Mulan divide crítica internacional: lindo, mas superficial
Prestes a chegar ao público em vários países, “Mulan” dividiu a crítica internacional. As primeiras resenhas publicadas nos EUA e no Reino Unido elogiam o visual, as cenas de ação e o trabalho da diretora Niki Caro, mas lamentam a falta de profundidade do roteiro. Entre os comentários que chamaram mais atenção, é possível reparar que os críticos acharam a vilã Xianniang, vivida pela excepcional Gong Li (“Memórias de uma Gueixa”), muito mais interessante que a heroína interpretada por Liu Yifei (“O Reino Perdido”). Também houve um coro contra a transformação de Mulan numa guerreira jedi, cuja Força é chamada de chi. E até questionamento sobre sua causa. Supostamente uma guerreira feminista, ela lutaria em defesa do velho patriarcado. Na largada, a produção da Disney atingiu 77% de aprovação no Rotten Tomatoes – e um pouco menos, 71%, entre os críticos Top, dos grandes veículos de comunicação. Primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, “Mulan” também é a produção de maior orçamento (supostamente, mais de US$ 200 milhões) comandada por uma cineasta feminina, a neozelandesa Niki Caro (de “O Zoológico de Varsóvia”). Após vários adiamentos devido a pandemia de covid-19, a superprodução terá uma estreia diferenciada nesta sexta (4/9), chegando como VOD premium na Disney+ (Disney Plus). Ou melhor, a Disney prefere outra nomenclatura para definir o lançamento: Premier Access – o VOD mais caro de todos os tempos. Já nos territórios sem Disney+ (Disney Plus), o filme será exibido nos cinemas. O mais curioso, porém, é o caso do Brasil, onde ainda não há nem Disney+ (Disney Plus) nem cinemas abertos. A estreia por aqui vai acontecer não se sabe como nem quando. Veja abaixo alguns comentários da grandes veículos da imprensa falada em inglês sobre o filme. The Times “Pobre Mulan… Ela é uma heroína para nossos tempos, entregue à Disney em uma bandeja de 22 anos que não exigia nada além de uma pincelada de tinta e alguns figurantes a cavalo para produzir um blockbuster icônico para os tempos atuais e um que poderia apagar os flashes indutores de arrepios das atrocidades recentes dos remake live-action do estúdio, de ‘Dumbo’ a ‘Aladdin’. Em vez disso, essa Mulan, interpretada de maneira inexpressiva por Liu Yifei, é um reboot extremamente caro (há rumores de que o orçamento superou US$ 200 milhões) e estruturalmente calamitoso, que luta para apelar simultaneamente aos censores em Pequim (a China é o alvo demográfico primário), os banqueiros de Hollywood e os guardiões da moral online, que cada vez mais agem como um corretivo para os instintos politicamente indelicados de contar histórias dos cineastas.” The New York Post “Embora não seja totalmente original, ‘Mulan’ faz a transição da animação para o live-action com coragem e reinvenção. Sim, senti falta da música cativante do filme de animação de 1998 e os animais falantes – Eddie Murphy como um dragão brincalhão chamado Mushu poderia ser difícil de equilibrar com o filme de 2020 – , mas fui varrido pelos cenários chineses de tirar o fôlego e pelas batalhas de alto risco. E há muitos delas. Com uma classificação PG-13 [para maiores de 13 anos nos EUA], este ‘Mulan’ faz uma abordagem muito mais violenta da história antiga.” The New York Times “Ambientado numa mistura no Velho Mundo e aquele novo reino mítico do empoderamento feminino do felizes para sempre, esta versão live-action de ‘Mulan’, dirigida por Niki Caro, é praticamente o que acontece quando uma lenda atende aos objetivos globais da Disney. É um pouco divertido e um pouco triste, cheio de paisagens arrebatadoras e enriquecido com lutas cinéticas (embora não o suficiente). Tem violência anti-séptica, elevação emocional e o tipo de protagonista que as pessoas do cinema gostam de chamar de identificável: uma jovem bonita e corajosa (a apropriadamente atraente Liu Yifei), que ama sua família, mas não se encaixa (ainda). Ela também não canta, uma pequena misericórdia dado o gorjeio desafinado da animação de 1998 da Disney.” The Washington Post “Inspirando-se no balé de violência do diretor John Woo e do ator Jet Li (que aparece em uma participação especial como o imperador chinês) e nos épicos históricos de Zhang Yimou e Bernardo Bertolucci, que se apropriam das telas grandes, ‘Mulan’ é indiscutivelmente impressionante, levando sua jovem heroína da aldeia em que nasceu até campos de batalha e redutos imperiais, que a diretora Niki Caro filma com intensidade arrebatadora (até surgir o ocasional momento estranho de CGI e edição superficial). Mas, mesmo em seu aspecto mais espetacular, não significa que ‘Mulan’ é sempre divertido de assistir… Embora apenas algumas gotas de sangue visível sejam derramadas, ‘Mulan’ é basicamente um filme de guerra, com batalhas quase constantes, emboscadas e confrontos, que apesar de meticulosamente coreografados, começam a parecer longos e repetitivos conforme a contagem de corpos se acumula.” Variety “Ao contrário de ‘O Rei Leão’ ou ‘A Bela e a Fera’, que aderiu servilmente à franquia subjacente, ‘Mulan’ parece ter sido feito por alguém que não necessariamente amou o tratamento anterior da Disney. Isso pode decepcionar os fãs que cresceram com essa versão, mas não deve representar nenhum obstáculo para uma nova geração que certamente será inspirada por este tributo em escala épica ao empoderamento feminino. Mas… ‘Mulan’ apresenta mais do que sua cota de referências a ‘Star Wars’, nada mais óbvio do que a ideia de que sua Força deriva de seu chi interior, se ao menos ela pudesse aprender a controlá-lo… Com vários autores, porém sem voz clara, o roteiro desajeitado de ‘Mulan’ freqüentemente coloca a trama acima do personagem, privando Mulan de uma personalidade robusta”. BBC “‘Mulan’ da Disney é uma obra-prima: divertido, brilhantemente engraçado, impressionante no uso de ângulos artísticos e imagens, e ousado em seu feminismo e sua representação positiva de personagens asiáticos. Agora chega de falar sobre o desenho animado que saiu em 1998…. No lado positivo, Niki Caro e sua equipe adicionaram algumas sequências de ação enérgica de wire-fu em que os combatentes correm pelas paredes e pelos telhados, e a câmera se vira para acompanhá-los. Não há nada que se compare às deslumbrantes lutas que desafiam a gravidade em ‘O Tigre e o Dragão’ ou ‘Herói’ (estrelado por Jet Li), mas Mulan servirá aos espectadores mais jovens como uma introdução emocionante ao cinema de artes marciais. É certamente mais violento do que a maioria dos filmes da Disney, embora os pais não precisem se preocupar. Dezenas de soldados não identificados são esfaqueados, mas todos eles têm honra e lealdade demais para sangrar… A mensagem é que as mulheres não deveriam ter que suprimir suas habilidades e ser subservientes, mas o filme não é tão progressivo quanto parece sugerir. Os feitiços de Xian Lang são tão poderosos que é difícil saber por que ela não dispensa o enfadonho Bori e governa a China por conta própria. E a proposta inspiradora de que Mulan deveria se orgulhar de suas habilidades fantásticas é prejudicada pela ideia de que ela deveria usar essas habilidades apenas para servir a seu país e/ou sua família. Quaisquer aspirações além disso não são uma opção.” The Observer “Oh, o que 22 anos – e a abertura do mercado global – podem fazer com nossas fábulas! Quando Mulan foi lançado em 1998 – parte da alardeada renascença da animação da Disney – os críticos notaram principalmente seu humor, resultado de um dragão vermelho tagarela chamado Mushu, dublado por Eddie Murphy, e canções atrevidas, embora esquecíveis, que se referiam a ‘travesti’ em letras que muitas vezes soavam como piadas. O racismo casual do filme – especialmente os saqueadores hunos bigodudos – mal foi notado. Para uma geração de pessoas trans que assistiu ao DVD em suas salas de estar de infância, o que era implicado assumia um significado mais significativo. Ao contar a história de um jovem desajeitado e conflituoso que se sentia preso dentro de um corpo de mulher e por expectativas sociais que não correspondiam ao que ele sentia sobre si mesmo, Mulan tornou-se uma pedra de toque para jovens transgêneros e inconformados. Mas no ‘Mulan’ de 2020, a estranheza foi exorcizada. (Adeus, soldados vestidos como concubinas; mal os conhecíamos.) Embora essa Mulan (habilmente trazida à vida por Liu Yifei) ainda se irrite com a expectativa da sociedade, ela perdeu seu peso; a sensação de estar preso no corpo errado e na hora errada não faz mais parte dela. Em vez disso, esta figura do folclore chinês foi Skywalkerizada e Neozizada. Ela é um super-herói. Ela é a Escolhida – basicamente um Harry Potter do Leste Asiático, mas em vez do Garoto que Viveu, ela é a Garota que Viveu como Garoto por Algumas Semanas”.
Novo trailer de Mulan confirma lançamento em streaming
A Disney divulgou um novo trailer americano da versão live-action de “Mulan”, que confirma o lançamento na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). Após vários adiamentos devido a pandemia de covid-19, a superprodução terá uma estreia diferenciada em setembro, chegando na Disney+ (Disney Plus) nos países que já operam o serviço. Já os territórios em que a plataforma ainda não está disponível exibirão o filme nos cinemas. Como o Brasil ainda não tem Disney+ (Disney Plus), a estreia de “Mulan” dependerá da reabertura dos cinemas, atualmente fechados em prevenção contra o coronavírus. Caso isso não aconteça a tempo, o filme pode ser lançado em VOD para evitar uma reprise do fenômeno de “Black Is King”, filme exclusivo da Disney+ (Disney Plus), que mesmo sendo inédito no país, foi bastante “visto” por brasileiros. A verdade é que mesmo assinantes da Disney+ (Disney Plus) terão que pagar uma grana extra, além de sua assinatura mensal, se quiserem assistir “Mulan”. Durante sua conferência sobre o balanço trimestral da empresa para acionistas, o CEO da Disney, Bob Chepak, revelou que o filme inaugurará uma seção de “premières” (leia-se VOD) dentro da Disney+ (Disney Plus). O novo trailer denomina a seção de “Premier Access”. Chepak disse que a iniciativa foi uma forma de valorizar o filme ao tentar novas vias de distribuição durante a pandemia. “Nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e outros países, ofereceremos o épico Mulan em um acesso de première no Disney+ (Disney Plus), a partir de 4 de setembro, ao preço de US$ 29,99 nos EUA”. Esta decisão favorece o lançamento em VOD em mercados que não tem Disney+ (Disney Plus) nem tampouco aval para reabrir os cinemas. E representa uma grande derrota para as salas exibidoras, que precisam de títulos inéditos e de apelo comercial para atrair o público de volta aos cinemas. Mas a Disney já adiou o filme duas vezes e os cinemas das principais redes dos EUA ainda não reabriram, nem tem expectativa de receber autorização para retomar seus funcionamentos. Diante disso, a Disney fixou 4 de setembro como data definitiva, onde for possível lançar. Primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, a neozelandesa Niki Caro (de “O Zoológico de Varsóvia”), “Mulan” destaca em seu elenco a jovem Liu Yifei (“O Reino Perdido”) como a heroína do título e dois grandes astros do cinema chinês de ação, Donnie Yen (“Rogue One”) e Jet Li (“Os Mercenários”), além do havaiano Jason Scott Lee (que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee”), Jimmy Wong (“O Círculo”), Doua Moua (“Gran Torino”) e a célebre atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”), que vive uma bruxa capaz de virar águia.
Disney confirma estreia de seu streaming na América Latina, mas Brasil pode ficar de fora
O CEO da Disney, Bob Chapek, reconfirmou o que estava marcado desde o ano passado: que a Disney+ (Disney Plus) será lançada na América Latina em novembro. Esta data tinha sido definida em novembro de 2019, quando a plataforma estreou nos EUA. O objetivo sempre foi expandir o serviço para o sul do continente americano um ano após sua inauguração. O reforço no plano original foi feito na terça (4/8), durante a apresentação do relatório fiscal da companhia para o terceiro trimestre, quando Chapek revelou que a Disney+ (Disney Plus) tinha atingido 60 milhões de assinantes, superando sua meta de público de 5 anos em 8 meses. Além disso, os serviços somados da Disney+ (Disney Plus), Hulu e ESPN+ ultrapassaram 100 milhões de assinantes, transformando-se rapidamente num dos principais negócios da companhia. “Esse é um marco significativo e uma reafirmação da nossa estratégia ‘direto-ao-consumidor’, que vemos como chave para o crescimento da nossa companhia”, afirmou o empresário na apresentação. Graças a esse sucesso, a empresa teve menos resistência para tomar a decisão de lançar “Mulan” na plataforma, criando uma categoria de première (que nada mais é que VOD) com preço premium (pago à parte) para os assinantes. Mas, apesar da data de chegada na América Latina estar estabelecida desde o ano passado, o Brasil pode ficar fora desse lançamento. A Claro está contestando a operação porque a Disney+ (Disney Plus) não possui conteúdo nacional em seu catálogo. De acordo com o jornal O Globo, a denúncia foi feita na Anatel e conselheiros da agência irão deliberar sobre o caso em agosto. Se a decisão for no sentido de que a Disney+ (Disney Plus) precisará de conteúdo nacional para seu lançamento, o Brasil pode ser o único país da América Latina a ficar sem o serviço em 2020. O objetivo da Claro é enquadrar a Disney+ (Disney Plus) na chamada Lei da TV Paga, que obriga canais por assinatura a trazer conteúdo nacional como parte da programação. A empresa alega que, caso isso não aconteça, estará sofrendo concorrência desleal. Atualmente, a Netflix, a Amazon Prime Video e a Apple TV+, que são plataformas equivalentes à Disney+ (Disney Plus) em atividade no Brasil, não são enquadradas como TV paga. Mas o lobby das operadoras de TV quer mudar essa situação. Um projeto de lei que tramita na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados também discute sujeitar os serviços de conteúdo distribuídos pela internet às mesmas regras da TV paga – que estabelece, entre outros pontos, cotas de conteúdo nacional para os canais e pacotes. Esta discussão se estende há um ano e já recebeu emendas e substitutivos com propostas que sugerem o contrário – isto é, legislação diferente para a internet. A demora por uma definição também coloca em compasso de espera outras iniciativas do setor, como os lançamentos da HBO Max, Peacock e CBS All Access no Brasil.
Mulan será lançado em setembro na Disney+ (Disney Plus)
A Disney revelou seus planos de lançamento para “Mulan”. Após vários adiamentos, devido a pandemia de covid-19, a superprodução terá uma estreia diferenciada em setembro, chegando na Disney+ (Disney Plus) nos países que já operam o serviço. Já os territórios em que a plataforma ainda não está disponível exibirão o filme nos cinemas. Como o Brasil ainda não tem Disney+ (Disney Plus), a estreia de “Mulan” dependerá da reabertura dos cinemas, atualmente fechados em prevenção contra o coronavírus. Caso isso não aconteça a tempo, o filme pode ser lançado em VOD para evitar uma reprise do fenômeno de “Black Is King”, filme exclusivo da Disney+ (Disney Plus), que mesmo sendo inédito no país, foi bastante “visto” por brasileiros. A verdade é que mesmo assinantes da Disney+ (Disney Plus) terão que pagar uma grana extra, além de sua assinatura mensal, se quiserem assistir “Mulan”. Durante sua conferência sobre o balanço trimestral da empresa para acionistas, o CEO da Disney, Bob Chepak, revelou que o filme inaugurará uma seção de “premières” (leia-se VOD) dentro da Disney+ (Disney Plus). Chepak disse que a iniciativa foi uma forma de valorizar o filme ao tentar novas vias de distribuição durante a pandemia. “Nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e outros países, ofereceremos o épico Mulan em um acesso de première no Disney+ (Disney Plus), a partir de 4 de setembro, ao preço de US$ 29,99 nos EUA”. Esta decisão favorece o lançamento em VOD em mercados que não tem Disney+ (Disney Plus) nem tampouco aval para reabrir os cinemas. A decisão, claro, representa uma grande derrota para as salas exibidoras, que precisam de títulos inéditos e de apelo comercial para atrair o público de volta aos cinemas. Mas a Disney já adiou o filme duas vezes e os cinemas das principais redes dos EUA ainda não reabriram, nem tem expectativa de receber autorização para retomar seus funcionamentos. Diante disso, a Disney fixou 4 de setembro como data definitiva, onde for possível lançar.
Disney tira Mulan do calendário e adia Avatar 2 em mais um ano
Depois da Warner, foi a vez da Disney ceder à realidade e anunciar novos adiamentos. E exatamente como fez a Warner, o estúdio também tirou do calendário o filme que insistia em manter entre as próximas estreias de cinema. Desta vez, “Mulan” não sofreu apenas mais um atraso – o terceiro. O filme perdeu a data de estreia. A adaptação live-action do desenho animado de 1998 seria originalmente lançada em março, mas teve sua estreia remarcada para 24 de julho no começo da pandemia de covid-19. Mas esta data, que cairia nesta sexta, logo provou-se inviável, fazendo a Disney empurrar a produção um pouco mais, prometendo um lançamento em 21 de agosto. Só que, há um mês da estreia prevista, a maioria dos cinemas continua fechada nos EUA e nos principais mercados internacionais. Assim, em vez de marcar outra data e correr o risco de ter que anunciar um quarto adiamento, a Disney finalmente optou pela estratégia mais cautelosa e agora vai esperar para ver. “Ficou claro que nada pode ser definido no que se trata de lançamentos de filmes durante a crise global de saúde”, disse um representante da Disney, observando o óbvio. “Hoje isso significa pausar nossos planos de lançamento para ‘Mulan’ enquanto avaliamos como poderemos trazer esse filme para audiências de todo o mundo da maneira mais eficiente”. Os passos são praticamente os mesmos trilhados pela Warner em relação a “Tenet”, de Christopher Nolan. Disney e Warner vinham fazendo uma troca frenética de calendário todo mês, porque não acreditavam que a pandemia teria longa duração. Graças a isso, perderam espaço na programação cinematográfica de 2021. Afinal, as datas mais estratégicas foram ocupadas por lançamentos dos estúdios rivais, que se anteciparam e jogaram todos os seus grandes títulos para o ano que vem. Com estreia prevista para outubro, até “Viúva Negra” corre risco de perder lugar e ficar sem data de estreia. Diante da briga do calendário, a Disney pode ter que remanejar datas que estavam reservadas para outros filmes do estúdio, ainda em fase de desenvolvimento. Os primeiros movimentos foram feitos já nesta quinta (23/7), com mudanças estratégicas no cronograma de 2021 e 2022, atrasando as estreias de “Avatar 2” – filme mais adiado de todos os tempos, que chegou a ter previsão de lançamento para 2014 – e do próximo longa da franquia “Star Wars”. A Disney anunciou que ambos chegarão um ano mais tarde, respectivamente em dezembro de 2022 e em dezembro de 2023.
Tom Holland revela começo das filmagens de Uncharted
Após mais de uma década de desenvolvimento, “Uncharted” finalmente começou a ser filmado. O ator Tom Holland usou as redes sociais para compartilhar uma foto dos bastidores do início da produção da Sony, que é baseada na popular franquia de games de mesmo nome. “Primeiro dia”, escreveu Holland na legenda da foto que mostra o nome “Nate”, em referência ao seu papel na trama, o arqueólogo aventureiro Nathan Drake. Veja abaixo. O filme contará uma história de origem de Nathan Drake, algo nunca apresentado nos games. A abordagem foi consequência justamente da contratação de Holland para o papel principal. Ele é muito mais jovem que o personagem nos jogos. Para quem não conhece, o game companha o arqueólogo Nathan Drake, que segue as pistas do seu antepassado Sir Francis Drake numa caça a relíquias místicas ao redor do mundo. Numa das diferentes encarnações do projeto, Mark Wahlberg (“Pai em Dose Dupla”) chegou a negociar o papel do protagonista. Apesar de tudo ter mudado desde então, ele continua a bordo, mas agora como o mentor do herói. Com Holland a bordo, a Sony desistiu de adaptar os jogos já lançados pela Naughty Dog para fazer um prólogo inédito, centrado na juventude do protagonista. Na história, Drake seria um jovem ladrão e teria seu primeiro encontro com o caçador de tesouros Victor Sullivan, que se torna seu mentor – o papel de Wahlberg. O elenco também inclui Antonio Banderas (“Dor e Glória”), Tati Gabrielle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”) e Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”). O último roteiro (o quinto desde 2010) foi escrito pela dupla Art Marcum e Matt Holloway (de “Homem de Ferro” e “MIB: Homens de Preto – Internacional”) em parceria com Rafe Judkins (da série “Agents of SHIELD”), e o diretor que finalmente vai tirar o projeto do papel é Ruben Fleischer (de “Venom” e “Zumbilândia”). A Sony tem a estreia marcada para julho de 2021, mas isso provavelmente vai mudar. Ver essa foto no Instagram Day one #uncharted Uma publicação compartilhada por Tom Holland (@tomholland2013) em 15 de Jul, 2020 às 12:59 PDT
The Last Kingdom é renovada para a 5ª temporada
A Netflix anunciou a renovação de “The Last Kingdom” para sua 5ª temporada. A notícia foi acompanhado por um vídeo em que Alexander Dreymon, intérprete do protagonista Uhtred, compartilha a notícia com os demais integrantes do elenco, inclusive com Eliza Butterworth, cuja personagem, a rainha Aelswith, pode ter morrido no final da temporada passada. Veja abaixo. Além do vídeo com o elenco, o produtor executivo Nigel Marchant se manifestou por meio de comunicado. “Estamos muito orgulhosos de ‘The Last Kingdom’, que continua a divertir o público em todo o mundo. Tivemos uma resposta tremenda à última temporada, então estamos emocionados por trazê-la de volta para a 5ª temporada na Netflix”, afirmou. Os próximos capítulos marcarão o terceiro ano de produção da série pela Netflix, que assumiu “The Last Kingdom” após ela quase ser cancelada, com a desistência da BBC ao final da 2ª temporada. Responsável por sua distribuição internacional, a plataforma resolveu bancar sozinha a produção para continuar a contar a história, adaptada dos livros das “Crônicas Saxônicas” (The Saxon Stories), do autor inglês Bernard Cornwell. Produzida pela Carnival Films, a produtora de “Downton Abbey”, a série acompanha as aventuras do guerreiro do Uhtred de Bebbanburg (Alexander Dreymon), um nobre saxão que foi criado como viking, na Inglaterra medieval. Seguindo o padrão das temporadas anteriores, que adaptaram dois livros por vez, a 5ª temporada vai adaptar os volumes nove e dez da saga: “Guerreiros da Tempestade” (publicado em 2015) e “O Portador do Fogo” (2016). Neles, Uthred é encarregada de treinar o filho primogênito do rei Edward, Aethelstan, como guerreiro, mas sua ambição terá um objetivo ainda maior. Mas, para isso, ele terá que enfrentar seu maior inimigo e sofrer sua maior perda. Não há previsão para a estreia dos novos capítulos. Ver essa foto no Instagram #TheLastKingdom #Season5 Uma publicação compartilhada por Alexander Dreymon (@alexander.dreymon) em 7 de Jul, 2020 às 8:00 PDT
Disney anuncia novo adiamento de Mulan
A Disney anunciou novo adiamento de “Mulan”, encerrando oficialmente as esperanças do parque exibidor americano de ter uma temporada de filmes de verão. O filme, que chegaria originalmente em março, tinha sido remarcado para 24 de julho, data que outros estúdios já consideraram inviável quando a Disney se posicionou – a Sony adiou “Morbius”, que chegaria às telas brasileiras em 30 de julho, para 19 de março de 2021 nos EUA, e passou “Ghostbusters: Mais Além”, de 10 de julho para 5 de março de 2021. Agora, o remake live-action do desenho animado foi adiado para 21 de agosto. “Embora a pandemia tenha mudado nossos planos de lançamento para ‘Mulan’ e continuemos a ser flexíveis conforme as condições o exigirem, ela não mudou nossa crença no poder deste filme e em sua mensagem de esperança e perseverança”, disseram em comunicado os co-presidentes da divisão cinematográfica da Disney, Alan Horn e Alan Bergman. “A diretora Niki Caro e nosso elenco e equipe criaram um filme bonito, épico e comovente que é tudo o que a experiência cinematográfica deve ser e é na tela de cinema que acreditamos que ela pertence, para que o público em todo o mundo divirta-se junto com o filme.” “Mulan” será o primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, a neozelandesa Niki Caro (da série “Anne with an E”) após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016), “A Bela e a Fera” (2017), “Dumbo” e “Aladdin” (2019) terem sido comandados por homens. O elenco destaca a atriz Liu Yifei (“O Reino Perdido”) no papel título, além de Donnie Yen (“Rogue One”), Jet Li (“Os Mercenários”), Chen Tang (“Tiras, Só que Não”), Yoson An (“Maquinas Mortais”), Jason Scott Lee (que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee”), Jimmy Wong (“O Círculo”), Doua Moua (“Gran Torino”) e a célebre atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”). O adiamento da produção segue um segundo remanejamento de “Tenet” pela Warner, que também deveria estrear em julho e foi para 12 de agosto nos EUA.
4ª temporada de The Last Kingdom estreia sem publicidade na Netflix
A 4ª temporada de “The Last Kingdom” chegou na Netflix neste domingo (26/4) sem muita publicidade. Apesar de ser uma das melhores produções do catálogo da empresa, o lançamento foi lembrado apenas no perfil oficial da série nas redes sociais. Nenhuma nota foi divulgada para a imprensa, nenhum trailer foi disponibilizado nas contas da plataforma, numa falta de iniciativa que evoca a relação da Netflix com outras produções já canceladas. Este abandono é um desserviço para os fãs, que são numerosos e apaixonados, e um pouco caso com o dinheiro investido na (super)produção da série. O público precisa saber que a temporada existe para procurá-la. Os novos capítulos marcam apenas o segundo ano de realização da série pela Netflix, que assumiu “The Last Kingdom” após a desistência da BBC ao final da 2ª temporada. Responsável por sua distribuição internacional, a plataforma resolveu bancar sozinha a produção, graças a seu sucesso em vários países, para continuar a contar a história, adaptada dos livros das “Crônicas Saxônicas” (The Saxon Stories), do autor inglês Bernard Cornwell. Desenvolvida por Stephen Butchard (séries “Vincent” e “Good Cop”), “The Last Kingdom” se passa nos final do século 9, quando muitos dos reinos separados que hoje formam a Inglaterra foram invadidos pelos vikings, e Wessex precisou se defender sozinho sob o comando do Rei Alfredo, o Grande (David Dawson). O elenco destaca o ator Alexander Dreymon como o herói do “último reino”, Uhtred, um jovem britânico que teve a família assassinada durante uma invasão dos vikings e acabou criado desde a infância como um filho por Ragnar Lothbrok. Após uma traição entre os próprios vikings implicá-lo no assassinato de Ragnar, ele foge de volta para Wessex, onde tenta reivindicar seu direito de nascença como herdeiro de terras da nobreza. Mas apesar das façanhas heroicas, continua a ser visto como um bárbaro pelo desconfiado Alfredo. Seguindo o padrão das temporadas anteriores, que adaptaram dois livros por vez, o quarto ano se concentra no sétimo e oitavo volumes das Crônicas: “O Guerreiro Pagão” (The Pagan Lord) e “O Trono Vazio” (The Empty Throne), que lidam com a transição de poder em Wessex. Até o momento, Bernard Cornwell publicou 12 volumes de suas Crônicas Saxônicas – o mais recente em 2019 – e o 13º estava previsto para este ano. Espera-se que o descaso atual tenha sido apenas um “lapso” momentâneo e a Netflix continue a produzir a série até o fim da história. WE ARE BACK! Season 4 of The Last Kingdom is now available on NETFLIX. Binge away, Arselings! #TheLastKingdom pic.twitter.com/dfqmPwvctx — The Last Kingdom (@TheLastKingdom) April 26, 2020
4ª temporada de The Last Kingdom ganha data de estreia
A Netflix anunciou a data de estreia da 4ª temporada de “The Last Kingdom”. Em post nas redes sociais, a produção convoca os seguidores para mais uma batalha, em 26 de abril. Os próximos capítulos marcarão o segundo ano de produção da série pela Netflix, que assumiu “The Last Kingdom” após ela quase ser cancelada, com a desistência da BBC ao final da 2ª temporada. Responsável por sua distribuição internacional, a plataforma resolveu bancar sozinha a produção para continuar a contar a história, adaptada dos livros das “Crônicas Saxônicas” (The Saxon Stories), do autor inglês Bernard Cornwell. Desenvolvida por Stephen Butchard (séries “Vincent” e “Good Cop”), “The Last Kingdom” se passa nos final do século 9, quando muitos dos reinos separados que hoje formam a Inglaterra foram invadidos pelos vikings, e Wessex precisou se defender sozinho sob o comando do Rei Alfredo, o Grande (David Dawson). O elenco destaca o ator Alexander Dreymon como o herói do “último reino”, Uhtred, que teve a família assassinada durante uma invasão dos vikings e acabou criado desde a infância como um filho por Ragnar Lothbrok. Após uma traição entre os próprios vikings implicá-lo no assassinato de Ragnar, ele foge de volta para Wessex, onde tenta reivindicar seu direito de nascença como um nobre britânico. Mas apesar das façanhas heroicas, continua a ser visto como um bárbaro pelo desconfiado Alfredo. Seguindo o padrão das temporadas anteriores, que adaptaram dois livros por vez, o quarto ano deverá se concentrar no sétimo e oitavo volumes das Crônicas: “O Guerreiro Pagão” (The Pagan Lord) e “O Trono Vazio” (The Empty Throne). Até o momento, Bernard Cornwell publicou 12 volumes de suas Crônicas Saxônicas – o mais recente em 2019 – e o 13º estava previsto para este ano. Shield walls at the ready, Arselings! Prepare for battle as Season 4 of The Last Kingdom comes to NETFLIX on Sunday 26th April ⚔️ #TheLastKingdom #Season4 pic.twitter.com/6P6axGz9p0 — The Last Kingdom (@TheLastKingdom) March 19, 2020
Disney adia estreias de Mulan e Os Novos Mutantes
A Disney anunciou o adiamento de dois filmes bastante esperados pelo público de cinema: a versão live-action de “Mulan” e o filme de super-heróis “Os Novos Mutantes”. Os dois seriam os próximos lançamentos do estúdio. “Mulan” chegaria às telas em duas semanas, no dia 26 no Brasil. Já “Os Novos Mutantes”, derivado dos X-Men, estava programado para daqui a três semanas, no dia 2 de abril. Além destes dois, a Disney também tirou do calendário o terror “Espíritos Obscuros” (Antlers), produzido por Guillermo Del Toro para a Searchlight Pictures, que viria na sequência, no dia 16 de abril. Nenhum deles teve novas datas confirmadas para exibição, mas a empresa espera que isto ocorra ainda em 2020. “Como vocês sabem, essa tem sido uma situação em rápida evolução e eu queria que vocês soubessem que estamos adiando os lançamentos com muita cautela. Nós realmente acreditamos na experiência do cinema, e estamos procurando novas datas potenciais de lançamento para 2020 a serem anunciadas posteriormente”, disse a Disney em comunicado. “Mulan” já tinha sido adiado na China, onde surgiu o covid-19, ligada ao novo coronavírus. O mercado asiático sempre foi considerado uma das maiores fontes de receita para a produção, que é baseada numa conhecida fábula chinesa. “Os Novos Mutantes”, por sua vez, deveria ter estreado em abril de 2019, mas a compra da Fox pela Disney adiou sua exibição em um ano. O filme chegou a ficar no limbo por vários meses, sem destino garantido. E acaba de retornar para esse mesmo ponto. Até o momento, a Disney mantém a estreia de “Viúva Negra”, que pode ser o próximo grande adiamento. O filme da super-heroína da Marvel tem lançamento marcado para a última semana de abril. As suspensões dos lançamentos acompanham decisões de outros estúdios, como MGM, Universal e Paramount que anunciaram adiamentos de outros candidatos a blockbusters. O primeiro filme adiado foi “007 – Sem Tempo Para Morrer”, que foi empurrado para o mês de novembro, seguido na quarta por “Pedro Coelho 2: O Fugitivo”, remarcado para agosto. Nesta quinta (12/3), “Um Lugar Silencioso – Parte II” perdeu sua previsão de estreia e “Velozes e Furiosos 9” escapou para 2021, sem esquecer de produções menos cotadas, como “The Lovebirds” e “Blue Story”. Até filmes brasileiros começaram a ser remarcados. Os dois longas sobre o crime de Suzane von Richthofen, “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, que chegariam aos cinemas na próxima quinta-feira (19/3) agora não tem mais previsão de estreia. Apesar disso, a distribuidora espera que eles entrem em cartaz ainda em 2020.
Antonio Banderas entra no elenco de Uncharted, que finalmente vai sair do papel
Agora vai. Após inúmeros adiamentos e sete diretores diferentes, a adaptação do game “Uncharted” finalmente começou a contratar seu elenco coadjuvante. Os primeiros nomes a se juntar oficialmente a Tom Holland, contratado há três anos (!), e Mark Wahlberg, que começou a negociar há cerca de sete anos (!), incluem um ator indicado ao Oscar 2020: o espanhol Antonio Banderas (“Dor e Glória”). Além dele, Sophia Ali (de “Grey’s Anatomy”) e Tati Gabrielle (de “O Mundo Sombrio de Sabrina”) também foram confirmadas na produção. Por sinal, Gabrielle terá o principal papel feminino, que, entretanto, não foi revelado. Apenas Tom Holland e Mark Wahlberg tiveram seus personagens confirmados. Holland viverá o aventureiro Nathan Drake, protagonista da franquia de games, e Wahlberg, que inicialmente estava cotado para este papel, interpretará o mentor do personagem, Victor “Sully” Sullivan. O filme contará uma história de origem de Nathan Drake, algo nunca apresentado nos games. A abordagem foi consequência da contratação de Holland para o papel principal. Ele é muito mais jovem que o personagem nos jogos. A escalação do ator, por sinal, foi um dos motivos para o filme ter perdido seu último (agora penúltimo) diretor. Para ter noção de como o projeto é tumultuado, o filme de “Uncharted” se arrasta desde 2010. O último diretor a desistir de tirá-lo do papel, Travis Knight (“Bumblebee”), não aguentou a indefinição sobre o cronograma de filmagens, que mudou várias vezes, e, após o filme ter seu lançamento adiado pela enésima vez, decidiu fazer outro longa, em vez de ficar em compasso de espera. A razão do novo adiamento teria sido a determinação da Sony de priorizar outro projeto com o ator Tom Holland. Apesar da programação prévia, a Sony decidiu filmar primeiro o próximo “Homem-Aranha”, que estreia em julho de 2021. Travis Knight substituía Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”), que desistiu da produção em agosto passado. Trachtenberg, por sua vez, tinha substituído Shawn Levy (“Uma Noite no Museu”), que deixara o projeto em dezembro de 2018 devido… aos mesmos conflitos de agenda. Antes dele, a adaptação ainda esteve a cargo de David O. Russell (“Trapaça”), Neil Burger (“Divergente”) e Seth Gordon (“Baywatch”), demonstrando como a Sony considerou uma variedade ampla de estilos. Este ecletismo se deve à indefinição em relação à própria história do filme. A primeira versão do roteiro foi escrita por Thomas Dean Donnelly e Joshua Oppenheimer (dupla dos péssimos “Dylan Dog e as Criaturas da Noite” e “Conan, o Bárbaro”) logo que o projeto foi anunciado, e jogada no lixo assim que se provou exatamente o que se podia esperar. Em seguida, a Sony encomendou novo texto ao casal Marianne e Cormac Wibberley (“A Lenda do Tesouro Perdido”), que decidiu se focar numa suposta família do protagonista. A ideia também foi descartada após “mudança de direção criativa” – a saída do diretor David O’Russell, que queria escalar Mark Wahlberg no papel principal, Scarlett Johansson como sua irmã e Robert De Niro como o pai da dupla. Fãs do game não gostaram da ideia da “família Uncharted” e isto levou à criação de nova história por Mark Boal (“Operação Fronteira”). Nesta versão, o protagonista estaria em busca da cidade de El Dorado, mas para chegar lá precisaria competir com mercenários e criaturas mutantes que defenderiam o local. Não rolou. E outro roteiro foi escrito pelo cineasta Joe Carnahan (“A Perseguição”). Entregue há três anos, o roteiro “definitivo” também precisou ser refeito após o presidente da Sony Tom Rothman ter a inspiração de contratar Tom Holland para viver o papel principal, encantado com o sucesso de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. As mudanças foram radicais, porque o personagem descrito por Carnahan era um adulto veterano. De fato, fãs do jogo clássico do PlayStation podem ter dificuldades para entender a escalação, já que o protagonista é um arqueólogo de cerca de 30 anos e Holland ainda passa por estudante colegial nos filmes da Marvel. Houve até quem acreditasse que o plano do estúdio era adiar o filme indefinidamente, até Holland atingir a idade certa. Para quem não conhece, o game acompanha as aventuras do arqueólogo Nathan Drake, que segue as pistas do seu antepassado Sir Francis Drake numa caça a relíquias místicas ao redor do mundo. Com Holland a bordo, a Sony desistiu de adaptar os jogos já lançados da franquia. Em vez disso, pretende fazer um prólogo, centrado na juventude do protagonista. Na história, Drake seria um jovem ladrão e teria seu primeiro encontro com o caçador de tesouros Victor Sullivan, que se torna seu mentor. O roteiro dessa versão foi escrito por Jonathan Rosenberg e Mark Walker, uma dupla que nem sequer tem currículo de roteiristas. Mas não tem problema. Já foi pro lixo. A dupla Art Marcum e Matt Holloway (de “Homem de Ferro” e “MIB: Homens de Preto – Internacional”) juntou-se a Rafe Judkins (da série “Agents of SHIELD”) para assinar o novo roteiro “final”, quando Travis Knight foi contratado. O atual diretor é Ruben Fleischer (de “Venom” e “Zumbilândia”), que pela primeira vez vai manter o roteiro entregue. Vale lembrar que todo esse trabalho citado de pré-produção foi pago. Todos os roteiros descartados custaram dinheiro, assim como os contratos de reserva de mercado com os diretores. Esta despesa faz parte do orçamento final da produção, que, a esta altura, já torna “Uncharted” um dos filmes mais caros jamais feitos. A maior ironia é que, com uma década de pré-produção, “Uncharted” terá que realizar suas filmagens de forma rápida para cumprir sua previsão de estreia, finalmente anunciada pela Sony. O filme deve chegar aos cinemas em março de 2021.
Carta ao Rei: Minissérie que adapta clássico literário juvenil ganha trailer dublado em português
A Netflix divulgou o pôster, 22 fotos e o trailer de “Carta ao Rei” (Letter for the King), minissérie holandesa sobre aventureiros juvenis da Idade Média. Como o vídeo foi disponibilizado com dublagem em português, a trama soa ainda mais infantil que seu conteúdo original. A série é baseada no famoso livro de mesmo título de Tonke Dragt, publicado originalmente em 1962, que costuma ser comparado aos grandes épicos de fantasia juvenis contemporâneas, de “O Senhor dos Anéis” ao mais recente “Harry Potter”. A história gira em torno do jovem aprendiz de cavaleiro Tiuri (Amir Wilson, de “His Dark Materials”), que por acaso recebe uma missão vital: entregar uma carta ao rei, que pode salvar o reino de uma grande ameaça. De posse dessa carta, ele passa a ser perseguido por inimigos perigosos e decide pedir ajuda às únicas pessoas que acreditam que ele possa ter sido escolhido para missão tão importante: seus amigos adolescentes. Assim, o destino do reino se torna responsabilidade de um grupo de crianças que precisa crescer rapidamente. Um dos motivos de “Carta ao Rei” não ser tão conhecido mundialmente é o idioma. O livro só foi traduzido para português brasileiro em 2009 e para inglês em 2013. Mas é considerada a melhor obra literária juvenil da Holanda da segunda metade do século 20. Tanto que, antes de virar série, ganhou um filme local, dirigido por Derek de Lint em 2008. Um detalhe curioso é que Antonia Johanna Willemina Dragt virou escritora com a idade de seus personagens. Ela tinha 13 anos quando começou a escrever e ilustrar aventuras medievais para passar o tempo, quando vivia num campo de prisioneiros em Jacarta, na Indonésia invadida pelas tropas japonesas durante a 2ª Guerra Mundial. Ela retomou esse hábito quando virou professora na Holanda, ao reparar que as crianças só silenciavam em aula quando contava histórias. Assim, juntando trechos de aventuras imaginadas ao longo de toda a vida, resolveu se profissionalizar em 1956. “Carta ao Rei” foi seu segundo romance. E fez tanto sucesso que ganhou continuação, em 1965, que pode render a 2ª temporada da série, caso os cinco episódios já produzidos façam sucesso na plataforma. A adaptação foi escrita por Will Davies (“Como Treinar Seu Dragão”) e o elenco majoritariamente britânico também inclui David Wenham (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”), Nathanael Saleh (“O Retorno de Mary Poppins”), Thaddea Graham (“Curfew”), Jonah Lees (“Sun Records”), Islam Bouakkaz (“After Life”), Jack Barton (“Grantchester”), David Wilmot (“The Alienist”), Peter Ferdinando (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Gijs Blom (“Garotos”), Jóhannes Haukur Jóhannesson (“Alfa”), Ruby Ashbourne Serkis (a filha de Andy Serkis) e participação de Andy Serkis (“Pantera Negra”). A minissérie será lançada no dia 20 de março. Confira abaixo o trailer dublado em português e o original, com diálogos em inglês.








