Conheça as músicas da 4ª temporada de “Stranger Things”
A trilha sonora da 4ª temporada de “Stranger Things” surpreendeu os fãs que esperavam apenas hits dos anos 1980. Eles estão lá, mas acompanhados até por composições eruditas. A seleção de faixas que sonoriza a produção dos irmãos Duffer inclui ópera, sinfonias, jazz, surf music, funk, rock, synthpop e até rap recente. O mais curioso é que, apesar da trama se passar em 1986, apenas uma gravação presente na seleção foi lançada naquele ano: a versão de “California Dreamin'” dos Beach Boys, ouvida no primeiro episódio. Algumas músicas se repetem, como “Dream a Little Dream of Me”, de Ella Fitzgerald, mas principalmente “Running Up that Hill”, de Kate Bush, transformada numa espécie de tema da personagem Max (Sadie Sink). Veja abaixo, por ordem cronológica de lançamento, as 20 músicas mais importantes dos sete episódios da primeira parte da 4ª temporada da atração, disponíveis desde sexta (27/5) na Netflix. | ELLA FITZGERALD | 1957 | DREAM A LITTLE DREAM OF ME | RICKY NELSON | 1961 | TRAVELIN’ MAN | SURFARIS | 1963 | WIPE OUT | KISS | 1976 | DETROIT ROCK CITY | TALKING HEADS | 1977 | PSYCHO KILLER | THE CRAMPS | 1980 | I WAS A TEENAGE WEREWOLF | THE CRAMPS | 1980 | FEVER | MUSICAL YOUTH | 1982 | PASS THE DUTCHIE | DONNELL PITMAN | 1983 | BURNING UP | PHILIP GLASS | 1983 | PROPHECIES | PHILIP GLASS | 1984 | AKHNATEN AND NEFERTITI | KATE BUSH | 1985 | RUNNING UP THAT HILL | DEAD OR ALIVE | 1985 | YOU SPIN ME ROUND (LIKE A RECORD) | FALCO | 1985 | ROCK ME AMADEUS | BALTIMORA | 1985 | TARZAN BOY | STARPOINT | 1985 | OBJECT OF MY DESIRE | BEACH BOYS | 1986 | CALIFORNIA DREAMIN’ | EXTREME | 1989 | PLAY WITH ME | HIPBONE SLIM & HIS FROGMEN | 2013 | LEGLESS | ABM CUTTHROAT | 2020 | SURVIVE
Teaser introduz aventura mágica da série “Willow”
A Disney+ divulgou o primeiro teaser nacional e a data de estreia da série “Willow”, continuação da fantasia clássica produzida por George Lucas em 1988, que traz Warwick Davis de volta ao papel-título. Para quem não lembra, o filme original de 1988 era centrada no anão Willow Ufgood (Warwick Davis), que relutantemente é forçado a proteger um bebê caçado pela Rainha Bavmorda (Jean Marsh), após uma profecia espalhar que a criança traria a queda da rainha do mal. Para cumprir sua missão, ele acaba sendo ajudado por um espadachim mercenário (Val Kilmer), que cruza seu caminho. A série vai continuar essa história acompanhando uma nova missão do protagonista, que volta a ser acompanhado por aventureiros mundo repleto de criaturas fantásticas e magia. A trama também vai refletir a passagem do tempo, afinal Davis tinha 18 anos na época de “Willow” e agora está com 50. E deve mostrar o bebê do primeiro filme como uma mulher adulta. Embora não esteja claro quem a interpreta, a personagem que a criou, Sorsha, pode ser vista na prévia novamente encarnada por Joanne Whalley. O elenco também inclui Tony Revolori (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), Ellie Bamber (“O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos”), Dempsey Bryk (“O Silêncio”), Amar Chadha-Patel (“Doom: Aniquilação”), Ruby Cruz (“Mary of Easttown”), Talisa Garcia (“Baptiste”) e Erin Kellyman (“Falcão e o Soldado Invernal”), com quem o intérprete de Willow já tinha trabalhado em “Han Solo: Uma História Star Wars” (2018). A atração foi desenvolvida pelo roteirista Jonathan Kasdan (“Han Solo: Uma História Star Wars”), tem Wendy Mericle (“Arrow”) como showrunner, e conta com diretor e roteirista do filme original, Ron Howard e Bob Dolman, entre seus produtores. A série estreia em 30 de novembro. Veja abaixo o teaser nas versões legendada e dublada em português.
Prestes a estrear, “Stranger Things” ganha mais um trailer
A Netflix divulgou mais um trailer legendado da 4ª temporada de “Stranger Things”, que está prestes a estrear. Repleto de cenas inéditas, a prévia traz imagens que só farão sentido após a estreia dos novos capítulos, como a ameaça desconhecida enfrentada pelo xerife Hopper (Jim Harbour) na Rússia E o motivo de Max (Sadie Sink) demonstrar poderes paranormais. Com episódios mais longos que filmes e orçamento mais caro que o final de “Game of Thrones”, a 4ª temporada da série criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer já está quase chegando na Netflix. Mas será lançada em duas partes. A primeira leva de capítulos desembarca nesta sexta (27/5), com a segunda guardada para o dia 1º de julho.
Documentário revela imagens inéditas da carreira de David Bowie
O estúdio indie Neon divulgou o pôster e o trailer de “Moonage Daydream”, novo documentário sobre David Bowie, com imagens inéditas de sua carreira e proposta imersiva. Descrito como uma “odisseia cinematográfica”, o filme tem direção de Brett Morgen, que passou cinco anos selecionando cenas do acervo pessoal de Bowie. Com o título de uma música do disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), o documentário é o terceiro trabalho musical de Morgan, que antes fez “Crossfire Hurricane” (2012), sobre a turnê de 50 anos dos Rolling Stones, e “Cobain: Montage of Heck” (2015), sobre o líder do Nirvana – além de ter sido indicado ao Oscar pelo documentário de boxe “On the Ropes” (1999). O filme tem première mundial nesta segunda (23/5) em sessão de gala no Festival de Cannes, mas só deve chegar aos cinemas e em IMAX em setembro nos EUA, antes de ganhar um lançamento mundial em streaming pela HBO Max.
Afetado por câncer, Val Kilmer teve voz recriada no novo “Top Gun”
“Top Gun: Maverick”, que estreia nesta quinta (26/5) nos cinemas brasileiros, é uma continuação do clássico “Top Gun: Ases Indomáveis”, de 1986. E além de Tom Cruise como Maverick, a produção resgata outro ator do filme original: Val Kilmer. O intérprete de Iceman era o rival de Maverick no longa original e uma aparição breve no novo filme. Mas para isso acontecer, o ator precisou contar com a ajuda da tecnologia, já que sua voz foi afetada por um câncer na garganta e precisou ser recriada artificialmente, com a utilização de arquivos de áudio do próprio Kilmer. Grande amigo de Val Kilmer, Tom Cruise contou que “realmente lutei muito para que ele fizesse o filme”. O astro de Hollywood quis que a gravação da cena do colega fosse um dia especialmente comovente para ele e sua família, e convidou seus parentes a assistir ao trabalho no set. “Foi emocionante e muito especial para meu pai estar no set com todos os amigos que fizeram este filme quando tinham a minha idade”, disse Mercedes Kilmer ao jornal The New York Post. Val Kilmer, hoje com 62 anos, interpretou Iceman pela primeira vez aos 26 anos. “Eles conseguiram dublá-lo com sua própria voz, o que é incrível”, destacou Mercedes. “É um feito tão técnico, ser capaz de projetar a voz dele dessa maneira, e não deixa de ser uma extensão dos feitos técnicos deste filme.” A cena do ator foi a que rendeu maior comoção durante a première do filme na semana passada no Festival de Cannes, finalizada com aplausos de cinco minutos do público. Kilmer teve uma longa batalha com o câncer, que lhe deixou sequelas. Ele chegou a usar um tubo de alimentação para comer, o que fez com que perdesse a capacidade de vocalizar. Parte dessa história está contada no documentário autobiográfico “Val”, disponibilizada na plataforma Amazon Prime Video, que também relembra o auge de sua carreira, quando era galã e estrela de blockbusters como “Top Gun” (1986), “Willow” (1988), “The Doors” (1991) e “Batman Eternamente” (1995).
Jennifer Grey descreve ex-noivo Johnny Depp: “Louco de ciúmes e paranoico”
A atriz Jennifer Grey, até hoje lembrada por “Dirty Dancing: Ritmo Quente”, não foi chamada a depor no julgamento do processo movido por Johnny Depp contra a ex-esposa Amber Heard. Mas ela lançou este mês um livro de memórias, intitulado “Out of Corner” (referência a uma frase famosa do filme de 1987), em que aborda seu relacionamento com o antigo noivo. Grey e Depp noivaram no final dos anos 1980 e o relato da atriz descreve o ator como alguém que brigava em bares e era tão ciumento a ponto de ser paranoico, ecoando descrições ouvidas no tribunal de Halifax, no estado da Virginia, no depoimento por vídeo de outra ex, Ellen Barkin, e em algumas das chamadas “mentiras” de Amber Heard. A estrela lembrou que o namoro começou porque seu agente da época a colocou em um encontro às cegas com Depp em 1989. “Ele era tão ridiculamente lindo. E surpreendentemente aberto, engraçado, peculiar e doce…” ela descreveu. E também impulsivo. A atriz revelou que ele a pediu em casamento duas semanas depois de conhecê-la. A relação, porém, não demorou a ficar complicada. “Johnny começou a se meter em encrencas cada vez mais regularmente: brigas em bares, discussão com policiais”, contou. Na época, o ator ainda estava filmando a série “Anjos da Lei” em Vancouver, no Canadá, mas “começou a perder seus voos para Los Angeles por dormir demais”. Só que era pior quando ele chegava. “Ficava louco de ciúmes e paranoico sobre o que eu estava fazendo enquanto ele estava fora”, ela contou no texto. “Eu atribuía seu mau humor e infelicidade ao fato de ele se sentir miserável por não conseguir sair de ‘Anjos da Lei'”, prosseguiu a atriz. Em entrevista para a revista People, Grey deu mais detalhes, contando que nunca havia se relacionado com uma pessoa tão ciumenta como Johnny Depp. Ao mesmo tempo, era muita paixão. Ela descreveu o noivado como uma fogueira. “Havia um certo calor. Foi literalmente tipo, ‘Você está brincando comigo? Você está brincando comigo?’ Eu nunca vi um cara assim”, relatou a atriz. “Energeticamente, estar com ele era tipo: ‘Ah, estou sendo totalmente, totalmente compensada pela m**** que acabei de enfrentar'”, apontou. Jennifer Grey conta que terminou o noivado depois que Depp saiu para uma reunião e não deu sinal de vida por horas e horas, esquecendo que ela existia.
Vangelis (1943–2022)
O compositor grego Vangelis, vencedor do Oscar pelo clássico “Carruagens de Fogo” (1981), morreu na terça-feira (17/5) num hospital da França, aos 79 anos, de causa não divulgada. Vangelis era nome artístico de Evángelos Odysséas Papathanassíu, que ele assumiu ao iniciar a carreira como tecladista de bandas de rock progressivo, como Forminx e Aphrodite’s Child (cujo vocalista era Demis Roussos). Ele começou a compor trilhas nos anos 1960, quando ainda era roqueiro, mas logo se viu cheio de trabalho neste segmento, tanto no cinema quanto na TV grega. Em 1976, fez sua primeira trilha internacional, para a produção britânica “O Jogo da Trapaça”, o que o levou a trocar de vez os palcos pelos estúdios de cinema. Apesar da longa carreira, ele só foi estourar em Hollywood após o drama esportivo “Carruagens de Fogo” (1981), de Hugh Hudson, impressionar o público mundial. A história da equipe de atletismo britânica nas Olimpíadas de Paris, de 1924, venceu o Oscar de Melhor Filme, mas foi o Oscar de Trilha Sonora que ficou marcado até hoje, tamanha a popularidade atingida pelo trabalho do compositor grego. A música-tema de “Carruagens de Fogo” acabou se tornando hino esportivo, sendo usada em transmissões de eventos de atletismo em todo o mundo, inclusive na cobertura televisiva das Olimpíadas de Los Angeles e Londres, e a corrida de São Silvestre no Brasil. O sucesso fez Vangelis ser contratado para seu primeiro projeto americano. E foi outro fenômeno: a trilha de “Blade Runner” (1982). As músicas do filme de Ridley Scott passaram a embalar todo o tipo de comercial televisivo e serviram de base para outros trabalhos baseados na franquia, lançados nos últimos anos. O músico voltou a trabalhar com Ridley Scott dez anos depois, em “1492: A Conquista do Paraíso” (1992), e se juntou a vários outros mestres do cinema mundial. Os destaques de sua filmografia incluem “Desaparecido” (1982), que rendeu um Oscar para seu conterrâneo Costra Gavras, “Antártica” (1983), do japonês Koreyoshi Kurahara, “Rebelião em Alto Mar” (1984), do australiano Roger Donaldson, “Francesco: A História de São Francisco de Assis” (1989), da italiana Liliana Cavani, “Lua de Fel” (1994), do franco-polonês Roman Polanski, e “Alexandre” (2004), do americano Oliver Stone. Nos últimos tempos, Vangelis vinha se especializando em músicas para documentários. Chegou a fazer até a trilha do registro da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, conhecida como Rio 92, acompanhando o lendário oceanógrafo-cineasta Jacques-Yves Cousteau. Ele também compôs músicas para missões espaciais da NASA em 2001 e em 2013, trabalho que lhe rendeu uma Medalha de Serviço Público Excepcional. Lembra abaixo os hits mais famosos do compositor.
Tom Cruise: “Top Gun: Maverick jamais estrearia em streaming”
Tom Cruise é, disparado, a maior celebridade presente no Festival de Cannes. O ator está no evento francês para receber uma homenagem pelos mais de 30 anos de carreira e lançar seu novo filme, “Top Gun: Maverick”. E a programação de sua passagem pela Riviera também incluiu uma conversa com o jornalista francês Didier Allouch diante de uma plateia, no Debussy Theatre. Recebido com aplausos pelas mil pessoas presentes, ele abordou temas como sua paixão pelo cinema e seu costume de fazer suas próprias cenas arriscadas em seus filmes, dispensando dublês. Na conversa, Cruise confirmou que bateu o pé para impedir o lançamento de “Top Gun: Maverick” em streaming no auge da pandemia. Adiado várias vezes devido ao fechamento dos cinemas pela contaminação de covid-19, o ator assumiu ter exercido sua influência para garantir que o filme tivesse um lançamento restrito aos cinemas, mesmo que para isso precisasse adiá-lo por mais de um ano. Ele riu quando perguntado se enfrentou pressão para que o filme saísse logo em streaming. “Isso nunca iria acontecer”, afirmou. “Esse filme jamais estrearia no streaming”. Cruise disse que toda vez que a data de lançamento era adiada, ele ligava para todos os integrantes do elenco jovem para avisá-los pessoalmente. A lista incluía inclui Miles Teller, Glen Powell, Danny Ramirez e Monica Barbaro. O objetivo era garantir que a mudança era positiva e que o filme teria uma estreia melhor por causa disso. “Não se preocupem, isso vai acontecer”, repetiu o ator para a plateia. O resultado foi uma première mundial em Cannes. O ator passou grande parte da conversa refletindo sobre o fato de que não estudou cinema, mas aprendeu tudo prestando muito atenção nos sets. E indo ver filmes entre o público comum. Ele diz que até hoje entra nas salas lotadas. “Olha só, temos que ter respeito pelas pessoas que trabalham com o cinema”, apontou o ator. “E com isso quero dizer todas as pessoas, incluindo o pessoal que vende pipoca. Sabe, eu vou aos cinemas até hoje. Sim, é verdade. Eu entro na sala disfarçado e assisto aos filmes como qualquer um.” “Eu coloco meu boné”, ele acrescentou, referindo-se a seu “disfarce” para não ser reconhecido. Questionado sobre a falta de medo para encarar as cenas perigosas dos filmes, que geralmente são feitas por dublês, ele assumiu que sabe que corre riscos. “Sim, eu sei que fazer isso é perigoso”, disse ele. “Mas não se pergunta por que Gene Kelly dança em todos os filmes dele, né? Se eu faço um musical, eu tenho de dançar”, comparou, sugerindo que não haveria como ser diferente num longa de ação. “Em todos os filmes que eu faço, a minha grande preocupação é como mergulhar o público na trama e como entreter”, ele disse. Fazer as próprias cenas de ação amentaria o envolvimento e o realismo, pois isso permite ao diretor colocar a câmera mais próxima, sem precisar esconder que outra pessoa fez o malabarismo perigoso. Cruise garante não se trata de loucura. Ele explicou que seus 26 anos à frente da franquia “Missão: Impossível” o ensinaram bastante sobre os bastidores do cinema, a ponto de ele saber como funcionam as medidas de segurança como qualquer dublê, e é isso que lhe permite dispensar dublês. Ele lembrou também que o primeiro “MIssão: Impossível” de 1996 também marcou sua estreia na função de produtor. Isto aconteceu porque o estúdio achava que o filme perderia dinheiro. Não seria um bom investimento levar para os cinemas uma série de TV dos anos 1960. “Achavam que seria uma péssima ideia”, disse, sobre a adaptação. No final, ele ganhou uma fortuna e controle sobre a franquia, que rende filmes até hoje – o sétimo estreia no ano que vem e o oitavo já está em produção. “Top Gun: Maverick”, por sua vez, estreia na próxima semana no Brasil, no dia 26 de maio. No filme, Cruise retoma seu personagem Maverick do clássico “Top Gun – Ases Indomáveis”, de 1986. Mas ele volta desacreditado e tendo uma última chance como instrutor da escola de pilotos da Marinha. Nesta missão, precisa lidar com novos ases indomáveis que não o respeitam, entre eles o filho de Goose (Anthony Edwards), falecido no filme de 1986. E o desafio se torna ainda maior quando tem que liderar os pilotos numa situação de batalha real. Exibido pela primeira vez nesta quarta (18/5) para o público e a imprensa presente em Cannes, o longa dirigido por Joseph Kosinski – que já tinha dirigido Cruise em “Oblivion” (2013) – arrancou aplausos entusiasmados e críticas elogiosíssimas, atingindo 97% de aprovação na média apurada pelo site Rotten Tomatoes.
Sitcom clássica “Um Amor de Família” vai virar série animada
A família Bundy vai voltar à TV, 25 anos após o final da série “Um Amor de Família” (Married… with Children). Uma das sitcoms mais cultuadas de todos os tempos, a atração que ajudou a lançar a rede Fox vai virar série animada, que retomará a história do ponto em que parou, com participação do elenco original. Exibida de 1987 a 1997 nos EUA, a trama acompanhava o cotidiano de um lar suburbano completamente zoado, formada por um pai trabalhador ridicularizado pela própria família, uma mãe fútil e interesseira, uma filha promíscua e um filho perdedor. A versão animada, em produção na Sony Pictures Television, vai voltar a trazer Ed O’Neill (Al Bundy), Katey Sagal (Peggy Bundy), Christina Applegate (Kelly Bundy) e David Faustino (Bud Bundy) em seus papéis clássicos. A produção está a cargo de Alex Carter, produtor-roteirista da animação “Uma Família da Pesada” (Family Guy). A Sony anunciou o projeto com o objetivo de receber ofertas do mercado, e já há interesse nas plataformas Hulu e Paramount+, que exibem a série original nos EUA. Lembre abaixo a abertura clássica de “Um Amor de Família”
“Anos Incríveis” é renovada para 2ª temporada
A rede ABC renovou o reboot da famosa e influentíssima “Anos Incríveis” (The Wonder Years) para sua 2ª temporada. Elogiadíssima pela crítica, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, a nova versão do sucesso dos anos 1980 repete a premissa original, acompanhando uma família de classe média dos 1960 que tem sua típica vida suburbana recortada pelo olhar de uma criança. Originalmente, o protagonista era o pequeno Kevin Arnold, vivido por Fred Savage. Mas o reboot acrescenta crítica racial na abordagem, ao filtrar seu contexto histórico pelo ponto de vista de uma criança negra. O menino Elisha Williams é quem interpreta o novo protagonista, Dean, de 12 anos, que vive em Montgomery, Alabama, em 1968. E além dos intérpretes de sua família, encabeçada por Dulé Hill (“Psych” e “Suits”) e Saycon Sengbloh (“No Escuro/In the Dark”), a produção inclui o astro Don Cheadle (o Máquina de Combate da Marvel) como narrador dos episódios, dando voz à versão adulta de Dean, que conta detalhes de uma infância passada numa época extremamente racista. Um detalhe curioso é que Fred Savage, o eterno Kevin, dirigiu oito episódios e foi produtor executivo do reboot. Ele dirige séries desde 1999 e já contabiliza a realização de capítulos de mais de 70 atrações diferentes no currículo. Mas ele também foi responsável por tumultuar os bastidores da atração, tendo sido demitido na sexta passada (6/7) após denúncias de comportamento inadequado. O roteirista responsável pela adaptação é o comediante Saladin K. Patterson, que assinou episódios de “The Big Bang Theory” e “Psych”, e a produção está a cargo de Lee Daniels (criador de “Empire”). A série pode ser vista no Brasil pela plataforma Disney+. Confira abaixo o trailer da atração.
Dinastia: Série menos vista da TV americana é cancelada após 5 temporadas
A rede The CW cancelou “Dinastia” (Dynasty), remake da série novelesca homônima, que foi um dos maiores sucessos de audiência da TV americana nos anos 1980. A nova versão, ao contrário, detinha o recorde de pior audiência atual. E não era de hoje. Na 1ª temporada já registrava a audiência mais baixa de uma tração televisiva contando até cinco anos para trás. Exibida entre 1981 e 1989, a atração original acompanhava a rivalidade entre duas das famílias mais ricas da América, os Carringtons e os Colbys, e foi uma grande concorrente de “Dallas”, outra série no mesmo formato. O remake, porém, concentrava-se nos Carringtons e nos Flores, acrescentando latinidade na revisão. Por conta disso, “Dynasty” foi o terceiro reboot com guinada latina cancelado nesta quinta (12/5) pela emissora americana, junto de “Charmed” e “Roswell, New Mexico”. A produção foi desenvolvido por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que tinham experiência em retratar a vida de milionários mimados como criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles se juntaram a Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. Mas a produção nunca encontrou seu público, situação que foi complicada ainda mais pela troca constante de intérpretes. A dança foi iniciada logo no final da 1ª temporada, com a saída da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”) do papel de Cristal Flores (a versão latina de Krystle, vivida pela loira Linda Evans nos anos 1980), sendo substituída por Daniella Alonso (“The Resident”) graças a uma explicação mirabolante de novela. O remake durou 5 temporadas e mais de 100 episódios graça a um acordo de distribuição com a Netflix, que disponibiliza a série no Brasil. Apenas as quatro primeiras temporadas estão disponíveis em streaming, mas a série ainda tem seis episódios inéditos – seus últimos – para queimar nos EUA, em datas ainda não divulgadas.
“Magnum” é cancelada após 4 temporadas
A rede americana CBS cancelou a nova versão da série “Magnum” no final da 4ª temporada, encerrada na 6ª feira passada (6/5). Com isso, o reboot durou metade da série original, exibida entre 1980 e 1988. A decisão foi um choque para os produtores, porque a atração estrelada por Jay Hernandez e ambientada no Havaí tinha uma média de cerca de 7,4 milhões de espectadores e liderava seu horário de exibição nas noites de sexta-feira nos EUA. A série era a última produção do CBS Studios criada por Peter M. Lenkov, após o produtor ser demitido em 2020 por denúncias de mau comportamento no ambiente de trabalho. Ele também era responsável pelos reboots de “Hawai Five-0” e “MacGyver”, já canceladas. Jay Hernandez (El Diablo no filme do “Esquadrão Suicida”) vivia a nova versão do detetive particular eternizado por Tom Selleck, que desta vez aparecia acompanhado por uma parceira feminina: a atriz galesa Perdita Weeks (“Penny Dreadful”), numa reinvenção do papel de Higgins. “Magnum” é disponibilizada em streaming no Brasil pela Globoplay, que ainda não lançou a 4ª e última temporada. Além de “Magnum”, a CBS também encerrou a produção das comédias “B Positive” e “United States of Al”, ambas produzidas por Chuck Lorre (criador de “The Big Bang Theory”), que se encerraram após duas temporadas, e mais duas séries estreantes: o drama médico “Good Sam” e outra comédia, “How We Roll”.
George Pérez (1954–2022)
George Pérez, um dos maiores artistas dos quadrinhos americanos, morreu na última sexta-feira (6/5), aos 67 anos. Ele enfrentava um câncer pancreático terminal e em dezembro revelou que poderia ter apenas mais seis meses de vida. Pérez desenhou alguns dos principais clássicos da DC Comics, como o crossover “Crise nas Infinitas Terras” e a reformulação dos “Novos Titãs”, best-seller da editora, ambas parcerias com o roteirista Marv Wolfman. Os dois formaram uma das duplas mais famosas dos quadrinhos da década de 1980 e seu trabalho em “Crise nas Infinitas Terras”, publicado em 1985, acabou se provando um dos mais influentes de todos os tempos. Depois de criar Ciborgue, Ravena, Estelar, Asa Noturna e inúmeros vilões e coadjuvantes nos Novos Titãs, Perez também marcou época em histórias de Mulher-Maravilha e Superman, tanto como artista quanto como roteirista. Sua passagem pelas publicações do Homem de Aço foi responsável pela criação da armadura – agora tradicional – do vilão Lex Luthor. E seus cinco anos à frente de Mulher-Maravilha praticamente reinventaram a personagem, aproximando mais sua origem da mitologia grega. Não por acaso, Patti Jenkins, diretora de “Mulher-Maravilha”, creditou tanto o criador da personagem, William Moulton Marston, quanto Pérez como maiores influências na história do filme de 2017. Ele também trabalhou na Marvel, onde desenhou o Surfista Prateado, inclusive num crossover com Superman, além do Quarteto Fantástico, Hulk, Shang-Chi, a minissérie “Desafio Infinito”, onde Thanos finalmente coleta as joias do infinito, e ficou três anos à frente da revista dos Vingadores, despedindo-se dos personagens num crossover histórico com a Liga da Justiça, da DC. Publicado originalmente entre 2003 e 2004, o crossover foi recentemente relançado por Marvel e DC como homenagem ao artista e com as vendas revertidas para a Hero Initiative, uma organização que auxilia quadrinistas a custear tratamentos de saúde – e que tem entre seus fundadores justamente George Pérez. A última criação de Pérez foi “Sirens”, uma publicação independente da editora BOOM! Studios, lançada em 2014. Mas suas obras continuam inspirando novas gerações, em adaptações como a série animada dos “Jovens Titãs” e produções live-action recentes. “Crise nas Infinitas Terras” foi o último crossover do “Arrowverso” e a série “Titãs” teve sua 1ª temporada totalmente inspirada nos quadrinhos do artista, sem esquecer do blockbuster “Vingadores: Guerra Infinita”, baseado em sua minissérie de 1991. Nos meses finais, Pérez se programou para se despedir pessoalmente dos fãs, participando de uma turnê de convenções para autógrafos e encontros com o público, para, segundo ele, abraçar cada umas pessoas que apreciaram seu trabalho. “Eu só quero ser capaz de dizer adeus com sorrisos e também com lágrimas”, disse o quadrinista. “George Pérez fez tudo parecer fácil. Suas contribuições foram fundamentais para impulsionar e reinventar a longa e rica história da DC. As histórias de George eram uma alegria de ler, e seu trabalho repercutiu em todos que ele conheceu. Ele fará falta para aqueles aqui na DC e fãs em todo o mundo”, publicou a DC Comics em suas redes sociais. “George Pérez era um artista, um escritor, um modelo e um amigo. Seu trabalho abriu histórias seminais nos quadrinhos, e seu legado de bondade e generosidade nunca será esquecido. Nossa família na Marvel lamenta sua perda hoje, e nossos corações estão com sua família e entes queridos”, acrescentou a Marvel. https://t.co/vmvIXi2Jz0 pic.twitter.com/wcciiUfdlc — DC (@DCComics) May 7, 2022 George Pérez was an artist, a writer, a role model, and a friend. His work paved seminal stories across comics, and his legacy of kindness and generosity will never be forgotten. Our family at Marvel mourns his loss today, and our hearts are with his family and loved ones. pic.twitter.com/Z61gXE1zk4 — Marvel Entertainment (@Marvel) May 7, 2022












