King Kong enfrenta helicópteros no trailer japonês de seu novo filme
A Warner Bros. divulgou um trailer japonês de “Kong: A Ilha da Caveira”, reboot da franquia “King Kong”. A prévia traz cenas inéditas de muita ação, destacando o conflito entre helicópteros militares e o macaco gigante, que é visto em toda a sua grandiosidade. Encabeçando o elenco estão Tom Hiddleston (“Thor”), como o líder de uma expedição à mítica Ilha da Caveira, e Brie Larson (“O Quarto de Jack”), como uma fotojornalista e ativista, que tentará encontrar uma forma de proteger a exuberante vida selvagem que eles descobrem no lugar. Além deles, o filme também conta com Samuel L. Jackson (“Capitão América: O Soldado Invernal”), Thomas Mann (“Dezesseis Luas”), John Goodman (“Argo”), Corey Hawkins (“Straight Outta Compton”), Jason Mitchell (também de “Straight Outta Compton”), Shea Whigham (série “Agent Carter”), Tom Wilkinson (“Batman Begins”), John C. Reilly (“Guardiões da Galáxia”) e Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”). O roteiro foi escrito por John Gatins (“O Voo”) e Max Borenstein (“Godzilla”), e revisado por Derek Connolly (“Jurassic World: O Mundo Dos Dinossauros”). E a direção está a cargo de Jordan Vogt-Roberts (“The Kings of Summer”), que fará sua transição de cineasta indie para uma grande produção de Hollywood. A estreia está marcada para 9 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Barry: Veja as fotos e o primeiro teaser do filme sobre a juventude de Barack Obama
A Netflix divulgou cinco fotos e o primeiro teaser de “Barry”, longa sobre a juventude do Presidente dos Estados Unidos Barack Obama. A prévia recria a época, entre o final dos anos 1970 e o início dos 1980, com figurino, grafite, clima de festa e música soul. O filme vai mostrar a vida de Obama, interpretado pelo estreante Devon Terrell, como um universitário em Nova York, e seus primeiros passos rumo à política. O elenco também inclui Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”) e Ashley Judd (“Divergente”), vistas nas fotos, além de Ellar Coltrane (“Boyhood”), Jenna Elfman (“A Eterna Namorada”), Annabelle Attanasio (série “The Knick”) e Linus Roache (série “Vikings”). Produção independente, o filme do diretor Vikram Gandhi (“Kumaré”) foi bastante elogiado no festival de Toronto e chega à plataforma de streaming em 16 de dezembro. Este é o segundo filme sobre a juventude de Obama lançado em 2016. O outro, “Southside with You”, mostrou o início do namoro com a Primeira Dama Michelle Obama, e também foi bastante elogiado.
Kóblic traz Ricardo Darín em clima de western argentino
Sebastian Borensztein, o diretor do muito competente e divertido “Um Conto Chinês” (2011), agora nos leva ao terreno dramático da política, do suspense, da violência, dos westerns. Uma vez mais, nos traz o grande ator do cinema argentino da atualidade, Ricardo Darín. O filme é “Kóblic”, o sobrenome de um capitão das Forças Armadas em plena ditadura argentina, em 1977. Tomas Kóblic (Ricardo Darín) é escalado para pilotar um dos terríveis voos da morte, que arremessavam ao mar os chamados “subversivos” ou inimigos do regime. Lembram-se da Operação Condor, também no Brasil? A tarefa, muito difícil, e que abala a consciência de qualquer ser humano digno, não sai como devia e Kóblic é exortado a se esconder, numa espécie de exílio no próprio país, em uma localidade perdida no mapa, que não interessa a ninguém. Esse lugar esquecido, porém, tem seus próprios esquemas de poder, ainda que longe de tudo e de todos. O que alcançará o piloto militar e fará com que ele não possa ter sossego. Por um lado, um policial que se considera dono do lugar, uma terra sem lei. Por outro, um perigoso envolvimento romântico. E o suspense se instala, em clima de western. Outra forma de violência não tardará a se apresentar. Não há espaço tranquilo para os que buscam esquecer um passado que teima em não se desfazer. O contexto político realista dá lugar à dimensão mítica da violência que grassa perdida por este mundo de Deus. A partir daí, predominam as referências ao próprio cinema e sua história. O filme flui muito bem, envolve, emociona. É um bom produto do gênero cinematográfico escolhido. Só que terra sem lei leva, inevitavelmente, à justiça por conta própria, à vingança. Esse é um elemento essencial e um complicador para a trama. Afinal, o que é mesmo que a violência produz senão mais violência? A dimensão política mais séria se perde, embora o entretenimento triunfe.
Supergirl: Fotos registram encontro com intérprete clássica da Mulher Maravilha
A rede americana CW divulgou novas fotos da série “Supergirl“, que destacam o encontro de duas heroínas da TV. Nas imagens, a atriz Melissa Benoist aparece ao lado de Lynda Carter, até hoje lembrada como a estrela da série “Mulher-Maravilha” dos anos 1970. Carter interpretará a Presidente dos EUA, Olivia Marsdin, e já apareceu brevemente num trailer recém-divulgado. O encontro acontecerá no terceiro episódio de “Supergirl”, intitulado “Welcome to Earth”. Além de Lynda Carter, a série conta com outros intérpretes clássicos de super-heróis da DC Comics, como Helen Slater, que estrelou o filme “Supergirl” (1984), e Dean Cain, protagonista de “Lois e Clark – As Novas Aventuras do Superman” (1993-97). Os dois interpretam os pais adotivos de Kara Danvers/Supergirl, papel de Melissa Benoist. Além disso, a 1ª temporada ainda trouxe Laura Vandervoort (a Supergirl de “Smallville”) num arco como a vilã Indigo. A 2ª temporada de “Supergirl” estreou na segunda-feira (10/10) nos EUA e o terceiro episódio vai ao ar em 24 de outubro. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.
Westworld: Robôs começam a se “lembrar” em novas fotos e trailer dos próximos episódios
O canal pago HBO divulgou novas fotos e um trailer de “Westworld”, que adiantam os próximos acontecimentos da 1ª temporada, após a série ter uma das estreias de maior sucesso da HBO nos últimos anos – desde “True Detective”. “Westworld” é inspirada no longa “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), escrito e dirigido por Michael Crichton (o autor de “Parque dos Dinossauros”). O filme original contava a história de um parque de diversões futurístico, em que robôs encenavam situações do Velho Oeste, até um defeito transformar um dos pistoleiros numa ameaça real. Na nova versão, o tema do Velho Oeste serve de desculpa para os turistas realizarem todos os seus desejos numa terra sem leis. A produção é repleta de atores famosos, como Anthony Hopkins (“Thor”), Ed Harris (“Expresso do Amanhã”), Jeffrey Wright (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Evan Rachel Wood (série “True Blood”), Ingrid Bolsø Berdal (“Hércules”), Ben Barnes (“As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”), James Marsden (“X-Men”), Thandie Newton (série “Rogue”), Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”), Angela Sarafyan (“Era uma Vez em Nova York”), Simon Quarterman (“Filha do Mal”), Jimmi Simpson (série “House of Cards”) e o brasileiro Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”). A adaptação para a TV foi desenvolvida por Jonathan Nolan (roteirista de “Interestelar” e criador da série “Person of Interest”) em parceria com sua mulher Lisa Joy (roteirista da série “Pushing Dasies”), e tem produção do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”). O próximo episódio se chama “The Stray” e vai ao ar no domingo, dia 16 de outubro, pela HBO.
Andrzej Wajda (1926 – 2016)
Morreu Andrzej Wajda, um dos maiores cineastas da Polônia, vencedor da Palma de Ouro de Cannes e de um Oscar honorário pela carreira de fôlego, repleta de clássicos humanistas. Ele faleceu no domingo (9/10), aos 90 anos, em Varsóvia, após uma vida dedicada ao cinema, em que influenciou não apenas a arte, mas a própria História, ao ajudar a derrubar a cortina de ferro com filmes que desafiaram a censura e a repressão do regime comunista. Nascido em 6 de março de 1926 em Suwalki, no nordeste polonês, Wajda começou a estudar cinema após a 2ª Guerra Mundial, ingressando na recém-aberta escola de cinema de Lodz, onde também estudaram os diretores Roman Polanski e Krzysztof Kieslowski, e já chamou atenção em seu primeiro longa-metragem, “Geração” (1955), ao falar de amor e repressão na Polônia sob o regime nazista. Seu segundo longa, “Kanal” (1957), também usou a luta contra o nazismo como símbolo da defesa da liberdade, e abriu o caminho para sua consagração internacional, conquistando o prêmio do juri no Festival de Cannes. Com “Cinzas e Diamantes” (1958), que venceu o prêmio da crítica no Festival de Veneza, ponderou como pessoas de diferentes classes sociais e inclinações políticas tinham se aliado contra o nazismo, mas tornaram-se inimigas após o fim da guerra. Os três primeiros filmes eram praticamente uma trilogia temática, refletindo as ansiedades de sua geração, que tinha sobrevivido aos nazistas apenas para sofrerem com os soviéticos. Ele também filmou várias vezes o Holocausto, do ponto de vista da Polônia. Seu primeiro longa sobre o tema foi também o mais macabro, contando a história de um coveiro judeu empregado pelos nazistas para enterrar as vítimas do gueto de Varsóvia, em “Samson, a Força Contra o Ódio” (1961). Aos poucos, suas críticas foram deixando de ser veladas. Num novo filme batizado no Brasil com o mesmo título de seu terceiro longa, “Cinzas e Diamantes” (1965), lembrou como os poloneses se aliaram a Napoleão para enfrentar o império russo e recuperar sua soberania. A constância temática o colocou no radar do governo soviético. Mesmo com fundo histórico conhecido, “Cinzas e Diamantes” disparou alarmes. Aproveitando uma tragédia com um ator local famoso, Wajda lidou com a perigosa atenção de forma metalinguista em “Tudo à Venda” (1969), sobre um diretor chamado Andrzej, que tem uma filmagem interrompida pelo súbito desaparecimento de seu ator principal. Considerado muito intelectual e intrincado, o filme afastou o temor de que o realizador estivesse tentando passar mensagens para a população. Mas ele estava. Em “Paisagem Após a Batalha” (1970), o diretor voltou suas câmeras contra o regime, ao registrar o sentimento de júbilo dos judeus ao serem libertados dos campos de concentração no fim da guerra, apenas para sepultar suas esperanças ao conduzi-los a outros campos cercados por soldados diferentes – russos – , inspirando a revolta de um poeta que busca a verdadeira liberdade longe disso. Seus três longas seguintes evitaram maiores controvérsias, concentrando-se em dramas de família e romances de outras épocas, até que “Terra Prometida” (1975) rendeu efeito oposto, celebrado pelo regime a ponto de ser escolhido para representar o país no Oscar. E conquistou a indicação. Ironicamente, a obra que o tornou conhecido nos EUA foi a mais comunista de sua carreira. Apesar de sua obsessão temática pela liberdade, “Terra Prometida” deixava claro que Wajda não era defensor do capitalismo. O longa era uma denúncia visceral de como a revolução industrial tardia criara péssimas condições de trabalho para os operários poloneses, enquanto empresários enriqueciam às custas da desumanização na virada do século 20. Brutal, é considerado um dos maiores filmes do cinema polonês. Satisfeito com a consagração, Wajda manteve o tema em seus filmes seguintes, acompanhando a evolução da situação dos operários poloneses ao longo do século. Mas os resultados foram o avesso do que a União Soviética gostaria de ver nas telas. A partir daí, sua carreira nunca mais foi a mesma. Seus filmes deixaram de ser cinema para virarem registros históricos, penetrando nas camadas mais profundas da cultura como agentes e símbolos de uma época de transformação social. “O Homem de Mármore” (1977) encontrou as raízes do descontentamento dos trabalhadores da Polônia no auge do stalinismo dos anos 1950. O filme era uma metáfora da situação política do país e também usava de metalinguagem para tratar da censura que o próprio Wajda sofria. A trama acompanhava uma estudante de cinema que busca filmar um documentário sobre um antigo herói do proletariado, que acreditava na revolução comunista e na igualdade social, mas, ao ter acesso a antigas filmagens censuradas para sua pesquisa, ela descobre que foi exatamente isto que causou sua queda e súbito desaparecimento da história. Diante da descoberta polêmica, a jovem vê seu projeto de documentário proibido. A censura política voltou a ser enfocada em “Sem Anestesia” (1978), história de um jornalista polonês que demonstra profundo conhecimento político e social numa convenção internacional, o que o faz ser perseguido pelo regime, que cancela suas palestras, aulas e privilégios, culminando até no fim de seu casamento, para reduzir o homem inteligente num homem incapaz de se pronunciar. Após ser novamente indicado ao Oscar por um longa romântico, “As Senhoritas de Wilko” (1979), Wajda foi à luta com o filme mais importante de sua carreira. “O Homem de Ferro” (1981) era uma obra de ficção, mas podia muito bem ser um documentário sobre a ascensão do movimento sindicalista Solidariedade, que, anos depois, levaria à queda do comunismo na Polônia e, num efeito dominó, ao fim da União Soviética. A narrativa era amarrada por meio da reportagem de um jornalista enviado para levantar sujeiras dos sindicalistas do porto de Gdansk, que estavam causando problemas, como uma inusitada greve em pleno regime comunista. Ao fingir-se simpatizante da causa dos estivadores, ele ouve histórias que traçam a longa trajetória de repressão aos movimentos sindicais no país, acompanhadas pelo uso de imagens documentais. O filme chega a incluir em sua história o líder real do Solidariedade, Lech Walesa, que depois se tornou presidente da Polônia. Apesar da trajetória evidente do cineasta, o regime foi pego de surpresa por “O Homem de Ferro”, percebendo apenas o que ele representava após sua première mundial no Festival de Cannes, onde venceu a Palma de Ouro e causou repercussão internacional. Sem saber como lidar com a polêmica, o governo polonês sofreu pressão mundial para o longa ir ao Oscar, rendendo mais uma indicação a Wajda e um confronto político com a União Soviética, que exigiu que o filme fosse banido dos cinemas. Assim, “O Homem de Ferro” só foi exibido em sessões privadas em igrejas em seu país. Considerado “persona non grata” e sem condições de filmar na Polônia, que virara campo de batalha, com o envio de tropas e tanques russos para sufocar o movimento pela democracia despertado pelo Solidariedade, Wajda assumiu seu primeiro longa internacional estrelado por um grande astro europeu, Gerard Depardieu. O tema não podia ser mais provocativo: a revolução burguesa da França. Em “Danton – O Processo da Revolução” (1983), o diretor mostrou como uma revolução bem intencionada podia ser facilmente subvertida, engolindo seus próprios mentores numa onda de terrorismo de estado. A história lhe dava razão, afinal Robespierre mandou Danton para a guilhotina, antes dele próprio ser guilhotinado. E mesmo assim o filme causou comoção, acusado de “contrarrevolucionário” por socialistas e comunistas franceses, que enxergaram seus claros paralelos com a União Soviética. Ficaram falando sozinhos, pois Wajda ganhou o César (o Oscar francês) de Melhor Diretor do ano. Sua militância política acabou arrefecendo no cinema, trocada por romances e dramas de época, como “Um Amor na Alemanha” (1983), “Crônica de Acontecimentos Amorosos” (1986) e “Os Possessos” (1988), adaptação de Dostoevsky que escreveu com a cineasta Agnieszka Holland. Em compensação, acirrou fora das telas. Ele assinou petições em prol de eleições diretas e participou de manifestações políticas, que levaram ao fim do comunismo na Polônia. As primeiras eleições diretas da história do país aconteceram em 1989, e Wajda se candidatou e foi eleito ao Senado. A atuação política fez mal à sua filmografia. Filmando menos e buscando um novo foco, seus longas dos anos 1990 não tiveram a mesma repercussão. Mas não deixavam de ser provocantes, como atesta “Senhorita Ninguém” (1996), sobre uma jovem católica devota, que acaba corrompida quando sua família se muda para a cidade grande, numa situação que evocava a decadência de valores do próprio país após o fim do comunismo. Por outro lado, seus filmes retratando o Holocausto – “As Duzentas Crianças do Dr. Korczak” (1990), sobre um professor que tenta proteger órfãos judeus no gueto de Varsóvia e morre nos campos de concentração, e “Semana Santa” (1995), evocando como a Polônia lidou com a revolta do gueto de Varsóvia em 1943 – receberam pouca atenção. O que o fez se retrair para o mercado doméstico, onde “Pan Tadeusz” (1999), baseado num poema épico polonês do século 19 sobre amor e intriga na nobreza, virou um sucesso. Durante duas décadas, Wajda sumiu dos festivais, onde sempre foi presença constante, conquistando prêmios, críticos e fãs. Mas estava apenas recarregando baterias, para retornar com tudo. Seu filme de 2007, “Katyn” se tornou uma verdadeira catarse nacional, quebrando o silêncio sobre uma tragédia que afetou milhares de famílias na Polônia: o massacre de 1940 na floresta de Katyn, em que cerca de 22 mil oficiais poloneses foram executados pela polícia secreta soviética. Quarta indicação ao Oscar de sua carreira, “Katyn” foi seu filme mais pessoal. Seu pai, um capitão da infantaria, estava entre as vítimas. Durante a divulgação do filme, o cineasta fez vários desabafos, ao constatar que jamais poderia ter feito “Katyn” sem que o comunismo tivesse acabado, uma vez que Moscou se recusava a admitir responsabilidade e o assunto era proibido sob o regime soviético. “Nunca achei que eu viveria para ver a Polônia como um país livre”, Wajda disse em 2007. “Achei que morreria naquele sistema.” Após acertar as contas com a história de seu pai, focou em outro momento importante de sua vida, ao retomar a trama de “Homem de Ferro” numa cinebiografia. Em “Walesa” (2013), mostrou como um operário simples se tornou o líder capaz de derrotar o comunismo na Polônia. Na ocasião, resumiu sua trajetória, dizendo: “Meus filmes poloneses sempre foram a imagem de um destino do qual eu mesmo havia participado”. Ao exibir “Walesa” no Festival de Veneza, Wajda já demonstrava a saúde fragilizada. Mas cinema era sua vida e ele encontrou forças para finalizar uma última obra, que ainda pode lhe render sua quinta indicação ao Oscar, já que foi selecionada para representar a Polônia na premiação da Academia. Seu último filme, “Afterimage” (2016), é a biografia de um artista de vanguarda, Wladyslaw Strzeminski, perseguido pelo regime de Stalin por se recusar a seguir a doutrina comunista. Um tema – a destruição de um indivíduo por um sistema totalitário – que sintetiza o cinema de Wajda, inclusive nos paralelos que permitem refletir o mundo atual, em que a liberdade artística sofre com o crescimento do conservadorismo. Com tantos filmes importantes, Andrzej Wajda ganhou vários prêmios por sua contribuição ao cinema mundial. Seu Oscar honorário, por exemplo, é de 2000, antes de “Katyn”, e o Festival de Veneza foi tão precipitado que precisou lhe homenagear duas vezes, em 1998 com um Leão de Ouro pela carreira e em 2013 com um “prêmio pessoal”. Há poucos dias, em setembro, ele ainda recebeu um prêmio especial do Festival de Cinema da Polônia. O diretor também é um dos homenageados da 40ª edição da Mostra de Cinema de São Paulo, que começa no dia 20 de outubro. A programação inclui uma retrospectiva com 17 longas do grande mestre polonês.
20th Century Women: Trailer traz Greta Gerwig e Ella Fanning na era do punk rock
A A24 divulgou o trailer da comédia “20th Century Women”, produção indie passada na época do punk/new wave e estrelada pelas atrizes Annette Bening (“Minhas Mães e Meu Pai”), Greta Gerwig (“Frances Ha”) e Elle Fanning (“Malévola”). A prévia situa a época em 1979, por meio de um discurso desencantado do então presidente Jimmy Carter, assistido pela família da trama em sua sala de estar, e pela trilha sonora da banda Talking Heads. O filme gira em torno de Dorothea (Bening), uma mãe que tenta criar o seu filho Jamie (Lucas Jade Zumann, de “A Entidade 2”), da melhor maneira possível, e para isso contará com a ajuda de duas outras mulheres de diferentes gerações. Gerwig vai interpretar uma fotógrafa sofisticada, submersa na cultura punk, que é forçada a voltar para sua cidade natal e acaba vivendo com Dorothea e Jamie. Fanning, por sua vez, será Julie, uma garota de 16 anos que é amiga/namorada do menino. O elenco ainda conta com Billy Crudup (“Spotlight”) e Alia Shawkat (“Sala Verde”). Escrito e dirigido por Mike Mills, do premiado “Toda Forma de Amor” (2010), com base na sua própria experiência de juventude, “20th Century Women” tem estreia marcada para 25 de dezembro nos EUA, buscando qualificação para os prêmios da temporada, com um lançamento mais amplo em 20 de janeiro. Ainda não há previsão para o Brasil.
Batman da série de 1966 encontrará a Mulher Maravilha de 1977 nos quadrinhos
O anúncio de um crossover que os fãs nunca esperavam ver agitou a New York Comic-Con neste fim de semana, no painel em comemoração aos 75 anos de criação da Mulher Maravilha. A DC Comics revelou que lançará uma minissérie em quadrinhos de 12 edições, que permitirá vislumbrar um encontro que nunca aconteceu na TV, entre o Batman da série clássica dos anos 1960, estrelada por Adam West, com a Mulher Maravilha da década de 1970, vivida por Lynda Carter. Intitulada “Batman ’66 Meets Wonder Woman ’77”, a minissérie começa a ser publicada em 23 de novembro, com novas edições saindo a cada duas semanas. A DC Comics tem feito bastante sucesso com suas edições nostálgicas. Tanto “Batman ’66” quanto “Wonder Woman ’77” têm revistas próprias, que preservam o espírito das atrações televisivas em que são baseadas, além de retratarem os personagens com o visual dos atores que os interpretaram. Para completar, “Batman ’66” ainda faz crossovers com séries clássicas da década de 1960, como “Os Vingadores” e “Agente da UNCLE”. Jeff Parker (roteirista de “Batman ’66”) e Marc Andreyko (“Wonder Woman ’77”) estão coescrevendo a minissérie, que terá artes de David Hahn, Karl Kesel e capas ilustradas por Michael Allred e o mestre Alex Ross (autor da imagem acima). A primeira edição de “Batman ’66 Meets Wonder Woman ’77” revelará que as versões televisivas de Batman e Mulher-Maravilha são conhecidos de longa data. Na New York Comic-Con, Andreyko afirmou que a revista mostrará os heróis lutando contra “um antigo mal através de três décadas”. “Nós planejamos muitas reviravoltas, participações especiais e surpresas ao longo do caminho para os fãs de ambas as séries apreciarem”, acrescentou o roteirista.
Chloe Moretz vai estrelar o remake de Suspiria
O tempo que Chloe Moretz ia dar antes de escolher novos papéis foi bem pequeno. E os critérios que ele disse que ia adotar daqui para frente, também. A atriz vai estrelar outro remake de clássico de terror, depois de ter feito o desnecessário “Carrie, a Estranha” (2013). Desta vez, ela estrelará a versão americana de “Suspiria” (1977), informou o site da revista Variety. Além de Moretz, também foram confirmadas as participações de Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), Tilda Swinton (“Doutor Estranho”) e Mia Goth (“Ninfomaníaca”), anteriormente litadas na produção. A refilmagem do clássico de Dario Argento será conduzida por outro diretor italiano, Luca Guadagnino (“Um Sonho de Amor”), que deve manter a época do original. Em entrevista ao Playlist, o cineasta informou que sua versão será ambientada em Berlim em 1977, com trilha de John Adams (também de “Um Sonho de Amor”) e que será um filme “fassbinderiano”, ou seja, influenciado pelo trabalho do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder. No filme original, Jessica Harper interpretava uma estudante que entra numa academia de balé afastada na Alemanha, apenas para descobrir que o lugar era um covil de bruxas. Cultuadíssimo, “Suspiria” foi o primeiro filme da “trilogia das bruxas” de Argento, que também inclui “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007).
Westworld: Novo trailer adianta os próximos acontecimentos da 1ª temporada
O canal pago HBO divulgou um novo trailer de “Westworld”, que adianta os próximos acontecimentos da 1ª temporada, após a estreia no domingo (2/10). Intitulado “Chestnut”, o segundo episódio da série irá ao ar em 9 de outubro. “Westworld” é inspirada no longa “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), escrito e dirigido por Michael Crichton (o autor de “Parque dos Dinossauros”). O filme original contava a história de um parque de diversões futurístico, em que robôs encenavam situações do Velho Oeste, até um defeito transformar um dos pistoleiros numa ameaça real. Na nova versão, o tema do Velho Oeste serve de desculpa para os turistas realizarem todos os seus desejos numa terra sem leis. A produção é repleta de atores famosos, como Anthony Hopkins (“Thor”), Ed Harris (“Expresso do Amanhã”), Jeffrey Wright (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Evan Rachel Wood (série “True Blood”), Ingrid Bolsø Berdal (“Hércules”), Ben Barnes (“As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”), James Marsden (“X-Men”), Thandie Newton (série “Rogue”), Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”), Angela Sarafyan (“Era uma Vez em Nova York”), Simon Quarterman (“Filha do Mal”), Jimmi Simpson (série “House of Cards”) e o brasileiro Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”). A adaptação para a TV foi desenvolvida por Jonathan Nolan (roteirista de “Interestelar” e criador da série “Person of Interest”) em parceria com Lisa Joy (roteirista da série “Pushing Dasies”), e tem produção do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”).
Westworld: Veja a abertura oficial da nova série de sci-fi da HBO
O canal pago HBO divulgou a abertura de sua nova série “Westworld”, que estreou na noite de domingo (2/10). O vídeo destaca a tecnologia de criação dos personagens sintéticos da trama, os créditos com o elenco grandioso e a bela música-tema, composta pelo alemão Ramin Djawadi, mesmo compositor do tema de abertura de “Game of Thrones” – além de “Prison Break” e “The Strain”. “Westworld” é inspirada no longa “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), escrito e dirigido por Michael Crichton (o autor de “Parque dos Dinossauros”). O filme original contava a história de um parque de diversões futurístico, em que robôs encenavam situações do Velho Oeste, até um defeito transformar um dos pistoleiros numa ameaça real. Na nova versão, o tema do Velho Oeste serve de desculpa para os turistas realizarem todos os seus desejos numa terra sem leis. A produção é repleta de atores famosos, como Anthony Hopkins (“Thor”), Ed Harris (“Expresso do Amanhã”), Jeffrey Wright (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Evan Rachel Wood (série “True Blood”), Ingrid Bolsø Berdal (“Hércules”), Ben Barnes (“As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”), James Marsden (“X-Men”), Thandie Newton (série “Rogue”), Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”), Angela Sarafyan (“Era uma Vez em Nova York”), Simon Quarterman (“Filha do Mal”), Jimmi Simpson (série “House of Cards”) e o brasileiro Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”). A adaptação para a TV foi desenvolvida por Jonathan Nolan (roteirista de “Interestelar” e criador da série “Person of Interest”) em parceria com Lisa Joy (roteirista da série “Pushing Dasies”), e tem produção do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”). O segundo episódio será exibido no próximo domingo (9/10), tanto nos EUA quanto no Brasil.
Herschell Gordon Lewis (1926 – 2016)
Pioneiro do terror visceral, o cineasta Herschell Gordon Lewis faleceu na semana passada, noite de 26 de setembro, aos 90 anos em sua casa na Flórida, aparentemente de causas naturais. Formado em Jornalismo, o cineasta pautou sua carreira inteira por projetos sensacionalistas, desde a estreia em 1961 com “Living Venus”, sobre o relacionamento do dono de uma revista masculina e uma de suas modelos, que ele escreveu e dirigiu. Suas primeiras obras exploravam descaradamente a nudez, entre elas “Daughter of the Sun” (1962), em que uma professora se revelava adapta do nudismo (termo da época), “Boin-n-g” (1963), sobre os testes de escalação de um filme adulto, “Scum of the Earth” (1963), a respeito de uma rede de pedofilia, e até uma versão erótica da fábula de Cachinhos Dourados, “Goldilocks and the Three Bares” (1963). Mas ao trocar o softcore erótico pelo terror, com seu primeiro filme sanguinário, acabou influenciando todo o gênero. Colorido, com ênfase no vermelho, “Banquete de Sangue” (Blood Feast, 1963) marcou época nos circuitos de cinema drive-in nos Estados Unidos. A história seguia um serial killer que queria juntar diversas partes de corpos femininos para conjurar uma antiga deusa egípcia. Mas o que chamava atenção era a forma como a violência era retratada por Lewis, de forma bastante explícita para a época, o que rendeu críticas repletas de adjetivos impressionistas. Alguns desses adjetivos acabaram virando rótulos para descrever os subgêneros que se originaram a partir do longa: splatter (“respingado” de sangue) e gore (“sanguinolento”). Ele completou uma trilogia sangrenta com o lançamento de “Maníacos” (Two Thousand Maniacs!, 1964), predecessor dos terrores rurais, e “Color Me Blood Red” (1965), em que um maníaco usa o sangue de suas vítimas para criar pinturas de sucesso. Depois do jorro inicial de criatividade e vísceras, Herschell explorou outros tipos de terror. Fez “Something Weird” (1967), em que a vítima de um acidente adquire poderes extra-sensoriais e passa a ajudar a polícia a resolver crimes – como no livro posterior de Stephen King, “A Hora da Zona Morta” – , “A Taste of Blood” (1967), sobre um vampiro determinado a matar os descendentes dos assassinos de Drácula, e “The Gruesome Twosome” (1967), em que mãe e filho escalpelam universitárias. Acabou embarcando no sexo, drogas e rock’n’roll do período, com lançamentos que refletiam o final dos anos 1960, como “The Girl, the Body, and the Pill” (1967), centrado numa professora de educação sexual, “Blast-Off Girls” (1967), sobre uma garage band vítima de um empresário ganancioso, “She-Devils on Wheels” (1968), acompanhando uma gangue de motoqueiras selvagens, “Suburban Roulette” (1968), sobre a prática do swing (que no Brasil era sexistamente chamado de “troca de esposas”), etc. Feitos com pouco dinheiro, equipe técnica reduzida e atores amadores, os filmes do cineasta destinavam-se exclusivamente ao circuito dos drive-ins, e só foram se tornar cultuados muitos anos depois. Por isso, quando o cinema erótico começou a ganhar prestígio, ele adotou pseudônimos para filmar pornografia a partir de 1969, inclusive o infame “Black Love” (1971), que prometia um olhar “educacional” explícito sobre “os hábitos sexuais dos casais negros americanos”. Com o dinheiro arrecadado com os filmes hardcore, bancou quatro projetos, dois deles de temática caipira – e “This Stuff’ll Kill Ya!” (1971) pode ser considerado precursor direto da série “Os Gatões” – e dois com a palavra “gore” no título, fazendo com que ganhasse a alcunha de “Padrinho do Gore”. Mais sanguinário que seus predecessores, “The Wizard of Gore” (1970) era uma coleção de desmembramentos, providenciada por uma mágico, que hipnotizava vítimas para matá-las diante de uma audiência encantada pelo realismo dos “truques”. E “The Gore Gore Girls” (1972) girava em torno do assassinato de strippers. A brutalidade do cinema de Herschell logo encontrou seguidores numa geração formada por Wes Craven, John Carpenter e Tobe Hopper, que elevaram ainda mais a violência do terror – o “splatter” (respingado) virou “slasher” (retalhado). Mas seu estilo amador não sobreviveu para ver o terror visceral lotar cinemas. Por toda a carreira, ele financiou e produziu seus próprios filmes, mas o fim dos drive-ins e o declínio das sessões duplas, que coincidiu com o início da era do multiplex, acabou com o espaço para a projeção de seus filmes. Sem circuito exibidor, Herschell decidiu se aposentar do cinema, passando a escrever livros de – acredite – publicidade. Os anos se passaram, até que fãs de terror se deram conta de seu legado, traçando as origens do cinema visceral a seus primeiros longas. Assim, sua filmografia acabou redescoberta, com lançamentos em home video e sessões em festivais do gênero. Convocado a sair das trevas em que tinha sumido, ele acabou retornando em 2002 com seu primeiro longa em três décadas, “Blood Feast 2: All U Can Eat”, continuação do seu primeiro sucesso de terror. O longa contou com a participação de outro nome do cinema underground americano, o cineasta John Waters, fã assumido do cinema do “Padrinho do Gore”. Herschell Gordon Lewis ainda lançou mais um filme em 2009, intitulado “The Uh-Oh! Show”, sobre um programa televisivo de prêmios, valendo dinheiro ou, no caso de respostas erradas às perguntas do apresentador sorridente, membros decepados. Era o que ele chamava de comédia.
Westworld: Rodrigo Santoro terá cenas de nudez na nova série sci-fi
A série “Westworld”, que estreia neste domingo (2/10), terá cenas de nudez de Rodrigo Santoro. “A nudez faz parte da série, mas não em sentido sexual. Quando o nu faz parte, faz parte. Eu sou um ator comprometido com o meu trabalho. Se o trabalho pede e faz sentido, essa é a minha diretriz”, declarou o ator brasileiro ao site Notícias da TV. Mesmo antes do início das gravações, o SAG, Sindicato dos Atores dos EUA, chegou a protestar contra um documento assinado pelos figurantes, no qual deveriam concordar com cenas de “nu frontal, toque de genitálias e simulação de posições sexuais”. Santoro, porém, prefere não opinar, alegando que a profissão é diminuída quando polêmicas são ressaltadas. O canal pago HBO já se acostumou a exibir cenas de nudez em séries de aventura e fantasia, e com sucesso, como se pode atestar pela fabulosa audiência de “Game of Thrones”. “Westworld” é inspirada no longa “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), escrito e dirigido por Michael Crichton (o autor de “Parque dos Dinossauros”). O filme original contava a história de um parque de diversões futurístico, em que robôs encenavam situações do Velho Oeste, até um defeito transformar um dos pistoleiros numa ameaça real. Na nova versão, o tema do Velho Oeste serve de desculpa para os turistas realizarem todos os seus desejos numa terra sem leis. A produção é repleta de atores famosos, como Anthony Hopkins (“Thor”), Ed Harris (“Expresso do Amanhã”), Jeffrey Wright (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Evan Rachel Wood (série “True Blood”), Ingrid Bolsø Berdal (“Hércules”), Ben Barnes (“As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”), James Marsden (“X-Men”), Thandie Newton (série “Rogue”), Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”), Angela Sarafyan (“Era uma Vez em Nova York”), Simon Quarterman (“Filha do Mal”), Jimmi Simpson (série “House of Cards”) e o brasileiro Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”). A adaptação para a TV foi desenvolvida por Jonathan Nolan (roteirista de “Interestelar” e criador da série “Person of Interest”) em parceria com Lisa Joy (roteirista da série “Pushing Dasies”), e a estreia está marcada para este domingo (2/10). Assim como “Game of Thrones”, “Westworld” será exibida no mesmo dia no Brasil.












