Lista dos candidatos brasileiros à vaga ao Oscar destaca filmes de cineastas femininas

A Secretaria do Audiovisual, do Ministério da Cultura, divulgou a lista dos filmes que disputarão por representar o Brasil entre os candidatos às vagas do Oscar 2019 de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

Ao todo, habilitaram-se 23 longas, mesmo número do ano passado, dos quais 4 são documentários. E o que chama atenção é a forte representatividade feminina entre os diretores. 40% dos filmes são dirigidos por mulheres.

Quatro títulos se destacam entre os mais premiados da lista. Dois deles tratam de temas modernos, ligados ao bullying nas redes sociais: “Aos Teus Olhos”, de Carolina Jabor, e “Ferrugem”, de Aly Muritiba. O terceiro é o terror “As Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra. E há ainda o caso de “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, que encantou a crítica americana ao passar pelo Festival de Sundance.

Curiosamente, o longa mineiro “Arábia”, de Affonso Uchoa e João Dumans, vencedor do Festival de Brasília, não entrou na seleção.

A comissão que avaliará e escolherá o representante brasileiro é formado pelo presidente da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Peregrino, a produtora Lucy Barreto, os diretores Flávio Tambellini, Jeferson De, João Jardim, Hsu Chien e a atriz Bárbara Paz.

No ano passado, o escolhido foi “Bingo – O Rei das Manhãs”, que não conseguiu vaga no Oscar, completando duas décadas em que o país ficou de fora da disputa de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O último filme nacional que obteve indicação ao prêmio foi “Que É Isso Companheiro?”, de Bruno Barreto, que concorreu ao Oscar em 1998.

O filme escolhido será conhecido no dia 11 de setembro.

Veja a lista completa dos concorrentes:

“O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues
“Benzinho”, de Gustavo Pizzi
“As Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra
“Aos Teus Olhos”, de Carolina Jabor
“Ferrugem”, de Aly Muritiba
“Antes que Eu Me Esqueça”, de Tiago Arakilian
“O Caso do Homem Errado”, de Camila de Moraes
“O Desmonte do Monte”, de Sinai Sganzerla
“Como é Cruel Viver Assim”, de Julia Rezende
“Dedo na Ferida”, de Silvio Tendler
“Encantados”, de Tizuka Yamasaki
“Talvez uma História de Amor”, de Rodrigo Bernardo
“Entre Irmãs”, de Breno Silveira
“Canastra Suja”, de Caio Soh
“Ex-Pajé”, de Luiz Bolognesi
“Alguma Coisa Assim”, de Esmir Filho e Mariana Bastos
“O Animal Cordial”, de Gabriela Amaral Almeida
“Além do Homem”, de Willy Biondani
“Canastra Suja”, de Caio Soh
“Não Devore Meu Coração!”, de Filipe Bragança
“Unicórnio”, de Eduardo Nunes
“Yonlu”, de Hique Montanari
“Paraíso Perdido”, de Monique Gardenberg