Remake de Intocáveis supera Aquaman e estreia em 1º lugar na América do Norte
Ele prefere desistir de apresentar o Oscar a pedir desculpas de forma clara e convincente, mas a controvérsia sobre o passado homofóbico do ator Kevin Hart não parece ter prejudicado sua popularidade nos Estados Unidos. Seu mais recente filme, que o mundo inteiro já viu há oito anos e reviu há três, abriu em 1º lugar com US$ 19,5M (milhões) de faturamento, encerrando o reinado de “Aquaman” no topo das bilheterias da América do Norte, “Amigos para Sempre” (The Upside) é o remake americano do fenômeno francês “Intocáveis” (2011), que já tinha ganhado versão argentina, “Inseparáveis” (2016), e ficou no freezer por mais de um ano devido ao escândalo de Harvey Weinstein. O filme é o primeiro lançamento dos novos donos da The Weinstein Company, agora chamada de Lantern Entertainment. Na trama, Kevin Hart é um desempregado de passado criminoso contratado para cuidar de um milionário quadriplégico, vivido por Bryan Cranston (“Breaking Bad”). Sim, você realmente já viu este filme. E seu sucesso nas bilheterias da América do Norte perpetua a má reputação do público americano em relação à capacidade de ler legendas. Hollywood aproveita dessa deficiência para produzir remakes de sucessos internacionais. O problema dessa lógica é que, se o remake não fizer sucesso no mercado doméstico, há poucas chances de recuperar o dinheiro no exterior, já que os estrangeiros sabem ler. Uma alternativa é enganar o público com um título completamente diferente para disfarçar a mesma história. É o caso específico desse “Amigos para Sempre”, que trará ao Brasil na quinta-feira (17/1) esse conhecido melodrama disfarçado de comédia pela terceira vez. “Aquaman” caiu para o 2º lugar na América do Norte, somando mais US$ 17,2M, valor suficiente para lhe permitir entrada no seleto clube dos bilionários. O filme do super-herói da DC Comics atingiu US$ 1 bilhão de arrecadação em todo o mundo. Saiba mais sobre outras marcas que o filme superou aqui. O Top 3 se completa com outra estreia, o filme de cachorrinho “A Caminho de Casa”, que fez US$ 11,3M e chega em 28 de fevereiro no Brasil. A direção é de um especialista em filmes de bichos: Charles Martin Smith, ator do clássico “Os Intocáveis” (não confundir com o remake da semana) que encontrou nova vocação com “Bud, o Cão Amigo” (1997) e “Winter, o Golfinho” (2011). A semana contou ainda com uma terceira estreia ampla, a sci-fi “Replicas”, que fez apenas US$2,5M, ficou em 12º lugar e se tornou a pior abertura da carreira do ator Keanu Reeves. Provavelmente, o público achou que a premissa requentada pertencia a um lançamento da Netflix. Por sinal, deve sair no Brasil direto em VOD. Saiba mais sobre o desempenho do primeiro grande fracasso de 2019 aqui. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Amigos para Sempre Fim de semana: US$ 19,5M Total EUA e Canadá: US$ 19,5M Total Mundo: US$ 19,5M 2. Aquaman Fim de semana: US$ 17,2M Total EUA e Canadá: US$ 287,8M Total Mundo: US$ 1B 3. A Caminho de Casa Fim de semana: US$ 11,3M Total EUA e Canadá: US$ 11,3M Total Mundo: US$ 11,3M 4. Homem-Aranha no Aranhaverso Fim de semana: US$ 9M Total EUA e Canadá: US$ 147,7M Total Mundo: US$ 302,3M 5. Escape Room Fim de semana: US$ 8,9M Total EUA e Canadá: US$ 32,4M Total Mundo: US$ 34,9M 6. O Retorno de Mary Poppins Fim de semana: US$ 7,2M Total EUA e Canadá: US$ 150,6M Total Mundo: US$ 287,8M 7. Bumblebee Fim de semana: US$ 6,8M Total EUA e Canadá: US$ 108,4M Total Mundo: US$ 364,7M 8. Suprema Fim de semana: US$ 6,2M Total EUA e Canadá: US$ 10,5M Total Mundo: US$ 10,9M 9. A Mula Fim de semana: US$ 5,5M Total EUA e Canadá: US$ 90,5M Total Mundo: US$ US$ 91,7M 10. Vice Fim de semana: US$ 3,2M Total EUA e Canadá: US$ 35,9M Total Mundo: US$ 35,9M
Conheça a abertura e a música-tema do novo desenho de Carmen Sandiego
A Netflix divulgou a abertura de “Carmen Sandiego”, nova série animada baseada no jogo e nos desenhos de “Em que Lugar da Terra Está Carmen Sandiego?”. Em clima de “007”, a música é composta por Jared Lee Gosselin (“Shrek Terceiro”) e cantada por Raquel Castro (a Marisol da série “Empire”). Carmen Sandiego surgiu pela primeira vez num jogo (“Where in the World Is Carmen Sandiego?”) de 1985, criado por Gene Portwood e Lauren Elliott, ex-funcionários da Disney, com o intuito de ensinar geografia às crianças. No game, detetives da agência ACME tentam deter a organização criminosa V.I.L.E., liderada por Carmen Sandiego, que realiza roubos impossíveis ao redor do mundo. Fez tanto sucesso que virou uma série animada exibida entre 1994 e 1999 pela Fox Kids. As duas produções tem visuais bem diferentes, embora a atração da Netflix preserve as roupas vermelhas e até o chapelão da protagonista. Em sua nova versão, Carmen também ganhou contornos de uma Robin Hood moderna. Embora seja publicamente percebida como uma criminosa pela maioria das agências da lei – correção, uma mestre criminosa, devido à escala e teatralidade de seus assaltos – ela na verdade só rouba de outros ladrões, especialmente da V.I.L.E. A protagonista é dublada por Gina Rodriguez (a “Jane The Virgin”) e o elenco de vozes em inglês ainda destaca Finn Wolfhard (“Stranger Things”), no papel de Player/Jogador, amigo e cúmplice de Carmen Sandiego. A série estreia na sexta (18/1) em streaming.
Dragon Ball Super Broly se torna maior sucesso do cinema japonês no Brasil
“Dragon Ball Super Broly – O Filme”, que chegou aos cinemas no dia 3 de janeiro, tornou-se a produção japonesa mais vista no Brasil em todos os tempos. Apenas no primeiro dia, mais de 106 mil ingressos foram vendidos, com uma arrecadação de R$ 1.618.415. Este já foi um recorde para uma produção japonesa. Mas não ficou nisso. No fim de semana, a conta chegou a R$ 6,5 milhões. E, em oito dias, acumulou 759 mil espectadores, mais que o dobro do público total de “Dragon Ball Z – O Renascimento de Freeza”, de 2015, que fez 332 mil. O mais curioso é que se trata praticamente de um remake, uma história antiga, com a mesma animação tosca, que pouco evoluiu desde anos 1990. 20º filme derivado dos mangás de “Dragon Ball” e o primeiro da saga “Dragon Ball Super”, a animação foi concebida pelo próprio criador da série, Akira Toriyama, e se passa após a conclusão da trama televisiva, que foi ao ar no começo do ano. Entretanto, trata-se de uma reimaginação de eventos mostrados no 8º filme, ainda nos anos 1990, que introduziram a primeira versão de Broly. O personagem se tornou tão popular que voltou a aparecer em mais dois filmes. Mas, por questão de cronologia da série animada, o público foi convidado a aceitar que se trata de um “desconhecido”. E comprou a ideia – e os ingressos.
Ex-chefão da Disney afastado por assédio vai comandar divisão de animação da Skydance
O diretor e produtor John Lasseter, que fez o primeiro “Toy Story” (1999), transformou o estúdio Pixar em referência e virou o chefão do estúdio de animação da Disney em 2006, vai chefiar a recém-inaugurada divisão de animação da produtora Skydance. Ele estava desempregado após ser afastado da chefia da Disney no ano passado, em meio a acusações de assédio e conduta imprópria no ambiente de trabalho. “John é de um talento criativo e executivo sem par, e cujo impacto na indústria da animação não pode ser subestimado. Ele foi responsável por levar a animação para a era digital, enquanto contava histórias incomparáveis que continuam a inspirar e entreter plateias ao redor do mundo”, disse David Ellison, presidente da Skydance. A notícia surpreendeu o mercado e rendeu manifestações de protesto da organização Time’s Up, criada para apoiar mulheres assediadas no trabalho. Na esteira das revelações feitas pelo movimento #MeToo, funcionários da Disney/Pixar relataram que se sentiam constantemente “desrespeitados e desconfortáveis” com a postura do chefe, descrito como “pegajoso” no ambiente de trabalho. Segundo queixas, ele gosta de abraçar, beijar, falar no ouvido e tocar indevidamente funcionárias do sexo feminino. “John reconheceu e se desculpou por seus erros, e durante o último ano que ficou longe de seu local de trabalho, ele se dedicou a se reformar”, disse Ellison ao se referir às acusações contra Lasseter. John Lasseter começa a trabalhar na Skydance Animation no final de janeiro. Os primeiros projetos animados da produtora são “Split”, escrito por Linda Woolverton (“Alice no País das Maravilhas”) e dirigido por Vicky Jenson (“Shrek”), “Luck”, do diretor Alessandro Carloni (“Kung Fu Panda 3”), e “Powerless”, de Nathan Greno (“Enrolados”), todos em fase de desenvolvimento.
Disney renova Star Wars Resistance para 2ª temporada
O Disney Channel renovou “Star Wars Resistance” para sua 2ª temporada. A nova série animada da franquia foi lançada em outubro para substituir a recém-finalizada “Star Wars Rebels” e a renovação foi confirmada a poucos dias do final de sua temporada inaugural, que acontece no domingo (13/1). A série possui grande conexão com os filmes da nova trilogia, destacando personagens como o robô BB-8, o piloto Poe Dameron e a vilã Capitão Phasma. Estes últimos são até dublados pelos atores dos filmes originais, Oscar Isaac e Gwendoline Christie. Mas quem mais chama atenção é a General Leia, icônica personagem de Carrie Fisher, que segue viva na franquia apesar do falecimento da atriz. Ela é dublada na série animada por Rachel Butera (voz de Natasha no remake de “Alceu e Dentinho”). Como todas as séries – e pensando nisso, até os filmes – da franquia, a ação acompanha a jornada de um jovem rebelde, que desta vez é Kazuda “Kaz” Xiono (dublado, em inglês, por Christopher Sean, de “Hawaii Five-0”). Ele é “um jovem piloto recrutado pela Resistência e encarregado de uma missão ultrassecreta para espionar a crescente ameaça da Primeira Ordem”, como resume a sinopse oficial. A série se passa antes dos eventos de “Star Wars: O Despertar da Força” e mostra Poe Dameron como responsável por despachar o recém-nomeado espião Kaz para o Colossus, uma gigantesca plataforma de reabastecimento de aeronaves em um planeta aquático externo, lar de alienígenas, droids e criaturas novas e coloridas. Enquanto está disfarçado, Kaz trabalha como mecânico e mora com um velho amigo de Poe, Yeager, piloto veterano que opera uma oficina de reparos numa espaçonave, que ainda inclui em sua tripulação: Tam, Neeku e seu velho androide astromecânico Bucket. Com Kaz, também vem BB-8, que o ajuda a competir em corridas espaciais perigosas, manter sua missão em segredo e evitar o perigo da Primeira Ordem. Criado por Dave Filoni, que também foi responsável por “Star Wars Rebels”, a nova série inclui entre seus dubladores originais os atores Donald Faison (“Scrubs”), Jim Rash (“Community”), Bobby Moynihan (“Saturday Night Live”), Suzie McGrath (“East Enders”), Scott Lawrence (“Mr. Mercedes “), Myrna Velasco (“Elena de Avalor”) e Josh Brener ( “Silicon Valley”). Ainda não há previsão para a estreia da 2ª temporada, que deve ir ao ar na temporada de outono de 2019 nos Estados Unidos.
Artista de Homem-Aranha no Aranhaverso desenha o herói no Globo de Ouro
A vitória de “Homem-Aranha no Aranhaverso” como Melhor Animação no Globo de Ouro 2019 foi bastante comemorada pela equipe da produção, que desbancou concorrentes da Disney e da Pixar. E como o herói não pôde atender o evento ao vivo, por culpa de Thanos, o artista Yuhki Demers (que trabalhou no filme) desenhou uma arte mostrando Miles Morales erguendo o prêmio e fazendo seu agradecimento ao microfone. “Foi uma honra trabalhar neste incrível projeto. Qualquer um pode usar a máscara e provamos isso ontem à noite!”, ele escreveu na legenda da ilustração. O diretor do filme, Peter Ramsay, também compartilhou uma foto curiosa do Globo do Ouro, em que o elenco de Pantera Negra e a diretora Ava DuVernay lhe prestam homenagem. Ele escreveu ao lado da imagem: “Juro por Deus que não photoshopei isso”. Para completar, um dos roteirista, Phil Lord, tentou engolir o troféu. Veja tudo isso abaixo. Congrats to everyone on the Spidey team! It was an honor to work on this amazing project alongside you. Anyone can wear the mask, and we proved it last night!#GoldenGIobes #intothespiderversei pic.twitter.com/QYCqBqmrEX — Yuhki Demers (@yuhkidemers) 7 de janeiro de 2019 I swear to God I didn’t photoshop this #SpiderVerse #GoldenGlobes pic.twitter.com/xhTAt5aZTP — Peter Ramsey (@pramsey342) January 7, 2019 Still shocked a day later. Thank you @goldenglobes and big congratulations #SpiderVerse directors, cast and crew on this thing which long story short does not fit in my mouth. pic.twitter.com/Gy8XKr1nbg — philip lord (@philiplord) January 8, 2019
Diretor de Os Incríveis revela planos de filmar um musical original
O diretor Brad Bird pretende dirigir um musical após o sucesso de “Os Incríveis 2”. Em entrevista durante um evento da BAFTA (Academia Britânica) em Los Angeles, o diretor revelou que o projeto vai misturar atores de carne e osso com animação. “Eu não faço a mínima ideia como dirigir um musical, então achei que deveria fazer isso. É algo que me assusta muito, então é um bom desafio”, comentou Bird, conversando com um repórter da revista Variety. O diretor também revelou que o filme conterá “em torno de 20 minutos de pura animação”, e que não será baseado em nenhum livro, musical teatral ou franquia existente. “É uma história original”, afirmou. Bird ainda adiantou que Michael Giacchino, que fez a trilha das suas animações em “Os Incríveis” e “Ratatouille”, vai compor as músicas do filme.
Axl Rose canta com o Pernalonga em clipe de música inédita, lançada em animação
O canal pago americano Boomerang divulgou o clipe de uma música inédita de Axl Rose. No vídeo, o cantor dos Guns ‘N Roses vira desenho animado e é acompanhado pelo Pernalonga na guitarra, além de outros personagens dos Looney Tunes nos demais instrumentos. Juntos, eles tocam uma música chamada “Rock the Rock”, que é a primeira composição nova do músico em mais de uma década – desde o lançamento do infame “Chinese Democracy” em 2008. O clipe faz parte de um episódio da série animada “Os Novos Looney Tunes”, em que Axl se junta aos personagens clássicos para impedir um asteroide de se colidir com a Terra. Confira abaixo.
Aquaman lidera bilheterias com US$ 940 milhões em todo o mundo
“Aquaman” manteve seu fôlego fenomenal em seu terceiro fim de semana no topo das arrecadações da América do Norte, faturando mais US$ 30,7M (milhões) nos últimos três dias nos Estados Unidos e Canadá. Ao todo, o filme estrelado por James Momoa já soma US$ 259,7M no mercado doméstico, o que representa a maior arrecadação de um lançamento de 2018 da Warner e a 7ª maior bilheteria do ano na região. Mas onde o longa realmente impressiona é no resto do mundo. Graças ao sucesso internacional, “Aquaman” atingiu US$ 940,7M mundialmente. O montante é maior que as projeções estimadas para seu desempenho no período, o que indica que a produção deve atingir a casa do US$ 1B (bilhão) antes do próximo fim de semana. Até hoje, apenas dois filmes de super-heróis da Warner chegaram nesse patamar, “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008) e “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012). O filme do herói marinho já deixou para trás todos os demais lançamentos do universo compartilhado da DC, iniciado por “O Homem de Aço” em 2013, ao superar a arrecadação de “Batman vs Superman” (US$ 873,6M) na sexta-feira. E vale lembrar que “Aquaman” ainda não estreou num mercado importante. O lançamento no Japão está marcado apenas para 8 de fevereiro. Ou seja, a onda do filme deve continuar grande por mais tempo. Em meio a esse tsunami, a semana teve apenas uma estreia. O terror “Escape Room” abriu em 2º lugar com US$ 18M. Melhor que o esperado, considerando as críticas pouco empolgadas e a avaliação medíocre no Rotten Tomatoes, onde atingiu 53% de aprovação. Como custou apenas US$ 9M de produção, provavelmente menos que seu orçamento de marketing, deve dar lucro para a Sony. A estreia no Brasil está marcada apenas para 7 de fevereiro. De resto, os demais lançamentos infantis do fim de 2018, “O Retorno de Mary Poppins”, “Homem-Aranha no Aranhaverso” e “Bumblebee”, completam o Top 5. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Aquaman Fim de semana: US$ 30,7M Total EUA e Canadá: US$ 259,7M Total Mundo: US$ 940,7M 2. Escape Room Fim de semana: US$ 18M Total EUA e Canadá: US$ 18M Total Mundo: US$ 18M 3. O Retorno de Mary Poppins Fim de semana: US$ 15,7M Total EUA e Canadá: US$ 138,7M Total Mundo: US$ 257,9M 4. Homem-Aranha no Aranhaverso Fim de semana: US$ 13M Total EUA e Canadá: US$ 133,8M Total Mundo: US$ 275,3M 5. Bumblebee Fim de semana: US$ 12,7M Total EUA e Canadá: US$ 97,1M Total Mundo: US$ 289,1M 6. A Mula Fim de semana: US$ 9M Total EUA e Canadá: US$ 81,1M Total Mundo: US$ 81,1M 7. Vice Fim de semana: US$ 5,8M Total EUA e Canadá: US$ 29,7M Total Mundo: US$ 29,7M 8. Uma Nova Chance Fim de semana: US$ 4,9M Total EUA e Canadá: US$ 32,9M Total Mundo: US$ 39,5M 9. Wifi Ralph: Quebrando a Internet Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA e Canadá: US$ 187,1M Total Mundo: US$ US$ 404,7M 10. Holmes & Watson Fim de semana: US$ 3,4M Total EUA e Canadá: US$ 28,4M Total Mundo: US$ 35,5M
Dumbo ganha comerciais e pôsteres de personagens
A Disney divulgou dois comerciais e cinco pôsteres de personagens de “Dumbo”, remake live-action do clássico animado de 1941. Ao contrário de outras adaptações recentes do catálogo da Disney, “Dumbo” não é um filme de bichos falantes. Mas mantém os mesmos desafios, sofrimentos e triunfos do protagonista do desenho famoso, em sua vida como elefantinho de circo. No roteiro escrito por Ehren Kruger (“Transformers: A Era da Extinção”), o dono de um circo em dificuldades financeiras, Max Medici (Danny DeVito), convoca a ex-estrela Holt Farrier (Colin Farrell) e seus filhos Milly (Nico Parker) e Joe (Finley Hobbins) para cuidar do elefantinho recém-nascido cujas orelhas enormes o transformam em piada. As orelhas lhe renderam ridicularização e o apelido de Dumbo (uma ofensa derivada da palavra “dumb”, estúpido), mas quando descobrem que elas o permitem voar, o circo renasce, atraindo o persuasivo empresário V.A. Vandevere (Michael Keaton), que recruta o animal para seu mais novo empreendimento, o Dreamland. Dumbo passa a fazer sucesso ao lado da acrobata Colette Marchant (Eva Green), mas logo Holt descobre que Dreamland é cheio de segredos sombrios. A produção é a segunda fábula encantada da Disney dirigida pelo cineasta Tim Burton, que, com o sucesso de “Alice no País das Maravilhas” em 2010, deu início à onda de refilmagens com atores de carne e osso das animações do estúdio. A estreia está marcada para 28 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Quarto trailer de Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 introduz nova personagem
A Illumination divulgou um novo pôster e o quatro trailer de “Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2”, sequência da animação de sucesso de 2016. Anteriormente, o estúdio havia liberado um vídeo com o protagonista Max, outro com a gata Chloe e um terceiro com o coelho Bola de Neve. Desta vez, a prévia destaca uma personagem inédita, uma cachorrinha chamada Daisy, dublada pela comediante Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”). Este também foi o primeiro vídeo que não ganhou versão dublada simultânea no Brasil. No divertido vídeo, ela contracena com Bola de Neve, que agora acha que é super-herói. Fenômeno de bilheterias, o primeiro filme registrou o recorde de maior estreia de animação original na América do Norte e faturou US$ 875,4 milhões em todo o mundo. No Brasil, o longa foi exibido com dublagens de Danton Mello (“Vai que Dá Certo 2”), Tatá Werneck (“Vai que Cola”), Luis Miranda (“Que Horas Ela Volta?”) e Tiago Abravanel (“Amor em Sampa”). Mas não foi divulgado se eles vão bisar seus papéis na continuação. As vozes originais, entretanto, tiveram uma mudança importante, Louis CK (série “Louie”) foi substituído pelo humorista Patton Oswalt (“A.P. Bio”) no papel do cãozinho Max. O dublador original foi demitido da continuação após ser denunciado por abusos sexuais. Os demais dubladores são os mesmos em inglês: Lake Bell (“De Volta para Casa”) com Chole, Kevin Hart (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) como Bola de Neve, além de Eric Stonestreet (série “Modern Family”), Ellie Kemper (série “Unbreakable Kimmy Schmidt”), Bobby Moynihan (humorístico “Saturday Night Live”), Hannibal Buress (série “Broad City”) e Albert Brooks (“O Ano Mais Violento”). Ao lado de Tiffany Haddish, as novidades são Pete Holmes (“Crashing”) e Nick Kroll (criador de “Big Mouth”). “Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2” também repete diretor e roteirista do primeiro filme, respectivamente Chris Renaud e Brian Lynch, e tem estreia prevista para 27 de junho no Brasil, 20 dias após o lançamento nos Estados Unidos.
Nova série animada de Carmen Sandiego ganha primeiro trailer dublado
A Netflix divulgou fotos e o trailer dublado de “Carmen Sandiego”, nova série animada baseada no jogo e nos desenhos de “Em que Lugar da Terra Está Carmen Sandiego?”. Ironicamente, o vídeo falado em português destaca em letras garrafais os nomes dos dubladores da versão original em inglês. Ou seja, para ouvir um áudio que combine com as imagens, é preciso assistir à versão americana do trailer, disponibilizada logo abaixo – sem legendas. A série “Carmen Sandiego” é dublada por Gina Rodriguez (a “Jane The Virgin”), que tem o papel-título, e Finn Wolfhard (“Stranger Things”), no papel de Player/Jogador, amigo e cúmplice da protagonista. Carmen Sandiego surgiu pela primeira vez num jogo (“Where in the World Is Carmen Sandiego?”) de 1985, criado por Gene Portwood e Lauren Elliott, ex-funcionários da Disney, com o intuito de ensinar geografia às crianças. No game, detetives da agência ACME tentam prender um grupo de ladrões liderados por Carmen Sandiego, que realizam roubos impossíveis ao redor do mundo. Seu prazer é vencer os desafios. Como a ACME é marca registrada da Warner, a agência não é mencionada na prévia do novo desenho, que, entretanto, destaca seu alvo original, a organização criminosa V.I.L.E. Na verdade, “Carmen Sandiego” é a segunda série animada da personagem, que estreou pela primeira vez numa produção exibida entre 1994 e 1999 pela Fox Kids. As duas produções tem visuais bem diferentes, embora a atração da Netflix preserve as roupas vermelhas e até o chapelão da protagonista. Em sua nova versão, Carmen também ganhou contornos de uma Robin Hood moderna. Embora seja publicamente percebida como uma criminosa pela maioria das agências da lei – correção, uma mestre criminosa, devido à escala e teatralidade de seus assaltos – ela na verdade só rouba de outros ladrões. Suas novas escapadas começam em 18 de janeiro no serviço de streaming.
WiFi Ralph é a primeira grande estreia de 2019 nos cinemas
Principal estreia da semana, “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” é uma animação divertida, mas também uma piada pronta. Ao levar dois meses para chegar ao Brasil, serve para demonstrar a lentidão do mercado brasileiro, quase tão devagar quanto a internet nacional, que não precisa de Ralph para quebrar. Maior sucesso original dos estúdios Disney em 2018, “WiFi Ralph” desembarca nos cinemas locais após fazer mais de US$ 350 milhões em todo o mundo. E com 88% de aprovação das críticas publicadas em idioma inglês, na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. A trama parte da premissa de “Toy Story 3”, ao mostrar a obsolescência dos velhos games em que Ralph e Vanellope habitam. Com os equipamentos quebrados ou em eterna manutenção, os dois acabam migrando para outro mundo – dos games online, por meio do wi-fi. O mais interessante é como, a partir daí, o desenho passa a comunicar diferentes intertextos. Por um lado, serve de introdução à forma como a internet funciona, ilustrando, de forma acessível para as crianças, nunces complexos da tecnologia online. Por outro, assim como os spammers que não param de anunciar produtos para os protagonistas, trata-se também de um empreendimento de sinergia comercial para a Disney. Não faltam referências às franquias do próprio estúdio, como as princesas da Disney, que se destacam tanto na história que podem germinar sua própria animação – uma espécie de Vingadores de princesas. “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” também é o primeiro filme a misturar personagens da Disney, Pixar, Lucasfilm e Marvel. E se a franquia continuar, podem esperar o terceiro longa passado no país das maravilhas do streaming, um lugar mágico chamado Disney+ (Disney Plus). Cinismo à parte, vale a pena ver com as crianças, que nem vão ligar para a falta de todos aqueles astros famosos da dublagem original – desde as intérpretes originais das princesas da Disney até Gal Gadot (a “Mulher-Maravilha”) como uma piloto de corridas radical, sem esquecer John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) e Sarah Silverman (“A Guerra dos Sexos”), respectivamente como Ralph e Vanellope. Estas participações custaram uma fortuna para o estúdio, mas foram prontamente substituídos por profissionais assalariados da dublagem nacional. O principal concorrente da superprodução da Disney é outro desenho animado. “Dragon Ball Super Broly – O Filme” apela aos fãs da série em que se baseia. E oferece exatamente um episódio vitaminado da atração televisiva, contando uma história antiga com a mesma animação tosca, que pouco evoluiu desde anos 1990 – num contraste com a trama, baseada na “evolução” dos personagens. No circuito limitado, o destaque é “Lizzy”, suspense indie que reimagina um dos assassinatos mais brutais dos Estados Unidos, ao apresentar uma versão lésbica de Lizzie Borden, jovem acusada de matar os próprios pais à machadas no final do século 19. Chloë Sevigny (série “Bloodline”) vive a personagem-título, que nesta versão é uma mulher que busca se libertar do pai dominador e agressivo. Ela encontra uma cúmplice na empregada da família, Bridget Sullivan (Kristen Stewart, de “Personal Shopper”), que sofre assédio de seu pai, enquanto sua mãe finge não ver. A identificação das duas vira romance e, a partir daí, tudo transcorre para o desfecho trágico que marcou a história dos crimes americanos. Apesar de o roteiro ser creditado ao iniciante Bryce Kass, a teoria do relacionamento lésbico entre Lizzie e Bridget foi formulada originalmente pelo escritor Ed McBain em seu romance de 1984, que também se chamava apenas “Lizzie”. O caso real se tornou o primeiro julgamento midiático dos Estados Unidos e seu veredito rende discussões e teorias até hoje, já que deixou em aberto a identidade do verdadeiro(a) assassino(a). Mesmo inocentada, Lizzie Borden acabou virando lenda urbana e entrou na cultura pop, tendo rendido várias músicas, filmes e séries. Para fãs de filmes “de arte”, a dica é o francês “A Nossa Espera”, que venceu prêmios em sua jornada por festivais internacionais secundários, como Torino e Hamburgo. Profundamente humano, diferencia-se de outros filmes sobre a luta cotidiana por melhores condições de vida por não apostar em soluções sentimentais ou lições de moral. Cinéfilos mais devotados também devem conferir o tunisiano “Meu Querido Filho”, que parece ser um melodrama de família aflita pela doença comum de um filho, mas esconde em suas entranhas uma metáfora sobre doença muito mais séria: o extremismo. De resto, há também um terror alemão gravado de forma amadora para justificar uma trama ao estilo de “A Bruxa de Blair”. Veja os trailers e as sinopses abaixo. WiFi Ralph: Quebrando a Internet | EUA | Animação Ralph, o mais famoso vilão dos videogames, e Vanellope, sua companheira atrapalhada, iniciam mais uma arriscada aventura. Após a gloriosa vitória no Fliperama Litwak, a dupla viaja para a world wide web, no universo expansivo e desconhecido da internet. Dessa vez, a missão é achar uma peça reserva para salvar o videogame Corrida Doce, de Vanellope. Para isso, eles contam com a ajuda dos “cidadãos da Internet” e de Yess, a alma por trás do “Buzzztube”, um famoso website que dita tendências. Dragon Ball Super Broly – O Filme | Japão | Animação Apesar da Terra estar em um período de calmaria, Goku se recusa a parar de treinar constantemente – ele quer estar pronto para quando uma nova ameaça surgir. O que ele não imaginava era que seu novo inimigo seria Broly, um poderoso super saiyajin sedento por vingança, que deseja destruir todos que encontrar pela frente. Lizzie | EUA | Suspense 1892, em plena Era Vitoriana. Lizzie Borden (Chloë Sevigny) é uma mulher solteira que ainda vive sob a rigidez de seu pai, Andrew (Jamey Sheridan), por mais que tenha atitudes consideradas ousadas para a época. Tal situação vive provocando atritos entre pai e filha, ampliados pelo frágil estado de saúde dela. Menosprezada como filha e como mulher, Lizzie aos poucos se aproxima de Bridget Sullivan (Kristen Stewart), uma jovem criada que trabalha há pouco tempo para a família. O Manicômio | Alemanha | Terror Um grupo de youtubers entra ilegalmente na área de cirurgia (supostamente assombrada) em um manicômio abandonado para um desafio de 24 horas, com a esperança de viralizar o vídeo e conseguirem mais seguidores. Porém, não demora muito para eles descobrirem que não estão sozinhos e não são bem-vindos ali. O desafio, na verdade, é o da sobrevivência. A Nossa Espera | França | Drama Olivier (Romain Duris) é o politizado funcionário de uma fábrica, onde volta e meia bate de frente com seus superiores para defender os colegas de trabalho. Um dia, ele é surpreendido com o súbito desaparecimento de sua esposa, Laura (Lucie Debay). Sem saber o que aconteceu nem para onde ela foi, Olivier precisa conciliar o trabalho com a criação de seus dois filhos, Elliot (Basile Grunberger) e Rose (Lena Girard Voss). Meu Querido Filho | Tunísia | Drama Riadh (Mohamed Dhrif) está prestes a se aposentar como motorista no porto de Túnis. Com Nazli (Mouna Mejri), ele forma um casal unido em torno de seu único filho, Sami (Zakaria Ben Ayyed). As repetidas enxaquecas dele preocupam seus pais e no momento em que Riadh acha que seu filho está melhor, ele desaparece.











