Remake de Intocáveis supera Aquaman e estreia em 1º lugar na América do Norte



Ele prefere desistir de apresentar o Oscar a pedir desculpas de forma clara e convincente, mas a controvérsia sobre o passado homofóbico do ator Kevin Hart não parece ter prejudicado sua popularidade nos Estados Unidos. Seu mais recente filme, que o mundo inteiro já viu há oito anos e reviu há três, abriu em 1º lugar com US$ 19,5M (milhões) de faturamento, encerrando o reinado de “Aquaman” no topo das bilheterias da América do Norte,

“Amigos para Sempre” (The Upside) é o remake americano do fenômeno francês “Intocáveis” (2011), que já tinha ganhado versão argentina, “Inseparáveis” (2016), e ficou no freezer por mais de um ano devido ao escândalo de Harvey Weinstein.

O filme é o primeiro lançamento dos novos donos da The Weinstein Company, agora chamada de Lantern Entertainment. Na trama, Kevin Hart é um desempregado de passado criminoso contratado para cuidar de um milionário quadriplégico, vivido por Bryan Cranston (“Breaking Bad”).

Sim, você realmente já viu este filme. E seu sucesso nas bilheterias da América do Norte perpetua a má reputação do público americano em relação à capacidade de ler legendas.

Hollywood aproveita dessa deficiência para produzir remakes de sucessos internacionais. O problema dessa lógica é que, se o remake não fizer sucesso no mercado doméstico, há poucas chances de recuperar o dinheiro no exterior, já que os estrangeiros sabem ler.

Uma alternativa é enganar o público com um título completamente diferente para disfarçar a mesma história. É o caso específico desse “Amigos para Sempre”, que trará ao Brasil na quinta-feira (17/1) esse conhecido melodrama disfarçado de comédia pela terceira vez.

“Aquaman” caiu para o 2º lugar na América do Norte, somando mais US$ 17,2M, valor suficiente para lhe permitir entrada no seleto clube dos bilionários. O filme do super-herói da DC Comics atingiu US$ 1 bilhão de arrecadação em todo o mundo. Saiba mais sobre outras marcas que o filme superou aqui.

O Top 3 se completa com outra estreia, o filme de cachorrinho “A Caminho de Casa”, que fez US$ 11,3M e chega em 28 de fevereiro no Brasil. A direção é de um especialista em filmes de bichos: Charles Martin Smith, ator do clássico “Os Intocáveis” (não confundir com o remake da semana) que encontrou nova vocação com “Bud, o Cão Amigo” (1997) e “Winter, o Golfinho” (2011).

A semana contou ainda com uma terceira estreia ampla, a sci-fi “Replicas”, que fez apenas US$2,5M, ficou em 12º lugar e se tornou a pior abertura da carreira do ator Keanu Reeves. Provavelmente, o público achou que a premissa requentada pertencia a um lançamento da Netflix. Por sinal, deve sair no Brasil direto em VOD. Saiba mais sobre o desempenho do primeiro grande fracasso de 2019 aqui.

Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção.



BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte

1. Amigos para Sempre
Fim de semana: US$ 19,5M
Total EUA e Canadá: US$ 19,5M
Total Mundo: US$ 19,5M

2. Aquaman
Fim de semana: US$ 17,2M
Total EUA e Canadá: US$ 287,8M
Total Mundo: US$ 1B

3. A Caminho de Casa
Fim de semana: US$ 11,3M
Total EUA e Canadá: US$ 11,3M
Total Mundo: US$ 11,3M

4. Homem-Aranha no Aranhaverso
Fim de semana: US$ 9M
Total EUA e Canadá: US$ 147,7M
Total Mundo: US$ 302,3M

5. Escape Room
Fim de semana: US$ 8,9M
Total EUA e Canadá: US$ 32,4M
Total Mundo: US$ 34,9M

6. O Retorno de Mary Poppins
Fim de semana: US$ 7,2M
Total EUA e Canadá: US$ 150,6M
Total Mundo: US$ 287,8M

7. Bumblebee
Fim de semana: US$ 6,8M
Total EUA e Canadá: US$ 108,4M
Total Mundo: US$ 364,7M

8. Suprema
Fim de semana: US$ 6,2M
Total EUA e Canadá: US$ 10,5M
Total Mundo: US$ 10,9M

9. A Mula
Fim de semana: US$ 5,5M
Total EUA e Canadá: US$ 90,5M
Total Mundo: US$ US$ 91,7M

10. Vice
Fim de semana: US$ 3,2M
Total EUA e Canadá: US$ 35,9M
Total Mundo: US$ 35,9M


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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