dar a impressão de ser mais curto do que as suas duas horas reais e as transições entre as histórias são suaves e inteligentes – e do diretor de fotografia Leonardo Feliciano, que explora de maneira brilhante tanto a luz quanto a escuridão, além de uma ou outra paisagem mais estranha. Ambos contribuem de maneira excepcional para o clima inquietante de maior parte da projeção, e esses dois elementos, a montagem e a fotografia, conferem ao filme uma unidade que filmes de antologia de terror no cinema dificilmente conseguem. O que também ajuda a manter viva a unidade temática central do projeto, a noção de um mal histórico, algo que se propaga no tempo e é tão essencialmente brasileiro. O mal da escravidão e das desigualdades sociais decorrentes assombra os personagens e está sempre presente como pano de fundo das histórias. A primeira delas, a atual, faz breves alusões à situação política conturbada dos últimos anos no país e toca de leve em questões raciais e econômicas, ressaltando a boa e velha capacidade do cinema de gênero de abordar essas questões, muitas vezes de forma até mais incisiva do que filmes, ditos, mais “sérios” e “elevados”. A tônica se mantém nas demais histórias, trazendo fantasmas; uma interessante desconstrução do espaço e tempo fílmicos (na quarta história); uma figura vilanesca vivida pelo ótimo ator Fernando Teixeira que, de maneira emblemática, aparece em todos os segmentos; e até zumbis na história final, com momentos que lembram o clássico “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968) do norte-americano George A. Romero. É o tipo de filme que, quanto menos se falar das tramas, melhor para o espectador. Claro, nenhuma das histórias reinventa a roda – qualquer espectador mais escolado no gênero terror consegue adivinhar como elas vão se desenvolver, e há um pouco de desnível entre elas. A quinta e última acaba sendo a menos interessante, e nem todos os espectadores devem abraçar a “viagem” da quarta história. Mesmo assim, “O Nó do Diabo” merece elogios, e muitos, por ser tão consistente, interessante, bem defendido pelos seus atores e tão incisivo na sua visão compartilhada sobre o horror de se viver no Brasil. Um país onde a propriedade é colocada muito, mas muito mesmo, acima do ser humano, onde a violência é constante, e o passado escravocrata e de séculos de exploração ainda está vivo, um espectro pairando sobre a sociedade. No mesmo ano em que também tivemos o excepcional “As Boas Maneiras”, “O Nó do Diabo” é mais uma prova de que o horror cinematográfico no Brasil está muito vivo. E deve mesmo: afinal, a vida real e a História são fontes de inspiração quase ilimitada. Seria o Brasil mais um “lugar ruim”? Talvez não seja para tanto, mas com certeza é um lugar assombrado.

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  • Filme

    Luana Piovani é megera revoltada no trailer “romântico” de O Homem Perfeito

    18 de agosto de 2018 /

    A Downtown Filmes divulgou o pôster e o trailer de mais uma comédia romântica brasileira. A prévia de “O Homem Perfeito” é perfeitamente intercambiável com outros filmes da produtora, que geralmente mostram mulheres desesperadas com o medo de ficarem sem homens. Às vezes, as tramas também as retratam como megeras revoltadas. A nova história parece combinar as duas situações, pois não perde a chance de mostrar a protagonista como uma espremedora de masculinidade – numa cena literal de “ball busting”, como diriam os gringos. Desta vez, a desesperada é Luana Piovani, que já foi “A Mulher Invisível” (2009), mas agora quer se fazer notar. Na trama, como toda comédia romântica que siga o clichê, ela vai odiar o personagem de Sérgio Guizé à primeira vista, antes de se apaixonar. Dirigido por Marcus Baldini (“Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!”), o longa narra a história de Diana (Piovani), uma mulher bem-sucedida que descobre que seu ex-marido a trocou por uma jovem de 23 anos (Juliana Paiva). Para estragar o romance, ela cria um “homem perfeito” nas redes sociais (Guizé) para seduzir a garota. Nem precisa assistir o filme para saber como termina. Seremos surpreendidos? O roteiro é assinado por Tati Bernardi e Patricia Corso, que já contaram história similar em “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011) – um machista ensinava a Cleo Pires como ser uma mulher perfeita. Ambas as tramas são pastiches da mesma fonte: “Pigmalião”, a peça de teatro de 1913 de George Bernard Shaw. Para completar, outra regra das produções da Downtown é cumprida: a inclusão de comediantes do elenco da Globo, como Marco Luque e Eduardo Sterblitch. “O Homem Perfeito” estreia em 27 de setembro.

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    O Doutrinador ganha pôsteres especiais de artistas de quadrinhos brasileiros

    18 de agosto de 2018 /

    O Doutrinador, filme que adapta os quadrinhos de Luciano Cunha, ganhou três cartazes especiais assinados por quadrinistas brasileiros. Confira abaixo as artes do pernambucano Thony Silas, do mineiro Ig Guará Barros e do paraense Marcelo Costa para a produção. Os dois primeiros são conhecidos dos leitores da DC Comics, enquanto o último fez desenhos para a Maurício de Souza Produções. Vivido no cinema pelo ator Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”), o Doutrinador surgiu pela primeira vez em 2013, quando Luciano Cunha resolveu publicar as primeiras páginas dos quadrinhos em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta contra “tudo o que está aí”. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem divide opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal em sua identidade civil, o personagem virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Luciano Costa assumiu ter se inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller. Mas o personagem está mais para o Zorro, o mascarado perseguido pela justiça por enfrentar os governantes corruptos do pueblo de Los Angeles. Com roteiro a cargo do ator Gabriel Wainer (visto na novela “Passione”), reescrito por mais cinco nomes, e direção de Gustavo Bonafé (do vindouro “Legalize Já!”, cinebiografia da banda Planet Hemp) e Fabio Mendonça (“A Noite da Virada”), o filme ainda inclui no elenco Eduardo Moscovis, Marília Gabriela, Helena Ranaldi, Tainá Medina, Carlos Betão, Samuel de Assis e Tuca Andrada, entre outros. A estreia está prevista para 20 de setembro, em plena campanha presidencial, e a história deve continuar numa série em 2019, a ser exibida pelo canal pago Space.

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    Festival de Gramado 2018 começa valorizado por mais filmes e maior competitividade

    17 de agosto de 2018 /

    O Festival de Gramado 2018 começa nesta sexta-feira (16/8) com nada menos que 14 longas em competição. Deste total, nove são nacionais e cinco estrangeiros. E se o número de estrangeiros encolheu, é para se aplaudir o aumento de candidatos brasileiros. No ano passado foram sete e há dois anos eram apenas seis concorrentes nacionais. O aumento da competitividade valoriza a premiação e cutuca a organização dos demais festivais espalhados pelo país, que juntam cinco filmes para disputar dezenas de troféus e acabam inflacionando a distribuição de prêmios sem relevância. Com o crescimento, Gramado se posiciona estrategicamente para voltar a revelar talentos e recuperar sua importância no calendário do cinema nacional, trazendo enfim uma concorrência ao Festival do Rio – que virou referência justamente por reunir mais filmes que todos os demais… juntos! Por outro lado, a seleção chama atenção para o predomínio de produções cariocas. Dos nove títulos selecionados para a competição de longas brasileiros, cinco vem do Rio de Janeiro – mais da metade. Os demais são dois filmes de São Paulo, um do Paraná e outro do Rio Grande do Sul. Mesmo com dois títulos a mais que a competição do ano passado, não foram incluídas nenhuma produção das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste na disputa ao Kikito 2018. Entre os destaques da competição, estão a animação “A Cidade dos Piratas”, do animador gaúcho Otto Guerra, que adapta as tiras dos “Piratas do Tietê”, de Laerte, a cinebiografia “Simonal”, dirigida por Leonardo Domingues, “O Banquete”, de Daniela Thomas, passado em um cenário fechado, “Ferrugem”, de Aly Muritiba, premiado no Festival de Seattle e exibido no Festival de Sundance, e “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, também levado a Sundance. . A boa presença nacional, entretanto, não deveria desculpar uma seleção internacional miserável. A lista com apenas cinco títulos não justifica uma competição, pelos motivos já apontados. E tem o detalhe: um dos cinco selecionados, ainda por cima, é uma coprodução brasileira, “Las Herederas”, dirigida pelo paraguaio Marcelo Martinessi, que já venceu o Prêmio da Crítica no Festival de Berlim. Filmaço que seria mais valorizado com uma exibição especial fora de competição. Afinal, Gramado também exibe filmes fora de competição. E geralmente é aberto por um longa que não disputa prêmios. Este ano, o escolhido foi “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, musical ambicioso que teve premiére mundial em Cannes, na França, e tem estreia marcada nos cinemas brasileiros em 6 de setembro. Diegues não filmava há 12 anos – desde “O Maior Amor do Mundo” (2006) – e a abertura do festival gaúcho marcará a primeira exibição nacional do longa. O evento também prestará homenagens especiais a artistas relevantes do cinema brasileiro e latino. O Troféu Eduardo Abelin será entregue ao cineasta Carlos Saldanha, de “A Era do Gelo”, “Rio” e “O touro Ferdinando”, indicado duas vezes ao Oscar. O Troféu Cidade de Gramado irá para ator Ney Latorraca, pela carreira de 23 filmes. O troféu Oscarito será entregue ao ator Edson Celulari, que celebra 40 anos de carreira. E a estrela uruguaia Natalia Oreiro receberá o Kikito de Cristal. A programação ainda inclui 34 curtas e outras cinco mostras não competitivas, estendendendo-se até o dia 25 de agosto no Rio Grande do Sul. Veja abaixo a lista completa dos filmes selecionados para a competição. LONGAS BRASILEIROS “10 Segundos Para Vencer” (RJ), de José Alvarenga Jr. “O Banquete” (SP), de Daniela Thomas “Benzinho” (RJ), de Gustavo Pizzi “A Cidade dos Piratas” (RS), de Otto Guerra “Correndo Atrás” (RJ), de Jeferson De “Ferrugem” (PR), de Aly Muritiba “Mormaço” (RJ), de Marina Meliande “Simonal” (RJ), de Leonardo Domingues “A Voz do Silêncio” (SP), de André Ristum LONGAS ESTRANGEIROS “Averno” (Bolívia/Uruguai), de Marcos Loayza “Las Herederas” (Paraguai/Brasil/Uruguai/França/Alemanha), de Marcelo Martinessi “Mi Mundial” (Uruguai/Argentina/Brasil), de Carlos Morelli “Recreo” (Argentina), de Hernán Guerschuny e Jazmín Stuart “Violeta al Fin” (Costa Rica/México), de Hilda Hidalgo CURTAS BRASILEIROS “À Tona” (DF), de Daniella Cronemberger “Apenas o Que Você Precisa Saber Sobre Mim” (SC), de Maria Augusta V. Nunes “Aquarela” (MA), de Thiago Kistenmacker e Al Danuzio “Catadora de Gente” (RS), de Mirela Kruel “Estamos Todos Aqui” (SP), de Chico Santos e Rafael Mellim “Um Filme de Baixo Orçamento” (SP), de Paulo Leierer “Guaxuma” (PE), de Nara Normande “Kairo” (SP), de Fabio Rodrigo “Majur” (MT), de Rafael Irineu “Minha Mãe, Minha Filha” (SP), de Alexandre Estevanato “Nova Iorque” (PE), de Leo Tabosa “Plantae” (RJ), de Guilherme Gehr “A Retirada Para Um Coração Bruto” (MG), de Marco Antonio Pereira “Torre” (SP), de Nádia Mangolini CURTAS GAÚCHOS – PRÊMIO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA “À Sombra” (Canoas), de Felipe Iesbick “O Abismo” (Sapucaia do Sul), de Lucas Reis “Antes do Lembrar” (Porto Alegre), de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes “Coágulo” (São Leopoldo), de Jéssica Gonzatto “O Comedor de Sementes” (São Leopoldo), de Victoria Farina “Um Corpo Feminino” (Porto Alegre), de Thais Fernandes “Entre Sós” (Porto Alegre), de Caetano Salerno “Fè Mye Talè” (Encantado), de Henrique Both Lahude “A Formidável Fabriqueta de Sonhos Menina Betina” (Pelotas), de Tiago Ribeiro “Gasparotto” (Porto Alegre), de Zeca Brito “Grito” (Santa Maria), de Luiz Alberto Cassol “Maçãs em Fogo” (Porto Alegre), de Bruno de Oliveira “Movimento à Margem” (Porto Alegre), de Lícia Arosteguy e Lucas Tergolina “Mulher Ltda” (Canoas), de Taísa Ennes “Nós Montanha” (Porto Alegre), de Gabriel Motta “Pelos Velhos Tempos” (Porto Alegre), de Ulisses da Motta “Sem Abrigo” (Porto Alegre), de Leonardo Remor “Subtexto” (Caxias do Sul), de Cristian Beltrán “Vinil” (Porto Alegre), de Catherine Silveira de Vargas e Valentina Peroni Freire Barata “O Viúvo” (Porto Alegre), de Luiz Carlos Wolf Chemale

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    Semana de estreias medíocres destaca Christopher Robin no cinema

    16 de agosto de 2018 /

    Os cinemas recebem 11 estreias nesta quinta (15/8). São quatro filmes americanos, dois franceses e cinco brasileiros. E só os americanos têm distribuição ampla. O lançamento que chega em mais salas é “O Protetor 2”, em 500 cinemas, mas o único que escapa da safra medíocre hollywoodiana é “Christopher Robin”, que ocupa metade desse espaço. A forma relativamente tímida com que a Disney optou por lançar “Christopher Robin” no Brasil reflete o fraco desempenho do filme nas bilheterias americanas. Após dois fins de semana em cartaz nos Estados Unidos, o longa arrecadou US$ 54,9 milhões. Não é pouco. Mas também não é o que a Disney se acostumou a faturar, nem uma performance capaz de cobrir as despesas da produção. Por outro lado, agradou a crítica, com 71% de aprovação no site Rotten Tomatoes, ainda que sua premissa já tenha sido usada por Steve Spielberg em “Hook” (1991), o filme do Peter Pan adulto, e sua mensagem seja trombeteada pela Disney desde “Mary Poppins” (1964), sobre a importância de adultos não esquecerem como é ser criança. Para quem não lembra, Christopher Robin era o único personagem humano dos livros de A.A. Milne sobre o ursinho Pooh, inspirado no próprio filho do escritor. Nos livros originais e nos antigos desenhos da Disney, ele é um menino curioso e de imaginação fértil. Mas, no filme, surge como um homem de negócios atormentado por ter que priorizar o trabalho à sua esposa e filha. Sofrendo por ter que demitir diversos funcionários, a última coisa que precisa é voltar a ver Pooh. Mas é exatamente o que acontece. O ursinho ressurge em sua vida, pedindo sua ajuda para encontrar seus amigos novamente. Entretanto, ao voltar ao bosque encantado de sua infância, os bichinhos acham que o velho amigo é que precisa de adjuda e decidem ir todos juntos animar a família de Christopher Robin. Ewan McGregor (série “Fargo”) interpreta o Robin adulto e Hayley Atwell (a “Agent Carter”) vive sua esposa. Curiosamente, os dois já tinham participado de outras fábulas da Disney. Ela viveu a mãe de Cinderela em, claro, “Cinderela” (2015), e ele foi Lumière em “A Bela e a Fera” (2017). “O Protetor 2” volta a juntar o ator Denzel Washington e o diretor Antoine Fuqua, que trabalharam juntos no primeiro longa de 2014. A franquia é baseada numa série clássica de TV dos anos 1980 (“The Equalizer”), em que o protagonista protegia fracos e oprimidos, mas o novo longa é apenas um thriller genérico de ação, como qualquer dos filmes de vingança que Nicolas Cage e Bruce Willis estiverem fazendo nesta semana para lançamento direto em DVD. 50% no Rotten Tomatoes. Os outros americanos conseguem ser ainda piores. “Mentes Sombrias” é a pá de cal nas adaptações de best-sellers de fantasia juvenil em Hollywood. A trama mistura “X-Men” com “Jogos Vorazes” e fracassou tão espetacularmente, que nenhum estúdio deve querer voltar a ouvir falar em “distopia juvenil” tão cedo. 19% no Rotten Tomatoes. O terror “Medo Virtual” é outra reciclagem tosca, mistura de “O Chamado” e “Pretty Little Liars”, em que um app assombrado realiza cyberstalking do além. A produção é de 2016 e tão ruim que nem foi lançada nos Estados Unidos. Os franceses não se saem tão melhor, especialmente quando são chauvinistas, como é o caso de “A Outra Mulher”, comédia dirigida e estrelada pelo veterano ator Daniel Auteuil (“Caché”), sobre devaneios de infidelidade de um homem casado. O elenco também inclui Gerard Depardieu (“Mamute”), mas a câmera dedica mais atenção à nudez da espanhola Adriana Ugarte (“Julieta”). A outra produção francesa é o drama de época “Troca de Rainhas”, que enfoca a trajetória de Luís XV, coroado rei da França aos 13 anos de idade. O filme centra-se no acordo feito entre seu pai e o rei da Espanha para juntar suas famílias, fazendo com que as princesas das duas casas reais se casassem com os príncipes. Assim, o futuro Luís XV se vê casado com uma menina espanhola de quatro anos de idade. E não demora para esta menina e a irmã de Luis se verem rainhas de países que desconhecem. A história é verídica e fascinante. Dos cinco filmes brasileiros, “Café com Canela”, dos estreantes Glenda Nicácio e Ary Rosa, merece destaque por apresentar um elenco negro, por ser o mais premiado – três troféus no Festival de Brasília – e pela generosidade de sua trama, ao acompanhar o esforço de uma vizinha para ajudar sua antiga professora do primário, idosa e solitária, a superar a depressão. E nisto representa o avesso completa de “Como É Cruel Viver Assim”, mais uma obra sobre mau-caratismo no cinema brasileiro. O novo filme da diretora Julia Rezende (“Meu Passado Me Condena”) também é mais uma comédia sobre bandidos amadores que tentam executar um plano mirabolante de assalto, mote explorado recentemente por “Vai que Dá Certo”, “Vai que Dá Certo 2”, “O Roubo da Taça” e “Entrando Numa Roubada”. Já “Unicórnio”, de Eduardo Nunes (“Sudoeste”), foca o circuito de arte. Passou pelo Festival de Berlim, ocasião em que foi bastante elogiado pela imprensa internacional por sua fotografia. E o visual é realmente deslumbrante. O conteúdo, porém, enfatiza simbolismos que não são tão fáceis de apreciar. Adaptação de dois contos da escritora Hilda Hilst, acompanha uma menina (Barbara Luz), que mora sozinha com a mãe (Patrícia Pillar) no campo, acreditando que um dia seu pai vai voltar. Mas quem chega é outro homem (Lee Taylor), o que abala o delicado equilíbrio entre as duas. Completam a programação dois documentários nacionais, um deles sobre gays assumidos e o outro sobre o sociólogo e escritor Hélio Jaguaribe. Confira abaixo sinopses e trailers dos filmes mencionados para não enfrentar surpresas no escuro dos cinemas. O Protetor 2 | EUA | Ação Robert McCall (Denzel Washington) agora trabalha como motorista, ajudando pessoas que enfrentam dificuldades decorrentes de injustiças. Quando sua amiga Susan Plummer (Melissa Leo) é morta durante a investigação de um assassinato na Bélgica, ele decide sair do anonimato e encontrar seu antigo parceiro, Dave (Pedro Pascal), no intuito de encontrar pistas sobre o autor do crime. Christopher Robin | EUA | Fantasia Christopher Robin (Ewan McGregor) já não é mais aquele jovem garoto que adorava embarcar em aventuras ao lado de Ursinho Pooh e outros adoráveis animais no Bosque dos 100 Acres. Agora um homem de negócios, ele cresceu e perdeu o rumo de sua vida, mas seus amigos de infância decidem entrar no mundo real para ajudá-lo a se lembrar que aquele amável e divertido menino ainda existe em algum lugar. Mentes Sombrias | EUA | Fantasia Em um mundo apocalíptico, onde uma pandemia matou a maioria das crianças e adolescentes dos Estados Unidos, alguns sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. Eles então são tirados pelo governo de suas famílias e enviados para campos de custódia. Entre elas está Ruby (Amandla Stenberg), que precisa se esconder entre as crianças sobreviventes devido ao poder que possui. Medo Viral | EUA | Terror Um grupo de amigos baixa um aplicativo, que no início parecia ser inofensivo dando apenas algumas direções e informações, mas depois passa a se tornar sobrenatural, quando os jovens começam a ser aterrorizados por uma entidade que manifesta o medo de cada um. Troca de Rainhas | França | Drama Em 1721, para manter a paz entre França e Espanha após anos de guerra, o Regente do Reino da França, Philippe d’Orléans (Olivier Gourmet), propõe uma troca de princesas que resulta no noivado do rei da França, Louis XV (Igor van Dessel), de 11 anos, com Anna Maria Victoria (Juliane Lepoureau), de 4 anos; e do príncipe herdeiro Louis, de 11 anos, com Louise-Elisabeth d’Orleans (Anamaria Vartolomei), de 12 anos. Porém, a chegada dessas jovens princesas pode comprometer os jogos de poder na Corte. A Outra Mulher | França | Comédia Daniel (Daniel Auteuil) é um homem de imaginação fértil que, ao conhecer a nova namorada do melhor amigo, se pega fantasiando. Ele é casado e se sente apaixonado pela esposa, mas, não conseguindo escapar de sua imaginação, deixa a cautela de lado determinado a realizar seus mais loucos sonhos. Como É Cruel Viver Assim | Brasil | Comédia Vladimir (Marcelo Valle) está desempregado e perdido na vida. Ele vai entrando em desespero cada vez que escuta sua mulher, Clívia (Fabiula Nascimento), dizer que sonha com uma linda festa de casamento. Eis que surge Regina (Debora Lamm), uma amiga do casal, que propõe um plano: sequestrar seu ex-patrão, riquíssimo. Regina trabalhou na casa dele quatro anos como babá e sabe de cor todos os detalhes de sua rotina. Então, Vladimir resolve arriscar tudo e acha que essa é sua grande oportunidade de realizar algo grandioso e se sentir respeitado pela primeira vez na vida. Ele convida Primo (Silvio Guindane), um amigo mais enrolado do que ele, para completar o time. Enquanto tomam as providências práticas, revelam-se suas frustrações, ambições e medos. Unicórnio | Brasil | Drama Quando o pai de Maria (Bárbara Peixoto) deixa sua casa, a menina e a mãe (Patrícia Pillar) voltam ao cotidiano de cuidar da casa e da plantação enquanto esperam que ele regresse. Porém, quando o destino das duas se cruza com um criador de cabras (Lee Taylor) que vive na região, elas se entregam a seus desejos e o futuro da família pode se tornar trágico. Café com Canela | Brasil | Drama Após perder o filho, Margarida (Valdinéia Soriano) vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próprias. Um dia, Violeta (Aline Brunne) bate à sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante pra ela na juventude. Café com Canela | Brasil | Drama Após perder o filho, Margarida (Valdinéia Soriano) vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próprias. Um dia, Violeta (Aline Brunne) bate à sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante pra ela na juventude. Abrindo o Armário | Brasil | Documentário O documentário entrevista dezenas de homens gays e mulheres transexuais para conhecer a experiência do indivíduo LGBT, tanto nos centros quanto na periferia, tanto nos dias de hoje quanto décadas atrás, durante a ditadura militar. Figuras icônicas como o escritor João Silvério Trevisan, as artistas Linn da Quebrada e Jup do Bairro e o gamer Gabriel Kami compartilham suas experiências pessoais de autoaceitação e preconceito. Tudo É Irrelevante, Hélio Jaguaribe | Brasil | Documentário O documentário tece um retrato de Helio Jaguaribe, um dos mais destacados intelectuais públicos brasileiros, e de uma geração que foi fundamental para pensar o Brasil e ajudar a recriar a abertura política e a democracia após a ditadura militar.

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