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    Atriz que denunciou Gerard Depardieu por estupro decide se identificar

    17 de dezembro de 2021 /

    A atriz francesa Charlotte Arnould, de 25 anos, apresentou-se no Twitter como a mulher que acusa o veterano ator Gerard Depardieu, de 72 anos, de estupro. Em segredo de Justiça, o caso corria há quase quatro anos sem a identificação da denunciante. Arnould denunciou Depardieu em 2018, ocasião em que a polícia abriu investigações. Os fatos teriam ocorrido nos dias 7 e 13 de agosto em uma das residências parisienses do ator, durante o que foi descrito como uma “colaboração profissional”. Em sua queixa, a jovem afirmou ter sido abusada durante o ensaio informal de uma peça. Amigo de seu pai, Depardieu a teria convidado a visitá-lo para ouvir dicas e auxiliar sua carreira de atriz, já que ela é iniciante e só trabalhou em curtas. A polícia francesa chegou a arquivar a denúncia por falta de provas, mas Arnould pediu que o caso fosse reconsiderado, o que acabou acontecendo em dezembro do ano passado, com a reabertura das investigações. Mas desde então o processo vem transcorrendo sem novidades e, após três anos e meio de silêncio, a jovem decidiu vir à público se pronunciar. “Eu vivo escondida e em silêncio. Isso não é mais suportável. Eu preciso me expressar. Fui estuprada por Gerard Depardieu em agosto de 2018”, começou ela em sua declaração. “Faz um ano que ele segue sendo investigado. Ele trabalha enquanto eu passo o meu tempo a sobreviver. A vida me escapa há três anos, e eu quero voltar a viver sem me renegar”, afirmou a atriz. “Esta mensagem pública pode abalar imensamente minha vida, eu não ganho nada com isso além da esperança de recuperar a minha integridade. Talvez eu devesse ter esperado, ter falado com uma empresa de mídia, ter feito isso ‘dentro da ordem’, ter feito isso ‘direito’, mas continuar calada é me enterrar viva”, completou. Um dos astros de cinema mais famosos da França, Depardieu nega as acusações. Nos últimos anos, ele vem acumulando escândalos. Foi surpreendido dirigindo embriagado, agrediu um paparazzi e quase foi preso ao urinar dentro da cabine de um avião em um voo entre Paris e Dublin em 2011. Depardieu também ameaçou abrir mão do passaporte francês para adotar a nacionalidade russa, visando escapar dos impostos de seu país. Je suis la victime de Depardieu..Ça fait un an pile qu’il est mis en examen. Je ne peux plus me taire… pic.twitter.com/eEmlJKh7AR — Charlotte Arnould #Artiste (@CharloteArnould) December 16, 2021

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    Marilyn Manson é acusado de ameaçar filho de Evan Rachel Wood

    6 de dezembro de 2021 /

    O cantor Marilyn Manson é acusado pela atriz Evan Rachel Wood (“Westworld”) de ameaçar seu filho de 8 anos de idade — fruto do relacionamento dela com o ator Jamie Bell. A informação foi publicada pelo jornal britânico Daily Mail. De acordo com o tabloide, as ameaças ocorreram neste ano, logo após a atriz denunciar o cantor por abuso e agressão sexual. Por essa razão, Wood instalou janelas à prova de balas, uma porta de aço e uma cerca de segurança ao redor de sua casa em Los Angeles, nos Estados Unidos. “Tenho muito medo do alegado criminoso”, afirmou Evan em documentos legais obtidos pelo Daily Mail. “Eu sofri graves lesões físicas e emocionais traumáticas em suas mãos e temo que ele busque retaliação contra mim por testemunhar, prejudicando a mim, nosso filho e membros de minha família”, completou a atriz sobre Manson. As ameaças seriam relacionadas ao julgamento de processos contra o cantor, que contarão com testemunho de atriz. “Em minha experiência, o alegado criminoso sempre foi muito retaliatório e deixou claro que iria arruinar minha vida”, ela explicou. Evan Rachel Wood foi a primeira mulher a acusar Marilyn Manson de abuso sexual. Em fevereiro deste ano, ela usou seu perfil nas redes sociais para denuncar o cantor, com quem namorou de 2006 a 2010. “Estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”, escreveu. Isto abriu caminho para várias outras denúncias. Logo depois, a atriz Esmé Bianco (“Game of Thrones”) revelou que foi drogada, esfaqueada, perseguida com um machado e estuprada por Manson. Esmé Bianco, a modelo Ashley Morgan Smithline e a ex-assistente do cantor, Ashley Walters, deram entrada em processos contra o cantor.

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    Kevin Spacey terá que pagar US$ 31 milhões à produtora de “House of Cards”

    22 de novembro de 2021 /

    O ator Kevin Spacey foi condenado a pagar à MRC Entertainment, produtora da série “House of Cards”, quase US$ 31 milhões por má conduta sexual nos bastidores da série. O veredito foi proferido por uma corte de arbitragem e nesta segunda (22/11) a MRC deu entrada na Corte Superior de Los Angeles para confirmar a sentença. O intérprete de Frank Underwood foi demitido da produção após denúncias de abuso sexual. As acusações, que incluíam tocar um assistente de produção, fizeram com que o MRC conduzisse uma investigação e, por fim, rescindisse seus contratos de atuação e produção. De acordo com a decisão de 19 de outubro, Spacey violou repetidamente as obrigações contratuais de fornecer serviços “de maneira profissional” e “consistente com as orientações, práticas e políticas razoáveis” da produtora. Além disso, a produtora teve que interromper as gravações da 6ª temporada da série, reescrever a temporada e encurtá-la de 13 para oito episódios para cumprir o prazo de entrega. Além disso, a Netflix optou por cancelar a série após o escândalo. Spacey chegou a alegar que tinha direito a uma indenização, porque foi a decisão da MRC e da Netflix de demiti-lo — ou seja, não sua conduta — que causou perdas financeiras. Não conseguiu convencer. A produção de “House of Cards” foi interrompida dois dias após a primeira denúncia, quando o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) revelou que Spacey tentou abusar dele quando tinha 14 anos, em 1986. Desde então, as denúncias contra o ator se multiplicaram, e até funcionários da atração resolveram acusá-lo. Além de demitir Spacey de “House of Cards”, a Netflix também cancelou o lançamento da cinebiografia de Gore Vidal, “Gore”, estrelada e produzida pelo ator, que já se encontrava em pós-produção. Outro prejuízo causado pelo ator foi a refilmagem de “Todo o Dinheiro do Mundo”. O diretor Ridley Scott decidiu refazer parte do filme para retirar o ator do longa, que já estava finalizado quando o escândalo estourou. Ele foi substituído por Christopher Plummer, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho. Spacey também chegou a ser investigado por oficiais do Departamento de Abuso Infantil e Ofensas Sexuais de Los Angeles, que coletaram um total de seis denúncias. Prescrição e falta de provas impediram todos os casos de ir a julgamento. Por conta disso, ele não foi condenado e ainda brincou num vídeo de 2019 que aquele “foi um ano muito bom”. Embora “House of Cards” tenha sido cancelada, Spacey continua postando vídeos caracterizado como seu personagem. No ano passado, comparou sua situação à das pessoas que perderam empregos durante a pandemia.

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    Marilyn Manson tinha caixa de vidro em que trancava mulheres

    15 de novembro de 2021 /

    O cantor Marilyn Manson tinha uma caixa de vidro à prova de som que usava para trancar mulheres. A acusação foi feita pela ex-assistente Ashley Walters na revista Rolling Stone. A caixa teria o tamanho de um provador de roupas e era chamada de espaço para as “meninas más”. O local, segundo ela, foi montado no apartamento do roqueiro, em West Hollywood, Califórnia (EUA), e era usado por Manson “como uma forma de punição” para as mulheres. “Mesmo que eu gritasse, ninguém podia me ouvir. Você lutava e ele gostava dessa reação. Eu aprendi a não lutar, porque isso dava a ele o que ele queria. Então, eu acabava indo para algum outro lugar dentro da minha cabeça”, disse Ashley sobre sua experiência na caixa. As acusações feitas por Ashley Walters foram corroboradas por Sarah McNeilly, ex-namorada de Manson. Ela relatou que foi “absolutamente assustador” ficar trancada no espaço, o que aconteceu após ela falar sobre um ex-namorado. “Ali a máscara caiu e foi possível ver do que ele era capaz”, contou. A ex-namorada disse ainda que foi ameaçada fisicamente por Marilyn Manson em 2011, quando ele, após um surto, fez menção sobre “amassar” sua cara com um taco de beisebol. “A violência física era quase um alívio. A merda psicológica que ele me fazia passar, que infestava o meu cérebro, era o que eu queria que acabasse”, desabafou. A modelo Ashley Morgan Smithline também citou a caixa para as “garotas más” em seu processo contra Manson por abuso sexual, onde ele ameaçou trancá-la caso quisesse deixá-lo. Ele também a ameaçou de morte e em uma ocasião cortou seu ombro, a parte interna do braço e o estômago com a faca, deixando cicatrizes. À revista People, ela disse querer que ele “seja responsabilizado de uma vez por todas”. A Rolling Stone também descreveu o apartamento de Marilyn Manson como um lugar decorado com “sangue, suásticas e imagens de revistas pornográficas”, além de ser todo fechado e preto, a fim de “impedir a luz das janelas durante o dia”. A reportagem ainda conta que ele ficava violento quando o termóstato do apartamento registrava uma temperatura superior a 18 graus e “destruía os móveis”. Em fevereiro deste ano, a atriz Evan Rachel Wood (“Westworld”) usou seu perfil nas redes sociais para denunciar abusos sofridos na época em que namorou com o cantor entre 2006 e 2010. “Estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”, ela escreveu. Isto abriu caminho para várias outras denúncias e processos contra o cantor. A ex-assistente Ashley Walters é um das mulheres que processam Manson, assim como a modelo Ashley Morgan Smithline e a atriz Esmé Bianco (“Game of Thrones”), que o acusa de tê-la drogado, esfaqueado, perseguido com um machado e estuprado.

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    Trailer de documentário polêmico mostra auge de Alanis Morissette

    10 de novembro de 2021 /

    A HBO divulgou o pôster e o trailer de “Jagged”, documentário sobre “Jagged Little Pill”, o disco de 1995 que vendeu mais de 33 milhões de cópias e se tornou o maior sucesso da carreira de Alanis Morissette. A prévia traz cenas de apresentações clássicas e elogios de vários colegas à sua ascensão ao topo das paradas de sucesso, sem destacar entre as imagens nenhuma das polêmicas que o fizeram ser renegado pela artista durante sua première no Festival de Toronto. Alanis rotulou o filme dirigido por Alison Klayman (“Flower Punk”) de sensacionalista por incluir informações que “simplesmente não são verdadeiras” e acusou a cineasta de ter uma “agenda lasciva”. “Concordei em participar de um documentário sobre a celebração do 25º aniversário de ‘Jagged Little Pill’ e fui entrevistada durante um período muito vulnerável (enquanto estava no meio da minha terceira depressão pós-parto durante a quarentena)”, disse ela em um texto enviado à imprensa, justificando sua decisão de se distanciar do longa. “Fui enganado por uma falsa sensação de segurança, e sua agenda lasciva tornou-se evidente assim que vi o primeiro corte do filme. Foi quando eu soube que nossas visões eram de fato dolorosamente divergentes. Esta não foi a história que concordei em contar”, acrescentou. “Agora, fico aqui, sentindo todo o impacto de ter confiado em alguém que não merecia ser confiável”. O motivo da discórdia foram confissões chocantes. Alanis contou para a câmera ter sofrido um estupro coletivo aos 15 anos, quando era uma cantora pop no Canadá. E ao ver a repercussão, ela se assustou. Em uma entrevista ao site Deadline, Klayman tentou se esquivar da polêmica. “É uma coisa muito difícil, eu acho, ver um filme sobre você”, ela avaliou. “Eu acho que ela é incrivelmente corajosa e a reação, quando viu, foi que realmente… ela pôde sentir todo o trabalho, todas as nuances envolvidas nele. Ela deu muito de seu tempo e muito de seu esforço para fazer isso e eu acho que o filme realmente fala por si. ” A estreia de “Jagged” está marcada para 18 de novembro.

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    Diretora de “Segunda Chamada” fará filme sobre estupro que sofreu na vida real

    11 de outubro de 2021 /

    A diretora Joana Jabace, que comanda a série “Segunda Chamada”, da Globo, vai transformar em filme um estupro que ela sofreu em 2014. A história foi contada no livro “Vista Chinesa”, escrito por sua amiga Tatiana Salem Levy, e agora ganhará as telas sob sua própria direção. Jabace, que é casada com o ator Bruno Mazzeo, com quem ela tem dois filhos gêmeos, foi violentada em 2014, enquanto se exercitava em um trajeto que liga o Horto à Vista Chinesa, no Rio de Janeiro. No final do Muro do Alívio (que tem esse nome por ser quando a estrada deixa de ser tão íngreme), um homem a abordou com uma arma e a levou para o interior da floresta, onde aconteceu a violência sexual. Em entrevista ao jornal O Globo, ela explicou que filmar sua experiência traumática faz parte de “um movimento de libertação” e “uma mensagem que mando para mim mesma de que a vida vence”. Segundo a diretora, quando o livro “Vista Chinesa” foi publicado, ela recebeu diversas mensagens de pessoas destacando sua coragem por falar sobre o assunto. No entanto, passou a se questionar sobre o porquê de ser “corajosa” por denunciar a violência sofrida, e afirma que “enquanto a gente não falar sobre esse assunto, ele continuará subterrâneo”. “Quando o trauma é só um fantasma solitário, ele tem um determinado tamanho. Ao transformar esse fantasma em algo concreto, essa atitude, de alguma maneira, traz força. Sofri esse trauma e vou transformá-lo em arte. Por mais difícil que seja, estou vencendo, é uma pulsão de vida. Vivo despedaçada, mas vivo. Essa é também uma história de violência ancestral contra a mulher”, acrescentou. Ela acrescentou que se trata também de “uma questão de sororidade”. “Recebi inúmeras mensagens de mulheres que passaram pelo mesmo. Quero mostrar que dá para seguir adiante”, explicou, ressaltando que dirigir o filme autobiográfico “será mais um movimento de libertação” ao pegar sua “maior força”, que é o trabalho, e colocar em seu “maior trauma”, que foi o estupro. “Quero fazer um filme que tenha a ver com isso, que transmita a mensagem de que a vida vence. Não sou a Joana de antes, mas estou aqui”, concluiu. Além de comandar “Segunda Chamada”, Joana Jabece também concebeu com o marido a série “Diário de um Confinado”. Filmada em sua própria casa, a atração está concorrendo ao Emmy Internacional 2021, que vai revelar os vencedores em 22 de novembro, durante cerimônia de premiação em Nova York.

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    Justiça rejeita um dos processos de agressão sexual contra Marilyn Manson

    16 de setembro de 2021 /

    Um juiz de Los Angeles arquivou um dos quatro processos movidos contra Marilyn Manson por agressão sexual, após decidir que a acusadora do artista de 52 anos, identificada como Jane Doe (pseudônimo), fez alegações que “não são suficientes para invocar a regra de descoberta atrasada”. Ou seja, não justificam considerar a abertura após o período de prescrição. Na ação arquivada, a mulher alegou que Manson a estuprou e abusou sexualmente dela diversas vezes durante seu relacionamento em 2011, mas que ela havia “reprimido” suas memórias até fevereiro deste ano, quando outras mulheres acusaram publicamente o cantor. O tribunal deu à Jane Doe 20 dias para reabrir o processo com detalhes adicionais. Marilyn Manson vem sendo acusado de assédio, abuso e estupro desde fevereiro, quando a atriz Evan Rachel Wood (“Westworld”), que é sua ex-namorada, resolveu contar o que sofreu em suas mãos. “Eu cansei de viver com medo da retaliação, difamação ou de chantagens”, escreveu Wood em suas redes sociais na ocasião. “Estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”. Após a denúncia de Wood, outras mulheres se manifestaram. E, como resultado, Manson enfrenta outros três processos — por abuso sexual, agressões e assédio — movidos pela atriz Esmé Bianco (de “Game of Thrones”), pela modelo e ex-namorada Ashley Morgan Smithline e por sua ex-assistente Ashley Walters.

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    Após polêmica, Alanis Morissette renega documentário sobre sua vida

    14 de setembro de 2021 /

    Alanis Morissette resolveu se manifestar sobre “Jagged”, documentário sobre sua carreira que tem première nesta terça (14/9) no Festival de Toronto. O filme ganhou destaque na mídia nos últimos dias após a revelação de declarações da cantora para a câmera sobre um estupro coletivo que ela teria sofrido aos 15 anos, quando era uma cantora pop no Canadá. A artista, que se recusou a participar da promoção do filme dirigido por Alison Klayman (“Flower Punk”), explicou nesta terça (14/9) que considera o filme sensacionalista. Ela afirmou, em comunicado, que “Jagged” inclui informações que “simplesmente não são verdadeiras” e acusa a cineasta de ter uma “agenda lasciva”. “Concordei em participar de um documentário sobre a celebração do 25º aniversário de ‘Jagged Little Pill’ e fui entrevistada durante um período muito vulnerável (enquanto estava no meio da minha terceira depressão pós-parto durante a quarentena)”, disse ela em um texto enviado à imprensa. “Fui enganado por uma falsa sensação de segurança e sua agenda lasciva tornou-se evidente assim que vi o primeiro corte do filme. Foi quando eu soube que nossas visões eram de fato dolorosamente divergentes. Esta não foi a história que concordei em contar”, acrescentou. “Agora, fico aqui, sentindo todo o impacto de ter confiado em alguém que não merecia ser confiável”. Ela explicou que decidiu não comparecer a nenhum evento relacionado ao filme por dois motivos. “Um é que estou em turnê agora. O outro é que, não muito diferente de ‘histórias’ e biografias não autorizadas por aí ao longo dos anos, este filme inclui implicações e fatos que simplesmente não são verdadeiros. Embora haja beleza e alguns elementos de precisão nesta/na minha história, com certeza, em última análise não vou apoiar a visão redutora de outra pessoa sobre uma história com muitas nuances para eles entenderem ou contarem. ” Em uma entrevista com o site Deadline na semana passada, Klayman tentou se esquivar da polêmica. “Claro, teria sido ótimo se ela pudesse estar aqui conosco, mas estou muito grato por todo o tempo que ela dedicou a fazer este filme”, disse a diretora. “É uma coisa muito difícil, eu acho, ver um filme feito sobre você”, ela continuou. “Eu acho que ela é incrivelmente corajosa e a reação quando viu foi que realmente – ela podia sentir todo o trabalho, todas as nuances envolvidas nele. E, novamente, ela deu muito de seu tempo e muito de seu esforço para fazer isso e eu acho que o filme realmente fala por si. ” Morissette está fazendo uma turnê de 25º aniversário “Jagged Little Pill”. O disco de 1995, que vendeu mais de 33 milhões de cópias e se tornou o maior sucesso de sua carreira, também rendeu um espetáculo recente na Broadway.

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    Alanis Morissette revela ter sofrido estupro coletivo aos 15 anos

    12 de setembro de 2021 /

    A cantora e atriz Alanis Morissette revelou que foi estuprada por vários homens aos 15 anos, quando era uma estrela mirim canadense. A revelação do estupro coletivo faz parte de “Jagged”, um novo documentário dobre sua carreira produzido pela HBO. “Levei anos em terapia para admitir que houve qualquer tipo de vitimização da minha parte”, diz a cantora no documentário. “Eu sempre dizia que estava consentindo e, então, seria lembrada que ‘Ei, você tinha 15 anos, você não estava consentindo aos 15.’” A idade legal para consentimento sexual no Canadá é 16 anos. “Agora eu fico tipo, ‘Oh sim, eles são todos pedófilos. Foi estupro’”, disse ela. Morissette não identificou nenhum de seus supostos estupradores. “Eu contei para algumas pessoas e meio que caiu em ouvidos moucos”, revelou a cantora. “Normalmente, seria um momento em que as pessoas saíam da sala”, acrescentou. Apesar de tornar público o abuso, o documentário não agradou a cantora, que entrou em conflito com a diretora Alison Klayman (“Flower Punk”) e decidiu não prestigiar a première mundial, marcada para terça-feira (14/9) no Festival de Toronto, no Canadá. O motivo da discordância não foi esclarecido por nenhuma das partes envolvidas. Mas, segundo o jornal The Washington Post em sua crítica, não há nada controvertido na produção que não tenha sido trazido à tona pela própria cantora. O filme narra toda a trajetória de Morissette, desde seus dias de menina prodígio do dance-pop no Canadá até sua transformação em roqueira confessional em Los Angeles, vários anos depois. O destaque é o álbum “Jagged Little Pill” de 1995 e a turnê de 18 meses que se seguiu, quando Morissette alcançou o megaestrelato e vendeu 33 milhões de cópias em todo o mundo. Décadas depois, o disco continua a fazer sucesso, agora como espetáculo na Broadway, inspirado em suas músicas.

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  • Filme

    Sylvester Stallone revela preparativos para “Os Mercenários 4”

    31 de julho de 2021 /

    Sylvester Stallone revelou que já está se preparando para “Os Mercenários 4″. Ele postou no Instagram uma foto de anel de caveira dourada, que deve ser usado por seu personagem no filme. Ao lado da foto, escreveu: “Acabei de desenhar o novo anel para ‘Os Mercenários 4’. É um pouco pesado, mas com certeza vai colocar alguns músculos nas pontas dos dedos”. Stallone estrelou, escreveu e dirigiu o primeiro “Os Mercenários” em 2010, juntando vários astros do cinema de ação dos anos 1980 e 1990. O filme arrecadou um total de US$ 274,5 milhões de bilheteria, levando à produção de mais duas sequências. O último foi lançado em 2014, e desde então há conversas sobre retomar a franquia – e até mesmo lançar uma versão feminina. Em 2017, ele chegou a brigar com o produtor Avi Lerner, da Millennium Films, e anunciou que não faria mais continuações da franquia. A briga girou em torno do nome do diretor, o roteiro e alguns “elementos qualitativos” do filme, com ênfase para os efeitos visuais. Lerner queria usar sua empresa de efeitos para a realizar a produção e Stallone contestou a qualidade do serviço. Um ano depois, os dois fizeram as pazes e Stallone anunciou que o filme tinha voltado a ser desenvolvido. “Barney estará de volta, mais a equipe e um par de novos membros”, ele escreveu em 2018, referindo-se à seu personagem e ao elenco grandioso da franquia. A produção de “Mercenários 4” ainda não anunciou nenhum nome de sua equipe, mas é possível resumir que Stallone possa reprisar todas as funções que exerceu no primeiro filme. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone)

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    Kris Wu é preso por suspeita de estupro na China

    31 de julho de 2021 /

    O cantor e ator Kris Wu, que tem cidadania canadense e chinesa, foi preso em Pequim sob suspeita de estupro, anunciou a polícia chinesa neste sábado (31/7). O ex-membro da boy band coreana EXO e astro de filmes como “xXx: Reativado” e “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” é acusado de atrair menores de idade para relacionamentos sexuais. A prisão aconteceu um mês após uma adolescente denunciar na internet ter sido embebedada para que ele pudesse abusar dela. Ela ainda acrescentou que outras mulheres a procuraram após seu desabafo inicial contanto terem passado pelos mesmos abusos. De acordo com comunicado da polícia, Wu foi “detido criminalmente” por suspeita de estupro “em resposta a informações relevantes relatadas na internet”, incluindo que ele “repetidamente atraía mulheres jovens para terem relações sexuais”. A polícia chinesa não deu outros detalhes sobre a prisão. Em declarações em suas redes sociais, o astro de 30 anos negou todas as acusações. “Não houve ‘sexo com groupie’! Não houve ‘menor’! Se houvesse esse tipo de coisa, por favor, relaxem todos, eu me colocaria na cadeia!” A adolescente que divulgou suas denúncias nas redes sociais, posteriormente deu uma entrevista ao portal NetEase. Um dia depois que a entrevista apareceu, pelo menos 10 marcas, incluindo Porsche e Louis Vuitton, cancelaram patrocínios e outros acordos com Wu. De acordo com a entrevista, ela pensou que estava encontrando Wu para uma oportunidade de carreira. Em vez disso, sua equipe que estava presente a forçou a beber. Como alguém que não frequentava bares, ela disse que sua tolerância era baixa e que estava bêbada depois de dois drinques. No dia seguinte, ela acordou na cama de Wu. Segundo seu relato, naquela manhã ele foi gentil com ela e prometeu cuidar dela. Mas depois, ele parou de retornar suas mensagens. No início, ela disse que sentia pena de si mesma. Mas mudou de ideia quando soube que outras mulheres tinham sido tratadas de forma semelhante, passando a acreditar que o problema estava na cultura das celebridades de entretenimento da China. A notícia da prisão do artista se tornou o tópico mais pesquisado no Weibo (o Twitter chinês) durante este sábado (31/7), e alguns usuários começaram uma petição online para expulsá-lo da China. O jornal oficial do Partido Comunista, o Diário do Povo, avaliou o caso, dizendo em uma curta postagem online que “ter uma nacionalidade estrangeira não é um talismã protetor, e não importa o quão grande seja o nome, não há imunidade.”

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    Cuba Gooding Jr. é condenado em processo por estupro

    29 de julho de 2021 /

    O ator Cuba Gooding Jr. (o O.J. Simpson de “American Crime Story”) foi considerado culpado em um processo civil aberto por uma mulher não identificada no ano passado, que o acusou de estuprá-la duas vezes em um hotel em Manhattan em 2013. O juiz distrital Paul Crotty de Manhattan realizou um julgamento à revelia, após o ator ignorar dois chamamentos seguidos do tribunal, sem abordar os méritos das acusações da vítima. “O réu falhou completamente em participar deste caso”, tornando sua não participação “intencional”, disse o juiz nos autos. Condenado a pagar a indenização, Gooding agora só tem chance de argumentar sobre a sentença: no caso, uma compensação de US$ 6 milhões por danos físicos, psicológicos e morais. Gooding Jr. tem até 7 de setembro para se pronunciar sobre o valor. A autora da denúncia afirmou que o ator de 52 anos a levou a um hotel depois de conhecê-la em um bar de Manhattan. De acordo com o processo, ele disse que lá se encontrariam com amigos. Mas a levou para o quarto em que estava hospedado, alegando que iria trocar de roupa, aproveitando a oportunidade, segundo o documento, para estuprá-la duas vezes. No ano passado, Cuba Gooding Jr. foi alvo de três denúncias de agressão sexual, mas ainda não há data para estes julgamentos. O ator foi acusado de apalpar uma mulher em um restaurante de Nova York em setembro de 2018, beliscar as nádegas de uma segunda mulher um mês depois em uma boate e tocar os seios de uma terceira mulher em um bar, em junho de 2019. Mas há outras queixas contra o ator – pelo menos 21 mulheres se pronunciaram contra ele nas redes sociais. Nenhum desse casos, porém, tratava de estupro. A vítima não identificada de Manhattan também foi a única que buscou uma compensação financeira na justiça civil, em vez de um processo criminal.

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    James Franco vai pagar US$ 2,2 milhões para encerrar processo de abuso sexual

    30 de junho de 2021 /

    O ator James Franco fez um acordo financeiro para encerrar um processo de abuso sexual aberto por duas ex-alunas de seu curso de interpretação, Sarah Tither-Kaplan e Toni Gaal. As partes se acertaram em fevereiro deste ano, mas os documentos só se tornaram públicos nesta quarta (30/6), revelando que ele ofereceu US$ 2,2 milhões de indenização. Pelo acordo proposto, Sarah Tither-Kaplan receberá US$ 670.500, enquanto Toni Gaal ficará com US$ 223.500. Além disso, os demais estudantes do curso de Franco, que também entraram como partes na ação, dividirão os US$ 1,3 milhão restantes. A proposta ainda precisa ser submetida à aprovação de um juiz de Los Angeles para o encerramento do processo, que alega que todas as alunas de Franco na Studio 4 Film School em Nova York e Los Angeles foram vítimas de fraude. O curso seria uma desculpa para exploração sexual, onde Franco supostamente forçava suas alunas a realizar cenas de nudez e sexo diante das câmeras, no que as denunciantes descreveram como “cenário de orgia” durante as aulas. As acusadoras também alegaram que Franco levou os alunos a acreditar que ele daria papéis em seus filmes para aqueles que se sujeitassem a participar mais ativamente das “aulas” desinibidas. Tither-Kaplan começou a denunciar a má conduta sexual de Franco no início de 2018, depois que ele venceu um Globo de Ouro por seu papel em “O Artista do Disastre”. Ela também foi uma das cinco mulheres que apresentaram acusações contra o ator em um artigo publicado em janeiro de 2018 no Los Angeles Times. Na época, até a atriz Ally Sheedy, estrela do clássico adolescente “Clube dos Cinco” (1985), manifestou-se com tuítes sobre supostos abusos de Franco, mas os apagou e não quis comentar mais sobre o assunto. “James Franco acaba de ganhar. Por favor, nunca me perguntem por que eu deixei a indústria de cinema/TV”, ela escreveu, enigmaticamente, acrescentando: “Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. Graças à repercussão das denúncias, o ator acabou ficando fora do Oscar, mesmo sendo considerado forte candidato pelo desempenho em “O Artista do Disastre”. Após o surgimento das acusações, James Franco só atuou nas temporadas finais da série “The Deuce”, que ele já estrelava quando o escândalo veio à tona. Com o fim da série em 2019, ele vem se mantendo fora dos holofotes.

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