Atriz de Still Star-Crossed negocia substituir DeWanda Wise em Capitã Marvel
A atriz inglesa Lashana Lynch (intérprete de Rosaline na série de curta duração “Still Star-Crossed”) está negociando assumir o papel que seria interpretado por DeWanda Wise em “Capitã Marvel”. Segundo o site Deadline, Wise teve problemas de agenda, num conflito entre as filmagens da Marvel e as gravações da 2ª temporada de “Ela Quer Tudo” (“She’s Gotta Have It”), de Spike Lee, e teve que desistir do filme. O papel da atriz ainda não tinha sido revelado. Com Brie Larson como a Capitã Marvel, o filme tem estreia prevista para março de 2019.
Atriz de Ela Quer Tudo sai do filme da Capitã Marvel
A atriz DeWanda Wise deixou o elenco de “Capitã Marvel”, nas primeiras semanas de filmagem. O papel da atriz ainda não tinha sido revelado, e ainda não há confirmação de quem entrará no lugar. Segundo o site Deadline, Wise teve problemas de agenda, num conflito entre as filmagens da Marvel e as gravações da 2ª temporada de “Ela Quer Tudo” (“She’s Gotta Have It”), de Spike Lee. Quando ela entrou no filme, a série também foi renovada. Na produção da Netflix, a atriz interpreta a protagonista Nola. Com Brie Larson no papel principal, “Capitã Marvel” tem estreia prevista para março de 2019.
Saiba porque Jodie Foster foi de muletas ao Oscar
Obviamente, a culpa pelas muletas de Jodie Foster durante a apresentação do Oscar 2018 não foi de Meryl Streep. A atriz contou à revista People que se machucou há algumas semanas enquanto esquiava. Sabendo do acidente, os roteiristas aproveitaram para criar uma piada na apresentação. “Culpa da Streep”, disse Foster, ao subir no palco com duas muletas. “Ela deu uma de Tonya comigo”, disse, em referência à trama de “Eu, Tonya”, filme sobre a patinadora que teria tramado quebrar a perna de uma rival. Mas a verdade é que a curiosidade em torno de Jodie Foster foi providencial, pois serviu para desviar a atenção do que poderia ser comentado no momento em que ela e Jennifer Lawrence ocuparam o palco do Dolby Theatre para apresentar o Oscar de Melhor Atriz: a ausência de Casey Affleck. Tradicionalmente, o ator vencedor do Oscar passado faz a apresentação das indicadas à categoria de Melhor Atriz da edição seguinte. Mas, prevendo – em cheio – o clima politizado da cerimônia, Affleck pediu para ser dispensado do “dever”. Antes mesmo de conquistar o prêmio por “Manchester à Beira-Mar”, no ano passado, ele já enfrentava denúncias de assédio de duas profissionais de um filme anterior. Ele foi acusado pela produtora Amanda White e pela diretora de fotografia Magdalena Gorka, que o acionaram judicialmente e o caso foi resolvido em sigilo, com uma indenização financeira. Após vencer o Oscar, o ator deu entrevista ao jornal Boston Globe em que confirmou que todos os envolvidos no caso estavam proibidos por contrato de comentar o assunto. Desde então, o escândalo sexual de Harvey Weinstein veio à tona, repleto de contratos similares, e a tolerância com assediadores diminuiu a zero. No caso de Affleck, havia até uma campanha online para impedir sua participação no Oscar deste ano. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não fosse convidado a apresentar o prêmio – e o site registrou que a campanha foi vitoriosa. Segundo o site Deadline, o ator teria ficado com receio e, diante do tom anti-assédio que se esperava na cerimônia, preferiu cancelar sua participação a correr o risco de comprometer o resto de sua carreira. A informação foi confirmada por um representante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Sua ausência – quase – nem foi notada.
Jennifer Lawrence e Jodie Foster vão substituir Casey Affleck na cerimônia do Oscar 2018
A ausência de Casey Affleck vai quebrar uma antiga tradição no Oscar 2018: o costume de o vencedor do Oscar de Melhor Ator entregar o troféu para a vencedora da categoria de Melhor Atriz no ano seguinte. Diante do clima de ajuste de contas do movimento #MeToo, Affleck se adiantou a qualquer decisão da Academia e pediu para não participar da cerimônia. Assim, as atrizes Jennifer Lawrence e Jodie Foster foram escolhidas para substituí-lo no evento. Affleck foi premiado por “Manchete à Beira-Mar”, após ser acusado de assédio por duas mulheres com quem trabalhou no documentário “Eu Ainda Estou Aqui” (2010). Na ocasião, a atriz Brie Larson, que entregou o prêmio, fez questão de não aplaudi-lo. “Eu acredito que o que eu fiz no palco falou por si mesmo”, ela afirmou em entrevista para a revista Vanity Fair. Ele foi acusado pela produtora Amanda White e pela diretora de fotografia Magdalena Gorka, que acionaram Affleck judicialmente e o caso foi resolvido em sigilo, com uma indenização financeira. Após vencer o Oscar, o ator deu entrevista ao jornal Boston Globe em que confirmou que todos os envolvidos no caso estavam proibidos por contrato de comentar o assunto. Desde então, o escândalo sexual de Harvey Weinstein veio à tona, repleto de contratos similares, e a tolerância com assediadores diminuiu a zero. No caso de Affleck, havia até uma campanha online para impedir sua participação no Oscar deste ano. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não fosse convidado a apresentar o prêmio – e o site agora registra que a campanha foi vitoriosa. Segundo o site Deadline, o ator teria ficado com receio e, diante do tom anti-assédio que deverá marcar a cerimônia, preferiu cancelar sua participação a correr o risco de comprometer o resto de sua carreira. A informação foi confirmada por um representante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A escolha de Jodie Foster e Jennifer Lawrence marca um nuance politizado dos produtores da cerimônia de entrega do Oscar, já que coloca duas mulheres no lugar de um homem. Mais que isso, ambas são conhecidas por suas posturas e ativismo em defesa das minorias. Jodie Foster, inclusive, venceu um Oscar por interpretar uma mulher abusada sexualmente, em “Acusados” (1988). E Jennifer Lawrence está produzindo uma série documental baseada no movimento #MeToo.
Atriz da série Humans será a vilã Doutora Minerva no filme da Capitã Marvel
A Marvel contratou a atriz inglesa Gemma Chan para viver Minn-Erva no filme da Capitã Marvel. Nos quadrinhos, a personagem também é conhecida como a vilã Doutora Minerva, uma geneticista e espiã kree (alienígena). Ela se junta ao elenco que destaca Brie Larson como Carol Danvers/Capitã Marvel. O primeiro filme de super-heroína da Marvel também voltará a trazer Samuel L. Jackson (“Capitão América: O Soldado Invernal”) como Nick Fury e Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) como Walter Lawson/Mar-Vell no filme, além de Ben Mendelson (“Rogue One”) e DeWanda Wise (série “She’s Gotta Have It”) em papéis não revelados. A trama está sendo mantida em segredo, mas já se sabe que se passará nos anos 1990 e também envolverá a raça alienígena dos skrulls. O roteiro foi finalizado por Geneva Robertson-Dworet (do vindouro “Tomb Raider”), contratada em agosto para trabalhar em cima da premissa escrita por Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”). A direção está a cargo do casal Anna Boden e Ryan Fleck, responsável por dramas e comédias indies, como “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010), “Parceiros de Jogo” (2015) e “Half Nelson: Encurralados” (2006). “Capitã Marvel” chega aos cinemas em março de 2019.
Primeira lista de apresentadores do Oscar 2018 confirma exclusão de Casey Affleck
A divulgação da primeira lista de artistas que entregarão estatuetas do Oscar 2018, que revelou a participação da atriz chilena Daniela Vega, primeira transexual a apresentar a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, também confirmou o “banimento” de Casey Affleck. Vencedor do Oscar de Melhor Ator no ano passado, o ator pediu para ser dispensado da obrigação de anunciar o premiado deste ano, devido à acusações de abuso sexual, e seu nome não foi incluído na lista, que traz os demais atores consagrados no Oscar 2017: Emma Stone (vencedora por “La La Land”), Viola Davis (“Um Limite entre Nós”) e Mahershala Ali (“Moonlight”). Affleck foi premiado por “Manchete à Beira-Mar”, após ser acusado de assédio por duas mulheres com quem trabalhou no documentário “Eu Ainda Estou Aqui” (2010). Na ocasião, a atriz Brie Larson, que entregou o prêmio, fez questão de não aplaudi-lo. “Eu acredito que o que eu fiz no palco falou por si mesmo”, ela afirmou em entrevista para a revista Vanity Fair. Ele foi acusado pela produtora Amanda White e pela diretora de fotografia Magdalena Gorka, que acionaram Affleck judicialmente e o caso foi resolvido em sigilo, com uma indenização financeira. Após vencer o Oscar, o ator deu entrevista ao jornal Boston Globe em que confirmou que todos os envolvidos no caso estavam proibidos por contrato de comentar o assunto. Desde então, o escândalo sexual de Harvey Weinstein veio à tona, repleto de contratos similares, e a tolerância com assediadores diminuiu a zero. No caso de Affleck, havia até uma campanha online para impedir sua participação no Oscar deste ano. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não fosse convidado a apresentar o prêmio – e o site agora registra que a campanha foi vitoriosa. Segundo o site Deadline, o ator teria ficado com receio e, diante do tom anti-assédio que deverá marcar a cerimônia, preferiu cancelar sua participação a comprometer o resto de sua carreira. A informação foi confirmada por um representante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Os primeiros nomes confirmados para participação da cerimônia de premiação incluem, portanto, três dos quatro atores que venceram os prêmios de interpretação do ano passado, a chilena Daniela Vega e mais os seguintes astros de Hollywood: Chadwick Boseman (“Pantera Negra”), Laura Dern (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”), Greta Gerwig (diretora de “Lady Bird”), Tiffany Haddish (“Girls Trip”), Tom Holland (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) e Margot Robbie (“Eu, Tonya”). A 90ª edição do prêmio mais importante do cinema vai acontecer em 4 de março no Teatro Dolby, em Los Angeles, e contará com o humorista Jimmy Kimmel como mestre de cerimônias. Os canais Globo e TNT realizam a transmissão no Brasil.
Brie Larson usa uniforme “diferente” nas primeiras fotos das filmagens de Capitã Marvel
As filmagens de “Capitã Marvel” começaram em Atlanta, nos Estados Unidos, e os paparazzi foram rápidos para registrar as primeiras fotos de Brie Larson vestida como a heroína. Mas as imagens também revelaram uma surpresa, que deixou os fãs dos quadrinhos espantados. Afinal, que uniforme é aquele? A Capitã Marvel é conhecida por usar uniforme azul e vermelho, com detalhes em amarelo, desde os tempos em que era chamada de Miss Marvel. Mas o uniforme visto nas filmagens é verde e preto, com detalhes prateados. A explicação deve ser simples, já que o uniforme kree usado pelo primeiro Capitão Marvel nos quadrinhos, durante a década de 1960, era esverdeado. Antes de adotar o traje clássico que seria incorporado por Carol Danvers, Mar-Vell também inspirou a heroína a usar uma versão esverdeada de seu uniforme original, numa das versões desta história cheia de reboots (veja abaixo). Segundo rumores ainda não oficializados, o ator Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) vai interpretar Mar-Vell no filme – bem como sua identidade secreta, o cientista Walter Lawson. O primeiro filme de super-heroína da Marvel também voltará a trazer Samuel L. Jackson (“Capitão América: O Soldado Invernal”) como Nick Fury, além de Ben Mendelson (“Rogue One”) e DeWanda Wise (série “She’s Gotta Have It”). O roteiro foi finalizado por Geneva Robertson-Dworet (do vindouro “Tomb Raider”), contratada em agosto para trabalhar em cima da premissa escrita por Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”). A direção está a cargo do casal Anna Boden e Ryan Fleck, responsável por dramas e comédias indies, como “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010), “Parceiros de Jogo” (2015) e “Half Nelson: Encurralados” (2006). “Capitã Marvel” chega aos cinemas em março de 2019.
Pressionado, Casey Affleck desiste de apresentar prêmio no Oscar 2018
O ator Casey Affleck desistiu de participar da cerimônia do Oscar 2018. Vencedor do Oscar de Melhor Ator de 2017, ele deveria anunciar e premiar a Melhor Atriz deste ano, conforme a tradição da Academia. Mas não teria suportado a pressão do ressurgimento de suas acusações de assédio sexual. Affleck foi premiado por “Manchete à Beira-Mar”, após ser acusado de assédio por duas mulheres com quem trabalhou no documentário “Eu Ainda Estou Aqui” (2010). Na ocasião, a atriz Brie Larson, que entregou o prêmio, fez questão de não aplaudi-lo. “Eu acredito que o que eu fiz no palco falou por si mesmo”, ela afirmou em entrevista para a revista Vanity Fair. Ele foi acusado pela produtora Amanda White e pela diretora de fotografia Magdalena Gorka, que acionaram Affleck judicialmente e o caso foi resolvido em sigilo, com uma indenização financeira. Após vencer o Oscar, o ator deu entrevista ao jornal Boston Globe em que confirmou que todos os envolvidos no caso estavam proibidos por contrato de comentar o assunto. Desde então, o escândalo sexual de Harvey Weinstein veio à tona, repleto de contratos similares, e a tolerância com assediadores diminuiu a zero. No caso de Affleck, havia até uma campanha online para impedir sua participação no Oscar deste ano. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não fosse convidado a apresentar o prêmio – e o site agora registra que a campanha foi vitoriosa. Segundo o site Deadline, o ator teria ficado com receio e, diante do tom anti-assédio que deverá marcar a cerimônia, preferiu cancelar sua participação a comprometer o resto de sua carreira. A informação foi confirmada por um representante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A revista Variety chegou a procurar Affleck para comentar a desistência, mas não obteve resposta. A equipe de assessoria do ator, porém, revelou que ele nem sequer vai marcar presença no Oscar. Após três meses intensos, carregados de escândalos de assédios e abusos sexuais, a expectativa é que o Oscar 2018 seja marcada por discursos e manifestações de protesto.
Brie Larson compartilha foto de seu treinamento para viver a Capitã Marvel
A atriz Brie Larson (“Kong: A Ilha da Caveira”) publicou em seu Instagram a primeira foto de seu treinamento na Base da Força Aérea de Nellis, em Nevada, para o filme “Capitã Marvel”. “Aprendendo como voar”, ela explicou na foto. Mas já tinha sido furada pelos pilotos da base, que na quinta (18/1) passada compartilharam imagens da sua passagem pelo local. Larson foi fazer “laboratório” para aprender como se portam os pilotos e como eram os aviões de caça dos anos 1990. Ela chegou a vestir um uniforme de piloto e visitar o cockpit de uma aeronave, enquanto teve aulas com os militares. Nos quadrinhos, a identidade secreta da heroína é uma piloto de caça, a Capitã Carol Danvers. Por enquanto, o treino/passeio foi só uma preparação. Mas as filmagens não vão demorar. A produção deve começar a ser rodada em meados de março. Com Brie Larson no papel-título, o primeiro filme de super-heroína da Marvel voltará a trazer Samuel L. Jackson (“Capitão América: O Soldado Invernal”) como Nick Fury, além de Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Ben Mendelson (“Rogue One”) e DeWanda Wise (série “She’s Gotta Have It”). Law daria vida ao kree Mar-Vell, o Capitão Marvel, segundo rumores. Só o que foi oficialmente revelado até agora é que os skrulls estarão na trama e que a história será passada nos anos 1990. O roteiro foi finalizado por Geneva Robertson-Dworet (do vindouro “Tomb Raider”), contratada em agosto para trabalhar em cima da premissa escrita por Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”). A direção está a cargo do casal Anna Boden e Ryan Fleck, responsável por dramas e comédias indies, como “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010), “Parceiros de Jogo” (2015) e “Half Nelson: Encurralados” (2006). A estreia é prevista para março de 2019. Learning how to fly. Uma publicação compartilhada por Brie (@brielarson) em 23 de Jan, 2018 às 12:10 PST
James Franco é barrado e substituto de Kevin Spacey indicado no Oscar do #Metoo
As indicações de melhores atores, onde geralmente há menos surpresas, foi onde o Oscar 2018 mostrou maior ousadia. Mesmo que a entrega dos prêmios insista em repetir os nomes que venceram o SAG Awards, como tem sido regra, a lista tem elementos suficientes de intriga, superação e afirmação social para render um bom entretenimento de cinema. De imediato, chama atenção a ausência de James Franco, premiado no Globo de Ouro e no Critics Choice por “Artista do Desastre”. As acusações de assédio contra Franco, que surgiram após suas recentes vitórias, podem ter pesado em sua exclusão, mesmo sendo considerado favorito ao prêmio. No ano passado, denúncias não fizeram diferença. O ator Casey Affleck venceu o Oscar 2017 por “Manchete à Beira-Mar”, apesar de acusações de assédio sexual de duas mulheres com quem trabalhou. Na ocasião, a atriz Brie Larson, que entregou a estatueta, fez questão de não aplaudi-lo. “Eu acredito que o que eu fiz no palco falou por si mesmo”, ela afirmou em entrevista para a revista Vanity Fair, enquanto divulgava “Kong: A Ilha da Caveira”. Mas os protestos se intensificaram muito desde então. Após as primeiras acusações contra Harvey Weinstein chegarem na imprensa nova-iorquina em outubro, a lista de escândalos em Hollywood ganhou proporções epidêmicas, gerando a hashtag #Metoo, em que atrizes e até alguns atores revelaram casos em que sofreram assédios no ambiente de trabalho. Vários astros e produtores poderosos foram demitidos em consequência da proliferação das denúncias. E a própria Academia fez algo até recentemente impensável: expulsou Harvey Weinstein. Weinstein foi um dos fundadores da Miramax, empresa que dominou a premiação do Oscar nos anos 1990 e acabou absorvida pela Disney. Mais recentemente, ele comandava a empresa que leva seu nome, The Weinstein Company, e, ao todo, suas produções tiveram 303 indicações ao Oscar e renderam 75 estatuetas. Para dar dimensão de sua importância, um levantamento da revista Newsweek observou que o nome de Harvey Weinstein é o segundo mais citado nos discursos de agradecimento dos vencedores do Oscar em todos os tempos, atrás apenas de Steven Spielberg – e na frente de Deus, por exemplo. E ele foi expulso da Academia sem cerimônia e sem direito de poder, nunca mais, participar da premiação. Quem também caiu em desgraça foi Kevin Spacey, vencedor de dois Oscar – Melhor Ator Coadjuvante por “Os Suspeitos” (1995) e Melhor Ator por “Beleza Americana” (2000). Seu escândalo de abuso sexual estourou após as filmagens de “Todo o Dinheiro do Mundo”, e a reação do diretor Ridley Scott, ao ver o trabalho sob risco de jamais ser lançado por conta da repercussão negativa, foi correr para retirar o ator de cena – com o filme pronto! Christopher Plummer foi chamado às pressas para refilmar as cenas de Spacey na pós-produção. A solução dispendiosa envolveu não apenas mais um salário, mas também refilmagens extensas. E Scott só conseguiu o aval da Sony ao prometer que entregaria a nova versão do filme, sem Spacey, no prazo da estreia oficial: 22 de dezembro nos Estados Unidos. Mesmo assim, o filme acabou adiado para 25 de dezembro, ainda a tempo de ser considerado pelo Oscar. E, de fato, “Todo o Dinheiro do Mundo” acabou conseguindo indicação. No singular. Para Plummer, o substituto de última hora – que antes chegou a ser nomeado ao Globo de Ouro. A grande ironia é que o ator veterano tinha sido a escolha original do diretor para o papel, mas a Sony pressionou por Spacey, um astro mais “atual”. A questão que se coloca agora é em que pé fica o favoritismo de Gary Oldman, que está faturando tudo – Globo de Ouro, Critics Choice e SAG – , mas teve acusações de agressões físicas contra a ex-mulher trazidas à tona no começo desta largada para a consagração. Vale observar que, embora seja tão ou mais repugnante que assédio, a violência doméstica não faz parte da pauta de reivindicações atuais do movimento #Metoo, apesar de pelo menos um caso ter rendido polêmica recente nas redes sociais – Johnny Depp vs Amber Heard – e um diretor – Mel Gibson – ter caído em ostracismo após denúncias da ex-namorada. Sinal dos tempos é que há até uma campanha online para impedir a participação de Casey Affleck na cerimônia deste ano. Ele teria presença garantida graças a uma tradição antiga da Academia, na qual o vencedor da categoria de Melhor Ator apresenta o prêmio de Melhor Atriz do ano seguinte. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não seja convidado para apresentar o Oscar. Sem Franco e com Oldman sob risco, o jovem Timothée Chalamet pode realizar a maior subversão de expectativas da história do Oscar. Ele teve o bom gosto de participar de dois dos melhores filmes do ano, “Lady Bird”, vencedor do Globo de Ouro de Melhor Comédia, e “Me Chame pelo seu Nome”, vencedor do Gotham Awards, e é por este último que disputa o troféu da Academia. Alguns poderão reclamar, mas não haveria injustiça na consagração do jovem ator de 22 anos. Ele já foi premiado como Revelação do Ano pelo Gotham Awards, além de vencer como Melhor Ator em diversos festivais e listas de associações de críticos dos Estados Unidos. Também disputou o prêmio do Sindicato dos Atores e concorre ao Spirit Awards, o “Oscar indie”. O fato de interpretar um jovem que desperta para a homo-afetividade serve como um cutucão final contra a cultura machista até recentemente dominante em Hollywood. A lista com os Melhores Atores ainda traz outra demografia importante. Dos cinco indicados, dois são negros: Daniel Kaluuya, (“Corra!”) e Denzel Washington (“Roman J. Israel, Esq.”). Há também duas atrizes negras disputando a categoria de Coadjuvantes: Mary J. Blige (“Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi”) e Octavia Spencer (“A Forma da Água”). São menos indicados que o ano passado – quando a lista trouxe sete atores negros – mas, ainda assim, um contraste com a situação de dois anos atrás, quando nenhum negro foi indicado em nenhuma categoria. Esta representatividade é reflexo de outra luta de empoderamento: por maior inclusão racial. Mas embute uma curiosa discussão de bastidores de Hollywood, trazida à tona num desabafo espontâneo de Samuel L. Jackson, que reclamou da quantidade de atores britânicos em papéis de negros americanos. Daniel Kaluuya respondeu à altura, afirmando que ingleses também tinham experiência própria para viver vítimas de racismo. Entretanto, é relevante apontar que o escravo americano de “12 Anos de Escravidão”, o líder do movimento dos direitos civis americanos, Martin Luther King, em “Selma”, e o policial negro em meio ao conflito de “Detroit em Rebelião” foram interpretados por atores britânicos. O Oscar 2018 evita alongar esta polêmica ao incluir também Denzel Washington, o mais premiado ator negro dos Estados Unidos, vencedor de duas estatuetas da Academia – Melhor Ator Coadjuvante por “Tempos de Glória” (1989) e Melhor Ator por “Dia de Treinamento” (2001). Sua inclusão da disputa por “Roman J. Israel, Esq.” foi antecedida por nomeações ao Globo de Ouro e SAG, mas seu desempenho vinha sendo subestimado, porque o filme não teve críticas positivas. A cerimônia de entrega de prêmios acontece no dia 4 de março, com apresentação de Jimmy Kimmel e transmissão no Brasil pelos canais Globo e TNT. Confira aqui a lista completa dos indicados.
Brie Larson visita base da Força Aérea como preparação para viver a Capitã Marvel
Brie Larson (“Kong: A Ilha da Caveira”) começou seu trabalho de pesquisa para viver a super-heroína Capitã Marvel no cinema. Alguns militares da Base da Força Aérea de Nellis, em Nevada, postaram fotos em que revelam a visita da atriz na quinta-feira (18/1) para aprender como se portam os pilotos e como eram os aviões de caça dos anos 1990. Ela chegou a vestir um uniforme de piloto e visitar o cockpit de uma aeronave, enquanto teve aulas com os militares. Nos quadrinhos, a identidade secreta da heroína é uma piloto de caça, a Capitã Carol Danvers. Por enquanto, o passeio foi só uma preparação. Mas as filmagens não vão demorar. A produção deve começar a ser rodada em meados de março. Com Brie Larson no papel-título, o primeiro filme de super-heroína da Marvel voltará a trazer Samuel L. Jackson (“Capitão América: O Soldado Invernal”) como Nick Fury, além de Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Ben Mendelson (“Rogue One”) e DeWanda Wise (série “She’s Gotta Have It”). Law daria vida ao kree Mar-Vell, o Capitão Marvel, segundo rumores. Só o que foi oficialmente revelado até agora é que os skrulls estarão na trama e que a história será passada nos anos 1990. O roteiro foi finalizado por Geneva Robertson-Dworet (do vindouro “Tomb Raider”), contratada em agosto para trabalhar em cima da premissa escrita por Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”). A direção está a cargo do casal Anna Boden e Ryan Fleck, responsável por dramas e comédias indies, como “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010), “Parceiros de Jogo” (2015) e “Half Nelson: Encurralados” (2006). A estreia é prevista para março de 2019. Had the opportunity to have lunch with Brie Larson today!! Going to show her around the F15 later for her upcoming movie “Captain Marvel” We even FaceTimed @muddcat6 lol #brielarson #USAF #MarvelComics #LasVegas #NoBigs Uma publicação compartilhada por Don (@dwallace85) em 18 de Jan, 2018 às 1:29 PST Awesome time today showing the F15C to @brielarson and telling her the history, can’t wait for @captainmarvelmovie to come out!! @marvel @marvelstudios @USAF @captainmarvel_ig @F15 @nellisafb Uma publicação compartilhada por Don (@dwallace85) em 18 de Jan, 2018 às 7:04 PST Got the opportunity to meet Actress Brie Larson. She was on Nellis doing some work for her movie “Captain Marvel” (March 2019). #CaptainMarvel @brielarson Uma publicação compartilhada por Eric Zupanc (@sgt_awesome) em 18 de Jan, 2018 às 3:17 PST I was able to meet @brielarson with @mainman913 today at work while she stopped by to check out the hangar and prepare for her flight #usafthunderbirds #solosrule #5load #marvel #captainmarvel #leadinglady #lasvegas #f16 Uma publicação compartilhada por zack (@whoiszackfrye) em 18 de Jan, 2018 às 7:33 PST
James Franco e Gary Oldman diminuem chances de Oscar após vitórias no Globo de Ouro
James Franco e Gary Oldman usaram preto e broches do movimento Time’s Up no Globo de Ouro 2018, mas não saíram do radar das denúncias de abuso em Hollywood. As acusações de assédio contra Franco e o resgate das agressões físicas de Oldman contra a ex-mulher, que vieram à tona após as vitórias de ambos no Globo de Ouro – respectivamente, como Melhor Ator de Comédia por “Artista do Desastre” e de Drama por “O Destino de uma Nação” – colocam em discussão seus futuros no Oscar 2018. De favoritos à estatueta de Melhor Ator, ambos podem ser preteridos na premiação. Há um ano atrás, isto não faria diferença. O ator Casey Affleck venceu o Oscar 2017 por “Manchete à Beira-Mar”, mesmo sendo acusado de assédio sexual por duas mulheres com quem trabalhou. Na ocasião, a atriz Brie Larson, que entregou o prêmio, fez questão de não aplaudi-lo. “Eu acredito que o que eu fiz no palco falou por si mesmo”, ela afirmou em entrevista para a revista Vanity Fair, enquanto divulgava “Kong: A Ilha da Caveira”. Mas os protestos se intensificaram muito desde então. Após as primeiras acusações contra Harvey Weinstein chegarem na imprensa nova-iorquina em outubro, a lista de escândalos em Hollywood ganhou proporções epidêmicas, gerando a hashtag #metoo, em que atrizes e até alguns atores revelaram casos em que sofreram assédios no ambiente de trabalho. Vários astros e produtores poderosos foram demitidos em consequência da proliferação das denúncias. E a própria Academia fez algo até recentemente impensável: expulsou Harvey Weinstein. Weinstein foi um dos fundadores da Miramax, empresa que dominou a premiação do Oscar nos anos 1990 e acabou absorvida pela Disney. Mais recentemente, ele comandava a empresa que leva seu nome, The Weinstein Company, e, ao todo, suas produções tiveram 303 indicações ao Oscar e renderam 75 estatuetas. Para dar dimensão de sua importância, um levantamento da revista Newsweek observou que o nome de Harvey Weinstein é o segundo mais citado nos discursos de agradecimento dos vencedores do Oscar em todos os tempos, atrás apenas de Steven Spielberg – e na frente de Deus, por exemplo. E ele foi expulso da Academia sem cerimônia e sem direito de poder, nunca mais, participar da premiação. O clima é tão tenso que há até uma campanha online para impedir a participação de Casey Affleck na cerimônia deste ano. Ele teria presença garantida graças a uma tradição antiga da Academia, na qual o vencedor da categoria de Melhor Ator apresenta o prêmio de Melhor Atriz do ano seguinte. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não seja convidado. Isto dificulta muito as chances de James Franco e Gary Oldman. Apesar do trabalho elogiado de ambos, especialmente de Oldman, pode ser que algum deles fique fora até das indicações, que estão sendo definidas neste momento – entre sexta passada (5/1) e a próxima sexta (12/1). Os escolhidos serão anunciados em 23 de janeiro. Caso os dois apareçam na lista, terão contra si o voto feminino, que será muito seletivo no atual momento de Hollywood. Por conta disto, é quase inevitável congratular o jovem Timothée Chalamet por seu Oscar. Ele teve o bom gosto de participar de dois dos melhores filmes do ano, “Lady Bird”, vencedor do Globo de Ouro de Melhor Comédia, e “Me Chame pelo seu Nome”, vencedor do Gotham Awards, e é por este último que disputará o troféu da Academia. Alguns (homens) poderão reclamar, mas não haverá injustiça na consagração do jovem ator de 22 anos. Ele já foi premiado como Revelação do Ano pelo Gotham Awards, além de vencer como Melhor Ator em diversos festivais e listas de associações de críticos dos Estados Unidos. Também está indicado ao SAG Awards, que é o prêmio do Sindicato dos Atores, e ao Spirit Awards, o “Oscar indie”. O fato de interpretar um jovem que desperta para a homo-afetividade é um cutucão final no machismo estabelecido em Hollywood.
Atriz da série de Spike Lee entra no filme da Capitã Marvel
A atriz DeWanda Wise, que conquistou o público da Netflix com a série “She’s Gotta Have It”, adaptação do filme “Ela Quer Tudo” (1986), de Spike Lee, entrou no filme “Capitã Marvel”. O papel não foi revelado, mas se trata da primeira investida importante da atriz no cinema, após também estrelar as séries “Shots Fired” e “Underground”. O primeiro filme de super-heroína da Marvel será estrelado por Brie Larson (“Kong: A Ilha da Caveira”) no papel-título e voltará a trazer Samuel L. Jackson (“Capitão América: O Soldado Invernal”) como Nick Fury. Além deles, o elenco inclui Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e Ben Mendelson (“Rogue One”) em papéis não confirmados, mas que geram grande especulação entre os fãs dos quadrinhos. O que foi revelado até agora é que os skrulls estarão na trama e que a história será passada nos anos 1990. A roteirista Geneva Robertson-Dworet (do vindouro “Tomb Raider”) foi contratada em agosto para ajeitar o roteiro, trabalhando em cima da premissa escrita por Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”). A direção está a cargo do casal Anna Boden e Ryan Fleck, responsável por dramas e comédias indies, como “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010), “Parceiros de Jogo” (2015) e “Half Nelson: Encurralados” (2006). A estreia é prevista para março de 2019.










