Trailer de “A Última Carta de Amor” resume o novo romance da Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “A Última Carta de Amor”, que basicamente resume o filme inteiro em seus 2h37 minutos de duração. A prévia revela detalhes, reviravoltas e até uma expectativa de final para a história romântica apresentada, eliminando as surpresas que possam existir na história. O filme é baseado no romance de mesmo nome de Jojo Moyes, escritora conhecida do público de cinema como a autora do livro que virou “Como Eu Era Antes de Você” (2016). A história é apresentada pela perspectiva de uma jornalista que encontra uma coleção de antigas cartas secretas, descrevendo um caso de amor proibido na década de 1960. Nas cartas, ela descobre que um colega de profissão se apaixonou pela esposa de um homem que ele deveria entrevistar, gerando um affair que acabou em tragédia. Obcecada com a história, ela tenta descobrir o que aconteceu com o casal, procurando-o nos dias de hoje. O elenco destaca Felicity Jones (“Rogue One”) como a jornalista, Shailene Woodley (“Divergente”) e Callum Turner (“Emma.”) como o par romântico, Joe Alwyn (“A Favorita”) como o marido traído, Nabhaan Rizwan (“Informer”) como o parceiro da jornalista, e Ben Cross (“Star Trek”), falecido em 2020, em seu último papel como a versão mais velha do personagem de Turner. “A Última Carta de Amor” é o segundo longa dirigido pela atriz Augustine Frizzell, que estreou com a comédia indie “Never Goin’ Back”, indicada ao Spirit Awards em 2019, e também dirigiu o piloto da série “Euphoria”. A estreia está marcada para 23 de julho em streaming.
Johnny Crawford (1946–2021)
Johnny Crawford, um dos integrantes do Clube do Mickey original e estrela mirim da série clássica “O Homem do Rifle”, morreu na quinta-feira (29/4) aos 75 anos, após contrair covid-19. Ele sofria de Alzheimer há dois anos. John Ernest Crawford nasceu numa família de artistas – seu avô paterno trabalhou com o grande compositor Irving Berlin – e tinha apenas quatro anos quando começou a aparecer na TV como “cantor”. Quando completou nove anos em 1955, entrou no Clube do Mickey, estrelando 16 episódios da 1ª temporada, de onde saiu para uma carreira de participações televisivas em séries como “O Cavaleiro Solitário” (The Lone Ranger), “Caravana” (The Wagon Train), “Paladino do Oeste” (Have Gun, Will Travel), “The Frank Sinatra Show”, “The Danny Thomas Show” e muitas outras. Em 1958, ele conseguiu o papel de Mark McCain, filho do protagonista da série “O Homem do Rifle”, um rancheiro viúvo do Velho Oeste interpretado por Chuck Connors. A participação na série lhe rendeu uma indicação ao Emmy como Melhor Ator Coadjuvante em 1959, com apenas 13 anos de idade. Por sinal, a cerimônia marcou a história da família do menino, porque a mesma edição também teve indicação ao irmão de Johnny, Bobby Crawford, por sua performance num episódio de “Playhouse 90”, e até para seu pai, Robert Crawford, como editor no programa “The Bob Cummings Show”. Aproveitando o sucesso de “O Homem do Rifle”, o jovem Crawford gravou várias músicas e lançou alguns discos. O maior hit, “Cindy’s Birthday”, chegou a atingir o 8º lugar nas paradas de sucesso dos EUA em junho de 1962. A série, porém, chegou ao fim no ano seguinte, após cinco temporadas. Embora não tenha encontrado outro papel de destaque, o ator permaneceu na TV até os anos 1970, aparecendo nas mais diversas atrações, especialmente séries de western como “Couro Cru” (Rawhide), “Lancer”, “Big Valley”, “Glenn Ford é a Lei” (Cade’s County) e, mais tarde, “Os Pioneiros” (Little House on the Prairie). Ele também viveu um adolescente rebelde com destaque no filme “The Restless Ones”, de 1965, e ainda apareceu na comédia sci-fi “A Cidade dos Gigantes” (1965), ao lado de Ron Howard, e no western clássico “El Dorado” (1966) com John Wayne. Mas foi convocado a lutar no Vietnã e encontrou grande dificuldade de retomar a carreira ao voltar da guerra. Mesmo assim, ele ainda estrelou a cultuada comédia “O Macaco Nu” (1973), produzida por Hugh Hefner (o dono da Playboy) e co-estrelada por Victoria Principal (que logo depois faria “Dallas”). Nos anos 1980, ainda teve um papel recorrente na série de aventura “Crossbow: As Aventuras de Guilherme Tell”, mas a esta altura já tinha praticamente abandonado a TV, devotando-se a sua outra especialidade: a música. Ele se tornou cantor de bandas como The Nighthawks e The Johnny Crawford Dance Orchestra, devotada ao swing da era das big bands. E foi como cantor que voltou a aparecer nos cinemas em 1999, fazendo uma participação no thriller sci-fi “13º Andar”. Curiosamente, ele também se tornou um membro da associação profissional de cowboys de rodeio, aproveitando que sua experiência com cavalos vinha desde a infância televisiva.
“Os Flintstones” vai ganhar nova versão centrada em Pedrita adulta
A série clássica animada “Os Flintstones” vai ganhar revival. Encomendada pela Fox, a nova atração ganhou o título de “Bedrock”, nome da cidade em que os personagens moram desde a estreia em 1960. A trama, por sua vez, vai se passar 20 anos depois dos desenhos originais, acompanhando as aventuras pré-históricas da jovem Pedrita. Apesar de ter sido tratada como novidade pela imprensa mundial, a ideia não é nova. Uma série com a mesma premissa já foi exibida nos anos 1970, “Bambam e Pedrita” – durou 20 episódios. A nova versão da Pedrita adulta terá a voz de Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”) na versão em inglês. Ela estará prestes a começar sua carreira profissional, enquanto seu pai Fred inicia a aposentaria, após trabalhar na pedreira de Bedrock por anos a fio. Mas esta não será a única mudança enfrentada pela família mais famosa da pré-História. Conforme a Idade da Pedra dá lugar à Idade do Bronze, os Flintstones precisarão fazer muitas adaptações ao seu modo de vida. Além de dublar Pedrita, Elizabeth Banks também vai produzir a série, que terá Lindsay Kerns (“Jurassic World: Acampamento Jurássico”) como roteirista principal e produção da Warner e Hannah-Barbera Studios. Criação da célebre dupla de animadores Joseph Barbera e William Hanna, “Os Flintstones” foi originalmente produzida entre 1960 e 1966 como o primeiro desenho animado adulto de todos os tempos. Embora hoje seja lembrado como uma atração infantil, a série original chegou a concorrer ao Emmy em 1961 como um programa normal de humor. Seu sucesso duradouro fez com nunca ficasse muito tempo fora do ar, ganhando reprises e sucessivas versões novas para a alegria das novas gerações. Além disso, a família Flintstone e seus vizinhos favoritos, os Rubles, também foram adaptados várias vezes para os cinemas e o mercado de vídeo, em longas animados e até em dois filmes live-action, em 1994 e 2000. “Bedrock”, porém, será a primeira versão dos personagens a conviver com seus principais sucessores na televisão. Desta vez, eles não serão exibidos no Cartoon Network, mas no canal de “Os Simpsons”. A produção também está sendo anunciada, pela primeira vez desde os anos 1960, como uma animação adulta. Relembre abaixo a abertura do primeiro desenho a mostrar Pedrita adulta.
Felix Silla (1937–2021)
O ator Felix Silla, que interpretou o Primo Coisa na série “A Família Addams” e o robô Twiki de “Buck Rogers”, morreu na sexta (16/4) aos 84 anos, após lutar contra um câncer no pâncreas. O falecimento foi anunciado por seu amigo de longa data Gil Gerard, o Buck Rogers da série exibida entre 1979 e 1981. “Vou sentir muita falta dele, especialmente do quanto nos divertíamos em convenções, quando ele me mandava me f…”, escreveu Gerard. Com menos de 1,2 m de altura e pesando 30 quilos, Silla estreou na TV num episódio de 1963 de “Bonanza”. Mas seu primeiro papel de destaque só veio dois anos depois, ainda que ninguém pudesse vê-lo. Ele fez grande sucesso ao aparecer como o Primo Coisa (Cousin Itt), no 20º capítulo de “A Família Addams” em 1965, escondido atrás de uma cabeleira imensa, que levava um tratador a confundi-lo com um animal exótico e tentar colocá-lo numa jaula. Silla repetiu o papel em 17 episódios da série. Em uma entrevista ao jornal Los Angeles Times em 2014, ele contou que a peruca usada para interpretar o personagem era feita inteiramente de cabelo humano: “Era quente e pesada. Como vestir um tijolo”. Na 2ª temporada, a produção trocou a peruca original por outra feita de cabelos sintéticos, porque muita gente fumava durante as gravações. “Todo mundo no set fumava. Eles só jogavam as bitucas no chão e pisavam nelas. Os produtores tinham medo de que eu pisasse em uma ainda acesa e pegasse fogo. Eles me deram cabelo sintético, que retarda as chamas”, explicou. O personagem foi ideia de um produtor e nunca fez parte dos desenhos de Charles Addams em que a série era baseada. Entretanto, desde a aparição de Silla passou a integrar a franquia sempre que ela ganhou uma nova adaptação. Ele também apareceu nas séries “Os Monkees”, “A Garota da U.N.C.L.E.”, “A Feiticeira”, “A Flauta Encantada” e até no piloto original de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek), antes de entrar nas produções de Glen A. Larson, que em 1978 o escalou como o cylon Lucifer em 10 episódios de “Battlestar Galactica”, e no ano seguinte o colocou sob a “armadura” do robô Twiki, o parceiro do protagonista de “Buck Rogers”. Silla trabalhou ao lado de Gil Gerard, intérprete do herói espacial, em todos os episódios das duas temporadas de “Buck Rogers”, exibida até 1981. Depois disso, ainda foi um ewok em “Star Wars: O Retorno do Jedi” (1983), uma criatura sobrenatural do terrir “A Casa do Espanto” (1985) e Dink, uma paródia dos jawas de “Star Wars”, na comédia “S.O.S.: Tem um Louco Solto no Espaço” (1987), além de vestir a fantasia de um pinguim em “Batman: O Retorno” (1992). Aposentado nos anos 1990, ele voltou a atuar em “CHARACTERz” (2016), uma comédia que, de certa forma, homenageava sua carreira, ao acompanhar profissionais que ganhavam dinheiro para se fantasiar e divertir crianças num parque de diversões.
Ator de “O Gambito da Rainha” será empresário dos Beatles no cinema
O ator Jacob Fortune-Lloyd, que viveu D.L. Townes em “O Gambito da Rainha”, vai estrelar a biografia do empresário dos Beatles, Brian Epstein. Intitulado “Midas Man”, o filme conta com direção do sueco Jonas Akerlund, veterano diretor de clipes e da cinebiografia de rock “Mayhem – Senhores do Caos” (2018). Chamado de “o quinto beatle”, Brian Epstein (1934-1967) é considerado um dos maiores responsáveis pelo sucesso da banda nos anos 1960. Dono de uma loja de discos em Liverpool e gay numa época em que isso não era bem aceito pela sociedade, ele se impressionou com uma apresentação da banda no Cavern Club e decidiu que iria conseguir um contrato com uma gravadora para a banda. Passaram-se oito meses entre o dia em que ele conheceu os músicos e a assinatura do contrato, que levou ao lançamento de “Love Me Do” e ao começo da Beatlemania. Ele também mudou o visual da banda, colocando os músicos em terninhos combinados e, para completar, ainda lançou a cantora Cilla Black, amiga dos Beatles. A expressão “quinto beatle” foi cunhada por Paul McCartney, que disse: “Se alguém pudesse ser considerado o quinto Beatle, seria Brian”. “É um grande privilégio interpretar Brian Epstein, um homem que teve um impacto cultural tão importante e duradouro”, disse Jacob Fortune-Lloyd, em comunicado sobre o projeto. “Ele era uma pessoa fascinante com grande talento, ambição e coragem, e estou muito honrado por ter a oportunidade de representá-lo”. O ator também comentou que Jonas Akerlund “é a pessoa perfeita para dar vida a essa história”. “Seu trabalho é visualmente deslumbrante, visceral e ousado. Mal posso esperar para começarmos a trabalhar juntos”, completou. As filmagens acontecerão no Twickenham Studios e em locações em Londres, Liverpool e Estados Unidos. As datas da produção ainda não foram reveladas. Veja abaixo uma entrevista legendada com Epstein feita no início da Beatlemania.
Freak Brothers: Clássica HQ underground vai virar série animada
A Lionsgate anunciou ter assumido a produção da série animada “Freak Brothers”, adaptação de “The Fabulous Furry Freak Brothers”, quadrinhos pioneiros da cena underground criados por Gilbert Shelton em 1968. A adaptação é assinada pelas atrizes-roteiristas Andrea Savage (criadora-estrela de “I’m Sorry.”) e La La Anthony (“La La’s Full Court Life”), e toma liberdades com a história original. Em vez de seguir três personagens chapados pela San Francisco da era hippie, vai mostrar que, depois de fumar uma cepa mágica de maconha em 1969, eles são transportados 50 anos no futuro até 2021, fazendo com que sua mentalidade dos anos 1960 entre em choque com o mundo moderno. O trio protagonista será dublado por Woody Harrelson (“Zumbilândia”), responsável pela voz do descontraído Freewheelin ‘Franklin Freek, John Goodman (“The Connors”) como o crianção Fat Freddy Freekowtski e Pete Davidson (“A Arte de Ser Adulto”) como a voz do paranóico Phineas T. Phreakers. As duas criadoras também trabalharão na dublagem. Savage será Harper, um executiva de tecnologia, e Anthony interpretará sua irmã mais nova, uma advogada idealista e defensora de direitos humanos. O elenco se completa com Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”), Adam Devine, Blake Anderson (ambos ex-integrantes da série “Workaholics”) e o rapper ScHoolboy Q, que dará voz a uma versão animada dele mesmo. A animação está a cargo dos estúdios Starburns Industries e Pure Imagination, responsáveis por “Rick & Morty”, que já concluíram a produção da 1ª temporada. Apesar disso, a série ainda não tem canal ou plataforma definida. “Eu gosto de desenhos animados e animação desde que me lembro e sempre sonhei em ter a oportunidade de dar voz a uma série de animação”, disse La La Anthony, em comunicado. “E compartilhar a tela com alguns dos maiores comediantes do nosso tempo é incrível. Estou animada por fazer parte desse projeto e mal posso esperar para os fãs verem a série”, completou. Veja abaixo o visual dos personagens na versão animada.
Judas e o Messias Negro: Warner lança clipe de música indicada ao Oscar 2021
O estúdio Warner Bros. divulgou em seu canal no YouTube um clipe da música “Fight For You”, gravada pela cantora H.E.R. (Gabriella Wilson) para a trilha de “Judas e o Messias Negro”. A faixa disputa o Oscar 2021 de Melhor Canção Original. O clipe é uma montagem de cenas do filme e imagens dos personagens reais, pontuadas por um texto informativo sobre os Panteras Negras, sua luta por igualdade racial e a reação violenta da polícia e do FBI, que prendeu e matou diversos líderes do grupo. A narrativa termina referenciando os dias atuais, num paralelo com os protestos do movimento Vidas Negras Importam. “Judas e o Messias Negro” tem roteiro e direção de Shaka King (“Newlyweeds”), e volta a juntar Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield após o sucesso de “Corra!” (2017). Kaluuya vive o Messias Negro do título, o revolucionário Fred Hampton, líder dos Panteras que é traído por William O’Neal, o Judas vivido por Stanfield, criminoso recrutado pelo FBI para se infiltrar no movimento em troca de liberdade. Hampton foi o mentor da Coalizão Arco-Íris: uma união de forças dos segmentos oprimidos da cidade de Chicago, juntando negros, latinos e brancos pobres para lutar por seus direitos em 1968. Esta iniciativa assustou o conservadorismo americano, acirrando a repressão, a violência e os assassinatos (“autos de resistência”) dos líderes do movimento. A música de H.E.R. toca durante os créditos do filme. Ela criou a composição com D’Mile e Tiara Thomas, e sob influência de Marvin Gaye e Sly and the Family Stone, para evocar o soul revolucionário do final dos anos 1960. H.E.R. já venceu um prêmio importante da indústria do entretenimento neste ano. Ela conquistou o Grammy 2021 por “I Can’t Breathe”, inspirada nas palavras finais de George Floyd, cujo assassinato pela polícia de Minneapolis no ano passado virou símbolo do movimento Vidas Negras Importam e disparou protestos raciais em todo o mundo.
Biff McGuire (1926 – 2021)
O ator William “Biff” McGuire, que participou de clássicos como “Serpico” (1973) e “Crown, o Magnífico” (1968), morreu neste domingo (4/4) aos 94 anos de idade. A causa da morte não foi informado. Apesar dos papéis em filmes importantes, McGuire priorizou a carreira teatral, que se estendeu por sete décadas. Ele esteve presente na montagem original do clássico da Broadway “No Sul do Pacífico”, em 1949, quando convenceu Oscar Hammerstein a mudar uma linha da canção que interpretou, “There Is Nothing Like a Dame”. Mas só foi indicado ao Tony, o prêmio maior dos palcos americanos, quase meio século mais tarde. E duas vezes: por “The Young Man from Atlanta” (1997) e “Morning’s at Seven” (2002). McGuire estreou na televisão em 1950 por causa do teatro, no “Chevrolet Tele-Theatre”, programa de peças filmadas, e desde então apareceu numa vastidão de episódios semanais, incluindo “Gunsmoke”, “Os Defensores”, “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Havaí 5-0”, “Kojak”, “Justiça em Dobro” (Starsky & Hutch), “Barnaby Jones”, “Tudo em Família”, “Lei & Ordem”, “Plantão Médico” (ER) e “Frasier”. Já a trajetória cinematográfica se concentrou entre os anos 1950 e 1970, com papéis em “Cidade do Vício” (1955), “Cinco Homens a Desejavam” (1963), “Crown, o Magnífico” (1968), “Por Que Tem de Ser Assim?” (1968), “Serpico” (1973) e “A Batalha de Midway” (1976). Após décadas distante do cinema, ele fez uma última aparição como protagonista em “American Seagull” (2013), uma adaptação da peça “A Gaivota”, de Anton Chekhov.
“Os Eleitos” é primeira série cancelada da Disney Plus
A Disney Plus optou por não encomendar uma 2ª temporada da série baseada em “Os Eleitos” (The Right Stuff), livro de Tom Wolfe sobre a história do programa espacial americano. A produção se tornou o primeiro cancelamento de série feito pela plataforma da Disney. O drama de época produzido por Leonardo DiCaprio (“Era uma Vez em… Hollywood”) e estrelado por Patrick J. Adams (“Suits”) e Jake McDorman (“Limitless”) teve origem no canal pago National Geographic antes de ser encampado pela Disney Plus. Mas a história muito conhecida, já transformada em filme em 1983, não teria atraído o público esperado. Primeira série original roteirizada da Nat Geo para Disney Plus e segunda série dramática original da Disney Plus, lançada depois de “The Mandalorian” nos EUA, “Os Eleitos” nunca atingiu o Top 10 das medições de streaming da Nielsen. Para complicar, ainda foi comparada negativamente ao filme vencedor de quatro Oscars, recebendo apenas 55% de aprovação da crítica norte-americana – medíocre – no Rotten Tomatoes por estender demais a história contada em pouco mais de 3 horas no cinema. Como comparação, o filme “Os Eleitos” tem 93% de aprovação. Veja abaixo o trailer da produção.
William Shatner diz que nunca viu nenhum episódio de Star Trek
O ator William Shatner revelou que nunca viu nenhum episódio de “Star Trek”. Mundialmente conhecido como o Capitão Kirk da primeira versão da série, lançada no Brasil como “Jornada nas Estrelas” na década de 1960, o ator de 90 anos afirma que acha doloroso se ver na tela e, por isso, já esqueceu muita coisa de seus trabalhos na franquia. “Eu nunca assisti ‘Star Trek’. Há muitos episódios que não conheço, há alguns filmes que não conheço”, afirmou, em entrevista à revista People. Shatner admitiu que assistiu apenas um dos muitos filmes da franquia, “Jornada nas Estrelas V: A Fronteira Final”, porque o dirigiu. “Eu dirigi um dos filmes, o número 5. Tive que assistir a esse”, contou. “Mas é tudo doloroso porque não gosto da minha aparência e do que faço”, confessou o ator, que também atuou em filmes como “Miss Simpatia”. Aos 90 anos, Shatner está se preparando para o lançamento de seu último filme, “Senior Moment”, uma comédia romântica da Terceira Idade, em que vive um piloto de testes aposentado da NASA.
A Feiticeira: Criadores de “12 Monkeys” desenvolvem novo filme da série clássica
A Sony Pictures prepara um novo filme baseado na série clássica “A Feiticeira”, estrelada por Elizabeth Montgomery nos anos 1960. A adaptação está a cargo de Terry Matalas e Travis Fickett, criadores da série “12 Monkeys”, que, curiosamente, era baseada num filme – “Os 12 Macacos” (1995). Desta vez, eles farão o caminho inverso ao escrever o roteiro. Vale lembrar que a Sony já tentou lançar uma versão cinematográfica de “A Feiticeira” em 2005, com Nicole Kidman no papel-título, Will Ferrell como um ator que interpreta seu infeliz marido Darrin e direção da veterana Nora Ephron (1941–2012). A nova versão pretende ser bem diferente. Enquanto o filme de 2005 tentou atualizar a premissa com uma abordagem “metalinguista”, o projeto atual quer preservar tudo que transformou a série num sucesso. O ponto de partida é o que acontece após uma bruxa se casar com um publicitário e precisar esconder seus poderes e seus parentes malucos, que aparecem com frequência, dos vizinhos enxeridos e do chefe do marido. A série original durou oito temporadas, de 1964 a 1972, e inspirou várias outras atrações sobrenaturais na televisão americana, de “Jeanne é um Gênio” à recente “WandaVision”. Além deste projeto, os roteiristas Matalas e Fickett também estão atualmente desenvolvendo o remake de “A Montanha Enfeitiçada” (1975) para a plataforma Disney+. Relembre abaixo o trailer do DVD da série clássica e do filme de 2005.
Birdgirl: Conheça a nova série animada derivada de “Homem-Pássaro”
O Adult Swim divulgou o trailer e uma cena de “Birdgirl”, série animada inspirada por personagens dos anos 1960 da produtora Hanna-Barbera. Com tom surreal, a série acompanha a transformação da super-heroína do título em CEO de uma grande corporação. Birdgirl (ou Garota Pássaro) foi introduzida num episódio de 1967 da série animada “Homem-Pássaro” (Birdman) com design de Alex Toth, que também criou Space Ghost e, claro, o Homem-Pássaro. Mas só foi ganhar continuidade em “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman, Attorney at Law), continuação/paródia cult lançada pelo Adult Swim em 2000, que mostrava o Homem-Pássaro como advogado. “Birdgirl” é um spin-off daquela série, que acompanha as aventuras de Judy Ken Sebben, a Birdgirl, após assumir o controle da empresa de seu falecido pai. O detalhe é que a empresa que ela assume tem uma agenda do mal, obtendo seu lucro de desmatamento de florestas tropicais e de altas tarifas de hospitais infantis. Ao perceber o problema, Birdgirl resolve juntar um novo grupo de super-heróis para enfrentar sua mais importante missão: acabar com tudo o que a torna rica. A série foi desenvolvida por Erik Ritcher e Michael Ouweleen, criadores de “Harvey, o Advogado”, e volta a trazer Paget Brewster (“Criminal Minds”), dubladora de Birdgirl na série anterior, como a voz da heroína. A estreia está marcada para 4 de abril.
Henry Darrow (1933 – 2021)
O ator Henry Darrow, que estrelou a série clássica “Chaparral”, morreu no domingo (14/3) em sua casa na Carolina do Norte, EUA, aos 87 anos. Nascido Enrique Tomás Delgado Jr., o ator nova-iorquino era filho de imigrantes porto-riquenhos. Seus pais, Gloria e Enrique, administravam uma pousada/restaurante em Bedford Village, frequentada por gente como Humphrey Bogart e Tallulah Bankhead. Mas quando ele fez 13 anos, decidiram mudar a família para sua terra natal, Porto Rico. Ele estudou ciência política e atuação na Universidade de Porto Rico e, logo em seguida, ganhou uma bolsa para o Pasadena Playhouse em 1954, onde teve aulas de música, dança, sapateado, esgrima e fonética, antes de iniciar a carreira em Hollywood. Em 1957, ele fez um teste para a série “Zorro”, produzida pela Disney para a rede ABC. Ele perdeu o papel principal para Guy Williams, mas disse que aprendeu muito com a experiência. “Eu exagerei e lembro do diretor anunciar ao resto do elenco e da equipe: ‘Parece que temos um Barrymore espanhol em nossas mãos'”, contou em uma entrevista de 2016, dizendo que passou a se conter mais. Sua estreia no cinema foi uma figuração no terror B “Sanha Diabólica” em 1959, seguida por um desempenho de vilão em “Vingança das Virgens” (1959), escrito por Ed Wood. Depois de muitas participações como “mexicano” em séries passadas no Velho Oeste (de “Bonanza” a “Gunsmoke”), Darrow emplacou seu primeiro grande personagem, o charmoso Manolito Montoya, filho de um rico barão de terras mexicano (Frank Silvera) e irmão de Linda Cristal em “Chaparral”, série do produtor David Dortort, que havia criado o fenômeno “Bonanza”. “Chaparral” foi a primeira série a apresentar uma família latina em pé de igualdade com um clã branco, uma raridade na época. E Darrow logo passou a roubar as cenas, interpretando uma variedade de facetas impressionantes, como um jogador de pôquer ousado, como conquistador de mulheres, herói de cenas de ação e até filósofo do interior. A série durou quatro temporadas, de 1967 a 1971. Com o fim da atração, ele entrou na comédia “The New Dick Van Dyke Show” (1973) e no policial “Harry O” (1974). Darrow também alternou muitos “episódios da semana” em produções como “Galeria do Terror”, “San Francisco Urgente”, “Missão: Impossível”, “Havaí 5-0”, “Kung Fu”, “Kojak!”, “Baretta”, “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, “O Homem Invisível”, “Os Waltons”, “Mulher-Maravilha”, “O Incrível Hulk”, “Casal 20” e “Dallas”, além de integrar filmes como “Ruge o Ódio” (1973), ao lado de Robert Duvall, e “A Morte Pede Carona” (1986), com C. Thomas Howell e Jennifer Jason Leigh. Em 1981, ele finalmente conseguiu viver Zorro, dando voz ao herói na série animada “As Novas Aventuras de Zorro”. Uma década mais tarde, ainda interpretou o pai do personagem na série “Zorro”, que teve quatro temporadas a partir de 1990. No mesmo ano, venceu seu primeiro e único Emmy, como Ator Coadjuvante em “Santa Barbara”, uma novela diurna com mais de 2 mil episódios. Entre seus últimos papéis, estão os filmes “O Júri” (2003), “Primo” (2008) e “Soda Springs” (2012), premiado em três festivais americanos, que marcou sua aposentadoria. Em seu último ano de atividade, o ator também lançou seu livro de memórias, “Henry Darrow: Lightning in the Bottle”, e recebeu o prêmio Ricardo Montalban pelo conjunto de sua obra no ALMA Awards (o Oscar latino). Um prêmio mais que adequado, já que Darrow ajudou Montalban a lançar em 1970 a Nosotros Organization, que visava ajudar atores latinos a se estabelecer na indústria do entretenimento dos EUA.












