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    Novo filme de François Ozon ganha trailer ao som de The Cure

    9 de junho de 2020 /

    A distribuidora francesa Diaphana divulgou o trailer de “Été 85″, novo filme de François Ozon (“Dentro de Casa”, “Frantz”, “O Amante Duplo”, “Graças a Deus”). A prévia não tem diálogos e apresenta cenas de adolescência passada em 1985, ao som de “In Between Days”, da banda The Cure. Parte da seleção oficial do Festival de Cannes, o filme acompanha Alexis, de 16 anos, e David, dois anos mais velho, durante um romance de verão oitocentista. Os papéis principais são vividos por Félix Lefèbvre (“O Professor Substituto”) e Benjamin Voisin (“O Príncipe Feliz”). Melvil Poupaud (“Graças a Deus”) e Valeria Bruni Tedeschi (“Loucas de Alegria”) também fazem parte do elenco. A estreia está marcada para 14 de julho na França e não há previsão para o lançamento no Brasil, onde os cinemas ainda não tem previsão de reabertura, devido à pandemia de covid-19.

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    Keanu Reeves viaja ao futuro no trailer de Bill & Ted: Encare a Música

    9 de junho de 2020 /

    A Orion Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Bill & Ted: Encare a Música” (Bill & Ted: Face the Music), em que Keanu Reeves retoma um dos personagens mais populares de sua filmografia. A prévia mostra o Ted de Keanu e o Bill vivido por Alex Winter lidando com o fato de, 30 anos depois, ainda não terem feito a música que salvaria a humanidade. Pior que isso: a carreira dos roqueiros está em franca decadência. Então, os agora pais de adolescentes têm uma ideia brilhante: viajar em sua cabine-telefônica-do-tempo para o futuro e descobrir logo a música que eles próprios já terão criado. Para quem não lembra do longa original, “Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica” (1989), Reeves e Winter eram dois estudantes extremamente estúpidos de uma high school americana, que repetiriam de ano se não fizessem um bom trabalho de História. Sua sorte muda quando um homem de futuro resolve ajudá-los, convidando-os para uma viagem no tempo (a máquina do tempo é a cabine telefônica!), pois, por mais incrível que possa parecer, o destino da humanidade um dia dependerá da inteligência dos dois retardados, que criarão a música capaz de inspirar uma utopia perfeita. A comédia virou cult, ganhou sequência, “Bill & Ted – Dois Loucos no Tempo” (1991), além de série animada, videogame e até revista em quadrinhos, antes de sumir da lembrança da humanidade – obviamente, por uma artimanha do cientista maligno De Nomolos. Mas chegou finalmente a hora da aventura final, em que Bill e Ted precisarão cumprir a profecia – e criar a música perfeita. Escrito pelos criadores originais dos personagens, Chris Matheson (“Pateta: O Filme”) e Ed Solomon (“Homens de Preto”), o filme tem direção de Dean Parisot (“Heróis Fora de Órbita”) e também traz de volta William Sadler como a Morte. O elenco ainda destaca Brigette Lundy-Paine (de “Atypical”) e Samara Weaving (“Ready or Not”) como as filhas dos personagens. A estreia segue marcada para 21 de agosto, apesar da pandemia de coronavírus.

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    Bruce Campbell revela título e diretor do novo Evil Dead

    8 de junho de 2020 /

    O ator Bruce Campbell, que estrelou a trilogia original “Evil Dead”, confirmou que a produção de um novo filme da franquia está em andamento. Em entrevista à revista Empire, ele também revelou o título e o diretor responsável pela continuação. “Acabei de sair do telefone com Lee Cronin, que está escrevendo e dirigindo o próximo ‘Evil Dead'”, disse Campbell. “Vai se chamar ‘Evil Dead Rise'”, continuou. “Sam [Raimi] escolheu Lee pessoalmente – ele fez um filme legal chamado ‘The Hole in the Grond’. Nós vamos rodar assim que possível.” Campbell e Raimi vão atuar como produtores da nova continuação, que, como o reboot “A Morte do Demônio” (Evil Dead), de 2013, não contará com o personagem Ash. Campbell tinha resgatado o personagem da trilogia de Raimi, iniciada nos anos 1980, na série “Ash vs. Evil Dead”, mas agora diz que seus dias de serra elétrica acabaram. “Desse ponto em diante, eles meio que precisam se manter sozinhos. O que é bom. E libertador. Você poderia ter heróis diferentes, heroínas diferentes neste caso. Essa continuação vai ser um pouco mais dinâmica… Nós queremos manter a série atualizada. E o mantra, na verdade, é que nossos heróis e heroínas são apenas pessoas comuns. É assim que vamos continuar”, acrescentou. O longa de estreia de Lee Cronin, o terror irlandês “The Hole in the Ground”, foi premiado no Fant, festival de cinema fantástico de Bilbao, na Espanha, e recebeu críticas positivas durante sua première no Festival de Sundance. O filme tem 84% de aprovação no Rotten Tomatoes e ainda é inédito no Brasil.

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    Warner libera filme Luta por Justiça para o público aprender sobre racismo estrutural

    2 de junho de 2020 /

    A Warner resolveu disponibilizar de graça nos EUA a versão digital de “Luta por Justiça”, filme de 2019 que aborda o preconceito racial do sistema de justiça do país. O objetivo é oferecer uma fonte de referência sobre o racismo estrutural americano, que tem gerado situações como o assassinato de George Floyd e motivado os protestos antirracistas dos últimos dias. No longa, Michael B. Jordan (“Pantera Negra”) interpreta o advogado Bryan Stevenson que assume o caso de um homem negro (Jamie Foxx, de “O Espetacular Homem-Aranha 2”) condenado à morte por assassinato, apesar das evidências comprovarem sua inocência. Enquanto luta pela vida de seu cliente, ele enfrenta todo tipo de obstáculo racista e manobras legais do sistema para levar o inocente à morte, apenas por ser negro. A trama é baseada em fatos reais e tem direção do cineasta Destin Daniel Cretton (“O Castelo de Vidro”), que vai dirigir “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings” para a Marvel. O anúncio da liberação de “Luta por Justiça” foi feito nesta terça (2/6), no Twitter oficial do filme. “Acreditamos no poder da história. Nosso filme ‘Luta por Justiça’, baseado no trabalho da vida do advogado de direitos civis Bryan Stevenson, é um recurso que podemos humildemente oferecer a quem estiver interessado em aprender mais sobre o racismo sistêmico que atormenta nossa sociedade. Durante o mês de junho, o filme estará disponível gratuitamente em plataformas digitais de VOD nos EUA”, diz o texto. “Para participar ativamente da mudança que nosso país está buscando tão desesperadamente, encorajamos vocês a aprender mais sobre o nosso passado e as inúmeras injustiças que nos levaram aonde estamos hoje. Obrigado aos artistas, equipe e advogados que ajudaram a fazer esse filme acontecer. Assista com sua família, amigos e aliados”, completa. Não há informação sobre a extensão dessa iniciativa a outros países. No Brasil, “Luta por Justiça” ainda está sendo oferecido para locação digital por R$ 14,90 nos sites de VOD. Veja abaixo o trailer legendado do filme.

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    Diretor de Doutor Estranho fará remake de Labirinto, fantasia dos anos 1980

    26 de maio de 2020 /

    A Sony contratou Scott Derrickson (“Doutor Estranho”) para dirigir o remake/continuação da fantasia infantil “Labirinto – A Magia do Tempo”, estrelada por David Bowie e a jovem Jennifer Connelly em 1986. O projeto da refilmagem foi anunciado há quatro anos e nesse período o estúdio chegou a negociar com Fede Alvarez (“O Homem nas Trevas” e “A Morte do Demônio”) para assumir a direção. O diretor uruguaio e Jay Basu (“Monstros 2: Continente Sombrio”) chegaram a desenvolver a história, que seria uma nova aventura passada no mesmo universo e não uma refilmagem do longa original. Aparentemente, não era o que a Sony tinha em mente, pois Derrickson vai trabalhar a partir de um novo roteiro, escrito por Maggie Levin em sua estreia em longas-metragens – recentemente, ela roteirizou um episódio da série de terror “Into the Dark”. Com a troca, o estúdio não desistiu de uma abordagem mais sombria, já que Derrickson, assim como Alvarez e os roteiristas, tornou-se conhecido como diretor de terror – de “Hellraiser V: Inferno” (2000), “O Exorcismo de Emily Rose” (2005), “A Entidade” (2012) e “Livrai-nos do Mal” (2014). O filme original de 1986 acompanhava a jornada de uma adolescente (Jennifer Connelly, hoje na série “Expresso do Amanhã”), que, cansada de ser babá do irmão mais novo, deseja que ele suma, sendo atendida pelo Rei dos Duendes. Desesperada ao perceber o que fez, ela entra num mundo mágico, repleto de fantoches e pedras que soltam pum, para enfrentar a criatura vivida por David Bowie e recuperar seu irmãozinho. “Labirinto” contou com músicas de Bowie, roteiro de Terry Jones (dos Monty Python) e produção de George Lucas (criador de algo chamado “Star Wars”). Um supertime que, curiosamente, não impediu seu fracasso de bilheteria. A derrota financeira levou o diretor Jim Henson a entrar em depressão profunda. Ele nunca mais dirigiu nenhum filme até sua morte, quatro anos depois. O lançamento em vídeo e as exibições televisivas, porém, mudaram a percepção do público a respeito da obra, a ponto de muitos até acharem que o filme foi um dos grandes sucessos dos anos 1980. A obra também foi valorizada pelo reconhecimento obtido por Connelly em seus filmes seguintes. A atriz acabou ganhando o Oscar por “Uma Mente Brilhante” em 2002. A decisão de realizar o remake foi tomada em 2016, quando se comemorou 30 anos de lançamento do original e se lamentou a morte de Bowie. Lisa e Brian Henson, filhos de Jim Henson, que idealizou e dirigiu o “Labirinto” original, estão entre os produtores da sequência, e a Jim Henson Company deve mais uma ver criar o visual das criaturas do filme. Ainda não há previsão para o começo das filmagens ou data de lançamento.

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    Steven Soderbergh escreveu sequência de Sexo, Mentiras e Videotape na quarentena

    20 de maio de 2020 /

    O diretor Steven Soderbergh revelou em entrevista ao programa “NightCap Live”, do YouTube, que está trabalhando numa sequência de seu primeiro longa-metragem, “Sexo, Mentiras e Videotape”, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1989. Conversando com o apresentador Dan Dunn, o cineasta contou ter aproveitado o isolamento social para escrever o roteiro e afirmou que estava ansioso para filmá-lo, assim que possível. Segundo Soderbergh, a escrita foi a maneira que ele encontrou para se manter ativo e são durante a quarentena, e que o resultado foi o período mais criativo de sua carreira desde 1985. “Nas primeiras seis ou sete semanas de quarentena, eu já tinha escrito três roteiros diferentes”, revelou. Além da sequência de “Sexo, Mentiras e Videotape”, o cineasta também reescreveu o roteiro de um filme não revelado e adaptou o livro policial “City of the Sun”, de David Levien, um dos roteiristas de “Treze Homens e Um Novo Segredo”, que ele dirigiu em 2007. “Eu perguntei a David se podia adaptar o primeiro dos quatro romances que ele escreveu sobre [o detetive Frank Behr]. Ele disse ‘claro’”, contou Soderbergh, afirmando ainda que não sabe se o roteiro será levado às telas. “Vamos ver o que acontece agora, mas é um ótimo livro”. Soderbergh já comandou filmes de muito sucesso, como “Traffic”, Erin Brockovich” e a trilogia “Onze Homens e um Segredo”, mas ultimamente tem sido mais lembrado como o diretor de “Contágio”, obra que previu muitos dos desdobramentos da pandemia real de coronavírus. Veja a íntegra do programa abaixo.

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    Wasp Network: Netflix vai lançar novo filme estrelado por Wagner Moura em junho

    19 de maio de 2020 /

    A Netflix anunciou que vai lançar “Wasp Network” em streaming. Trata-se do novo filme do premiado cineasta francês Olivier Assayas, vencedor do troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes de 2016 por “Personal Shopper”, e que conta uma história latina, estrelada pelo brasileiro Wagner Moura (“Narcos”), a espanhola Penélope Cruz (“Dor e Glória”), o mexicano Gael García Bernal (“Museu”), a cubana Ana de Armas (“Entre Facas e Segredos”), o venezuelano Édgar Ramírez (“A Garota no Trem”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (também de “Dor e Glória”). De uma vez só, a plataforma também anunciou o subtítulo nacional (“Prisioneiros da Guerra Fria”), divulgou as primeiras fotos (veja abaixo) e revelou a data do lançamento (no dia 19 de junho). “Wasp Network – Prisioneiros da Guerra Fria” se passa nos anos 1990 e conta a história da Rede Vespa, um grupo de agentes secretos cubanos infiltrados em organizações anticastristas de extrema-direita em Miami, nas décadas de 1980 e 1990. A trama é inspirada por fatos reais, que foram narrados no livro “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, do escritor brasileiro Fernando Morais, lançado em 2011. Wagner Moura interpreta o protagonista e ainda fala em três idiomas: inglês, espanhol e russo. A produção também volta a juntá-lo com a atriz Ana de Armas, que foi seu par romântico em “Sergio”, outro lançamento da Netflix, disponibilizado no mês passado. A produção é da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, em parceria com a CG Cinemas, do francês Charles Gilbert, e sua première aconteceu no último Festival de Veneza. Na época, a crítica achou chato (41% no Rotten Tomatoes), mas o filme acabou recebendo um prêmio especial do Festival de Deauville, realizado uma semana depois na França. O longa já foi exibido em cinemas brasileiros, na programação da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em outubro passado. Penélope Cruz + Wagner Moura + Gael García Bernal + Ana de Armas + Édgar Ramírez = TUDO PRA MIM (TODO PARA MÍ). Meu novo filme Wasp Network – Prisioneiros da Guerra Fria se passa nos anos 90 em Miami, tem espionagem, ação e, o melhor, chega dia 19 de junho. pic.twitter.com/kgRobT0bTJ — netflixbrasil (@NetflixBrasil) May 19, 2020

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    Mulher-Maravilha 1984 ganha novas imagens, mas estreia deve ser adiada

    19 de maio de 2020 /

    A Warner divulgou novas imagens de “Mulher-Maravilha 1984”, incluindo uma arte em que a heroína vivida por Gal Gadot aparece de armadura dourada, empunhando seu Laço da Verdade. Apesar da ação promocional continuar forte, o novo filme da Mulher-Maravilha pode ser adiado novamente. Segundo apurou o site Deadline, se o estúdio não conseguir lançar “Tenet”, novo longa do diretor Christopher Nolan, em julho – e não vai conseguir – , todo o seu calendário será alterado. Será a segunda mudança desde a pandemia do novo coronavírus. Originalmente previsto para 4 de junho no Brasil, o lançamento já foi adiado para 13 de agosto. Caso sofra novo atraso, “Mulher-Maravilha 1984” pode ficar para dezembro ou até para o começo de 2021. A direção é novamente de Patty Jenkins e, além da volta a atriz Gal Gadot como a personagem-título, o longa também contará com o retorno de Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Apesar de poucos detalhes sobre o enredo terem sido revelados até o momento, os atores Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) viverão os vilões, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord.

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    Michel Piccoli (1925 – 2020)

    18 de maio de 2020 /

    Michel Piccoli, um dos atores mais importantes do cinema da França, morreu na semana passada (1/5), aos 94 anos de idade. A notícia só se tornou pública nesta segunda-feira (18/5), em comunicado da família à imprensa. Responsável por papéis inesquecíveis em dezenas de clássicos, Piccoli morreu de um acidente vascular cerebral, segundo declaração da família. Também produtor, diretor e roteirista, Michel Piccoli deixou uma obra com mais de 200 títulos em uma carreira que abrangeu sete décadas de cinema, além de papéis na televisão e teatro, ao longo das quais colaborou com mestres da estatura de Alfred Hitchcock, Henri-Georges Clouzot, Jacques Rivette, Costa-Gavras, Luis Buñuel, Jean Renoir, René Clément, Jean-Luc Godard, Alain Resnais, Agnès Varda, Jacques Demy, Marco Ferreri, Mario Bava, Manoel de Oliveira, Theodoros Angelopoulos, Nani Moretti, Marco Bellocchio e Louis Malle. O reconhecimento a seu talento foi atestado por uma profusão de prêmios, incluindo o de Melhor Ator no Festival de Cannes – pela atuação em “Salto no Escuro” (1980), de Bellocchio. Nascido em Paris em 27 de dezembro de 1925, ele era filho de músicos – a mãe era pianista e o pai um violinista suíço. Mas apesar de estrear nas telas aos 20 anos, em uma breve figuração em “Sortilégios” (1945), de Christian-Jaque, sua carreira demorou para engatar, o que só aconteceu depois de uma década, em filmes como “French Can Can” (1955), de Renoir, e “O Calvário de uma Rainha” (1956), de Jean Delannoy. Mas o que o tirou dos papéis de coadjuvantes foi sua amizade com Buñuel. “Escrevi para esse diretor famoso pedindo que ele viesse me ver em uma peça. Eu, um ator obscuro! Era a ousadia da juventude. Ele veio e nos tornamos amigos”, Piccoli contou, em uma entrevista antiga. O ator apareceu em seis filmes de Buñuel, geralmente representando uma figura autoritária. A primeira parceria se manifestou em 1956, como um padre fraco e comprometido, que viajava pelas florestas brasileiras em “A Morte no Jardim”. Em “O Diário de uma Camareira” (1964), viveu o preguiçoso e lascivo monsieur Monteil, obcecado sexualmente por Jeanne Moreau, intérprete da empregada do título. E num de seus principais desempenhos, deu vida a Louche, o cavalheiro burguês responsável pela transformação de Catherine Deneuve em “A Bela da Tarde” (1967). No filme, a atriz vivia a esposa de um médico respeitável que era convencida por Louche a passar as tardes trabalhando em um bordel de alta classe com clientes excêntricos. Piccoli reprisou o papel quase 40 anos depois, em “Sempre Bela” (2006), de Manoel de Oliveira. Para Buñuel, ainda encarnou um versão charmosa do Marquês de Sade em “Via Láctea” (1969), foi sutilmente dominador como secretário do Interior em “O Discreto Charme da Burguesia” (1972) e sinistro como chefe da polícia no penúltimo filme do diretor, “O Fantasma da Liberdade” (1974). Durante esse período, Piccoli fez parte da cena dos cafés filosóficos de Paris, que incluía os escritores Boris Vian, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, além da cantora Juliette Gréco, com quem se casou em 1966 – separaram-se em 1977. Ele também se tornou um membro ativo do partido comunista francês. Os anos 1960 foram sua década mais criativa e variada, em que se juntou à novelle vague, atuando em obras memoráveis. Seu primeiro papel de protagonista no movimento que revolucionou o cinema francês foi como o marido de Brigitte Bardot em “O Desprezo” (1963), de Godard. No filme, ele interpreta um roteirista disposto a vender a própria esposa a um produtor (Jack Palance) para que seu roteiro saísse do papel e virasse filme dirigido por Fritz Lang (interpretado pelo próprio). Entre suas performances em clássicos da nouvelle vague ainda se destacam “A Guerra Acabou” (1966), de Alain Resnais, e “As Criaturas” (1966), de Agnès Varda. Mas Piccoli se projetou mais com sucessos de público, como “O Perigoso Jogo do Amor” (1966), de Roger Vadim, na qual contracenou com a americana Jane Fonda, o filme de guerra de René Clement “Paris Está em Chamas?” (1966), e principalmente o clássico musical “Duas Garotas Românticas” (1967), de Jacques Demy. A carreira do astro francês se internacionalizou após o filme de Demy, que chegou a ser indicado ao Oscar. Em 1968, ele estrelou a cultuada adaptação de quadrinhos italianos “Perigo: Diabolik” (1968), de Mario Bava, como o policial que tenta prender o criminoso do título. E no ano seguinte começou sua parceria de sete filmes com outro mestre italiano, Marco Ferreri – iniciada por “Dillinger Morreu” – , sem esquecer sua estreia em produções de língua inglesa, no suspense “Topázio”, de ninguém menos que Alfred Hitchcock. A consagração continuou nos anos 1970, marcada pelo principal e mais escandaloso filme de Ferreri, “A Comilança” (1973), e por uma das melhores obras de Chabrol, o noir “Amantes Inseparáveis” (1973). Com a fama adquirida, ele aproveitou para começar a produzir – a partir de “Não Toque na Mulher Branca” (1974), outra parceria com Ferreri. Piccoli também integrou a produção norte-americana de Louis Malle, “Atlantic City” (1980), estrelado por Burt Lancaster e Susan Sarandon, fez “Paixão” (1982), de Godard, e trabalhou com Marco Belocchio (em “Salto no Escuro” e “Olhos na Boca”) e Jerzy Skolimowski (“O Sucesso É a Melhor Vingança”), antes de viver o vilão que ajudou a lançar um dos principais nomes da geração de cineastas dos anos 1980. Premiado no Festival de Berlim, “Sangue Ruim” (1986) deslanchou a carreira de Leos Carax (então em seu segundo longa) e popularizou mundialmente a atriz Juliette Binoche. A lista de papéis clássicos não diminuiu com o tempo, rendendo “Loucuras de uma Primavera” (1990), de Malle, e “A Bela Intrigante” (1991), de Jacques Rivette, em que pintou – e consagrou – a nudez de Emmanuelle Béart. Sua trajetória teve muitas outras realizações, novas parcerias com Rivette, filmes com Édouard Molinaro, Jean-Claude Brisseau, Raoul Ruiz, Bertrand Blier, mais Manoel de Oliveira, dezenas mais. Tanta experiência o levou a escrever e dirigir. Ele assinou três longas, um segmento de antologia e um curta, mas apenas um repercutiu entre a crítica – “Alors Voilà” (1997). Como intérprete, porém, não lhe faltou consagração, incluindo o David di Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Ator por um de seus últimos papéis, como papa em “Temos Papa” (2011), de Nani Moretti. Outros desempenhos importantes no final de sua carreira incluem o último longa do grego Theodoros Angelopoulos, “Trilogia II: A Poeira do Tempo” (2008). E após ser homenageado pela Academia Europeia de Cinema com um troféu pela carreira, ainda emplacou três lançamentos premiados em 2012: “Vocês Ainda Não Viram Nada!”, de Resnais, “Holy Motors”, de Carax, e “Linhas de Wellington” (2012), de Valeria Sarmiento. A despedida das telas se deu logo em seguida, com “Le Goût des Myrtilles” (2014), de Thomas De Thier. Ele deixa sua terceira esposa, a roteirista Ludivine Clerc, com quem se casou em 1978, e sua única filha, Anne-Cordélia, fruto de seu primeiro casamento com Eléonore Hirt.

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    Nova She-Ra tem final épico LGBTQIA+

    16 de maio de 2020 /

    O beijo animado entre Arlequina e Hera Venenosa não foi o único motivo da parada virtual de orgulho LGBTQIA+ que aconteceu na sexta-feira (16/5) nas redes sociais. Quem chegou ao final da maratona da 5ª e última temporada de “She-Ra e as Princesas do Poder” também se deparou com um beijo lésbico épico no episódio de encerramento da atração. É spoiler, mas não é realmente spoiler, pois os fãs já imaginavam o final feliz. Muitos, porém, tinham dúvidas se a produção conseguiria materializá-lo, devido à pressão conservadora que a série sofreu desde seu lançamento. Mas aconteceu. A heroína dos anos 1980 assumiu sua inclinação sexual com um beijão. A princesa Adora ficou com Catra, vilã da série. Aplaudida por muitos fãs, a cena aconteceu enquanto ambas salvavam o mundo. E basicamente transformou a rivalidade entre as duas numa grande tensão sexual não resolvida – ou melhor, enfim solucionada. O fim da história atesta que a nova versão da animação clássica era mesmo queer, trazendo desde seu início muita diversidade e representatividade LGBTQIA+ em seus episódios. Vale lembrar que os pais do personagem Bow eram um casal gay, e as princesas Netossa e Spinnerela eram casadas e se beijaram algumas vezes na série. A presença de personagens LGBTQs em produções infantis costuma vir sempre acompanhada de polêmica, mas, nos últimos anos, séries como “Steven Universo” e “The Loud House” têm ajudado a quebrar esse tabu. Abertamente lésbica, a criadora da nova versão de “She-Ra”, Noelle Stevenson (roteirista de “Enrolados Outra Vez” e “Lego Star Wars”), enfrentou o conservadorismo desde que as primeiras imagens do remake foram divulgadas. Fãs do desenho original reclamaram do visual da heroína, que além de ganhar aparência de anime deixou de ser sexualizada, com diminuição do tamanho de seus seios e a inclusão de shorts sob sua saia curta – o que refletia o fato de ser uma adolescente. A produtora DreamWorks Animation ficou do lado da criadora, assim como a Netflix, que exibiu a série completa. Sem He-Man, mas com um monte de princesas aliadas, a nova She-Ra foi lançada como “uma jornada épica e atemporal, em celebração à amizade feminina e ao empoderamento, liderada por uma princesa guerreira feita sob medida para os dias de hoje”. E, quem diria, o texto da sinopse não era propaganda enganosa. OFFICIALLY WLW WINNING DAY! ❤🏳️‍🌈 #catradora #HarlIvy #SheRa #HarleyQuinn #spoilers #thegayskeepwinning pic.twitter.com/uu8KtHUFhj — Wolf Jilly Jill 🍍🏳️‍🌈🐺 (@thelonewolf28) May 15, 2020 Veja abaixo o final da série.

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  • Filme

    Luca Guadagnino vai dirigir remake de Scarface

    14 de maio de 2020 /

    Depois de “Suspiria”, Luca Guadagnino vai dirigir o remake de outro clássico. Ele foi contratado pela Universal Pictures para comandar o terceiro “Scarface”. Howard Hawks dirigiu o original, ambientado em Chicago, em 1932, que foi reimaginado por Brian De Palma em 1983 com uma história sobre o tráfico de drogas de Miami. Filme favorito de muitos rappers, essa versão ficou marcada pela performance de Al Pacino, que deu vida ao memorável Tony Montana. O enredo de ambas as versões centravam-se num imigrante, que procura ascender na sociedade por meio do submundo do crime. No primeiro filme, o personagem principal era um italiano (interpretado por Paul Muni), enquanto no remake era um cubano (Al Pacino). Ambos buscavam concretizar seu “sonho americano” através da violência. A nova versão será ambientada em Los Angeles e foi escrita pelos irmãos cineastas Joel e Ethan Coen (“Onde os Fracos Não Têm Vez”). Há três anos, Diego Luna (“Narcos”) chegou a ser anunciado no papel principal. Isto ajuda a lembrar que o estúdio planeja o remake de “Scarface” há mais de uma década. O roteiro original foi escrito por David Ayer (“Esquadrão Suicida”) e revisado por Paul Attanasio (“Donnie Brasco”), Jonathan Herman (“Straight Outta Compton: A História do NWA”) e Terence Winter (criador da série “Boardwalk Empire”), até ser reescrito pelos irmãos Coen. O próprio Ayer e Antoine Fuqua (“O Protetor”) também negociaram dirigir o filme. O que parece ter sobrado do projeto inicial foi a ideia de adaptar os elementos em comum das produções anteriores e trazer a trama para os dias de hoje, dessa vez tendo como protagonista um mexicano ou um negro. A dúvida reside na situação de Diego Luna. Com os adiamentos, sua participação não está mais garantida. O ator tem vários projetos encaminhados, entre eles uma série “Star Wars” na Disney+ (Disney Plus). Por enquanto, o terceiro “Scarface” segue sem previsão de filmagem.

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    Remake de Colheita Maldita está sendo filmado em plena pandemia

    10 de maio de 2020 /

    Nem todas as produções foram paralisadas devido à pandemia de coronavírus. O site The Hollywood Reporter apurou que o remake de “Colheita Maldita” (Children of the Corn) conseguiu contornar a suspensão de suas filmagens ao adotar medidas de proteção para a equipe, em conjunto com as autoridades da cidade australiana em que está sendo rodado. O diretor Kurt Wimmer (“Ultravioleta”), responsável pela nova versão do conto de Stephen King, readaptou o planejamento das filmagens com a ajuda das autoridades locais e do produtor Lucas Foster (“Ford vs Ferrari”). A equipe foi reduzida e tem seguido todas as regras estipuladas pelo governo australiano para o período de isolamento social. Segundo a organização Screen NSW, os realizadores têm “mantido a polícia local informada de sua operação”. Essa será a terceira versão do livro a chegar às telas. A estrela de “Exterminador do Futuro”, Linda Hamilton, protagonizou a primeira versão em 1984. Depois de sete continuações, a história ganhou seu primeiro remake em 2009, feito para TV, que, por sua vez, rendeu mais duas sequências – a última em 2018. Apesar da continuidade das filmagens, o novo “Colheita Maldita” ainda não tem previsão de estreia.

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  • Série

    CBS oficializa séries derivadas de O Silêncio dos Inocentes e O Protetor

    9 de maio de 2020 /

    A rede CBS anunciou a encomenda de três novas séries para sua programação de 2021. As atrações são uma nova série de comédia de Chuck Lorre (criador de “The Big Bang Theory”) e duas adaptações de franquias já vistas no cinema. A série de Lorre é “B Positive”, estrelada por Thomas Middleditch (“Silicon Valley”) e Annaleigh Ashford (“Masters of Sex”). Único piloto que conseguiu ser concluído antes da suspensão das produções pela pandemia de coronavírus, acompanha um pai recém-divorciado em busca de um doador de rim. Com a aprovação, o produtor passa a ter quatro títulos na CBS, incluindo “Young Sheldon”, “Mom” e “Bob Hearts Abishola”. A nova atração foi criada por Marco Pennette (roteirista de “Mom”). “Clarice” baseia-se na personagem do escritor Thomas Harris que os cinéfilos conhecem pelo filme vencedor do Oscar “O Silêncio dos Inocentes” (1991). A atriz australiana Rebecca Breeds, que viveu uma vampira vingativa na serie “The Originals”, será a terceira intérprete de Clarice Starling nas telas, após o papel render um Oscar para Jodie Foster no longa original e ser vivido por Julianne Moore na continuação, “Hannibal” (1999). A trama de TV vai se passar após os eventos dos dois filmes, encontrando Clarice em 1993, depois de lidar com Hannibal Lecter. A trama vai revelar a história pessoal da personagem, que não foi abordada no cinema, enquanto acompanha novas investigações de serial killers. A produção é de Alex Kurtzman e Jenny Lumet, que atualmente trabalham juntos em “Star Trek: Discovery”. Jenny é filha do lendário cineasta Sydney Lumet (“Um Dia de Cão”) e iniciou sua parceria com Kurtzman ao escrever “A Múmia” (2017), fracasso dirigido pelo produtor. Por curiosidade, ela também trabalhou com o falecido diretor de “O Silêncio dos Inocentes”, Jonathan Demme, como autora do roteiro de “O Casamento de Rachel” (2008). Por fim, a série clássica “The Equalizer” teve seu remake oficializado, após passar pelos cinemas em dois filmes estrelados por Denzel Washington – que foram lançados com o nome de “O Protetor” no Brasil. Na primeira versão, exibida nos anos 1980, “o protetor” era vivido pelo branco Edward Woodward, mas na nova versão será uma mulher negra, ninguém menos que Queen Latifah (“Star”). Com praticamente a mesma premissa, os episódios vão girar em torno de uma mulher enigmática, provavelmente aposentada do serviço secreto, que usa seu treinamento para ajudar pessoas a sair de situações difíceis. A produção está a cargo do casal Andrew Marlowe (que criou “Castle”) e Terri Miller (“It Takes Two”). Os três projetos eram considerados os mais fortes candidatos a receber sinal verde da CBS, uma vez que Lorre e Kurtzman estão entre os produtores mais valorizados da rede e do estúdio ViacomCBS, e “O Protetor” esteve muito recentemente nos cinemas. Em compensação, a CBS não aprovou uma série baseada no personagem central do filme “O Poder e a Lei”, estrelado por Matthew McConaughey em 2011. Desenvolvida pelo roteirista David E. Kelley (de “Big Little Lies” e “Mr. Mercedes”), a série deveria ter o título original do filme, “The Lincoln Lawyer”, que também é o mesmo do best-seller escrito por Michael Connelly em 2005 (batizado no Brasil como “Advogado de Porta de Cadeia”). Michael Connelly escreveu mais cinco livros sobre o advogado do carro Lincoln, e dois deles são crossovers com outra série literária do mesmo autor, que já virou série live-action: “Bosch”. Isto porque Mickey Haller é meio-irmão do detetive da polícia de Los Angeles Hieronymus “Harry” Bosch. Por conta disso, o projeto deve ser levado agora para a Amazon, que exibe “Bosch”. A dispensa da série de Kelley se deve ao fato de que este é o ano com menor quantidade de encomendas de novas produções pelas redes americanas. Devido à paralisação completa das atividades, os canais tem preferido manter atrações de baixa audiência a se arriscar com o desconhecido, representado por projetos novos. Nem as séries atuais nem as futuras estão gravando episódios neste momento e ainda não há previsão para a retomada das produções.

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