Florence Henderson (1934 – 2016)
Morreu a atriz Florence Henderson, que ficou conhecida como a mãe da serie “A Família Sol-Lá-Si-Dó” (The Brady Bunch), famosa nos anos 1970. Ela tinha 82 anos e faleceu na noite de quinta-feira (25/11), no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, após sofrer um infarto. “A Família Sol-Lá-Si-Dó” foi uma das sitcoms mais populares da TV americana, além de pioneira por se concentrar em uma família não tradicional. A personagem de Florence Henderson, Carol Brady, era uma mãe solteira – o programa era vago sobre os motivos – com três filhas – , que se casava com Mike Brady (Robert Reed), um arquiteto viúvo com três filhos. O roteirista-produtor Sherwood Schwartz (criador também da “Ilha dos Birutas”) teve a ideia desse arranjo familiar ao ler que, já naquela época, a maioria dos casamentos modernos incluía filhos de relações anteriores. Mesmo assim, a produção evitava estabelecer que Carol era uma divorciada, situação vista de forma preconceituosa pelos executivos de TV. A sitcom foi exibida na rede ABC entre 26 de setembro de 1969 e 8 de março de 1974, e é citada até hoje como uma das mais influentes de todos os tempos, tendo, inclusive, inspirado inúmeros spin-offs e filmes. Entre as atrações derivadas, teve até uma série animada, “The Brady Kids. Henderson também participou de revivals, como “The Brady Bunch Variety Hour”, um especial de 1976 que reuniu a família dois anos após o fim da série, e “The Brady Girls Get Married”, que mostrou os Brady crescidos em 1981. Este telefilme, por sua vez, rendeu outra série, “The Brady Brides”, centrada na vida de casadas das filhas de Carol, que durou só dez episódios. Os reencontros continuaram, com o telefilme “A Very Brady Christmas”, em 1988, e o nascimento dos netos de Carol na série “The Bradys”, em 1990. Até que a franquia chegou ao cinema em 1995, numa versão satírica, que trocou o elenco, mostrando uma família jovem e otimista dos anos 1970 em meio ao cinismo da vida moderna dos anos 1990. A comédia ganhou o mesmo nome da série e também fez muito sucesso, gerando duas continuações. O papel de Carol foi vivido por Shelley Long, mas Florence não se afastou da família, aparecendo como a vovó Brady. Apesar de marcada pelo papel, Henderson já era uma atriz respeitada quando estreou na série. Ela tinha estrelado diversos musicais da Broadway nos anos 1950 e 1960 e foi a primeira mulher a ser convidada para apresentar o “The Tonight Show Starring Johnny Carson” em 1962. Entretanto, depois de “A Família Sol-Lá-Si-Dó” nunca mais conseguiu deixar de ser vista como Carol Brady, papel em apareceu até em séries diferentes, como “O Barco do Amor”, em 1987, e “Instant Mom”, em 2014. Mas ela não lamenta. “Era como ver o mundo através dos olhos de uma criança. Era como um lindo livro infantil. Um clássico”, disse ela, em entrevista no ano passado ao falar do programa.
Barry: Filme sobre a juventude de Barack Obama ganha trailer completo
A Netflix divulgou o trailer completo de “Barry”, longa sobre a juventude do Presidente dos Estados Unidos Barack Obama. A prévia recria a época em que Obama era um estudante universitário, entre o final dos anos 1970 e o início dos 1980, com figurino, grafite, clima de festa e música soul. O filme vai mostrar a vida de Obama, interpretado pelo estreante Devon Terrell, como um universitário em Nova York, que apesar de idealista enfrentou preconceito em seus primeiros passos rumo à conscientização política. O elenco também inclui Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”), Ashley Judd (“Divergente”), Ellar Coltrane (“Boyhood”), Jenna Elfman (“A Eterna Namorada”), Annabelle Attanasio (série “The Knick”) e Linus Roache (série “Vikings”). Produção independente, o filme do diretor Vikram Gandhi (“Kumaré”) foi bastante elogiado no festival de Toronto e chega à plataforma de streaming em 16 de dezembro. Este é o segundo filme sobre a juventude de Obama lançado em 2016. O outro, “Southside with You”, mostrou o início do namoro com a Primeira Dama Michelle Obama, e também foi bastante elogiado.
Gotham: Série ganha novo trailer sexy e violento no clima grindhouse de Quentin Tarantino
A rede Fox divulgou um novo comercial surpreendente da série “Gotham”, apresentado no estilo do projeto Grindhouse, de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. A prévia tem o clima de um produção B dos anos 1970 e destaca as vilãs Barbara Kean (Erin Richards) e Tabitha Galavan (Jessica Lucas) em cenas de violência e sensualidade. Apresentadas como Babs e Tabs, a dupla das “sereias” provoca com insinuações, caprichando na evocação sexploitation das produções para maiores da era de ouro do cinema trash. Sem querer, os produtores criaram um desejo inesperado por um spin-off das “Sirens”. As duas malvadinhas mostraram que podem render uma série própria. Confira abaixo. “Gotham City Sirens”, por sinal, é o título de uma revista em quadrinhos estrelada pelas vilãs de Batman.
King Kong é o rei dos monstros da Ilha da Caveira em novo trailer legendado repleto de ação
A Warner Bros. divulgou um novo trailer legendado de “Kong: A Ilha da Caveira”, que destaca a imponência de King Kong, tão grande que faz helicópteros parecerem insetos. A prévia mostra sua fúria, mas também diversos outros monstros pré-históricos que habitam a ilha, onde um grupo militar se vê perdido. O filme se passa nos anos 1970, época do primeiro remake de “King Kong” e também da Guerra do Vietnã, que serve de pano de fundo da trama. O elenco inclui Tom Hiddleston (“Thor”), Brie Larson (“O Quarto de Jack”), Samuel L. Jackson (“Capitão América: O Soldado Invernal”), Thomas Mann (“Dezesseis Luas”), John Goodman (“Argo”), Corey Hawkins (“Straight Outta Compton”), Jason Mitchell (também de “Straight Outta Compton”), Shea Whigham (série “Agent Carter”), Tom Wilkinson (“Batman Begins”), John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”) e Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”). O roteiro foi escrito por John Gatins (“O Voo”), Max Borenstein (“Godzilla”) e Derek Connolly (“Jurassic World: O Mundo Dos Dinossauros”), e a direção está a cargo de Jordan Vogt-Roberts (“The Kings of Summer”), que fará sua transição de cineasta indie para uma grande produção de Hollywood. A estreia está marcada para 9 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
King Kong enfrenta helicópteros nos novos pôsteres e teasers do reboot da franquia
A Warner Bros. divulgou dois novos pôsteres e cinco teasers de “Kong: A Ilha da Caveira”, por meio do Twitter oficial da produção. As artes destacam o tamanho de King Kong, tão grande que faz helicópteros parecerem insetos. O filme vai se passar nos anos 1970, época do primeiro remake de “King Kong” e também da Guerra do Vietnã, que será usada como pano de fundo da trama. Encabeçando o elenco estão Tom Hiddleston (“Thor”), como o líder de uma expedição à mítica Ilha da Caveira, e Brie Larson (“O Quarto de Jack”), como uma fotojornalista e ativista, que tentará encontrar uma forma de proteger a exuberante vida selvagem que eles descobrem no lugar. Além deles, o filme também conta com Samuel L. Jackson (“Capitão América: O Soldado Invernal”), Thomas Mann (“Dezesseis Luas”), John Goodman (“Argo”), Corey Hawkins (“Straight Outta Compton”), Jason Mitchell (também de “Straight Outta Compton”), Shea Whigham (série “Agent Carter”), Tom Wilkinson (“Batman Begins”), John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”) e Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”). O roteiro foi escrito por John Gatins (“O Voo”), Max Borenstein (“Godzilla”) e Derek Connolly (“Jurassic World: O Mundo Dos Dinossauros”), e a direção está a cargo de Jordan Vogt-Roberts (“The Kings of Summer”), que fará sua transição de cineasta indie para uma grande produção de Hollywood. A estreia está marcada para 9 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. The calm before the storm. #kongskullisland pic.twitter.com/f4KCjpAzmo — Kong: Skull Island (@kongskullisland) November 12, 2016 He’s King around here. Three days. #kongskullisland pic.twitter.com/c6fbP3vsDm — Kong: Skull Island (@kongskullisland) November 13, 2016 There’s nowhere to hide. Two days. #kongskullisland pic.twitter.com/6EvdWTn1a8 — Kong: Skull Island (@kongskullisland) November 14, 2016 The devils live below us. #kongskullisland pic.twitter.com/0VbzPS2aHT — Kong: Skull Island (@kongskullisland) November 15, 2016 Monsters exist. #kongskullisland pic.twitter.com/pOdvaQZIQp — Kong: Skull Island (@kongskullisland) November 16, 2016
Westworld: Vídeo oficializa a renovação da série para a 2ª temporada
O canal pago HBO divulgou um vídeo para anunciar oficialmente a renovação de “Westworld” para sua 2ª temporada. A prévia traz a voz do Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins) planejando novas narrativas. Entretanto, os novos episódios só deverão ser exibidos em 2018. “‘Westworld’ é uma grande e ambiciosa atração. Por isso, não sei se vai voltar na temporada de outono de 2017 ou em 2018”, disse o presidente de programação da HBO Casey Bloys. “Isso vai depender de como a produção se desenvolver. Mas é mais provável que fique apenas para 2018”. A série, que estreou em 2 de outubro, já é uma das das mais bem sucedidas da história do canal pago, com uma média de 11,7 milhões de espectadores por semana, número que a coloca no nível de “Game of Thrones” e “True Detective” em suas primeiras temporadas. Além disso, tem movimentado as redes sociais a cada episódio, gerando falatório e teorias sobre seus acontecimentos misteriosos. Como consequência, cada episódio vem registrando maior audiência que o anterior. Com três episódios ainda inéditos, a 1ª temporada vai terminar no dia 4 de dezembro.
Após 40 anos, Carrie Fisher revela caso “intenso” com Harrison Ford nos bastidores de Star Wars
A atriz Carrie Fisher confessou que viveu um romance “intenso” com o ator Harrison Ford durante as filmagens do primeiro filme da saga “Star Wars”. “Éramos Han Solo e (princesa) Leia entre a semana. E Carrie e Harrison durante o fim de semana”, contou Carrie em entrevista para a revista People. Segundo a atriz, a relação com Ford durou três meses e ocorreu em 1976, quando ambos estavam filmando “Guerra nas Estrelas”, o primeiro filme da saga espacial idealizada por George Lucas. Na época, ela tinha 19 anos. Ford, de 33 anos, era casado e pai de dois filhos. A confissão serve de aperitivo para o livro de memórias que Carrie vai lançar na semana que vem, em 22 de novembro. Intitulado “The Princess Diarist”, a publicação contém suas lembranças, curiosidades e segredos sobre as gravações dos filmes de “Star Wars”. Carrie Fisher e Harrison Ford trabalharam juntos nos três longas da trilogia original de “Star Wars” formada pelos filmes “Guerra nas Estrelas” (1977), “O Império Contra-Ataca” (1980) e “O Retorno de Jedi” (1983). Recentemente, eles retomaram os famosos papéis de princesa Leia e Han Son no relançamento da franquia, “Star Wars: O Despertar da Força” (2015). E Carrie ainda deve reaparecer como Leia em “Star Wars: Episode VIII”, previsto para 2017.
Série Westworld é renovada, mas só deverá voltar em 2018
O canal pago HBO deu uma boa e uma má notícia para os fãs de “Westworld”. A série foi renovada para sua 2ª temporada. Entretanto, os novos episódios só deverão ser exibidos em 2018. “‘Westworld’ é uma grande e ambiciosa atração. Por isso, não sei se vai voltar na temporada de outono de 2017 ou em 2018”, disse o presidente de programação da HBO Casey Bloys. “Isso vai depender de como a produção se desenvolver. Mas é mais provável que fique apenas para 2018”. A série, que estreou em 2 de outubro, já é uma das das mais bem sucedidas da história do canal pago, com uma média de 11,7 milhões de espectadores por semana, número que a coloca no nível de “Game of Thrones” e “True Detective” em suas primeiras temporadas. Além disso, tem movimentado as redes sociais a cada episódio, gerando falatório e teorias sobre seus acontecimentos misteriosos. Como consequência, cada episódio vem registrando maior audiência que o anterior. A produção é repleta de atores famosos, como Anthony Hopkins (“Thor”), Ed Harris (“Expresso do Amanhã”), Jeffrey Wright (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Evan Rachel Wood (série “True Blood”), Ingrid Bolsø Berdal (“Hércules”), Ben Barnes (“As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”), James Marsden (“X-Men”), Thandie Newton (série “Rogue”), Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”), Angela Sarafyan (“Era uma Vez em Nova York”), Simon Quarterman (“Filha do Mal”), Jimmi Simpson (série “House of Cards”) e o brasileiro Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”). A trama é inspirada no longa “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), escrito e dirigido por Michael Crichton (o autor de “Parque dos Dinossauros”), e foi adaptada pelo casal Jonathan Nolan (roteirista de “Interestelar” e criador da série “Person of Interest”) e Lisa Joy (roteirista da série “Pushing Dasies”), com produção do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”). Há um mês, Nolan revelou que ele e sua esposa já trabalhavam nos roteiros dos próximos episódios. “Estamos trabalhando na 2ª temporada. Geralmente, tenho problemas em parar com a minha escrita”, ele disse, durante a Comic-Con de Nova York. Com três episódios ainda inéditos, a 1ª temporada vai terminar no dia 4 de dezembro.
Penelope Cruz entra no elenco do remake de Assassinato no Expresso Oriente
Mais uma passageira internacional entrou a bordo da nova versão de “Assassinato no Expresso Oriente”. Segundo o site Deadline, a atriz espanhola Penelope Cruz (“O Conselheiro do Crime”) está confirmada no longa, que já conta com Johnny Depp (“Alice Através do Espelho”), Michelle Pfeiffer (“Sombras da Noite”), Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”), Michael Pena (“Homem-Formiga”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”) e Josh Gad (“Pixels”), além de Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”), que vai a href=”https://pipocamoderna.com.br/2015/11/kenneth-branagh-vai-dirigir-e-estrelar-nova-versao-de-assassinato-no-expresso-oriente/”>estrelar e dirigir o longa. O estúdio 20th Century Fox sempre pretendeu reunir um grande elenco na produção, para fazer justiça à obra, que já teve uma primeira adaptação cinematográfica dirigida por Sidney Lumet em 1974. O filme clássico, inclusive, rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Ingrid Bergman. Além da lendária atriz sueca, o elenco original incluía Albert Finney no papel do detetive Hercule Poirot, e os suspeitos Lauren Bacall, Jacqueline Bisset, Sean Connery, John Gielgud, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave e Michael York. Nada menos que impressionante. Publicado em 1934, o livro original acompanha o detetive Poirot desvendar um assassinato cometido durante uma viagem do famoso trem Expresso do Oriente, onde não faltam suspeitos. Na nova versão, o papel de Poirot caberá a Kenneth Branagh. A adaptação foi escrita por Michael Green (“Lanterna Verde”) e tem produção a cargo de Ridley Scott (diretor de “Perdido em Marte”) e Simon Kinberg (roteirista de “X-Men: Apocalipse”). A estreia está marcada para 23 de novembro de 2017 no Brasil, um dia após o lançamento nos EUA. Atualmente, Penelope Cruz está filmando “Escobar” em que interpreta a jornalista colombiana Virginia Vallejo. No longa, ela será par romântico do marido, Javier Bardem, que por sua vez irá viver o narcotraficante colombiano Pablo Escobar.
Cinema Novo faz ensaio-poesia sobre o movimento mais famoso do cinema brasileiro
A opção de Eryk Rocha de fazer de “Cinema Novo” um documentário em formato de ensaio-poesia, em vez de um filme mais convencional e informativo, é compreensível, inclusive dentro da curta duração – cerca de uma hora e meia. Para se contar a história do Cinema Novo em um projeto audiovisual, o ideal seria mesmo uma minissérie para a televisão com mais tempo disponível. Mas mesmo aceitando a proposta, a falta de identificação nas imagens utilizadas – qual é tal filme em tal cena mostrada – não deixa de ser problemática. O resultado privilegia a edição e a força das imagens de grandes obras – algumas pouco conhecidas do grande público – , mas deve sua existência principalmente aos depoimentos de arquivo da época (anos 1960 e 1970), de cineastas (Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Glauber Rocha, Leon Hirszman, Arnaldo Jabor, Ruy Guerra e vários outros) que comentam direto do túnel do tempo. Não há depoimentos novos, o que torna o trabalho do filho de Glauber Rocha diferente e interessante. Um dos problemas do filme, premiado no Festival de Cannes deste ano, está no fato de que, se exibido para uma plateia que desconhece totalmente o movimento original, pode até despertar desinteresse. Mas, para quem conhece um pouco, permite rever sequências lindas, como as de “A Falecida”, “Vidas Secas”, “Rio, Zona Norte”, “Terra em Transe”, “Macunaíma”, além de filmes que não são necessariamente do Cinema Novo, mas pioneiros do próprio cinema brasileiro, como “Limite”, de Mário Peixoto, e o trabalho de Humberto Mauro. O que importa é que Eryk, enquanto deixa o público intrigado com certas cenas de filmes menos conhecidos, não deixa dúvidas a respeito da grandeza de nosso cinema. Ele pontua tudo de forma mais ou menos organizada em blocos temáticos, e procura emular o clima de tensão que surge a partir dos eventos políticos ocorridos no Brasil durante o Golpe militar, através de um som e de uma montagem inteligentes. Ainda assim, acaba parecendo estranho quando, no final, entre os créditos de diversos cineastas envolvidos com o Cinema Novo, surge o nome de Walter Hugo Khouri, que não era muito bem-visto pelo movimento e considerado basicamente alienado, distante dos interesses sociais e de natureza revolucionária de Glauber, Diegues e cia. De todo modo, há tanta gente boa envolvida nesse que é o maior movimento cinematográfico da América Latina, que a vontade de ver e rever os filmes apresentados é grande. A admiração que já temos por cineastas como Leon Hirszman e Joaquim Pedro de Andrade, por exemplo, só aumentam, diante de seus depoimentos e trechos de filmes. Há também algo que faz com que “Cinema Novo” dialogue muito bem com o momento atual em que estamos vivendo, tanto do ponto de vista político, como no que se refere à baixa audiência de público para o cinema brasileiro (que importa). Uma cena em particular mostra Diegues e Jabor debatendo sobre a dificuldade de atingir o grande público, que até hoje continua resistente ao tipo de filmes que eles faziam. Mas, ao ver, por exemplo, um trecho de “Terra em Transe”, clássico do pai de Eryck, com dois personagens recitando suas falas de forma poética e teatral, percebe-se o porquê de esses filmes não lotarem salas. O cinema brasileiro dessa época só chegaria nas massas na década de 1970, com o advento das pornochanchadas. Mas isso já é outra história e de outra turma, que seria até bem mais divertida de ser vista em um filme-ensaio desse tipo.
Comédia de sucesso dos anos 1970, Car Wash pode virar série
A comédia musical “Car Wash, Onde Acontece de Tudo” (1976), sucesso dos anos 1970, pode virar série. A rede americana ABC encomendou um piloto baseado no filme ao produtor Will Packer, responsável por “Straight Outta Compton: A História do NWA”. O filme original foi escrito por ninguém menos que Joel Schumacher (“Batman e Robin”) e girava em torno de um grupo multirracial de empregados de um lava-jato de Los Angeles. No elenco, estavam os comediantes Richard Pryor, George Carlin, Garrett Morris e as cantoras Pointer Sisters. A ideia é aproveitar a premissa numa sitcom de 30 minutos sobre uma família de empregados, formada no ambiente de trabalho de um lava-jato. O roteiro será escrito por Robert Horn (“Teen Beach Movie”) e Matt Claybrooks (série “Everybody Hates Chris”), e a direção do piloto ficou a cargo de Kenny Leon (“Hairspray Live”). O piloto precisará ser aprovado pelos executivos da ABC para virar série. Curiosamente, este é o terceiro projeto baseado no início da carreira de Schumacher que inspira remake nos últimos meses. A rede americana CW está desenvolvendo uma série baseada no filme “Os Garotos Perdidos” (1987), enquanto um reboot/continuação do terror “Linha Mortal” (1990) já tem estreia marcada para setembro de 2017. Relembre abaixo o trailer do filme “Car Wash”, ao som de sua famosa música tema, sucesso da cantora Rose Royce.
Alicia Silverstone e Mena Suvari vão estrelar série feminista
O canal pago americano TV Land divulgou a foto do elenco (acima) para anunciar a aprovação do piloto e a encomenda da série de comédia “American Woman”, que é ligeiramente baseada na vida da atriz Kyle Richards. Ela foi uma das primeiras vítimas de Michael Myers em “Halloween” (1978) e participou das séries clássicas “Os Pioneiros” e “E.R.”, mas o público americano a conhece mais hoje em dia como uma das “Real Housewives of Beverly Hills”. A trama vai se passar na década de 1970, em meio à revolução sexual e à ascensão do feminismo. A ex-“Patricinha de Beverly Hills” Alicia Silverstone vai estrelar a atração como Bonnie Nolan, uma mãe com duas filhas (Makenna James e Lia Ryan McHugh) que se encontra diante de um mundo inteiramente novo após deixar seu marido. Enquanto se esforça para sustentar sua família, Bonnie também busca deixar a sua própria marca no mundo, junto com suas duas melhores amigas, Kathleen (a ex-“Beleza Americana” Mena Suvari) e Diana (Jennifer Bartels). O problema é que o mundo não está muito disposto a lhes facilitar nada. “American Woman” é uma criação de John Riggi (roteirista de “30 Rock”) e terá produção de John Wells (diretor de “Àlbum de Família” e produtor das séries “E.R.” e “Shameless”). Fofoca: a irmã de Kyle Richards, Kathy Hilton, teria dado piti ao saber que a série será produzida, receando que algumas histórias da época venham à tona. A 1ª temporada terá 12 episódios, mas a data de estreia ainda não foi divulgada.
Filmagens do novo longa de Alfonso Cuarón são interrompidas no México por violência policial
O início das gravações do novo filme de Alfonso Cuarón no México foram marcados por violência policial. Integrantes da equipe do longa se envolveram em uma briga com “autoridades” na capital do país na quarta-feira (2/11), informou o site The Hollywood Reporter. A confusão começou quando a equipe do filme colocava cones de trânsito na rua para a filmagem de uma cena. Porém, servidores públicos ligados à Secretaria de Segurança questionaram a ação e impediram que a produção prosseguisse com o trabalho. Mesmo alegando ter autorização da Comissão Cinematográfica Federal mexicana, a equipe do filme foi agredida verbal e fisicamente pelos agentes públicos. Objetos como celulares, joias e carteiras da produção teriam sido roubados durante a confusão. Alfonso Cuarón não estava no local. Gravações da confusão, feitas por câmeras de segurança da rua, foram divulgadas em sites de notícia mexicanos (veja abaixo). Diante do escândalo, a Procuradoria Geral de Justiça da Cidade do México anunciou que irá investigar o caso. Com o novo filme, Alfonso Cuarón retorna ao México 15 anos após o sucesso de “E Sua Mãe Também” (2001). Por seu filme mais recente, “Gravidade” (2013), ele se tornou o primeiro cineasta latino a receber o Oscar de Melhor Diretor. Ainda sem título, o novo filme de Cuarón relatará um ano na vida de uma família de classe média na Cidade do México no início da década de 1970. Não há maiores informações sobre a produção.











