Homem-Aranha no Aranhaverso revoluciona animações e filmes de super-heróis
“Homem-Aranha no Aranhaverso” é uma explosão de criatividade em todos os quesitos para quem achava que filme de super-herói já esgotou uma fórmula que dizem existir por aí. E também é, sim, o melhor filme solo do herói em 15 anos – desde que Sam Raimi entregou “Homem-Aranha 2”. Trata-se de uma animação. Mas fora das características visuais que Pixar, Disney e DreamWorks padronizaram e acostumaram o mundo inteiro. Mistura com maestria animação tradicional, digital, 3D e o escambau. Mais que isso: traduz a linguagem dos quadrinhos para a tela de maneira revolucionária, visceral, porém orgânica, sem jamais distrair o espectador da história com a beleza de suas imagens. É o tradicional filme de origem virado do avesso. Como diz o título, “Homem-Aranha no Aranhaverso” tem um roteiro loucão que aposta na abertura de infinitas possibilidades, com dimensões e realidades paralelas colidindo para gerar a reunião improvável de diferentes versões do Amigo da Vizinhança. Para embarcar nessa viagem, que fica cada vez mais brisada, graças principalmente às cabeças piradas dos roteiristas Phil Lord e Chris Miller (“Uma Aventura Lego”), o filme confia em duas certezas básicas: todo mundo ama o Homem-Aranha e qualquer um pode usar uma máscara de herói. Não importa cor da pele, classe social, nacionalidade, forma física, idade, gênero ou orientação sexual, o Homem-Aranha do novo século abraça diversidade e representatividade, que sempre estiveram enraizadas no conceito de Stan Lee sobre seus super-heróis: ser diferente é normal e legal demais. O velho Peter Parker de sempre faz parte da história. Velho mesmo, barrigudo, com a barba por fazer, mas de outra dimensão, porque a trama se passa na realidade de Miles Morales (o antigo universo Ultimate da Marvel), completamente diferente daquele que os fãs estão acostumados – para se ter ideia o Peter Parker da dimensão de Miles é loiro e o Dr. Octopus é uma mulher. Mas tem mais. Gwen Stacy de outra dimensão, que ganha poderes de Aranha em vez de Peter, o Aranha Noir, uma garota aranha de visual anime e até um porco aranha antropomórfico. Hilário. E todos vindos de épocas diferentes dos quadrinhos do herói. A animação da Sony é uma homenagem sem precedentes ao personagem da Marvel em diversas mídias, eras e segmentos, e faz desde reverências a Stan Lee e Steve Ditko, os criadores do herói, até piadinhas sobre o merchandising. É dirigido por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, mas é importante ressaltar a força criativa de Phil Lord e Chris Miller, jovens talentos que iniciaram a carreira com um desenho animado absolutamente maluco, “Tá Chovendo Hamburguer”, transformaram “Uma Aventura Lego” em franquia e recentemente foram demitidos de “Han Solo: Uma História Star Wars”, porque foram ousadinhos demais. Azar da Disney, pois “Han Solo” fracassou com a direção burocrática de Ron Howard, enquanto “Homem-Aranha no Aranhaverso” atingiu uma galáxia de elogios. E o impacto dessa animação no cenário pop é merecidamente tão forte que a Sony não somente abriu portas para uma nova franquia com inegável apelo popular, como também colocou pressão para cima da concorrência (Pixar, DreamWorks) e dos próprios filmes do Homem-Aranha com Tom Holland.
WiFi Ralph é crossover publicitário com mais marcas que personagens
Ao contrário de “Detona Ralph”, que priorizou uma história ao invés da tentar agradar os fãs de games, “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” se perde entre referências. É basicamente um fiapo de roteiro que se apoia num excesso de check-ins e curtidas pelo maior crossover publicitário já feito no cinema. E além de se referir a si mesma na história, a Disney ainda passa a mensagem de que amizade via Facebook e WhatsApp deve ser tão valorizada quanto brincar com crianças no mundo real – o oposto do que todos falam, por sinal. Para começo de conversa, o filme de 2012, ainda que desenvolvido sob a direção criativa de John Lasseter, nunca foi um “Toy Story”, “Procurando Nemo”, “Wall-e”, “Divertidamente” ou “Up”. No padrão Pixar, teria ficado no segundo escalão. Mas para a Disney pós-“O Rei Leão” até que ficou de bom tamanho. A parceria do estúdio com Lasseter depois renderia “Zootopia” e “Moana”, saindo-se melhor que alguns lançamentos da própria Pixar. Mas “Detona Ralph” se contentava em ser uma aventura extremamente divertida com personagens adoráveis, ao mesmo tempo que prestava homenagem aos games do século passado e aos gamers de todas as gerações. “WiFi Ralph”, por sua vez, encosta os coadjuvantes anteriores para apresentar novos personagens (fraquíssimos) e demora a começar para valer. Os primeiros minutos são puro marasmo, oferecendo uma série de referências a games que estão lá somente para satisfazer nerds, que buscam nada mais que referências. Pior que isso: denunciam logo de cara que não há muito o que contar na continuação, como tinha ficado claro durante os créditos finais de “Detona Ralph”. É por isso que Ralph (voz de John C. Reilly, nas versões em inglês) e Vanellope (voz de Sarah Silverman) saem do limitado mundo dos velhos arcades e partem rumo ao universo de possibilidades infinitas da internet para recuperar uma peça fundamental do jogo da princesa, “Corrida Doce”. Quando Ralph e Vanellope entram na rede, o filme de Phil Johnston e Rich Moore mostra o que tem de melhor: as técnicas de animação evoluíram muito de 2012 para 2018, rendendo um visual limpinho e gigantesco para ilustrar a imensidão da internet. Também é bastante criativa a maneira como caracterizaram os avatares dos usuários, os pop-ups, o Instagram, os vírus, a deep web, os jogos onlines e os vídeos babacas que viralizam no YouTube. Mas “WiFi Ralph” também convida o público a apontar “Ei, ali está a logo do Facebook!”, “Os passarinhos são o Twitter!”, “Ah, os Stormtroopers!”, “Caramba, o Homem de Ferro!”, “Iti malia! São as princesas Disney!”, “A Branca de Neve digital ficou com cara de louca, não?”, “Vi o Google lá em cima!”, “Olha o Pinterest!”. Referências que parecem ocupar mais espaço que a própria história, porque roteiro que é bom, nada. Um lampejo começa a ser esboçado da metade para o final. Pena que não dialogue com o resto do filme, embora os minutos iniciais de “WiFi Ralph” joguem algumas pistas no ar que se perdem rapidamente. É uma mensagem ousada para a Disney, mas também questionável, porque a animação é feita essencialmente para crianças e o verdadeiro público-alvo provavelmente não terá maturidade suficiente para assimilar. Além disso, a ideia de valorizar a comunicação via redes sociais parece anúncio pago das grandes marcas que estampam diversas cenas de “WiFi Ralph”. No fim, fica a sensação de que alguém revisou o roteiro para inserir marketing de conteúdo no lugar da história. Apesar de contar com um universo cheio de potencial, a Disney fez de “Detona Ralph” uma jornada completa e centrada nas redenções de dois personagens. Já “WiFi Ralph” se encanta pelo tamanho desse universo, que engole os dois personagens, deixando-os sem rumo. Sobram referências e falta história no roteiro bagunçado, que tem até um inesperado número musical, supostamente engraçadinho, com uma canção ruim de doer.
Estreias: Como Treinar o seu Dragão 3 e Vidro encerram trilogias de sucesso nos cinemas
2019 mal começou e a programação de cinema já apresenta filmes para constar na lista de melhores do fim do ano, além de projetar o final de duas trilogias de sucesso. Melhor estreia ampla, “Como Treinar o seu Dragão 3” é para vibrar e chorar com os filhos. Não falta emoção ao filme que encerra a saga de nove anos do jovem viking Soluço e seu dragão Bangela. A produção chega ao Brasil quase um mês antes do lançamento nos Estados Unidos, mas a crítica americana já viu e amou, resultando numa aprovação de 100% na média do site Rotten Tomatoes. Em comparação, “Vidro” é uma grande decepção. O diretor M. Night Shyamalan levou 19 anos para fazer a continuação do cultuado “Corpo Fechado” e o resultado, que se mescla ainda com “Fragmentado”, é o primeiro candidato ao Framboesa de Ouro 2020. Tão ruim que tem um personagem para explicar o que acontece em cena. A média no RT está em 37%. Outros dois filmes americanos também chegam aos shoppings. “Amigos para Sempre” é o remake americano do fenômeno francês “Intocáveis” (2011), que já tinha ganhado versão argentina, “Inseparáveis” (2016), e ficou no freezer por mais de um ano devido ao escândalo de Harvey Weinstein. O filme também é o primeiro lançamento dos novos donos da The Weinstein Company, agora chamada de Lantern Entertainment, e traz Kevin Hart (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) como um desempregado de passado criminoso contratado para cuidar de um milionário quadriplégico, vivido por Bryan Cranston (“Breaking Bad”). Sim, você realmente já viu este filme, assim como os críticos americanos, que deram apenas 40% de aprovação no RT. “O Peso do Passado” traz Nicole Kidman (“Big Little Lies”) irreconhecível em duas transformações físicas diferentes, dando vida a uma jovem policial infiltrada em uma gangue nos anos 1990 e uma mãe em busca de vingança nos dias de hoje. Havia expectativa de prêmios para a atriz, mas não é o único critério para destacar a qualidade da obra, que tem 72% no RT. No circuito limitado, destacam-se mais dois filmes. E são melhores que as opções dos shoppings. O principal é “Cafarnaum”, representante do Líbano no Oscar 2019 e, desde já, um dos melhores filmes do ano. Dirigido por Nadine Labaki (“E Agora Onde Vamos?”), acompanha um menino de rua que, ao ser preso por um crime, resolve processar os pais por negligência. Um dos filmes mais elogiados do Festival de Cannes 2018, venceu o Prêmio do Júri. 81% no RT. E há “Temporada”, que abre o calendário de bons filmes nacionais. Primeiro longa de ficção de André Novais Oliveira (premiado em Cannes pelo curta “Pouco Mais de um Mês”), venceu cinco troféus no Festival de Brasília 2018, inclusive Melhor Filme, além de prêmios em festivais internacionais. Com olhar quase documental, acompanha o cotidiano de uma nova funcionária do departamento de saneamento público de Contagem (MG), vivida por Grace Passô (“Praça Paris”), Melhor Atriz em Brasília e Torino (Itália). A programação ainda inclui mais uma comédia sobre a burguesia francesa. Veja os trailers e todas as sinopses abaixo. Como Treinar o seu Dragão 3 | EUA | Animação Soluço tem um grande sonho: encontrar um lar onde os dragões possam viver em paz. Mas, no meio deste plano, o perigo começa a rondar a sociedade viking quando o vilão Grimmel aparece para acabar com a liberdade dos dragões – especialmente Banguela. Vidro | EUA | Fantasia Após a conclusão de “Fragmentado” (2017), Kevin Crumb (James McAvoy), o homem com 24 personalidades diferentes, passa a ser perseguido por David Dunn (Bruce Willis), o herói de “Corpo Fechado” (2000). O jogo de gato e rato entre o homem inquebrável e a Fera é influenciado pela presença de Elijah Price (Samuel L. Jackson), que manipula seus encontros e guarda segredos sobre os dois. Amigos para Sempre | EUA | Comédia Philip (Bryan Cranston) é um homem rico que fica tetraplégico após sofrer um acidente. A situação o deixa desgostoso com a vida, já que está sempre rodeado de enfermeiros e pessoas para ajudá-lo. Até que um dia, durante a seleção de um assistente, ele simpatiza com Dell (Kevin Hart), um jovem com registro criminal que não tem a menor experiência na função. Philip decide contratá-lo e, ao seu lado, reencontra o prazer pela vida. O Peso do Passado | EUA | Suspense Erin Bell (Nicole Kidman) é uma detetive da polícia norte-americana que aceita participar de um plano arriscado, infiltrando-se entre bandidos para obter informações. A estratégia dá errado, gerando uma tragédia que marca a sua vida para sempre. Anos mais tarde, ela reencontra pistas da gangue de antigamente, e volta a perseguir os responsáveis por seu drama pessoal. Temporada | Brasil | Drama Juliana (Grace Passô) está saindo de Itaúna, no interior de Minas Gerais, para morar em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Seu novo emprego, em que ela combate endemias da região, cria situações pouco usuais e apresenta para ela pessoas novas, que começam a mudar sua vida. Adaptando-se à nova rotina, ela enfrenta dificuldades no relacionamento com seu marido, que também vai para a cidade grande. Cafarnaum | Líbano | Drama Aos 12 anos, Zain (Zain Al Rafeea) carrega uma série de responsabilidades: é ele quem cuida de seus irmãos no cortiço em que vive junto com os pais, que estão sempre ausentes graças ao trabalho em uma carmearia. Quando sua irmã de 11 é forçada a se casar com um homem mais velho, o menino fica extremamente revoltado e decide deixar a família. Ele passa a viver nas ruas junto aos refugiados e outras crianças que, diferentemente dele, não chegaram lá por conta própria. Praça Pública | França | Comédia Castro (Jean-Pierre Bacri) costumava ser um apresentador de TV de sucesso, mas sua fama ficou no passado. Quando sua produtora Nathalie (Léa Drucker) muda-se para o interior, ele vai parar em uma festa de abertura da casa junto com sua filha, sua ex-mulher, a atual namorada e uma porção de excêntricos convidados.
Disney prepara versão live-action de O Corcunda de Notre Dame
A Disney vai fazer uma versão “live-action” de “O Corcunda de Notre Dame”. As aspas em “live-action” são para ironizar o fato de que versões com atores da história clássica de Victor Hugo são filmadas desde antes de a Disney existir – a mais antiga é de 1905 e uma das mais famosas trazia Lon Chaney como Quasimodo em 1923. A versão animada da Disney é relativamente recente, lançada em 1996 como um musical – por sinal, a primeira versão musical de “O Corcunda de Notre Dame” foi uma ópera de 1836, que tinha libretto do próprio Victor Hugo. O estúdio contratou o dramaturgo David Henry Hwang (autor da peça “M. Butterfly” e roteirista da série “The Affair”) para escrever sua nova versão, além dos compositores Alan Menken e Stephen Schwartz, que foram indicados ao Oscar pela trilha sonora da animação, para criarem novas músicas para o projeto, por enquanto batizado apenas de “Hunchback” (“Corcunda”). O elenco ainda não foi anunciado, mas o ator Josh Gad, que encarnou Le Fou na versão live-action de “A Bela e a Fera”, é um dos produtores do projeto. Boatos dão conta que ele pode interpretar o personagem-título. A versão Disney da história gira em torno de Quasimodo, um rapaz com diversas deformações corporais que foi criado pelo cruel ministro da justiça parisiense, Frollo, que o mantém escondido na torre dos sinos da catedral de Notre Dame. Durante uma noite de festa, no entanto, ela toma coragem para sair de seu esconderijo e conhece a bela cigana Esmeralda. Logo, Quasimodo e sua nova amiga se veem juntando forças para impedir Frollo de expulsar os ciganos da região que ocupam em Paris. Lançado após o sucesso de “A Pequena Sereia”, “A Bela e a Fera”, “Aladdin”, “O Rei Leão” e “Pocahontas”, que marcaram o “renascimento” da Disney, “O Corcunda de Notre Dame” rendeu mais de US$ 325 milhões nas bilheterias mundiais em 1996. Com sua produção, a Disney dá sequência a seu projeto de refilmar todo o seu catálogo de animações clássicas com atores reais. Só em 2019, o estúdio lança novas versões de “Dumbo”, “Aladdin”, “O Rei Leão” e “A Dama e o Vagabundo”.
Uma Família da Pesada não fará mais piadas com homossexuais
A série animada “Uma Família da Pesada” (Family Guy), criada por Seth MacFarlane e conhecida pelo humor politicamente incorreto, não fará mais piadas pejorativas sobre homossexuais. Os produtores executivos Alec Sulkin e Rich Appel anunciaram a decisão em entrevista ao site TV Line, comentando que, após 20 anos de produção do desenho, o público não permite mais este tipo de brincadeira. Atualmente em sua 17ª temporada, a série tinha como alvo frequente de piadas homofóbicas o personagem Stewie, bebê da família Griffin. “Se você comparar o programa feito em 2005 ou 2006 com as temporadas de 2018 ou 2019, verá grandes diferenças” disse Sulkin. “Lá atrás, fazíamos brincadeiras com alguns assuntos que, agora, entendemos não serem aceitáveis.” A decisão surge no momento que muitos nomes de Hollywood têm se envolvido em polêmicas relacionadas ao tema. O comediante Kevin Hart desistiu de apresentar o Oscar após o resgate de tuítes antigos com piadas homofóbicas. O cineasta James Gunn também sofreu com tuítes de seu passado, que faziam brincadeiras ofensivas com estupros, AIDS e pedofilia. “Se um programa está no ar há 20 anos, a cultura muda”, complementa Appel. “Nós mudamos também. O clima é diferente, a cultura é diferente e nossa visão é diferente.”
Uma Aventura Lego 2: Gal Gadot e Jason Momoa dublarão Mulher-Maravilha e Aquaman na animação
Batman terá companhia de seus colegas da Liga da Justiça na continuação de animação “Uma Aventura Lego”. Mas enquanto o herói Lego de Gotham City é dublado em inglês por Will Arnett (de “Arrested Development”), Mulher-Maravilha e Aquaman terão as vozes de seus intérpretes de cinema, respectivamente Gal Gadot e Jason Momoa. Mas não fica nisso. Margot Robbie também está no desenho como a voz da Arlequina. Com isso, Gado substitui a atriz Colbie Smulders (“Os Vingadores”), que dublou a heroína no primeiro filme, e Robbie toma a vaga de Jenny Slate, voz da vilã no derivado “Lego Batman: O Filme”. Os demais personagens continuam dublados em inglês por Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”), Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), Alison Brie (série “Glow”), Nick Offerman (série “Parks and Recreation”), Charlie Day (“Círculo de Fogo: A Revolta”), Jonah Hill (“Anjos da Lei”) e Channing Tatum (“Magic Mike”), entre outros. Stephanie Beatriz (série “Brooklyn Nine-Nine”) e Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”) são as novidades, a primeira como a alienígena que desembarca na Terra Lego, e a segunda como uma rainha transmorfa de outro mundo. Isto porque a continuação da animação de 2014 gira em torno de uma invasão alienígena na Terra, que vai resultar num resgate no espaço comandado por Emmett, o personagem comum do primeiro filme, cada vez mais heroico. Os diretores do primeiro filme, Phil Lord e Christopher Miller, escreveram o roteiro original, que foi revisado e reescrito por Raphael Bob-Waksberg (criador da série animada “BoJack Horseman”). A direção está a cargo da dupla Mike Mitchell (“Trolls”) e Trisha Gum (diretora de arte da série animada “Frango Robô”), e a estreia acontece em 7 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Remake de Intocáveis supera Aquaman e estreia em 1º lugar na América do Norte
Ele prefere desistir de apresentar o Oscar a pedir desculpas de forma clara e convincente, mas a controvérsia sobre o passado homofóbico do ator Kevin Hart não parece ter prejudicado sua popularidade nos Estados Unidos. Seu mais recente filme, que o mundo inteiro já viu há oito anos e reviu há três, abriu em 1º lugar com US$ 19,5M (milhões) de faturamento, encerrando o reinado de “Aquaman” no topo das bilheterias da América do Norte, “Amigos para Sempre” (The Upside) é o remake americano do fenômeno francês “Intocáveis” (2011), que já tinha ganhado versão argentina, “Inseparáveis” (2016), e ficou no freezer por mais de um ano devido ao escândalo de Harvey Weinstein. O filme é o primeiro lançamento dos novos donos da The Weinstein Company, agora chamada de Lantern Entertainment. Na trama, Kevin Hart é um desempregado de passado criminoso contratado para cuidar de um milionário quadriplégico, vivido por Bryan Cranston (“Breaking Bad”). Sim, você realmente já viu este filme. E seu sucesso nas bilheterias da América do Norte perpetua a má reputação do público americano em relação à capacidade de ler legendas. Hollywood aproveita dessa deficiência para produzir remakes de sucessos internacionais. O problema dessa lógica é que, se o remake não fizer sucesso no mercado doméstico, há poucas chances de recuperar o dinheiro no exterior, já que os estrangeiros sabem ler. Uma alternativa é enganar o público com um título completamente diferente para disfarçar a mesma história. É o caso específico desse “Amigos para Sempre”, que trará ao Brasil na quinta-feira (17/1) esse conhecido melodrama disfarçado de comédia pela terceira vez. “Aquaman” caiu para o 2º lugar na América do Norte, somando mais US$ 17,2M, valor suficiente para lhe permitir entrada no seleto clube dos bilionários. O filme do super-herói da DC Comics atingiu US$ 1 bilhão de arrecadação em todo o mundo. Saiba mais sobre outras marcas que o filme superou aqui. O Top 3 se completa com outra estreia, o filme de cachorrinho “A Caminho de Casa”, que fez US$ 11,3M e chega em 28 de fevereiro no Brasil. A direção é de um especialista em filmes de bichos: Charles Martin Smith, ator do clássico “Os Intocáveis” (não confundir com o remake da semana) que encontrou nova vocação com “Bud, o Cão Amigo” (1997) e “Winter, o Golfinho” (2011). A semana contou ainda com uma terceira estreia ampla, a sci-fi “Replicas”, que fez apenas US$2,5M, ficou em 12º lugar e se tornou a pior abertura da carreira do ator Keanu Reeves. Provavelmente, o público achou que a premissa requentada pertencia a um lançamento da Netflix. Por sinal, deve sair no Brasil direto em VOD. Saiba mais sobre o desempenho do primeiro grande fracasso de 2019 aqui. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Amigos para Sempre Fim de semana: US$ 19,5M Total EUA e Canadá: US$ 19,5M Total Mundo: US$ 19,5M 2. Aquaman Fim de semana: US$ 17,2M Total EUA e Canadá: US$ 287,8M Total Mundo: US$ 1B 3. A Caminho de Casa Fim de semana: US$ 11,3M Total EUA e Canadá: US$ 11,3M Total Mundo: US$ 11,3M 4. Homem-Aranha no Aranhaverso Fim de semana: US$ 9M Total EUA e Canadá: US$ 147,7M Total Mundo: US$ 302,3M 5. Escape Room Fim de semana: US$ 8,9M Total EUA e Canadá: US$ 32,4M Total Mundo: US$ 34,9M 6. O Retorno de Mary Poppins Fim de semana: US$ 7,2M Total EUA e Canadá: US$ 150,6M Total Mundo: US$ 287,8M 7. Bumblebee Fim de semana: US$ 6,8M Total EUA e Canadá: US$ 108,4M Total Mundo: US$ 364,7M 8. Suprema Fim de semana: US$ 6,2M Total EUA e Canadá: US$ 10,5M Total Mundo: US$ 10,9M 9. A Mula Fim de semana: US$ 5,5M Total EUA e Canadá: US$ 90,5M Total Mundo: US$ US$ 91,7M 10. Vice Fim de semana: US$ 3,2M Total EUA e Canadá: US$ 35,9M Total Mundo: US$ 35,9M
Conheça a abertura e a música-tema do novo desenho de Carmen Sandiego
A Netflix divulgou a abertura de “Carmen Sandiego”, nova série animada baseada no jogo e nos desenhos de “Em que Lugar da Terra Está Carmen Sandiego?”. Em clima de “007”, a música é composta por Jared Lee Gosselin (“Shrek Terceiro”) e cantada por Raquel Castro (a Marisol da série “Empire”). Carmen Sandiego surgiu pela primeira vez num jogo (“Where in the World Is Carmen Sandiego?”) de 1985, criado por Gene Portwood e Lauren Elliott, ex-funcionários da Disney, com o intuito de ensinar geografia às crianças. No game, detetives da agência ACME tentam deter a organização criminosa V.I.L.E., liderada por Carmen Sandiego, que realiza roubos impossíveis ao redor do mundo. Fez tanto sucesso que virou uma série animada exibida entre 1994 e 1999 pela Fox Kids. As duas produções tem visuais bem diferentes, embora a atração da Netflix preserve as roupas vermelhas e até o chapelão da protagonista. Em sua nova versão, Carmen também ganhou contornos de uma Robin Hood moderna. Embora seja publicamente percebida como uma criminosa pela maioria das agências da lei – correção, uma mestre criminosa, devido à escala e teatralidade de seus assaltos – ela na verdade só rouba de outros ladrões, especialmente da V.I.L.E. A protagonista é dublada por Gina Rodriguez (a “Jane The Virgin”) e o elenco de vozes em inglês ainda destaca Finn Wolfhard (“Stranger Things”), no papel de Player/Jogador, amigo e cúmplice de Carmen Sandiego. A série estreia na sexta (18/1) em streaming.
Dragon Ball Super Broly se torna maior sucesso do cinema japonês no Brasil
“Dragon Ball Super Broly – O Filme”, que chegou aos cinemas no dia 3 de janeiro, tornou-se a produção japonesa mais vista no Brasil em todos os tempos. Apenas no primeiro dia, mais de 106 mil ingressos foram vendidos, com uma arrecadação de R$ 1.618.415. Este já foi um recorde para uma produção japonesa. Mas não ficou nisso. No fim de semana, a conta chegou a R$ 6,5 milhões. E, em oito dias, acumulou 759 mil espectadores, mais que o dobro do público total de “Dragon Ball Z – O Renascimento de Freeza”, de 2015, que fez 332 mil. O mais curioso é que se trata praticamente de um remake, uma história antiga, com a mesma animação tosca, que pouco evoluiu desde anos 1990. 20º filme derivado dos mangás de “Dragon Ball” e o primeiro da saga “Dragon Ball Super”, a animação foi concebida pelo próprio criador da série, Akira Toriyama, e se passa após a conclusão da trama televisiva, que foi ao ar no começo do ano. Entretanto, trata-se de uma reimaginação de eventos mostrados no 8º filme, ainda nos anos 1990, que introduziram a primeira versão de Broly. O personagem se tornou tão popular que voltou a aparecer em mais dois filmes. Mas, por questão de cronologia da série animada, o público foi convidado a aceitar que se trata de um “desconhecido”. E comprou a ideia – e os ingressos.
Ex-chefão da Disney afastado por assédio vai comandar divisão de animação da Skydance
O diretor e produtor John Lasseter, que fez o primeiro “Toy Story” (1999), transformou o estúdio Pixar em referência e virou o chefão do estúdio de animação da Disney em 2006, vai chefiar a recém-inaugurada divisão de animação da produtora Skydance. Ele estava desempregado após ser afastado da chefia da Disney no ano passado, em meio a acusações de assédio e conduta imprópria no ambiente de trabalho. “John é de um talento criativo e executivo sem par, e cujo impacto na indústria da animação não pode ser subestimado. Ele foi responsável por levar a animação para a era digital, enquanto contava histórias incomparáveis que continuam a inspirar e entreter plateias ao redor do mundo”, disse David Ellison, presidente da Skydance. A notícia surpreendeu o mercado e rendeu manifestações de protesto da organização Time’s Up, criada para apoiar mulheres assediadas no trabalho. Na esteira das revelações feitas pelo movimento #MeToo, funcionários da Disney/Pixar relataram que se sentiam constantemente “desrespeitados e desconfortáveis” com a postura do chefe, descrito como “pegajoso” no ambiente de trabalho. Segundo queixas, ele gosta de abraçar, beijar, falar no ouvido e tocar indevidamente funcionárias do sexo feminino. “John reconheceu e se desculpou por seus erros, e durante o último ano que ficou longe de seu local de trabalho, ele se dedicou a se reformar”, disse Ellison ao se referir às acusações contra Lasseter. John Lasseter começa a trabalhar na Skydance Animation no final de janeiro. Os primeiros projetos animados da produtora são “Split”, escrito por Linda Woolverton (“Alice no País das Maravilhas”) e dirigido por Vicky Jenson (“Shrek”), “Luck”, do diretor Alessandro Carloni (“Kung Fu Panda 3”), e “Powerless”, de Nathan Greno (“Enrolados”), todos em fase de desenvolvimento.
Disney renova Star Wars Resistance para 2ª temporada
O Disney Channel renovou “Star Wars Resistance” para sua 2ª temporada. A nova série animada da franquia foi lançada em outubro para substituir a recém-finalizada “Star Wars Rebels” e a renovação foi confirmada a poucos dias do final de sua temporada inaugural, que acontece no domingo (13/1). A série possui grande conexão com os filmes da nova trilogia, destacando personagens como o robô BB-8, o piloto Poe Dameron e a vilã Capitão Phasma. Estes últimos são até dublados pelos atores dos filmes originais, Oscar Isaac e Gwendoline Christie. Mas quem mais chama atenção é a General Leia, icônica personagem de Carrie Fisher, que segue viva na franquia apesar do falecimento da atriz. Ela é dublada na série animada por Rachel Butera (voz de Natasha no remake de “Alceu e Dentinho”). Como todas as séries – e pensando nisso, até os filmes – da franquia, a ação acompanha a jornada de um jovem rebelde, que desta vez é Kazuda “Kaz” Xiono (dublado, em inglês, por Christopher Sean, de “Hawaii Five-0”). Ele é “um jovem piloto recrutado pela Resistência e encarregado de uma missão ultrassecreta para espionar a crescente ameaça da Primeira Ordem”, como resume a sinopse oficial. A série se passa antes dos eventos de “Star Wars: O Despertar da Força” e mostra Poe Dameron como responsável por despachar o recém-nomeado espião Kaz para o Colossus, uma gigantesca plataforma de reabastecimento de aeronaves em um planeta aquático externo, lar de alienígenas, droids e criaturas novas e coloridas. Enquanto está disfarçado, Kaz trabalha como mecânico e mora com um velho amigo de Poe, Yeager, piloto veterano que opera uma oficina de reparos numa espaçonave, que ainda inclui em sua tripulação: Tam, Neeku e seu velho androide astromecânico Bucket. Com Kaz, também vem BB-8, que o ajuda a competir em corridas espaciais perigosas, manter sua missão em segredo e evitar o perigo da Primeira Ordem. Criado por Dave Filoni, que também foi responsável por “Star Wars Rebels”, a nova série inclui entre seus dubladores originais os atores Donald Faison (“Scrubs”), Jim Rash (“Community”), Bobby Moynihan (“Saturday Night Live”), Suzie McGrath (“East Enders”), Scott Lawrence (“Mr. Mercedes “), Myrna Velasco (“Elena de Avalor”) e Josh Brener ( “Silicon Valley”). Ainda não há previsão para a estreia da 2ª temporada, que deve ir ao ar na temporada de outono de 2019 nos Estados Unidos.
Artista de Homem-Aranha no Aranhaverso desenha o herói no Globo de Ouro
A vitória de “Homem-Aranha no Aranhaverso” como Melhor Animação no Globo de Ouro 2019 foi bastante comemorada pela equipe da produção, que desbancou concorrentes da Disney e da Pixar. E como o herói não pôde atender o evento ao vivo, por culpa de Thanos, o artista Yuhki Demers (que trabalhou no filme) desenhou uma arte mostrando Miles Morales erguendo o prêmio e fazendo seu agradecimento ao microfone. “Foi uma honra trabalhar neste incrível projeto. Qualquer um pode usar a máscara e provamos isso ontem à noite!”, ele escreveu na legenda da ilustração. O diretor do filme, Peter Ramsay, também compartilhou uma foto curiosa do Globo do Ouro, em que o elenco de Pantera Negra e a diretora Ava DuVernay lhe prestam homenagem. Ele escreveu ao lado da imagem: “Juro por Deus que não photoshopei isso”. Para completar, um dos roteirista, Phil Lord, tentou engolir o troféu. Veja tudo isso abaixo. Congrats to everyone on the Spidey team! It was an honor to work on this amazing project alongside you. Anyone can wear the mask, and we proved it last night!#GoldenGIobes #intothespiderversei pic.twitter.com/QYCqBqmrEX — Yuhki Demers (@yuhkidemers) 7 de janeiro de 2019 I swear to God I didn’t photoshop this #SpiderVerse #GoldenGlobes pic.twitter.com/xhTAt5aZTP — Peter Ramsey (@pramsey342) January 7, 2019 Still shocked a day later. Thank you @goldenglobes and big congratulations #SpiderVerse directors, cast and crew on this thing which long story short does not fit in my mouth. pic.twitter.com/Gy8XKr1nbg — philip lord (@philiplord) January 8, 2019
Diretor de Os Incríveis revela planos de filmar um musical original
O diretor Brad Bird pretende dirigir um musical após o sucesso de “Os Incríveis 2”. Em entrevista durante um evento da BAFTA (Academia Britânica) em Los Angeles, o diretor revelou que o projeto vai misturar atores de carne e osso com animação. “Eu não faço a mínima ideia como dirigir um musical, então achei que deveria fazer isso. É algo que me assusta muito, então é um bom desafio”, comentou Bird, conversando com um repórter da revista Variety. O diretor também revelou que o filme conterá “em torno de 20 minutos de pura animação”, e que não será baseado em nenhum livro, musical teatral ou franquia existente. “É uma história original”, afirmou. Bird ainda adiantou que Michael Giacchino, que fez a trilha das suas animações em “Os Incríveis” e “Ratatouille”, vai compor as músicas do filme.












