Clássico sci-fi Starman, de John Carpenter, vai ganhar remake do diretor de Uma Noite no Museu
A sci-fi clássica “Starman – O Homem das Estrelas” (1984), de John Carpenter, vai ganhar um remake com direção de Shawn Levy (“Uma Noite no Museu”). Espécie de “ET – O Extraterrestre” (1982) para adultos, o filme contava a história de um alienígena (Jeff Bridges) que cai na Terra e, para se esconder entre os humanos, assume a forma do marido falecido de uma mulher (Karen Allen), forçando-a a ajudá-lo a se reencontrar com sua espécie. Mas, durante a viagem até o ponto de encontro, os dois se apaixonam. Enquanto isso, o governo realiza uma caçada para capturar o “ET” adulto, vivo ou morto. Além de dirigir, Levy vai produzir a refilmagem ao lado do produtor original dos anos 1980, o ator Michael Douglas (“Homem-Formiga”). O roteiro da adaptação está a cargo de Arash Amel (“Grace de Mônaco”). A produção marcará o quinto remake oficial da filmografia de John Carpenter, após “Assalto à 13ª Delegacia” (2005), “A Névoa” (2005), “Halloween – O Ínicio” (2007) e “A Coisa” (2011). Também há planos para uma refilmagem de “Os Aventureiros do Bairro Proibido” (1986), que seria estrelada por Dwayne Johnson. E, para completar, recentemente o cineasta venceu uma ação de plágio contra “Sequestro no Espaço” (2012), que seria cópia de seu filme “Fuga de Nova York” (1981). Apesar de alimentar até hoje a indústria cinematográfica, para tristeza de seus fãs Carpenter não filma desde “Aterrorizada” (2010). Ainda não há previsão para as filmagens ou estreia do novo remake.
Robin Wright entra na sequência de Blade Runner
A atriz Robin Wright (série “House of Cards”) está em negociações finais para se juntar ao elenco da sequência de “Blade Runner” (1982), informou o site da revista Variety. Por enquanto, não há informações sobre qual será o papel da atriz, que, caso a negociação seja bem-sucedida, vai se juntar no elenco a Harrison Ford, reprisando o papel do protagonista Rick Deckard, e Ryan Gosling. O papel de Gosling também está sendo mantido em segredo. A sequência terá direção de Denis Villeneuve (“Sicario”), o roteiro foi escrito por Michael Green (“Lanterna Verde”) e Hampton Fancher (autor da primeira adaptação de “Blade Runner”), e a produção está a cargo de Ridley Scott, diretor do longa original. Ainda sem um título definido, o segundo filme da franquia se passará décadas depois do original – que foi ambientado em uma Los Angeles distópica de 2019. As filmagens vão começar em julho para uma estreia programada para 12 de janeiro de 2018. Além deste filme, Robin Wright também será vista em breve no longa-metragem da “Mulher-Maravilha”, no qual vive a general amazona Antiope.
Monica Schmiedt (1961 – 2016)
A cineasta e produtora Monica Schmiedt faleceu na segunda-feira (28/3), em Porto Alegre, aos 54 anos de idade, após uma longa batalha contra o câncer. Ao longo da carreira, iniciada nos anos 1980, ela ajudou a fomentar o nascimento de um novo cinema gaúcho, começando como atriz e designer do título de “Coisa na Roda” (1982), de Werner Schünemann, depois como produtora assistente em “Verdes Anos” (1984), de Giba Assis Brasil e Carlos Gerbase, até se tornar produtora com “O Mentiroso” (1988), novamente de Schünemann. Ela também produziu o celebrado curta “Ilha das Flores”, que projetou o então jovem Jorge Furtado, e, anos mais tarde, integrou a equipe de “O Quatrilho” (1995) de Fábio Barreto, grande sucesso de bilheteria que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Monica ainda produziu os dramas de época “Anahy de las Misiones” (1997), de Sergio Silva, vencedor do Festival de Brasília, e “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (2001), de André Klotzel, vencedor do Festival de Gramado, e foi uma das fundadoras da Casa de Cinema de Porto Alegre, maior pólo de produção cinematográfica da região Sul do país. Com a experiência acumulada nos bastidores da produção cinematográfica, Monica passou à direção, voltando-se ao cinema documental. Ela co-dirigiu o curta “Antártida, O Último Continente” (1997) e o longa “Extremo Sul” (2004), sobre uma expedição à Terra do Fogo, e dirigiu “Doce Brasil Holandês” (2010), exibido no festival É Tudo Verdade. Seu último trabalho foi a produção do filme baseado no romance “Mãos de Cavalo”, do escritor gaúcho Daniel Galera, que recebeu o título de “Prova de Coragem”. Com direção de Roberto Gervitz, o longa tem previsão de estreia para maio nos cinemas. “Monica foi uma mulher guerreira, sempre preocupada em fazer o melhor. Vai certamente fazer falta para o cinema gaúcho e brasileiro”, escreveu Gervitz em sua página no Facebook.
Garry Shandling (1949 – 2016)
O famoso comediante americano Garry Shandling morreu na tarde de quinta-feira (24/3), ao sofrer um ataque cardíaco repentino em Los Angeles, aos 66 anos de idade. Ele fez muito sucesso na TV durante os anos 1980 e 1990, quando estrelou as séries “It’s Garry Shandling Show” e “The Larry Sanders Show”. Garry Emmanuel Shandling nasceu no dia 29 de novembro de 1949 em Chicago. Formado em Publicidade e Marketing, mudou-se para Los Angeles na década de 1970 para trabalhar em uma agência de propaganda, mas aproveitou a proximidade com a indústria de entretenimento para se tornar roteirista. A carreira artística começou quando ele enviou um roteiro especulativo para a série “Sanford & Son”, que acabou gravado pela rede NBC em 1975. O êxito do episódio o levou a escrever mais quatro capítulos do seriado no ano seguinte, além de uma história de “Welcome Back, Kotter”. Mas o formato dos sitcoms acabou frustrando suas expectativas. Cansado de discutir com produtores, preferiu largar a televisão para virar comediante stand-up. E logo foi “descoberto” pelo programa de variedades “The Tonight Show”. Convidado a participar da atração apresentada por Johnny Carson em 1981, fez tanto sucesso que virou atração recorrente, aparecendo como apresentador convidado em várias ocasiões, até 1987. Tanto que, quando Carson se aposentou, Shandling chegou a ser cotado para substituí-lo. A repercussão de suas aparições no “Tonight Show” lhe rendeu um especial de TV, “Garry Shandling: Alone in Vegas”, exibido pelo canal pago Showtime em 1984, que estava interessado em transformá-lo numa atração fixa de sua programação. O projeto foi a semente da primeira série estrelada pelo comediante, “It’s Garry Shandling’s Show”, criada por ele e Alan Zweibel (roteirista do humorístico “Saturday Night Live”) em 1985, como uma sátira das sitcoms tradicionais. Na trama, Shandling interpretava uma versão ficcional de si mesmo, um comediante que estrelava uma sitcom e que, durante os episódios, rompia a quarta parede, interrompendo a narrativa para conversar com o público, comentando fatos e integrando a audiência em suas histórias. Exibida até 1990, a série durou quatro temporadas, com um total de 72 episódios. Mas o grande sucesso de Shandling viria no canal concorrente, “The Larry Sanders Show”, produzida entre 1992 e 1998 para o HBO. Desta vez inspirada nas experiências de Shandling no programa de Johnny Carson, a série acompanhava os bastidores de produção de um talk show fictício, apresentado por Larry Sanders (alter-ego de Shandling) e Hank Kingsley (Jeffrey Tambor, hoje protagonista da série “Transparent”). Durante os episódios, Sanders/Shandling aparecia entrevistando celebridades reais, mas tudo seguia roteiros prévios, que embaraçavam a distinção entre os limites de um talk show real e a ficção. Desenvolvida em parceria com Dennis Klein (criador de “Cosby”), “The Larry Sanders Show” teve seis temporadas e um total de 89 episódios, mas é mais celebrada por suas mais de 50 indicações ao Emmy, que a tornaram uma das primeiras produções da TV paga valorizadas pelas mudanças promovidas pela Academia da Televisão – só a partir de 1988 séries da TV paga passaram a disputar as categorias principais, até então reservadas para programas da TV aberta. Vale lembrar que “A Família Soprano”, considerada uma espécie de marco do HBO no Emmy, só surgiu em 1999, após o fim de “The Larry Sanders Show”. Foi, portanto, a comédia de Shandling que, de fato, deu credibilidade para o canal, além de estimular seus executivos a buscar produções que desafiassem as fórmulas estabelecidas da TV aberta. Shandling aproveitou sua popularidade para também se lançar no cinema durante os anos 1990, aparecendo em comédias como “Um Dia de Louco” (1994), com Steve Martin, como dublador de um dos bichos falantes de “Dr. Dolittle” (1998), com Eddie Murphy, e “À Beira do Caos” (1998), com Sean Penn e a dupla da série “House of Cards”, Kevin Spacey e Robin Wright. Após o fim do “Larry Sanders Show”, ele escreveu e estrelou “De que Planeta Você Veio?” (2000), comédia dirigida pelo mestre Mike Nichols, em que viveu um alienígena sem emoções que vem à terra em busca de uma esposa para procriar. Seu par perfeito era Annette Bening, com quem ele também trabalhou em “Segredos do Coração” (1994). Mas não houve química com o público e a crítica, resultando num fracasso de bilheteria e resenhas negativas. Na mesma época, ele ainda coestrelou “Ricos, Bonitos e Infiéis” (2001), produção repleta de estrelas, e gozou seus últimos instantes de fama ao aparecer como si mesmo na série “Arquivo X” (num episódio de 2000) e nas comédias “Zoolander” (2001) e “Metido em Encrenca” (2001). Entretanto, a ausência na telinha logo fez as ofertas de papeis diminuírem, a ponto dele passar vários anos sem filmar. Fora uma dublagem na animação “Os Sem Floresta” (2006), Shandling só foi reaparecer nos filmes da Marvel, interpretando um senador, chamado Stern, em “Homem de Ferro 2” (2010) e “Capitão América 2: O Soldado Invernal” (2014). Foi seu último papel. Shandling nunca se casou, mas entre 1987 e 1994 viveu com Linda Doucett, atriz e modelo que integrou o elenco recorrente de “The Larry Sanders Show”.
Ator da franquia X-Men será o novo MacGyver
A rede americana CBS encontrou seu novo MacGyver. Lucas Till, intérprete do mutante Destrutor na franquia cinematográfica “X-Men”, foi escolhido para estrelar o reboot da série clássica “MacGyver: Profissão Perigo”, exibida com enorme sucesso entre 1985 e 1992. A informação é do site Deadline. Escrita pelo novato Paul Downs Colaizzo e Brett Mahoney (série “The Following”), a atração será focada nas origens do personagem, popularizado por Richard Dean Anderson, revelando como ele foi recrutado para a organização clandestina mostrada na série original e como ele aprende a utilizar suas habilidades e métodos pouco convencionais para evitar que desastres e desgraças aconteçam. Na série original, Angus MacGyver era um agente secreto que conseguia se virar com poucos recursos, usando apenas seus conhecimentos científicos e um canivete suíço que sempre carregava, para safar nas mais difíceis situações. A atração durou sete temporadas e teve 139 episódios produzidos entre 1985 e 1992. Além de Lucas Till, o reboot também já escalou o ator George Eads, veterano da série “CSI”, na qual interpretou por 15 anos o criminalista Nick Stokes. Ele vai interpretar Lincoln, um funcionário do governo que terá uma ligação direta com o protagonista. O elenco também inclui Joshua Boone (“Fan Girl”) no papel de melhor amigo de MacGyver. O piloto, porém, não será mais dirigido pelo cineasta James Wan (“Velozes e Furiosos 7”, “Invocação do Mal”), que teve conflito de agenda com a pós-produção de “Invocação do Mal 2”. No lugar dele, David Von Ancken (“Code Black”, “Hell on Wheels”, “Tut”) assumirá a direção. Mesmo assim, Wan continuará como produtor da atração, ao lado de Lee David Zlotoff, criador da versão original. Por enquanto, apenas a produção do piloto foi encomendada pela rede CBS, que ainda precisará ser aprovado para o novo “MacGyver” virar série.
Ator de Rectify viverá papel de Mel Gibson na série baseada em Máquina Mortífera
O ator Clayne Crawford, das séries “Rectify” e “24 Horas”, foi escalado para viver na TV o papel celebrizado por Mel Gibson nos filmes da franquia “Máquina Mortífera”. Ele vai interpretar o policial Martin Riggins no piloto da série “Lethal Weapon”, informou o site The Hollywood Reporter. Clayne Crawford terá como parceiro de cena Damon Wayans (série “Eu, a Patroa e as Crianças”), que viverá no piloto o detetive Roger Murtaugh, personagem de Danny Glover no cinema. Na trama, Riggs chega a Los Angeles buscando um recomeço, após a perda da mulher e do filho pequeno, mas age impulsivamente, colocando-se em perigo, como reflexo de sua depressão. Ele terá como parceiro Murtaugh, que sofreu uma ataque cardíaco e deve evitar qualquer tipo de estresse. O elenco também conta com Jordana Brewster, uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”, no papel de uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. Além dela, Golden Brooks (série “Hart of Dixie”) viverá Trish Murtaugh (Darlene Love no cinema), esposa do personagem de Wayans. O piloto será dirigido pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”) e precisará ser aprovado pelos executivos da rede Fox para virar série.
Tim Burton diz que está tudo pronto para as filmagens da continuação de Os Fantasmas se Divertem
Se ainda precisava de confirmação, a sequência de “Os Fantasmas se Divertem” (“Beetlejuice”, no título original) está mais que confirmada. Quem garante é o diretor Tim Burton, responsável pelo filme original. “O filme vai acontecer e já foi aprovado pela equipe da Warner Bros. Conversamos com os integrantes do elenco que queremos no filme e eles estão todos a bordo, isso inclui Winona [Ryder] e Michael [Keaton]. Temos o roteiro nas mãos, tudo está no lugar certo e agora tudo o que precisamos é começar a filmar”, ele declarou, em entrevista ao site Showbizspy. Lançada em 1988, a comédia de fantasia “Os Fantasmas se Divertem” se tornou cult e continua encantando novas gerações pelo uso criativo das músicas de Harry Belafonte, seus memoráveis efeitos especiais de stop-motion, a inspiração gótica da personagem de Winona Ryder e, claro, a performance desconcertante de Michael Keaton no papel do excêntrico fantasma Beetlejuice. Winona Ryder retomará o papel de Lydia Deetz, a adolescente gótica do sucesso de 1988, agora entrando na meia idade, e Michael Keaton continuará como o fantasma Beetlejuice, mas não há mais informações sobre o resto do elenco e a trama, passada quase 30 anos depois dos acontecimentos do primeiro filme. O roteiro foi escrito por Seth Grahame-Smith, que já trabalhou com Tim Burton em “Sombras da Noite” (2012), mas não consegue emplacar sucessos de cinema – são dele os livros que viraram os fiascos “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2012) e “Orgulho e Preconceito e Zumbis” (2016).
Astro de CSI entra no piloto do remake de MacGyver
A produção do remake da série “MacGyver” contratou seu primeiro intérprete, George Eads, veterano da série “CSI”, na qual interpretou por 15 anos o criminalista Nick Stokes. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele vai interpretar Lincoln, um funcionário do governo que terá uma ligação direta com o protagonista. Escrita pelo novato Paul Downs Colaizzo, o remake será focado nas origens do personagem vivido nos anos 1980 por Richard Dean Anderson, mostrando-o como o recruta de uma organização clandestina e aperfeiçoando suas habilidades para evitar desastres. Na série original, MacGyver era um agente secreto que conseguia se virar com poucos recursos, usando apenas seus conhecimentos científicos e um canivete suíço que sempre carrega, para safar nas mais difíceis situações. A atração durou sete temporadas e teve 139 episódios produzidos entre 1985 e 1992. O piloto, porém, não será mais dirigido pelo cineasta James Wan (“Velozes e Furiosos 7”, “Invocação do Mal”), que teve conflito de agenda com a pós-produção de “Invocação do Mal 2”. No lugar dele, David Von Ancken (“Code Black”, “Hell on Wheels”, “Tut”) assumirá a direção. Mesmo assim, Wan continuará como produtor da atração, ao lado de Lee David Zlotoff, criador da versão original. Por enquanto, apenas a produção do piloto foi encomendada pela rede CBS, que ainda precisará ser aprovado para o novo “MacGyver” virar série.
Arnold Schwarzenegger tem reunião marcada sobre o novo filme do Predador
Após retomar seu personagem clássico em “O Exterminador do Futuro: Gênesis” (2015) e confirmar seu retorno ao papel de Conan, Arnold Schwarzenegger está considerando voltar também à franquia “Predador”. Falando para o site de seu fã-clube, The Arnold Fans, ele revelou que terá uma reunião com o cineasta Shane Black (“Homem de Ferro 3”), que assumiu a direção do novo “Predador”. “Ainda não falei com ele, mas vou encontrá-lo para um almoço em breve. Se houver alguma notícia, vamos contar para vocês imediatamente. Há um encontro vindo aí para o projeto do Conan também”, ele adiantou. Vale lembrar que, antes de virar diretor e roteirista, Shane Black fez alguns papéis secundários no cinema. Um deles foi, por coincidência, em “Predador” (1987), como um dos marines comandados por Schwarzenegger na trama (confira nas fotos em rotação acima). Ninguém mais indicado, portanto, para reintroduzir o personagem do astro na franquia. A 20th Century Fox, por sinal, resolveu priorizar o filme após definir a contratação do cineasta, que além de dirigir também escreveu o roteiro com Fred Dekker (“Robocop 3”). A trama ainda não é conhecida, mas vem sendo tratada tanto como uma continuação quanto como um reboot. Intitulado simplesmente “The Predator”, o longa tem estreia marcada para 2 de março de 2018 nos Estados Unidos.
Jordana Brewster vai estrelar piloto da série baseada no filme Máquina Mortífera
A atriz Jordana Brewster, uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”, entrou no elenco do piloto de “Lethal Weapon”, projeto televisivo baseado no filme “Máquina Mortífera” (1987). Segundo o site da revista Variety, ela interpretará uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. Jordana se junta a Damon Wayans (série “Eu, a Patroa e as Crianças”), que vai interpretar Roger Murtaugh (vivido por Danny Glover no cinema), e Golden Brooks (série “Hart of Dixie”), intérprete de Trish Murtaugh (Darlene Love no cinema), esposa do personagem de Wayans. Até o momento, ainda não foi escalado quem viverá Martin Riggs, papel de Mel Gibson nos quatro filmes da franquia. A série está sendo desenvolvida pelo roteirista Matt Miller, criador da recém-cancelada “Forever”, e acompanha a convivência entre o destemido (e suicida) policial Martin Riggs e o detetive Roger Murtaugh, que acaba de completar 50 anos e é “muito velho para isso”. Na série, Murtaugh ainda sofrerá um ataque cardíaco, que o obriga a evitar estresse, enquanto Riggs se joga em missões perigosas, achando que não tem nada a perder após a morte de sua família. O piloto será dirigido pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”) e precisará ser aprovado pelos executivos da rede Fox para poder virar série.
José Padilha desenvolve série sobre a origem das gangues das prisões americanas
O cineasta brasileiro José Padilha está desenvolvendo uma nova série para a TV americana. Responsável pela produção de “Narcos”, no Netflix, ele prepara uma nova atração para o canal pago Showtime, intitulada “The Brand”, que abordará o universo das gangues das prisões americanas. A informação é do site Deadline. As gangues dos presídios já foram tratadas recentemente na bem-sucedida série “Sons of Anarchy”. Além disso, um dos primeiros sucessos da história do HBO, “Oz”, passava-se numa prisão. Mas “The Brand” será bem diferente, por ser “de época”, trazendo uma perspectiva histórica. Na verdade, sua premissa é quase um desdobramento do universo de “Narcos”, sobre o tráfico de drogas internacional da época de Pablo Escobar. Inspirada por uma reportagem da revista New Yorker, a série pretende contar a origem das gangues, especialmente da Irmandade Ariana nas décadas de 1970 e 1980, quando o encarceramento em massa resultante da guerra contra as drogas causou uma explosão da população prisional. “The Brand” está sendo escrita pelo próprio Padilha em parceria com Alessandro Camon, indicado ao Oscar pelo roteiro de “O Mensageiro” (2009). Padilha também deve dirigir alguns dos 10 episódios aprovados para a 1ª temporada da produção. Ainda não há previsão de estreia da série. Enquanto isso, Padilha se prepara para dirigir o thriller de ação “Entebbe”, sobre uma operação histórica de combate contra o terrorismo.
Tony Burton (1937 – 2016)
Morreu Tony Burton, que interpretou o treinador de Apollo Creed e Rocky Balboa nos filmes da franquia “Rocky”. Ele faleceu na quinta (25/2), aos 78 anos, de doença prolongada, após ter sido repetidamente hospitalizado durante um ano sem nunca ter recebido um diagnóstico oficial. Nascido na cidade de Flint, no Michigan, Burton não era apenas coadjuvante de filmes de boxe. Ele próprio foi um campeão de boxe amador, vencendo dois torneios municipais e um estadual, de 1955 a 1957, na categoria de médio-pesados. Ele tentou seguir carreira como lutador profissional, mas acabou derrotado por nocaute em 1959, o que fez sua trajetória mudar. Durante uma entrevista de 1988, ele revelou que, após um período sem rumo na vida, cumpriu uma pena de prisão de três anos e meio na Califórnia por roubo, mas durante esse período conheceu algumas pessoas que lhe deram a oportunidade de virar ator. Seu primeiro trabalho como ator foi no filme “blaxploitation” “The Black Godfather” (“O poderoso chefão negro”, em tradução literal), de 1974, mesmo ano em que apareceu pela primeira vez numa série, “Kojak”. Em ambas ocasiões, viveu tipos criminosos. A situação se repetiu em um de seus melhores papéis, como um prisioneiro que se alia à polícia para defender uma delegacia de Los Angeles sitiada por gangues, no cultuadíssimo “Assalto à 13ª DP” (1976), de John Carpenter (“Fuga de Nova York”). Sua filmografia ainda incluiu pequenas aparições no terror “O Iluminado” (1980), cortada na maioria dos países em que o filme foi exibido, no drama “Bar Max” (1980), nas comédias “Loucos de Dar Nó” (1980) e “Armados e Perigosos” (1986) e no thriller de ação “Missão de Justiça” (1992). Entre as diversas séries de que participou, destacam-se “O Incrível Hulk”, “Esquadrão Classe A”, “Duro na Queda”, “Águia de Fogo”, “Nova York Contra o Crime”, “A Gata e o Rato” e “Twin Peaks”. Mas seu grande papel foi mesmo “Duke” Evers, o treinador de Apollo Creed, o adversário de Rocky Balboa em “Rocky: Um Lutador” (1976) e “Rocky II: A Revanche” (1979). Nos filmes seguintes, Duke passou a treinar o próprio Rocky, aparecendo em todo a franquia até o sexto longa-metragem, “Rocky Balboa”, lançado em 2006. Infelizmente, já doente, ele não pôde participar nem chegou a ver “Creed – Nascido para Lutar” (2015), que rendeu a Sylvester Stallone uma indicação ao Oscar. Entretanto, seu personagem também pode ser visto nesse filme, homenageado numa cena de flashback. Pelo Twitter, o ator Carl Weathers, intérprete de Apollo Creed, despediu-se do companheiro de cena lembrando que “sua intensidade e talento ajudaram a tornar os filmes ‘Rocky’ um sucesso”
Douglas Slocombe (1913 – 2016)
Morreu o diretor de fotografia Douglas Slocombe, que filmou dezenas de clássicos, deixando sua marca em obras reverenciadas como “A Dança dos Vampiros”, de Roman Polanski, “O Grande Gasby”, estrelado por Robert Redford, e a trilogia original de “Indiana Jones”. Ele faleceu na segunda-feira (22/2) aos 103 anos de idade, em um hospital de Londres, onde era tratado desde janeiro em decorrência de uma queda. Nascido em Londres, em 10 de fevereiro de 1913, Douglas Slocombe começou a demonstrar seu talento para captar imagens como fotojornalista. Ele fotografou para as famosas revistas Life e Paris-Match nos anos 1930, até que, no início da 2ª Guerra Mundial, trocou a máquina fotográfica pela câmera de cinema, interessado em documentar com urgência momentos históricos, como a invasão da Polônia pelas tropas nazistas em 1939. Essas suas primeiras filmagens integraram o célebre documentário “Lights out in Europe” (1940), realizado por Herbert Kline. Ao fim do conflito europeu, ingressou na indústria do cinema britânico. Contratado pelo Ealing Studios, começou sua carreira profissional como operador de câmera do cineasta Charles Crichton em “For Those in Peril” (1944), drama de guerra que mesclou técnicas de filmagem de documentário para criar cenas realistas. Mas foram seus trabalhos na antologia de terror “Na Solidão da Noite” (1945), no segmento dirigido por Alberto Cavalcanti, e em “Grito de Indignação” (1947), a primeira comédia do estúdio, novamente com Crichton, que o tornaram requisitado. As comédias se provaram tão populares para o Ealing que Slocombe praticamente se especializou em filmes do gênero estrelados por Alec Guinness, como “As Oito Vítimas” (1949), “O Mistério da Torre” (1951), “O Homem do Terno Branco” (1951) e “Todos ao Mar!” (1957). Mas entre esses sucessos de bilheteria, ele também aperfeiçoou a construção de atmosferas sinistras em preto e branco, trabalhando com mestres do gênero noir como Basil Dearden em “Do Amor ao Ódio” (1950) e Gordon Parry em “A Tentação e a Mulher” (1958) Sua transição para o cinema colorido veio carregada de vermelho, com o cultuado terror “Circo dos Horrores” (1960), de Sidney Hayers, seguido por um legítimo terror da Hammer, “Grito de Pavor” (1961). Mesmo assim, Slocombe demorou a largar a predileção pelo preto e branco, do qual ainda se valeu para rodar importantes filmes dramáticos como “A Marca do Cárcere” (1961), em que Stuart Whitman viveu um pedófilo, “Freud – Além da Alma” (1962), cinebiografia do pai da psicanálise estrelada por Montgomery Clift, o drama feminista “A Mulher que Pecou” (1962), em que Leslie Caron viveu uma solteira grávida, e principalmente “O Criado” (1963), obra pioneira do homoerotismo, dirigida por Joseph Losey, que lhe rendeu o BAFTA (o Oscar britânico) de Melhor Cinegrafia em Preto e Branco. A repercussão desses filmes o colocou em outro patamar, tornando-o disputado por diretores de blockbusters. Slocombe viu-se obrigado a abandonar o preto e branco definitivamente, ao embarcar nas aventuras “Os Rifles de Batasi” (1964), “Vendaval em Jamaica” (1965), “Crepúsculo das Águias” (1966) e “A Espiã que Veio do Céu” (1967). Aos poucos, porém, começou a selecionar melhor as ofertas de trabalho, o que lhe permitiu encontrar o equilíbrio entre o sucesso comercial e o culto cinéfilo, a partir da comédia de terror “A Dança dos Vampiros” (1967), de Roman Polanski, em que usou locações cobertas de neve para ressaltar, mesmo em cores vibrantes, os contrastes do cinema expressionista. E continua sua série de cults com o suspense “O Homem que Veio de Longe” (1968), de Joseph Losey, o drama de época “O Leão no Inverno” (1968), de Anthony Harvey, o thriller “Um Golpe à Italiana” (1969), de Peter Collinson, a cinebiografia de Tchaikovsky “Delírio de Amor” (1970), de Ken Russell, e o drama de guerra “Seu Último Combate” (1971), de Peter Yates. A sequência impressionante de filmes de alto nível o levou a ser procurado por um mestre da velha Hollywood, George Cukor. Apesar de ser filmada em Londres com Maggie Smith e outros atores britânicos, a comédia “Viagens com a Minha Tia” (1972), de Cukor, acabou se tornando o passaporte de Slocombe para o sonho americano, ao lhe render sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Diretor de Fotografia. A partir daí, ele passou a alternar Londres e Hollywood, acumulando trabalhos nos dois lados do Atlântico, como as produções americanas “Jesus Cristo Superstar” (1973) e “O Grande Gatsby” (1974), que lhe rendeu seu segundo BAFTA, seguidas por “As Criadas” (1975) e “A Vida Pitoresca de Tom Jones” (1976) no Reino Unido. A cinebiografia “Júlia” (1977), em que Jane Fonda viveu a escritora Lillian Hellman, rendeu-lhe sua segunda indicação ao Oscar, além do terceira BAFTA, mas um trabalho menor, realizado no mesmo ano, provou-se mais importante para o futuro de sua carreira. Slocombe conheceu Steven Spielberg na função de quebra-galho, para filmar uma pequena sequência, rodada na Índia, de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), pois o diretor de fotografia titular da produção não poderia fazer a viagem. O resultado impressionou o jovem diretor, que convidou o cinematógrafo veterano, então com 70 anos de idade, para trabalhar em “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981). Slocombe conquistou sua terceira e última indicação ao Oscar pelo primeiro filme de Indiana Jones. Mas o reconhecimento foi além da Academia. Ao captar e atualizar a sensação de perigo constante e as inúmeras reviravoltas dos velhos seriados de aventura, Slocombe materializou sequências antológicas, que entraram para a história do cinema, ampliando ainda mais seu legado e influência com os filmes seguintes da franquia, “Indiana Jones e o Templo da Perdição” (1984) e “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989). Ele ainda filmou “007 – Nunca Mais Outra Vez” (1983), a volta de Sean Connery ao papel de James Bond, e o drama de época “Lady Jane” (1986), com Helena Bonham Carter, antes de se aposentar após o terceiro Indiana Jones, com 75 anos de idade. “Harrison Ford foi Indiana Jones na frente das cameras, mas Dougie foi o meu herói atrás das câmeras”, declarou Spielberg, ao se despedir do velho parceiro.












