Filme do diretor de “3 Anúncios para um Crime” é aplaudido por 14 minutos em Veneza
O filme “The Banshees of Inisherin”, novo trabalho do cineasta Martin McDonagh (vencedor do Oscar por “Três Anúncios para um Crime”), foi aplaudido de pé por 14 minutos ao final da sua exibição no Festival de Veneza. A trama se passa em 1923, na época da Guerra Civil Irlandesa, quando um sujeito mais velho (Brendan Gleeson, da franquia “Harry Potter”) subitamente para de conversar com o seu antigo amigo (Colin Farrell, da “Batman”) na ilha fictícia de Inisherin, sem lhe oferecer uma explicação para isso. A decisão acaba gerando consequências para ambos. “Fico feliz em ver a amizade masculina como algo valioso no momento em que o reajuste das relações de todos com todos está sendo reconsiderado”, disse Gleeson, durante a entrevista coletiva nesta segunda (5/9). “A valorização da amizade masculina de um bromance para mim é muito profunda e pertinente agora.” Farrell foi ainda mais longe, dizendo que o filme contrapõe o mundo contemporâneo, dizendo que a “era da informação” em que vivemos tem um lado negativo, pois ela “nos afasta da intimidade necessária e dos interesses que são necessários para existirmos”. “Conversar, compartilhar pensamentos e sentimentos uns com os outros é o contrário desse mundo tão rápido em fazer julgamentos dos outros, somos tão rápidos em cancelar as pessoas, agora com essa cultura do cancelamento e todas essas coisas. Mas realmente ter uma conversa e uma troca de ideias de tal maneira que você esteja aberto a mudar de opinião, isso é uma coisa linda. Acho que isso nunca vai morrer, mesmo que tenha sido um pouco suplantado pela tecnologia.” “The Banshees of Inisherin” marcou um reencontro de Farrell e Gleeson com o diretor, 14 anos depois que os três trabalharam juntos em “Na Mira do Chefe” (2008). Farrell ainda participou do filme seguinte de McDonagh, “Sete Psicopatas e um Shih Tzu” (2012). “Não consigo imaginar rejeitar qualquer coisa que ele escreva porque ele é um escritor tão extraordinário”, disse Farrell a respeito do trabalho de McDonagh. “Sempre fico tão profundamente emocionado e psicologicamente tocado com os mundos que ele cria e os personagens que ele projeta.” Gleeson também disse que o tempo que ele passou com McDonagh e Farrell filmando “Na Mira do Chefe” foi “criativo e pessoalmente revigorante” e que ele sempre esperou pela oportunidade de repetir essa experiência. Ao contrário do trabalho anterior do trio, que foi filmado na Bélgica, este novo filme foi rodado na Irlanda, algo que agradou muito o diretor. “Fazer algo na Irlanda foi majestoso, especialmente o oeste da Irlanda. Era um sonho meu”, disse ele. “Toda a área onde filmamos era para onde eu viajava quando criança para visitar parentes. É de onde meu pai veio.” O elenco de “The Banshees of Inisherin” conta ainda com Barry Keoghan (“Os Eternos”) e Kerry Condon (“Better Call Saul”). O filme chega aos cinemas americanos em 21 de outubro, mas ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por The Banshees of Inisherin (@banshees_movie) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Searchlight Pictures Italia (@searchlightpicturesit) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Searchlight Pictures Italia (@searchlightpicturesit)
Brendan Gleeson entra em “Coringa 2”
O ator Brendan Gleeson (da franquia “Harry Potter”) entrou no elenco de “Joker: Folie à Deux”, a continuação de “Coringa”, num papel não revelado. A sequência do sucesso de bilheteria de 2019 contará novamente com o ator Joaquin Phoenix no papel principal e com Lady Gaga como Arlequina. Além do casal, Zazie Beetz também deve retornar como a vizinha do protagonista, Sophie. O diretor Todd Phillips também retorna para trás das câmeras, que deverão ser ligadas em dezembro, visando um lançamento nos cinemas em outubro de 2024 – exatamente cinco anos após o primeiro filme. A revista Variety publicou que, para convencer Phoenix a atuar mais uma vez como Arthur Fleck, a Warner ofereceu-lhe um salário de US$ 20 milhões. Isto equivale a metade do orçamento completo do “Coringa” original. O nome “Folie à Deux” faz referência a um termo médico francês usado para definir um transtorno mental que afeta duas ou mais pessoas ao mesmo tempo. Além dessa pista sobre a trama, a presença de Lady Gaga como Arlequina indica que a história vai abordar o tratamento do Coringa e a obsessão desenvolvida por sua psiquiatra, que se apaixona loucamente por ele – de forma literal. Outro detalhe é que a produção deve ser apresentada como um musical. O primeiro Coringa foi o filme para adultos (classificação “R” nos EUA) de maior bilheteria de todos os tempos, com mais de US$ 1 bilhão arrecadado em todo o mundo. Além do Oscar conquistado por Joaquin Phoenix, o longa também venceu o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pela trilha sonora de Hildur Guðnadóttir. Brendan Gleeson está atualmente em Veneza para a première mundial de seu novo filme, “The Banshees of Inisherin”, que volta a reuni-lo com o ator Colin Farrell e o diretor Martin McDonagh, 14 anos após “Na Mira do Chefe” (2008).
Trailer sombrio reúne elenco e diretor de “Na Mira do Chefe”
A Searchlight Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Banshees of Inisherin”, dramédia estrelada por Colin Farrell e Brendan Gleeson, e dirigida por Martin McDonagh, numa reunião dos protagonistas e do cineasta do ótimo “Na Mira do Chefe” (2008). A prévia apresenta muito do humor sombrio característico de McDonagh, com diálogos rápidos e desnorteantes. Mas o clima aos poucos vai se tornando mais tenso. A trama se passa em 1923, na época da Guerra Civil Irlandesa, quando um sujeito mais velho (Gleeson) subitamente para de conversar com o seu antigo amigo (Farrell) na ilha fictícia de Inisherin, sem lhe oferecer uma explicação para isso. A decisão acaba gerando consequências para ambos. O elenco conta ainda com Barry Keoghan (“Os Eternos”) e Kerry Condon (“Better Call Saul”). Este é o primeiro filme dirigido por Martin McDonagh desde que foi indicado ao Oscar por “Três Anúncios para um Crime” (2017). “The Banshees of Inisherin” terá a sua première no Festival de Veneza, em setembro, e chega aos cinemas americanos em 21 de outubro. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Denzel Washington vive “A Tragédia de Macbeth” em trailer da Apple TV+
A Apple TV+ divulgou um novo trailer do drama em preto e branco “A Tragédia de Macbeth”, que junta pela primeira vez os vencedores do Oscar Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”) e Frances McDormand (“Nomadland”). A prévia traz cenas plasticamente impressionantes e destaca elogios da crítica internacional para a obra, que também marca o primeiro trabalho solo de direção de Joel Coen, após romper a famosa e premiada parceria com seu irmão Ethan. Exibido na abertura do Festival de Nova York, o filme é uma nova versão da famosa peça “Macbeth”, de William Shakespeare, trazendo Washington como o homem que seria rei e McDormand no papel de sua esposa maquiavélica, que transformam suas ambições num banho de sangue. Além de Washington e da esposa do diretor, o elenco também inclui Alex Hassell (“The Boys”), Corey Hawkins (“Em um Bairro de Nova York”), Kathryn Hunter (“Harry Potter e a Ordem da Fênix”), Harry Melling (“O Gambito da Rainha”), Ralph Ineson (“A Bruxa”), Bertie Carvel (“Bagdá Central”) e Brendan Gleeson (“Mr. Mercedes”). “A Tragédia de Macbeth” estreia na plataforma Apple TV+ em 14 de janeiro.
Denzel Washington é Macbeth em novo teaser da tragédia shakespeareana
O estúdio A24 divulgou um novo teaser do drama em preto e branco “The Tragedy of Macbeth”, que junta pela primeira vez os vencedores do Oscar Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”) e Frances McDormand (“Nomadland”). Exibido na abertura do Festival de Nova York, o filme é uma nova versão da famosa peça “Macbeth”, de William Shakespeare, que traz Washington como o homem que seria rei e McDormand no papel de sua esposa maquiavélica, mergulhados numa trama que combina assassinatos políticos, ambição e remorsos. “The Tragedy of Macbeth” tem direção de Joel Coen, que desta vez não trabalha com o irmão, assinando sozinho roteiro e direção. O nome de Ethan não aparece nem entre os produtores, assinalando o fim da histórica parceria. Além de Washington e da esposa do diretor, o elenco também inclui Alex Hassell (“The Boys”), Corey Hawkins (“Em um Bairro de Nova York”), Kathryn Hunter (“Harry Potter e a Ordem da Fênix”), Harry Melling (“O Gambito da Rainha”), Ralph Ineson (“A Bruxa”), Bertie Carvel (“Bagdá Central”) e Brendan Gleeson (“Mr. Mercedes”). A estreia vai acontecer durante o Natal nos cinemas americanos, visando qualificação ao Oscar, mas duas semanas depois (14/1) “The Tragedy of Macbeth” já poderá ser visto na plataforma Apple TV+.
Denzel Washington é Macbeth em teaser do primeiro filme solo de Joel Coen
A Apple TV+ divulgou o primeiro teaser do drama em preto e branco “The Tragedy of Macbeth”, que junta pela primeira vez os vencedores do Oscar Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”) e Frances McDormand (“Nomadland”). Selecionado para abrir o Festival de Nova York, que vai acontecer entre 24 de setembro e 10 de outubro, o filme é uma nova versão da famosa peça “Macbeth”, de William Shakespeare, que traz Washington como o homem que seria rei e McDormand no papel de sua esposa maquiavélica, mergulhados numa trama que combina assassinatos políticos, ambição e remorsos. “The Tragedy of Macbeth” tem direção de Joel Coen, que desta vez não trabalha com o irmão, assinando sozinho roteiro e direção. O nome de Ethan não aparece nem entre os produtores, assinalando o fim da histórica parceria. Além de Washington e da esposa do diretor, o elenco também inclui Alex Hassell (“The Boys”), Corey Hawkins (“Em um Bairro de Nova York”), Kathryn Hunter (“Harry Potter e a Ordem da Fênix”), Harry Melling (“O Gambito da Rainha”), Ralph Ineson (“A Bruxa”), Bertie Carvel (“Bagdá Central”) e Brendan Gleeson (“Mr. Mercedes”). Após a première em Nova York, o filme será exibido nos cinemas americanos durante o Natal, visando qualificação ao Oscar, e disponibilizado em streaming duas semanas depois, no dia 14 de janeiro.
Veja primeira foto do “Macbeth” de Denzel Washington e Frances McDormand
O estúdio A24 divulgou a primeira foto do drama em preto e branco “The Tragedy of Macbeth”, que junta pela primeira vez os vencedores do Oscar Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”) e Frances McDormand (“Nomadland”). Selecionado para abrir o Festival de Nova York, que vai acontecer entre 24 de setembro e 10 de outubro, o filme é uma nova versão da famosa peça “Macbeth”, de William Shakespeare, que traz Washington como o homem que seria rei e McDormand no papel de sua esposa maquiavélica, mergulhados numa trama que combina assassinatos políticos e remorsos “The Tragedy of Macbeth” tem direção de Joel Coen, que desta vez não trabalha com o irmão, assinando sozinho roteiro e direção. O nome de Ethan não aparece nem entre os produtores. Além de Washington e da esposa do diretor, o elenco também inclui Alex Hassell (“The Boys”), Corey Hawkins (“Em um Bairro de Nova York”), Kathryn Hunter (“Harry Potter e a Ordem da Fênix”), Harry Melling (“O Gambito da Rainha”), Ralph Ineson (“A Bruxa”), Bertie Carvel (“Bagdá Central”) e Brendan Gleeson (“Mr. Mercedes”). Após a première de setembro em Nova York, o filme será disponibilizado em streaming pela AppleTV+, em data ainda não definida.
The Comey Rule: Brendan Gleeson é Donald Trump em trailer de minissérie polêmica
O canal pago americano Showtime divulgou oito fotos novas, o pôster e o trailer completo da minissérie “The Comey Rule”, inspirada no livro “A Higher Loyalty”, do ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Donald Trump em 2017 e grande crítico do presidente dos Estados Unidos. A prévia destaca Jeff Daniels (“Steve Jobs”) na pele de Comey e a impressionante transformação do astro irlandês Brendan Gleeson (“O Guarda”) em Trump. Mas, mais que isso, explora a temática polêmica da produção, em que o presidente americano é implicado num complô virtual em parceria com a Rússia para sabotar a candidatura de Hillary Clinton nas eleições de 2016 e toma várias medidas, após a posse, para impedir as investigações. Publicado em 17 de abril de 2018, o livro de Comey foi o primeiro a expor o interior da administração do governo Trump. Ele chegou às livrarias um ano após o diretor ser demitido do FBI, porque afirmou em uma audiência no Senado em junho de 2017 que o presidente havia pedido que ele abandonasse parte da investigação sobre a possível interferência russa nas eleições de 2016. Três anos depois de demitir Comey, Trump enfrentou um processo de Impeachment no Congresso por ter pedido para que o governo da Ucrânia investigasse o filho de um adversário político, praticamente uma sequência do padrão de comportamento denunciado pelo autor de “A Higher Loyalty”. A série foi escrita por Billy Ray (“Jogos Vorazes”), que pesquisou durante um ano a história real que envolveu a demissão de Comey. Além de escrever, Billy Ray deve dirigir os episódios. Produzida por Alex Kurtzman (criador de “Star Trek: Discovery”) e Shane Salerno (“Memórias de Salinger”) para os estúdios CBS, a minissérie será exibida em duas partes nos Estados Unidos, nos dias 27 e 28 de setembro, pouco mais de um mês antes de novas eleições presidenciais, em que Trump tentará se reeleger. Os atores Michael Kelly (de “House of Cards”), Jennifer Ehle (“A Hora Mais Escura”), Holly Hunter (“Batman vs. Superman”), Scoot McNairy (“Narcos: Mexico”) e Jonathan Banks (“Better Call Saul”) também integram o elenco estelar da atração.
Brendan Gleeson vira Donald Trump em teaser de minissérie política
O canal pago americano Showtime divulgou o primeiro teaser da minissérie “The Comey Rule”, inspirada no livro “A Higher Loyalty”, do ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Donald Trump em 2017 e grande crítico do presidente dos Estados Unidos. A prévia destaca Jeff Daniels (“Steve Jobs”) na pele de Comey e a impressionante transformação do astro irlandês Brendan Gleeson (“O Guarda”) em Trump. Publicado em 17 de abril de 2018, o livro de Comey foi o primeiro a expor o interior da administração do governo Trump. Ele chegou às bancas um ano após o diretor ser demitido do FBI, porque afirmou em uma audiência no Senado em junho de 2017 que o presidente havia pedido que ele abandonasse parte da investigação sobre possível interferência russa nas eleições de 2016. Três anos depois de demitir Comey, Trump enfrentou um processo de Impeachment no Congresso por ter pedido para que o governo da Ucrânia investigasse o filho de um adversário político, praticamente uma sequência do padrão de comportamento denunciado pelo autor de “A Higher Loyalty”. A série foi escrita por Billy Ray (“Jogos Vorazes”), que pesquisou durante um ano a história real que envolveu a demissão de Comey. Além de escrever, Billy Ray deve dirigir todos os episódios. Produzida por Alex Kurtzman (criador de “Star Trek: Discovery”) e Shane Salerno (“Memórias de Salinger”) para os estúdios CBS, a minissérie será exibida em dois episódios, que serão exibidos nos Estados Unidos nos dias 27 e 28 de setembro A primeira parte examinará o começo da investigação sobre a interferência russa, a investigação do FBI sobre os emails de Hillary Clinton e o impacto disso nas eleições de 2016, quando Donald Trump surpreendeu o mundo e foi eleito presidente. A parte dois é um relato virtual do dia-a-dia da relação tempestuosa entre Comey e Trump, e os intensos e caóticos primeiros meses da presidência de Trump. Os atores Michael Kelly (de “House of Cards”), Jennifer Ehle (“A Hora Mais Escura”), Scoot McNairy (“Narcos: Mexico”) e Jonathan Banks (“Better Call Saul”) também integram o elenco estelar da atração.
Brendan Gleeson vira Donald Trump em minissérie política
O canal pago americano Showtime divulgou as primeiras fotos da minissérie “The Comey Rule”, inspirada no livro “A Higher Loyalty”, do ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Donald Trump em 2017 e grande crítico do presidente dos Estados Unidos. As imagens destacam Jeff Daniels (“Steve Jobs”) na pele de Comey e a impressionante transformação do astro irlandês Brendan Gleeson (“O Guarda”) em Trump. Os atores Michael Kelly (de “House of Cards”), Jennifer Ehle (“A Hora Mais Escura”), Scoot McNairy (“Narcos: Mexico”) e Jonathan Banks (“Better Call Saul”) também integram o elenco estelar. A série foi escrita por Billy Ray (“Jogos Vorazes”), que pesquisou durante um ano a história real que envolveu a demissão de Comey. Além de escrever, Billy Ray deve dirigir todos os episódios. Publicado em 17 de abril de 2018, o livro de Comey foi o primeiro a expor o interior da administração do governo Trump. Ele chegou às bancas um ano após o diretor ser demitido do FBI, porque afirmou em uma audiência no Senado em junho de 2017 que o presidente havia pedido que ele abandonasse parte da investigação sobre possível interferência russa nas eleições de 2016. Três anos depois de demitir Comey, Trump enfrenta um processo de Impeachment no Congresso por ter pedido para que o governo da Ucrânia investigasse o filho de um adversário político, praticamente uma sequência do padrão de comportamento denunciado pelo autor de “A Higher Loyalty”. Produzida por Alex Kurtzman (criador de “Star Trek: Discovery”) e Shane Salerno (“Memórias de Salinger”) para os estúdios CBS, a minissérie será exibida em dois episódios. A primeira parte examinará o começo da investigação sobre a interferência russa, a investigação do FBI sobre os e-mails de Hillary Clinton e o impacto disso nas eleições de 2016, quando Donald Trump surpreendeu o mundo e foi eleito presidente. A parte dois é um relato virtual do dia-a-dia da relação tempestuosa entre Comey e Trump e os intensos e caóticos primeiros meses da presidência de Trump. Ainda não há previsão de estreia.
Brendan Gleeson será Trump em minissérie sobre escândalo político do presidente americano
O estúdio CBS Television vai produzir uma minissérie inspirada no livro “A Higher Loyalty”, do ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Donald Trump em 2017 e grande crítico do presidente dos Estados Unidos. A produção anunciou um elenco de peso para o projeto nesta segunda (7/10), encabeçado pelo irlandês Brendan Gleeson (“O Guarda”) no papel de Trump e Jeff Daniels (“Steve Jobs”) na pele de Comey. Os atores Michael Kelly (de “House of Cards”) e Jennifer Ehle (“A Hora Mais Escura”) também integram o elenco estelar. A adaptação está a cargo do roteirista Billy Ray (“Jogos Vorazes”), que pesquisou durante um ano a história real que envolveu a demissão de Comey. Além de escrever, Billy Ray deve dirigir todos os episódios. Publicado em 17 de abril de 2018, o livro de Comey foi o primeiro a expor o interior da administração do governo Trump. Ele chegou às bancas um ano após o diretor ser demitido do FBI, porque afirmou em uma audiência no Senado em junho de 2017 que o presidente havia pedido que ele abandonasse parte da investigação sobre possível interferência russa nas eleições de 2016. Três anos depois de demitir Comey, Trump enfrenta um processo de Impeachment no Congresso por ter pedido para que o governo da Ucrânia investigasse o filho de um adversário político, praticamente uma sequência do padrão de comportamento denunciado pelo autor de “A Higher Loyalty”. A minissérie ainda não tem destino definido, mas o canal pago Showtime e a plataforma CBS All Access, que fazem parte do conglomerado da ViacomCBS, são os endereços mais prováveis. As gravações estão marcadas para novembro, com produção de Alex Kurtzman (criador de “Star Trek: Discovery”).
Mr. Mercedes ganha teaser e vídeo de bastidores da 3ª temporada
O canal pago americano AT&T’s Audience Network divulgou o primeiro teaser e um vídeo de bastidores da 3ª e potencialmente última temporada de “Mr. Mercedes”, já que a série é baseada numa trilogia literária de Stephen King. A atração foi originalmente concebida como uma minissérie sobre o livro homônimo, que conta uma história completa. Mas fez tanto sucesso que ganhou renovação e ímpeto para explorar mais o universo do escritor. King escreveu três livros de mistérios com o detetive aposentado Bill Hodges, vivido na série por Brendan Gleeson (“O Guarda”). “Mr. Mercedes” foi o primeiro deles. O título batiza um serial killer, que foi vivido por Harry Treadaway (Dr. Frankenstein na série “Penny Dreadfull”) nas duas primeiras temporadas. O detalhe é que o vilão só aparece em dois dos três livros, e a história adaptada na 2ª temporada foi o terceiro volume, “Último Turno”, justamente para resgatar o personagem. A 3ª temporada adapta a história do segundo volume, “Achados e Perdido”, e mostrará Hodges investigando outro assassino, sem ligações sobrenaturais. David E. Kelley volta a escrever a nova temporada e Jack Bender continua como diretor dos 10 novos episódios, que estreiam em 10 de setembro nos Estados Unidos.
A Balada de Buster Scruggs é uma aula de estilo dos irmãos Coen
“A Balada de Buster Scruggs”, novo filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, produção realizada pela Netflix que venceu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza, apresenta uma antologia formada por seis curtas/médias-metragens com histórias que se passam no Velho Oeste americano. O filme vem sendo comparado ao sucesso argentino “Relatos Selvagens” por conta da estrutura semelhante e pela inevitável violência com que seus conflitos e imbróglios são resolvidos. Embora o filme dos Coen tenha uma roupagem mais clássica comparada ao estilo mais anárquico de Damián Szifron. As seis histórias que compõem a trama trazem características marcantes dos diretores: o senso de humor estranho, às vezes escrachado, beirando a escatologia; a já citada violência, que surge de maneira inesperada, resolvendo conflitos em que aparentemente haveria outros métodos para solucionar as questões em si; personagens excêntricos, mas que à sua maneira possuem coerência dentro do universo estabelecido pelo filme; ritmo cadenciado, em que o local em que a trama acontece conta a história, com os personagens respeitando esse tempo; e um tom nefasto para tratar de histórias que podem sugerir maior leveza, ou vice-versa. Ethan e Joel são cineastas que não fazem muitas concessões à audiência, e tal característica se comprova como uma qualidade em Buster Scruggs. Trata-se de um exercício de estilo, em que a ambientação do local, personagens, tramas já são o filme, sem “nada além disso” por trás, ou sem nenhum maior objetivo. Ao mesmo tempo que as tramas se fecham em si, e como um todo, claramente não existe interesse dos diretores/roteiristas para que o filme se feche redondamente com uma história sendo facilmente reconhecível na outra. É outro tipo de coesão que é buscada aqui, mais interessada em seguir uma linha mestra estilística que é maior que as próprias histórias isoladamente. Somando-se a isso há a direção de fotografia de Bruno Delbonnel, que explora grandes cenários criando um visual arrebatador, com planos com grande profundidade de campo, estabelecendo um universo próprio de cores, sombras, sol escaldante, para auxiliar decisivamente na ambientação desse Velho Oeste que não se parece com outros, e que esconde perigos à espreita o tempo inteiro. O elenco, numeroso mas milimetricamente harmônico, tem função importante no filme. Todas as tramas trazem atuações destacadas, pois realmente cada personagem tem uma maneira própria de existir naquele tempo, naquele lugar, em atuações sucintas, evidentemente técnicas, precisas. Desde o ótimo Tim Blake Nelson, divertido, cafona na medida certa como o personagem título; James Franco e Stephen Root que fazem a dobradinha mais engraçada do filme; Zoe Kazan e Bill Heck criam uma forte relação entre seus personagens e com a plateia, na trama mais emocional; além do sempre excelente Brendan Gleeson, acompanhado de Jonjo O’Neill, Tyne Daly, Saul Rubinek e Chelcie Ross, que criam a única cena basicamente focada em diálogos, e fazem isso parecer fácil. Mas duas histórias se destacam: “Meal Ticket”, com Liam Neeson e Harry Melling, e “All Good Canyon”, com Tom Waits e Sam Dillon. Esses dois trechos são especiais por contarem com direção bastante econômica, com as informações relevantes sendo exibidas apenas visualmente, sem diálogos, e também por terem as melhores atuações do filme. Melling, o Duda da série “Harry Potter”, cria uma figura sensível, resvalando na autopiedade, mas que, pelo contraponto de Neeson, fica num meio termo dificílimo de ser alcançado. A cena em que Neeson assiste ao show da galinha, e conclui o óbvio, é o melhor momento do filme, uma aula de concisão de planos para passar uma informação interior do personagem. Já o outro trecho traz um verdadeiro exercício de paciência cinematográfica (para o lado bom), quando nos faz compreender seu ritmo, e que essa trama não teria metade do impacto se fosse decupada e montada de maneira mais ágil. A entrada do personagem de Sam Dillon é a chave para o entendimento de que filme (cena) estamos vendo, e o que se deve buscar. Tom Waits traz um peso diferente para este momento, e me faz torcer pra que ele retorne em breve para frente da câmera. Se for no próximo filme dos Coen, melhor ainda. Aliás, esses diretores já estão com o nome garantido na história, e para a nossa sorte parecem com lenha pra queimar por muito tempo ainda.









