Trailer de “Kung Fu Panda 4” apresenta nova aventura animada
A Universal divulgou o pôster e o trailer de “Kung Fu Panda 4”, mostrando a volta de Po (dublado em inglês por Jack Black) para uma nova aventura no cinema – após uma passagem pela Netflix. O novo filme segue Po em sua jornada para se tornar Líder Espiritual, após se consolidar como Dragão Guerreiro. O problema no caminho é uma nova vilã, Camaleoa, mestre dos disfarces que convoca todos os grandes vilões da franquia para absorver seus poderes e se tornar invencível. Para enfrentá-la, ele vai precisar de novos aliados, mesmo que também sejam criminosos. Além de Jack Black, o elenco de vozes originais traz de volta Jackie Chan como o mestre macaco e destaca as estreias de Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Ke Huy Quan (“Loki”) e Viola Davis (“Mulher Rei”) como novos personagens. Viola, por sinal, é a dubladora da Camaleoa. Dirigido por Mike Mitchell (“Uma Aventura Lego 2”) e Stephanie Stine (“She-Ra e as Princesas do Poder”), “Kung Fu Panda 4” tem lançamento marcado para 21 de março no Brasil, duas semanas após a estreia nos EUA.
“Samurai de Olhos Azuis” é renovada para 2ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da animação “Samurai de Olhos Azuis” para sua 2ª temporada. A série estreou no dia 3 de novembro com sua 1ª temporada de oito episódios alcançando uma rara avaliação de 100% entre os críticos agregados no Rotten Tomatoes. A produção animada americana narra a história de Mizu, uma samurai de olhos azuis em uma missão de vingança durante o período Edo no Japão, um momento histórico marcado pelo isolacionismo do país. Ao enfrentar o preconceito por ser mestiça, Mizu (voz de Maya Erskine, de “Obi-Wan Kenobi”) assume a identidade de um samurai masculino, ocultando não apenas sua identidade de gênero, mas também a cor única de seus olhos com o uso de óculos coloridos. Sua jornada é motivada pela busca de vingança contra os quatro homens brancos que estavam no Japão no momento de seu nascimento, um dos quais ela acredita ser seu pai. Criada pelo casal Michael Green (roteirista de “Logan”) e Amber Noizumi, a atração apresenta um elenco de vozes primoroso, que inclui Kenneth Branagh (“A Noite das Bruxas”) como Abijah Fowler, um comerciante irlandês inescrupuloso, e Masi Oka (“Heroes”) como Ringo, um jovem samurai aspirante que se torna um aliado de Mizu. Enquanto o samurai avança em sua jornada, ela encontra outros personagens que desafiam as normas sociais, incluindo a princesa Akemi (Brenda Song, de “Dollface”) e o samurai Taigen (Darren Barnet, de “Eu Nunca…”), que tem sua lealdade testada quando cruza caminhos com Mizu. O estilo de animação é notável, misturando a tradicional arte japonesa com técnicas modernas de animação 3D, proporcionando sequências de ação altamente estilizadas e uma representação visualmente rica do Japão feudal. A direção é de Jane Wu, que estreia na função após longa carreira na animação – inclusive no vencedor do Oscar “Homem-Aranha no Aranhaverso”. O casal responsável pela criação, produção e roteiros da série, Amber Noizumi e Michael Green, expressaram seu entusiasmo com a renovação em um comunicado divulgado na noite de segunda-feira (11/12). “Quando iniciamos este projeto, nos comprometemos a trazer à vida essa história muito pessoal, ambientada no período Edo do Japão, da forma mais autêntica e bela possível. Nossos animadores, historiadores, músicos, artistas marciais e o elenco de voz tornaram isso uma realidade além de nossas expectativas”, afirmaram. Eles agradeceram à equipe e aos espectadores do mundo todo pelo apoio à jornada de Mizu, a protagonista. “Mizu tem muito mais sangue para derramar! Estamos profundamente gratos aos nossos incríveis parceiros na Netflix por permitir que a jornada continue.” Noizumi e Green revelaram em entrevista anterior (ao podcast TV’s Top 5 do The Hollywood Reporter), que planejaram quatro temporadas para “Samurai”. Revenge does not rest. Blue Eye Samurai will return for Season 2. pic.twitter.com/DSq05nLRTv — Netflix (@netflix) December 12, 2023
Bilheteria | Animação japonesa estreia em 1º lugar nos cinemas dos EUA
Com três animações e duas produções japonesas no Top 5, as bilheterias do fim de semana nos Estados Unidos e Canadá foram marcadas por surpresas e recordes inesperados. Líder em arrecadação com US$ 12,8 milhões, a animação japonesa “The Boy and the Heron” (O menino e a garça, em tradução literal) atingiu um marco histórico em seu fim de semana de estreia na América do Norte. Esta conquista é significativa por ser a primeira vez que um anime original ocupa a posição de liderança nas bilheterias norte-americanas. “The Boy and the Heron” também marca o retorno do aclamado diretor Hayao Miyazaki após uma década – e um anúncio de aposentadoria em 2013. Lançado inicialmente no Japão em 14 de julho, o filme já acumulou impressionantes US$ 84 milhões em bilheteria global, sendo US$ 56 milhões apenas no Japão. A produção estabeleceu outros recordes, incluindo o filme de maior bilheteria de Miyazaki e do Studio Ghibli nos Estados Unidos, superando “Vidas ao Vento”. Público e crítica adoraram a jornada de Mahito, um garoto de 12 anos que, ao embarcar numa perigosa aventura para encontrar sua mãe desaparecida, vive uma história de amadurecimento. O filme recebeu uma classificação A- no CinemaScore, pesquisa feita com o público na saída dos cinemas dos EUA, e atingiu 96% de aprovação na média das críticas compiladas pelo site Rotten Tomatoes. Ainda não há previsão para a estreia no Brasil O resto do Top 5 Com o sucesso do anime, “Renaissance: Um Filme de Beyoncé”, que havia estreado em 1º lugar na semana anterior, experimentou uma queda acentuada, faturando apenas US$ 5 milhões em sua segunda semana. O documentário musical, que estreia só em 21 de dezembro no Brasil, caiu tanto que ficou fora do Top 5 em sua segunda semana de exibição. Este declínio aponta para uma base de fãs concentrada na estreia e um apelo limitado fora disso. O 2º lugar nas bilheterias foi ocupado por “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, que arrecadou US$ 9,4 milhões em sua quarta semana de exibição. Com essa performance, o filme elevou seu total doméstico para impressionantes US$ 135,6 milhões e, globalmente, alcançou quase US$ 280 milhões. As bilheterias também destacaram outra produção japonesa. “Godzilla Minus One” ficou em 3º lugar, com US$ 8,3 milhões em seu segundo fim de semana em cartaz. A produção da Toho ainda estabeleceu mais um recorde para o Japão, como o título live-action japonês a conquistar a maior arrecadação na América do Norte, após as vendas de ingressos totalizarem US$ 25,3 milhões em 10 dias de exibição. Com 97% de aprovação, o longa também superou com folga as avaliações do Rotten Tomatoes para as produções americanas do monstro gigante – incluindo “Godzilla vs. Kong” (76%), de 2021. O resto do Top 5 manteve as mesmas posições da semana passada, com uma animação da DreamWorks surrando uma produção da Disney. “Trolls 3: Juntos Novamente” manteve-se em 4º com um faturamento de US$ 6,2 milhões, elevando seu total para US$ 83,1 milhões na América do Norte e US$ 173,8 milhões em todo o mundo. Já “Wish: O Poder dos Desejos” – que estreia só em 4 de janeiro no Brasil – teve uma arrecadação de US$ 5,3 milhões. Seu volume doméstico está em US$ 49,4 milhões, enquanto o valor mundial gira em torno de US$ 105,5 milhões. O desempenho de “Wonka” Fora dos EUA, o filme “Wonka” teve um desempenho internacional promissor, arrecadando US$ 43,2 milhões em seus primeiros 37 mercados estrangeiros. Esta abertura forte no exterior indicou uma recepção positiva do filme, com o Reino Unido liderando as bilheterias com US$ 11,1 milhões, seguido por países como México, Espanha e Alemanha, onde o lançamento teve um desempenho robusto. A contribuição dos cinemas IMAX foi significativa, somando US$ 2,3 milhões à bilheteria total. O prólogo de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” também foi lançado no Brasil no fim de semana, mas seu lançamento nos EUA e Canadá só vai acontecer na próxima sexta (15/12). Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | THE BOY AND THE HERON 2 | JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES 3 | GODZILLA MINUS ONE 4 | TROLLS 3: JUNTOS NOVAMENTE 5 | WISH: O PODER DOS DESEJOS
As 10 melhores séries lançadas em novembro
O mês de novembro trouxe muitas séries novas e ainda retomou algumas tramas favoritas do público e crítica. O Top 10 dos melhores lançamentos do período inclui sci-fi, mistério, animação, monstros gigantes, super-heróis, drama LGBTQIA+, espionagem, comédia e duas produções criminais brasileiras. A lista é uma forma de lembrar aos leitores os destaques em meio à avalanche de conteúdo das plataformas – já que alguns títulos podem passar batidos diante da quantidade de opções. Confira a seguir os novos hits e as descobertas que merecem atenção na fila do streaming. UM ASSASSINATO NO FIM DO MUNDO | STAR+ A nova série de mistério de Brit Marling e Zal Batmanglij (a dupla criativa de “The OA”) mescla serial killer, mudança climática e avanços tecnológicos. O elenco é encabeçado por Emma Corrin (“The Crown”), que interpreta Darby Hart, uma detetive amadora e escritora, que se desdobra na narrativa em duas linhas temporais. Em flashbacks, Darby une forças a outro detetive amador, vivido por Harris Dickinson (“Um Lugar Bem Longe Daqui”), para investigar um serial killer. Anos depois, os dois parceiros se reencontram no “fim do mundo”, um retiro organizado por um bilionário da tecnologia (Clive Owen, de “Lisey’s Story”) num local distante em meio ao gelo. Contudo, quando um dos convidados é encontrado morto, ela precisa utilizar todas as suas habilidades para provar que se trata de um assassinato e impedir que o assassino tire mais vidas. Alterando-se entre o presente (ou futuro, pela evolução da Inteligência Artificial na trama) no retiro e flashbacks da investigação inicial, a trama busca explorar as relações e a evolução dos personagens, enquanto a cinematografia contrasta as duas linhas do tempo, realçando o calor dos flashbacks e o ambiente frio e isolado do presente. Apesar dos desafios na balancear a narrativa e em dar profundidade aos temas, a série mantém um bom nível de engajamento nas duas linhas temporais, em grande parte devido à presença magnética de Corrin na tela. O restante do elenco é formado pela própria Brit Marling (“The OA”), Joan Chen (“Ovelhas sem Pastor”), Raúl Esparza (“Candy”), Jermaine Fowler (“Um Príncipe em Nova York 2”), Ryan J. Haddad (“The Politician”), Pegah Ferydoni (“Almania”), Javed Khan (“Lapwing”), Louis Cancelmi (Billions”), Edoardo Ballerini (“7 Splinters in Time”), Britian Seibert (“The Knick”), Christopher Gurr (“A Idade Dourada”), Kellan Tetlow (“This Is Us”), Daniel Olson (“Nossa Bandeira É a Morte”), Neal Huff (“Radium Girls”) e a brasileira Alice Braga (“O Esquadrão Suicida”). MONARCH: LEGADO DE MONSTROS | APPLE TV+ A superprodução do estúdio Legendary leva a franquia dos monstros gigantes para a televisão, apresentando um desafio único ao adaptar as espetaculares batalhas de titãs para uma tela menor. Ambientada um ano após o “Dia G” – o confronto entre Godzilla, King Kong e os kaijus, que destruiu grande parte de São Francisco no filme “Godzilla vs. Kong” (2021) – a história segue Cate (Anna Sawai), uma professora da área da baía de São Francisco, que vai a Tóquio em busca de respostas sobre seu falecido pai, Hiroshi (Takehiro Hira). Lá, ela descobre que Hiroshi tinha uma segunda família, conhece um meio-irmão e investiga a conexão da família com a Monarch, uma organização secreta comparada à CIA, mas focada em monstros. Apesar de se relacionar também à trama de “Kong: Ilha da Caveira” (2017), a produção não exige conhecimento prévio sobre os filmes do Monstroverso, embora isso possa enriquecer a experiência. A série funciona como uma história de origem da Monarch, alternando-se entre o presente e eventos que se seguiram à 2ª Guerra Mundial. A dinâmica entre as diferentes eras é facilitada pelo uso de um mesmo personagem, com Wyatt Russell (“Falcão e o Soldado Invernal”) retratando um soldado americano na época da guerra e seu pai da vida real, Kurt Russell (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”), aparecendo como sua versão mais velha. Visualmente, a produção é impressionante, com cenas de ação que evocam o Monstroverso, enquanto a trama se expande para locais tão distantes quanto o Alasca e a Argélia. Mas há um inevitável diferencial de escala – obviamente, Godzilla não aparece na maioria dos capítulos – , o que os escritores sabem usar a seu favor, ao manter um foco maior nos personagens humanos da história, que sempre ficam em segundo plano nos filmes. Criada por Chris Black (“Outcast”) e Matt Fraction (“Gavião Arqueiro”), a atração também é estrelada por Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”), Joe Tippett (“Mare of Easttown”), Elisa Lasowski (“Versailles”) e o cantor japonês Ren Watabe (“461 Lunch Boxes”), além de trazer participação especial de John Goodman revivendo seu papel de “Kong: A Ilha da Caveira” (2017). FOR ALL MANKIND 4 | APPLE TV+ Desenvolvida por Ronald D. Moore, criador do reboot de “Battlestar Galactica” e da série “Outlander”, a aclamada ficção científica explora uma linha temporal alternativa da História, onde os astronautas soviéticos foram os primeiros a pousar na Lua. A trama imagina o impacto deste feito na guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética, mostrando uma realidade em que a continuidade de corrida espacial acelerou inovações tecnológicas e a conquista do espaço. Os novos capítulos avançam oito anos após o final da 3ª temporada, mostrando a ampliação da presença terrestre em Marte e a transformação de antigos inimigos em aliados. No novo ciclo, o enfoque do programa espacial é a mineração de asteroides ricos em minerais preciosos, que têm o potencial de transformar o futuro da humanidade. Contudo, tensões crescentes entre os residentes da base internacional em Marte ameaçam desmantelar todos os avanços alcançados. A 4ª temporada traz de volta integrantes já conhecidos, como Joel Kinnaman, Wrenn Schmidt, Krys Marshall, Edi Gathegi, Cynthy Wu e Coral Peña. Mas a produção também ganhou novos atores, incluindo Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”), Tyner Rushing (“Em Nome do Céu”), Daniel Stern (“Esqueceram de Mim”) e Svetlana Efremova (“The Americans”). SLOW HORSES 3 | APPLE TV+ “Slow Horses” desafia as convenções dos thrillers de espionagem ao trocar cenários glamourosos e heróis impecáveis por personagens desorganizados e falíveis, e por dar menos ênfase às sequências de ação, apesar de bem executadas, em relação aos momentos mais sutis e desenvolvimento dos personagens. Raridade no gênero, sem ser uma paródia, sua trama se concentra em espiões incompetentes, oferecendo uma mistura de humor ácido, intriga e ação. Sob a liderança do desleixado e alcoólatra Jackson Lamb, interpretado por Gary Oldman (vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação”), a equipe de Slough House, uma espécie de depósito de arquivos inúteis do MI5, encara desafios que refletem seu próprio status marginalizado dentro da inteligência britânica. A 3ª temporada mantém a qualidade narrativa das anteriores, ao explorar personagens como Catherine Standish (Saskia Reeves, de “Luther”), a responsável pela organização do escritório de Slough House, e River Cartwright (Jack Lowden, de “Dunkirk”), um agente promissor relegado ao depósito após cometer um ato de traição. A dinâmica entre eles é destacada quando Standish é sequestrada, desencadeando uma série de eventos que obrigam Lamb e seus agentes a desvendar o mistério por trás do sequestro. O desempenho reservado de Reeves como uma veterana da inteligência com conhecimento tático é um ponto alto dos episódios. THE CURSE | PARAMOUNT+ A primeira série desenvolvida pelos irmãos Safdie, diretores de “Bom Comportamento” (2017) e “Joias Brutas” (2019), traz Emma Stone (vencedora do Oscar por “La La Land”) e Nathan Fielder (“Nathan For You”) como um casal que apresenta um programa de reformas e decoração centrado em sua pequena comunidade interiorana. Durante uma gravação, o produtor vivido por Benny Safdie sugere que Asher dê dinheiro para uma criança necessitada. Como ele só tem US$ 100 na carteira, oferece o dinheiro diante das câmeras, mas depois pede de volta, querendo trocar por notas menores. Como resultado, a criança lança uma maldição sobre o sovina. Em tom de comédia ácida, a produção passa a mostrar como essa suposta maldição perturba o relacionamento do casal, que, enquanto grava seu problemático programa, também tenta conceber um filho. Além de estrelar, Emma Stone é produtora da atração, por meio de sua empresa Fruit Tree – em parceria com a Elara Pictures, de Josh e Benny Safdie, e o igualmente premiado estúdio A24 (vencedor do Oscar 2023 com “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”). COMPANHEIROS DE VIAGEM | PARAMOUNT+ A minissérie adapta o romance homônimo de Thomas Mallon, ambientado em Washington, D.C., durante os anos 1950 – a era McCarthy, auge do conservadorismo americano – , mas também avança no tempo para os anos 1980, período de intensa homofobia. Distribuída em oito episódios, a história acompanha a longa e apaixonada relação entre dois homens, Tim (interpretado por Jonathan Bailey), um jovem idealista e católico, e Hawk (Matt Bomer), um charmoso operador político. Os dois personagens, vindos de mundos distintos, se envolvem em um romance intenso e condenado à tragédia. A adaptação foi criada pelo escritor Ron Nyswaner, conhecido por seu trabalho em filmes e séries de temas LGBTQIA+, com destaque para o premiado longa “Philadelphia” de 1993, que foi um marco na representação do HIV/AIDS no cinema. Sua história combina política, romance queer e suspense de espionagem, utilizando dois períodos sombrios da história dos Estados Unidos como pano de fundo. Apesar de se desenrolar em torno de eventos reais, como a caça às bruxas de McCarthy (anticomunismo como fobia social) e a crise da AIDS nos anos 1980, a atração não se limita a ser apenas uma reconstituição histórica ou uma peça moral sobre a crueldade do governo em relação à comunidade LGBTQIA+. Em seu âmago, está um romance verdadeiro e cativante, reforçado pelas atuações de Bailey e Bomer, com direito a cenas de sexo bastante gráficas. De fato, a dinâmica de poder na relação sexual entre Hawk e Tim é explorada sem suavizar as arestas para o público heterossexual, o que faz da série uma das representações menos comedidas do amor gay, destacando-se por abordar o assunto de forma ousada. RIO CONNECTION | GLOBOPLAY Ambientada nos anos 1970, a série nacional explora a intricada rede de tráfico de heroína estabelecida no Brasil, formando uma rota estratégica para os Estados Unidos. A obra é dirigida por Mauro Lima (“Meu Nome Não É Johnny”), destacando-se por sua alta qualidade de produção e um elenco que combina talentos estrangeiros e brasileiros. A trama se aprofunda na vida de três criminosos europeus – Tommaso Buscetta (Valerio Morigi), Fernand Legros (Raphael Kahn) e Lucien Sarti (Aksel Ustun), com a presença marcante da atriz Marina Ruy Barbosa no papel de Ana Barbosa, uma cantora de boate que navega entre o glamour e os perigos associados ao submundo do crime. Inspirada em eventos reais, a trama desenrola-se em torno do plano do famoso mafioso Tommaso Buscetta e seus comparsas para usar o Rio como conexão do tráfico internacional. A trama mergulha nos detalhes da operação criminosa, destacando a compra da droga a preços baixos e a revenda por valores elevados. A série também explora a complexidade dos personagens, evitando retratá-los como criminosos unidimensionais e oferecendo uma visão mais humana e empática de suas vidas, apesar de suas ações sombrias. Coprodução internacional com a Sony, apesar de brasileira a série é falada em inglês. Conta com oito episódios e também inclui no elenco Nicolas Prattes, Gustavo Pace e Alexandre David, interpretando policiais brasileiros, além de Maria Casadevall, Carla Salle, Felipe Rocha e Rômulo Arantes Neto. DNA DO CRIME | NETFLIX Série brasileira mais cara da Netflix, o thriller criminal se destaca por integrar ação intensa com uma investigação detalhada. A trama é baseada em uma história real que ocorreu na América do Sul entre 2013 e 2020, e começa com um assalto bem planejado em Ciudad del Este, no Paraguai. Mais de 50 assaltantes fortemente armados usam explosivos para entrar e fugir com US$ 44 milhões da sede de uma empresa de private equity. À medida que as investigações se desdobram, com o envolvimento de agentes federais brasileiros, sediados em Foz do Iguaçu, a história se aprofunda em uma complexa...
Estreias | Indiana Jones, Trolls, Scorsese e as novidades de streaming da semana
A lista de estreias de streaming da semana reúne sete filmes e três séries novas. A relação destaca longas que estiveram recentemente nos cinemas, de blockbusters como “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” e “Trolls 3: Juntos Novamente” ao conceituado “Assassinos da Lua das Flores”. Mas também há produções inéditas, como “O Mundo Depois de Nós”, além de três obras brasileiras de cinema e TV. Confira abaixo o Top 10 das dicas. FILMES ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES | VOD* O novo épico de Martin Scorsese (“O Irlandês”) desvenda a história real dos assassinatos da Nação Osage no início do século 20, quando várias mortes ocorreram após descobertas de grandes depósitos de petróleo nas terras indígenas em Oklahoma. A narrativa segue Ernest Burkhart (Leonardo DiCaprio), que se muda para Fairfax, Oklahoma, na década de 1920, para viver com seu tio, William Hale (Robert De Niro), conhecido como King Bill Hale, um influente pecuarista local. Sob a manipulação de seu tio, Ernest se envolve com Mollie (Lily Gladstone), uma mulher Osage, com o objetivo sombrio de herdar os direitos lucrativos de petróleo de sua família, caso os membros de sua família morram. O drama se intensifica à medida que membros da família de Mollie são assassinados um a um, destacando uma trama maior de ganância e exploração. A complexa rede de mentiras e corrupção é revelada gradualmente, com o envolvimento de vários membros da comunidade que, silenciosamente, consentem ou contribuem para os crimes. A interpretação de Gladstone como Mollie, que enfrenta a dor insuportável da perda enquanto descobre a verdade sobre seu marido e a conspiração em andamento, tem sido apontada como garantida no Oscar 2023. A colaboração entre Scorsese e seus dois atores favoritos, DiCaprio e De Niro, juntos pela primeira vez num filme do cineasta – após estrelarem separadamente suas obras mais famosas – é um atrativo à parte. E suas cenas são a base da história envolvente, roteirizada por Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”) e baseado no livro homônimo de David Grann, que mistura crime verdadeiro com elementos de faroeste e consegue prender a atenção do espectador ao longo de suas quase 3 horas e meia de duração. Tão surpreendente quanto a extensão do filme só a vitalidade do diretor de 80 anos, que descobriu um novo terreno visual e dramático para se expressar, mergulhando pela primeira vez nos vastos espaços abertos e na atmosfera dos bangue-bangues clássicos para criar seu primeiro western, com indígenas, pistoleiros, fazendeiros corruptos e homens da lei. A decisão de filmar em locais autênticos em Oklahoma, proporcionando um pano de fundo realista e engajando comunidades locais no processo, aumenta a autenticidade e a riqueza visual e cultural da produção, que merecidamente arrancou elogios em sua première no Festival de Cannes e atingiu 96% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes. INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO | DISNEY+ A despedida de Harrison Ford do papel de Indiana Jones decepcionou nas bilheterias – como quase tudo que a Disney lançou em 2023 – , mas é uma aventura empolgante, que entrega o que os fãs esperam da franquia. A trama começa com uma impressionante sequência de flashback, ambientada em 1944, que apresenta um Indy mais jovem, graças à tecnologia de rejuvenescimento digital, enfrentando nazistas para se apossar de um artefato crucial, a Antikythera de Arquimedes – um dispositivo de cálculo celestial que no filme tem poderes extraordinários. A história então avança para 1969, onde o agora idoso Dr. Jones, perto de se aposentar e vivendo em um apartamento decadente em Nova York, se vê envolvido em uma última aventura ao lado de Helena (Phoebe Waller-Bridge), a filha de seu falecido parceiro Basil (Toby Jones), e numa corrida com o cientista nazista Jürgen Voller (Mads Mikkelsen) pela tal relíquia. Dirigido por James Mangold (“Logan”), o filme leva Indy e seus aliados a uma série de locais exóticos, incluindo as estreitas ruas de Tânger e a tumba de Arquimedes na Sicília, cheia de quebra-cabeças à la “Código Da Vinci” e um segredo que desafia a física. O elenco de apoio inclui o retorno de algumas figuras queridas da franquia e a adição de novas, como a personagem de Waller-Bridge, Helena, que desempenha um papel significativo na trama. A história também encontra uma maneira de amarrar as pontas soltas de personagens antigos que haviam desaparecido sem explicação. Mesmo que não seja um clássico como os primeiros longas, sua combinação de nostalgia e ação vibrante proporciona uma despedida digna ao herói – além de superar o capítulo anterior, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, de 2008. TROLLS 3: JUNTOS NOVAMENTE | VOD* Em sua volta às telas, Poppy e Tronco, os personagens dublados em inglês por Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) e Justin Timberlake (“O Preço do Amanhã”), são oficialmente um casal, apelidado de Troppy. Mas conforme ficam mais íntimos, Poppy descobre que Tronco tem um passado secreto: ele já fez parte da boyband favorita dela, BroZone, com seus quatro irmãos Floyd, John Dory, Spruce e Clay. Eles se separaram quando Tronco ainda era um bebê, assim como a família, e Tronco não vê seus irmãos desde então. Mas quando Floyd, é sequestrado, Tronco e Poppy embarcam em uma jornada emocionante para reunir os outros irmãos e resgatá-lo de um destino ainda pior do que a obscuridade da cultura pop. O detalhe é que essa historia é embalada por uma música do ‘N Sync, a boyband nada secreta do passado de Justin Timberlake, que voltou a gravar junta, 20 anos após sua separação, especialmente para a trilha sonora do filme. A animação também conta com a volta do diretor Walt Dohrn e com um elenco de dubladores que combina cantores e atores, como Camila Cabello (“Cinderella”), Eric André (“The Righteous Gemstones”), Amy Schumer (“Descompensada”), Andrew Rannells (“Um Pequeno Favor”), Troye Sivan (“The Idol”), Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”), Zooey Deschanel (“New Girl”), Kid Cudi (“Não Olhe para Cima”) e Anderson Paak (“Grown-ish”). MEU NOME É GAL | VOD* A cinebiografia aborda a vida da icônica cantora Gal Costa, focando os anos de 1966 a 1971, que marcam a transformação da tímida Gracinha, que se muda de Salvador para o Rio de Janeiro, na renomada tropicalista. Dirigido por Dandara Ferreira (que escreveu e dirigiu a série documental “O Nome Dela É Gal”) e Lô Politii (“Alvorada”), a produção abre com uma cena do show “Fa-Tal” em 12 de outubro de 1971 e, a partir daí, retrocede para mostrar a chegada de Gal ao Rio de Janeiro e seu reencontro com figuras importantes como Caetano Veloso (Rodrigo Lelis), Gilberto Gil (Dan Ferreira) e o empresário Guilherme Araújo (Luis Lobianco). Dando um show verdadeiro no papel principal, Sophie Charlotte não apenas atua, mas também canta as canções no longa. Para fãs de Gal e da geração da Tropicália, a obra oferece cenas antológicas, que recriam a fase mais rebelde da cantora. Entretanto, a apresentação desconexa de eventos prejudica a narrativa, contexto e até a compreensão da história para quem não é iniciado. A relação de Gal com sua mãe, interpretada por Chica Carelli, e com outros personagens importantes, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, é pouquíssimo desenvolvida. Além disso, a participação de Maria Bethânia, interpretada pela codiretora Dandara Ferreira, é tão breve que nada acrescenta à trama. Na comparação com outras cinebiografias musicais brasileiras, o longa se destaca por evitar os clichês mais comuns, focando-se em um período específico e crucial na carreira de artista, em vez de passar correndo por toda a sua vida. Embora nem assim consiga aprofundar questões importantes, a luta por autonomia da cantora ganha destaque, explorando suas relações e desafios em um período turbulento da história brasileira. Além disso, o filme confirma Sophie Charlotte como uma das melhores atrizes brasileiras da atualidade. Podem esperá-la nas premiações de melhores do ano. O MUNDO DEPOIS DE NÓS | NETFLIX O thriller psicológico, que mergulha nas profundezas de um apocalipse iminente, é uma viagem tensa e sombria pelos medos contemporâneos, desde a dependência da tecnologia até a desintegração social. A narrativa segue Amanda (Julia Roberts) e Clay (Ethan Hawke), um casal do Brooklyn que busca uma pausa da rotina agitada, levando seus filhos para uma casa de campo em Long Island. A tranquilidade é interrompida pela chegada inesperada do proprietário da casa (Mahershala Ali) e sua filha, que buscam refúgio após um apagão em Nova York. O que começa como uma comédia de costumes, rapidamente se transforma em um cenário maior e mais ameaçador, onde a falta de comunicação e estranhos fenômenos naturais sugerem um desastre global. Baseada no best-seller de Rumaan Alam, a filmagem de Sam Esmail, conhecido como criador de “Mr. Robot”, utiliza técnicas visuais complexas para contar a história, oferecendo respostas concretas às ambiguidades do livro. A adaptação se aprofunda nas tensões raciais e nas divisões de classe, mas estes temas são relevados conforme as famílias enfrentam ameaças desconhecidas. Marcada por uma crescente sensação de desastre, alimentada pela incapacidade de comunicação, o filme oscila entre o suspense e uma observação aguda da malaise contemporânea, destacando-se pelas atuações de Roberts e Ali, que entregam monólogos longos e perturbadores. O PRIMEIRO NATAL DO MUNDO | AMAZON PRIME VIDEO A comédia brasileira gira em torno da família Pinheiro Lima, cuja vida é virada de cabeça para baixo quando um dos filhos deseja que o Natal desapareça. Esse pedido inusitado é atendido, gerando uma série de confusões para todos. O elenco é liderado por Lázaro Ramos (“Ó Pai Ó 2”) como Pepê, um professor de história viúvo e pai de duas filhas, e Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) como Tina, sua esposa, uma chef de cozinha divorciada e mãe de dois filhos. Juntos, eles embarcam em uma jornada para restaurar a data, suas tradições e o verdadeiro significado do Natal. A produção se diferencia ao focar no Natal no Brasil, um aspecto raramente explorado em produções de streaming do gênero – uma das raras exceções é “Tudo Bem no Natal que Vem”, com Leandro Hassum. Por isso, a comédia busca não só entreter, mas também colocar em destaque símbolos e valores culturais do Brasil na trama. Com direção de Susana Garcia (“Minha Mãe É uma Peça 3”) e Gigi Soares (“Novela”), o longa também destaca no elenco Fabiana Karla, Igor Jansen, Theo Matos, Valen Gaspar, Yasmin Londuik, Stella Miranda, Cézar Maracujá, Wilson Rabelo e uma participação especial de Rafael Infante. THE ARCHIES | NETFLIX Esse projeto curioso é uma versão indiana de “Riverdale”, que se passa nos anos 1960, é embalada pela música da época e vem com diversas coreografias sincronizadas para confirmar sua procedência de Bollywood. De forma surpreendente, os quadrinhos da Archie Comics são bastante populares na Índia. E, pelo visto, os desenhos animados também, já que a década escolhida para a ambientação do filme é a mesma da época em que a versão animada dos personagens estourou nas paradas de sucesso, com a gravação de “Sugar Sugar”. O teaser traz algumas referências dos quadrinhos clássicos, que também podem ser vistas em “Riverdale”, como o icônico restaurante Pop Tate’s. Outra curiosidade é que os personagens mantém os mesmos nomes americanos com que se tornaram conhecidos. O longa tem direção de Zoya Akhtar (“Gully Boy”) e foi escrito por Kagti, Akhtar e Ayesha DeVitre (“Kapoor & Sons”). E, com a exceção de Mihir Ahuja (“Candy”), intérprete de Jughead Jones, o elenco central é composto por atores iniciantes. SÉRIES AMERICAN HORROR STORIES 3 | STAR+ Criada pelos mesmos idealizadores de “American Horror Story”, Ryan Murphy e Brad Falchuck, a série derivada se diferencia da anterior por apresentar uma história de terror diferente a cada episódio – em vez de uma trama única por temporada como a atração que a originou. Na 3ª temporada são apenas quatro episódios. Em “Tapeworm”, uma modelo em ascensão não mede esforços em sua busca por sucesso, num enredo que aborda a temática da autoimagem e dos sacrifícios...
“Central Park” é cancelada após três temporadas
A Apple TV+ cancelou a série animada “Central Park” após três temporadas. A revelação foi feita pelo ator e co-criador Josh Gad (o LeFou de “A Bela e a Fera”)nas redes sociais. Ele confirmou o cancelamento ao responder à pergunta de um fã sobre a 4ª temporada. “Infelizmente, acabou”, informou. Posteriormente, a Apple confirmou que a série não terá novos capítulos. Gad criou “Central Park” em parceria com Loren Bouchard e Nora Smith, respectivamente criador e roteirista de “Bob’s Burgers”. A série acompanhava uma família de zeladores, que vivem e trabalham no Central Park, o maior parque de Nova York. Na trama, os Tillerman lutavam para salvar o parque nova-iorquino – e o mundo – de planos imobiliários sinistros. E, de quebra, ainda cantavam vários números musicais. O próprio Josh Gad era uma das vozes principais, junto com Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”), Leslie Odom Jr. (“Uma Noite em Miami”), Kathryn Hahn (“WandaVision”) e Kristen Bell (“The Good Place”). A série foi alvo de uma controvérsia na 2ª temporada, quando Kristen Bell pediu para sair do elenco, após repensar o fato de ser uma atriz branca dublando uma personagem de cor. Ela tomou a decisão logo após Jenny Slate anunciar que estava se afastando de “Big Mouth” da Netflix por razões semelhantes. No lugar de Bell, entrou Emmy Raver-Lampman (“The Umbrella Academy”). Entretanto, a atriz voltou no terceiro ano como uma nova personagem. O cancelamento de “Central Park” se junta aos cortes recentes de duas séries live-action na Apple TV+: a pouca vista “Swagger” e a elogiada “Depois da Festa” (The Afterparty).
Bilheteria | Filme de Beyoncé estreia em 1º lugar nos EUA
O novo documentário de Beyoncé repetiu o sucesso do filme da turnê de Taylor Swift e estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá neste fim de semana. Escrito, dirigido, produzido e estrelado pela cantora, “Renaissance: Um Filme de Beyoncé” faturou US$ 21 milhões em 2.536 salas, tornando-se a maior abertura de início de dezembro na América do Norte nas últimas duas décadas. A produção também virou uma rara unanimidade absoluta entre público e critica. Além de atingir 100% de aprovação da crítica, segundo o site Rotten Tomatoes, conquistou nota máxima, A+, no CinemaScore, pesquisa feita com o público americano após a saída dos cinemas. Entretanto, o filme não teve o mesmo apelo no exterior, onde ocupou circuito limitado com arrecadação de apenas US$ 6,4 milhões. Ficou em 4º lugar no Reino Unido, por exemplo, e em 6º lugar na Austrália. O lançamento no Brasil está marcado apenas para a véspera do Natal, em 21 de dezembro. Repetindo a estratégia de Taylor Swift, Beyoncé lançou o filme de forma independente, sem apoio dos estúdios de Hollywood, fechando contrato de distribuição diretamente com as grandes redes para ficar com a maior parte do faturamento dos ingressos vendidos. Com isso, ficou ainda mais rica neste domingo (3/12). O resto do Top 5 Em 2º lugar nas bilheterias, “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” manteve uma boa arrecadação, somando mais US$ 14,5 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz. O total doméstico já está em US$ 121,2 milhões e o mundial chegou a US$ 243,9 milhões. O 3º lugar foi marcado por um lançamento internacional: o novo filme japonês de Godzilla, “Godzilla Minus One”, que sinalizou a popularidade mundial da franquia. O filme fez US$ 11 milhões em 2.308 cinemas da América do Norte e conquistou a aprovação da crítica local, atingindo um aval de 97% no Rotten Tomatoes. A produção chega ao Brasil na semana que vem, no dia 14 de dezembro. O Top 5 se completou com as animações “Trolls 3: Juntos Novamente”, da DreamWorks/Universal, e “Wish: O Poder dos Desejos”, da Disney. A continuação de “Trolls” rendeu US$ 7,6 milhões em 3.616 cinemas, subindo para US$ 74,8 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz na América do Norte e US$ 160,6 milhões mundiais. Já a produção sobre a estrela do desejo da Disney desabou 62% em sua segunda semana, ficando com US$ 7,4 milhões em 3.900 locações, para um faturamento doméstico de US$ 42 milhões. Em todo o mundo, o filme soma US$ 81,6 milhões, mas só estreia no Brasil em 4 de janeiro. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | RENAISSANCE: UM FILME DE BEYONCÉ 2 | JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES 3 | GODZILLA MINUS ONE 4 | TROLLS 3: JUNTOS NOVAMENTE 5 | WISH: O PODER DOS DESEJOS
Anime baseado no Esquadrão Suicida ganha primeiro trailer
A Warner Bros. do Japão divulgou o trailer de “Suicide Squad ISEKAI”, série de anime do Esquadrão Suicida produzido pelo Wit Studio, responsável por “Ataque dos Titãs”. A palavra isekai, presente no título, significa “outro mundo” e costuma ser usada para definir animes que envolvem portais e personagens transportados para outras dimensões ou universos alternativos. Na trama, Arlequina, Tubarão Rei, Pacificador, Cara de Barro, Pistoleiro e outros personagens vão parar num mundo estranho, onde precisam lutar por suas vidas. O design dos personagens é de Akira Amano, responsável pelo visual da franquia “Psycho-Pass”. Os roteiros foram escritos por Tappei Nagatsuki e Eiji Umehara (ambos de “Vivy: Fluorite Eye’s Song”) e a direção está a cargo de Eri Osada (“The World’s Finest Assassin”). Aguardado para 2024, “Suicide Squad ISEKAI” ainda não tem previsão definida de estreia.
Horácio | Diretor de “Rio” fará animação dos quadrinhos de Mauricio de Sousa
O painel da Mauricio de Sousa Produções (MSP) na CCXP 2023 trouxe uma grande novidade nesta sexta (1/12). O pequeno dinossauro Horácio ganhará uma animação dirigida por Carlos Saldanha, conhecido por dirigir as franquia de filmes “A Era do Gelo” e “Rio”. Em comunicado, a MSP confirmou que o cineasta desenvolverá uma animação com a produtora, mas tentou manter o projeto em segredo. Só que o próprio Mauricio de Sousa contou na CCXP que o protagonista será o dinossauro Horácio: “Perto do Saldanha, a gente sonha em animar. E, além disso, junto com animar, vem um dinossauro”. Horácio foi criado em 1961, antes mesmo da Mônica, e é um filhote de tiranossauro rex que contraria sua natureza selvagem. Além de ser bondoso e pacífico, ele também segue uma dieta vegetariana. Nos gibis, as tramas de Horácio costumam acompanhar sua jornada em busca de sua mãe, enquanto faz diversas reflexões, conquista novas amizades e, é claro, foge do charme da dinossaura Lucinda. Durante muitos anos, Mauricio manteve o monopólio sobre as histórias de Horácio, não deixando ninguém mais tocar no personagem, mesmo quando a Turma da Mônica já era produzida em escala industrial. Mas isso mudou nos últimos tempos, com a publicação de edições especiais assinadas por outros artistas. Apesar da confirmação do projeto, o título e a sinopse do desenho de Horácio não foram revelados.
Bilheteria | Novo “Jogos Vorazes” supera estreias de “Napoleão” e “Wish” nos EUA
“Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, prólogo da popular franquia de filmes dos anos 2010, liderou as bilheterias dos Estados Unidos durante o feriado de Ação de Graças, superando expectativas do mercado ao enfrentar grandes lançamentos rivais. Dirigido por Francis Lawrence, o filme arrecadou US$ 28,8 milhões no fim de semana, ultrapassando a nova animação da Disney, “Wish: O Poder dos Desejos”, e o épico “Napoleão”, que custou US$ 200 milhões. A produção da Lionsgate deve ultrapassar US$ 100 milhões no mercado doméstico e atingir o dobro, US$ 200 milhões, em todo o mundo até segunda-feira. Este desempenho em seus primeiros 10 dias de exibição é maior que o previsto, embora o filme tenha sido orçado em US$ 100 milhões. Novo fracasso da Disney Em contraste ao sucesso da Lionsgate, a crise da Disney parece não ter fim. Além do fracasso de “As Marvels”, o estúdio enfrenta uma enorme decepção com “Wish”. Vale apontar que o feriado de Ação de Graças é geralmente marcado por blockbusters animados, mas a nova produção da Disney arrecadou apenas US$ 19,5 milhões durante o fim de semana, ficando apenas com o 3º lugar na bilheteria doméstica. Lançado com antecedência na quarta (22/11), o filme soma US$ 31,7 milhões em cinco dias nos EUA e Canadá. O fracasso se manifesta diante das expectativas iniciais, que projetavam uma abertura de US$ 45 milhões a US$ 50 milhões. Os números só chegam nestes valores com a soma das bilheterias de outros países. “Wish” adicionou US$ 17,3 milhões do mercado internacional para totalizar uma estreia de US$ 49 milhões mundiais. A crise não é só de público. “Wish” teve somente 50% de aprovação da crítica, na análise do site Rotten Tomatoes. Ou seja, foi considerado bem pior que “As Marvels” (61%). O lançamento do desenho no Brasil só vai acontecer em 4 de janeiro. O desempenho de Napoleão Enquanto isso, “Napoleão” surpreendeu com uma arrecadação de US$ 20,4 milhões durante o fim de semana e US$ 32,5 milhões em cinco dias no mercado doméstico, ocupando o 2º lugar no ranking norte-americano. Globalmente, o filme faturou US$ 78,8 milhões, um resultado expressivo para um drama histórico adulto de duas horas e meia de projeção, e uma vitória significativa para as ambições cinematográficas da Apple, que produziu o longa-metragem de Ridley Scott. Entretanto, o filme estrelado por Joaquin Phoenix recebeu recebeu críticas medianas (61% no Rotten Tomatoes) e um B- no CinemaScore (avaliação do público), resultados idênticos aos de “As Marvels”. O resto do Top 5 Em 4º lugar, “Trolls 3: Juntos Novamente” teve uma arrecadação de US$ 17,5 milhões, muito próxima de “Wish”. Com isso, a animação da Illumination/Universal elevou seu total doméstico para US$ 64,5 milhões e já soma US$ 145 milhões globalmente. O filme que completa o Top 5 é o terror temático “Feriado Sangrento”, passado no Dia de Ação de Graças, que fez US$ 7,2 milhões em seu segundo fim de semana. Em dez dias, o terror soma US$ 24 milhões nos EUA, performance notável para uma produção orçada em apenas US$ 15 milhões. O longa de Joe Roth também é inédito no Brasil e sua estreia nacional está marcada pra 7 de dezembro. E “As Marvels”? Após três fins de semana em cartaz, o maior fiasco do Marvel Studios fez US$ 6,4 milhões e ficou em 6º lugar. Desde seu lançamento, a produção da Disney faturou só US$ 76,8 milhões nos EUA e Canadá, e US$ 188,8 milhões em todo o mundo. Vale lembrar que ela custou mais de US$ 270 milhões só para ser produzida (sem as despesas de divulgação e publicidade) e precisaria de pelo menos de US$ 800 milhões para começar a se pagar. A bilheteria total do feriado de Ação de Graças atingiu US$ 172 milhões, indicando uma recuperação gradual do setor cinematográfico nos EUA, embora ainda não tenha alcançado os níveis pré-pandemia. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES 2 | NAPOLEÃO 3 | WISH: O PODER DOS DESEJOS 4 | TROLLS 3: JUNTOS NOVAMENTE 5 | FERIADO SANGRENTO
Estreias | 10 novidades da semana para ver no streaming
A seleção de novidades do streaming destaca cinco séries e cinco filmes. A lista passa por “Rio Connection”, coprodução internacional da Globoplay, e a biografia de Brigitte Bardot entre as séries, além da animação Leo e a comédia candidata a cult “Bottoms”, sem esquecer do blockbuster “O Protedor: Capítulo Final” e do documentário musical “Elis e Tom, Só Tinha que Ser com Você” em VOD. Confira abaixo lista completa dos melhores lançamentos da semana. SÉRIES RIO CONNECTION | GLOBOPLAY Ambientada nos anos 1970, a série nacional explora a intricada rede de tráfico de heroína estabelecida no Brasil, formando uma rota estratégica para os Estados Unidos. A obra é dirigida por Mauro Lima (“Meu Nome Não É Johnny”), destacando-se por sua alta qualidade de produção e um elenco que combina talentos estrangeiros e brasileiros. A trama se aprofunda na vida de três criminosos europeus – Tommaso Buscetta (Valerio Morigi), Fernand Legros (Raphael Kahn) e Lucien Sarti (Aksel Ustun), com a presença marcante da atriz Marina Ruy Barbosa no papel de Ana Barbosa, uma cantora de boate que navega entre o glamour e os perigos associados ao submundo do crime. Inspirada em eventos reais, a trama desenrola-se em torno do plano do famoso mafioso Tommaso Buscetta e seus comparsas para usar o Rio como conexão do tráfico internacional. A trama mergulha nos detalhes da operação criminosa, destacando a compra da droga a preços baixos e a revenda por valores elevados. A série também explora a complexidade dos personagens, evitando retratá-los como criminosos unidimensionais e oferecendo uma visão mais humana e empática de suas vidas, apesar de suas ações sombrias. Coprodução internacional com a Sony, apesar de brasileira a série é falada em inglês. Conta com oito episódios e também inclui no elenco Nicolas Prattes, Gustavo Pace e Alexandre David, interpretando policiais brasileiros, além de Maria Casadevall, Carla Salle, Felipe Rocha e Rômulo Arantes Neto. COMPANHEIROS DE VIAGEM | PARAMOUNT+ A minissérie adapta o romance homônimo de Thomas Mallon, ambientado em Washington, D.C., durante os anos 1950 – a era McCarthy, auge do conservadorismo americano – , mas também avança no tempo para os anos 1980, período de intensa homofobia. Distribuída em oito episódios, a história acompanha a longa e apaixonada relação entre dois homens, Tim (interpretado por Jonathan Bailey), um jovem idealista e católico, e Hawk (Matt Bomer), um charmoso operador político. Os dois personagens, vindos de mundos distintos, se envolvem em um romance intenso e condenado à tragédia. A adaptação foi criada pelo escritor Ron Nyswaner, conhecido por seu trabalho em filmes e séries de temas LGBTQIA+, com destaque para o premiado longa “Philadelphia” de 1993, que foi um marco na representação do HIV/AIDS no cinema. Sua história combina política, romance queer e suspense de espionagem, utilizando dois períodos sombrios da história dos Estados Unidos como pano de fundo. Apesar de se desenrolar em torno de eventos reais, como a caça às bruxas de McCarthy (anticomunismo como fobia social) e a crise da AIDS nos anos 1980, a atração não se limita a ser apenas uma reconstituição histórica ou uma peça moral sobre a crueldade do governo em relação à comunidade LGBTQIA+. Em seu âmago, está um romance verdadeiro e cativante, reforçado pelas atuações de Bailey e Bomer, com direito a cenas de sexo bastante gráficas. De fato, a dinâmica de poder na relação sexual entre Hawk e Tim é explorada sem suavizar as arestas para o público heterossexual, o que faz da série uma das representações menos comedidas do amor gay, destacando-se por abordar o assunto de forma ousada. BRIGITTE BARDOT | FESTIVAL VARILUX DO CINEMA FRANCÊS Trazida ao Brasil pelo Festival Varilux do Cinema Francês, a minissérie é uma homenagem à emblemática atriz Brigitte Bardot, destacando os primeiros dez anos de sua carreira. Criada pela veterana cineasta Danièle Thompson (roteirista dos clássicos “Rainha Margot” e “Prima, Primo”) e seu filho Christopher Thompson, traz a argentina Julia de Nunez no papel icônico. E em alguns momentos, é possível confundir as duas, ainda que o carisma único da verdadeira Bardot seja inimitável. O elenco também destaca Victor Belmondo, neto do lendário ator Jean-Paul Belmondo, como o cineasta Roger Vadim, primeiro marido e responsável por revelar a estrela ao mundo. “Bardot” aborda os aspectos cruciais e desafios enfrentados pela atriz na França dos anos 1950, uma época marcada pelo sexismo e a dominação patriarcal, e culmina na sua transformação em sex symbol internacional nos anos 1960. Além de recriar diversos papéis antológicos em clássicos como “E Deus Criou a Mulher” (1956), de Roger Vadim, “A Verdade” (1960), de Henri-Georges Clouzot, e “Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard, o enredo também explora a vida privada, relações amorosas e a maneira como Bardot lidou com a atenção intensa da mídia, destacando sua luta contra a objetificação e a busca por sua identidade em meio à fama avassaladora. A cinematografia e as atuações são pontos fortes da produção, que, apesar de uma abordagem tradicional, oferece uma perspectiva renovada sobre a jornada da estrela. Com seis episódios, a produção pode ser vista na íntegra e de graça no site do Festival Varilux do Cinema Francês (https://variluxcinefrances.com/) até o dia 22 de dezembro. DOCTOR WHO: THE STAR BEAST | DISNEY+ O primeiro dos três especiais de 60 anos de “Doctor Who” marca a estreia da franquia na Disney+ e o retorno triunfante de David Tennant como o Doutor, acompanhado por Catherine Tate como sua companheira Donna Noble. O episódio também é o primeiro de uma nova fase sob comando do renomado Russell T Davies, de volta para ditar os rumos da série clássica, que ele relançou em 2005. A trama baseia-se em uma história em quadrinhos de 1980 do Doutor, que foi atualizada para incorporar a versão de Tennant, considerado o melhor intérprete do protagonista (à frente da série de 2005 a 2010). A trama começa com o reencontro do Doutor e Donna, que não se veem há 15 anos, para resolver o mistério do acidente de uma nave espacial em Londres, e embora o episódio mantenha elementos clássicos de “Doctor Who”, como viagens no tempo e encontros com alienígenas, ele também aborda temas mais profundos relacionados à identidade e à humanidade. A história de Donna, que teve as memórias de suas aventuras apagadas e agora é casada e mãe, adiciona complexidade à personagem, enquanto Tennant traz uma nova profundidade a seu papel, mesclando traços dos Doutores que vieram após sua versão original. O episódio também introduz uma série de novos personagens, incluindo Yasmin Finney como Rose Noble, filha de Donna. E prepara terreno para mais dois especiais como parte das celebrações do 60º aniversário da série: “Wild Blue Yonder” e “The Giggle”. Este último traz Neil Patrick Harris como um vilão clássico, o Fabricante de Brinquedos (The Toymaker), visto pela última vez em 1966, e serve de passagem para um novo protagonista. O ator Ncuti Gatwa (o Eric de “Sex Education”) será o Doutor a partir da 14ª temporada, prevista para ir ao ar em 2024. Para quem não sabe, o artifício narrativo que justifica as mudanças de intérpretes é simples: sempre que o Doutor é ferido de morte, ele(a) se transforma em outra pessoa, ganhando não apenas nova aparência, mas também um nova personalidade, ainda que mantenha intacta toda a sua memória. O truque foi a forma encontrada pelos produtores para continuar a série quando William Hartnell (1908–1975), o primeiro astro de Doctor Who, resolveu largar o papel na metade da 4ª temporada original (exibida em 1966). ROUND 6: O DESAFIO | NETFLIX O reality de competição é baseado em “Round 6”, série de maior audiência da Netflix em todos os tempos, e acompanha 456 competidores em uma disputa por um prêmio de US$ 4,56 milhões, o maior já entregue numa disputa televisiva. A competição é realizada em um cenário que replica a estética da série, incluindo os uniformes e os designs dos ambientes, mas sem a natureza sinistra do torneio sangrento. Em “O Desafio”, a violência letal é substituída por tintas que simulam a morte dos competidores eliminados. O programa tenta encontrar um meio-termo entre as competições convencionais e o conceito distópico de “Round 6”, introduzindo elementos de drama e táticas psicológicas. As dinâmicas sociais e as estratégias de jogo são elementos-chave nos episódios, com alianças e habilidades interpessoais se mostrando tão importantes quanto a habilidade nos jogos. Entretanto, a produção também é uma contradição, pois indica que a Netflix não compreendeu a mensagem crítica da trama de Hwang Dong-hyuk. A obra sul-coreana foi aclamada por sua representação intensa e brutal de pessoas desesperadas, que participam de jogos mortais por uma chance de escapar de dívidas esmagadoras, servindo como uma alegoria do capitalismo e da desigualdade socioeconômica, onde a dignidade humana e a vida são sacrificadas por entretenimento. A trama critica a exploração dos desfavorecidos e a indiferença dos milionários, usando a violência extrema e as situações desesperadoras dos personagens para enfatizar seu ponto. Quando a Netflix transforma o conceito em uma competição real, em vez de um comentário sobre a desumanização e a exploração, “Round 6” se materializa como a mesma forma de entretenimento que, ironicamente, procurava condenar. FILMES BOTTOMS | PRIME VIDEO A nova comédia juvenil de Emma Seligman, que ganhou destaque com “Shiva Baby” em 2020, se passa no ensino médio, onde duas melhores amigas lésbicas, desajeitadas e desesperadas para perder a virgindade, tem a ideia de ensinar aulas de autodefesa para impressionar as líderes de torcida, mas logo viram catalisadoras de uma revolta feminista. Os papéis principais são vividos por Rachel Sennott, que foi a protagonista de “Shiva Baby”, e Ayo Edebiri, uma das estrelas da premiada série “O Urso” (The Bear), da Star+. Ao desenvolver a narrativa, a diretora quis explorar um gênero do qual os personagens LGBTQIA+ são historicamente excluídos, oferecendo uma visão crua e cheia de piadas sexuais explícitas, que contrasta com a inocência dos filmes de high school. A trama é centrada na busca de PJ e Josie pela atenção de Isabel e Brittany, as estrelas da equipe de torcida. Ao perceberem que as tentativas convencionais de aproximação resultam em fracasso, elas decidem criar uma aula de autodefesa, que rapidamente se transforma em um clube de luta. Logo, o projeto começa a ganhar vida própria, como um espaço para as personagens explorarem e expressarem sua raiva e frustrações, criando uma atmosfera de empoderamento feminino, ainda que sob pretextos questionáveis. Divertidíssimo e politicamente ousado, o filme caiu nas graças da crítica americana, atingindo 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Sua abordagem subversiva remete ao cultuado “Heathers” (ou “Atração Mortal”), lançado em 1989. Ambos abusam do humor negro para desafiar as convenções dos filmes sobre adolescente, apresentando uma narrativa cínica, personagens de moral ambígua e uma crítica mordaz à cultura do ensino médio americano. LEO | NETFLIX A animação produzida e estrelada (na dublagem em inglês) por Adam Sandler segue um lagarto de 74 anos que vive em um aquário na sala de aula de uma escola primária. Compartilhando o espaço com uma tartaruga chamada Squirtle (voz de Bill Burr), Leo tem passado seus dias observando gerações de alunos enfrentarem seus desafios juvenis. Tudo muda quando ele se dá conta de sua própria mortalidade e decide que precisa ver o mundo fora do aquário. Só que, na tentativa de fuga, Leo vacila e permite que as crianças descubram seu maior segredo: ele pode falar. Assim, o pequeno lagarto transforma-se em uma espécie de conselheiro para os estudantes que cuidam dele. O filme, dirigido por Robert Marianetti, Robert Smigel e David Wachtenheim, conhecidos por seus trabalhos no humorístico “Saturday Night Live” (SNL), especialmente nos segmentos animados, é moldado por uma série de vinhetas onde Leo ajuda os estudantes com seus problemas pessoais, variando de ansiedade a dificuldades de socialização. Cada criança que leva Leo para casa descobre que ele pode falar, mas é persuadida a acreditar que só ela pode ouvi-lo. Através dessas interações, Leo oferece conselhos e apoio, encontrando um novo propósito em ajudar...
Tim Allen confirma que Disney prepara “Toy Story 5”
No início deste ano, o CEO da Disney, Bob Iger, anunciou o desenvolvimento de um novo filme da franquia “Toy Story”, juntamente com novas sequências das franquias “Frozen” e “Zootopia”, e agora Tim Allen confirmou que tanto ele quanto Tom Hanks foram contatados pela Disney para fazer “Toy Story 5”. A revelação esclarece uma dúvida, ao indicar que o novo filme não será um derivado, mas uma continuação da história central. Durante uma participação no programa “The Tonight Show”, a voz oficial de Buzz Lightyear revelou: “Eles entraram em contato comigo e com o Tom para reprisarmos os papéis. Eles não estão dizendo nada sobre isso… Você se pergunta se quatro foram demais. Será que cinco será demais?” Allen também acrescentou: “De acordo com os rumores, o escritor que está trabalhando nisso escreveu um dos melhores filmes da série e disse: ‘Se eu não acertar, não farei’. Pode ser uma forma muito interessante de reunir tudo.” Vale lembrar que “Toy Story 4” foi lançado nos cinemas em 2019 e foi bem recebido tanto pela crítica quanto pelo público, arrecadando mais de US$ 1 bilhão em bilheteria global. O filme estabeleceu um recorde na época como o maior lançamento de um filme animado, com uma arrecadação global de US$ 244,5 milhões. Na época, muitos fãs estavam preocupados que um quarto filme pudesse estragar o final perfeito criado pela Pixar em “Toy Story 3” (que também ultrapassou US$ 1 bilhão em vendas de ingressos e venceu o Oscar de Melhor Animação), mas isso não se confirmou, já que “Toy Story 4” também foi muito bem recebido. Uma coisa é certa: a Pixar está em busca de um grande sucesso nas bilheteiras, e “Toy Story 5” parece ser uma escolha lógica no papel, pelo menos. O estúdio teve um desempenho abaixo do esperado nas bilheteiras em 2022 com “Lightyear” e só se recuperou ligeiramente com “Elementos” neste ano.
Novo “Jogos Vorazes” supera “As Marvels” no Brasil
“Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” foi o filme mais visto no Brasil durante o fim de semana. O prólogo da franquia “Jogos Vorazes” estreou em 1º lugar nas bilheterias com uma arrecadação de R$ 9,9 milhões. Mas como teve uma estreia antecipada na quarta-feira, o longa já acumula um total de R$ 15,2 no mercado nacional. Com isso, “As Marvels” caiu para o 2º lugar, arrecadando R$ 3,6 milhões. Em dois fins de semana, a nova produção do Marvel Studios soma um total de R$ 17,3 no país. O Top 5 se completou com o terror “Five Nights at Freddy’s”, a animação “Trolls 3 – Juntos Novamente” e o documentário “Taylor Swift: The Eras Tour”, que arrecadaram, respectivamente, R$ 2 milhões, R$ 1,1 milhão e R$ 535 mil.












