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  • Filme

    120 Batimentos por Minuto é o grande vencedor do César, o Oscar francês

    3 de março de 2018 /

    O César 2018, premiação que equivale ao Oscar da França, consagrou “120 Batimentos por Minuto” como melhor filme francês do ano. O longa de Robin Campillo venceu seis troféus na cerimônia da Academia Francesa de Artes e Técnicas do Cinema, que aconteceu na noite de sexta-feira (2/3), em Paris. Além do prêmio principal, de Melhor Filme, a produção ainda venceu os troféus de Roteiro Original (de Campillo), Ator Coadjuvante (Antoine Reinartz), Ator Revelação (Nahuel Pérez Biscayart), Edição (novamente de Campillo) e Trilha Original. O filme borda o ativismo LGBT durante a epidemia da AIDS e já tinha sido premiado no Festival de Cannes. Ele era o candidato da França ao Oscar 2018, mas acabou não integrando a lista final – o que rendeu incompreensão e protestos de Barry Jenkins, diretor de “Moonlight”, o filme vencedor do Oscar 2017. “120 Batimentos por Minuto” tinha 13 indicações ao César, mesmo número de “Au Revoir là-Haut”, passado durante a 1ª Guerra Mundial, que acabou ficando com cinco prêmios — de Melhor Direção (Albert Dupontel), Roteiro Adaptado (Dupontel e Pierre Lemaitre), Fotografia, Figurino e Design de Produção. A premiação ainda destacou “Petit Paysan”, de Hubert Charuel, sobre um pecuarista do interior da França que luta para salvar seu rebanho de vacas de uma epidemia, que recebeu três troféus – Melhor Ator (Swann Arlaud), Melhor Atriz Coadjuvante (Sara Giraudeau) e Melhor Filme de Estreia. Para completar, “Barbara”, obra metalinguista de Mathieu Amalric, passada nos bastidores de um filme sobre uma cantora francesa, ficou com dois troféus – Melhor Atriz (Jeanne Balibar) e Som. Pela primeira vez na história da premiação, o filme de maior sucesso de bilheteira também recebeu um César, que ficou com o besteirol “Uma Agente Muito Louca”, de Dany Boom. Entre as homenagens, a atriz espanhola Penélope Cruz foi responsável pela maior carga emocional da noite, indo às lágrimas ao receber um César Honorário por sua carreira das mãos do diretor Pedro Almodóvar. Confira abaixo os prêmios de longa-metragem. Vencedores do César 2018 Melhor Filme “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo Melhor Direção Albert Dupontel (“Au Revoir là-Haut”) Melhor Atriz Jeanne Balibar (“Barbara”) Melhor Ator Swann Arlaud (“Petit Paysan”) Melhor Atriz Coadjuvante Sara Giraudeau (“Petit Paysan”) Melhor Ator Coadjuvante Antoine Reinartz (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Revelação Feminina Camelia Jordana (“Le Brio”) Melhor Revelação Masculina Nahuel Perez Biscayart (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Filme de Estreia “Petit Paysan”, de Hubert Charuel Melhor Roteiro Original Robin Campillo (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Roteiro Adaptado Albert Dupontel & Pierre Lemaitre (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Fotografia Vincent Mathias (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Edição Robin Campillo (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Desenho de Produção Pierre Quefféléan (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Figurino Mimi Lempicka (“Au Revoir Là-Haut”) Melhor Som Olivier Mauvezin, Nicolas Moreau & Stéphane Thiébaut (“Barbara”) Melhor Trilha Sonora Arnaud Reotini (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Animação “Le Grand Méchant Renard et Autres Contes”, de Patrick Imbert e Benjamin Renner Melhor Documentário “Eu Não Sou Seu Negro”, de Raoul Peck Melhor Filme Estrangeiro “Sem Amor”, de Andreï Zviaguintsev Maior Bilheteria “Uma Agente Muito Louca”, de Dany Boom

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  • Filme

    120 Batimentos por Minuto lidera indicações do César, o Oscar francês

    31 de janeiro de 2018 /

    A Academia Francesa de Artes e Técnicas do Cinema anunciou os indicados ao Cesar 2018, premiação que equivale ao Oscar da França. E os dramas “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo, e “Au Revoir là-Haut”, de Albert Dupontel, lideram as indicações, concorrendo a 13 troféus cada. Em cartaz no Brasil, “120 Batimentos por Minuto” aborda o ativismo LGBT durante a epidemia da AIDS, foi premiado no Festival de Cannes e era o candidato da França ao Oscar 2018, mas acabou não integrando a lista final – o que rendeu protestos de Barry Jenkins, diretor de “Moonlight”, o filme vencedor do Oscar 2017. Passado durante a 1ª Guerra Mundial, “Au Revoir là-Haut” ainda não tem prêmios importantes nem previsão de estreia no Brasil. Entre os diversos filmes indicados, há outro filme assinado por Campillo: o suspense “A Trama”, que ele roteirizou. Também se destacam com várias indicações a comédia “Assim É a Vida”, de Eric Toledano e Olivier Nakache (a dupla do blockbuster “Intocáveis”), “O Formidável”, comédia de Michel Hazanavicius (“O Artista”) sobre a juventude de Jean-Luc Godard, “Barbara”, novo filme de Matthieu Almaric (“O Quarto Azul”) e o terror “Grave”, sensação do circuito dos festivais que foi lançado diretamente em streaming no Brasil. Melhor Filme “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo “Au Revoir là-Haut”, de Albert Dupontel “Barbara”, de Mathieu Amalric “Le Brio”, de Yvan Attal “Patients”, de Grand Corps Malade e Mehdi Idir “Petit Paysan”, de ‘Hubert Charuel “Assim É a Vida”, de Eric Toledano e Olivier Nakache Melhor Direção Robin Campillo (“120 Batimentos por Minuto”) Albert Dupontel (“Au Revoir là-Haut”) Mathieu Amalric (“Barbara”) Julia Ducournau (“Grave”) Hubert Charuel (“Petit Paysan”) Michel Hazanaviciu (“O Formidável”) Eric Toledano e Olivier Nakache (“Assim É a Vida”) Melhor Atriz Jeanne Balibar (“Barbara”) Juliette Binoche (“Deixe a Luz do Sol Entrar”) Emmanuelle Devos (“A Número Um”) Marina Foïs (“A Trama”) Charlotte Gainsbourg (“La Promesse de l’Aube”) Doria Tillier (“Monsieur et Madame Adelman”) Karine Viard (“Jalouse”) Melhor Ator Swann Arlaud (“Petit Paysan”) Daniel Auteuil (“Le Brio”) Guillaume Canet (“Rock’n roll: Por Trás da Fama”) Albert Dupontel (“Au Revoir là-Haut”) Louis Garrel (“O Formidável”) Reda Kateb (“Django”) Melhor Atriz Coadjuvante Laure Calamy (“Ava”) Anaïs Demoustier (“Uma Casa a Beira-Mar”) Sara Giraudeau (“Petit Paysan”) Adèle Haenel (“120 Batimentos por Minuto”) Mélanie Thierry (“Au Revoir là-Haut”) Melhor Ator Coadjuvante Niels Arestrup (“Au Revoir là-Haut”) Laurent Lafitte (“Au Revoir là-Haut”) Gilles Lellouche (“Assim É a Vida”) Vincent Macaigne (“Assim É a Vida”) Antoine Reinartz (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Revelação Feminina Iris Bry (“Les Gardiennes”) Laetitia Dosch (“Jovem Mulher”) Eye Haidara (“Assim É a Vida”) Camelia Jordana (“Le Brio”) Garance Marillier (“Grave”) Melhor Revelação Masculina Benjamin Lavernhe (“Assim É a Vida”) Finnegan Oldfield (“Marvin ou la Belle Éducation”) Pablo Pauly (“Patients”) Nahuel Perez Biscayart (“120 Batimentos por Minuto”) Arnaud Valois (“120 Batimentos por Minuto”) Melhor Filme de Estreia “Grave”, de Julia Ducournau “Jovem Mulher”, de Léonor Serraille “Monsieur & Madame Adelman”, de Nicolas Bedos “Patients”, de Grand Corps Malade e Mehdi Idir “Petit Paysan”, de Hubert Charuel Melhor Roteiro Original Robin Campillo (“120 Batimentos por Minuto”) Mathieu Amalric & Philippe Di Folco (“Barbara”) Julia Ducournau (“Grave”) Claude Le Pape & Hubert Charuel (“Petit Paysan”) Eric Tolédano & Olivier Nakache (“Assim é a Vida”) Melhor Roteiro Adaptado Albert Dupontel & Pierre Lemaitre (“Au Revoir Là-Haut”) Xavier Beauvois, Drédérique Moreau & Marie-Julie Maille (“Les Gardiennes”) Grand Corps Malade & Fadette Drouard (“Patients”) Eric Barbier & Marie Eynard (“La Promesse De L’Aube”) Michel Hazanavicius (“O Formidável”) Melhor Fotografia Jeanne Lapoirie (“120 Batimentos por Minuto”) Vincent Mathias (“Au Revoir Là-Haut”) Christophe Beaucarne (“Barbara”) Caroline Champetier (“Les Gardiennes”) Guillaume Schiffman (“O Formidável”) Melhor Edição Robin Campillo (“120 Batimentos por Minuto”) Christophe Pinel (“Au Revoir Là-Haut”) Francois Gedigier (“Barbara”) Julie Lena, Lilian Corbeille & Grégoire Pontecaille (“Petit Paysan”) Dorian Rigal Ansous (“Assim É a Vida”) Melhor Desenho de Produção Emmanuelle Duplay (“120 Batimentos por Minuto”) Pierre Quefféléan (“Au Revoir Là-Haut”) Laurent Baude (“Barbara”) Pierre Renson (“La Promesse de l’Aube”) Christian Marti (“O Formidável”) Melhor Som Julien Sicart, Valérie De Loof & Jean-Pierre Laforce (“120 Batimentos por Minuto”) Jean Minodo, Gurwal Coïc-Gallas, Cyril Holtz & Damien Lazzerini (“Au Revoir Là-Haut”) Olivier Mauvezin, Nicolas Moreau & Stéphane Thiébaut (“Barbara”) Mathieu Descamps, Séverin Favriau & Stéphane Thiébaut (“Grave”) Pascal Armant, Sélim Azzaz & Jean-Paul Hurier (“Assim É a Vida”) Melhor Trilha Sonora Arnaud Reotini (“120 Batimentos por Minuto”) Christophe Julien (“Au Revoir Là-Haut”) Jim Williams (“Grave”) MYD (“Petit Paysan”) Mathieu Chedid (“Visages Villages”) Melhor Animação “Le Grand Méchant Renard et Autres Contes” “Sahara” “Zombillénium” Melhor Documentário “12 Days” “A Voix Haute – La Force De La Parole” “Carré 35” “Eu Não Sou Seu Negro” “Visages Villages” Melhor Filme Estrangeiro “O Incidente no Nile Hilton”, de Tarik Saleh “Dunkirk”, de Christopher Nolan “The Royal Exchange”, de Marc Dugain “Sem Amor”, de Andreï Zviaguintsev “La La Land”, de Damien Chazelle “A Garota Ocidental – Entre o Coração e a Tradição”, de Stephan Streker “The Square A Arte da Discórdia”, de Ruben Ostlund

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  • Filme

    Estreias europeias são destaques da semana, de animação para crianças ao vencedor do Festival de Berlim

    21 de dezembro de 2017 /

    A maior aposta dos cinemas no feriadão de Natal é uma animação espanhola, visando o público infantil, que superou a concorrência do musical circense de Hugh Jackman (“Logan”) e da tentativa de George Clooney (“Ave César”) de se tornar um dos irmãos Coen (“Ave César”), para vir ocupar mais de 400 telas nesta quinta-feira (21/12). Apesar disso, os cinéfilos não ficarão sem presente de Papai Noel. A programação do circuito limitado traz um dos melhores filmes de 2017 – para incluir naquelas listas obrigatórias de fim de ano. Leia abaixo para saber mais detalhes e clique nos títulos para ver os trailers de cada estreia. “As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas” traz aos cinemas a continuação da simpática animação espanhola de 2012 sobre o herói Tadeo Jones, inspirado em Indiana Jones. Criado por Enrique Gato, Tadeo sonhava virar arqueólogo, mas acabou se tornando pedreiro, até embarcar numa viagem ao Peru, onde reencontrou sua vocação – em luta contra um grupo de mercenários, ao lado de uma exploradora e com a descoberta do tesouro de uma cidade perdida. A história continua com uma nova aventura mirabolante, envolvendo uma relíquia mística, sua parceira favorita, bichinhos de estimação e a múmia com quem ele fez amizade no primeiro filme. As duas outras produções com distribuição ampla não entusiasmam tanto a crítica, apesar de terem sido feitas com pretensões sérias para a temporada de premiações. “O Rei do Show”, que estreia simultaneamente na América do Norte, ficou com 48% de aprovação no Rotten Tomatoes. Curiosamente, os maiores elogios e os comentários mais negativos tiveram o mesmo alvo: o clima de exaltação otimista, a energia positiva e a cafonice conservadora, sem matizes, do longa. Com roteiro escrito por Jenny Bicks (“Sex and the City”) e revisado por Bill Condon (“A Bela e a Fera”), o filme gira em torno da figura controvertida de P.T. Barnum (papel de Hugh Jackman), empresário que começou a trabalhar com shows de variedades em Nova York em 1834 e ficou conhecido por apresentar freaks – anões, mulher barbada, etc – como se fosse um espetáculo. Ele também criou um novo formato de circo itinerante, com um picadeiro e bichos exóticos, que revolucionou os shows circenses – e o maltrato aos animais. A isso ele dava o nome de “O Maior Espetáculo da Terra”. A história é transformada num musical alegre, ao mesmo tempo revisionista e anacrônico, e com composições inéditas de Justin Paul e Benj Pasek, vencedores do Oscar 2017 por “La La Land”, e direção de Michael Gracey, que faz sua estreia no cinema após se destacar na publicidade. O elenco ainda inclui Michelle Williams (“Manchete à Beira-Mar”), Zac Efron (“Baywatch”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Nação Fantasma”) e Keala Settle (“Ricki and the Flash: De Volta Para Casa”). “Suburbicon – Bem-Vindos ao Paraíso” fez mais barulho ao fracassar. Tentativa de criar um noir de humor negro, o filme foi incluído em vários festivais importantes e acabou ridicularizado pela crítica – 29% de aprovação no Rotten Tomatoes. E olha que George Clooney chegou a chamar os irmãos Coen para ajudar no roteiro. A trama se passa num bairro tranquilo de subúrbio, durante o verão de 1959, e envolve o assassinato misterioso da mulher de Matt Damon (“Perdido em Marte”), a máfia, a cunhada pronta para ajudar o viúvo e um agente de seguros cheio de suspeitas. E é para o meio disso que se muda a primeira família negra da vizinhança. Oscar Isaac (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Julianne Moore (“Para Sempre Alice”) estão no elenco. Em compensação, o circuito limitado tem um filme que atingiu 92% de aprovação. O grande destaque entre os lançamentos da semana é o romance húngaro “Corpo e Alma”, que venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim e está na disputa por uma indicação ao Oscar 2018, na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. “Corpo e Alma” é o sétimo longa da diretora Ildiko Enyedi, a quinta mulher a ganhar o Urso de Ouro, e seu trabalho mais sensual desde que venceu a Câmera de Ouro do Festival de Cannes por “My Twientieth Century” em 1989. A trama é um romance inusual, com toques de surrealismo, muito erotismo e violência animal. Uma bela mulher com síndrome de Asperger descobre que tem os mesmos sonhos de seu chefe, um homem mais velho e solitário que sofre sintomas de AVC. Ambos se veem como cervos apaixonados em seus sonhos, interagindo numa floresta nevada, e isto faz com que se aproximem, mesmo não tendo nada em comum. A simbologia ainda inclui um detalhe: os dois trabalham num matadouro, e as imagens explicitam a brutalidade do ambiente. O circuito limitado também inclui duas produções francesas completamente diferentes entre si. Cinemão comercial, “Assim É a Vida” é a nova comédia dos diretores do blockbuster “Intocáveis” (2011), Olivier Nakache e Eric Toledano, passada nos bastidores de um casamento milionário onde tudo dá errado. Apesar de convencional, supera os similares americanos. Já “Jovem Mulher” representa a nova geração do cinema de arte francês. Rendeu a Câmera de Ouro no Festival de Cannes para a diretora estreante Léonor Serraille, mas sua grande revelação é a atriz Laetitia Dosch, que vive uma “Frances Ha” francesa e energética. Sua personagem não é tão jovem quanto acredita ser, nem tem dinheiro, planos ou mesmo um teto, mas está decidida a não se deixar abalar e recomeçar do zero após sair de um relacionamento. Sem se preocupar em resolver totalmente a trama, o filme é um estudo de personagem apaixonante. Por fim, “Todas as Meninas Reunidas Vamos Lá” apresenta um projeto de resistência roqueira e feminista nacional: o Girls Rock Camp Brasil, um acampamento só para meninas em Sorocaba, interior de São Paulo, em que elas aprendem a tocar instrumentos, formam bandas, desenvolvem a criatividade, exploram a autoestima e experimentam o empoderamento. Bacana. Mas pena que pareça mais um infomercial do curso do que um documentário de verdade.

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