Olha Quem Está Falando vai ganhar remake do diretor de Padrinhos Ltda.
A Sony contratou o cineasta Jeremy Garelick (“Padrinhos Ltda.”) para escrever e dirigir uma nova versão de “Olha Quem Está Falando”, comédia infantil estrelada por Kirstie Alley e John Travolta em 1989. O detalhe é que esta não é a primeira vez que a Sony anuncia o projeto, que tenta sair do papel desde 2010. Para quem morou em algum lugar sem televisão nos últimos 30 anos, “Olha Quem Está Falando” é aquela Sessão da Tarde do bebê falante. Na trama, o público acompanha o cotidiano de um casal (Travolta e Alley) sob o ponto de um bebê (que tinha seus pensamentos dublados por Bruce Wiilis). O detalhe mais importante é que “Olha Quem Está Falando” estreou em uma época em que ainda havia poucas mães solteiras retratadas no cinema, e o filme conseguiu tratar o tema com naturalidade e bom humor. Em comunicado, Garelick disse que considera o remake um desafio “porque foi um filme realmente bom”. “Travolta e Kirstie Alley tiveram uma ótima química e Amy Heckerling escreveu um ótimo roteiro. Estamos nos estágios iniciais de descobrir qual é a versão moderna daquela história”, explicou. Com um orçamento de US$ 7,5 milhões, o filme original arrecadou mais de US$ 300 milhões no mundo todo. Fez tanto sucesso que teve duas continuações: “Olha Quem Está Falando Também”, sobre o nascimento da irmãzinha do bebê original, e “Olha Quem Está Falando Agora”, onde os dois cães da família começavam a ter seus pensamentos narrados – sério. Relembre o trailer do filme original abaixo.
The Naked Director: Série da Netflix sobre indústria pornô japonesa ganha trailer
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “The Naked Director”, série japonesa sobre a explosão da indústria pornográfica no país durante os anos 1980. Com dez episódios, a produção é inspirada na história real de Toru Muranishi, um vendedor de Tóquio que se depara com a indústria pornô japonesa quando o negócio está prestes a decolar devido à rápida ascensão do mercado de vídeo doméstico, e acaba se tornando um dos diretores de filmes adultos mais notórios da história do Japão. Conhecido como o “Imperador da Pornografia” por seus vídeos de estilo gonzo, quase documentais e exploradores de perversões, Toru Muranishi assinou mais de 3 mil vídeos adultos, apesar de ter enfrentado uma série de restrições ao longo de sua carreira, sob forte repressão do governo. O título da série faz referência ao seu costume de gravar suas obras apenas de cueca. Dirigido por Masaharu Take (“Eden”), a série destaca Takayuki Yamada (“13 Assassinos”) no papel de Muranishi e também conta com Shinnosuke Mitsushima (“O Habitante do Infinito”), Misato Morita (“Sacrifice Dilemma”), Koyuki (“O Último Samurai”), Jun Kunimura (“Kill Bill: Vol. 1”), Tetsuji Tamayama (“Norwegian Wood”), Lily Franky (“Assunto de Família”) e Ryo Ishibashi (“Audition”). A estreia está marcada para o dia 8 de agosto na Netflix.
Akira vai ganhar nova adaptação como série animada
Enquanto o filme live-action não sai do papel, “Akira” vai ganhar uma nova adaptação animada, desta vez em formato de série. O projeto foi anunciado na Anime Expo 2019, que acontece em Los Angeles. Os detalhes são escassos, mas o projeto é basicamente uma adaptação do mangá de Katsuhiro Otomo e não uma sequência do longa animado clássico. Como os fãs de “Akira” sabem, a animação de 1988 foi lançada antes que Otomo tivesse terminado a história em quadrinhos e, por isso, sua porção final é mais curta e muito diferente do desfecho do mangá, cuja história só foi encerrada em 1990. A produção da série está a cargo do estúdio Sunrise, o mesmo de clássicos como “Cowboy Bebop” e “Gundam”. Além desse projeto, o painel dedicado a Katshuiro Otomo na Anime Expo revelou que o filme original será remasterizado em 4k e relançado nos cinemas japoneses em 2020. Enquanto isso, a versão live-action americana dirigida por Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”) ganhou data de estreia. O planejamento da Warner prevê um lançamento em 21 de maio de 2021 nos Estados Unidos. É esperar para ver se o cronograma será cumprido, já que o estágio atual é o mesmo a que chegaram diversas outras iniciativas anteriores do estúdio, que tenta filmar “Akira” há pelo menos 17 anos.
Andrea Beltrão vira Hebe Camargo no pôster da cinebiografia da “Estrela do Brasil”
A Warner divulgou o pôster oficial da cinebiografia “Hebe – A Estrela do Brasil”, que traz a atriz Andrea Beltrão (“Sob Pressão”) como a apresentadora Hebe Camargo. A trama se passa na década de 1980, no final da ditadura militar, quando Hebe completa 40 anos de profissão, está madura e já não aceita ser apenas um produto televisivo para o que “a família brasileira”. Mais do que isso, já não suporta ser uma mulher submissa ao marido, ao salário baixo, ao governo de direita e aos costumes vigentes. A trama pretende mostrar a apresentadora lidando com o marido ciumento e preconceituoso, e abraçando comportamentos avançados para se transformar em uma das personalidades mais poderosas, populares e amadas do Brasil. O elenco ainda conta com Marco Ricca (“Chatô – O Rei do Brasil”), Caio Horowicz (“Califórnia”), Danton Mello (“Vai que Dá Certo”), Gabriel Braga Nunes (“Se Eu Fechar Os Olhos Agora”), Danilo Grangheia (“O Roubo da Taça”), Otávio Augusto (“Sorria, Você Está Sendo Filmado”), Claudia Missura (“Mister Brau”), Karine Teles (“Benzinho”) e Daniel Boaventura (“Mulheres Alteradas”) – os dois vão viver outras personalidades famosa da TV brasileira, ninguém menos que Lolita Rodrigues e Silvio Santos. Com roteiro de Carolina Kotscho (“2 Filhos de Francisco”) e direção de Maurício Farias (“Vai que Dá certo”), o filme tem estreia prevista para 26 de setembro.
Stranger Things ganha trailer patriótico e dezenas de imagens inéditas
A Netflix divulgou um novo trailer e mais 26 fotos da 3ª temporada de “Stranger Things”. A prévia tem clima patriótico, relacionado ao Dia da Independência dos Estados Unidos, data em que se passa a trama e que também é a mesma da estreia dos episódios. Já as imagens reúnem os personagens da série, com direito a duas novidades: Cary Elwes (“Jogos Mortais”) como o prefeito de Hawkins e Maya Hawke (minissérie “Little Women”), filha dos atores Uma Thurman (“Kill Bill”) e Ethan Hawke (“Boyhood”), como Robin, colega de trabalho de Steve (Joe Keery) no primeiro shopping center da cidade. As novas fotos se juntam ao material anteriormente divulgado, que pode ser conferido aqui. A 3ª temporada vai se passar no verão de 1985 e estará disponível em streaming na quinta-feira (4/7). [gallery targetsize=”full” captions=”hide” bottomspace=”ten” gutterwidth=”10″ columns=”3″ size=”medium” newtab=”true”
WarnerMedia oficializa série animada dos Gremlins
A WarnerMedia oficializou a produção de uma série animada baseada no filme clássico “Gremlins”. Intitulada “Gremlins: Secrets of the Mogwai”, a animação ganhou sua primeira arte, que destaca a silhueta de Gizmo. Veja abaixo. A série terá 10 episódios com aproximadamente 30 minutos de duração e será disponibilizada no vindouro serviço de streaming dos estúdios Warner, ainda sem data de lançamento. A trama será um prólogo do longa de Joe Dante e vai mostrar o Sr. Wing – o vovô chinês interpretado nos filmes por Keye Luke – em sua juventude na Xangai dos anos 1920, onde conhece o amigável mogwai Gizmo. A atração está sendo desenvolvida pelo roteirista Tze Chun, do thriller “Dinheiro Sujo” (2013) e da série “Gotham”. O “Gremlins” original contava a história de Billy Peltzer (Zach Galligan), que ganha um novo bichinho de estimação, um mogwai, sem imaginar que, se não seguisse as regras de como tratá-lo, poderia liberar no mundo verdadeiras pestes monstruosas. Escrito por Chris Columbus (o diretor de “Esqueceram de Mim”), o filme chegou aos cinemas em 1984 e fez tanto sucesso que ganhou uma continuação, “Gremlins 2: A Nova Geração”, em 1990. Desde 2010, a Warner discutia como retomar a franquia, e chegou até a considerar um terceiro filme, novamente dirigido por Dante. Mas esta produção nunca saiu do papel.
Paul Rudd negocia participar no novo Caça-Fantasmas
O ator Paul Rudd está prestes a entrar no elenco do novo filme dos “Caça-Fantasmas”. A negociação com o intérprete do Homem-Formiga nos filmes da Marvel foi revelada pelo diretor Jason Reitman (“Tully”). “Eu tenho esperado por trabalhar com Paul Rudd desde que um curta-metragem meu abriu para ‘Mais um Verão Americano’ (2001) em Sundance. Estou muito animado que ele vai entrar para este novo capítulo do universo dos Caça-Fantasmas”, disse Reitman para a revista Variety. Segundo a publicação, Rudd interpretará um professor no longa, que deverá contar com os Caça-Fantasmas originais. Filho de Ivan Reitman, diretor dos primeiros “Caça-Fantasmas” – e que atuou, ainda criança, em “Os Caça-Fantasmas II”, de 1989 – , Jason Reitman já tinha afirmado que sua versão “seguirá a trajetória do filme original”. Ou seja, será uma continuação de “Os Caça-Fantasmas II”. Até o momento, não há palavra oficial sobre os retornos de Dan Aykroyd, Bill Murray e Ernie Hudson, mas a atriz Sigourney Weaver, que participou dos longas originais, confirmou que estará de volta, ao lado dos demais. Também são previstas as participações de Carrie Coon (“The Leftovers”), Finn Wolfhard (“Stranger Things”) e Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”). Além de dirigir, Reitman coescreveu o roteiro com Gil Kenan (“A Casa Monstro”). A estreia está marcada para 10 de julho de 2020.
Max Wright (1943 – 2019)
O ator Max Wright, que até hoje é lembrado pelo papel de Willie Tanner, pai da família da série “Alf, o ETeimoso”, morreu na quarta-feira (26/6) em sua casa em Hermosa Beach, no estado da Califórnia, aos 75 anos. Ele foi diagnosticado com linfoma ainda em 1995, mas o câncer permaneceu em remissão por muitos anos, até recentemente. Nativo de Detroit, Wright começou a carreira no teatro nova-iorquino, estreando na Broadway em 1968, na montagem de “A Grande Esperança Branca”. Seu desembarque em Hollywood aconteceu 11 anos depois, num filme de forte inspiração teatral, “O Show Não Pode Esperar” (1979), semi-autobiografia musical do diretor e coreógrafo Bob Fosse. Wright teve pequenos papéis em alguns filmes do período, como “O Abraço da Morte” (1979), de Jonathan Demme, e “Reds” (1981), de Warren Beatty, mas acabou ganhando mais projeção na televisão. Uma participação em “O Casal 20”, em 1982, abriu caminho para uma longa trajetória de “episódios da semana”, levando-o a aparecer em sitcoms extremamente populares como “Cheers”, “Taxi”, “Murphy Brown”, “Mad About You” e até “Friends” – era o gerente do café Central Perk. A rotina de participações especiais sofreu algumas interrupções por tentativas de integrar elencos fixos. Mas os projetos que o atraiam costumavam ser rapidamente cancelados. Até que, em 1986, Wright entrou em “Alfie”. Foi a segunda série do ator para o produtor Tom Patchett, após passagem pela curta “Buffalo Bill”, só que desta vez a atração durou quatro temporadas, até 1990, sem contar as inúmeras reprises e derivados. A história da família que abrigava um alienígena em sua garagem virou sensação, a ponto de movimentar uma fortuna em licenciamentos para os mais diferentes produtos, de quadrinhos a série animada. O detalhe é que, apesar de o personagem-título ser um marionete, não eram apenas crianças que sintonizavam a atração. “Alf” era considerada mais uma sitcom que programa infantil graças, em grande parte, à qualidade do desempenho de Wright, que comandava o humor com a maior seriedade, em seus embates éticos contra o ETeimoso, tentando fazer Alf se comportar – e não comer os gatos da vizinhança. “Max absolutamente fazia você esquecer que ‘Alf’ era uma marionete”, disse Patchett em 2016. Entretanto, Wright não escondia que odiava trabalhar na série e comemorou seu final. Tanto que não participou do telefilme “Projeto ALF” (1996), que continuou a trama – e foi um fracasso, considerado sério demais. Após o final de “Alf”, Wright demonstrou versatilidade ao participar do elenco estelar da minissérie de terror “The Stand – A Dança da Morte”, baseada em best-seller de Stephen King que virou fenômeno de audiência em 1994. Ele também retomou a carreira no cinema e no teatro, aparecendo nos filmes “O Sombra” (1994), “Dois Velhos Mais Rabugentos” (1995), “Sonho de uma Noite de Verão” (1999) e “Neve Sobre os Cedros” (1999), e recebeu uma indicação ao Tony (o Oscar do Teatro) de Melhor Ator em 1998 pela montagem de “Ivanov”, clássico de Anton Chekhov. Acabou voltando para a TV em 1999 com “The Norm Show”, sobre um ex-jogador de hockey (Norm MacDonald) em liberdade condicional por evasão fiscal. Wright vivia o gerente no serviço social que Norm era obrigado a frequentar. A série durou três anos, até 2001, e ganhou um telefilme de reunião final, em 2005, que se tornou o último trabalho na filmografia do ator.
Billy Drago (1945 – 2019)
O ator Billy Drago, especialista em vilões, que é mais lembrado pelo papel do gângster Frank Nitti em “Os Intocáveis”, morreu na segunda-feira (24/6) em Los Angeles, após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) aos 73 anos. Drago marcou filmes e séries com seu olhar gélido, ao longo de quatro décadas de carreira. Mas o começo de sua trajetória se deveu a outro atributo facilmente reconhecido em seus trabalhos: a voz grave e rouca. Jornalista da Associated Press em seus anos de juventude, Drago tornou-se uma celebridade de rádio no Kansas, tendo seu próprio programa de audiência cativa, antes de decidir fazer teatro e, assim, chegar em Hollywood no final dos anos 1970. Ele teve pequenos papéis em filmes imponentes, como “Obstinação” (1981), de Ivan Passer, e “O Cavaleiro Solitário” (1985), de Clint Eastwood, antes de se destacar como o capanga sangue-frio de Al Capone em “Os Intocáveis” (1987), de Brian De Palma. Ao contrário do clichê, seu Frank Nitti era um malvadão que só vestia terno branco, limpo e impecável até mesmo em sua memorável cena de morte, nas mãos de Eliot Ness, interpretado por Kevin Costner. Seu papel em “Os Intocáveis” chamou bastante atenção da crítica, eclipsando o Al Capone de Robert De Niro como o grande vilão do longa. Entretanto, também restringiu o ator, que foi convidado a viver psicopatas e homens arrepiantes pelo resto de sua filmografia, repleta de filmes de terror e thrillers de baixo orçamento, com destaque para “Viagem Maldita” (2006), de Alexandre Aja, e o cultuadíssimo “Mistérios da Carne” (2004), de Gregg Araki. O ator também teve passagens por séries sobrenaturais famosas, como “Arquivo X” e “Supernatural”, e chegou a viver um personagem recorrente em “Charmed” – que logicamente era um demônio. Um de seus últimos trabalhos, “A Decadência de Joe Albany” (2014), chegou a ser premiado no prestigioso festival europeu de Karlovy Vary. Ele foi casado com a atriz Silvana Gallardo (“Desejo de Matar 2”), com quem trabalhou em vários projetos, até a morte dela em 2012, e um de seus filhos, Darren Burrows (da cultuada série “Northern Exposure”), segue a carreira de ator.
Lena Headey entra em nova fantasia épica, no elenco da série de O Cristal Encantado
A atriz Lena Headey entrou em outra saga de fantasia épica após “Game of Thrones”. A ex-intérprete de Cersei Lannister se juntou ao elenco de dubladores de “O Cristal Encantado: A Era da Resistência” (Dark Cystal: Age of Resistance), série da Netflix baseada no clássico infantil de Jim Henson, lançado em 1982. Além dela, a produção anunciou as participações de Benedict Wong (“Doutor Estranho”), Awkwafina (“Poderes de Ricos”), Sigourney Weaver (“Alien”), Hannah John-Kamen (“Homem-Formiga e Vespa”) e o profissional veterano de muppets Dave Goelz, que trabalhou no filme original. A série é ambientada muitos anos antes dos eventos do longa dos anos 1980. Centra-se em três Gelfling (dublados por Taron Egerton, Anya Taylor-Joy e Nathalie Emmanuel) que descobrem a terrível verdade por trás do poder dos malvados Skeksis e partem em uma jornada épica para acender o fogo da rebelião e salvar seu mundo. Headey e John-Kamen darão vozes a Gelflings, os personagens bonzinhos da trama, enquanto Wong e Awkwafina interpretarão vilões Skeksis. Weaver fará a narração e Goelz vai dar voz a outra criatura diferente, um Fizzigig. O resto do elenco de dubladores é igualmente impressionante. Não apenas Taron Egerton (“Rocketman”), Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) e Nathalie Emmanuel (“Game of Thrones”), na pele dos heróis Rian, Brea e Deet, que protagonizam a série. Os coadjuvante confirmados incluem nada menos que Mark Hamill (“Star Wars”), Helena Bonham-Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”), Alicia Vikander (“Tomb Raider”), Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”), Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Natalie Dormer (“Game of Thrones”), Theo James (“Divergente”), Shazad Latif (“Star Trek: Discovery”), Gugu Mbatha-Raw (“O Paradoxo Cloverfield”), Mark Strong (“Kingsman”), Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”), Keegan-Michael Key (“Key and Peele”), Eddie Izzard (“Powers”) e Harris Dickinson (“Malévola 2”). Ou seja, a Netflix Brasil teria que divulgar esta série com legendas! Mesmo assim, o primeiro trailer disponibilizado foi estrelado por vários profissionais anônimos da dublagem brasileira… O comando da série está nas mãos do cineasta francês Louis Leterrier (“O Incrível Hulk”, “Truque de Mestre”), que vai produzir e dirigir os episódios para a Jim Henson Company e a Netflix, com roteiros de Jeffrey Addiss, Will Matthews (ambos do vindouro filme “Life in a Year”) e Javier Grillo-Marxuach (série “The 100”). A estreia está marcada para 30 de agosto em streaming.
Ator de Trainspotting vira dono da gravadora Creation em primeira foto de cinebiografia
A produtora Burning Wheel divulgou a primeira foto de “Creation Stories”, filme sobre a influente gravadora britânica Creation Records, que realizou uma revolução musical nos anos 1980. A imagem traz o ator escocês Ewen Bremner (o Sput de “Trainspotting” e sua continuação) caracterizado como Alan McGee, o fundador e dono da gravadora. O ator não é o único egresso de “Trainspotting” no projeto. O roteiro foi escrito por Irvine Welsh, autor do livro que virou “Trainspotting”, e a produção está a cargo de Danny Boyle, o diretor daquele filme. “Creation Stories” é baseado na autobiografia de McGee, intitulada “The Creation Records Story: Riots, Raves and Running a Label”. O lendário empresário escocês ganhou projeção ao montar um club londrino, The Living Room, que virou palco do movimento que culminou na formação da geração indie original, em meados da década de 1980 – a cena batizada como “C86” (classe de 86). Ele também tinha uma banda, a Biff Bang Pow, e foi o primeiro empresário do Jesus and Mary Chain, além de ter gravado o primeiro single do grupo. The Jesus and Mary Chain não foi a única banda famosa lançada pela Creation, que também gravou discos do Primal Scream, My Bloody Valentine, Teenage Fanclub, House of Love, Ride e até Oasis. Depois de vender metade de sua gravadora para a Sony nos anos 1990 e ver o Oasis explodir nas paradas, McGee ainda se envolveu na política, ajudando a passar uma lei de apoio financeiro a músicos insolventes. O último lançamento da Creation foi o disco “XTRMNTR”, da banda Primal Scream, em 2000. McGee fechou a gravadora após ficar insatisfeito com a direção comercial da Sony. O velho produtor ainda se aventurou a criar novas gravadoras e clubs, mas encontrou mais sucesso ao ressuscitar o nome Creation em 2014 para empresariar músicos, como seus velhos amigos do Jesus and Mary Chain e Happy Mondays. Ele também é crítico musical e blogueiro, e atualmente escreve na versão britânica do site Huffington Post. O filme tem direção do ator Nick Moran, que virou diretor com outra cinebiografia de produtor prodígio, “Telstar: The Joe Meek Story” (2008). O elenco inclui Suki Waterhouse (“Pokémon: Detetive Pikachu”), Rupert Everett (“O Lar das Crianças Peculiares”), Jason Flemyng (“X-Men: Primeira Classe”), Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”), Kirsty Mitchell (“Dupla Explosiva”), Mel Raido (“Lendas do Crime”) e Matthew Durkan (“Coronation Street”) como William Reid, o guitarrista do Jesus and Mary Chain. Ainda não há previsão para o lançamento.
Chucky mata Annabelle em novo pôster provocativo de Brinquedo Assassino
Depois de brincar de matar os bonecos de “Toy Story 4” – e ser massacrado nas bilheterias por eles – , a Orion Pictures divulgou um novo pôster de “Brinquedo Assassino” em que Chucky chacina outra boneca famosa, Annabelle. Assim como aconteceu com “Toy Story 4” no fim de semana nos Estados Unidos, o remake de “Brinquedo Assassino” também vai enfrentar “Annabelle 3: De Volta para Casa” por posições no ranking das bilheterias no próximo fim de semana. A bravata original já deu resultado inverso, com os brinquedos da Pixar destruindo as pretensões do “Brinquedo Assassino”. Resta saber se o próximo mortal kombat entre os bonecos de terror vai deixar pedaços suficientes de Chucky para a franquia render continuação. No Brasil, Chucky está fugindo dessa briga toda. “Toy Story 4” já está em cartaz. “Annabelle 3: De Volta para Casa” estreia na quinta (27/6). Mas “Brinquedo Assassino” só vai dar as caras por aqui em 22 de agosto, depois dos dois filmes já terem saído de cena.
Deslembro é uma pequena obra-prima do cinema brasileiro
É possível notar, mesmo sem saber nada de “Deslembro”, que se trata de um filme muito pessoal de sua diretora, Flavia Castro. Ao perceber que o desaparecimento do pai durante a ditadura já havia sido abordado no documentário “Diário de uma Busca” (2010), fica claro que ela é movida pela necessidade de recontar essa história. O que impressiona é o quanto ela consegue ser bem-sucedida nisso, estreando no registro de ficção. A sensibilidade com que a cineasta conta a história da jovem adolescente que é trazida da França para o Brasil na virada dos anos 1970 para os 80, quando começou o processo de anistia política, é realizada com uma vivacidade impressionante. Nos primeiros minutos de “Deslembro” vemos uma família dialogando em francês. A menina Joana (Jeanne Boudier, ótima) não quer sair da França e ir para um país em que se torturam e matam pessoas. Mas a mãe (Sara Antunes) prefere que a filha e seus outros dois filhos (na verdade, um deles é filho do seu companheiro com outra mulher) venham com ela para o Rio de Janeiro. O impacto da chegada ao novo país começa a trazer memórias fortes de um momento traumático na vida da pequena Joana. Lembranças escondidas em um canto seguro de sua memória. Assim, essas lembranças – ou possíveis lembranças, já que não se sabe ao certo o que é verdade ou o que é construído como uma espécia de sonho – vão surgindo em flashbacks bem fragmentados. Às vezes, a diretora usa um recurso plasticamente muito bonito de mostrar uma imagem tão próxima que não permite distinguir o está sendo mostrado, como em um quadro de pintura abstrata com textura em alto relevo. A inclusão de canções é também um acerto do filme. Lou Reed, Caetano Veloso, The Doors, Nelson Gonçalves (em uma canção de Noel Rosa que também aparece no maravilhoso “Arábia”, de João Dumas e Affonso Uchôa, ainda que com um intérprete diferente), citações a David Bowie e Pink Floyd; além do amor pelos livros por parte de Joana e a recitação de um poema de Fernando Pessoa. Tudo isso faz com que a paixão pela vida, embora dolorosa pela falta trágica do pai, esteja o tempo todo presente. E há ainda o amor no seio familiar. A família mostrada no filme, tão fragmentada quanto as memórias da menina, é de encher o coração (o que são aquelas cenas no carro, meu Deus?). As questões de afetividade envolvendo a mãe, o padrasto chileno e os dois irmãos pequenos somam-se à avó da menina que mora no Rio, vivida com brilho por Eliane Giardini. A cena mais tocante do filme, aliás, surge sutil, num momento em que a avó e a menina estão sozinhas e a avó olha com lágrimas nos olhos para o rosto daquela garota que lembra o seu filho assassinado pela ditadura. Um exemplo de sensibilidade ímpar por parte da diretora e de seu belo elenco. O amor romântico também surge em “Deslembro” de maneira muito bonita. Há, inclusive, uma cena de sexo muito discreta e muito elegante entre a garota e o seu interesse amoroso, um rapaz que também é filho de exilados. E esse aspecto romântico e a quantidade generosa de canções pop faz com que o filme dialogue com o ótimo “Califórnia”, de Marina Person. No que se refere às questões políticas, há diálogo com o momento atual, embora o filme tenha sido finalizado antes das últimas eleições presidenciais. O que não deixa de torná-lo ainda mais forte e urgente nos dias de hoje. Aliás, o que não parece urgente nos dias de hoje, quando o assunto é direitos humanos? Restrito ao circuito alternativo, “Deslembro” infelizmente terá um público pequeno. Por isso, é importante que o boca a boca seja positivo e que atraia o público, para que mais pessoas tenham a honra de ver esta pequena obra-prima no cinema, em toda sua glória.











