Caetano Veloso lança releitura de clássico francês para trilha sonora de documentário
A nova versão de "La Mer", de Charles Trenet, faz parte da trilha sonora do documentário francês “Une Famille”, de Christine Angot
Caetano Veloso anuncia última turnê internacional
Até o momento, o aclamado cantor brasileiro anunciou datas de apresentações somente em cidades dos Estados Unidos
Caetano Veloso processa marca de roupa por uso indevido de imagem
O cantor Caetano Veloso abriu um processo contra a marca de roupas Osklen e seu fundador, Oskar Metsavaht, por uso indevido de sua imagem e dos elementos culturais do movimento Tropicália. A empresa foi notificada em agosto deste ano, porém a informação só se tornou pública nesta segunda-feira (4/12) pela coluna de Ancelmo Gois no jornal O Globo. “Usaram a imagem do autor e do icônico movimento criado por ele para lançar e impulsionar as vendas de uma coleção de roupas com sua marca e, com isso, obter vantagens indevidas, locupletando-se ilicitamente de forma notoriamente parasitária”, dizem os advogados de Caetano Veloso. A equipe legal do artista protocolou diversos requerimentos, como uma medida liminar para que a Osklen retire de circulação todos os produtos da linha “Brazilian Soul”, além de solicitar a exclusão das publicações feitas nas redes sociais. O processo indenizatório ainda exige o pagamento de R$ 1,3 milhão por danos morais e materiais. A ação movida por Caetano Veloso corre no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Beck cancela show no Rio uma hora antes da abertura dos portões
O show do cantor americano Beck, que aconteceria neste sábado (2/12) na casa de shows Vivo Rio, no Rio de Janeiro, foi cancelado uma hora antes dos portões abrirem para a entrada do público. Segundo posts da Live Nation e Ticketmaster nas redes sociais, o cancelamento aconteceu devido a “motivos de saúde”. Sucinto, o comunicado oficial diz: “Devido a motivos de saúde, Beck não poderá se apresentar hoje no Vivo Rio. Pedimos desculpas por qualquer inconveniente”. A postagem também explica que “informações sobre reembolso serão comunicadas em breve pela Ticket Master”. O anúncio deixou muitos fãs inconformados nas redes sociais. Na noite anterior, Beck encontrou Caetano Veloso na Arena Jockey. Ele assistiu a uma roda de samba no espaço e depois compartilhou um clique ao lado do baiano. “Mal consigo descrever a alegria deste lugar”, escreveu no story do Instagram. Beck também tem show marcado para domingo (3/12) em São Paulo, no festival Primavera Sound, mas ainda não há informações sobre o adiamento dessa apresentação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Live Nation Brasil (@livenationbr)
Guitarrista Lanny Gordin, o “Hendrix brasileiro”, morre aos 72 anos
O guitarrista Lanny Gordin, que marcou época na era da Tropicália, morreu nesta terça (28/11) aos 72 anos, após um mês de internação devido a uma pneumonia no Hospital Ignácio Proença de Gouveia, em São Paulo. Nascido Alexander Gordin em Xangai, filho de um russo e de uma polonesa, e criado entre Israel e Brasil, ele deixou um legado inigualável na música brasileira. Desde jovem, Lanny demonstrava um talento incomum. Aos 16 anos, ele já se destacava na casa noturna Stardust, na Praça Roosevelt, em São Paulo. Com um estilo inovador e audacioso, que o fazia ser comparado a Jimi Hendrix, foi logo convidado a integrar a Jovem Guarda, gravando com Eduardo Araújo a música “Nem Sim, Nem Não” em 1968. No ano seguinte, formou o grupo Brazilian Octopus, ao lado de Hermeto Pascoal e Olmir Stocker. O grupo lançou um LP que se tornou cultuado por sua fusão inovadora de jazz, rock, bossa nova e música clássica, evidenciando a versatilidade e o experimentalismo que acompanhariam a carreira de Gordin. Lanny Gordin rapidamente atraiu a atenção dos artistas da Tropicália, participando em álbuns icônicos como “Gal Costa” (1969), “Gal” (1969), “LeGal” (1970) e “Fatal – A Todo Vapor” (1971), “Caetano Veloso” (o álbum branco de 1969), “Gilberto Gil” (1969) e “Expresso 2222” (1972). Sua habilidade em mesclar estilos e inovar na guitarra foi fundamental para a sonoridade dessas obras, incorporando elementos do rock psicodélico em canções que se tornaram clássicos da música brasileira. Sua contribuição marcou faixas como “Divino, Maravilhoso”, “Baby”, “Não Identificado”, ajudando a moldar o som da Tropicália. Ele também foi peça-chave no álbum de estreia de Jards Macalé, no primeiro disco solo de Rita Lee, “Build Up” (1970), e em “Carlos, Erasmo” (1971), de Erasmo Carlos, além de ter trabalhado com Tim Maia, Elis Regina e muitos outros. Durante o auge da carreira, Lanny foi para Londres, onde descobriu o LSD. O uso contínuo da droga fez um estrago irreversível. Diagnosticado com esquizofrenia, ele acabou internado numa clínica psiquiátrica, com tratamento a base de eletrochoques, e se afastou dos palcos. O retorno à música foi tímido, participando nos anos 1980 da Banda Performática do pintor José Roberto Aguilar, de trabalhos do cantores Itamar Assumpção e Vange Leonel, além do disco “Aos Vivos” (1995) do cantor Chico César. Seu primeiro disco solo só saiu em 2001, o auto-intitulado “Lanny Gordin”, que foi seguido por “Projeto Alfa” (2004), ambos da gravadora independente Baratos Afins, e os aclamado álbuns “Duos” (2005) e “Lanny Duos” (2007), que contou com a participação de várias estrelas da música brasileira. Esses trabalhos reafirmaram sua posição como um dos maiores guitarristas do Brasil. Nos últimos anos, ele enfrentou desafios de saúde significativos, incluindo a síndrome de Guillain-Barré e uma inflamação nas articulações da coluna, mas continuou tocando sua guitarra, registrando sua história no documentário “Inaudito”, lançado em 2020.
Caetano e Chico processam deputado após acusação sobre uso de verba: “Fumar maconha”
Caetano Veloso e Chico Buarque se uniram num processo judicial contra o deputado federal Gilvan da Federal. Os cantores foram acusados pelo político de fazerem uso de dinheiro público para “fumar maconha”. O caso ocorreu no dia 25 de outubro durante um discurso na Câmara dos Deputados, onde o parlamentar criticou o governo federal por repassar R$ 15 bilhões em recursos à Cultura e esbravejou contra os artistas. A verba será distruibuída ao setor por meio da PNB (Política Nacional Aldir Blanc) até 2027. “Destinar 15 bilhões para a cultura? É brincadeira. R$ 3 bilhões por ano. Aí vão dizer: ‘Não, é para os municípios, é para aquele artista desconhecido’. Não é não. Boa parte é para o seu Caetano Veloso, é para o seu Chico Buarque fumar a maconha deles, morar em Miami, nas mansões que eles moram”, declarou Gilvan da Federal, na ocasião. Em outro momento, Gilvan diz que o repasse de verbas de incentivo cultura é uma “palhaçada”. O político também voltou a acusar os cantores de utilizarem os recursos públicos para a compra ilegal de drogas: “R$ 3 bilhões por ano para a cultura, para Caetano Veloso, para Chico Buarque, para Daniela Mercury. É uma palhaçada. Para você que fez o L, está aí, dinheiro para a Cultura, para esse pessoal que é milionário fumar uma maconha”. Caetano Veloso e Chico Buarque acionaram à Justiça contra Gilvan da Federal, que vai responder por informação caluniosa. Após o processo, o deputado se manifestou sobre a situação e disse não temer: “Podem me processar! Não tenho medo e nem me acovardo diante de ninguém! Sempre vou expor as mentiras dessa esquerda que só quer sugar as riquezas do nosso país”, esbravejou.
Nem Caetano Veloso sabe responder questão do Enem sobre sua música
Caetano Veloso foi desafiado por sua esposa, Paula Lavigne, a responder uma questão do Enem que envolvia interpretação de letras de suas músicas, “Alegria, Alegria” e “Anjos Tronchos”. O teste aconteceu no domingo (5/11) e exigia que os candidatos identificassem conexões entre as letras das duas músicas mencionadas, o que Veloso achou ambíguo. O próprio autor das músicas expressou incerteza sobre a resposta, comentando que todas as alternativas pareciam corretas, mas inclinou-se pelas opções B e D após uma análise mais detalhada. “Quando li, achei que são todas [corretas]”. Ele chega a escolher a letra A, mas mais adiante, Caetano indicou as alternativas B e D como as mais apuradas, segundo vídeo divulgado por Lavigne. Todas as alternativas abaixo “‘Referência às cores como elemento de crítica a hábitos contemporâneos’, na verdade tem isso nas duas letras”, disse o artista em referência à opção A. Mas quando Paula pergunta se ele não acha que a resposta certa é a B – alternativa que apareceu na maioria dos gabaritos extraoficiais, Caetano muda de ideia: “‘Percepção da profusão de informações gerada pela tecnológica’. É, está certo. B de bola”. O artista diz que a alternativa C, que fala da “contraposição entre os vícios e as virtudes da vida moderna”, também poderia ser considerada correta. Então, passa então a avaliar a alternativa D, “Busca constante pela liberdade de expressão individual”. “Eu achei que era essa, mas aí todo mundo falou: Não, é B”, diz Paula. “Eu acho [que é essa] também”, responde Caetano. Para completar, ele ainda afirma que a opção E, “Crítica à finalidade comercial das notícias”, também parece estar certa. Mas, depois de avaliar, completa: “B e a D são, aparentemente, as mais apuradas assim”. E a resposta certa é… Professores do Curso Anglo, que fazem análise extraoficial do conteúdo, cravaram B. E provavelmente será a resposta do gabarito oficial. Mas, falando sério, o recorte citado de “Alegria, Alegria” – “O Sol nas bancas de revistas/ Me enchem de alegria e preguiça/ Quem lê tanta notícia/ Eu vou/ Por entre fotos e nomes/ Os olhos cheios de cores/ O peito cheio de amores vãos” não expressa tecnologia, e sim tédio e comercialização de notícias. Aparentemente, os “professores” consideram a invenção da imprensa no século 19 como tecnologia. Mas a música se refere à revistas como “Fatos e Fotos”, precursora das páginas de fofocas, ao citar Bardot e Cardinalle “por entre fotos e nomes”. A passagem de “Anjos Tronchos” é ainda mais explícita no sentido da letra E, de errada para eles: “Uns anjos tronchos do Vale do Silício/ Desses que vivem no escuro em plena luz/ Disseram: Vai ser virtuoso no vício/ Das telas dos azuis mais do que azuis/ Agora a minha história é um denso algoritmo/ Que vende venda a vendedores reais/ Neurônios meus ganharam novo outro ritmo/ E mais, e mais, e mais, e mais, e mais”. O gabarito oficial será divulgado no dia 24 de novembro (quinta-feira), e os estudantes ainda têm pela frente as provas de matemática e ciências da natureza, agendadas para o próximo domingo (12). 📚Isso resume o nosso ensino de hoje dos professores e jornalistas, eles pegam uma frase e interpretam do jeito deles e forçam goela abaixo que a população aceite as afirmações deles e foda si o autor. Nem Caetano Veloso não consegue responder a pergunta do ENEM que citava as… pic.twitter.com/1UYqxWvPyD — Insanus Insensatos (@mdfdecors) November 6, 2023
Intérprete de Gal Costa no cinema, Sophie Charlotte impressiona ao cantar no “Altas Horas”
Como diria Faustão, quem sabe faz ao vivo. E Sophie Charlotte, que vive Gal Costa no filme “Meu Nome É Gal”, mostrou que dispensa dublagem para cantar como a diva. Ela participou do programa “Altas Horas” de sábado (7/10), onde chamou atenção por cantar a música “Divino Maravilhoso”, clássico de Gal, de forma divina e maravilhosa. Após a apresentação, Serginho Groisman celebrou: “Sophie Charlote! Viva Gal!”. “Viva Gal, pra sempre! Viva Gal, no lugar mais bonito, sempre! Obrigada, gente!”, retribuiu a atriz. A performance da atriz arrancou vários elogios nas redes sociais. “Não existe absolutamente nada que essa mulher não faça bem, né?”, reagiu um internauta, enquanto outro foi além: “Podia ter colocado ela no lugar da Marina Sena pra cantar essa no The Thown”. E teve comentários ainda mais emocionados: “A sensação que tenho depois de assistir a pré-estreia do filme, é que ela nasceu pra ser Gal, que trabalho magnífico, esplendoroso, arrepiante, meu Deus!” O filme de Gal Costa “Meu Nome É Gal” foca o começo da carreira da cantora, que faleceu em novembro passado aos 77 anos, mostrando a escolha de seu nome artístico, a convivência com os colegas baianos durante Tropicália, a época do desbunde e o enfrentamento da repressão durante a ditadura militar. Tudo isso com vários visuais marcantes incorporados por Sophie. Dirigido por Dandara Ferreira (que escreveu e dirigiu a série documental “O Nome Dela É Gal”) e Lô Politii (“Alvorada”), o filme também traz o baiano Rodrigo Lelis (“A Matriarca”) como Caetano Veloso, Dan Ferreira (“Pixinguinha, Um Homem Carinhoso”) como Gilberto Gil e a própria Dandara Ferreira como Maria Bethânia. A estreia acontece na quinta-feira (12/10) nos cinemas. Linda — Jo (@Jo54627863) October 8, 2023 Podia ter colocado ela no lugar da Marina Sena pra cantar essa no The Thown. — Sr. Pac (@Paczin_) October 8, 2023 Longe de mim desmerecer qualquer parte da carreira da Sophie, até porque a admiro demais! Mas olha, a sensação que tenho depois de assistir a pré estreia do filme, é que ela nasceu pra ser Gal, que trabalho magnífico, explendoroso, arrepiante, meu Deus 👏👏👏 — DSBH 🍭🌵🌪 (@DivulgaSophiaBH) October 8, 2023 não existe absolutamente nada que essa mulher não faça bem né — gabuzinho 🩸 (@gabuzinhoof) October 8, 2023
João Donato, ícone da MPB, morre aos 88 anos
O cantor e compositor João Donato morreu aos 88 anos nesta segunda-feira (17/7), no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada através de um comunicado oficial, sem divulgar a causa da morte. No Instagram, a equipe do músico informou que o velório será realizado no Theatro Municiapl do Rio, “em horário a ser divulgado brevemente”. “Hoje o céu dos compositores amanheceu mais feliz: João Donato foi para lá tocar suas lindas melodias. Agora, sua alegria e seus acordes permanecem eternos por todo o universo”, escreveu a equipe. Saúde delicada João Donato enfrentava uma série de problemas de saúde e, recentemente, chegou a tratar uma infecção pulmonar. Em junho deste ano, o artista esteve internado, mas a família não divulgou detalhes da condição. No final do mês, o compositor recebeu a visita de seu filho Donatinho. “Vim passar uns dias para mimar o Big Donato, agora que ele teve alta do hospital. Ele pediu para eu cozinhar um dos pratos preferidos dele, o Spagabola (mais conhecido como Spaguetti a Bolognesa)”, publicou na ocasião. Carreira de João Donato João Donato de Oliveira Neto nasceu em Rio Branco, no Acre, em 1934. A paixão pela música começou ainda na infância, quando ganhou um acordeão de presente. Em 1945, a família de Donato se mudou para o Rio de Janeiro, onde ele realizou suas primeiras apresentações no palco em festas de colégio. A primeira gravação profissional aconteceu como integrante da banda do flautista Altamiro Carrilho. Tempos depois, João Donato passou a trabalhar com o violinista Fafá Lemos e tornou-se suplente de Chiquinho do Acordeom. Além disso, João Donato frequentou o Sinatra-Farney Fã Clube por 17 meses. O local fica na Barra da Tijuca e é considerado uma das principais escolas da geração conhecida como Bossa Nova. O artista teve contato com nomes como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto e Johnny Alf. No entanto, o pianista não obteve reconhecimento merecido e tampouco fez parte do “esquema”. “Eu não sou bossa nova, eu não sou samba, eu não sou jazz, eu não sou rumba, eu não sou forró. Na verdade, eu sou isso tudo ao mesmo tempo”, comentou o artista ao jornal O Globo. Apesar de não ser um medalhão midiático, João Donato moldou a Música Popular Brasileira (MPB) entre 1960 e 1970 com sua música de estilo único. Ele contribuiu com clássicos como “A Rã”, de Caetano Veloso, “A Paz”, de Leila IV, e “Emoriô”, de Gilberto Gil. Em 2010, João Donato foi reconhecido com um prêmio Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Jazz, por seu trabalho em “Sambolero”. Oito anos depois, ele ainda foi reconhecido pelo Prêmio da Música Brasileira. O artista também foi indicado à premiação em 2016, na categoria de Melhor Álbum Instrumental com o projeto “Donato Elétrico”. No ano passado, ele disputou a categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira com “Síntese do Lance”.
Sophie Charlotte é Gal Costa no primeiro trailer da cinebiografia
A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Meu Nome É Gal”, cinebiografia de Gal Costa que traz Sophie Charlotte (“Passaporte para a Liberdade”) no papel principal. A prévia foca o começo da carreira da cantora, que faleceu em novembro passado aos 77 anos, mostrando a escolha de seu nome artístico, a convivência com os colegas baianos durante Tropicália, a época do desbunde e o enfrentamento da repressão durante a ditadura militar. Tudo isso com vários visuais marcantes incorporados por Sophie. As imagens do filme de Dandara Ferreira (que escreveu e dirigiu a série documental “O Nome Dela É Gal”) e Lô Politii (“Alvorada”) também mostram o baiano Rodrigo Lelis (“A Matriarca”) como Caetano Veloso, Dan Ferreira (“Pixinguinha, Um Homem Carinhoso”) como Gilberto Gil e a própria Dandara Ferreira como Maria Bethânia. A estreia está marcada para 19 de outubro nos cinemas brasileiros.
Gilberto Gil admite relações com homens: “Somos todos bissexuais”
O cantor Gilberto Gil revelou que já teve relações sexuais com outros homens na época da sua juventude. Em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira (2/6), o artista afirmou que, apesar dos relacionamentos homoafetivos, nunca sentiu atração sexual por pessoas do mesmo sexo. Desde 1998, o cantor de 80 anos é casado com Flora Gil. Durante a conversa, ele declarou acreditar que todos somos bissexuais por uma questão genética. “Somos todos filhos de um pai e de uma mãe, resultado da combinação dos genes de ambos. Portanto, somos todos bissexuais”, argumentou. Embora tenha se relacionado com homens, ele reafirmou que seu interesse pelo gênero feminino é predominante. “Apesar de ter me sentido atraído por mulheres, nunca senti atração por homens. No entanto, por questões de delicadeza natural, educação e afinidade, já estive próximo da sexualidade de outros homens”, revelou. Ele também detalhou que essas experiências ocorreram em um período em que a “sexualidade era algo mais intenso” para ele. “Houve momentos em que me aproximei de outros homens nesse sentido, mas nunca da mesma forma como com as mulheres. Para mim, essas experiências nunca foram equivalentes”, esclareceu. “Atraído como tenho sido pelas mulheres, nunca. Nunca tive tesão num homem, como se diz”, completou. Ao longo da carreira, iniciada no fim dos anos 1950, o artista foi alvo de rumores sobre um suposto envolvimento amoroso com o cantor Caetano Veloso. O veterano negou essas especulações e destacou que sempre encarou os boatos com naturalidade. “Eu encarava essas especulações como uma consequência da nossa proximidade, dos nossos gostos e do encantamento mútuo”, revelou. Ele também ressaltou que essas suposições poderiam ter despertado fantasias a respeito do que poderiam ser possíveis desdobramentos da sexualidade entre eles. “Mas tudo isso não passava de fantasias”, concluiu o artista. Com o passar dos anos, o cantor deu beijos abertamente em colegas da música, como Lulu Santos. Em 2022, os dois publicaram uma foto no Instagram dando um selinho nos bastidores do festival Rock The Mountain. “Um encontro de gente fina, elegante e sincera nos bastidores do Rock The Mountain”, escreveu na legenda. Questionado sobre sua sexualidade há anos, o cantor já havia falado sobre o assunto no século passado. Em 1987, durante sua participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, ele respondeu uma pergunta sobre seu jeito “afeminado” durante os shows. “Eu não me acho nada afeminado, no sentido de que eu tente mimetizar, digamos assim, os trejeitos de um personagem feminino”, declarou. Na entrevista de mais de 30 anos atrás, ele deu uma resposta similar a esta declaração mais recente. “Eu acho que tenho em mim um equilíbrio muito natural, muito visível, entre o homem e a mulher dos quais eu sou filho. Acho que comtemplo tanto a minha mãe quanto o meu pai. E eu não posso negar que a minha mãe é uma mulher”, justificou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Gilberto Gil (@gilbertogil)
Ator de “Mar do Sertão” assume relacionamento LGBTQIAP+
O ator Matteus Cardoso, atualmente no ar em “Mar do Sertão” na Globo, assumiu seu namorado e até revelou planos de casamento. Na quarta-feira (28/12), ele tornou público o namoro com o estudante de medicina Bruno Henrique Albuquerque, com quem está junto há quatro anos e planeja se casar. Numa entrevista ao site NDT, o artista declarou que está sendo “muito bem querido e cuidado” pelo amado e aproveitou para rasgar elogios a Bruno. “[Ele] é um cara inspirado, inspirador, muito apaixonado pela medicina, pela ciência, pela saúde. É um cara que cuida muito bem de mim, me inspira e a gente tá seguindo nessa caminhada, juntos”, afirmou. “Eu quero muito me casar, eu estou aí, juntando dinheiro, fazendo a novela. E juntando dinheiro pra gente poder se casar. É, mas é isso, eu tenho namorado, estamos juntos, estamos bem”, confirmou o ator, que há tempos trocam declarações afetivas e compartilham fotos românticas nas redes sociais. Curiosamente, ao mesmo tempo começou a circular que Humberto Carrão estaria namorando com o produtor e diretor de arte Thales Junqueira. Os dois estão juntos em Salvador (BA) para as festas de fim de ano e o romance começou a ser especulado desde dias atrás, quando Humberto publicou uma foto abraçando Thales e escreveu: “Brilhante, ê! Viva, meu amor”. Na quinta (29/12), Thales publicou uma foto com Humberto, a atriz Regina Cazé (“Todas as Flores”) e o cantor Caetano Veloso. Na legenda da publicação, ele escreveu que a atriz seria a responsável pela união da dupla. “Nossa cupida”, declarou. Nenhum deles definiu o relacionamento como Matteus Cardoso, mas as redes já assumiram que se trata mesmo de um casal. Diante da repercussão, os assessores se pronunciaram, afirmando que a notícia do namoro era “completamente equivocada”. O próprio Thales resolveu dizer que não é namoro, mas amizade.Responsável por sucessos do cinema como “Bacurau” e “Que Horas Ela Volta?”, o produtor explicou que a “expressão ‘cupida’ é porque foi a Regina que apresentou a gente pro Caetano”, esclareceu. E ainda acrescentou: “Não, claro que não estamos namorando. Somos amigos”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Bruno Albuquerque (@brunoabq) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thales Junqueira (@thalesjunqueiraa)
Filme com Sophie Charlotte vai contar vida de Gal Costa
A cantora Gal Costa, falecida na manhã desta quarta-feira (9/11), aos 77 anos, vai ter a vida retratada num filme que já está em desenvolvimento. “Meu nome é Gal” tem direção de Dandara Ferreira (que escreveu e dirigiu a série documental “O Nome Dela É Gal”) e Lô Politii (“Alvorada”), e traz a atriz Sophie Charlotte (“Passaporte para a Liberdade”) no papel da artista. A trama retrata apenas uma pequena parte da trajetória da cantora, quando, aos 20 anos, decide se mudar para o Rio de Janeiro, onde encontra seus amigos da Bahia, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Dedé Gadelha. Em entrevista ao jornal o Globo, a codiretora Dandara Ferreira disse que “a maior tristeza é a de não ter podido mostrar o filme a ela”. “Ela, Wilma (Petrillo, empresária de Gal) e eu trabalhamos muito nisso, era um sonho. Ela dizia que queria que, depois do documentário, tivesse um filme de ficção, até brincava com o filme da Elis (Regina)”, contou a cineasta. O roteiro é assinado por Lô Politi. E o elenco tem Rodrigo Lelis (Caetano Veloso), Dan Ferreira (Gilberto Gil), Camila Márdila (Dedé Gadelha), George Sauma (Waly Salomão), Luis Lobianco (o empresário Guilherme Araújo) e a própria Dandara Ferreira (Maria Bethânia), entre outros. Com produção é da Paris Entretenimento em coprodução da Globo Filmes e da Dramática Filmes, o longa tem previsão de lançamento para o dia 9 de março de 2023.










