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    Dennis Quaid diz que vídeo de maus tratos em Quatro Vidas de um Cachorro é golpe

    26 de janeiro de 2017 /

    O ator Dennis Quaid, que estrela “Quatro Vidas de um Cachorro”, se manifestou sobre as acusações de maus-tratos a um cachorro durante as gravações do filme. Durante uma entrevista ao programa Entertainment Tonight, ele disse que o vídeo que mostra um pastor-alemão sendo forçado a entrar em águas turbulentas no set é “um golpe”. Segundo Quaid, o vídeo divulgado pelo site TMZ, na semana passada, não reflete o que aconteceu de verdade nas filmagens. “Eu estava lá. Nunca vi nenhum abuso de qualquer animal. Se tivesse havido, eu teria largado o filme. Minha experiência é que os animais foram tratados muito bem. Não houve abuso. Esse vídeo que alguém pegou, vendeu e manteve por um ano e meio até antes da estréia do filme não conta toda a história. Em primeiro lugar, foi editado e manipulado. E eu acho que é um golpe, para dizer a verdade”, declarou Quaid. Nesta semana, a empresa que forneceu o animal para a produção filme, Birds & Animal Unlimited, divulgou um comunicado que diz que irá processar os responsáveis pelo vídeo e usar todas os meios legais para se defender do que chama de “difamação feita pela imprensa”. A PETA e outras ONGs de defesa dos animais organizaram campanhas de boicote contra o filme, que estreia nesta quinta-feira (26/1) nos cinemas brasileiros.

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    Empresa de adestramento de Quatro Vidas de um Cachorro vai processar responsáveis pelo vídeo de maus tratos

    25 de janeiro de 2017 /

    A Birds & Animals Unlimited, empresa que forneceu os animais para as gravações do filme “Quatro Vidas de um Cachorro”, pronunciou-se contra o vídeo de supostos maus tratos, divulgado na última semana pelo site TMZ. “Um vídeo falsamente editado foi divulgado na mídia. Ele retrata um cão sendo forçado a entrar em uma piscina contra a sua vontade e sugere que o cão ficou traumatizado como resultado. Tal coisa não ocorreu, nem aconteceria sob a supervisão de nossos treinadores de animais”, diz o comunicado na página oficial da empresa. A empresa acusa a edição do vídeo de distorcer o que realmente aconteceu e informa que irá tomar medidas legais para se defender do que ela chama de “difamação feita pela imprensa”. Atualmente, a empresa estuda se irá processar apenas quem fez e editou o vídeo com má-intenção ou se também incluirá o site TMZ, que o divulgou, e até a PETA, ONG de defesa de animais que estaria usando o vídeo como instrumento de propaganda contra a companhia. Para esclarecer a opinião pública, a companhia afirma que em todos os momentos em que o cachorro Hercules esteve gravando, havia dois treinadores na borda da piscina, um treinador dentro da água, um dublê e um salva-vidas, de modo a impedir que o ele se machucasse. Segundo o comunicado, o animal gravou diversas tomadas bem-sucedidas durante o dia, mas o problema começou quando foi pedido que mudasse o ponto em que deveria entrar na água, longe de onde tinha sido ensaiado. “Quando a câmera foi ligada, o treinador na água começou a chamar o cão. Rapidamente se tornou aparente que Hercules não queria entrar na piscina naquele local. O que aparece no vídeo editado, e que durou menos de um minuto, é Hercules insistindo em voltar ao seu ponto de partida original. E ele foi levado para o fim da piscina de onde ele tinha sido condicionado a entrar, e fez a cena com alegria”, completa a explicação. “Não podemos identificar a voz que aparece na fita dizendo ‘Só o jogue dentro’, mas havia muitas pessoas no set e não era ninguém com qualquer autoridade sobre o bem-estar de Hércules”, completa a empresa. Sobre os momentos em que o animal fica submerso no fim do vídeo divulgado, o comunicado afirma o seguinte: “Enquanto nadava na piscina, a corrente o levou mais perto da parede no final da piscina do que tinha levado anteriormente. Quando o cão atingiu a parede, ele foi brevemente submerso e o mergulhador e treinador imediatamente o empurraram para a superfície. Os treinadores ao lado da piscina puxaram-no para fora da água. Hércules sacudiu a água e balançou a cauda.” Logo após à divulgação do comunicado oficial da empresa, a ONG PETA contra-atacou com seu próprio comunicado, voltando a acusar a Birds & Animal Unlimited de maus tratos. “As filmagens perturbadoras do set de ‘Quatro Vidas de Um Cachorro’ surgiram apenas alguns dias após a investigação da PETA sobre a Birds & Animals Unlimited – a companhia que forneceu cães para o filme – revelar que os cães eram mantidos em canis áridos e forçados a dormir no frio, os animais não recebiam alimentação adequada para que eles ficassem com fome enquanto estavam sendo treinados para fazer truques, e outros animais foram negados cuidados veterinários adequados e viviam em condições sujas. Aqueles que conduzem o filme querem que ele tenha sucesso, mas mesmo o produtor do filme, Gavin Polone, admitiu que o incidente não deveria ter ocorrido”, afirma a ONG, referindo-se a um texto assinado por Polone para o site The Hollywood Reporter.

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    ONGs brasileiras também planejam protestos contra Quatro Vidas de um Cachorro

    25 de janeiro de 2017 /

    Apesar dos desmentidos e dúvidas levantadas sobre a edição do vídeo de supostos maus tratos no set de “Quatro Vidas de um Cachorro”, ONGs de defesa dos direitos dos animais pretendem realizar protestos contra a estreia do filme, inclusive no Brasil, onde o lançamento acontece nesta quinta-feira (26/1). A ONG Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) é a principal inimiga da produção e não esconde seus planos de usar o filme como marco de sua campanha para impedir que animais atuem no cinema. Para a Peta, todos os bichos em todos os filmes deveriam ser criados por computador. A entidade promove uma massiva campanha online com a hashtag #BoycottADogsPurpose (#BoicoteQuatroVidasDeUmCachorro) e já anunciou que pretende ir às portas dos cinemas nos Estados Unidos para constranger quem quiser assistir à estreia. No Brasil, a apresentadora de TV e ativista Luisa Mell revelou que pretende encabeçar uma campanha online com o seu instituto. Mas seu objetivo não é o mesmo da Peta. “Estamos em contato com mais três ONGs para que as pessoas troquem seus ingressos por uma doação para uma delas. A ideia é que elas não assistam ao filme e façam uma doação no valor que gastariam com os ingressos. Assim o dinheiro que iria para o estúdio ajudará no bem-estar de algum animal”, ela explicou, em entrevista ao UOL. Ironicamente, Luisa Mell era uma das fãs do livro homônimo de W. Bruce Cameron que estava “ansiosíssima” para ver a adaptação. Na história de “Quatro Vidas de um Cachorro”, o cãozinho Bailey morre e renasce várias vezes, como diferentes cachorros, até reencontrar seu primeiro dono, muitos anos depois. Para isso, vários cães de diversas raças foram usados durante as filmagens. “Li o livro e fiquei apaixonada, é lindo. E aí foi um horror ver que mesmo um filme que vai falar do amor pelos cachorros usa crueldade para fazer isso”, disse, referindo-se ao vídeo publicado pelo site TMZ, que mostra um cachorro aparentemente sendo jogado na água contra sua vontade para fazer uma cena. “Quando se faz um filme, o adestrador tem que ter poder para barrar uma cena como essa. Fiquei super chateada, horrorizada e decepcionada”, completou Mell. Na página do Facebook do Instituto Luisa Mell, a publicação do vídeo dos maus tratos teve mais de 160 mil compartilhamentos e quase 70 mil comentários. “A parte boa é que hoje em dia tem internet, isso viraliza e ninguém aceita mais. Tenho certeza que muitos filmes já utilizaram de maus tratos e nem ficamos sabendo. Hoje em dia cai nas redes e surge um movimento gigante. Todo mundo indignado. É uma grande lição para Hollywood e para todo o mundo do entretenimento. A sociedade não aceita mais esse tipo de crueldade. Não existe justificativa para maus tratos. Eles vão pensar mais antes de fazer isso, pois já é um fracasso. Que sirva de lição”, opinou a ativista. Além dela, Juliana Camargo, presidente da Ampara Animal, também planeja uma ação online para estimular o boicote ao filme. A ONG, que é formada exclusivamente por mulheres, atua em ações para cuidar de cães e gatos rejeitados e abandonados. A Ampara conta com o apoio de diversos famosos como Sabrina Sato, Cléo Pires e Fernanda Paes Leme. “A divulgação que o Peta fez pode colocar tudo a perder. Acredito que isso realmente vá acontecer. Muita gente que eu conheço e ia assistir o filme já desistiu. A manifestação nas redes sociais também tem sido muito maior do que nós imaginávamos. A ideia é fazer que as pessoas leiam o livro e não frequentem o cinema”, explica Juliana. A presidente da Ampara também lembra que o selo de aprovação de que animais não sofreram nas gravações – uma das justificativas usadas para tentar salvar o filme – pode não significar muita coisa. “Essa questão do selo pode ser uma coisa positiva, o problema é por qual instituição ela vai ser feita. Uma ONG que nós conhecemos há muito tempo e que sempre nos ajudou a trabalhar contra a exploração animal estava trabalhando em prol do hipismo porque recebeu apoio de um atleta. Infelizmente isso acontece, as instituições são corrompidas. Nunca é 100% confiável.” Fernanda Barros, presidente e fundadora do Projeto Segunda Chance, uma associação que realiza o trabalho de recuperação física e emocional de cães e gatos, contou na mesma reportagem que também estava ansiosa pelo filme e agora aconselha a evitá-lo. “Chorei que nem louca quando assisti o trailer, estava contando os dias para assistir. Mas agora estou decidida que não darei meu dinheiro para quem lucra com sofrimento. As pessoas sempre tentam achar uma justificativa, inclusive nos acusando de radicais. É tudo desculpa esfarrapada e o bem-estar do animal fica por último como sempre.” A Universal Pictures, distribuidora de “Quatro Vidas De Um Cachorro”, conduz uma investigação ao lado da Amblin Entertainment, que produziu o filme. Em uma nota enviada à imprensa, o estúdio garante que todos os protocolos foram seguidos e que Hercules, o pastor alemão que aparece no polêmico vídeo, está “feliz e saudável”. Enquanto isso, o autor do livro e roteirista do filme W. Bruce Cameron, o produtor Gavin Polone e a empresa que forneceu o pastor alemão para as filmagens se posicionaram, reforçando a questão de que o vídeo divulgado pelo TMZ foi editado para que parecesse que fosse apenas um take, sendo que as cenas foram gravadas separadamente. Embora a polêmica tenha levado ao cancelamento da pré-estreia do filme e da entrevistas com o elenco nos Estados Unidos, as datas de estreia foram mantidas em todos os países. No Brasil, “Quatro Vidas de um Cachorro” estreia na quinta (26/1).

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    Vídeo de maus tratos de Quatro Vidas de um Cachorro vai parar na Justiça

    23 de janeiro de 2017 /

    O vídeo de maus tratos de um cão do filme “Quatro Vidas de um Cachorro” foi parar na Justiça. Desde que o material surgiu no site TMZ, o caso vem sendo investigado pela Secretaria de Veterinária do Canadá, país em que a produção foi rodada, e caso seja confirmado que o animal foi realmente vítima de abuso, os responsáveis pela produção deverão ser processados pelas autoridades. Além de uma multa, a equipe da filmagem pode pegar até seis meses de prisão por maus tratos ao Pastor Alemão Hercules. As informações foram divulgadas pelo próprio site TMZ, responsável por divulgar o vídeo em que o cachorro aparece sendo empurrado para uma piscina agitada a contragosto. Declarações de pessoas ligadas ao filme, como o produtor Gavin Polone e o escritor W. Bruce Cameron, contestam a veracidade do vídeo, que teria sido editado para ser vendido ao TMZ. A ONG Peta, de defesa dos animais, que criou o seu próprio vídeo contra o filme, está organizando boicotes e planeja levar manifestantes para os cinemas, visando constranger quem decidir assistir a produção.

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    Produtor de Quatro Vidas de um Cachorro contra-ataca e denuncia manipulação da Peta

    23 de janeiro de 2017 /

    Com a decisão da Peta, ONG de defesa dos animais, de pedir boicote e realizar ações contra “Quatro Vidas de um Cachorro”, o produtor do filme, Gavin Polone, resolveu seu manifestar. Ele publicou um longo texto no site da revista The Hollywood Reporter, onde costuma escrever justamente sobre maus tratos de animais pela indústria cinematográfica. Veterano defensor dos direitos dos animais e produtor de cinema, Polone se disse chocado, como todos, pelo vídeo que emergiu no site TMZ, e realizou uma investigação a fundo sobre o caso. Suas conclusões: o vídeo polêmico não era, de modo algum, indicativo da forma como os animais foram tratados no set, e sua edição deturpava a própria cena exibida. A mesma sequência, gravada de outro ângulo, seria bastante diferente. “No vídeo do TMZ que você viu, duas coisas são evidentes: (1) o manipulador do cão tenta forçá-lo por 35 a 40 segundos, para entrar na água quando, claramente, ele não quer ir; e (2) em uma tomada separada, filmada algum tempo depois, o cão vai para a água, por conta própria, e, no final, sua cabeça fica submersa por cerca de 4 segundos. Essas duas coisas são absolutamente indesculpáveis e nunca deve ter acontecido”, Polone escreveu. Entretanto, ele salienta que tudo isso aconteceu diante de um representante da American Humane Association (AHA), ONG que supervisiona o uso de animais em Hollywood para garantir que nenhum animal seja maltratado durante as filmagens. Mesmo considerando a ineficiência da AHA, ele aponta que ninguém protestou porque o vídeo do TMZ era totalmente editado, visando destacar a angústia do cão, que já tinha ensaiado aquela cena diversas vezes no dia sem protestar. O que teria causado sua recusa em pular na água naquele momento teria sido o fato de que ele ensaiou em outro lado da piscina. A mudança teria feito o animal ficar em dúvida sobre o que fazer. “Ninguém empurrou o cachorro na água, apesar da edição sugerir isso”, garante o produtor. Após a recusa do animal, a equipe simplesmente decidiu filmar a cena do lado em que o cachorro ensaiou. E então ele fez a cena sem novos problemas. Segundo Polone, logo após sair da água, o animal ainda quis brincar com tudo mundo. Para o produtor, o vídeo é completamente mal-intencionado, com o objetivo de criar sensacionalismo e assim conseguir um bom preço da produção do TMZ, que paga por vídeos escandalosos. Se fosse uma denúncia séria, diz o produtor, que fosse feita imediatamente à gravação das imagens – que aconteceu em novembro de 2015. Além de condenar quem fez o vídeo, Polone também contra-atacou a Peta, que mobilizou seus ativistas contra o filme. O objetivo da ONG não seria evitar que animais fossem maltratados, mas sim que os filmes parassem totalmente de usar animais, optando por criá-los com computação gráfica. Entretanto, o preço disso seria proibitivo para pequenas produções. Para impor sua agenda, a Peta teria feito o seu próprio vídeo para acusar o filme de maus tratos, que inclui uma cena do trailer de “Quatro Vidas de uma Cachorro”, mostrando como o cachorro pula na água perigosa. Mas, segundo Polone, justamente aquela cena foi feita por computador, e qualquer vídeo da produção é capaz de mostrar que o local onde o cão pulou era protegido e sem águas agitadas. Para completar, o vídeo também mostra um cão enjaulado em cativeiro, como se fosse o animal do filme. Mas é outro pastor alemão completamente diferente. “Não é essa a definição de ‘notícia falsa’?”, questiona o produtor. A briga está armada. A Peta está convocando seus ativistas para as portas de cinema dos EUA para constranger o público que decidir assistir ao filme. A estreia está marcada para esta quinta (26/1) no Brasil e no dia seguinte na América do Norte.

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    ONG planeja constranger quem for assistir Quatro Vidas de Um Cachorro

    23 de janeiro de 2017 /

    A ONG Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), que defende um tratamento ético aos animais, anunciou que seus ativistas estarão nas portas dos cinemas dos Estados Unidos com o objetivo de constranger quem for assistir ao filme “Quatro Vidas de Um Cachorro”. A ação foi motivada após um vídeo feito no set das filmagens e divulgado pelo site TMZ, mostrar um adestrador aparentemente forçando um pastor alemão a entrar em um tanque com águas turbulentas. Mesmo assustado e se recusando a entrar na água, o cão, chamado Hercules, é colocado pelo homem para dentro do reservatório. Além da ação nas portas dos cinemas, a Peta também pediu boicote ao filme. “A Peta pede que os amantes de cachorros boicotem o filme para que seja enviada a mensagem de que os animais devem receber tratamento humanitário”. Por conta da polêmica, a Universal Pictures e a produtora Amblin Entertainment cancelaram a pré-estreia em Hollywood e também as entrevistas já marcadas com os jornalistas. Mas novos fatos começam a vir à tona, que contestam a versão apresentada no vídeo. Vários integrantes da produção vem denunciando que o vídeo foi editado de forma sensacionalista e assim poder ser vendido ao site TMZ por um bom preço, na véspera da estreia da produção. “O cachorro não ficou desesperado e não foi jogado na água. Apesar de não estar lá naquele momento, eu pude ver a gravação completa e Hercules estava executando as acrobacias tranquilamente na piscina horas antes”, disse o escritor W. Bruce Cameron, autor do roteiro e do livro em que o filme se baseia. “Quatro Vidas de Um Cachorro” estreia nesta quinta (26/1) no Brasil e no dia seguinte nos EUA.

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    Escritor de “Quatro Vidas de Um Cachorro” contesta vídeo “editado” de maus tratos nas filmagens

    21 de janeiro de 2017 /

    O escritor W. Bruce Cameron, autor do livro “Quatro Vidas de Um Cachorro” e roteirista do filme ao lado de sua mulher, a atriz Cathryn Michon, divulgou um longo comunicado na noite desta sexta-feira (20/1) contestando o polêmico vídeo “editado”, que foi divulgado pelo TMZ, em que um cão parece ser maltratado no set de filmagem. A pré-estreia de “Quatro Vidas de Um Cachorro” teve de ser cancelada nos EUA depois da repercussão do vídeo em que um cachorro é jogado em águas turbulentas para gravar uma cena do longa, que estreia no Brasil na quinta-feira (26/1). “Achei o vídeo editado que nós vimos chocante, porque quando eu estava no set a ética era pela segurança e conforto dos cachorros”, ele afirmou, antes de negar que o cachorro, chamado Hercules, tenha sofrido maus tratos por parte da equipe e questionar a intenção de quem divulgou o vídeo. “Se as pessoas que gravaram e editaram o vídeo sabiam que algo estava errado, por que eles esperaram quinze meses para tomar uma atitude em vez de denunciar o caso às autoridades imediatamente?”, criticou. “Eu inclusive vi o vídeo integral do dia em questão, quando eu não estava lá, e ele mostra algo muito diferente”, continuou. “O cachorro não ficou desesperado e não foi jogado na água. Apesar de não estar lá naquele momento, eu pude ver a gravação completa e Hercules estava executando as acrobacias tranquilamente na piscina horas antes”, disse Cameron. Segundo ele, Hercules adora a água e o erro da equipe que conduzia a cena foi outro. “Quando tentaram gravar com ele do outro lado da piscina, que não era o mesmo lugar onde ele ficou ensaiando o dia todo, ele hesitou. O erro foi tentar fazer com que ele tocasse na água para perceber que não havia problema. O problema dele não era com a água, e sim com o lugar que escolheram para que ele pulasse”, escreveu. O escritor contou que os treinadores perceberam que Hercules não gravaria naquela parte da piscina e então o colocaram de volta no lugar de ensaios. Ele também esclareceu que um mergulhador e um treinador estavam posicionados dentro da piscina para tranquilizar o animal. “Ele ama a água, não estava em perigo, e não ficou chateado.” A Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), entidade que defende tratamento ético aos animais, pediu boicote à produção. “A Peta pede que os amantes de cachorros boicotem o filme para que seja enviada a mensagem de que os animais devem receber tratamento humanitário”.

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    Pré-estreia e entrevistas de Quatro Vidas de um Cachorro são canceladas após vazamento do vídeo de maus-tratos

    20 de janeiro de 2017 /

    A Universal Pictures e a produtora Amblin Entertainment anunciaram na noite de quinta-feira (19/1) que a pré-estreia e as entrevistas do filme “Quatro Vidas de Um Cachorro” foram canceladas, após um vídeo das filmagens, que mostra um cachorro ser jogado na água, vazar na internet. A pré-estreia aconteceria em Los Angeles neste final de semana. Em um comunicado, a Universal Pictures e a Amblin, afirmaram que, por causa de um vídeo “editado”, decidiram cancelar a première e também a as entrevistas agendadas com a imprensa para divulgação, chamadas de press junkets. A estreia do filme continua marcada para a quinta (26/1) no Brasil e no dia seguinte nos Estados Unidos. “Não queremos que nada atrapalhe este filme que celebra o relacionamento entre homens e animais. Desde que essas imagens surgiram, a Amblin está em contato com o pessoal da segurança, treinadores e coordenadores de dublês para revisar o que ocorreu”. O vídeo (que pode ser visto aqui) foi feito em novembro de 2015 no Canadá e mostra um adestrador forçando o pastor alemão Hercules a entrar em um tanque com águas turbulentas. Mesmo assustado e se recusando a entrar na água, o cão é jogado pelo homem dentro do reservatório. Após um corte, outra imagem mostra que ele submerge e não se sabe se ele sobreviveu. De acordo com o Buzzfeed, o treinador que aparece no vídeo foi demitido. Nas imagens, é possível ouvir uma outra treinadora chamando pelo cão, enquanto o homem que faz as imagens diz que “pelo menos a água é quente”. A Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), entidade que defende tratamento ético aos animais, pediu boicote à produção. “A Peta pede que os amantes de cachorros boicotem o filme para que seja enviada a mensagem de que os animais devem receber tratamento humanitário”. No IMDB (Internet Movie Database), um banco de dados de filmes e séries de TV que permite que o público atribua notas, a avaliação de “Quatro Vidas de Um Cachorro” começou a cair: 94% dos usuários classificaram a produção com nota 1, a mínima no site. E isto antes do filme estrear. Mas um representante da Amblin Entertainment, empresa que produziu “Quatro Vidas de Um Cachorro”, afirmou ao TMZ que, por mais que pareça no vídeo, o cachorro não foi forçado a entrar na água. O cachorro teria ensaiado as cenas na correnteza diversas vezes, mas no dia da gravação hesitou em entrar na água, segundo a empresa. “No dia da gravação, o Hercules não quis fazer a acrobacia, então nossa equipe interrompeu aquela tomada”, garantiu o representante da Amblin ao site que revelou o vídeo. O diretor do filme, Lasse Hallström, não foi tão político e lamentou o ocorrido no Twitter, reprovando as cenas e dizendo que não tinha o conhecimento de que aquilo tinha acontecido. “Estou muito incomodado com o vídeo divulgado do set de ‘Quatro Vidas de Um Cachorro’. Eu não testemunhei essas ações, que são inaceitáveis e não deveriam nunca acontecer sob meu conhecimento. Me prometeram que uma investigação completa dessa situação está em andamento e que qualquer irregularidade será relatada e punida”, disse o diretor. Josh Gad, ator responsável por dar voz ao cachorro, também disse estar abalado. “Triste por ver qualquer animal colocado em situação contra a sua vontade”. W. Bruce Cameron, autor do livro em que o filme foi baseado e roteirista de “Quatro Vidas de um Cachorro”, também divulgou um comunicado em suas redes sociais. “Eu fiquei tão chocado quanto vocês quando assisti ao vídeo. Apesar de claramente ter sido editado e exageradamente divulgado, as imagens falam por elas mesmas. Eu pedi uma explicação ao estúdio e eles me asseguraram que estão revendo todas as imagens da gravação daquele dia e questionando todos os que estavam presentes (eu não estava). Eu prefiro ter todas as informações ao meu dispor antes de julgar ou opinar”, ele escreveu. No filme, baseado no best-seller de W. Bruce Cameron, um cão morre e reencarna diversas vezes. Embora conheça novas pessoas e viva novas aventuras, ele sonha em encontrar seu primeiro dono, que foi seu maior amigo. No trailer da produção, há uma cena em que um pastor alemão é parceiro de um policial e tenta tirar uma pessoa da água.

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    Diretor e ator de Quatro Vidas de um Cachorro se dizem abalados pelo vídeo de maus-tratos na filmagem

    19 de janeiro de 2017 /

    O vídeo de maus-tratos a um dos cães de “Quatro Vidas de um Cachorro”, divulgado pelo TMZ, repercutiu entre a equipe de produção. O cineasta Lasse Hallstrom, que dirigiu a produção, afirmou não ter visto os abusos, mas reconheceu no Twitter que ficou “muito perturbado com o vídeo”. “Eu não testemunhei essas ações. Estávamos todos empenhados em proporcionar um ambiente amoroso e seguro para todos os animais no filme. Foi-me dito que uma investigação completa dessa situação está em andamento e prometeram-me que qualquer irregularidade será relatada e punida”, ele acrescentou nas redes sociais. Josh Gad, que dubla o cão no longa e nunca foi ao set, também expressou sua preocupação com as imagens no Twitter. “Fico abalado e triste por ver qualquer animal colocado em uma situação contra sua vontade”, disse ele, acrescentando que também pediu ao estúdio “uma explicação para essas imagens perturbadoras”. Por sua vez, a produtora Amblin Entertainment e a distribuidora Universal Pictures optaram pelo texto padrão, emitindo uma declaração conjunta, na qual afirmam que a equipe de produção “seguiu protocolos rigorosos para promover um ambiente ético e seguro para os animais”. A nota ainda acrescenta: “Enquanto continuamos a rever as circunstâncias mostradas nas filmagens editadas, a Amblin está convicta de que mostrou grande cuidado e preocupação com o pastor alemão Hercules, bem como para todos os outros cães durante toda a produção do filme“. O vídeo (que pode ser visto aqui) foi feito em novembro de 2015 no Canadá e mostra um adestrador forçando o pastor alemão Hercules a entrar em um tanque com águas turbulentas. Mesmo assustado e se recusando a entrar na água, o cão é jogado pelo homem dentro do reservatório. Após um corte, outra imagem mostra que ele submerge e não se sabe se ele sobreviveu. A ONG Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), entidade que defende tratamento ético aos animais, pediu boicote ao filme. “A Peta pede que os amantes de cachorros boicotem o filme para que seja enviada a mensagem de que os animais devem receber tratamento humanitário”. A estreia está marcada para a próxima quinta (26/1) no Brasil e no dia seguinte nos EUA. pic.twitter.com/GBPpfNRt9b — Josh Gad (@joshgad) January 19, 2017

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    Vídeo denuncia maus-tratos e inspira boicote a Quatro Vidas de um Cachorro

    19 de janeiro de 2017 /

    Um vídeo dos bastidores do filme “Quatro Vidas de um Cachorro”, obtido pelo site TMZ, gerou protestos de ativistas e inspira um boicote por causa de supostos maus tratos sofrido por um dos cachorros durante as filmagens. As imagens, feitas em novembro de 2015 no Canadá, mostram um adestrador forçando um pastor alemão a entrar em um tanque com águas turbulentas. Mesmo assustado e se recusando a entrar na água, o cão, chamado Hercules, parece ser empurrado pelo homem dentro do reservatório. Após um corte, outra imagem mostra que ele submerge e não se sabe se ele sobreviveu. A ONG Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), entidade que defende tratamento ético aos animais, pediu boicote ao filme. “A Peta pede que os amantes de cachorros boicotem o filme para que seja enviada a mensagem de que os animais devem receber tratamento humanitário”. “Quatro Vidas de Um Cachorro” tem estreia marcada para a próxima quinta-feira (26/1) no Brasil e no dia seguinte nos EUA. Sua história acompanha diversas reencarnações do mesmo cachorro, que a cada retorno à terra volta como uma raça diferente, até conseguir reencontrar seu primeiro dono, muitos anos mais tarde. Enquanto vive suas diferentes vidas, o animal pondera metafisicamente qual o sentido de sua existência. O trailer (que pode ser visto aqui) é todo fofo, mas o vídeo do TMZ oferece uma resposta materialista para sua angústia religiosa. O propósito do cachorro do filme é sofrer para Hollywood faturar com a bilheteria. Veja abaixo.

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    The Walking Dead: Estreia da temporada foi tão violenta que inspirou campanha por boicote e censura nos EUA

    24 de outubro de 2016 /

    A estreia da 7ª temporada de “The Walking Dead” foi uma das horas mais brutais já vistas na TV americana, lembrando a todos que, apesar de produzida para a televisão, trata-se de uma trama de terror visceral. E não apenas por ter zumbis. Mas se os esfacelamentos de miolos, mostrados em detalhes sanguinolentos, satisfez o apetite dos fãs pelo clima de desesperança que caracteriza a produção, também disparou alarmes da organização mais atuante na vigília da programação televisiva dos EUA. O Parents Television Council (conselho televisivo de pais) criticou ferozmente o episódio e ameaçou com a sugestão de um boicote contra o canal pago AMC, e pedido de maior censura na televisão americana. “A estréia da temporada de ‘The Walking Dead’ foi um dos programas mais graficamente violentos que já vimos na televisão”, avaliou o presidente da PTC, Tim Winter, em comunicado. “Não é o suficiente ‘mudar de canal’, como algumas pessoas gostam de dizer, porque assinantes de TV paga – independentemente de se eles querem a AMC ou assistir à sua programação – ainda são forçados a subsidiar conteúdo violento. Este programa brutalmente explícito é uma poderosa demonstração de porque as famílias devem ter um maior controle sobre os canais que compram nos pacotes de seus provedores de cabo e satélite.” Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, Winder disse que o episódio inteiro, “do início ao fim”, “estabeleceu um novo limite” para a violência na TV paga básica, lembrando que o AMC não é premium nos EUA como a HBO, que nunca foi tão longe. Ele observou especialmente que, embora o episódio tenha sido exibido com avisos constantes de classificação “MA” (Mature Audiencies, ou seja, para público adulto), sua violência “levanta a questão se não deveria haver uma classificação acima de MA”, que ele passou a defender, como forma de censurar o conteúdo da série. “Programas com conteúdo violento já provaram ser prejudiciais, especialmente para as crianças, e a maioria dos pais concorda que ter um maior controle sobre o conteúdo violento que entra em suas casas é vital para proteger a sua família”, disse ele. “Quando um canal a cabo de pacote básico, como AMC, supera as redes premium em termos de conteúdo explícito, os consumidores devem pressionar por um maior controle sobre o que compram e o que não querem comprar”.

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    Disney e Marvel assumem postura política e ameaçam boicote contra lei “religiosa” antigay nos EUA

    23 de março de 2016 /

    A Disney e os estúdios Marvel decidiram tomar uma postura política e ameaçar de boicote o estado americano da Georgia, onde vêm rodando seus filmes – como “Homem-Formiga”, “Capitão América: Guerra Civil” e “Guardiões da Galáxia 2” – , caso uma controversa lei antigay seja aprovada pelo governador. “Disney e Marvel são empresas inclusivas e, por mais que tenhamos tido ótimas experiências filmando na Geórgia, nós planejamos levar nossos negócios para qualquer outro lugar caso qualquer legislação que permita práticas discriminatórias se torne lei estadual”, disse um porta-voz dos estúdios nesta quarta-feira. Outras subsidiárias do conglomerado Disney, como a rede ABC, também vão participar do boicote, informou o site The Hollywood Reporter. O motivo da controvérsia se deve à iniciativa de políticos da bancada evangélica local, que enviaram um controverso projeto de lei de liberdade religiosa ao governador Nathan Deal. Deal tem até o dia 3 de maio para decidir se deve ou não sancioná-lo. O projeto, oficialmente intitulado Lei de Proteção do Livre Exercício, diz que nenhum pastor/padre/ministro religioso pode ser forçado a realizar o casamento de pessoas do mesmo sexo e que nenhum indivíduo pode ser forçado a participar de um — disposições que, como apontam os críticos da discriminação, já estão garantidas pela Primeira Emenda. Mas não é só isso. A lei também prevê que nenhuma organização religiosa seja “obrigada a fornecer serviços sociais, educacionais ou de caridade que violem as crenças destas organizações baseadas na fé”. Tais organizações não poderiam ser forçadas a “contratar ou manter como empregada qualquer pessoa cuja crença ou prática religiosa ou a falta delas esteja em desacordo com o que essas organizações acreditam”. Em suma, se sancionada, a lei 757 permitirá que associações religiosas possam se negar a realizar casamentos, dar empregos ou mesmo a prestar serviços a homossexuais. Caso seja aprovada, o precedente criado pela lei pode ser estendido para outros estados e ampliar seus limites para além da “liberdade de religião”. Do jeito que está, já cria discriminação, podendo afetar, inclusive, o atendimento a estudantes e, caso mais extremo, pacientes homossexuais em instituições hospitalares ligadas à igrejas/templos. Grupos de direitos humanos conclamaram que representantes de grandes estúdios de Hollywood se manifestassem contra o projeto de lei, pedindo um boicote ao estado caso a lei seja sancionada. “Como outros estados, a Geórgia oferece incentivos fiscais para produções de cinema e TV, e como resultado, a indústria do entretenimento tem uma pegada econômica imensa no estado. Mas, se esta lei for sancionada, seus funcionários, seus contratados, todos aqueles que trabalham em suas produções estão em risco de sofrer discriminação chancelada pelo Estado. Isso está errado. É anti-americano. É uma afronta a todos os valores dos quais Hollywood se orgulha”, disse Chad Griffin, presidente da Human Rights Campaign, em um evento no último dia 19. Ele continuou: “Vocês têm a influência e a oportunidade de não apenas derrotar esse projeto, mas para enviar uma mensagem de que há consequências para leis perigosas e odiosas como essa”. O governador republicano já havia criticado versões anteriores do projeto, afirmando que vetaria qualquer medida que permitisse a discriminação no estado “a fim de proteger as pessoas de fé”. Porém, no último dia 18 ele afirmou estar “agradavelmente surpreso” com a nova versão que lhe foi enviada. Deal ainda não indicou se intenciona assinar ou não o projeto. Em 22 de fevereiro deste ano, o governador participou das celebrações do Dia do Filme, que celebrava os mais de US$ 1,7 bilhão gastos por produções audiovisuais no estado entre 1 de junho de 2014 a 30 de junho de 2015. Apesar de seu entusiasmo com a lei, Nathan Deal precisa dar satisfação a grandes empresas que já se posicionaram contra a lei. Além da Disney, Coca-Cola, Home Depot e UPS ameaçam boicotar o estado, que pode entrar em crise financeira. “Para as empresas da Geórgia competirem pelos melhores talentos, temos que ter locais de trabalho e comunidades diversas e acolhedoras para todas as pessoas, não importando raça, sexo, cor, nacionalidade, etnia, religião, idade, deficiência, orientação sexual ou gênero”, disseram as megacorporações em comunicado conjunto. Até a NFL, Liga Nacional de Futebol Americano, advertiu, no último dia 18, que se o projeto passar, a decisão de realizar o Super Bowl em Atlanta em 2019 ou 2020 pode ser afetada. O estado é um dos finalistas para sediar a partida, um dos eventos mais importantes do calendário esportivo americano. Times locais como os Atlanta Braves, Atlanta Falcons e Atlanta Hawks também engrossam a lista dos que se opõem à lei.

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    Transexual indicada ao Oscar decide boicotar a cerimônia de premiação

    26 de fevereiro de 2016 /

    A cerimônia do Oscar 2016 ganhou mais uma polêmica, na véspera de sua realização. E novamente envolve a questão da diversidade. Segundo artista transexual da História a ser indicada a uma estatueta, a cantora inglesa Anohni anunciou que vai boicotar a premiação, porque não poderá cantar a música pela qual concorre na categoria de Melhor Canção Original. Líder da banda Antony and the Johnsons, que fundou quando ainda era conhecida como Antony Hegarty, a cantora foi indicada pela música “Manta Ray”, composta em parceria com J. Ralph para o documentário “Racing Extinction”. Entretanto, ela não foi convidada para se apresentar no palco da festa marcada para o próximo domingo (29/2). Em um desabafo postado em seu site oficial, ela explicou porque decidiu boicotar a premiação, ao mesmo tempo em que comete uma gafe, ao desconsiderar a pioneira Angela Morley. “Sou a primeira transgênero a ser indicada, e devo agradecer por isso aos artistas que votaram em mim. Estava na Ásia quando recebi a notícia. Desde então, passei a procurar algo, no caso de ser convidada para apresentar a canção. Todo mundo me ligou para dar os parabéns. Uma semana depois, os nomes de Sam Smith, Lady Gaga e the Weeknd foram anunciados. Outros seriam revelados ‘em breve’. Confusa, sentei e esperei. No entanto, ninguém me procurou”. Apesar de sua declaração, Anohni não é a primeira artista transgênero a disputar a premiação da Academia. A pioneira Angela Morley (nascida Walter Stott) concorreu não apenas uma, mas duas vezes ao Oscar na categoria musical durante os anos 1970, como compositora de canções de “O Pequeno Príncipe” (1974), seu primeiro trabalho após a cirurgia de “ajuste sexual”, e “O Sapatinho e a Rosa: A História de Cinderela” (1976). Na época, entretanto, sua condição sexual era mantida em sigilo. Foi por isso, também, que Morley preferiu trabalhar, sem receber créditos, nas trilhas de seu amigo John Williams, a partir de 1977. Sim, ela compôs boa parte das músicas ouvidas na trilha de “Guerra nas Estrelas” (1977). Morley também trabalhou sem o devido reconhecimento em “O Império Contra-Ataca” (1980), “Superman – O Filme” (1978) e “E.T. – O Extraterrestre” (1982), entre muitos outros sucessos de bilheteria, mas venceu três Emmys (dois deles para especiais televisivos de Julie Andrews) e conquistou o respeito da indústria, a ponto de ser convidada pela própria Academia a arranjar um medley das trilhas indicadas ao Oscar de 2001, apresentado durante a cerimônia. Ela faleceu em 2009, aos 84 anos de idade. Apesar de ignorar Morley, Anohni disse, em seu desabafo, não acreditar ter sido excluída por ser trans, aceitando o fato de que os artistas anunciados têm mais apelo comercial. No entanto, ressaltou que uma vida marcada por rejeições fez com que ela não pudesse deixar de notar mais essa. “Todo mundo me disse que, mesmo assim, eu deveria ir ao prêmio. Que passar pelo tapete vermelho seria ‘bom para a minha carreira’. Noite passada, tentei me forçar a entrar num avião rumo a Los Angeles para os eventos que envolvem os indicados. Mas o sentimento de constrangimento e raiva me nocauteou. E não pude entrar na aeronave”. Como Antony Hegarty, ela gravou quatro discos da banda Antony and the Johnsons. Mas, no ano passado, anunciou a decisão de seguir em carreira solo, prometendo a estreia de seu primeiro álbum como Anohni, “Hopelessness”, para 2016.

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