Leandro Firmino viverá primeiro palhaço negro do Brasil
A história de Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil, vai virar filme. De acordo com a colunista Patricia Kogut, a produção, que tem o título provisório de “Mister Benjamin”, será dirigida por Luis Lomenha (“Minha Rua”) e trará Leandro Firmino (o Zé Pequeno de “Cidade de Deus”) no papel principal. Integrante da série “Impuros”, que lançou sua 3ª temporada em agosto na Star+, Firmino está atualmente filmando “Rio em Furia”, estreia na direção do diretor de fotografia Daniel José dos Santos (“Lado a Lado”). A história de Benjamin de Oliveira é mesmo cinematográfica. Nascido escravo e alforriado na infância, Benjamin de Oliveira fugiu de casa ainda criança com a “troupe” do circo Sotero no final do século 19, quase foi “roubado” e vendido por ciganos, e ainda chegou a ser confundido com um escravo fugitivo. Ele se livrou ao mostrar malabarismos que havia decorado do circo e acabou ficando entre os artistas circenses. Um dia, substituiu o palhaço oficial, que havia adoecido, dando início à sua trajetória na profissão. Mas no começo enfrentava protestos do público racista. Depois de passar por vários circos, fez uma apresentação no Rio de Janeiro diante do então presidente da república Marechal Floriano Peixoto, que ao ser surpreendido pelo palhaço negro, mandou transferir a localização do circo, situado numa favela, para a frente do Palácio do Itamaraty, ordenando que os materiais usados pela trupe fossem transportados pelo Exército Brasileiro. Benjamin ficou famoso e até virou ator de cinema. Em agosto de 1908, viveu o Peri de “O Guarani”, numa produção filmada no Circo Spinelli e lançada sob o título “Os Guaranis”, inspirado na obra de José de Alencar. Histórica, aquela foi a primeira filmagem de um romance no Brasil. Ele também escreveu peças e foi o criador do primeiro circo-teatro. Falecido em 1954, continua lembrado até hoje, tendo inspirado no ano passado o samba-enredo da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, “O Rei Negro do Picadeiro”. A expectativa de lançamento de “Mister Benjamin” é para 2023. Veja abaixo registros fotográficos do verdadeiro Benjamin de Oliveira.
“Marighella” já é o filme brasileiro mais visto de 2021
Oficialmente lançado na quinta-feira (5/11), “Marighella” já virou o filme brasileiro mais assistido nos cinemas em 2021, com 36,7 mil espectadores. Foi visto por mais gente que a comédia “Depois a Louca Sou Eu”, que teve 29 mil espectadores em todo seu tempo de exibição, segundo dados do Filme B. O feito resulta de uma distorção. Extraoficialmente, o filme já estava em cartaz desde o começo da semana. A distribuidora Paris Filmes chama isso de “pré-estreia”, alterando o sentido da expressão, que deixa de ser um evento especial para convidados para designar todas as sessões pagas em exibição normal antes de uma data determinada. Na prática, “Marighella” começou a ser exibido na segunda-feira (1/11) e só nas sessões da chamada “pré-estreia”, até quarta, movimentou 26,3 mil espectadores. Na quinta-feira, dia da estreia oficial, mais 10,4 mil passaram pelas catracas. No ranking geral do dia 4, incluindo filmes estrangeiros, o filme só foi menos visto que “Eternos”, novo lançamento da Marvel, que levou 180 mil pessoas aos cinemas. Mas “Marighella” está em cartaz em apenas 275 salas, enquanto “Eternos” tem a maior distribuição do ano no país, ocupando 1,7 mil telas. O interesse do público foi alimentado pela irritação de integrantes do governo pelo tema da produção. Ao mobilizarem disputas de narrativas nas redes sociais, eles acabaram fazendo propaganda da produção. O filme recupera a história de Carlos Marighella, guerrilheiro comunista que pegou em armas contra a ditadura militar. Retratado como um herói no longa, em interpretação magistral de Seu Jorge, Marighella é considerado um simples bandido pelos negacionistas da ditadura, que atualmente ocupam cargos públicos e, de acordo com Wagner Moura, chegaram a tentar censurar a produção, dificultando seu lançamento o máximo que puderam. Rodado em 2017, o longa teve pré-estreia (no sentido clássico da palavra) mundial no Festival de Berlim de 2019 e, inclusive, até já foi exibido nos EUA, onde atingiu 88% de aprovação da crítica, na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. No Brasil, no entanto, enfrentou entraves burocráticos da Ancine, que represaram a liberação de sua verba e impediram o lançamento originalmente planejado há dois anos, atrasando a estreia para 2021. A expectativa dos produtores é que “Marighella” possa vender 100 mil ingressos, o que seria um feito diante das dificuldades enfrentadas pelo cinema nacional – e a Cultura em geral – desde a posse do fã de Jim Carrey, o “Debi e Loide” e “O Mentiroso”.
Filmes online: 25 estreias para assistir em casa no fim de semana
A programação desta semana reúne bons títulos exclusivos de streaming, numa disputa entre serviços de assinatura para fazer frente às ofertas das locadoras digitais. A Netflix traz “Vingança & Castigo” (The Harder They Fall), primeiro filme dedicado a reunir os mais famosos pistoleiros negros do Velho Oeste, com elenco composto por alguns dos maiores astros negros de Hollywood, entre eles Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”), Regina King (“Watchmen”), Jonathan Majors (“Lovecraft Country”), Zazie Beetz (“Coringa”), LaKeith Stanfield (“Judas e o Messias Negro”) e Delroy Lindo (“Destacamento Blood”). A trama gira em torno do fora-da-lei Nate Love (Majors), que descobre que seu maior rival, Rufus Buck (Elba), escapou do trem que o levava para a prisão. Reunindo aliados, ele parte para enfrentar o bando do rival na expectativa de um tiroteio épico. Só que há outro interessado nos criminosos: o lendário delegado Bass Reeves (Lindo). A produção é do rapper Jay-Z. Opção da Apple TV+, “Finch” mostra Tom Hanks, um cachorro e um robô contra o apocalipse. Na trama, o engenheiro de robótica Finch (Hanks) é um dos poucos sobreviventes de um evento solar cataclísmico que transformou o mundo num deserto. Vivendo em um abrigo subterrâneo há uma década, ele construiu um mundo próprio, que divide com seu cachorro Goodyear, e decide criar um robô para cuidar do melhor amigo quando ele não puder mais. O longa tem produção de Robert Zemeckis, que curiosamente já dirigiu Hanks em situação parecida, como um náufrago isolado que tinha apenas a companhia de uma bola que batizou de Wilson, em “Náufrago” (2000). Já a direção é de Miguel Sapochnik, premiado com o Emmy por seu trabalho monumental na série “Game of Thrones”. Prioridade da HBO Max compartilhada com plataformas de VOD, “Os Muitos Santos de Newark” (The Many Saints of Newark) é um prólogo da série “A Família Soprano” (The Sopranos) centrado na juventude de Tony Soprano. O personagem retorna em interpretação de Michael Gandolfini (“The Deuce”), filho do falecido ator James Gandolfini (astro da série exibida de 1999 a 2007 na HBO), enquanto é preparado pelo tio Dickie (Alessandro Nivola, de “Desobediência”) para um dia assumir o comando da família mafiosa. O principal título para locação é “Anônimo”, thriller de ação do criador de “John Wick”, em que um pai trabalhador (Bob Odenkirk, de “Better Call Saul”) surpreende a família ao revela-se um matador profissional, quando tem a casa invadida por criminosos. Há também a fraca continuação do terror “Escape Room” e o fenômeno infantil “Patrulha Canina – O Filme”. Mas como são 25 opções, não faltam descobertas a serem exploradas. Uma delas é “Zola”, indicado para adultos: um road movie de humor sombrio que mostra como o relacionamento de duas strippers implode quando elas decidem explorar sua intimidade para ganhar dinheiro no mercado sexual da Flórida. A produção foi inspirada por um tópico do Twitter de 2015 que conquistou a internet apesar de ter apenas 148 palavras. Os tuítes eram de A’ziah King, na época uma garçonete do Hooters, que escreveu sobre seu encontro casual com uma stripper e a orgia de dois dias que se seguiu, envolvendo prostituição, assassinato e um cafetão violento conhecido simplesmente como Z. Na tela, as protagonistas são vividas por Taylour Paige (“A Voz Suprema do Blues”) e Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”). A lista também inclui quatro títulos brasileiros, incluindo dois bons filmes de esportes. Entre as atrações nacionais, destaca-se “A Última Floresta”, documentário que pode chegar ao Oscar 2022. Vencedor da Mostra Panorama, do Festival de Berlim, o longa de Luiz Bolognesi registra a luta dos yanomamis no Norte da Amazônia contra o avanço criminoso dos garimpeiros sobre suas terras, e está disponível na Netflix. Confira abaixo as 25 dicas para assistir no fim de semana, acompanhadas por seus respectivos trailers. Vingança & Castigo | EUA | Western (Netflix) Finch | EUA | Sci-Fi (Apple TV+) Os Muitos Santos de Newark | EUA | Crime (Apple TV, HBO Max, Vivo Play) Zola | EUA | Crime (Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Anônimo | EUA | Ação (Apple TV, Looke, Sky Play, Vivo Play) Escape Room 2: Tensão Máxima | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Creepy | Japão | Suspense (Google Play, Look, MUBI, NOW, Vivo Play) Yara | Itália | Suspense (Netflix) 7 Boxes | Paraguai | Suspense (MUBI) Efeito Flashback | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Fruto da Memória | Grécia | Sci-Fi Dramática (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Patrulha Canina – O Filme | EUA | Animação (Amazon Prime Video, Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Descendentes: O Casamento Real | EUA | Animação (Disney+) Um Match Surpresa | EUA | Comédia (Netflix) O Último Jogo | Brasil, Argentina | Comédia (NOW, Sky Play, Telecine, Vivo Play) 4×100: Correndo por um Sonho | Brasil | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Sky Play, Telecine, Vivo Play, YouTube Filmes) O Jardim Secreto de Mariana | Brasil | Drama (NOW, Vivo Play) As Verdadeiras Aventuras do Menino Lobo | EUA | Drama (HBO Max) Algum Lugar Especial | Reino Unido, Itália | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Retrato de um Campeão | Hong Kong | Drama (Netflix) Não Devíamos ter Crescido | Japão | Drama (Netflix) Amina | Nigéria | Ação (Netflix) O Pombo – Um Refúgio para Sobreviver | Turquia | Drama (Apple TV, NOW) Um Filme de Policiais | México | Documentário (Netflix) A Última Floresta | Brasil | Documentário (Netflix)
Alice Braga anuncia estreia de “Eduardo e Mônica” em janeiro
A atriz Alice Braga revelou no Instagram a nova data de estreia de “Eduardo e Mônica”, longa inspirado na música homônima do Legião Urbana. No post, uma arte mostra as sombras de Braga e do ator Gabriel Leone, anunciando que a produção chegará aos cinemas em 6 de janeiro. “Finalmente temos nossa data de estreia”, ela comemorou ao lado da imagem. Seu colega de cena ecoou nos comentários: “Finalmente”, pontuando com três exclamações. Vencedor o Festival de Edmonton, no Canadá, “Eduardo e Mônica” deveria ter estreado nos cinemas brasileiros em abril de 2020. Com o começo da pandemia, foi adiado para 12 de junho, junto do Dia dos Namorados. Mas como os cinemas continuaram fechados, a produção acabou desistindo de remarcar uma nova data. A estreia ficou oficialmente para “em breve” até receber a atual data definitiva. No filme, Gabriel Leone (novela “Os Dias Eram Assim”) e Alice Braga (“A Rainha do Sul”) dão vida ao casal que ficou conhecido pela música homônima de Renato Russo, gravada pela banda Legião Urbana em 1986. A direção é de René Sampaio, que já levou com sucesso outra música da banda brasiliense para o cinema, “Faroeste Caboclo” (2013). Por sinal, o elenco coadjuvante do novo filme inclui um integrante da adaptação anterior, Fabricio Boliveira – além de Victor Lamoglia (“Socorro! Virei uma Garota”), Otávio Augusto (“Hebe”), Bruna Spinola (“Impuros”) e Ivan Mendes (“Me Chama de Bruna”). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alice Braga (@alicebraga)
“Eternos” e “Marighella” são as principais estreias de cinema
O novo filme de super-heróis da Marvel e a cinebiografia de um terrorista/herói da resistência nacional são os maiores lançamentos desta quinta (4/11) nos cinemas. Mas a diferença de alcance entre os dois é gritante. “Eternos” tem a maior estreia do ano, entrando em cartaz em 1,7 mil telas. Já “Marighella” chega em 279 cinemas. Também há uma distância brutal entre a avaliação de ambos pela crítica, mas em sentido oposto. Apesar de dirigido pela vencedora do Oscar Chloé Zhao (por “Nomadland”) e estrelado por vários astros famosos, incluindo Angelina Jolie, “Eternos” teve a pior nota de uma produção do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) no Rotten Tomatoes, tornando-se também o primeiro filme do Marvel Studios considerado medíocre, com apenas 53% de avaliações positivas nos EUA. O consenso é que se trata da produção mais genérica da Marvel, plasticamente bonita, mas tão séria que se torna sem graça. “Marighella”, por sua vez, tem 88% de aprovação no mesmo Rotten Tomatoes. Em seu primeiro longa como diretor, Wagner Moura foi coberto de elogios pela crítica internacional, chegando a ser comparado aos grandes cineastas do cinema engajado internacional dos anos 1960 e 1970. A comparação é quase associativa, diante da recriação da guerrilha urbana do Brasil no período citado. Mas assim como todo cinema engajado, a trama comete idiossincrasias ao romantizar o personagem-título, encarnado por Seu Jorge como um herói do povo em luta pela liberdade. Na verdade, o enfrentamento de Carlos Marighella e seus contemporâneos torna-se “democrático” somente por viés anacrônico, em contraste com a repressão vigente na época, mas ninguém razoavelmente informado confundiria ação comunista com luta pela democracia. O fato é que filmes refletem mais seus tempos que os períodos que retratam. E o incômodo causado por “Marighella” entre bolsonaristas, com ou sem cargo político, ajuda a iluminar o quanto esse governo se identifica com a ditadura, a ponto de defender com dentes arreganhados os capítulos mais sinistros da História brasileira. A reação extremada só aumenta a importância de “Marighella”, não por suposta fidelidade histórica, mas por sua liberdade artística ser capaz de traduzir o Brasil atual, que, por meio de suas “autoridades”, ainda mata impunemente “bandidos” pretos como Carlos Marighella no meio da rua. O resto da programação chama atenção por uma característica inusitada, ao trazer três produções da Netflix previstas para chegar ao streaming na semana que vem. A maior aposta é a comédia de ação “Alerta Vermelho”, com exibição até em multiplexes, graças ao apelo comercial de seus astros, Dwayne Johnson, Ryan Reynolds e Gal Gadot. Mas o verdadeiro destaque deste lote é o premiado “7 Prisioneiros”, que atingiu 94% no Rotten Tomatoes e conquistou um troféu paralelo no Festival de Veneza, o Sorriso Diverso, dedicado à obra social mais relevante do evento. A trama explora a situação de trabalho análogo à escravidão perpetuada no Brasil por meio da história do jovem Mateus (Christian Malheiros), recém-saído do interior em busca de uma oportunidade de trabalho em São Paulo, que se revela uma cilada. Rodrigo Santoro também está no elenco como o gerente explorador. Com oito títulos ao todo, o circuito ainda recebe o vencedor internacional do Festival de Sundance do ano passado, “Yalda – Uma Noite de Perdão”, que ainda rendeu ao cineasta iraniano Massoud Bakhshi o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Sofia. A história totalmente surreal, mas absolutamente verdadeira, acompanha uma jovem condenada à morte por assassinar o marido, que ganha uma chance de comutar sua sentença, bastando para isso conseguir o perdão de sua enteada (bem mais velha que ela) num reality show televisivo! Veja abaixo os títulos e os trailers de todas as estreias. Eternos | EUA | Ação Marighella | Brasil | Drama 7 Prisioneiros | Brasil | Drama Amor sem Medida | Brasil | Comédia Alerta Vermelho | EUA | Comédia de Ação Yalda – Uma Noite de Perdão | França, Alemanha, Suíça, Líbano | Drama Lá Vamos Nós | Israel, Itália | Drama Amigo Arrigo | Brasil | Documentário
Drama costa-riquenho vence Mostra de São Paulo
A organização da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo anunciou na noite desta quarta-feira (3/10) os filmes vencedores de sua 45ª edição. A cerimônia de encerramento, realizada no Vale do Anhangabaú, consagrou o drama costa-riquenho “Clara Sola” como o Melhor Filme Estrangeiro. Dirigido por Nathalie Álvarez Mesén, o longa acompanha uma mulher de 40 anos que acredita ter uma conexão especial com Deus, mas quando conhece o namorado da sobrinha, vê seus desejos sexuais despertarem após anos de repressão. Além do troféu Bandeira Paulista de Melhor Filme, concedido pelo júri entre os pré-selecionados pelo voto do público, na seção Novos Diretores, “Clara Sola” também levou o prêmio de Melhor Atriz, conquistado pela estreante Wendy Chinchilla Araya. Já o Melhor Ator foi o russo Yuriy Borisov, de “Compartment Nº 6”. Para completar, o júri ainda concedeu menção honrosa a “Pequena Palestina, Diário de um Cerco”, documentário do diretor sírio Abdallah Al-Khatib sobre as dificuldades enfrentadas pelo maior campo de refugiados palestinos do mundo. O público, por sua vez, preferiu o filme de guerra franco-japonês “Onoda – 10 Mil Noites na Selva”, de Arthur Harari, como Melhor Filme internacional. O longa conta a história do soldado japonês que ficou anos escondido nas selvas das Filipinas acreditando que a 2ª Guerra Mundial ainda estava em andamento. A votação popular também elegeu “Summer of Soul (… ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada)” como Melhor Documentário. A produção resgata a memória do festival de música e cultura do Harlem de 1969, que ficou conhecido como “black Woodstock” ao reunir grandes astros do soul em Nova York, no mesmo verão e a apenas de 100 milhas de distância do evento roqueiro. Entre os filmes brasileiros, foram premiados “Urubus”, de Cláudio Borelli, drama ficcional sobre o universo dos grafiteiros paulistas, e “O Melhor Lugar do Mundo É Agora”, segundo documentário do ator transformado em diretor Caco Ciocler. O primeiro longa de Borelli também venceu o Prêmio da Crítica. Apesar da cerimônia de “encerramento”, a Mostra segue em sua tradicional repescagem até 7 de novembro, exibindo alguns destaques da sua programação inclusive na plataforma Mostra Play. Confira, abaixo, a lista completa de prêmios oficiais e paralelos do festival paulistano. Prêmio do Júri – Melhor Filme “Clara Sola”, de Nathalie Álvarez Mesén Prêmio do Júri – Melhor Atriz Wendy Chinchilla Araya, por “Clara Sola” Prêmio do Júri – Melhor Ator Yuriy Borisov, por “Compartment Nº 6” Menção Honrosa do Júri “Pequena Palestina, Diário de um Cerco”, de Abdallah Al-Khatib Prêmio do Público – Melhor Filme de Ficção Internacional “Onoda – 10 Mil Noites na Selva”, de Arthur Harari Prêmio do Público – Melhor Documentário Internacional “Summer of Soul (… ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada)”, de Ahmir “Questlove” Thompson Prêmio do Público – Melhor Filme de Ficção Brasileiro “Urubus”, de Cláudio Borelli Prêmio do Público – Melhor Documentário Brasileiro “O Melhor Lugar do Mundo É Agora”, de Caco Ciocler Prêmio da Crítica – Melhor Filme Internacional “O Compromisso de Hasan”, de Semih Kaplanoglu Prêmio da Crítica – Melhor Filme Brasileiro “Urubus”, de Cláudio Borelli Prêmio da Abraccine – Melhor Filme Brasileiro de Diretor Estreante “A Felicidade das Coisas”, de Thais Fujinagua Prêmio Projeto Paradiso (apoio ao desenvolvimento de novos filmes) “Entre Espelhos”, de João Braga Prêmio Brada – Melhor Direção de Arte Amparo Baeza, por “Clara Sola”
Entrevista de Wagner Moura irrita integrantes do governo
O ator Wagner Moura, que estreia na direção à frente de “Marighella”, irritou integrantes do governo Bolsonaro e simpatizantes da ditadura militar brasileira ao dar uma entrevista contundente ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na noite de segunda (1/11). Ele falou sobre as ameaças sofridas durante a produção de seu filme “Marighella”, que conta a história do guerrilheiro Carlos Marighella e as barbaridades cometidas pela ditadura no país, mencionando ter enfrentado até tentativa de censura do filme por órgãos do governo, com o cancelamento de recursos da Ancine autorizados para o longa. “Os ataques foram todos. A questão com a Ancine é uma clara censura. O ‘Marighella’ tinha sido contemplado com o fundo setorial para complementação da produção e não recebemos o dinheiro porque foi negado pela Ancine, no momento em que o Bolsonaro falava abertamente em filtragem na Ancine”, declarou, lembrando ainda que outros editais, sobretudo aqueles com temática LGBTQIAP+, foram cancelados após lives de Bolsonaro atacarem as produções. Por conta da identificação do governo Bolsonaro com ideais da ditadura, Moura fez uma comparação à luta contra a repressão de outrora e o enfrentamento contra os representantes atuais do regime. “‘Marighella’ não é apenas sobre quem resistiu à ditadura militar nas décadas de 1960 e 1970, é sobre os que resistem hoje no Brasil”, afirmou. Ele também comparou os atos de terrorismo de Marighella com o que considera terrorismo de estado praticado por Bolsonaro. “Os acusados de terroristas são os pobres, o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra], o Black Lives Matter, e isso sempre me incomodou, mas 600 mil mortos por Covid é terrorismo, 19 milhões de pessoas passando fome, a Amazônia pegando fogo, o ministro da Economia que tem uma conta offshore enquanto o povo paga imposto alto é terrorismo”, afirmou, ao comentar a romantização do guerrilheiro. A respeito de uma declaração de Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares, que chamou Marighella de “psicopata comunista”, Moura se recusou a comentar. “Eu não tenho nenhum respeito por nenhuma declaração de quem faça parte desse governo. Nem esse cara, nem aquele da secretaria de Cultura, eu não vou comentar.” Pelo Twitter, o ex-“Malhação” Mario Frias, “aquele da secretaria de Cultura”, decidiu fazer o que Moura não fez. Ele “comentou”: “Somos dois então. Não sinto nada além de desprezo por esse sujeito patético que bate palma pra bandido!”, escreveu. “Também não temos respeito por você”, apoiou André Porciuncula, capitão da PM e braço-direito de Frias na secretaria de cultura, responsável pela aprovação de projetos culturais para receber financiamentos via Lei Rouanet. Teve mais. “Terrorismo quem fez foi o personagem que este ator interpretou e ainda teve a desfaçatez de falar em ‘amor’ para resumir a história de um homicida. E covardia é defender o socialismo e ir morar em um país capitalista”, escreveu a deputada federal Carla Zambelli, sem definir se o país capitalista a que ela se refere é os EUA e se o Brasil é socialista na comparação inusitada. Não é de hoje que os simpatizantes da ditadura escolheram “Marighella” como alvo. A reação é tão extremada que fez o portal americano IMDb, conhecido por reunir avaliações do público sobre lançamentos de cinema, TV e streaming, alterar os pesos das notas dadas à produção após constatar que o filme sofria “review bombing” de usuários do Brasil, onde o filme permanece inédito. Graças à alteração dos critérios, a nota do longa pulou de 4 para 6,5 na semana passada. Embora reconhecidamente romanceie a luta de Carlos Marighella, que não era pela democracia, mas pelo comunismo, “Marighella” é um filme importante para o momento em que o Brasil atravessa, e isso se reflete nos aplausos e elogios que têm recebido em todo o mundo, desde que teve sua première em 2019 no Festival de Berlim. O filme tem 88% de aprovação entre a crítica americana e finalmente vai chegar no Brasil nesta quinta (4/11). Veja abaixo a íntegra da entrevista de Wagner Moura no programa “Roda Vida”, da TV Cultura.
Mauricio de Sousa anuncia produção de filme sobre sua vida
Mauricio de Sousa anunciou no Twitter que a Disney vai filmar a história da sua vida. Num post em que aparece numa foto de 1980, num antigo estúdio de produção dos quadrinhos da “Turma da Mônica”, ele deu mais detalhes sobre o projeto, inclusive o nome do diretor e a previsão de estreia. “Com estreia prevista para 2023, ‘Mauricio de Sousa – O Realizador de Sonhos’ é uma parceria da MSP [Mauricio de Sousa Produções] com a Disney. O longa-metragem será dirigido por Pedro Vasconcelos”, escreveu o pai da Mônica, do Cascão, do Cebolinha, da Magali e de muitos outros personagens famosos dos quadrinhos brasileiros. A produção não é novidade, mas até então não havia previsão de lançamento. Na verdade, o diretor já vinha falando deste projeto desde o ano passado. “Maurício de Sousa, na minha opinião, é um herói nacional. Desses como nós somos, feitos de carne, osso e emoção. Ele lutou bravamente, por anos, para realizar seu sonho de viver de seus desenhos. O que virou uma realidade para milhões de crianças e adultos que se formaram através de suas histórias e dos seus personagens. Todos crescemos juntos com a Turma da Mônica e cia. De onde veio essa criatividade, as referências para criar esses personagens? Como foi a luta heroica para fazer isso se tornar realidade no Brasil? Ele é um exemplo de que, se você tem um sonho, não deve desistir dele, jamais!! Graças a Deus, ele não desistiu e hoje milhões de brasileiros se beneficiam disso. A história da vida e da criação do universo do Maurício de Sousa merece ser contada. E deve ser vista por todos, adultos e crianças, que trazem sonhos em seus corações”, disse Vasconcelos em entrevista à revista GQ, em maio de 2020. Pedro Vasconcelos é o diretor do remake de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e de “Fala Sério, Mãe!”, ambos lançados em 2017, e recentemente filmou “O Magico Di Ó”, que ainda não tem previsão de estreia. A foto é da década de 1980, quando eu não imaginava que minha história viraria filme. Com estreia prevista para 2023, ‘Mauricio de Sousa – O Realizador de Sonhos’ é uma parceria da MSP com a Disney. O longa-metragem será dirigido por Pedro Vasconcellos. pic.twitter.com/SUJSnR9dyM — Mauricio de Sousa (@mauriciodesousa) October 29, 2021
Ataque extremista à “Marighella” gera reação de site americano
Um ataque coordenado contra o filme brasileiro “Marighella” fez o portal americano IMDb, conhecido por reunir avaliações do público sobre lançamentos de cinema, TV e streaming, alterar os pesos das notas dadas à produção. Após a constatação de que a maioria dos comentários negativos vinha do Brasil, onde o filme permanece inédito, o IMDb passou a valorizar mais os comentários positivos do resto do mundo, fazendo com que a nota do filme saltasse de 4 na última quarta-feira (25/10) para 6,5. Ao todo, “Marighella” já recebeu mais de 47 mil avaliações, com 34 mil marcando nota 1 (a mais baixa) e 11 mil dando nota 10 (a mais alta). A maioria esmagadora das notas negativas vem de homens brancos com mais de 30 anos. Para deixar claro seu veto à prática de “review bombing”, bombardeio de comentários negativos com tendência ideológica, o IMDb passou a publicar uma mensagem na página de avaliações do filme, que avisa: “Nosso mecanismo de avaliação detectou atividade incomum de votação para este título. Para preservar a confiabilidade do nosso sistema de avaliação, um cálculo alternativo de notas foi aplicado”. A fórmula usada para este cálculo segue padrões internos e não é divulgada para o público, justamente para evitar que bolsominons ou outros grupos extremistas aprendam como sabotá-la. Em comunicado ao jornal Folha de S. Paulo, o IMDb declarou: “A forma mais simples de explicar é que, apesar de aceitarmos e considerarmos todas as notas enviadas por usuários, nem todas elas têm o mesmo impacto — ou peso — na média final. Quando uma atividade incomum é detectada, nós alteramos os pesos desse cálculo”. Esta é a segunda vez que sites americanos reagem a ataques ideológicos coordenados contra “Marighella”. Em 2019, os primeiros ataques fizeram outro portal famoso de cinema dos EUA, o Rotten Tomatoes, estabelecer uma nova política para a publicação de comentários em sua sessão aberta ao público, barrando “críticas” sobre filmes inéditos – isto é, que ninguém viu. Na época, “Marighella” e outros alvos da extrema direita, como “Capitã Marvel” (!), receberam notas negativas do público antes mesmo de serem exibidos para a crítica especializada. Ao perceber o terrorismo virtual, o Rotten Tomatoes zerou todas as notas e impediu novos comentários até os filmes visados ganharem estreia comercial. “Não queremos que as pessoas usem os comentários como plataforma política”, disse um comunicado do site. Após ser exibido em festivais e estrear nos EUA, “Marighella” atingiu 88% de aprovação entre a crítica americana, conforme registro atualizado nesta semana no Rotten Tomatoes. Estreia de Wagner Moura como diretor, “Marighella” teve sua première mundial no Festival de Berlim de 2019 e foi recebido com muitos aplausos e elogios da crítica internacional. Mas desde sua concepção desagrada bolsonaristas, uma vez que sua trama romanceia a luta armada contra a ditadura no Brasil. A trama foca nos últimos anos da vida do guerrilheiro baiano Carlos Marighella, entre 1964 e 1969, quando ele liderou ataques contra o regime e foi executado em uma emboscada da polícia. Transformado em herói na tela, Marighella é considerado um bandido comum pelos negacionistas da ditadura. Protagonizado por Seu Jorge (“Cidade de Deus””), o elenco também conta com Adriana Esteves (“Benzinho”), Humberto Carrão (“Paraíso Perdido”), Bruno Gagliasso (“Todas as Canções de Amor”) e Herson Capri (“Minha Mãe é uma Peça 3”). A estreia nacional está marcada para a próxima quinta-feira, dia 4 de novembro.
Filmes online: “Tempo” e mais 20 estreias pra ver ver em casa
O novo terror de M. Night Shyamalan é o destaque entre as estreias de filmes para assistir online no fim de semana do Halloween. “Tempo” se passa uma praia isolada, cercada por falésias, em que turistas desavisados se veem aterrorizados por um inesperado envelhecimento em ritmo acelerado. Em poucos minutos, crianças viram jovem adultos, enquanto os pais começam a enrugar. Para piorar, eles não conseguem deixar o local, enquanto seus corpos apresentam cada vez mais vestígios da passagem mortal do tempo. Fãs de horror sanguinário e trash tem mais duas opções, do Brasil e da Polônia, e há também suspenses bem tensos, como “Sozinho com o Inimigo”, uma versão violenta de “Esqueceram de Mim”. Além disso, a Netflix traz o esperado “Exército de Ladrões: Invasão da Europa” (ou simplesmente “Army of Thieves” em inglês), filme derivado de “Army of The Dead: Invasão em Las Vegas”, centrado no personagem de Matthias Schweighöfer, que gira em torno de um grande assalto. Mas a maior parte dos lançamentos tem clima de Mostra de São Paulo, ao lembrar a programação de um festival internacional de cinema, com direito até a um título que faz mesmo parte da Mostra deste ano: o média-metragem “A Voz Humana”, de Pedro Almodóvar. Além do cineasta espanhol, as prateleiras das locadoras virtuais trazem outras obras de mestres do cinema contemporâneo, como o chileno Pablo Larraín (“Ema”), o sueco Roy Andersson (“Sobre a Eternidade”), o escocês Michael Caton-Jones (“Nossas Meninas”) e a americana Eliza Hittman (“Parece Amor”). Do primeiro longa de Hittman, que este ano foi barrada do Oscar em censura ideológica, ao lançamento mais divertido do mês – e mais leve da carreira de Caton-Jones – , são preciosidades que merecem atenção dos cinéfilos. Há também o último drama da carreira de Johnny Depp (“Minamata”) e documentários importantes, e nenhum mais atual que a denúncia do movimento antivacina, disponibilizado na HBO Max. São, ao todo, 21 opções de estreias para assistir nas plataformas digitais neste fim de semana. As sugestões podem ser conferidas logo abaixo, com seus respectivos trailers. Tempo | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Exército de Ladrões: Invasão da Europa | EUA | Thriller (Netflix) Sozinho com o Inimigo | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Hypnotic | EUA | Suspense (Netflix) Sem Conexão: Parte 2 | Polônia | Terror (Netflix) Skull – A Máscara de Anhangá | Brasil | Terror (Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) A Voz Humana | Espanha | Drama (Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Minamata | Reino Unido, EUA | Drama (Globoplay) Ema | Chile | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Nossas Meninas | Reino Unido | Comédia (Apple TV, Google Play, Oi Play, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Sobre a Eternidade | Suécia | Drama (Reserva Imovision) Parece Amor | EUA | Drama (Look, MUBI, NOW) Não Odeie | Itália, Polônia | Drama (Apple TV, NOW) Haifa Street – Corações em Guerra | Iraque | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) A Deusa dos Vagalumes | Canadá | Drama (Apple TV, NOW) A Dama de Baco | Coreia do Sul | Drama (MUBI) Longa Noite | Espanha | Drama (MUBI) Irmãos à Italiana | Itália | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Cabul, Cidade no Vento | EUA | Documentário (Supo Mungam Plus) O Retorno | Dinamarca | Documentário (Supo Mungam Plus) A Conspiração Antivacina | Reino Unido | Documentário (HBO Max)
Terror e Família Addams são destaques de cinema no Halloween
O fim de semana do Halloween traz vários monstros aos cinemas, com tamanhos, orçamentos e climas diferentes entre si. Estreia mais ampla desta quinta (28/10), “A Família Addams 2 – Pé na Estrada” entra em cartaz em 700 salas. O subtítulo nacional indica o tema da continuação do desenho de 2019, ao acompanhar os famosos monstrinhos criados por Charles Addams numa viagem de férias por diversos pontos turísticos dos EUA, como as cataratas do Niágara, o Grand Canyon e uma praia de Miami. Preocupados por Vandinha estar se afastando da família ao chegar na adolescência, Gomez e Mortícia resolvem colocar todo mundo dentro de um trailer assombrado para uma excursão ao redor dos EUA. A crítica americana não embarcou junto, resultando em míseros 30% de aprovação no Rotten Tomatoes. Sem graça, foi considerado um horror involuntário. Em clima oposto, “Espíritos Obscuros” é um programa extremamente dark, dirigido por Scott Cooper (“Aliança do Crime”) e produzido pelo vencedor do Oscar Guillermo del Toro (“A Forma da Água”). A trama explora a tensão crescente da relação de um menino e uma criatura que vive em sua casa e que ele alimenta de animais mortos. Quando o monstro escapa, deixando um rastro de mortes sangrentas para a polícia investigar, a professora da criança (Keri Russell, de “The Americans”) começa fazer a conexão entre o menino e mitos da região. Bons efeitos e terror bastante atmosférico renderam 68% de aprovação. A programação tem outro terror de monstro folclórico da floresta, igualmente sangrento, mas com grande diferença orçamentária. “Curupira – O Demônio da Floresta” é um trashão brasileiro filmado a sério, tão a sério que chega a ser engraçado, porém rendeu até polêmica. Foi criticado por lideranças indígenas por demonizar uma figura de proteção importante da religião dos povos originários. A favor do diretor Erlanes Duarte, há um contexto de proteção ambiental. O circuito ainda recebe um dos piores filmes do ano, o thriller “A Mensageira”, que tem o vencedor do Oscar Gary Oldman no elenco e vergonhosos 5% de aprovação no Rotten Tomatoes, e mais cinco lançamentos limitados. A lista inclui o curioso suspense literário francês “Os Tradutores”, que é basicamente um whodunit (quem matou) de Agatha Christie sem cadáver, e “Lamaçal”, bom drama argentino sobre um monstro real e trauma insuperável, além da dramédia “Jupiter”, primeira obra de ficção do documentarista Marco Abujamra (“Todas as Melodias”). São, ao todo, nove estreias. Confira cada um dos dos títulos e seus respectivos trailers logo abaixo. A Família Addams 2 – Pé na Estrada | EUA | Animação Espíritos Obscuros | EUA | Terror Curupira – O Demônio da Floresta | Brasil | Terror A Mensageira | Reino Unido | Ação Os Tradutores | França, Bélgica | Suspense De Volta a Itália | Reino Unido | Comédia Jupiter | Brasil | Drama Lamaçal | Argentina | Drama Uma História de Família | EUA | Drama
Gloria Pires e Maisa terminam filmagens de “Desapega!”
A Imagem Filmes anunciou o fim das filmagens de “Desapega!”, nova comédia dirigida por Hsu Chien (“Quem Vai Ficar com Mário?”), que traz as atrizes Gloria Pires e Maisa como mãe e filha. O anúncio desta segunda (25/10) foi acompanhado pela divulgação de fotos da produção nas redes sociais, com várias imagens reveladas por Gloria Pires em seu Instagram oficial. A trama vai mostrar a personagem de Gloria Pires após sete anos de luta contra seu vício em compras. Ela lidera um grupo de apoio a compradores compulsivos, é bem sucedida como organizadora pessoal e está começando um novo romance com o personagem de Marcos Pasquim (“Malhação”). Nada parece ser capaz de abalá-la, até ela receber a notícia de que sua filha única (papel de Maisa), tem planos de sair de casa. Além dos citados, o elenco conta ainda com Malu Valle, Wagner Santisteban, Polly Marinho, Carol Bresolin e Rodrigo Fagundes. O filme é uma produção da Rubi Produtora em colaboração com a Bronze Filmes, Audaz Filmes e Telecine. Ainda sem previsão de estreia, o lançamento deve acontecer em 2022. Chegaram ao fim as filmagens de DESAPEGA!, que chega somente nos cinemas em 2022! Quem já tá ansioso pra ver @maisa e @gloriapires juntas nas telonas? 🧡🍿 pic.twitter.com/CNgUF5QlkD — Imagem Filmes (@ImagemFilmes) October 25, 2021 View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Gloria Pires (@gpiresoficial)
Cauã Reymond é Dom Pedro I em teaser de drama épico
A Vitrine Filmes divulgou o pôster e o teaser de “A Viagem de Pedro”, drama épico de Laís Bodanzky, em que Cauã Reymond (“Alemão”) vive Dom Pedro I. O filme acompanha o imperador brasileiro em sua viagem de exílio, durante a travessia do Atlântico em uma fragata inglesa rumo à Europa em 1831. Destronado e expulso do país, ele busca forças físicas e emocionais para enfrentar seu irmão que usurpou seu reino em Portugal. Doente e inseguro, entra na embarcação em busca de um lugar e uma pátria, enquanto recorda seu período no Brasil. Primeiro longa histórico da diretora dos premiados “Bicho de Sete Cabeças” (2000) e “Como Nossos Pais” (2017), “A Viagem de Pedro” também destaca em seu elenco a atriz alemã Luise Heyer (da série “Dark”), responsável pela narração da prévia, que interpreta a imperatriz Leopoldina, e a artista plástica Rita Wainer, que estreia como atriz no papel de Domitila de Castro, a Marquesa de Santos. O elenco internacional ainda traz o irlandês Francis Magee (“Into the Badlands”) e o guineense Welket Bungué (“Berlin Alexanderplatz”), além de vários atores português, com destaque para Luísa Cruz (“As Mil e uma Noites”), João Lagarto (“O Filme do Bruno Aleixo”) e Victória Guerra (“Variações”). Ainda sem previsão de estreia comercial, o filme integra a programação da Mostra de São Paulo, que acontece até 3 de novembro na capital paulista.











