Produtores de Greta se manifestam sobre corte de apoio da Ancine para participação no Queer Lisboa
Os produtores do filme “Greta” se manifestaram oficialmente sobre a rescisão do apoio financeiro da Ancine para a participação do longa no Festival Internacional Queer Lisboa. Eles consideram que, além da desculpa da falta de verbas alegada, a ação coincide com “a intenção de controle sobre o conteúdo produzido pelo setor audiovisual” já manifestada pelo presidente Jair Bolsonaro, especialmente após ataque público a obras de temática LGBTQIA+, que resultaram em suspensão de edital destinado a produção de séries do gênero. Na nota oficial, os produtores revelaram ter ficado sabendo que não teriam apoio através da coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. A justificativa oficial da Ancine foi um corte de R$ 13 milhões nas despesas gerais da agência. “Quando o corte atingiu o Programa de Apoio à Participação em Festivais Internacionais, a diretoria optou por cumprir com os apoios publicadas no DOU [Diário Oficial da União] referentes a filmes que já estavam no exterior e cancelar os apoios já aprovados e publicados referentes aos dois filmes citados”, escreveram, referindo-se a “Greta” e “Negrum3”, outro filme brasileiro que participaria do festival em Lisboa. “O ponto difícil de aceitar nessa resolução da Agência, sem entendê-la como censura, é que o nosso apoio foi aprovado há três semanas, a decisão retroativa poupou os projetos que participaram dos festivais de Toronto e Veneza, entretanto recaiu sobre dois filmes com temática LGBTQI+ inviabilizando a representação do Brasil num dos maiores festivais do gênero no mundo”, continuaram. “Recebemos com confiança as justificativas dadas pela Ancine, mas não podemos deixar de manifestar nossa profunda preocupação em face aos notórios casos de censura e perseguição à atividade artística e à liberdade de expressão, uma vez que a intenção de controle sobre o conteúdo produzido pelo setor audiovisual é pauta recorrente nos pronunciamentos do governo em relação a Ancine”, completaram os produtores. O comunicado ainda citou que “Greta” teve sua estreia mundial no festival de Berlim, além de participar de festivais na Ásia, na Europa e na América Latina. Estrelado por Marco Nanini, “Greta” retrata um enfermeiro gay que, ao tentar ajudar uma amiga transgênero, se vê envolvido romanticamente com um criminoso bem mais jovem. O filme será lançado comercialmente nos EUA, Itália, Alemanha, Holanda, Bélgica e Luxemburgo. A estreia no Brasil está marcada para 10 de outubro. “Greta” e “Negrum3” não foram os únicos filmes afetados pelo corte de verbas. Entre as vítimas, também se encontra “Pacarrete”, longa vencedor do Festival de Gramado deste ano. Dirigido por Allan Deberton, produtor de uma das séries LGBTQIA+ atacada por Bolsonaro no final de agosto, o filme também teve o apoio para ser exibido no Festival de Bogotá, na Colômbia, rescindido. Já a mineira Juliana Antunes contava com o apoio da agência para levar seu curta “Plano Controle” ao Festival de Nova York, com início em 27 de setembro, na semana que vem. É importante lembrar, de novo, que a mesma portaria que derrubou o edital das séries LGBTQIA+ congelou o acesso ao FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). O efeito colateral da justificativa apresentada travou o financiamento de todo o setor. Para não fazer as séries que Bolsonaro atacou numa live por considerar “impróprias”, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, alegou falta de nomeação dos membros do Comitê Gestor do FSA, responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia) para seus respectivos programas de fomento. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações do governo. E, passados nove meses de sua posse, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. Como o governo alega que não pode liberar as verbas por não haver comitê que as direcione, e tampouco nomeia o comitê para resolver isso, está tudo parado.
Vai que Cola 2 estreia em 2º lugar nas bilheterias brasileiras
Assim como aconteceu na América do Norte, o terror “It: Capítulo Dois” manteve a liderança nos cinemas brasileiros pela segunda semana consecutiva. O longa foi assistido por 553 mil pessoas, rendendo R$ 9,1 milhões no país. Mas o mais interessante é que, das cinco maiores bilheterias do fim de semana, três são produções nacionais. A maior estreia de quinta passada (12/9), “Vai que Cola 2 – O Começo” ficou na vice-liderança. A comédia derivada da TV atraiu 223 mil espectadores e arrecadou R$ 3,7 milhões. Com isso, “Nada a Perder 2″, cinebiografia de Edir Macedo, caiu para o 3º lugar, com público de 249 mil pessoas e renda de R$ 2,1 milhões. A lista inclui ainda outra cinebiografia religiosa brasileira: “Divaldo – O Mensageiro da Paz”, que fez R$ 1,8 milhão em seu final de semana de estreia e ficou em 4º lugar. O Top 5 se completa com a comédia musical “Yesterday”, novo filme de Danny Boyle (“Quem Quer Ser um Milionário?”) que imagina o mundo sem os Beatles e levantou R$ 1,5 milhão entre quinta e domingo (15/9). Os dados são da consultoria Comscore. Veja abaixo o resto do Top 10 do fim de semana nas bilheterias, que ainda inclui mais um lançamento nacional: “Bacurau”. TOP 10 #bilheteria Final Semana 12 a 15/09:1. It Capitulo Dois 2. Vai Que Cola 2 – O começo3. Nada a Perder 24. Divaldo – O Mensageiro da Paz5. Yesterday6. Bacurau7. O Rei Leão8. Corgi: Top Dog9. Era Uma Vez em…Hollywood10. Abigail e a Cidade Proibida — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) September 16, 2019
Diretor de filme LGBTQIA+ atacado por Bolsonaro diz sofrer ameaças de morte
O cineasta Bruno Victor Santos revelou que vem recebendo ataques nas redes sociais após seu filme “Afronte” ser mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) numa live. O projeto da adaptação do curta numa série foi citado entre por Bolsonaro numa live em agosto, em que o presidente se manifestou contra produções de temática LGBTQIA+, afirmando que não iria liberar verba para esse tipo de “filmes”. “Um discurso de ataque tão direto do presidente valida que outras pessoas façam o mesmo”, escreveu o diretor num desabafo publicado pelo site The Intercept Brasil. “E eu recebi ataques extremamente dolorosos, desde apoios à fala [de Bolsonaro] e à censura, até gente falando da cor da minha pele, da minha orientação sexual.” Bruno conta que ele foi chamado de “cosplay de Marielle Franco” em um dos ataques. Ele considera motivo de orgulho ser comparado à figura da vereadora assassinada em 2018, mas o motivo da associação é o pior possível. “O que eles estão falando que eu mereço ter uma morte parecida com a dela. E eu fiquei com medo, me retirei das redes sociais. E sei que essas pessoas são covardes e gostam de violência, e que elas querem que a população preta, principalmente LGBT, continue sendo massacrada”, declarou. Codirigdo por Bruno Victor e Marcus Azevedo, o curta “Afronte” mostra a realidade vivida por negros homossexuais no Distrito Federal. Exibido no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e no Festival de Brasília em 2017, a obra venceu o Prêmio Saruê, concedido pelo jornal Correio Braziliense no evento da capital – o nome é homenagem ao longa-metragem “O País de São Saruê”, de Vladimir Carvalho, retirado do Festival de Brasília em 1971 por conta da censura. “Confesso que não entendi nada. Olha, a vida particular de quem quer que seja, ninguém tem nada a ver com isso, mas fazer um filme mostrando a realidade vivida por negros homossexuais no DF, não dá para entender. Mais um filme que foi para o saco”, disse o Bolsonaro, deixando claro a ordem de impedir a produção do projeto. Seis dias depois, uma portaria do Ministério da Cidadania suspendeu o edital para a produção das séries atacadas pelo presidente – que, na ocasião da live, achava que eram filmes. Para não fazer as séries, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, encontrou uma brecha. Ele mandou suspender tudo alegando falta de nomeação dos membros do Comitê Gestor do FSA, responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia) para seus respectivos programas de fomento. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações do governo. E, passados nove meses de sua posse, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Trata-se, portanto, de uma inação intencional, como estratégia para censurar obras, cujo efeito colateral, pela justificativa apresentada, travou o financiamento de todo o setor. Como (apenas) a Pipoca Moderna vem alertando, isto não afetou apenas as séries que tiveram seu edital suspenso. Todos os projetos audiovisuais estão impedidos de receber financiamento, com base na justificativa apresentada. E isso já traz consequências claras para o setor. Após a fala de Bolsonaro e a ação de Osmar Terra, entidades LGBTQIA+ denunciam o presidente na Procuradoria Geral da República por homofobia e o MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro já instaurou um inquérito civil para apurar a suspensão do edital. A suspeita de homofobia também é uma das questões apuradas. Além disso, a suspensão do edital está enfrentando processos da entidades representantes da indústria audiovisual brasileira. Bolsonaro já foi condenado por declarações homofóbicas em 2011, tendo que pagar R$ 150 mil, por danos morais, ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD) do Ministério da Justiça. Isto porque na época o crime não era equiparado ao racismo, que contempla penas de reclusão. Isto mudou neste ano, em entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) que igualou as punições a todos os atos de intolerância.
Censura: Ernesto Araújo diz que é “natural” dar apoio a “determinados filmes” e não para outros
A revelação de que a Embaixada do Brasil no Uruguai teria tentado censurar a exibição do documentário “Chico: Artista Brasileiro”, de 2015, numa mostra de cinema brasileiro em Montevideo, foi comentada pelo chanceler Ernesto Araújo, durante sua visita a Washington. A tentativa de censura ganhou projeção internacional após a produtora JBM Producciones acusar a Embaixada brasileira, uma das patrocinadoras do Festival Cine de Brasil 2019, de proibir a inclusão do filme na mostra. A questão veio à tona num comunicado da JBM ao diretor Miguel Faria Jr. O jornal O Globo cita que, em anexo, há um arquivo de áudio recebido pela produtora, em que uma mulher diz: “A Claudia agora conversou com o embaixador em Montevidéu, do Brasil no Uruguai, e eles falaram que ‘Chico’ é um filme que eles não querem exibir. Então vamos tirar ‘Chico’, tá?”. A empresa que organiza a mostra é outra, chamada Inffinito. A orientação para tirar o filme teria sido feita para a Inffinito, que repassou a informação para a JBM. Ao abordar a polêmica, Araújo negou a determinação de censura, preferindo usar palavras mais amenas como “preferência”, “sugestão” e “apoio a determinados filmes”. Ao mesmo tempo, confirmou orientação da Embaixada para vistoriar listas de títulos e pedir supressão de obras que desagradem ao governo Bolsonaro em troca de apoio. “Houve um pedido, de uma entidade que está organizando uma mostra de cinema, de algum tipo de apoio da embaixada brasileira em Montevidéu. A embaixada pediu a lista, foi-lhe fornecida a lista de filmes que potencialmente poderiam ser exibidos. E a embaixada indicou quais seriam aqueles que, enfim, seriam da preferência, digamos. E acho que o interesse não estava nesse filme sobre o Chico Buarque. E a empresa, essa entidade que terá algum tipo de apoio institucional da embaixada seguiu, pelo o que eu sei, essa sugestão”, disse o chanceler. “Então, é uma situação em que, se você pede o apoio institucional da embaixada brasileira, é natural que a embaixada brasileira fale: eu quero dar apoio para esses determinados filmes a serem exibidos”, completou.
Congelamento de verbas do audiovisual brasileiro já afeta filmes convidados para festivais internacionais
E segue firme o projeto de destruição da indústria cinematográfica e da volta escamoteada da censura no Brasil. Entre as vítimas da vez encontra-se “Pacarrete”, filme vencedor do Festival de Gramado deste ano. Dirigido por Allan Deberton, produtor de uma das séries LGBTQIA+ de um edital de TVs públicas polemicamente cancelado pelo governo Bolsonaro no final de agosto, o filme teve o pedido de apoio para ser exibido no Festival de Bogotá, na Colômbia, negado. A decisão é parte de uma deliberação da diretoria da Ancine, que atualmente está reduzida a duas pessoas após afastamentos e pela imobilidade transformada em método de governo. A dupla precisou suspender todos os programas de apoio por falta de verba. Além de Deberton, cineastas de outras cinco produções, entre curtas e longas-metragens, dizem ter sido lesados pela decisão, porque tiveram seus pedidos de apoio aprovados pela Ancine, compraram passagens aéreas para os respectivos festivais de que participariam, e só depois receberam o aviso de suspensão do programa. A mineira Juliana Antunes contava com o apoio da agência para levar seu curta “Plano Controle” ao Festival de Nova York, com início em 27 de setembro, daqui a duas semanas. Ela também negociava participar da Viennale, que acontece no final de outubro em Viena, e para o Festival de Mar del Plata, na Argentina, em novembro. “Como virar dinheiro da noite pro dia e arcar com uma viagem para a qual não tenho a menor condição financeira?”, questionou a diretora em entrevista à Folha de S. Paulo. Já Ana Carolina Marinho Dantas apelou para uma vaquinha virtual para conseguir apresentar o curta “Entre” no Festival de Londres, e articula uma ação jurídica contra o órgão junto com outros cineastas prejudicados. A verdade, porém, é que o problema é maior que o vislumbrado pelas reportagens da grande imprensa e manifestações de cineastas pontualmente prejudicados. Não falta dinheiro apenas para o programa de apoio à participação em festivais internacionais. O governo de Jair Bolsonaro congelou todo o investimento federal na indústria audiovisual brasileira. É importante lembrar, de novo, que a mesma portaria que derrubou o edital das séries LGBTQIA+ decretou a paralisia completa do investimento no setor ao congelar o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Para não fazer as séries que Bolsonaro atacou numa live por considerar “impróprias”, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, encontrou uma brecha. Ele mandou suspender tudo alegando falta de nomeação dos membros do Comitê Gestor do FSA, responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia) para seus respectivos programas de fomento. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações do governo. E, passados nove meses de sua posse, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto apocalíptico prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Trata-se, portanto, de uma inação intencional, como estratégia para censurar obras, cujo efeito colateral, pela justificativa apresentada, travou o financiamento de todo o setor. Como (apenas) a Pipoca Moderna vem alertando, isto não afeta apenas as séries que tiveram seu edital suspenso. Todos os projetos audiovisuais estão impedidos de receber financiamento, com base na justificativa apresentada. Apesar do impacto desse congelamento, a “grande imprensa” segue perceber a abrangência nem dar a devida importância para o assunto, assim como deixou de repercutir o anúncio do ministro Osmar Terra sobre seus planos para acabar com as cotas do cinema nacional e a produção de filmes de arte – os que vencem festivais – , no Brasil.
Ex-namorados, Fábio Assunção e Maria Ribeiro viverão amantes em nova série
Fábio Assunção (“Entre Idas e Vindas”) e Maria Ribeiro (“Como Nossos Pais”) vão estrelar a série “Todas as Mulheres do Mundo”, baseada no filme homônimo de Domingos de Oliveira. Ex-namorados, os dois participarão de um triângulo amoroso que envolve ainda o protagonista da história, interpretado por Emílio Dantas (“O Paciente: O Caso Tancredo Neves”). Na versão desenvolvida para a Globo, Ruy (Fábio Assunção), que é casado, se envolve com Renata (Maria Ribeiro), sua colega de trabalho num escritório de arquitetura. Insatisfeita com a relação, ela começa a fingir que está de namorico com Paulo (Emílio Dantas), que, sem querer, acaba formando um triângulo amoroso com os dois arquitetos. O filme original de 1966 se passava numa época em que homens se orgulhavam em ser cafajestes e mulherengos. O Paulo da comédia clássica era vivido por Paulo José, um boa vida que um dia encontra Maria Alice e fica tão impressionado que passa a acreditar que ela era a síntese de todas as mulheres do mundo – daí o título. A partir daí, ele encara o dilema de se atirar na relação e virar monogâmico ou continuar a correr atrás de mulheres diferentes. A trama não tinha personagens chamados Ruy e Renata, mas a mulher icônica era Leila Diniz. A nova Maria Alice será vivida por Sophie Charlotte, que Domingos de Oliveira dirigiu em seu último filme, “BR 716” (2016). A adaptação de “Todas as Mulheres do Mundo” está a cargo do cineasta Jorge Furtado (“O Homem que Copiava”) e o elenco também inclui Fernanda Torres (“Sob Pressão”), Matheus Nachtergaele (“Cine Holliúdy”), Lilia Cabral (“Divã”), Felipe Camargo (“O Rastro”), Floriano Peixoto (“Carandiru”), além de Maria Mariana (“Confissões de Adolescente”) e Priscilla Rozenbaum (“Infância”), respectivamente filha e viúva de Domingos de Oliveira. As gravações da série começaram na quinta-feira (12/9) em Araras, interior do Rio de Janeiro, com direção de Patrícia Pedrosa (“Mister Brau”, “Shippados”).
Censura: Embaixada brasileira tenta impedir exibição de filme sobre Chico Buarque no Uruguai
A produtora uruguaia JBM Producciones comunicou ao diretor Miguel Faria Junior que seu documentário “Chico: Artista Brasileiro”, de 2015, foi censurado pela Embaixada brasileira em Montevideo. A Embaixada, uma das patrocinadoras do Festival Cine de Brasil 2019, a ser realizada em outubro, avisou aos produtores do evento que o filme, que narra a trajetória do artista Chico Buarque nos últimos 50 anos, estava proibido de integrar a mostra. A carta enviada pela produtora ao diretor Miguel Faria foi publicada na íntegra pela coluna de Anselmo Goes no jornal O Globo “Querido Miguel Quiero informar cómo van las cosas camino al estreno, finalmente, de CHICO en Uruguay. Junto a nuestra asociada ENEC quien además de distribuidores son exhibidores, habíamos planificado estrenar el filme en el Festival de Cine de Brasil 2019 que se lleva a cabo en octubre y entre otros es auspiciado por la Embajada de Brasil en Montevideo. Esta mañana recibo un sorpresivo mensaje del exhibidor diciéndome que los llamaron de la embajada para “pedirles” que NO se exhiba el filme de CHICO en ese festival. Si bien es lógico debido a la situación política de Brasil, en Uruguay es muy grave que se censure la exhibición de una película siendo que en este caso JMB Filmes de Uruguay es el distribuidor y este acto afecta nuestros intereses. Adjunto mas abajo copia del mensaje oficial de ENEC (dueños socios de la sala ALFA/BETA) comunicándomelo y un archivo adjunto de audio de la llamada de una señora, suponemos desde Brasil, que avisa a la sala de la desición de la embajda de Brasil en Uruguay.” Anselmo Goes também informou que a empresa responsável pelo festival, a Infinitto, resolveu incluir o filme assim mesmo, por não aceitar censura do Brasil no Uruguai. Não está claro se a Embaixada vai retirar o apoio ao evento.
Entidades LGBTQIA+ denunciam Bolsonaro na Justiça por homofobia após falas contra filmes e séries
Cinco entidades de defesa dos direitos LGBTQIA+ decidiram denunciar judicialmente o presidente Jair Bolsonaro (PSL) por homofobia. Eles deram entrado numa representação na PGR (Procuradoria-Geral da República), pedindo uma ação do MPF (Ministério Público Federal) contra o presidente. A acusação é baseada nas declarações de Bolsonaro sobre filmes e séries que tiveram o
José Padilha está fazendo documentário sobre a Operação Lava Jato
O cineasta José Padilha está fazendo um documentário sobre a Operação Lava Jato. O UOL apurou que o diretor esteve nesta quinta-feira (12/9) no Rio de Janeiro, para registrar imagens e entrevistas na redação do The Intercept Brasil, o site responsável pelos vazamentos de mensagens trocadas pelos integrantes da força-tarefa. O projeto é uma produção internacional, com participação da Concordia Studio, produtora do documentário “Uma Verdade Inconveniente” (2006), escrito e narrado pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, que venceu dois Oscars em 2007. Diretor do documentário “Ônibus 174” e dos dois filmes da saga “Tropa de Elite”, Padilha também é o criador da série “O Mecanismo”, da Netflix, livremente inspirada na operação da Lava Jato. A produção de streaming retratava a Lava Jato como um feito histórico de enfrentamento à corrupção no Brasil. Mas, em maio, durante promoção da 2ª temporada da atração, Padilha começou a criticar abertamente Sérgio Moro, o juiz que sentenciou Lula à prisão às vésperas das últimas eleições, por aceitar cargo no ministério de Jair Bolsonaro. A previsão de estreia do documentário, que ainda não tem título oficial, é para o primeiro semestre de 2020.
Filme Marighella tem lançamento cancelado no Brasil
A estreia do filme “Marighella”, dirigido por Wagner Moura, foi cancelada. Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (12/9), a produtora O2 informou que cancelou a estreia, prevista para 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, por não conseguir cumprir “todos os trâmites” exigidos pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). Não há nova data para o lançamento do filme nos cinemas. “Marighella segue sendo apresentado com muitos sucesso em vários festivais de cinema no mundo. Nosso objetivo principal sempre foi a estreia no Brasil. Os produtores e a distribuidora Paris Filmes vão seguir trabalhando para que isso aconteça”, diz a nota da O2, dando a entender que seria apenas um adiamento. Na prática, porém, trata-se sim de um cancelamento. Situação que só será transformada em adiamento quando uma nova data for anunciada. Dirigido pelo ator Wagner Moura e estrelado por Seu Jorge no papel do ex-deputado, poeta e guerrilheiro do título, assassinado pela ditadura militar em 1969, “Marighella” vem enfrentando problemas há tempos. Em ação coordenada de bolsominions (nome dado aos trolls brasileiros), os perfis da produção em sites internacionais, como IMDb e Rotten Tomatoes, foram tomados por críticas falsas e negativas de milhares de robôs que não viram o filme. Ambos os sites se viram forçados a apagar as mensagens de ódio e tomar medidas, mudando as regras para comentários de todo o mundo, para impedir o ataque virtual. Em julho passado, foi a vez de Wagner Moura desabafar sobre ameaças que estaria recebendo. Durante sua participação no Festival de Sydney, na Austrália, confessou ter medo de voltar ao Brasil. “Pela primeira vez na minha vida, eu sinto que estou correndo risco”, relatou ao jornal australiano Daily Telegraph. Em agosto, a Diretoria Colegiada da Ancine indeferiu dois pedidos da O2 a respeito ao ressarcimento de recursos da produção. A não liberação de verbas é apontada como a razão do adiamento/cancelamento. O caso ocorre em um momento de crise da indústria cinematográfica nacional, deflagrada por ataques, censura e cortes de financiamentos por parte do governo de Jair Bolsonaro. Além de proibir apoios de estatais, reduzir teto para incentivos, cortar gastos variados para divulgação de filmes brasileiros no exterior, congelar verbas, desmontar estruturas e cancelar editais, o governo também anunciou enxugamento de 43% no Fundo Setorial do Audiovisual e planos para acabar com as cotas de cinema nacional e o incentivo a filmes de arte do país – do tipo que é premiado em festivais internacionais. Por conta disso, o Festival do Rio já anunciou que também pode acabar, já neste ano.
Festival do Rio pode acabar. A culpa é de Bolsonaro
A organização do Festival do Rio publicou um comunicado desolador em sua página oficial do Facebook. No texto, revela que, “após 20 anos de existência e sucesso de realização para o audiovisual brasileiro e internacional”, o evento “passa por seu maior desafio em termos financeiros”. O desabafo se deve à dificuldade de viabilizar financeiramente o evento, que perdeu seu principal patrocinador, a Petrobras, por decisão do presidente Jair Bolsonaro. “Vivemos a possibilidade real de cancelamento do nosso evento, com todas as perdas que tal decisão acarretará para o cinema brasileiro, para todo o mercado audiovisual e ainda para cidade [do Rio] e o país”, diz o texto fúnebre. “Decidimos tornar pública e oficial esta realidade, pois dentro de poucos dias, chegará o momento de bater o martelo, caso não tenhamos os recursos necessários para a realização, ainda que em formato compacto, do Festival do Rio”. O comunicado avisa que se trata de “um apelo final”, com exclamação, para atrair interessados em salvar o evento. “Estamos buscando apoio junto a várias empresas e parceiros com interesse na viabilidade do Festival do Rio e que apostam também no Estado e na Cidade do Rio de Janeiro”, explicam os organizadores. Mas fechar apoios virou uma corrida contra o tempo, já que a data prevista para o festival é de 7 a 17 de novembro. A dificuldade para a realização de festivais de cinema no Brasil já tinham sido prevista pela Pipoca Moderna desde as primeiras iniciativas de Bolsonaro contra a cultura. Em abril, o governo Bolsonaro deu ordem para cortar o financiamento ao “setor que alguns dizem ser de cultura”. Por determinação do inimigo declarado dos gastos em cultura no país, a Petrobras revelou que não renovaria o patrocínio de 13 eventos neste ano, o que incluía o Festival do Rio, mas também a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival de Brasília e o Anima Mundi, entre outros projetos. Dias depois, o governo encaminhou um novo modelo para aprovação de incentivos culturais no país, que estabeleceu o teto de R$ 1 milhão por projeto. Todos os festivais de cinema importantes do país foram atingidos duplamente pelas duas medidas, já que custam mais que isso por edição. O primeiro a enfrentar problemas foi um dos menores e mais baratos eventos de cinema internacional do Brasil, o Anima Mundi. Correndo risco de acabar, o festival mudou sua configuração, diminuiu ainda mais e recorreu à vaquinha virtual para realizar sua edição deste ano. Graças a financiamento coletivo, o festival, que dá vaga na disputa do Oscar de Melhor Curta de Animação, conseguiu sobreviver mais um ano. O Festival do Rio, porém, não é um Anima Mundi. É – ou era – o maior festival de cinema do país. Mesmo em crise financeira, no ano passado, conseguiu exibir 200 títulos de 60 países em 20 locais da cidade, durante 11 dias — uma redução em relação aos 250 filmes da edição anterior. Deste total, 84 obras eram brasileiras (ou coproduções) – 64 longas e 20 curtas, entre ficções e documentários. Por conta disso, o evento é considerado a maior e mais relevante mostra do cinema nacional contemporâneo, que ao passar por suas telas ganha um cobertura intensa a mídia, que nenhum outro festival consegue replicar. Caso seja cancelado, a perda será enorme. Vítima de um governo que despreza a cultura tanto quando gays e o meio-ambiente, cuja política visa apenas destruição e repressão, com sérios impactos econômicos e sociais, resultando não só em perda cultural, mas também em aumento de desemprego e danos na imagem internacional do Brasil – cada vez mais pária no mundo civilizado. O fim dos festivais de cinema, porém, são apenas a ponta do iceberg do projeto cultural do governo do PSL. Na verdade, o projeto anti-cultural começou com a extinção do Ministério da Cultura e ainda contempla a exclusão de representantes do mercado e da sociedade civil do CSN (Conselho Superior de Cinema), a mudança do CSC para a pasta da Casa Civil, o fim de apoio da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para o programa Cinema do Brasil, voltado à exportação de filmes brasileiros, o corte ao apoio à exibição de filmes brasileiros em festivais internacionais e à campanha do filme indicado para representar o Brasil no Oscar, etc. Bolsonaro também não assinou o decreto da Cota de Tela, que estipula um determinado número de dias obrigatórios para que os cinemas exibam filmes brasileiros, que deveria ter sido publicado em janeiro, não escolheu os nomes do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que decide como alocar os recursos arrecadados pelas taxas do mercado, e não nomeou nomes que preencheriam vagas abertas na diretoria da Ancine. Aproveitando-se de seu próprio imobilismo, ainda suspendeu edital de financiamento que afeta diretamente a cadeia audiovisual em todo o país, com a justificativa de que não fez o que deveria, isto é, recompor os membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia), para poder liberar o financiamento. Por conta disso, toda a verba do FSA está congelada por tempo indeterminado. Além disso, seu governo apresentou um projeto que prevê um corte de 43% do orçamento do FSA em 2020. E o ministro encarregado de acabar com o que resta, Osmar Terra, anunciou planos de encerrar a política de cotas e não financiar mais o cinema de arte feito no país – os filmes brasileiros que ganham festivais. Bolsonaro está determinado a entrar para a História como o presidente responsável por acabar com o cinema e a produção cultural brasileira. O Festival do Rio – após 20 anos de existência e sucesso de realização para o audiovisual brasileiro e internacional -… Publicado por Festival do Rio l Rio de Janeiro Int'l Film Festival em Quinta-feira, 12 de setembro de 2019
Minha Mãe É uma Peça 3 vai ter casamento gay… sem beijo!
“Minha Mãe É Uma Peça 3” só estreia no dia 26 de dezembro nos cinemas, mas uma cena do filme – que ninguém viu – já está dando o que falar. A produção confirmou que a trama vai mostrar um casamento gay, entre os personagens Juliano (Rodrigo Pandolfo) e Thiago (Lucas Cordeiro). Mas o comediante Paulo Gustavo, estrela e autor do roteiro, anunciou que não terá beijo entre os noivos no filme, assim como aconteceu na cerimônia de seu próprio casamento com o médico dermatologista Thales Bretas. Em conversa com o UOL, o ator Rodrigo Pandolfo contou que chegou a questionar a decisão com o próprio Paulo Gustavo. “‘Por que não vai ter?’. Ele falou: ‘Olha, a gente está fazendo um filme popular. A gente sabe que o Brasil tem questões [relacionadas ao beijo gay] ainda, infelizmente. O Juliano já vai se casar’. Ele não sentiu a necessidade de colocar o beijo e expor publicamente”. Ao ser questionado se concorda com a decisão de Paulo Gustavo, Pandolfo diz que sim. “Eu entendo, de certa forma. O [primeiro] filme é a maior bilheteria da história do cinema brasileiro [não é, na verdade]. Se você coloca o beijo acontecendo, em uma sociedade que, infelizmente, ainda se assusta, talvez seja agressivo. O Paulo usou uma expressão que é: ‘A gente não precisa esfregar nenhuma opinião pessoal na cara do público. A gente já está mostrando um casamento gay. Mais do que isso não precisa’.” A decisão foi anterior à polêmica envolvendo a tentativa de censura do prefeito do Rio, o bispo Marcelo Crivella, que buscou impedir que um gibi antigo da Marvel com beijo entre dois super-heróis masculinos fosse vendido na recente Feira do Livro sem embalagem opaca e aviso de que era proibido para menores. A justificativa para a iniciativa foi a “defesa da família” contra “ato sexual” em publicação para menores. Com apoio de um desembargador estadual, o prefeito bispo quase conseguiu impedir a venda dos quadrinhos para menores ao comparar beijo gay com pornografia, diferente do beijo do príncipe na Branca de Neve. O STF impediu a censura. Paulo Gustavo pode ter se antecipado à interpretação dos setores mais conservadores do governo de que beijo gay seria, realmente, pornografia. E não é difícil imaginar que o governo Bolsonaro busque mesmo elevar a restrição etária a seu filme, caso veja um pornográfico beijo gay. Até a rede Globo se sujeitou à essa interpretação, censurando um beijo entre duas mulheres em sua novela das 18h. O carinho entre o casal Valéria (Bia Arantes) e Camila (Anajú Dorigon) deveria ter ido ao ar no capítulo de “Órfãos da Terra” de sexta passada (6/9), mas foi cortado por “decisão artística”, segundo a emissora, que passou a semana alardeando o “beijo apaixonado” na divulgação oficial da novela. Estas decisões “artísticas” são resultado de pressão assumida de um governo que pode causar prejuízo financeiro à entidades privadas apenas com uma canetada (mesmo que não seja mais da Bic), elevando classificação etária e inviabilizando comercialmente produções com beijos gay. Ou seja, o propalado liberalismo econômico, que teria ajudado Jair Bolsonaro a se eleger presidente, escondia não só o monstro do autoritarismo, mas também intervenção estatal na economia. A solução que busca evitar o confronto pode ser adequada para um primeiro momento. Mas se percebe, pelo andar do governo, que virão segundos e terceiros (reich) momentos. Enfrentar ameaças incipientes à liberdade ajuda a evitar a “normalização” da repressão. Pois se houve reação contundente contra a tentativa de censura do bispo prefeito do Rio, ela se deveu principalmente ao fato de que a maioria considera beijo gay normal. Quando a maioria voltar a achar que isso não é o normal – isso é, algo que se vê corriqueiramente em filmes, novelas e quadrinhos – , aí fica muito mais difícil evitar a repressão. Como diziam os famosos filósofos “marxistas” Menudos há mais de 30 anos: “Não se reprima”.
Filmes brasileiros lideram a ocupação de cinemas nesta semana
A semana tem 12 estreias. E metade são filmes brasileiros: uma comédia, três dramas e dois documentários. Outro detalhe inesperado: dois deles respondem pela maior ocupação de telas desta quinta (12/9). Produção baseada em série, “Vai que Cola 2 – O Começo” chega em 750 salas, seguido pela cinebiografia religiosa “Divaldo – O Mensageiro da Paz”, em 200. Os demais lançamentos nacionais de ficção são “Legalidade”, sobre a resistência gaúcha à tentativa de golpe militar em 1962, e “Marés”, drama indie que aborda o alcoolismo de forma sensível. O longa gaúcho merece um registro especial por trazer o último trabalho do ator Leonardo Machado, falecido há um ano. Ele interpreta Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul e líder da resistência. Pela primeira vez no ano, não há títulos novos americanos. Por isso, à exceção da produção infantil russa “Abigail e a Cidade Proibida”, as estreias internacionais miram o circuito de filmes de arte. Chega a formar uma programação de festival, com títulos de cineastas veteranos e premiados, como o inglês Mike Leigh (“Peterloo”, exibido no Festival de Veneza), o francês André Téchiné (“Adeus à Noite”, que passou no Festival de Berlim) e o japonês Kiyoshi Kurosawa (“O Fim da Viagem, o Começo de Tudo”, lançado há dois dias no Festival de Toronto!). Destes, prefira o japonês. O melhor filme da semana, no entanto, é de uma cineasta (ainda) jovem, a dinamarquesa May el-Toukhy. “Rainha de Copas” registra um relacionamento tabu entre uma mulher mais velha e seu enteado adolescente. O drama acaba pendendo para o suspense, ao retratar a protagonista como uma narcisista capaz de tudo para conseguir o que quer, sem pretender abrir mão de nada por isso. Tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes e venceu o prêmio do público no Festival de Sundance deste ano. Ver Juliette Binoche é outra opção sempre bem-recomendada, e ela também está às voltas com um rapaz bem mais jovem em “Quem Você Pensa que Sou”, drama do francês Safy Nebbou, que trata de identidade e romance na era dos aplicativos de namoro. Exibido no Festival de Berlim, tem 75% de aprovação no Rotten Tomatoes. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Vai que Cola 2 – O Começo | Brasil | Comédia Muito antes de socializarem quase todos os dias na pensão da Dona Jô (Catarina Abdala), Jéssica (Samantha Schmütz), Ferdinando (Marcus Majella), Máicol (Emiliano D’Ávila) sequer se conheciam. Mas quando Terezinha (Cacau Protásio) decide organizar uma grande feijoada no Morro do Cerol, todos eles se encontram pela primeira vez, da maneira mais inusitada possível. Divaldo – O Mensageiro da Paz | Brasil | Religião Convivendo com a mediunidade desde os quatro anos, Divaldo (Bruno Garcia) era rejeitado pelas outras crianças e reprimido pelo pai (Caco Monteiro). Ao completar 17 anos, o jovem decide usar seu dom para ajudar as pessoas e se muda para Salvador, com o apoio da mãe (Laila Garin). Sob a orientação de sua guia espiritual, Joanna de Ângelis (Regiane Alves), ele se torna um dos médiuns mais importantes de todos os tempos. Legalidade | Brasil | Drama Brasil, 1961. Quando Jânio Quadros renuncia à presidência do Brasil, o vice-presidente João Goulart torna-se o sucessor natural ao cargo. No entanto, setores da sociedade, liderados pelos militares, clamavam pelo impedimento da posse de Jango, temerosos de suas posições de esquerda. Liderado por Leonel Brizola (Leonardo Machado), o movimento Legalidade é criado para garantir a posse do vice-presidente, colocando grande parte do Rio Grande do Sul contra o núcleo do exército. Em meio à turbulência política e social, um triângulo amoroso é formado entre Cecília (Cleo Pires), Luis Carlos (Fernando Alves Pinto) e Tonho (José Henrique Ligabue). Marés | Brasil | Drama Valdo (Lourinelson Vladmir) é um fotógrafo muito talentoso que está se separando de esposa, Clara (Julieta Zarza), com quem tem uma filha de três anos. Depois de anos negligenciando o alcoolismo em sua vida, ele se vê em uma situação muito arriscada e percebe que dar continuidade a essa condição significa perder a guarda da filha que tanto ama. Rainha de Copas | Dinamarca | Drama Anne é uma advogada do direito das crianças e dos adolescentes. Acostumada com lidar com jovens complicados, ela não tem muitas dificuldades para estreitar laços com seu enteado Gustav, filho do primeiro casamento de seu marido Peter que acaba de se mudar para sua casa. No entanto, a relação que deveria ser paternal se torna uma relação romântica, envolvendo Anna em uma situação complexa, arriscando a estabilidade tanto de sua vida pessoal quanto profissional. Quem Você Pensa que Sou | França | Drama Desconfiada de seu marido Ludo (Guillaume Gouix), Claire Millaud (Juliette Binoche), de 50 anos, decide criar um perfil falso em uma rede social. Lá, ela atende por Clara, uma bela jovem de 24 anos. Alex (François Civil), amigo do seu marido, é uma das pessoas com a qual o avatar interage. O homem acaba se apaixonando por Clara, enquanto Claire, por trás das telas, também nutre um sentimento de amor por Alex. Apesar de tudo se desenrolar no mundo virtual, as emoções evocadas são bastante reais e podem trazer complicações para ambos. O Fim da Viagem, o Começo de Tudo | Japão | Drama Yoko (Atsuko Maeda), uma repórter itinerante de um programa de variedades da TV japonesa, visita o país do Uzbequistão, na região central da Ásia. Ela se torna autoconsciente através de sua jornada repleta de desafios e interações com uma cultura na qual não está habituada. Yoko registra todas as experiências que mudaram sua percepção sobre o mundo. Peterloo | Reino Unido | Drama O Massacre de Peterloo, também conhecido mundialmente como Massacre de Manchester, foi um dos acontecimentos mais abomináveis da história da Inglaterra. Manifestantes foram às ruas protestar por uma reforma e foram cruelmente atacados pelas forças britânicas, por ordens do próprio governo. A sede quase visceral de alcançar justiça e a inconformidade com o governo do Reino Unido tomaram conta de grande parte da população inglesa. Adeus à Noite | França | Drama Muriel (Catherine Deneuve) é uma mulher idosa que viveu na Argélia durante muitos anos e hoje comanda uma fazenda na França, onde diversos jovens de talento são treinados para a equitação. Ela possui um carinho especial pelo neto Alex (Kacey Mottet Klein), com quem não se encontra há anos. Quando o neto enfim decide visitá-la, Muriel se surpreende ao descobrir que ele se converteu ao islamismo e possui ideias bastante radicais. Suspeitando que Alex esteja por trás de algum plano criminoso, ela precisa decidir entre proteger o neto da perseguição da polícia ou proteger o resto da sociedade das possíveis ações do jovem. Abigail e a Cidade Proibida | Rússia | Infantil Uma cidade teve suas fronteiras fechadas após uma epidemia tomar conta de grande parte do local. Lá, vive uma jovem chamada Abigail (Tinatin Dalakishvili), que, ainda criança, teve seu pai levado da cidade onde moravam por ter sido afetado por essa doença misteriosa. Mais velha, Abigail decide quebrar as regras e passar por cima das autoridades da região para ir à procura de seu pai. Nessa jornada, ela descobre que ela e a cidade têm poderes mágicos. Tsé | Brasil | Documentário Tsecha Szpigel foi uma judia polonesa que migrou para o Brasil em 1949, onde morreu mais de 50 anos mais tarde. Contada pela própria Tsé, por seus netos e bisnetos, a sua jornada começa no ponto em que sua mãe a atira, ainda criança, de um trem que as leva para um campo de concentração durante o regime nazista. Sozinha, perdida e machucada, Tsé aprende que logo cedo já deve fazer grandes sacrifícios para sobreviver. A Música do Tempo – Do Sonho do Império ao Império do Sonho | Brasil | Documentário Neste documentário, a emoção, memórias e as novas perspectivas de futuro se conectam com as músicas do concerto “Do Sonho do Império ao Império do Sonho”, inspirado no mito do quinto império português. A trilha sonora vai da corte de D. Manuel à religião do Tambor de Mina do Maranhão. A obra inclui depoimentos e imagens da visita do grupo a Roberto de Regina, criador do museu dedicado a arte barroca e renascentista.





