Astro de Teen Beach Movie viverá o famoso serial killer Jeffrey Dahmer
O ator Ross Lynch, astro do telefilme “Teen Beach Movie” (2013) e da série “Austin & Ally” no Disney Channel, vai interpretar o famoso serial killer Jeffrey Dahmer no filme indie “My Friend Dahmer”. Segundo o site The Hollywood Reporter, Lynch retratará Dahmer em seus dias de colegial, durante os anos 1970. Trata-se de uma adaptação da graphic novel de mesmo nome, do cartunista Derf Backderf, e será dirigida por Marc Meyers (“How He Fell In Love”), também autor do roteiro, que figurou na Black List (a lista dos melhores roteiros não filmados de Hollywood). A trama vai mostrar o jovem Dahmer lutando com as dificuldades da adolescência, sua família problemática e o desejo de matar. Conhecido por estuprar, matar, desmembrar e comer 17 homens e meninos entre o final dos anos 1970 e o começo dos 1990, Dahmer foi diagnosticado como psicopata e acabou assassinado na prisão por outro presidiário em 1994. O serial killer já foi retratado no drama “Dahmer” (2002), filme responsável por fazer deslanchar a carreira do ator Jeremy Renner (“Os Vingadores”), que recebeu o troféu Indie Spirit Award pelo papel.
Rules Don’t Apply: Trailer mostra Warren Beatty como Howard Hughes
A 20th Century Fox divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Rules Don’t Apply”, filme de Warren Beatty (“Dick Tracy”) sobre o bilionário excêntrico Howard Hughes. A prévia tem um tom mais próximo do humor de “Ave, César!” (2016), dos irmãos Coen, que a seriedade de “O Aviador” (2004), a cinebiografia de Hughes dirigida por Martin Scorsese, centrando sua ação nos bastidores da era de ouro de Hollywood. A maior referência, porém, é lembrar que o roteirista Bo Goldman, que coescreveu a trama com Beatty, já tinha inventado uma aventura fictícia de Hughes na comédia clássica “Melvin e Howard” (1980). Ao contrário do filme de Scorsese, a trama acompanha o bilionário já envelhecido e em papel secundário, destacando o relacionamento entre seu jovem motorista e assessor (Alden Ehrenreich, por sinal de “Ave, César!”) e uma atriz aspirante de seu estúdio (Lily Collins, de “Os Instrumentos Mortais”). O elenco grandioso ainda conta com Matthew Broderick (“Roubo nas Alturas”), Haley Bennett (“O Protetor”), Alec Baldwin (“Missão Impossível: Nação Secreta”), Ed Harris (“Noite sem Fim”), Martin Sheen (“Trash”), Steve Coogan (“Philomena”), Candice Bergen (“O Casamento do Ex”), Taissa Farmiga (série “American Horror Story”), Oliver Platt (série “Chicago Med”), Dabney Coleman (série “Boardwalk Empire”), Paul Sorvino (“Os Bons Companheiros”), Megan Hilty (série “BrainDead”), Amy Madigan (“Medo da Verdade”), Louise Linton (“Cabana do Inferno”) e Annette Bening (“Minhas Mães e Meu Pai”), esposa de Beatty. Em desenvolvimento há muitos anos, “Rules Don’t Apply” é o quinto longa dirigido por Beatty, que já conquistou o Oscar de Melhor Direção com o drama “Reds” (1981). Ele não dirigia desde a comédia “Politicamente Incorreto” (1998) e nem sequer atuava desde “Bonitos, Ricos e Infiéis” (2001). A estreia está marcada para 11 de novembro nos EUA e não há previsão para o lançamento do longa no Brasil.
Zendaya pode virar trapezista em filme circense com Hugh Jackman
A atriz Zendaya (série “Agente K.C.”) está negociando se juntar a Hugh Jackman (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) no filme “The Greatest Showman on Earth”. Segundo o site The Hollywood, ela pode interpretar uma trapezista de circo. Além de Zendaya, a produção também negocia com Zac Efron (“Vizinhos”) e Michelle Williams (“Oz, Mágico e Poderoso”). O filme é uma cinebiografia de P.T. Barnum, que Jackman tenta tirar do papel desde 2009. Barnum começou a trabalhar com shows de variedades em Nova York em 1834 e ficou conhecido por ter criado um novo formato de circo itinerante, com um picadeiro e animais exóticos, revolucionando os shows circenses. A isso ele dava o nome de “O Maior Espetáculo da Terra”. Com roteiro escrito por Jenny Bicks (“Sex and the City”) e revisado por Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2”), o filme vai marcar a estreia no cinema de Michael Gracey, conhecido por seu trabalho com comerciais. A estreia está prevista para 25 de dezembro de 2017 nos EUA.
Michelle Williams negocia estrelar filme circense com Hugh Jackman
A atriz Michelle Williams (“Oz, Mágico e Poderoso”) pode fazer par com Hugh Jackman em “The Greatest Showman on Earth”, cinebiografia de P.T. Barnum, informou o site Deadline. Barnum começou a trabalhar com shows de variedades em Nova York em 1834 e ficou conhecido por ter criado um novo formato de circo itinerante, com um picadeiro e animais exóticos, revolucionando os shows circenses. A isso ele dava o nome de “O Maior Espetáculo da Terra”. O projeto do filme está em desenvolvimento desde 2009, com Jackman escalado desde então para viver o papel principal. Mas antes de Michelle, a produção também cotou Anne Hathaway (“Interestelar”) como protagonista feminina. Com roteiro escrito por Jenny Bicks (“Sex and the City”) e revisado por Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2”), o filme vai marcar a estreia no cinema de Michael Gracey, conhecido por seu trabalho com comerciais. A estreia está prevista para 25 de dezembro de 2017 nos EUA.
Estreias: A Era do Gelo – O Big Bang derrete em mais de mil cinemas
“A Era do Gelo – O Big Bang” é o blockbuster da semana. Trata-se de mais uma continuação animada, como “Procurando Dory”. A diferença é que já é o quinto episódio da franquia, que a esta altura já está parecendo uma série e faria mais sentido na TV. O filme leva a 1.159 salas mais um desastre natural que Manny e seus amigos terão que sobreviver, sendo 619 em 3D e 12 salas IMAX. A história não só parece, como é repetitiva, resultando em algumas das piores críticas de uma animação em 2016 – só 8% de aprovação no Rotten Tomatoes. A versão brasileira ainda destaca dublagem de certo Youtuber, o que pode ser considerado incentivo ou o prego final, dependendo do ponto de vista. Como ainda há muitos blockbusters em cartaz, os demais lançamentos ficaram restritos a um circuito bem menor. O maior deles é “Florence – Quem é essa Mulher?”, estrelado por Meryl Streep, que leva a 90 salas um déja vu. Vítima do cronograma de estreias nacionais, o filme chega aos cinemas apenas duas semanas após o francês “Marguerite” contar basicamente a mesma história, com outra personagem real. Tanto Florence quanto Marguerite foram socialites ricas que, paparicadas pelos amigos, convenceram-se que eram grandes cantoras de ópera, sem sequer soarem afinadas. Detalhe: ambos os filmes são ótimos, com qualidades próprias. A programação, por sinal, está bastante feminina. Outro longa intitulado com nome de mulher é “Julieta”, de Pedro Almodóvar (“A Pele que Habito”). Selecionado no último Festival de Cannes, leva a 55 telas uma adaptação livre de contos da escritora canadense Alice Munro, vencedora do Nobel de literatura, acompanhando a personagem-título por várias décadas e duas atrizes diferentes. Ainda que mais dramático que o costume, o filme repete o tema da mãe com problemas emocionais e carrega as cores que tanto marcam a filmografia do espanhol. “Janis – Little Girl Blue” é um documentário sobre a cantora Janis Joplin, da premiada documentarista Amy Berg (“West of Memphis”), narrado por outra cantora, Cat Power, através de cartas escritas pela própria Janis ao longo dos anos. Sensível, talvez seja a obra mais reveladora sobre a roqueira que amava o blues, mas também o sexo, as drogas e o álcool, e nesse sentido não deixa de ter eco no impactante “Amy”. Em 39 salas. O único lançamento nacional da semana também é um documentário, “Menino 23”, de Belisário Franca (“Amazônia Eterna”), sobre um projeto criminoso de eugenia conduzido por admiradores do nazismo no Brasil, nos anos 1930. O testemunho dos únicos sobreviventes é um escândalo que os livros de história não contam. Muito bem conduzido, com ritmo de investigação, o trabalho de Franca contextualiza o horror racista que chegou a fazer até parte da Constituição brasileira da época. Impressionante e obrigatório, o filme não teve seu circuito divulgado. A programação se completa com o drama “Um Belo Verão”, que ocupa duas salas em São Paulo. Infelizmente para poucos, o longa de Catherine Corsini (“Partir”) foi um dos destaques do cinema francês do ano passado, premiado em festivais e indicado ao César. Passado nos anos 1970, acompanha o romance entre uma professora feminista e uma jovem que esconde seu lesbianismo da família, até que têm sua ligação testada quando se mudam para o interior, numa época de preconceitos irredutíveis.
Primeiro sex symbol de Hollywood, Clara Bow vai virar filme
A vida da atriz Clara Bow vai virar filme. A produtora indie Silver Bullet anunciou ter adquirido os direitos do livro “Clara Bow: Runnin’ Wild”, de David Stenn, e o próprio biógrafo ficou responsável pelo roteiro. A produção está a cargo de David Silver, proprietário da Silver Bullet, e Mike Witherill, produtor de “De Volta ao Jogo” (2014). Ela saiu dos cortiços do Brooklyn e conseguiu escapar a sina de alcoolismo e insanidade de sua família ao ganhar um concurso de talentos aos 16 anos, que premiava com um papel num filme. Ela estreou em Hollywood em 1922 e logo se destacou pela beleza, estrelando diversos clássicos do cinema mudo. Seu maior sucesso foi o filme “O Não Sei Que das Mulheres” (1927), cujo título original, “It”, lhe rendeu o apelido pelo qual entrou para a posteridade: a “it girl” – a garota com um “não sei quê”. Clara também estrelou “Asas” (1927), vencedor da primeira edição do Oscar em 1929, e foi uma das poucas estrelas a conseguir fazer a transição do cinema mudo para o falado nos anos 1930 sem perder público, por isso também era referida, em seu auge, como a “Rainha de Hollywood”. Conhecida por interpretar mulheres espirituosas, ela acabou se resignando, na vida real, a desempenhar o papel de esposa recatada e do lar, abandonando o cinema após se casar com o ator Rex Bell. Clara se aposentou aos 24 anos, com o lançamento de “Lábios de Fogo (1933). Ela teve dois filhos, mas o afastamento de Hollywood a levou à depressão e ao desenvolvimento de fobia social, que culminou numa tentativa de suicídio em 1944. Internada numa clínica, foi diagnosticada como esquizofrênica e tratada à base de eletrochoques, e ao ter alta se recusou a voltar a viver com sua família, passando o resto da vida isolada, até falecer em 1965, aos 60 anos.
Romance entre as escritoras Virginia Woolf e Vita Sackville-West vai virar filme
O romance entre as escritoras Virginia Woolf e Vita Sackville-West vai virar filme, informou o site Deadline. As duas se relacionaram ao longo dos anos 1920, quando eram casadas, e do affair resultou uma obra-prima literária, “Orlando”, escrito por Woolf em 1928 e inspirado em Vita, sobre um poeta que viveu por muitos séculos, mudando de sexo conforme as décadas passavam. O roteiro foi escrito pela veterana atriz Eileen Atkins (“Magia ao Luar”) e a direção está a cargo da cineasta Chanya Button, cujo elogiado filme de estreia “Burn Burn Burn” (2015) foi indicado ao BIFA, principal prêmio do cinema indie britânico.
Isis Valverde aparece loira nos bastidores da cinebiografia de Wilson Simonal
A atriz Isis Valverde postou no Instagram uma foto dos bastidores de seu novo filme, uma cinebiografia do cantor Wilson Simonal. A imagem em preto e branco também mostra Fabrício Boliveira, que viverá Simonal na película. Os dois já tinham trabalhado juntos em “Faroeste Caboclo” (2013), e voltam a fazer par romântico. Isis escreveu na legenda da foto que “Cinema é amor”. Isis vai interpretar Teresa Pugliese, a mulher de Simonal. Loira no filme, ela também postou uma foto na mesa de maquiagem da produção, durante a transformação para o papel, além de um curto vídeo com Boliveira. Intitulado “Simonal”, o longa tem roteiro de Geraldo Carneiro (“Eternamente Pagu”) e direção de Leonardo Domingues, que estreia na ficção após dirigir o documentário “A Pessoa É para o que Nasce” (2003) e editar a cinebiografia “Nise: O Coração da Loucura” (2015). Ainda não há previsão para a estreia. Um vídeo publicado por isisvalverde (@isisvalverde) em Jun 27, 2016 às 7:15 PDT
Alicia Vikander e Emma Stone podem viver Agatha Christie em filmes rivais
As atrizes Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”) e Emma Stone (“Birdman”) podem interpretar o mesmo papel em dois filmes diferentes, sobre a vida da escritora Agatha Christie (1890–1976). Os estúdios Paramount e Sony estão por trás de dois projetos rivais, centrados na vida da célebre romancista britânica. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, Vikander está sendo sondada pela Sony para interpretar a escritora durante o começo de sua carreira, quando se mostrava insatisfeita com a tradicional vida de esposa e mãe. O projeto pretende mostrar a autora de romances de mistério como uma proto-feminista. Já Emma Stone entrou em negociações com a Paramount para viver um mistério real da vida de Agatha Christie, que esteve desaparecida por 11 dias em 1926. Christie nunca divulgou onde esteve e por qual razão sumiu no período, mas supõe-se que a infidelidade do marido, a sua depressão por escrever constantemente e a morte da sua mãe no início daquele ano tenham lhe causado um colapso nervoso. Há tantas teorias que o fato já foi explorado até na série sci-fi “Doctor Who”, numa trama envolvendo alienígenas e abelhas gigantes. Estes dois filmes, porém, não serão os únicos relacionados a Agatha Christie em produção. O cineasta Kenneth Branagh (“Cinderela”) prepara uma nova versão do clássico “Assassinato no Expresso Oriente” e Morten Tyldum (“O Jogo da Imitação”), irá comandar nova adaptação “E Então Não Sobrou Nenhum”, baseado em dois dos livros mais famosos da escritora.
Acidente que matou cantor e guitarrista do Lynyrd Skynyrd vai virar filme
O acidente aéreo da banda Lynyrd Skynyrd, que levou à morte o cantor Ronnie Van Zant e o guitarrista Steve Gaines, vai virar filme, informou o site da revista Entertainment Weekly. Intitulado “Freebird”, título de uma das canções mais populares da banda, o filme será baseado nas memórias do baterista Artimus Pyle, um dos sobreviventes da tragédia de 1977. “A história deste filme – a minha história – não é só sobre o acidente de avião, mas também a minha relação pessoal com o gênio que foi Ronnie Van Zant, a quem eu amava como irmão e de quem tenho saudades até hoje”, ele declarou. O Lynyrd Skynyrd surgiu em 1973 e emplacou diversos clássicos do rock. No auge da carreira, a banda embarcou num pequeno avião modelo Convair 240, fabricado em 1947, que acabou caindo. O acidente matou Van Zant, Steve e Cassie Gaines, além da backing vocal Cassie Gaines, o road manager Dean Kilpatrick, o piloto Walter MacCreary e o co-piloto William Gray. O filme será uma produção independente, dirigido por Jared Cohn (“A Vizinhança Assombrada”), especialista em filmes de terror de baixíssimo orçamento para o mercado de DVDs, que também vai assinar o roteiro em parceria com o baterista Artimus Pyle.
Independence Day 2 invade os cinemas brasileiros
Vinte anos depois da invasão original, a continuação da sci-fi “Independence Day” retorna aos cinemas, ocupando 965 salas (das quais 668 com telas 3D e 12 IMAX). É um circuito três vezes maior que o do filme de 1996, lançado, na época, em 301 cinemas. A diferença reflete o crescimento do parque exibidor, que ainda assim é insuficiente para o tamanho do país. “Independence Day – O Ressurgimento” reúne boa parte do elenco dos anos 1990, menos Will Smith (que ironicamente virou astro de ação graças ao sucesso do original), além do diretor Roland Emmerich, maior expert em catástrofes de escala apocalíptica de Hollywood. Mostrando seu talento para destruir monumentos e devastar capitais, ele faz dos efeitos visuais os principais destaques da produção, que ainda apela ao público atual com a inclusão de rostos jovens, como Liam Hemsworth (da franquia “Jogos Vorazes”) e Maika Monroe (“Corrente do Mal”). O tom grandiloquente também se reflete no marketing, com pré-estreia em estádio de futebol. Bill Pullman veio ao Brasil para promover o lançamento no estádio Allianz Parque, em São Paulo. Mas o clima festivo acaba, indiretamente, jogando mais luz sobre o grande defeito do longa, que cria um espetáculo pirotécnico de ultradestruição indolor, sem jorrar sangue, para divertir crianças que não podem jogar certos videogames. A crítica americana considerou o esforço medíocre, dividindo-se numa média de 52% de aprovação, segundo o site Rotten Tomatoes. Para enfrentar a invasão importada, o circuito destaca um dos grandes filmes brasileiros do ano, “Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo”. Cinebiografia do lutador de MMA e ex-campeão do UFC, o longa mostra porque Afonso Poyart (“2 Coelhos”) já chamou atenção de Hollywood. Editado com ritmo vibrante, o longa parte do drama de superação para projetar cenas de ação arrepiantes, com ímpeto, furor e ótimas interpretações de José Loreto, no papel-título, e Cleo Pires, cuja filmografia vem se revelando cada vez mais inesperada. A estreia é boa, em 397 salas do circuito. A outra ficção nacional da semana, “O Caseiro”, contenta-se em ser um exemplar convencional de terror, reciclando clichês do gênero, como o caça-fantasma e a casa mal-assombrada. Apesar da trama previsível, seus similares americanos costumam lotar os cinemas. A maior vantagem do filme de Julio Santi (“O Circo da Noite”) é que dispensa as legendas – em 61 telas. O terceiro filme brasileiro é o ótimo documentário “Paratodos”, de Marcelo Mesquita (“Cidade Cinza”), que acompanha as equipes paralímpicas nacionais de natação, atletismo, canoagem e futebol entre 2013 e 2016. Vitórias, frustrações e principalmente histórias de superação compõem a obra, que chega aos cinemas em clima de Olimpíadas – ou seja, com pouco interesse do circuito, em 12 salas. As distribuidoras até se esforçaram para surfar na onda olímpica, mas o mercado não se engajou, como bem demonstra o lançamento de “Raça”, cinebiografia do lendário Jesse Owens, atleta negro que constrangeu Adolph Hitler ao vencer as principais provas de atletismo da Olimpíada de Berlim, em 1936, mas que nem felicitado pelo Presidente dos EUA, numa história vergonhosa de racismo. O filme teve 60% de aprovação no Rotten Tomatoes e vai passar em apenas 10 salas. O francês “Marguerite”, dirigido por Xavier Giannoli (“Quando Estou Amando”) com toques de comédia, leva a 25 salas outra história verídica, sobre uma socialite rica que, paparicada pelos amigos, convence-se que é uma grande cantora de ópera, sem sequer soar afinada. O papel-título rendeu a Catherine Frot o prêmio César (o Oscar francês) de Melhor Atriz do ano. A programação ainda destaca o chinês “As Montanhas se Separam”, de Jia Zhang-Ke (“Um Toque de Pecado”), que teve première em Cannes. Passado em três épocas (presente, passado e futuro), o drama acompanha a história de Tao, uma mulher dividida entre o amor de dois amigos de infância e o destino de seu filho. Chega em oito salas. Por fim, duas estreias não tiveram o circuito revelado, mas estão em cartaz pelo menos em São Paulo. Curiosamente, ambas tratam do mesmo tema: a questão dos imigrantes na Europa. Coprodução Brasil-Portugal, “Estive em Lisboa e Lembrei de Você” se inspira no livro do brasileiro Luiz Ruffato e utiliza-se de atores amadores para, em clima de documentário, refletir sobre o que leva brasileiros a emigrarem para Portugal. A direção é do português José Barahona (“O Manuscrito Perdido”), que tem vivido no Brasil durante os últimos anos. Já “Nós ou Nada em Paris” encontra humor na situação de uma família iraniana, que escapa da repressão dos Aiatolás para a França, em busca de uma vida digna e melhor educação para o filho. Escrita, dirigida e estrelada pelo humorista Kheiron, iraniano radicado em Paris, a comédia foi premiada no Festival de Tóquio e selecionada para o César de Melhor Primeiro Filme.
Terrence Malick vai filmar história de austríaco que preferiu morrer a lutar por Hitler
O cineasta Terrence Malick definiu o tema e já escalou o intérprete de seu próximo filme. Segundo o site The Hollywood Reporter, o ator alemão August Diehl (“Bastardos Inglórios”) vai estrelar a cinebiografia de Franz Jägerstätter, um austríaco que se negou a servir no exército nazista, alegando objeção de consciência por não concordar com Hitler e com o nazismo, e acabou condenado à morte na guilhotina. Intitulado “Radegund”, o filme vai contar o que motivou Jägerstätter a se tornar a única pessoa de seu vilarejo a declarar oposição aberta ao Terceiro Reich. Ao contrário da comunidade católica local, que abraçou o nazismo, ele se declarou moralmente impedido, justificando-se justamente com a religião. Quando foi convocado e se recusou a lutar, os nazistas o mataram. Em junho 2007, o Papa Bento XVI declarou que Jägerstätter foi um mártir da fé católica e, em outubro do mesmo ano, o austríaco foi beatificado. A história reflete os temas espirituais dos filmes mais recentes de Malick, como “A Árvore da Vida” (2011) e “Amor Pleno” (2012). Seu último trabalho, “Cavaleiro de Copas”, não foi lançado no Brasil, mas já está até disponível em DVD e Blu-Ray no mercado americano. Recentemente, ele terminou a montagem de “Weightless”, que ainda não tem previsão de estreia.
All Eyez on Me: Cinebiografia do rapper Tupac Shakur ganha primeiro teaser
A Open Road divulgou o primeiro teaser de “All Eyez on Me”, cinebiografia do rapper Tupac Shakur. A prévia explora a semelhança física entre o rapper e o ator Demetrius Shipp Jr., novato que participou do reality “#unlock’d” e estreará no cinema. O elenco também destaca a atriz Danai Gurira (Michonne na série “The Walking Dead”) como a mãe de Tupac, Afeni Shakur, que foi uma militante dos Panteras Negras e passou sua gravidez na prisão, além de Kat Graham (série “The Vampire Diaries”) como a atriz Jada Pinkett e Jamal Woolard, repetindo o papel do rapper Notorious B.I.G. que interpretou na cinebiografia “Notorius” (2009). A produção pretende mostrar todos os lados de Tupac, com ênfase no sucesso, mas sem esconder as controvérsias, que lhe levaram à prisão e também a uma rivalidade com Notorious B.I.G. Tupac morreu em 1996, aos 25 anos, em um tiroteio fruto dessa rivalidade. Um ano depois foi a vez de B.I.G. ser assassinado, numa suposta vingança. Desde sua morte, Tupac se tornou um ícone, aparecendo em diversos produtos e inspirando teorias de conspiração sobre ter sobrevivido ao atentado contra sua vida. Assim como Elvis, ele também estaria vivo – e gravando, como mostram os diversos discos póstumos que continuam a ser lançados. Com direção de Benny Boom, que tem uma carreira destacada como diretor de videoclipes e comerciais, “All Eyez on Me” estreia em 16 de junho de 2017 nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.












