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    “The Witcher” terá nova animação. Veja dois teasers

    11 de novembro de 2023 /

    A Netflix anunciou oficialmente uma nova animação derivada de “The Witcher”. Intitulado “The Witcher: Sirens of the Deep”, o projeto ganhou não uma, mas duas prévias durante a Geeked Week, evento online da Netflix. Na trama, Geralt de Rivia é contratado, na condição de caçador de monstros, para investigar uma série de ataques em uma vila costeira e acaba envolvido em um conflito secular entre humanos e sereias. Ele deve contar com amigos – antigos e novos – para resolver o mistério antes que as hostilidades entre os dois reinos se transformem em guerra total. Doug Cockle, a voz icônica dos videogames de Witcher, será o dublador de Geralt de Rivia, que deixou de ser interpretado por Henry Cavill na série da plataforma. Por outro lado, Joey Batey e Anya Chalotra participam da produção como as vozes de seus personagens Jaskier e Yennefer, respectivamente.   Detalhes da produção A produção marca o segundo filme animado da franquia, depois de “The Witcher: Lenda do Lobo” (2021), que focou na origem do mentor de Geralt, Vesemir, e se baseia em “A Little Sacrifice”, de Andrzej Sapkowski, um dos primeiros contos desse universo, que ficou de fora da 1ª temporada da série live-action. A animação é produzida pelo Studio MIR (“Avatar: A Lenda de Korra” e “Voltron: O Defensor Lendário”), conta com roteiro de Mike Ostrowski e Rae Benjamin (ambos roteiristas de “The Witcher”), e direção de Kang Hei Chul (animador de “The Witcher: Lenda do Lobo”). A previsão de estreia é para o final de 2024.

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    Divertida Mente 2 | Teaser apresenta novas emoções

    9 de novembro de 2023 /

    A Disney divulgou o primeiro pôster e o teaser de “Divertida Mente 2”, continuação do filme da Pixar que venceu o Oscar de Melhor Animação em 2016. A prévia mostra as cinco emoções apresentadas no primeiro filme sendo acordadas de madrugada para uma reforma completa em seu centro de controle, descobrindo que compartilharão o local com novas emoções, conforme Riley entra na adolescência. A primeira a se apresentar é a Ansiedade (dublada em inglês por Maya Hawke, de “Stranger Things”). O primeiro “Divertida Mente” contou a história de Riley, uma pré-adolescente que passa por diversas emoções conflitantes ao se mudar do Meio-Oeste dos EUA para San Francisco. Por isso, as emoções Alegria (voz original de Amy Poehler), Medo (Tony Hale), Raiva (Lewis Black), Nojinho (Liza Lapira) e Tristeza (Phyllis Smith) precisam se dividir no centro de controle dentro da mente da menina, onde eles a ajudam com conselhos diários. Só que enquanto Riley se esforça para se ajustar à nova vida, a turbulência em seu Quartel-General mental aumenta, criando grandes instabilidades. O novo filme acompanha a evolução mental de Riley, conforme ela cresce e experimenta novas emoções. Além da Ansiedade de cor laranja, típica da adolescência, ela também conhecerá Vergonha, Inveja e Tédio. As novas figuras tiveram seus visuais revelados no primeiro pôster do filme, onde Vergonha surge rosa, Tédio é roxo e Inveja tem a cor ciano – também conhecida como turquesa. Vale lembrar também que “Divertida Mente” já teve uma continuação. A Pixar lançou um curta, “O Primeiro Encontro da Riley”, como bônus do DVD do filme, que mostrava a garotinha um pouco mais velha e na expectativa de seu primeiro encontro com um potencial namorado. Desta vez, porém, Pete Docter e Ronnie Del Carmen, que escreveram e dirigiram o filme premiado, deram lugar a novos nomes no comando da sequência. Docter virou o poderoso chefão da Pixar em 2018 e, desde o lançamento de “Soul” (2020), tem se concentrado no trabalho executivo. O roteiro foi escrito por Meg LeFauve, que participou da criação de “Divertida Mente” como co-roteirista do longa original, enquanto a direção ficou a cargo de Kelsey Mann, que estreia na função após trabalhar na animação de outros filmes da Pixar, como “Universidade Monstros” (2013), “O Bom Dinossauro” (2015) e “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” (2020). “Divertida Mente 2” tem previsão de lançamento nos cinemas em 14 de junho de 2024, quase nove anos após o primeiro filme.

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    Estreias: “As Marvels” ocupam metade dos cinemas do Brasil

    9 de novembro de 2023 /

    “As Marvels” tem a maior estreia da semana, ocupando nada menos que 1,6 mil salas – o equivalente a metade do circuito cinematográfico do Brasil. Em um momento de crise criativa e de bilheteria da Marvel, a distribuição massiva sugere uma alternativa contra críticas negativas e falta do engajamento da mídia espontânea, buscando forçar um grande faturamento inaugural. Se vai dar certo, só saberemos no balanço do fim de semana, mas a iniciativa implica em diminuição das exibições de “Mussum – O Filmis”, que na semana passada teve a melhor estreia nacional do ano, e amplia as queixas contra a ausência de uma política de cota de telas em vigência no país. Por falar em cinema brasileiro, o melhor lançamento do fim de semana é uma produção nacional: o drama “Tia Virgínia”, premiadíssimo no recente Festival de Gramado e considerado um dos melhores filmes do ano – de qualquer nacionalidade. Chega em circuito limitado. Além dos títulos abaixo, filmes do Festival Varilux do Cinema Francês também ocupam a programação dos cinemas a partir desta quinta-feira (9/11).   AS MARVELS   O primeiro filme com um grupo de super-heroínas do MCU (Universo Cinematográfico Marvel) ecoa os problemas que têm acompanhado as últimas produções do estúdio. Seu índice de aprovação de apenas 59% no Rotten Tomatoes reflete um roteiro com abordagem formulaica, vilã genérica, falta de foco narrativo e uma ambição frustrante de conectar diferentes conteúdos. O filme tenta conciliar a trajetória de três protagonistas distintas, Carol Danvers (Brie Larson, a “Capitã Marvel”), Monica Rambeau (Teyonah Parris, introduzida em “WandaVision”) e Kamala Khan (Iman Vellani, a “Ms. Marvel”), que passam a trocar de lugar ao usarem seus poderes. A confusão é criada por uma inimiga da Capitã Marvel para dificultar que a heroína impeça seus planos de destruição. Mas isso aproxima o trio e as transforma em aliadas. Sem uma grande motivação além de vingar seu planeta por algo que aconteceu fora da tela, a vilã Dar-Benn (Zawe Ashton, de “Obsessão”) segue a tendência das produções da DC, com antagonistas que não apresentam uma ameaça convincente e uma lógica vilanesca que não se sustenta, mesmo após várias tentativas de explicação por meio de diálogos expositivos. Outro aspecto problemático é a sensação de que partes do filme parecem desconexas, como um casamento arranjado de Carol com um príncipe de um planeta musical ou a presença de gatos que disparam tentáculos – aproximando-se em alguns momentos de uma comédia pastelão. O que salva a falta de coesão é a energia e o carisma de Kamala Khan, que ajuda a trama a escapar da monotonia de suas cenas de lutas e sucessivas trocas de lugares resultante do entrelaçamento de poderes, um recurso narrativo que rapidamente se torna repetitivo. Além disso, a Marvel transformou o que diferenciava seus projetos em algo que os torna enfadonhos: o universo mais amplo deixou de ser atração para virar distração, a ponto de certas referências e aparições de personagens dependerem de o público conhecer um número suficiente de filmes e séries do estúdio. “As Marvels” foi escrito por Megan McDonnell (da equipe de “WandaVision”) e dirigido por Nia DaCosta (“A Lenda de Candyman”), e também destaca a participação de Samuel L. Jackson no papel de Nick Fury.   TIA VIRGINIA   O segundo longa de Fabio Meira (“As Duas Irenes”) venceu oito troféus no Festival de Gramado deste ano, incluindo o prêmio da Crítica e o de Melhor Atriz para Vera Holtz, que interpreta a personagem-título. A Tia Virgínia é uma senhora que, por não seguir os caminhos tradicionais de casamento e maternidade, assumiu o cuidado da mãe enferma. Sua rotina pacata é interrompida na véspera de Natal pela chegada de suas irmãs Vanda e Valquíria, interpretadas respectivamente por Arlete Salles e Louise Cardoso, além de familiares (Antônio Pitanga e outros), que se reúnem para festejar, mas desencadeiam uma série de conflitos e ressentimentos. Toda a história se desenrola num único dia, marcado pelos confrontos, tanto físicos quanto verbais, que destacam a disfuncionalidade da família e a maneira como essas relações moldaram a personagem principal. A casa, cheia de objetos e decorações que remetem a um passado que já não existe, simboliza o estado mental de Virgínia, que se recusa a aceitar o declínio de sua mãe e a realidade de sua situação​​. Para complicar, a casa e os pertences da matriarca são pontos de interesse para as irmãs, embora Virginia acredite que tenha mais direito por ter aberto mão da liberdade e de sonhos não realizados. A direção de arte premiada de Ana Mara Abreu confere à casa uma presença quase anímica, enriquecendo o cenário onde os dramas familiares se desenrolam. O roteiro premiado de Fabio Meira aborda de maneira sensível e crítica uma realidade comum na sociedade: o papel culturalmente imposto às mulheres como cuidadoras primárias no âmbito familiar, muitas vezes em detrimento de suas próprias vidas e aspirações. Virgínia reflete a figura de inúmeras mulheres que assumem a responsabilidade pelo cuidado de parentes enfermos ou idosos, um papel que frequentemente é esperado delas devido a normas de gênero enraizadas. Este aspecto do filme ressoa profundamente, evidenciando não só a dedicação e sacrifício da protagonista, mas também a complexidade e o peso emocional que acompanham essa escolha muitas vezes imposta, não escolhida. O filme também dá a Vera Holtz o melhor papel de sua carreira. Reconhecida por sua versatilidade e profundidade emocional em papéis anteriores, a atriz encarna a personagem-título com uma entrega que transita entre a força e a delicadeza, marcada por nuances que evidenciam não apenas o peso da responsabilidade que carrega como cuidadora, mas também suas camadas mais íntimas de frustração, amor e resiliência.   NINA – A HEROÍNA DOS SETE MARES   A animação francesa acompanha uma jovem ratinha em uma aventura mitológica ambientada na Grécia Antiga. Nina (ou Pattie no original) sonha em viver glorias comparáveis às de seu herói Jasão, que em sua juventude trouxe paz e prosperidade para a cidade ao enfrentar desafios para conquistar o Velo de Ouro. Agora, Jasão é um ancião e os deuses estão em desarmonia, com o destino da comunidade dependendo das ações de Nina, de um gato aspirante a ator e de uma gaivota desafinada e amputada. A ação desdobra-se quando a protagonista e o velho Jasão embarcam na lendária barca Argo em uma nova missão mitológica: encontrar um tridente para Poseidon, afim de apaziguar a ira do deus do mar. Ao longo do caminho, eles encontram escorpiões pacifistas, um Apollo narcisista e um grupo de ratos ninjas que executam um assalto ao som de música funk. A obra se destaca pela ousadia e pela capacidade de manter a atenção do público, apesar de misturar muitos elementos contrastantes. A produção, que encontrou seu espaço no mercado europeu, tem um nível visual superior às animações normalmente feitas na Europa, apesar do baixo orçamento – estimado de 10 milhões de euros.   MISSÃO ANTENA – UMA AVENTURA INTERGALÁCTICA   A animação dinamarquesa mescla elementos de ficção científica e aventura na história de um jovem garoto que, após o divórcio de seus pais, muda-se para uma nova cidade. A narrativa segue o pequeno Alan em sua busca por amizades e adaptação à nova realidade familiar, encontrando consolo em um encontro improvável com Britney, uma alienígena que pode ler mentes. O filme explora a temática do divórcio sob a perspectiva infantil, abordando como os jovens lidam com tal mudança, introduzindo valores educativos sobre a aceitação e o enfrentamento das alterações nos laços familiares. Já a aventura segue a fórmula “E.T.”, onde o pequeno Alan, juntamente com um entusiasta por OVNIs, embarca em uma missão para ajudar Britney a retornar ao seu planeta natal. A dinâmica entre os personagens principais, Alan e Britney, ressalta a importância da comunicação e do compartilhamento de emoções, uma vez que ambos lutam para expressar e entender sentimentos em um contexto onde as diferenças culturais e emocionais são pontuadas pela peculiaridade de Britney ser uma extraterrestre. Este aspecto fornece um pano de fundo para discussões sobre sinceridade e empatia. Mas a premissa não deixa de lado o suspense, com a presença de um antagonista que, também ao estilo “E.T.”, persegue Britney com intenções nefastas, injetando uma dose leve de tensão ao enredo infantil.   HOW TO HAVE SEX   Vencedor da mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes deste ano, o longa de estreia de Molly Manning Walker acompanha três amigas britânicas – Tara (Mia McKenna-Bruce), Skye (Lara Peake) e Em (Enva Lewis) – ao fim do Ensino Médio. Decididas a esquecer as preocupações, elas partem para Malia, na Grécia, ansiosas por uma temporada de liberdade e descobertas – particularmente Tara, que almeja vivenciar sua primeira experiência sexual. A atmosfera de Malia se alterna entre festas ensolaradas e vida noturna vibrante. A dinâmica entre as amigas é inicialmente marcada pela cumplicidade típica da juventude, mas logo as garotas começam a competir pelo mesmo rapaz, influenciando as decisões de Tara e afetando a harmonia do trio. Logo a protagonista se depara com situações que testam os limites do consentimento e exploram a dinâmica de suas amizades. A performance de McKenna-Bruce (de “Academia de Vampiros”) se destaca, pois sua personagem enfrenta experiências que desafiam suas expectativas e a obrigam a confrontar uma realidade áspera e dolorosa. É uma história familiar, mas contada com atenção aos detalhes. A experiência de Manning Walker em curtas-metragens e como diretora de fotografia é evidente – neons impressionantes capturam a energia frenética e decadente dos clubes – , enquanto retrata as áreas cinzentas das políticas sexuais e de gênero que adolescentes são forçadas a enfrentar na passagem para a vida adulta.   TOLOS SÃO OS OUTROS   A obra, que estreou no Festival de Karlovy Vary, emerge como a narrativa mais desafiadora do cineasta polonês Tomasz Wasilewski, enfatizando o poder da maternidade e os limites do amor incompreendido pela sociedade. A trama acompanha Marlena (interpretada por Dorota Kolak) e seu parceiro Tomasz (Lukasz Simlat), cuja existência compartilhada é abalada pelo retorno do filho enfermo terminal de Marlena, Mikolaj (Tomasz Tyndyk). O reencontro familiar desencadeia um turbilhão de emoções e reavaliações dos laços afetivos, e se desdobra em um ambiente opressivo, onde a convivência diária é pontuada por cuidados intensivos a Mikolaj e confrontos emocionais. A tensão cresce conforme a realidade do filho doente se entrelaça com o ressurgimento de um passado oculto, conferindo ao drama o tom de uma tragédia grega, marcada pelo fatalismo que se intensifica com o desenrolar dos acontecimentos. Os elementos visuais de “Insensatos” reforçam a narrativa dramática, com sequências simbólicas que representam os conflitos internos dos personagens. A relação entre os protagonistas e o filho enfermo é explorada sob uma ótica crua, sem subterfúgios sentimentais, refletindo a essência do cinema de Wasilewski, que também se diferencia por fazer uma abordagem audiovisual sem música, valorizando os sons do ambiente para embalar o drama vivido pelos personagens.   A BELA AMÉRICA   O diretor português António Ferreira tem uma trajetória caracterizada por obras que frequentemente exploram as profundezas da condição humana e as complexidades sociais. Sua filmografia inclui títulos como “Pedro e Inês” (2018), “Embargo” (2011) e “Respirar (Debaixo D’água)” (2000), que lhe renderam reconhecimento e diversas indicações a prêmios. Seu novo filme não foge à regra. Na trama, Lucas (interpretado por Estêvão Antunes) é um cozinheiro de origens modestas e vida difícil, que cruza com América (São José Correia), uma estrela da televisão e aspirante à presidência. Quando Lucas e sua mãe cega são despejados de sua casa, América enxerga na história do rapaz o potencial de uma narrativa emocionante para sua campanha eleitoral. Entretanto, a conexão vai além da política, evoluindo para uma paixão unilateral. Movido pelo desejo de impressionar América e talvez alcançar uma vida melhor, Lucas começa a infiltrar-se clandestinamente na casa dela para preparar pratos requintados como uma forma de expressar sua admiração e afeto. Ele não se revela, criando um ritual secreto de cozinhar para a bela América. Este ato, ao mesmo tempo romântico e obsessivo, também reflete a desconexão entre os mundos...

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    “Five Nights at Freddy’s” supera Taylor Swift e Mussum nos cinemas brasileiras

    7 de novembro de 2023 /

    A liderança das bilheterias de cinema do Brasil permaneceu com “Five Nights at Freddy’s” pelo segundo fim de semana consecutivo. O terror baseado em videogame arrecadou R$ 12,69 milhões e foi visto por 646 mil pessoas entre quinta-feira e domingo (5/11), segundo dados da consultoria Comscore. Em 2º lugar, ficou a estreia do documentário de show “Taylor Swift: The Eras Tour”, que faturou R$ 4,99 milhões e atraiu 113 mil espectadores. A animação “Trolls 3 – Juntos Novamente” fechou o pódio com renda de R$ 3,99 milhões. “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, fez mais R$ 2 milhões e ficou em 4º, à frente da estreia de “Mussum, O Filmis”, que faturou R$ 1,99 milhão e registrou público de 93 mil pessoas. Ao todo, os cinemas somaram R$ 32,71 milhões de bilheteria e 1,44 milhão de espectadores no fim de semana no Brasil.

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    As 10 melhores séries lançadas em outubro

    6 de novembro de 2023 /

    O mês de outubro marcou as despedidas de “Patrulha do Destino” e “Reservation Dogs”, mas também trouxe muitas novidades, como as minisséries “A Queda da Casa Usher” e “Corpos”, produções nacionais e desenhos animados adultos que já nasceram cultuados. Para fazer frente à avalanche de conteúdo das plataformas, que pode deixar algum lançamento importante passar batido, apresentamos abaixo um Top 10 mensal, tradição das viradas de mês, com a seleção das melhores séries lançadas no período recém-encerrado. Confira os hits e as descobertas que merecem atenção na fila do streaming.   A QUEDA DA CASA USHER | NETFLIX   A nova minissérie de terror do diretor Mike Flanagan volta ao tema das assombrações, que geraram suas melhores produções, “A Maldição da Residência Hill” (2018) e “A Maldição da Mansão Bly” (2020). Desta vez, a trama é baseada num clássico da literatura gótica de Edgar Allan Poe. Publicado em 1893, o conto original é um mergulho na loucura, isolamento e identidades metafísicas, que gira em torno de uma visita à casa de Roderick Usher, onde os moradores encontram-se sob uma estranha maldição. O texto clássico já ganhou várias adaptações no cinema – a mais antiga foi produzida em 1928 com roteiro do mestre do surrealismo Luis Buñuel e a mais famosa chegou aos cinemas em 1960, com o título brasileiro de “O Solar Maldito” e é considerada a obra-prima da carreira do diretor Roger Corman e do ator Vincent Price. O conto, porém, nunca foi estendida como uma minissérie de oito capítulos, o que resultou em diversas alterações. Na versão escrita, produzida e dirigida por Flanagan, a história se passa nos dias de hoje e é praticamente uma “Successsion” do terror, com os irmãos Roderick (Bruce Greenwood, de “Star Trek”) e Madeline Usher (Mary McDonnell, de “Battlestar Galactica”) à frente de um império de riqueza, privilégios e poder, construído por meio de crueldade. O passado sombrio da família vem à tona quando os herdeiros começam a morrer nas mãos de uma mulher misteriosa e assustadora, vivida por Carla Gugino (“A Maldição da Residência Hill”), que demonstra poderes sobrenaturais ao exercer sua vingança. Bem distinta da fonte original, a produção ainda insere diversas referências às obras de Poe como easter eggs na trama, seja um gato negro aqui ou um corvo acolá. Vale apontar que o elenco inclui várias figurinhas repetidas das séries e filmes anteriores de Flanagan, como Henry Thomas (“A Maldição da Residência Hill”), Kate Siegel (“A Maldição da Residência Hill”), T’Nia Miller (“A Maldição da Mansão Bly”), Katie Parker (“A Maldição da Mansão Bly”), Zach Gilford (“Missa da Meia-Noite”), Annabeth Gish (“Missa da Meia-Noite”), Michael Trucco (“Missa da Meia-Noite”), Samantha Sloyan (“Missa da Meia-Noite”), Rahul Kohli (“Missa da Meia-Noite”), Carl Lumbly (“Doutor Sono”), Robert Longstreet (“Doutor Sono”), Kyleigh Curran (“Doutor Sono”), Ruth Codd (“O Clube da Meia-Noite”), Sauriyan Sapkota (“O Clube da Meia-Noite”), Crystal Balint (“O Clube da Meia-Noite”), Aya Furukawa (“O Clube da Meia-Noite”), Matt Biedel (“O Clube da Meia-Noite”) e Igby Rigney (“O Clube da Meia-Noite”), enquanto os “novatos” se resumem a Mark Hamill (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Paola Nuñez (“Bad Boys Para Sempre”), Willa Fitzgerald (“Pânico: A Série”), Malcolm Goodwin (“iZombie”) e Daniel Jun (“The Expanse”).   LUPIN 3 | NETFLIX   A série segue as peripécias de Assane Diop (Omar Sy), um ladrão astuto que se inspira no personagem Arsène Lupin, uma figura icônica da literatura francesa, considerado o maior ladrão da ficção. Na parte 3, ele anuncia que vai roubar uma valiosa pérola negra e nem as ações preventivas da polícia conseguem impedi-lo. Entretanto, a trama tem uma reviravolta quando sua mãe é raptada por criminosos que desejam o fruto de seu roubo. As Partes 1 e 2 de “Lupin” conquistaram o público e tornaram a produção a série francesa mais vista da Netflix, graças a uma trama intensa e divertida que conduz Assane em um jogo de tudo ou nada. O clima de suspense, as referências e os easter eggs da trama, bem como a interpretação carismática de Omar Sy, foram alguns dos elementos que contribuíram para seu sucesso.   RESERVATION DOGS 3 | STAR+   A série acompanha a história de adolescentes indígenas na região rural de Oklahoma, com planos para escapar da reserva após a morte de um querido amigo e conhecer a Califórnia. Na temporada final, o grupo retorna para casa depois de finalmente chegar à Califórnia, mas precisa lidar com as consequências de deixar a reserva. Elora, Cheese e Willie Jack conseguem chegar em casa, enquanto Bear embarca em uma jornada solo com seu Espírito Guia e se une a um teórico da conspiração chamado Maximus (Graham Greene, de “Longmire”), que tem visões semelhantes. Com a temporada anterior focada principalmente nos adolescentes e em sua missão de ir para o Oeste, o final opta por dar mais espaço para as demais personalidades da série, como Big (Zahn McClarnon, de “Westworld”), que encara a trilha do Pé Grande e outras criaturas que provocam estranheza na noite, indicando ainda mais energia mística na trama. Aclamada pela crítica, “Reservation Dogs” é notável por ser a primeira série a apresentar uma equipe totalmente indígena de escritores, diretores e elenco. A série foi criação do cineasta neozelandês Taika Waititi, diretor de “Thor: Amor e Trovão”, que é descendente da tribo maori, e de Sterlin Harjo, diretor-roteirista do premiado filme indie “Mekko” (2015), que tem sangue seminole e creek, e mora na região abordada pela trama. Harjo também dirige episódios e é coprodutor da atração com Waititi. Foram eles que decidiram que a 3ª temporada seria a última, por considerarem “o final perfeito para a série”.   CORPOS | NETFLIX   A minissérie criminal britânica é baseada na graphic novel homônima de Si Spencer. A trama se passa em quatro décadas diferentes, abrangendo 150 anos, em que quatro detetives investigam o assassinato do mesmo corpo, que é inexplicavelmente encontrado várias vezes no mesmo local em Whitechapel, em Londres. A narrativa singular começa nos anos 1890, quando o detetive Edmond Hillinghead investiga um homicídio em um contexto dominado pelos crimes de Jack, o Estripador. Avançando para os anos 1940, Charles Whiteman descobre um cadáver em meio aos escombros da Blitz em Londres. Já na década de 2010, a detetive Sahara Hasan encontra um corpo não identificado no mesmo local. Por fim, no ano de 2050, a detetive Maplewood depara-se com o assassinato em um mundo pós-apocalíptico. Shira Haas (“Nada Ortodoxa”) vive Maplewood, Jacob Fortune-Lloyd (“O Gambito da Rainha”) é Whiteman, Amaka Okafor (“Sandman”) interpreta Hasan e Kyle Soller (“Anna Karenina”) tem o papel de Hillinghead. Cada um deles faz suas próprias descobertas sombrias sobre o cadáver. Além deles, o elenco destaca Stephen Graham (“Peaky Blinders”). O roteiro é assinado por Paul Tomalin, conhecido por “No Offence” e “Torchwood”, e a produção corre por conta da equipe responsável por “Peaky Blinders”.   PATRULHA DO DESTINO 4 – PARTE 2 | HBO MAX   A equipe mais bizarra da DC retorna para concluir a série em seus seis últimos episódios. A narrativa retoma do ponto onde pausou em janeiro, trazendo de volta o time excêntrico de super-heróis que, após uma armadilha, perde sua imortalidade e precisa enfrentar o supervilão Immortus. A trama mergulha no tema da mortalidade, uma reflexão constante ao longo da série, agora trazida à tona pela ameaça de Immortus, equilibrando momentos de ação, humor e reflexões profundas sobre vida e morte. Os capítulos exploram as consequências das decisões tomadas pelos membros da Patrulha do Destino, além de destacar suas interações e sentimentos mútuos. O destaque recai sobre os atores principais que, através de atuações convincentes, exploram a evolução emocional e os dilemas enfrentados pelos heróis, culminando em um clímax que ressalta a união e a aceitação de suas individualidades. Desenvolvida por Jeremy Carver (“The Exorcist”), a série é estrelada por April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) como Mulher-Elástica, Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) como Crazy Jane, Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como Ciborgue, além de Brendan Fraser (“A Baleia”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”) como dubladores e intérpretes das cenas de flashback dos personagens Homem-Robô e Homem Negativo, respectivamente. Para completar, Michelle Gomez (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), introduzida no terceiro ano como a vilã Madame Rouge, também segue no elenco como uma versão regenerada de sua personagem.   LOKI 2 | DISNEY+   A melhor série do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) retoma sua história do ponto em que foi interrompida em 2021, após Sylvie (Sophie Martino) enviar o universo para o caos ao esfaquear Aquele Que Permanece – a variante de Kang (Jonathan Majors) que criou a TVA (sigla em inglês para Autoridade de Variância Temporal) para proteger a Linha do Tempo Sagrada. Como resultado, Loki (Tom Hiddleston) é transportado para a sede da TVA, mas no passado, e se vê preso num vortex temporal, que o faz ir e voltar no tempo sem parar. Para se salvar, ele precisa de ajuda de Mobius (Owen Wilson) e do novo personagem vivido por Ke Huy Quan (de “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”), um inventor/engenheiro/técnico de TI da TVA, enquanto a agência despacha tropas para exterminar Sylvie. Além de Sylvie, outros membros da TVA, o próprio Kang e até a Senhorita Minutos, a mascote da TVA, estão perdidos no tempo, conduzindo os próximos episódios para uma aventura temporal e pelo multiverso. Os principais integrantes da 1ª temporada estão de volta, incluindo Hiddleston, Di Martino, Majors, Wilson, Gugu Mbatha-Raw (Renslayer), Wunmi Mosaku (Hunter B-15) e Tara Strong (dublando a Senhorita Minutos). Roteirista da 1ª temporada e de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, Michael Waldron continua à frente da atração, enquanto a direção dos novos episódios passou para a dupla Justin Benson e Aaron Moorhead, diretores de “Cavaleiro da Lua”.   FIM | GLOBOPLAY   Adaptação do livro homônimo da atriz e escritora Fernanda Torres, a nova série brasileira acompanhando as vidas de um grupo de amigos ao longo de quatro décadas, desde a juventude até a velhice. A trama inicia com a morte de Ciro, interpretado por Fábio Assunção (“Desalma”), o mais admirado do grupo, que encontra seu fim sozinho em uma cama de hospital. Na juventude, Ciro apaixona-se e casa com Ruth, personagem de Marjorie Estiano (“Sob Pressão”), que fica encantada pelo seu carisma. O grupo de amigos vivencia diversos momentos marcantes ao longo das décadas, incluindo festas, casamentos e separações, que são apresentados em quatro fases distintas de suas vidas, proporcionando uma visão abrangente de suas trajetórias pessoais e das mudanças ocorridas ao longo dos anos. Fernanda escreveu “Fim” durante seu tempo livre enquanto trabalhava na série “Tapas e Beijos” (2011-2015). A mudança de cinco homens no livro para cinco casais na série é uma das transformações que expandem a trama, tornando a narrativa mais rica e diversificada. Além de autora do texto original, ela é criadora da série, assina o roteiro e faz uma participação especial na trama. A direção é de Andrucha Waddington, marido de Fernanda, e Daniela Thomas, colaboradora de longa data da atriz – desde a filmagem de “Terra Estrangeira”, em 1994. O clima familiar se completa com a participação de Joaquim Waddington, filho de Torres e Waddington, que interpreta o filho de Marjorie Estiano e Fábio Assunção. Vale apontar ainda que Marjorie já trabalhou com o diretor em “Sob Pressão” e Fábio integrava o elenco de “Tapas e Beijos” ao lado de Fernanda. O elenco também conta com Emilio Dantas (“Vai na Fé”), Bruno Mazzeo (“Escolinha do Professor Raimundo”), Laila Garin (“Deserto Particular”), Thelmo Fernandes (“Todo Dia a Mesma Noite”), Débora Falabella (“Depois a Louca Sou Eu”), David Júnior (“Bom Sucesso”) e Heloisa Jorge (“How To Be a Carioca”).   HOW TO BE CARIOCA | STAR+   A nova série de Carlos Saldanha, diretor das animações “A Era do Gelo”, “Rio” e “Ferdinando”, e criador de “Cidade Invisível”, traz Seu Jorge e outros atores mostrando a hospitalidade carioca para turistas gringos, em clima leve de comédia. A trama é baseada...

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    Estreias | As 10 melhores novidades do streaming

    3 de novembro de 2023 /

    Os destaques da programação de streaming da semana são 5 séries e 5 filmes, todos disponibilizados nas plataformas tradicionais. Entre as séries, chamam atenção três animações adultas, incluindo a volta de “Invencível” na Prime Video, baseada nos quadrinhos de super-heróis do criador de “The Walking Dead”. As outras duas são produções da Netflix centradas em tramas de samurais – uma inspirada num game da Capcom com direção do lendário Takashi Miike (“13 Assassinos”) e outra criada pelo roteirista de “Logan”, John Green. Já os filmes incluem os blockbusters “A Noite das Bruxas” e “John Wick 4: Baba Yaga”, além de atrações inéditas nos cinemas. Confira a relação completa do melhor do streaming na semana.   SÉRIES   INVENCÍVEL 2 – PARTE 1 | AMAZON PRIME VIDEO   Uma das melhores séries de super-heróis da atualidade, a animação baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman (“The Walking Dead”) retoma sua história após o choque da descoberta do jovem Mark Grayson (voz de Steven Yeun, de “The Walking Dead”) sobre a verdadeira natureza de seu pai, o super-herói Omni-Man (J.K. Simmons, de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), que na verdade queria conquistar a Terra para sua raça alienígena. Os novos episódios exploram o trauma de Mark e sua mãe, Debbie Grayson (de Sandra Oh, de “Killing Eve”), enquanto lidam com a dor e a raiva deixadas pela traição de Omni-Man. Os episódios também apresentam uma exploração mais profunda do mundo dos super-heróis, incluindo os desafios enfrentados pela nova equipe dos Guardiões do Globo, sob a supervisão de Cecil Stedman (Walton Goggins, de “Tomb Raider”), e a chegada de novos personagens, como Angstrom Levy (Sterling K. Brown, de “This Is Us”), cuja entrada traz uma reviravolta significativa na história, ampliando a escala e a complexidade do universo de “Invincible”. A 2ª temporada mantém a fidelidade ao material de origem, preservando o equilíbrio entre ação super-heróica, violência brutal e humor. Além disso, o elenco de voz, que inclui também Gillian Jacobs (“Community”) como a heroína Atom Eve, Zazie Beetz (“Deadpool 2”) como Amber Bennett, Seth Rogen (“Tommy and Pam”) como Allen, o Alien, e novos membros como Jay Pharoah (“Policial em Apuros”) e Ben Schwartz (“Parks and Recreation”), continua a entregar performances sólidas, contribuindo para a narrativa envolvente e emocionalmente carregada.   O SAMURAI DE OLHOS AZUIS | NETFLIX   A série animada americana narra a história de Mizu, uma samurai de olhos azuis em uma missão de vingança durante o período Edo no Japão, um momento histórico marcado pelo isolacionismo do país. Ao enfrentar o preconceito por ser mestiça, Mizu (voz de Maya Erskine, de “Obi-Wan Kenobi”) assume a identidade de um samurai masculino, ocultando não apenas sua identidade de gênero, mas também a cor única de seus olhos com o uso de óculos coloridos. Sua jornada é motivada pela busca de vingança contra os quatro homens brancos que estavam no Japão no momento de seu nascimento, um dos quais ela acredita ser seu pai. Criada pelo casal Michael Green (roteirista de “Logan”) e Amber Noizumi, a atração apresenta um elenco de vozes primoroso, que inclui Kenneth Branagh (“A Noite das Bruxas”) como Abijah Fowler, um comerciante irlandês inescrupuloso, e Masi Oka (“Heroes”) como Ringo, um jovem samurai aspirante que se torna um aliado de Mizu. Enquanto o samurai avança em sua jornada, ela encontra outros personagens que desafiam as normas sociais, incluindo a princesa Akemi (Brenda Song, de “Dollface”) e o samurai Taigen (Darren Barnet, de “Eu Nunca…”), que tem sua lealdade testada quando cruza caminhos com Mizu. O estilo de animação é notável, misturando a tradicional arte japonesa com técnicas modernas de animação 3D, proporcionando sequências de ação altamente estilizadas e uma representação visualmente rica do Japão feudal. A direção é de Jane Wu, que estreia na função após longa carreira na animação – inclusive no vencedor do Oscar “Homem-Aranha no Aranhaverso”.   ONIMUSHA | NETFLIX   É curioso a Netflix lançar duas séries animadas de samurais na mesma semana. A japonesa “Onimusha” é baseada no videogame homônimo da Capcom e tem direção dos renomados cineastas Takashi Miike (“13 Assassinos”) e Shin’ya Sugai (dos filmes de “Evangelion”). A atração leva o público a uma jornada épica de samurais, demônios e busca por redenção, acompanhando Miyamoto Musashi, que, na aurora do Período Edo, parte em uma missão clandestina armado com a mítica “Manopla Oni” para exterminar demônios que assolam o país, enquanto luta para manter sua própria humanidade ao enfrentar um Oni dentro de si. A obra utiliza a semelhança do lendário ator Toshirô Mifune (1920-1997), astro de clássicos como “Os Sete Samurais” (1954) e “Yojimbo” (1961), para modelar o protagonista Musashi, que é dublado pelo veterano Akio Ôtsuka – voz original de Solid Snake, no game “Metal Gear Solid”, e de Batou na franquia “Ghost in the Shell”. Não por acaso, o verdadeiro Mifune interpretou Musashi numa trilogia cinematográfica, batizada no Brasil de “O Samurai Dominante” e lançada entre 1954 e 1956 – sem monstros ou demônios. A animação do estúdio Sublimation incorpora uma mescla de arte 2D e renderização em CGI (computação gráfica), apresentando uma visão única e distintiva. A transição entre os estilos de animação, apesar de às vezes abrupta, destaca-se especialmente nas sequências de ação, onde o movimento e a violência são capturados de maneira reminiscente à dinâmica do videogame. As escolhas de sombreamento de células e a qualidade pictórica conferem à série uma estética que, embora por vezes desafiadora, captura de forma crua e vibrante os confrontos sangrentos e o ambiente hostil que permeia a jornada de Musashi.   TODA A LUZ QUE NÃO PODEMOS VER | NETFLIX   A adaptação do best-seller do autor Anthony Doer, premiado com o Prêmio Pulitzer, elimina nuances e aspectos mais sombrios para apresentar a trama com o tom superficial de uma telenovela de grande orçamento. A história acompanha Marie-Laure (a estreante Aria Mia Loberti), uma garota cega que foge com seu pai (Mark Ruffalo, de “Vingadores: Ultimato”) da Paris ocupada por nazistas nos anos 1940 com um diamante lendário, que não pode cair nas mãos dos inimigos. Perseguidos por um cruel oficial que busca possuir a pedra, pai e filha encontram refúgio em St. Malo, onde passam a residir com um tio recluso que faz transmissões de rádio clandestinas para os aliados. Logo, Marie passa a ser a voz das transmissões, levando esperança para a população invadida. Nesta cidade litorânea, o caminho de Marie-Laure se cruza com Werner (Louis Hofmann, de “Dark”), um adolescente alistado pelos nazistas para rastrear foragidos, mas que, em vez de levar os soldados até ela, estabelece uma conexão secreta de fé e esperança com a jovem. A versão água com açúcar do drama de guerra e extermínio é criação dos cineastas Shawn Levy (diretor de “Free Guy” e produtor de “Stranger Things”) e Stephen Knight (roteirista de “Spencer” e criador de “Peaky Blinders”). Knight escreve e Levy dirige os quatro episódios   HOMENS DA LEI: BASS REEVES | PARAMOUNT+   David Oyelowo (“Selma”) vive Bass Reeves, o primeiro delegado negro dos EUA na região Oeste do rio Mississippi. Segundo a lenda, ele foi o maior herói de fronteira da história americana, que trabalhou como oficial de paz federal no território indígena e capturou mais de 3 mil criminosos perigosos da região sem nunca ser ferido. A produção apresenta algumas de suas aventuras sem deixar de lado a questão racial, que diferencia Reeves de outros delegados da época, com aparição até da Ku Klux Klan, além de cenas da Guerra Civil dos EUA A série foi criada por Chad Feehan (roteirista de “Ray Donovan”) e conta com produção do prolífico Taylor Sheridan (criador de “Yellowstone”). O elenco inclui ainda os veteranos Donald Sutherland (“Jogos Vorazes”) e Dennis Quaid (“Quatro Vidas de um Cachorro”), além de Forrest Goodluck (“Cherry, Inocência Perdida”), Barry Pepper (“Conspiração Implacável”), Lauren E. Banks (“City on a Hill”) e Demi Singleton (“King Richard: Criando Campeãs”). A estreia está marcada para domingo (5/11). FILMES   A NOITE DAS BRUXAS | STAR+   O terceiro filme recente de mistérios de Agatha Christie, dirigido e estrelado por Kenneth Brannagh como o detetive Hercule Poirot, adapta um dos últimos e menos conhecidos livros da escritora britânica, em contraste com as produções anteriores, “Assassinato no Expresso Oriente” (2017) e “Morte no Nilo” (2022), baseadas em obras populares. Isso permite ao roteirista Michael Green tomar muitas liberdades com a história, que encontra Poirot já aposentado em Veneza, onde é persuadido por sua amiga Ariadne Oliver (interpretada por Tina Fey, de “30 Rock”) a participar de uma sessão espírita. O objetivo é descobrir se a médium Joyce (Michelle Yeoh, vencedora do Oscar por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”) é uma farsante. O evento ocorre num antigo palazzo onde uma mulher chamada Alicia morreu sob circunstâncias misteriosas. Durante a sessão, um dos convidados morre, instigando Poirot a iniciar uma investigação para identificar o assassino entre os presentes. O filme também inclui Kelly Reilly (“Yellowstone”), Jamie Dornan e Jude Hill (ambos do premiado filme “Belfast” de Branagh) no elenco, e se destaca por seu design de produção e atmosfera gótica. Diferentemente das outras obras, esta pende para o fantástico, incluindo elementos sobrenaturais para se aproximar do terror, embora preserve a essência de um mistério de Poirot.   QUIZ LADY | STAR+   A comédia em que Sandra Oh (“Killing Eve”) e Awkwafina (“Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) vivem irmãs aborda de maneira bem-humorada os complexos laços de família. No centro da narrativa está Anne, interpretada por Awkwafina, uma jovem com uma paixão por game shows, que é incentivada pela irmã mais velha a competir num programa de perguntas da televisão para cobrir as dívidas de jogo da mãe. A situação se agrava quando o estimado cachorro de Anne é sequestrado e retido como garantia pelos cobradores de dívidas implacáveis. O enredo ganha impulso quando as irmãs embarcam na viagem para que Anne possa competir num game show popular. O filme tem roteiro de Jen D’Angelo (“Abracadabra 2”) e direção de Jessica Yu, conhecida por sua contribuição em séries populares como “Grey’s Anatomy” e “This is Us”, e conta com um elenco robusto, incluindo nomes como Jason Schwartzman (“O Grande Hotel Budapeste”), Holland Taylor (“Two and a Half Men”), Tony Hale (“Arrested Development”) e Will Ferrell (“Barbie”).   NA PONTA DOS DEDOS | APPLE TV+   O romance de ficção científica explora um triângulo amoroso em um futuro próximo. Dirigido pelo grego Christos Nikou (“Fruto da Memória”) e produzido pela atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), o longa acompanha Anna (Jessie Buckley, de “Entre Mulheres”) e Ryan (Jeremy Allen White, de “O Urso”), que recorrem a uma máquina para determinar se estão realmente apaixonados. A trama se complica quando Anna, ao conhecer Amir (Riz Ahmed, de “Rogue One”)e, começa a questionar a possibilidade de amar duas pessoas ao mesmo tempo. O Love Institute, dirigido por Duncan (Luke Wilson, de “Stargirl”), é o cenário onde a maior parte da trama se desenrola. Anna quer trabalhar no instituto porque “Ginger Spice estudou lá”, e é lá que ela conhece Amir. A máquina do instituto, que determina a compatibilidade amorosa por meio das unhas dos dedos, já havia confirmado que Anna e Ryan eram um par perfeito. No entanto, a crescente atração entre Anna e Amir coloca essa certeza em xeque. O diretor Christos Nikou faz sua estreia em língua inglesa com a benção de Cate Blanchett, que queria estrelar seu próximo filme e foi procurá-lo pessoalmente, após ficar impressionada com seu primeiro longa, “Fruto da Memória”, no Festival de Veneza em 2020. Ao saber que não havia um papel para ela na nova trama do cineasta, a atriz resolveu produzir o filme.   NYAD | NETFLIX   A cinebiografia conta a jornada desafiadora da nadadora de maratonas Diana Nyad, que aspirava atravessar nadando o trecho entre Cuba e Flórida, um total de 110 milhas em oceano aberto, num feito inédito. Essa aventura foi inicialmente tentada por Diana aos 28 anos, sem sucesso, sendo retomada décadas depois com três tentativas adicionais. A...

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    Canal [adult swim] chega à TV paga e ganha hub na HBO Max

    31 de outubro de 2023 /

    A marca [adult swim], pertencente ao conglomerado Warner Bros. Discovery, desembarcou na América Latina, trazendo consigo um leque de opções de entretenimento animado voltado para o público adulto. Reconhecida globalmente por suas produções icônicas, a [adult swim] está sendo disponibilizada na TV paga e também ganhou um hub exclusivo na plataforma de streaming HBO Max. O [adult swim] oferece aos fãs uma ampla variedade de animações originais de alta qualidade. Destacam-se as temporadas da comédia aclamada “Rick and Morty”, a premiada animação pré-histórica “Primal”, as aventuras animadas de personagens favoritos da DC, como “Harley Quinn” e “Young Justice”, o popular bloco de anime Toonami, entre outros. A chegada ao território latino-americano é vista como uma extensão natural da popularidade já conquistada globalmente. Com um humor irreverente e narrativas envolventes, a marca se integra ao diversificado portfólio de conteúdos que a Warner Bros. Discovery já disponibiliza na região. Para os entusiastas do anime, o canal também exibirá episódios de séries consagradas como “Dragon Ball-Z”, “Naruto”, “Death Note” e “Yashahime: Princess Half-Demon”. Pablo Zuccarino, Senior Vice President & General Manager para Kids & Animation da Warner Bros. Discovery, América Latina, expressou entusiasmo com o lançamento: “[adult swim] é uma marca global que já conta com uma legião de fãs na América Latina. Com esse lançamento, temos a oportunidade de oferecer uma experiência de conteúdo mais conectada com nossa audiência local. Estamos animados para abraçar a criatividade e conexão com os melhores artistas e criadores da região.” bem como filmes animados da franquia.

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    Wish | Trailer conecta nova animação com a tradição dos desenhos da Disney

    31 de outubro de 2023 /

    A Disney divulgou um novo trailer da animação “Wish: O Poder dos Desejos”, que vai contar a história da estrela dos desejos das fábulas encantadas – que já inspirou a icônica canção “I Wish Upon a Star” em “Pinóquio” (1940). A prévia faz uma conexão com a tradição dos desenhos animados do estúdio, para contar como “tudo começou com um desejo”. Escrita pelos cineastas Jennifer Lee e Chris Buck, responsáveis pelo fenômeno “Frozen” (2013) e sua continuação de 2019, a trama de “Wish” acompanha Asha, uma jovem de 17 anos que vê uma escuridão em seu reino que ninguém mais vê, já que todos acreditam que o Rei, com poderes mágicos de conceder desejos, é um monarca benevolente. Ao descobrir a verdade sobre o Rei Magnífico, ela faz um apelo apaixonado às estrelas. A resposta à súplica de Asha é uma estrela real, que cai do céu para ajudá-la em sua jornada e para conceder desejos a todos. A produção conta com dublagem original de Ariana DeBose, vencedora do Oscar 2022 por “Amor, Sublime Amor”, no papel de Asha. Além de estrelar, ela canta a música que acompanha a prévia. O elenco também destaca Alan Tudyk (“Resident Alien”) como a voz do bode de estimação de Asha, chamado Valentino – cujo dom de falar é concedido pela estrelinha – e Chris Pine (“Star Trek”) como o Rei Magnífico, que quer controlar todos os desejos. Já a direção é compartilhada pelo próprio Chris Buck em parceria com Fawn Veerasunthorn, que estreia na função após trabalhar nas animações de “Frozen” (2013), “Moana” (2016), “Zootopia” (2016) e “Raya e o Último Dragão” (2021). “Wish” estreia em 4 de janeiro no Brasil, que será o último país do mundo a exibir o filme – mais de um mês após o lançamento marcado para 22 de novembro nos cinemas dos Estados Unidos. Veja o trailer em duas versões: legendado e dublado em português.

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    “Five Nights at Freddy’s” leva 1 milhão de pessoas aos cinemas e bate recorde no Brasil

    31 de outubro de 2023 /

    A estreia de “Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo sem Fim” bateu um recorde durante o fim de semana nos cinemas brasileiros. O filme arrecadou R$ 20,3 milhões e foi assistido por 1,07 milhão de pessoas entre quinta-feira e domingo (29/10), segundo dados da consultoria Comscore. Com isso, a produção da Universal se tornou a maior estreia de terror de 2023 no Brasil. Nos Estados Unidos, “Five Nights At Freddy’s” também dominou as bilheterias, conquistando US$ 80 milhões e ficando bem à frente das outras produções. Em todo mundo, a estreia da adaptação do videogame de terror rendeu US$ 132,6 milhões em seu primeiro fim de semana de exibição.   O resto do Top 5 Os números foram cerca de oito vezes maiores que o segundo filme mais visto do período, a animação “Trolls 3 – Juntos Novamente”, que teve 131 mil espectadores e faturou R$ 2,77 milhões. Em 3º lugar ficou “Assassinos da Lua das Flores”, o western de Martin Scorsese, com renda de R$ 2,18 milhões e 83 mil espectadores. O Top 5 ainda teve “Som da Liberdade”, com R$ 1,42 milhão de 60 mil pessoas, seguido pela estreia de “Hypnotic – Ameaça Invisível”, protagonizado por Ben Affleck e Alice Braga, com R$ 1,35 mil de público similar.   Destaque nacional Vale apontar que a cinebiografia nacional “Meu Nome é Gal” segue entre os dez títulos mais assistidos pela terceira semana consecutiva, fechando o Top 10 com R$ 273 mil. A bilheteria do fim de semana somou R$ 32,64 milhões em todos os cinemas brasileiros. O público foi de 1,64 milhão de pessoas.

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    Estreias | 15 novidades em streaming do fim de semana do Halloween

    27 de outubro de 2023 /

    A programação de streaming da semana enfatiza filmes e séries de terror, refletindo a proximidade do Halloween. Por coincidência, há duas histórias de freiras e duas séries de antologia. Mas nem por isso faltam opções de outros gêneros, desde a nova animação blockbuster das Tartarugas Ninja até séries animadas adultas, sem esquecer produções nacionais, como a nova série “Fim”, de Fernanda Torres, que supostamente derrubou a Globoplay em sua estreia na noite de quarta (25/10), e o terceiro filme em que Carla Diaz vive Suzane von Richthofen. Vale apontar ainda que, entre duas opções muito mal-avaliadas da Netflix, preferimos prestigiar a nacional com Giovanna Lancelotti que a americana com Emily Blunt (mas esteja à vontade para sofrer com “A Máfia da Dor”). A relação é um Top 15 com 7 filmes e 8 séries. Confira os títulos abaixo. FILMES   IRMÃ MORTE | NETFLIX   O terror é um prólogo de “Verônica – Jogo Sobrenatural” (2017), que conta a história da personagem mais aterrorizante do filme original. Passada na Espanha pós-guerra, a trama acompanha Narcisa (Aria Bedmar, de “Silêncio”), uma jovem noviça com poderes sobrenaturais que chega a um antigo convento, agora convertido numa escola para meninas. Narcisa era uma criança antigamente celebrada por suas visões religiosas, que lhe trouxeram fama regional, mas de curta duração. Enquanto enfrenta uma crise de fé, eventos estranhos e perturbadores no convento a levam a descobertas terríveis sobre o passado brutal do local, conduzindo a consequências chocantes que se conectam aos eventos retratados anos depois em “Verónica”. Filmada no Monastério de San Jerónimo de Cotalba, a produção integra na trama elementos contextuais da época, apresentando uma perspectiva das jovens religiosas sobre o que acontecia dentro dos conventos, durante a Guerra Civil dos anos 1930 e a ditadura de Franco. O diretor é o mesmo do primeiro longa, Paco Plaza, mais conhecido pela trilogia de zumbis “[REC]”, feita em parceria com Jaume Balagueró.   A FREIRA 2 | HBO MAX   O terror é uma continuação do sucesso de 2018, que se tornou o título de maior bilheteria da franquia “Invocação do Mal” com US$ 365,5 milhões arrecadados ao redor do mundo. A sequência volta a trazer Taissa Farmiga como a Irmã Irene, novamente enfrentando a freira demoníaca Valak (Bonnie Aarons). Ambientado em 1956, alguns anos após o primeiro longa, a história começa com o amigo de Irmã Irene, Maurice (Jonas Bloquet), sendo possuído por Valak. Após um terrível evento na escola francesa onde Maurice trabalha, Irene se envolve na investigação, ajudada por uma nova freira, interpretada pela atriz Storm Reid (“Euphoria”). A direção é de de Michael Chaves, que fez sua estreia com “A Maldição da Chorona” e comandou “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (2021), a mais recente produção desse universo de terror. A produção continua a cargo de James Wan, diretor dos dois primeiros “Invocação do Mal”, e Peter Safran, atual responsável pelo DC Studios ao lado de James Gunn. O roteiro foi escrito por Akela Cooper (“Maligno”) e revisado por Ian Goldberg e Richard Naing (ambos de “Fear the Walking Dead”).   SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA | HBO MAX   O quinto filme da franquia de terror se passa 13 anos após os acontecimentos do longa original e marca a estreia do ator Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) como diretor. Com sua presença também no elenco, a trama traz o foco de volta à família original, os Lamberts, com Josh (Wilson), Renai (Rose Byrne, de “Vizinhos”) e seu filho já crescido Dalton (Ty Simpkins, visto recentemente em “A Baleia”) enfrentando problemas novos e mais assustadores. Vale lembrar que, enquanto os dois primeiros filmes traziam os Lamberts como personagens principais, o terceiro e quarto foram centrados na parapsicóloga Elise Rainier (Lin Shaye). Na trama, Josh está entrando na faculdade, quando começa a lembrar vagamente de ter sido assombrado na infância. Conforme as visões ficam mais nítidas, o terror também se torna mais próximo e faz com que a família decida acabar com todos os segredos para enfrentar tudo o que os assombra. O roteiro é assinado por Scott Teems (“Halloween Kills”), que se baseou numa história desenvolvida por um dos criadores da franquia, o roteirista Leigh Whannell. Whannell também produz o filme, junto com James Wan (diretor do original), Oren Peli (produtor da franquia) e Jason Blum (dono do estúdio Blumhouse).   AS TARTARUGAS NINJA: CAOS MUTANTE | VOD*   A nova animação das “Tartarugas Ninja” é mais divertida que todas as outras adaptações, mostrando os protagonistas como adolescentes atrapalhados com suas habilidades ninja. A produção também é muito mais bonita, ressaltando um visual estilizado que lembra rabiscos de quadrinhos, a cargo dos diretores Jeff Rowe e Kyler Spears (da também bela “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”). Diferentemente das versões anteriores que seguiram uma abordagem mais séria, “Caos Mutante” opta por seguir o estilo anárquico e punk underground dos quadrinhos originais de Kevin Eastman e Peter Laird. Com roteiro de Seth Rogen e Evan Goldberg (responsáveis por “The Boys”), o desenho acompanha as tartarugas que lutam contra o crime, que depois de um tempo agindo nas sombras – e nos esgotos – decidem conquistar os corações dos nova-iorquinos e serem aceitos como adolescentes normais – ou super-heróis. Com a ajuda da repórter estudantil April O’Neil, eles armam um plano para desbaratar um misterioso sindicato do crime, mas em vez disso se veem lutando contra um exército de mutantes. Além dos conflitos físicos, a trama também explora questões de aceitação e pertencimento, com um toque humorístico baseado na impulsividade adolescente dos personagens. Quem optar por assistir legendado, vai ouvir um elenco de dubladores famosos. A produção destaca ninguém menos que o astro chinês Jackie Chan (“O Reino Proibido”) como voz do mestre das artes marciais Splinter, o rato que ensina as tartarugas mutantes a se tornarem ninjas, Ayo Edebiri (“O Urso”) como April O’Neil, Paul Rudd (o Homem-Formiga) como Mondo Gecko, John Cena (o Pacificador) como Rocksteady, Seth Rogen (“Vizinhos”) como Bebop, Rose Byrne (“Vizinhos”) como Leatherhead, Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) como Baxter Stockman, Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”) como Wingnut, Hannibal Burres (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) como Genghis Frog, Maya Rudolph (“Desencantada”) como Cynthia Utrom e os rappers Post Malone (“Infiltrado”) e Ice Cube (“Policial em Apuros”) como Ray Fillet e Superfly. Já os interpretes do quarteto quelônio são os jovens Micah Abbey (“Cousins for Life”), Shamon Brown Jr. (“The Chi”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”) e Brady Noon (“Virando o Jogo dos Campeões”), respectivamente como as vozes de Donatello, Michelangelo, Leonardo e Raphael.   LOUCAS EM APUROS | VOD*   A comédia de viagem acompanha quatro amigas asiático-americanas em apuros na China. Estreia na direção de Adele Lim, roteirista de “Podres de Ricos” e “Raya e o Último Dragão”, o filme gira em torno de Audrey (Ashley Park, de “Emily em Paris”), uma advogada criada por pais americanos que decide procurar sua mãe biológica em Pequim. Acompanhando Audrey está sua melhor amiga Lolo (Sherry Cola, de “Good Trouble”), uma artista que usa sua arte erótica para desafiar estereótipos e a fetichização dos asiáticos, Kat (Stephanie Hsu, de “Maravilhosa Sra. Maisel”), uma atriz que trabalha em uma popular telenovela chinesa e está tentando esconder sua extensa lista de ex-parceiros de seu noivo super cristão, e a lacônica Deadeye (Sabrina Wu, de “Doogie Kamealoha: Doutora Precoce”), uma fã obcecada de K-pop. A narrativa é impulsionada pelas diferenças de temperamento e personalidade das protagonistas, além da forma diferente com que cada uma lida com sua herança cultural chinesa. Mas o que realmente chama atenção na comédia é o tom escrachado, repleto de momentos ultrajantes, incluindo piadas escatológicas. A crítica americana se divertiu, dando 91% de aprovação no Rotten Tomatoes.   A MENINA QUE MATOU OS PAIS: A CONFISSÃO | PRIME VIDEO   O terceiro filme em que Carla Diaz vive a assassina Suzane von Richthofen é resultado do sucesso de “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, e vai atender pedidos do público que queriam mais detalhes da investigação, já que os longas originais se basearam em depoimentos do julgamento dos culpados. A nova produção acompanha Suzane, Daniel e Cristian Cravinhos nos dias após o crime e enfatiza a investigação que terminou com suas prisões. Escritos por Ilana Casoy e Raphael Montes (de “Bom Dia, Verônica”), os filmes anteriores trouxeram o ponto de vista de um dos condenados. Agora, o público conhecerá o ponto de vista da polícia, por meio da investigação chefiada pela delegada interpretada por Bárbara Colen (“Bacurau”). A direção está novamente a cargo de Maurício Eça e o elenco volta a trazer Carla Diaz como Suzane von Richtofen e Leonardo Bittencourt como Daniel Cravinhos, que planejaram a morte dos pais de Suzane em 2002, com a ajuda do irmão do rapaz, Cristian (Allan Souza Lima). Tudo acontece durante oito dias muito intensos, onde as verdades de cada personagem começam a vir à tona.   O LADO BOM DE SER TRAÍDA | NETFLIX   Na linha de “Cinquenta Tons de Cinza” e “365 Dias”, a produção é baseada no livro picante de mesmo nome escrito por Debora Gastaldo sob o pseudônimo Sue Hecker, que já vendeu mais de 16 milhões de e-books lidos. Com locações em São Paulo e Ilhabela, no litoral paulista, o longa conta a história de Babi, personagem de Giovanna Lancelotti (“Segundo Sol”), que, após ver seu sonho de casamento ser arruinado por uma traição, decide não entregar seu coração para mais ninguém. Até que uma paixão inesperada a coloca no centro de uma disputa arriscada regada a sexo, amor e perigo, envolvendo um juiz cheio de segredos, vivido por Leandro Lima (“Pantanal”). A produção representa uma surpresa ousada na carreira de Lancellotti, que costuma fazer comédias românticas e novelas da Globo. A adaptação foi escrita por Camila Raffanti, criadora de “Rio Heroes”, com colaboração de Davi Kolb, um dos roteiristas da 1ª temporada de “Bom Dia, Verônica”. A direção é de Diego Freitas, que estreou seu primeiro filme na Netflix, “Depois do Universo”, no ano passado. E o elenco ainda inclui a ex-BBB Camilla de Lucas, Micael (“Pantanal”), Bruno Montaleone (“Verdades Secretas”) e Louise D’Tuani (“Malhação”).     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.     SÉRIES   30 MOEDAS 2 | HBO Max   Na série de terror do aclamado cineasta espanhol Álex de la Iglesia (“Balada do Amor e do Ódio”), o foco recai sobre um enredo místico e intrigante que envolve uma antiga relíquia bíblica. A narrativa segue o Padre Vergara (Eduard Fernández), um ex-convicto, exorcista e boxeador, que após um exorcismo malsucedido é exilado pela igreja para uma remota aldeia na Espanha. A sua intenção é deixar o passado para trás, mas a aldeia torna-se o epicentro de eventos bizarros e aterradores. Junto com o prefeito Paco (Miguel Ángel Silvestre) e a veterinária local Elena (Megan Montaner), eles descobrem que uma das 30 moedas de prata, pagas por Judas para trair Jesus, é a chave para os mistérios que assolam a aldeia. A série, criada e dirigida por de la Iglesia, e co-escrita com seu parceiro habitual Jorge Guerricaechevarría (que também assina “Irmã Morte”), segue um choque entre o bem e o mal, envolvendo uma conspiração de proporções bíblicas. Na 2ª temporada, a trama se expande para além da aldeia de Pedraza, mergulhando em lutas de poder pela posse das moedas de Judas, e o papel do Padre Vergara torna-se menos central, dando espaço para outros assumirem o protagonismo. A narrativa torna-se um thriller global, levando os envolvidos a locais variados, como instituições psiquiátricas e as ruas de Madrid, em uma sequência frenética de eventos. A edição mais ágil contribui para um ritmo acelerado, contrastando com a atmosfera de antologia de terror da temporada anterior. Os episódios exploram várias subtramas, cada...

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    Estreias | “Five Nights at Freddy’s” é principal filme na véspera do Halloween

    26 de outubro de 2023 /

    A lista de estreias de cinema desta quinta-feira (26/10) não reflete o calendário comemorativo da véspera do Halloween. As poucas opções de terror para a data são um filme de vampiro brasileiro cabeçudo e “Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim”, adaptação do game homônimo com classificação etária mirim: 14 anos. Ótima notícia para as plataformas de streaming e suas ofertas com mais variedade de diversão assustadora para o Dia das Bruxas. Os lançamentos da semana são bastante variadas e incluem assassinos meticulosos, hipnose intrigante e bossa nova animada. “O Assassino” oferece um olhar frio e calculista sobre a vida de um matador de aluguel, sob a direção acurada de David Fincher, “Hypnotic – Ameaça Invisível” é um thriller supernatural estrelado por Ben Affleck e Alice Braga, enquanto “Atiraram no Pianista” oferece uma viagem animada pela vida do pianista brasileiro Francisco Tenório Júnior. Além destes, a programação inclui “Mavka – Aventura na Floresta”, animação baseada na mitologia ucraniana, e outras opções em circuito limitado que podem ser conferidas abaixo.   FIVE NIGHTS AT FREDDY’S – O PESADELO SEM FIM   “Five Nights at Freddy’s” é uma franquia de videogame lançada em 2014, que rapidamente conquistou uma enorme base de fãs pelo mundo, ao desafiar os jogadores a sobreviver ao ataque de personagens infantis hostis em um restaurante assombrado, chamado Freddy Fazbear’s Pizza. Na adaptação, Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”) arranja emprego de segurança noturno na pizzaria abandonada, com estilo de buffet infantil, que costumava atrair o público com bonecos eletrônicos. Durante a ronda noturna, ele descobre que as criações animatrônicas ganham vida e precisa lutar contra o terror para sobreviver – e salvar sua irmã caçula, que resolveu lhe fazer uma visita. A adaptação foi feita para um público bem juvenil, evitando os jorros de sangue que se espera de um filme slasher (de psicopatas com facas) – veja-se, como exemplo sanguinolento, o similar “Willy’s Wonderland – Parque Maldito” (2021). Entretanto, é bastante fiel à premissa e a estética do game. Os animatrônicos e efeitos especiais foram criados pela empresa de Jim Henson, responsável pelos Muppets. Além de Hutcherson, o elenco inclui Elizabeth Lail (“Você”), Piper Rubio (“Holly & Ivy”), Kat Conner Sterling (“A Semana da Minha Vida”), Mary Stuart Masterson (“Benny & Joon – Corações em Conflito”) e Matthew Lillard (“Scooby-Doo”). Já a direção do longa é da experiente diretora de terror Emma Tammi (“Terra Assombrada”).   O ASSASSINO   O novo thriller dirigido por David Fincher gira em torno de um assassino profissional não nomeado, interpretado por Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse). O filme abre com o assassino meticulosamente preparando-se para realizar um serviço em Paris. Ele se posiciona em um prédio alto, esperando pacientemente para executar sua vítima, enquanto compartilha sua filosofia de vida através de uma narração. A calma profissional do assassino é quebrada quando ele falha em completar o serviço, gerando consequências severas para ele e sua companheira, que é brutalmente atacada como retaliação pelo seu erro. Após o fracasso em Paris, o assassino retira-se para a República Dominicana, mas logo descobre que seus empregadores colocaram um contrato sobre ele. Com sua vida em perigo, ele embarca em uma missão de vingança que o leva a perseguir advogados e assassinos rivais por diversas localidades, desde Nova Orleans até Chicago. Durante sua jornada, ele se depara com uma assassina bem-falante interpretada por Tilda Swinton (“Era uma Vez um Gênio”), que oferece uma abordagem ainda mais niilista para a arte de matar, proporcionando momentos de alívio cômico e introspecção. Adaptação de uma graphic novel, a produção permite um reencontro entre Fincher e o roteirista Andrew Kevin Walker, com quem o diretor trabalhou num de seus filmes mais cultuados, “Seven – Os Sete Pecados Capitais” (1995). Executado com atenção meticulosa aos detalhes, a obra também evoca clássicos do gênero como “Os Assassinos” (1964) e “À Queima-Roupa” (1967), dois filmes estrelados por Lee Marvin, em sua busca por retratar, de forma estilizada, o submundo dos assassinos contratados. Produção original da Netflix, chega ao streaming em duas semanas (10/11).   HYPNOTIC – AMEAÇA INVISÍVEL   Já imaginaram um thriller de Christopher Nolan (“Tenet”) dirigido por Robert Rodriguez (“Pequenos Espiões”)? “Hypnotic” é um filme derivativo, em que Ben Affleck (“Liga da Justiça”) vive um detetive atormentado pelo desaparecimento de sua filha e se vê em um jogo de gato e rato com um supercriminoso, interpretado por William Fichtner (“Mom”), dotado de poderes hipnóticos extraordinários (ou nem tanto, veja-se o Homem Púrpura de “Jessica Jones”). Ao lado da personagem de Alice Braga (“O Esquadrão Suicida”), que é descrita como uma “médium de loja de conveniência”, ele desvenda um mundo onde indivíduos, chamados de “hipnóticos”, têm a capacidade de influenciar a mente de outros através de uma “largura de banda psíquica”. A aventura é acompanhada por diálogos peculiares, e momentos que desafiam a realidade e imitam a estética de “A Origem”. O enredo se estende por uma série de cenas que variam entre o surreal e o absurdo, onde os personagens se encontram em situações cada vez mais bizarras, tendo que manter a seriedade. Pode-se dizer que Rodriguez compensa a falta de originalidade e lógica com exagero, entregando uma diversão camp assumida. Em seu lançamento nos EUA, alguns dos críticos mais tradicionais aprovaram, enquanto, paradoxalmente, a turma geek odiou de paixão – fazendo o longa atingir apenas 30% de aprovação no Totten Tomatoes.   ATIRARAM NO PIANISTA   Filme de abertura do Festival do Rio deste ano, o documentário animado espanhol explora a vida e o misterioso desaparecimento do pianista brasileiro Francisco Tenório Júnior, que integrava a banda de Vinicius de Moraes e Toquinho e desapareceu em Buenos Aires, em 1976, numa história que combina a leveza da bossa nova com a brutalidade das ditaduras militares. Dirigido por Fernando Trueba e Javier Mariscal (do premiado desenho “Chico e Rita”), o filme traz Jeff Goldblum como a voz do personagem fictício Jeff Harris, um jornalista musical de Nova York. Inicialmente interessado em escrever sobre a bossa nova, Harris se depara com uma gravação de Tenório e se embrenha na investigação do seu desaparecimento. A narrativa é estruturada como uma busca de Jeff Harris por respostas, percorrendo o trajeto entre Nova York, Rio de Janeiro e Buenos Aires, com a ajuda de seu amigo João, dublado por Tony Ramos. Entrevistas com 39 músicos brasileiros, amigos e familiares de Tenório formam o cerne do filme, juntamente com reminiscências sobre a vida e obra do pianista. A animação em estilo vibrante e desenhos feitos à mão de Mariscal enriquecem a narrativa e proporcionam um contraponto visual ao tema sombrio da história. Cenas recriadas de eventos e performances musicais são intercaladas com entrevistas e material documental coletado por Trueba ao longo de cerca de 15 anos. Além de abrir uma janela para a época tumultuada e para os impactos da Operação Condor, a obra também destaca a contribuição musical do pianista, revivendo uma sessão de gravação de 1964 e mostrando a influência duradoura da bossa nova, numa dualidade entre a beleza artística e a violência dos regimes autoritários de direita.   MAVKA – AVENTURA NA FLORESTA   A animação ucraniana explora a coexistência entre humanos e o mundo natural. Inspirada na peça de 1911 “The Forest Song” de Lesya Ukrainka, a trama segue Mavka, uma ninfa de cabelos verdes encarregada de proteger o “Coração da Floresta”. Ela se vê dividida entre seu dever e seu amor por Lukas, um músico humano. A história ganha complexidade quando Lukas é enviado para buscar um elixir mágico na floresta, intensificando o conflito entre os mundos humano e espiritual. A animação é notável por sua paleta de cores hipersaturada e pela atenção aos detalhes no movimento dos personagens. A trilha sonora é outro ponto alto, especialmente as canções folclóricas ucranianas que são incorporadas à trama, contribuindo para o caráter distintivo da obra. O filme também aborda temas mais amplos, como a invasão russa na Ucrania, embora de forma alegórica. Mavka, em um momento crucial, acessa uma “faísca de raiva” que lhe dá força para enfrentar os invasores, um elemento que tem sido interpretado como uma metáfora para a resiliência ucraniana. Produzido pelo estúdio de animação ucraniano Animagrad, o filme levou sete anos para ser concluído e superou “Avatar: O Caminho da Água” nas bilheterias ucranianas no começo do ano.   OS DELINQUENTES   O candidato argentino a uma vaga no Oscar 2024 é um filme nada convencional de assalto a banco. A história inicia com Morán (Daniel Elías), um gerente de banco, que, sem muita pressa, encaminha-se ao seu local de trabalho, onde junto a outro funcionário acessa o cofre do banco. Contrariando a expectativa usual de filmes de assalto, a execução do plano de Morán é exposta de maneira simples e quase trivial. Ele propõe a seu colega de trabalho, Román (Esteban Bigliardi), um acordo peculiar: Morán roubará US$ 650,000 do banco, entregará o montante para Román guardar e se entregará à polícia. Ele calcula que cumprirá três anos e meio de prisão, e ao final desse período, ambos dividirão o dinheiro. Ao se entregar à polícia, Morán confia que Román manterá sua parte no acordo, no entanto, a trama se desdobra em situações inusitadas e revela camadas insuspeitas. A chegada de uma jovem energética chamada Norma (Margarita Molfino) altera ainda mais a dinâmica entre Morán e Román, apresentando novas questões existenciais. O filme brinca com a ideia de duplicidade, como evidenciado nos nomes anagramáticos dos personagens principais e na escalação do mesmo ator, Germán De Silva, para interpretar o chefe do banco e o chefe da prisão. Além de desafiar convenções, a narrativa do diretor Rodrigo Moreno (“Mala Época”) parece brincar com a paciência da audiência com sua duração de três horas, propondo uma reflexão sobre as escolhas de vida dos personagens e as consequências de suas ações.   LEONORA, ADEUS   A primeira obra de Paolo Taviani após a morte de seu irmão e parceiro Vittorio, em 2018, possui forte simbolismo ao explorar a jornada das cinzas de Luigi Pirandello, dez anos após sua morte em 1936. O filme também é uma reflexão sobre a conexão dos irmãos Taviani com o dramaturgo, evidenciada num de seus clássicos iniciais, “Caos”, de 1984. Naquele filme, os Taviani exploraram cinco histórias curtas de Pirandello, demonstrando uma afeição duradoura pela complexidade teatral e narrativa do autor. “Leonora, Adeus” retoma essa ligação, entrelaçando a narrativa principal com aspectos meta-teatrais inspirados em Pirandello. A jornada das cinzas se torna uma tela para explorar a relação entre vida, morte e arte, temas que os Taviani também exploraram em “Caos”. No começo da narrativa, é retratada a tentativa de transportar as cinzas de Pirandello de volta à Sicília, conforme seu último desejo, enfrentando adversidades e situações cômicas, especialmente quando um conselheiro de Agrigento (Fabrizio Ferracane) se envolve nessa missão. Essa jornada é enriquecida por um retrato vibrante da vida italiana pós-2ª Guerra Mundial, destacando as interações humanas em um trem repleto de refugiados e civis em busca de consolo. A segunda parte do filme transita para a dramatização de “O Prego”, onde a história de um imigrante italiano em Nova York é contada, abordando temas de violência e redenção, sempre com uma atmosfera melancólica e reflexiva, acompanhada pela trilha sonora delicada de Nicola Piovani. O filme é uma mistura de estilos que vai desde sequências ficcionais em preto e branco até material de arquivo – de filmes neorrealistas italianos clássicos e noticiários da época – , todos engenhosamente entrelaçados para contar uma história que é tanto um tributo ao escritor quanto uma reflexão sobre a vida e a morte, servindo como um aceno afetuoso de Paolo a seu falecido irmão Vittorio.   BRADO   O drama italiano explora o universo do western no contexto contemporâneo. O protagonista Renato, interpretado pelo diretor do filme, Kim Rossi Stuart (“Tommaso”), se machuca ao cair de um cavalo recém-adquirido, chamado Trevor. Por conta de lesões, ele se vê incapaz de treinar o animal para competições de cross-country, e seu filho distante, Tommaso (Saul Nanni), é convocado para ajudar. O enredo se...

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    “Trolls 3″ é o filme mais visto do fim de semana no Brasil

    23 de outubro de 2023 /

    Em sua estreia oficial, “Trolls 3 – Juntos Novamente” foi o filme mais visto nos cinemas brasileiros no fim de semana. A animação foi assistida por 202 mil pessoas e arrecadou R$ 4,35 milhões entre quinta-feira e domingo (22/10), segundo dados da consultoria Comscore. O curioso é que, em sua pré-estreia na semana passada, o longa ficou em 2º lugar com muito mais público e bilheteria, visto por 357 mil espectadores e com faturamento de R$ 7,66 milhões. A distorção mostra como o parque exibidor brasileiro é diferente dos EUA, onde as exibições antecipadas acontecem em circuito limitado.   O Top 3 Em 2º lugar no filme de semana ficou “Som da Liberdade”, longa conservador que distribuiu ingressos gratuitos. Teve público de 123 mil pessoas e receita de R$ 2,98 milhões para a distribuidora, que cobrou todos os ingressos dados por terceiros ao público. A estreia de “Assassinos da Lua das Flores” completou o pódio. O novo filme do diretor Martin Scorsese faturou R$ 2,96 milhões e atraiu 110 mil pessoas.   Cadê a cota de tela? Único filme brasileiro no Top 10, “Meu Nome é Gal” caiu do 7º para a 9º lugar, graças à diminuição de salas de exibição e a falta de uma política de cotas de tela – iniciativa que protege o cinema nacional e que, em países como França e Coreia do Sul, é responsável não só pela sobrevivência da indústria local, mas por sua projeção internacional. No total, os cinemas atraíram 913 mil pessoa e arrecadaram R$ 19,97 milhões no final de semana.

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    Taylor Swift vence Martin Scorsese nas bilheterias de cinema dos EUA

    22 de outubro de 2023 /

    O fenômeno “Taylor Swift: The Eras Tour” manteve sua liderança das bilheteiras norte-americanas em seu segundo fim de semana, com uma estimativa de US$ 31 milhões arrecadados. O valor eleva seu total doméstico para US$ 131 milhões e quebra mais um recorde, como o primeiro documentário musical a ultrapassar a marca de US$ 100 milhões nos EUA. Os valores poderiam ser até maiores, não fosse uma estratégia diferenciada de exibição, com sessões apenas às quintas, sextas, sábados e domingos nos cinemas norte-americanos. Essa abordagem visa garantir que o documentário seja assistido por plateias lotadas, embora isso reduza o número de sessões. Em compensação, os ingressos custam mais do que o preço médio de cinema nos EUA.   Coleção de recordes Outros recordes já quebrados pela produção incluem a maior estreia de um documentário musical em todos os tempos na América do Norte, superando com larga folga as bilheterias de “Hannah Montana e Miley Cyrus – Show: O Melhor dos Dois Mundos”, que teve uma abertura de US$ 31 milhões e um faturamento final de US$ 65,2 milhões em 2008, e “This Is It”, de Michael Jackson, que estreou com US$ 23,2 milhões e fez US$ 72 milhões ao todo em 2009. Com a arrecadação mundial em US$ 160 milhões, o filme da “The Eras Tour” também já tem a maior bilheteria total de um documentário musical em todos os tempos, ofuscando os US$ 73 milhões arrecadados por “Justin Bieber: Never Say Never” em 2011. Mais que isso: é a maior bilheteria de um documentário de qualquer tipo, superando o antigo campeão, “Fahrenheit 9/11”, que faturou US$ 119,1 milhões em 2004. Um detalhe interessante é que a produção é independente e foi totalmente autofinanciada por Taylor Swift, a um custo de US$ 15 milhões. Sem participações de estúdios ou intermediários, a cantora fechou um acordo direto com as distribuidoras e ficará com cerca de 57% do valor da venda dos ingressos, aumentando ainda mais sua fortuna em algumas dezenas de milhões.   O filme de Scorsese A principal estreia da semana, “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, rendeu US$ 23 milhões nos cinemas. Pode parecer pouco para a era dos blockbusters, mas se trata da melhor abertura de Scorsese desde “Ilha do Medo” de 2010 (com estreia de US$ 41 milhões) e a terceira melhor de sua carreira, depois ainda de “Os Infiltrados” de 2006 (US$ 26,9 milhões). No cenário internacional, o filme teve uma abertura de US$ 21 milhões em 63 mercados, totalizando US$ 44 milhões globalmente. Quem investe em filmes do diretor já sabe que terá prejuízo, fazendo isso apenas pelo prestígio e possibilidades de premiação. Vale lembrar que “Assassinos da Lua das Flores” custou cerca de US$ 200 milhões à Apple e tem quase três horas e meia de duração, o que dificulta enormemente suas chances de se pagar. Entretanto, a Apple fez sua aposta visando o Oscar 2024 e de olho no atrativo representado pelo nome de Scorsese para o lançamento posterior da obra em sua plataforma de streaming. Vale apontar que a trama estrelada por Leonardo DiCaprio, Lily Gladstone e Robert De Niro atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes.   O resto do Top 5 Os demais títulos ficaram muito distantes da arrecadação dos líderes. Em 3º lugar, “O Exorcista: O Devoto” acumulou US$ 6,7 milhões em seu terceiro fim de semana, elevando seu total doméstico para US$ 54,2 milhões. Globalmente, o terror ultrapassou a marca de US$ 100 milhões. A animação “Patrulha Canina: Um Filme Superpoderoso” ficou em 4º, com cerca de US$ 4,5 milhões – totalizando US$ 56 milhões domésticos e US$ 148,4 milhões mundiais após seu quarto fim de semana. Para completar, o relançamento comemorativo de 30 anos de “O Estranho Mundo de Jack”, de Tim Burton, fechou o Top 5 com US$ 4,1 milhões.   Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana.   1 | TAYLOR SWIFT: THE ERAS TOUR   2 | ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES   3 | O EXORCISTA: O DEVOTO   4 | PATRULHA CANINA: UM FILME SUPERPODEROSO   5 | O ESTRANHO MUNDO DE JACK

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