Brendan Fraser se recusa a ir ao Globo de Ouro: “Não sou hipócrita”
O ator Brendan Fraser, que vem de uma performance elogiada em “The Whale” (A Baleia) e é considerado presença garantida nos diversos eventos de premiação da temporada, afirmou que não aceitará convite para participar do Globo de Ouro 2023. A cerimônia marcará 20 anos de um abuso que ele sofreu de um ex-presidente da associação responsável pelo prêmio. Ele deixou clara sua posição numa entrevista para a revista GQ publicada nesta quarta-feira (16/11), em que lembrou o assédio cometido por Philip Berk, ex-presidente da HFPA (Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood), que organiza o Globo de Ouro. “Tenho mais história com a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood do que respeito pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood”, afirmou o ator. “É pelo histórico que tenho com eles [que não vou participar]. E minha mãe não criou um hipócrita. Você pode me chamar de muitas coisas, mas não disso”, completou A denúncia do assédio aconteceu em 2018 na própria GQ. Em uma longa reportagem publicada pela revista americana, o astro da trilogia “A Múmia” revelou que, além da atenção necessária para cuidar do filho autista, o assédio o deixou depressivo e até o desistimulou a continuar a carreira. Em 2003, durante um almoço realizado pela HFPA, à época do Globo de Ouro, Philip Berk apertou as nádegas do ator e enfiou o dedo. “Sua mão esquerda se aproximou, me agarrou na poupa da minha bunda e um de seus dedos tocou no períneo. E começou a movê-lo”, descreveu o ator na publicação. Fraser diz que o gesto o deixou paralisado. “Eu me sentia mal. Eu me senti como uma pequena criança. Senti como se houvesse uma bola na garganta. Eu pensei que ia chorar”. Ele conta que deixou o local imediatamente e cogitou contar o episódio a um policial do lado de fora do local, mas se sentiu humilhado. “[Isso] me fez recolher. Isso me fez sentir recluso.” Em resposta à denúncia, a HFPA declarou ter investigado as alegações e chegado à conclusão de que nada de grave aconteceu. Teria sido uma “piada” mal-interpretada, segundo comunicado oficial. Berk continuou na associação até o ano passado, quando foi demitido devido à circulação de um email racista, em meio às críticas de racismo sofridas pela própria HFPA. Brendan Fraser aproveitou para admitir que apenas os movimentos #MeToo e “Time’s Up” fizeram ele se sentir pronto para falar sobre o que aconteceu. “Eu conheço Rose [McGowan], conheço Ashley [Judd], conheço Mira [Sorvino] – já trabalhei com elas. Eu as chamo de amigas em minha mente. Não falo com elas há anos, mas são minhas amigas. Eu assisti a esse movimento maravilhoso, essas pessoas com coragem de dizer o que eu não tive coragem de dizer. Só eu sei qual é a minha verdade. E é o que eu acabei de falar com você”, finalizou.
Kevin Spacey vai enfrentar mais sete acusações de abuso sexual
O ator Kevin Spacey (“House of Cards”) deve enfrentar mais sete acusações de crimes sexuais no Reino Unido, elevando o seu total acusações para 12. De acordo com o Crown Prosecution Service (CPS), as acusações adicionais contra o ator incluem três denúncias de agressão indecente, três de agressão sexual e uma de atividade sexual sem consentimento. “O CPS autorizou acusações criminais adicionais contra Kevin Spacey, 63, por várias agressões sexuais contra um homem entre 2001 e 2004”, disse Rosemary Ainslie, chefe da Divisão Especial de Crimes do CPS. “O CPS também autorizou uma acusação por fazer com que uma pessoa se envolva em atividade sexual sem consentimento. A acusação segue uma revisão das evidências coletadas pela Polícia Metropolitana em sua investigação”. “O Crown Prosecution Service lembra a todos os envolvidos que os processos criminais contra o Sr. Spacey estão ativos e que ele tem direito a um julgamento justo”, completou. Spacey já está sendo julgado no Reino Unido por outras cinco acusações de agressão sexual. As denúncias foram feitas por três homens e são relativas à época em que Spacey morava em Londres e atuou como diretor artístico do teatro Old Vic. Ele se declarou inocente de todas elas em julho e voltará ao tribunal em junho de 2023 para se defender. As novas acusações acontecem quase um mês depois que um júri de Nova York o inocentou de um processo civil de US$ 40 milhões, concluindo que ele não molestou o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) quando o denunciante era adolescente. Apesar de ter sido inocentado nesse caso, o ator foi acusado por mais de 20 homens de má conduta sexual, um volume tão expressivo que acabou com sua carreira. Desde a acusação inicial de Rapp em 2017, ele foi retirado da série “House of Cards” (uma vez que os integrantes da equipe fizeram suas próprias denúncias contra ele) e também perdeu o papel no filme “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017), tendo sido substituído por Christopher Plummer depois que o filme já estava pronto – as refilmagens ocorrem de forma acelerada para o filme não perder sua data de estreia. Spacey também já foi condenado a pagar US$ 31 milhões de indenização à produtora MCR pelo cancelamento da série “House of Cards”, após o juiz do caso considerar que seu comportamento foi responsável pela decisão da Netflix de encerrar a série premiada. Mas outras acusações feitas contra ele acabaram não indo adiante por diferentes motivos. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, Spacey teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Graças à falta de condenação, Spacey conseguiu voltar a atuar em um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero. Ele também interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”, que foi levado ao Marché du Film, o mercado de negócios do Festival de Cannes, para conseguir distribuidores internacionais. Além disso, Spacey vai ministrar uma masterclass no Museu Nacional de Cinema da Itália, em Turim, onde também receberá um prêmio pelo conjunto de sua obra. O evento vai acontecer em 16 de janeiro de 2023.
Advogado de Harvey Weinstein chama estupros de “negócios” e vítimas de “vagabundas”
O julgamento do poderoso produtor Harvey Weinstein (“Os Oito Odiados”) está em andamento em Los Angeles. E o advogado de Weinstein, Mark Werksman, inovou ao chamar as vítimas de “vagabundas”. Tentando justificar os atos do seu cliente, ele quer que o júri aceite que abusos sexuais fazem parte da cultura de Hollywood. Segundo Werksman, o que Weinstein cometeu não foi estupro, mas “sexo transacional”, algo que ele afirma ser comum na indústria do cinema dos EUA. “Olhe para o meu cliente”, disse Werksman, durante o julgamento. “Ele não é nenhum Brad Pitt ou George Clooney. Você acha que essas lindas mulheres transaram com ele porque ele é gostoso? Não, foi porque ele é poderoso”. Segundo o advogado, não há absolutamente nenhuma evidência contra seu cliente e toda mulher que testemunhar no julgamento será uma atriz desempenhando um papel. Werksman disse que hoje em dia Hollywood está diferente, mas antigamente o “sexo transacional”, como forma de negócio comercial, era uma prática comum. “O sexo era uma mercadoria para homens ricos e poderosos, como meu cliente”, disse Werksman. “Sexo transacional… pode ter sido desagradável… e agora embaraçoso. Mas todo mundo fez isso. Ele fez isso. Elas fizeram isso”, contou ele, que disse que a prática se chama “teste de sofá”, numa referência à expressão “teste de elenco”. Para o advogado, o movimento #MeToo é como um filme que transformou Weinstein no “Chernobyl de Hollywood”, colocando-o no papel de vilão radioativo, enquanto as mulheres desempenham o papel de vítimas. “A sequência do teste de sofá é o julgamento #MeToo”, disse ele. “Elas farão o papel da donzela em perigo contra esta fera. Elas têm que mentir para si mesmas, para vocês, e para este tribunal. A hipocrisia delas estará em plena exibição.” Anteriormente, a promotoria pintou uma imagem diferente de Weinstein, dizendo ao júri que o ex-produtor de Hollywood usava reuniões de negócios como disfarce para agredir sexualmente mulheres ao longo de décadas. Segundo a acusação, o poder de Weinstein permitiu que ele se aproveitasse de mulheres que aspiravam entrar na indústria do entretenimento, agredindo-as e assediando-as, além de fazer com que elas ficassem com medo de retaliação. A promotoria também trouxe citações de mulheres que vão testemunhar durante o julgamento, descrevendo como elas foram forçadas a realizar sexo oral, e como foram apalpadas, acariciadas e estupradas. Já a defesa do acusado pediu para o júri usar seu “bom senso” e perceber que não há nenhum tipo de prova contra Weinstein, que não foi feito nenhum boletim de ocorrência, não foi utilizado nenhum kit de estupro, ou retirado amostra de DNA ou sêmen, e não há nenhum vídeo comprovando as alegações. “Isso tudo vai se resumir a ‘acreditem em mim'”, disse o advogado a respeito das vítimas. “Se uma acusadora espera anos, a alegação se resume à palavra dela”. Porém, a promotoria planeja trazer um psiquiatra forense para servir como testemunha especializada e educar o júri a respeito dos “mitos do estupro”, o que explicaria alguns desses comportamentos descritos pela defesa de Weinstein. Werksman tentou pintar uma imagem diferente de Weinstein, contando a sua origem humilde e dizendo que ele trabalhou duro. O advogado também pediu aos jurados que não se distraíssem com as histórias de jatos particulares e festas com celebridades. “Com tremenda fama e fortuna veio a fama dos caçadores de fortunas”, disse ele. Para a defesa, as mulheres que agora o acusam de estupro fizeram “sexo consensual com Weinstein” porque queriam explorar as conexões e o poder do produtor. Segundo ele, essas mulheres estavam fazendo “sexo em troca de algo de valor.” Seriam, portanto, basicamente prostitutas. O advogado de Weinstein direcionou sua atenção para as declarações da atriz e documentarista Jennifer Siebel Newsom (“Fair Play”), esposa do governador da Califórnia, Gavin Newsom, que acusou Weinstein de estuprá-la em um quarto de hotel em 2005. Siebel Newsom se tornou uma das principais vozes contra o assédio e agressão sexual nos últimos anos. “Ela se tornou uma figura proeminente do movimento #MeToo”, disse Werksman, afirmando que, na época do ocorrido, ela não era ninguém em Hollywood. Werksman disse ao júri que durante o suposto estupro em 2005, Siebel Newsom alega que fingiu um orgasmo para acabar com a agressão mais rapidamente. Porém, para o advogado, não há “sinal de consentimento mais entusiasmado” do que “sim, sim, sim”. E é por isso que, segundo ele, “o Sr. Weinstein acreditava que ela consentiu”. O advogado também argumentou que Weinstein era um grande doador do Partido Democrata e que ele fez contribuições para Gavin Newsom ao longo dos anos. Além disso, Werksman também contou que, em 2007, Weinstein recebeu o casal como convidados em uma das suas festas, quando Newsom era prefeito de São Francisco. “Ela trouxe o marido para conhecer e festejar com o seu estuprador. Quem faz isso?” questionou Werksman. “Ele pegou dinheiro do estuprador de sua esposa para financiar suas campanhas políticas.” Werksman disse também que se Siebel Newsom não fosse esposa do governador, “ela seria apenas mais uma vagabunda que dormiu com Harvey Weinstein para se dar bem”.
Woody Allen anuncia aposentadoria do cinema
Woody Allen anunciou que vai se aposentar do cinema após o lançamento de seu próximo filme, intitulado em inglês “Wasp 22″. O cineasta de 86 anos deve começar a produção de seu último longa nas próximas semanas em Paris e disse a um jornal espanhol que planeja que este seja seu último. “Minha ideia, em princípio, não é fazer mais filmes e focar na escrita”, disse em entrevista ao La Vanguardia, acrescentando que trabalha num romance. Esta não é a primeira vez que Allen revela planos de se afastar da indústria cinematográfica. Em uma conversa com Alec Baldwin transmitida ao vivo no Instagram em junho, Allen disse que planejava dirigir “pelo menos mais um filme”, afirmando que “a emoção se foi” por causa do declínio da experiência cinematográfica. Em sua longa carreira, Allen recebeu um recorde de 16 indicações ao Oscar de Melhor Roteiro. Ele ganhou quatro Oscars, incluindo um de Melhor Diretor por “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977). Nos últimos anos, ele teve a carreira prejudicada pelo resgate de alegações feitas por sua ex-parceira Mia Farrow de que molestou sua filha adotiva Dylan. Allen sempre negou as acusações, foi investigado nos anos 1990 e continuou a trabalhar e ser premiado. Mas após o movimento #MeToo, Dylan e seu irmão Ronan Farrow assumiram a frente de uma campanha bem-sucedida de cancelamento, que fez Allen perder contratos de distribuição de seus filmes e até editoriais, com seu livro de memórias tendo que trocar de editora pela pressão contra a publicação. Seus filmes mais recentes tiveram pouca ou nenhuma exibição na América do Norte, e vários atores americanos com quem ele trabalhou no passado renegaram o diretor. “Wasp 22” terá um elenco todo francês. Será o segundo filme do cineasta rodado em Paris. Ele venceu o Oscar de Melhor Roteiro com o primeiro, “Meia-Noite em Paris”, que há dez anos contou com Marion Cotillard e Léa Seydoux, mas deixou os papéis principais com artistas americanos.
Ex-Spice Girl revela que sofreu abuso sexual na véspera do primeiro show do grupo
A cantora Melanie Chisholm, também conhecida como Mel C, disse que foi agredida sexualmente na noite anterior à sua primeira apresentação no grupo Spice Girls. A revelação foi feita na biografia da cantora, intitulada “Who I Am”, que chegou às livrarias dos EUA nessa quinta (15/9). Chisholm foi agredida em 1997 pelo massagista de um spa num hotel em Istambul, Turquia, onde ela e as demais Spice Girls estavam hospedadas. Na ocasião, as cantoras ligaram para a recepção para explicar o ocorrido, mas o massagista já tinha ido embora. “Nós nunca tínhamos feito um show completo antes, então obviamente nós ensaiamos por semanas, com figurinos, maquiagem, cabelo, tudo estava nos levando ao auge de tudo que eu sempre quis fazer, e sempre quis ser”, contou Chisholm no podcast “How to Fail”. Como tudo estava se encaminhando bem, Chisholm contou que resolveu se “presentear com uma massagem”. “E o que aconteceu comigo – eu meio que enterrei, imediatamente, porque havia outras coisas para focar”, disse ela. “Eu não queria fazer barulho, mas também não tinha tempo para lidar com isso.” Foi só quando ela começou a escrever suas memórias, 25 anos depois do ocorrido, que decidiu que era hora de falar sobre o assunto. “Isso veio a mim em um sonho, ou eu meio que acordei e estava na minha mente”, disse ela. “E eu fiquei tipo, ‘Oh meu Deus, eu nem pensei em escrever isso no livro.’ Então, é claro, eu tive que pensar, ‘Bem, eu quero revelar isso?’ E eu percebi que contar isso era muito importante para mim, para finalmente lidar com isso e processar o que aconteceu.” A cantora descreveu sua experiência como uma “versão leve” de uma agressão sexual, mas afirma que “me senti violada. Me senti muito vulnerável. Me senti envergonhada.” Ela contou que, na hora, não entendeu direito o que aconteceu. “Eu estava em um ambiente onde você tira a roupa para esse profissional”, disse ela. “Então, havia tantos pensamentos e sentimentos. Eu senti que tinha que falar sobre isso porque me afetou. Mas eu enterrei isso, e tenho certeza que muitos homens e mulheres o fazem.” Chisholm também falou sobre como o sucesso das Spice Girls impactou sua saúde. “Fiquei muito mal por alguns anos”, disse ela. “Quando olho para trás, não sei como fiz isso fisicamente, considerando o pouco que vivi e quanto de exercício que eu estava fazendo, combinado com uma agenda brutal.” Ela foi diagnosticada com depressão clínica, anorexia, transtorno de compulsão alimentar, ansiedade e agorafobia, e precisa tomar antidepressivos constantemente desde a época da banda.
Diretora de TV denuncia ator Gustavo Novaes por estupro
Uma diretora de TV, de nome não revelado, teria sido estuprada pelo ator Gustavo Novaes (das novelas “Amor de Mãe” e “Gênesis”). Em denúncia publicada nesta quinta (25/8) no Universa, ela conta que estava alcoolizada e não lembrava da violência, descobrindo apenas quando viu um vídeo do ato, gravado pelo próprio Novaes em seu celular. Ela imediatamente enviou o vídeo para si mesma e apagou o original. Segundo o Universa, as imagens mostram Novaes de pé, andando até um quarto. Depois, surge a imagem de uma mulher apoiada de bruços, inerte. Ele a penetra e ela balbucia algumas palavras, incompreensíveis. A vítima disse que já teve um relacionamento com o ator, mas eles não estavam mais juntos e ela não tem lembranças do que aconteceu porque estava completamente embriagada. “É muito difícil entender. Não consigo nem dizer [que foi estuprada]. A palavra é feia, dói. Eu tinha o vídeo, mas não acreditava no que via. Não era possível que alguém fosse capaz de fazer aquilo, alguém que recebi na minha casa”, ela disse ao site. O ator nega as acusações e diz que houve consentimento tanto para a gravação quanto para o ato sexual. Originalmente, a notícia chegou à imprensa como se a vítima fosse uma modelo. Em 7 de agosto, o ator desmentiu a acusação em entrevista para o “Câmera Record”. “Uma vez a gente estava transando, já tinha comentado de fazer um vídeo, e a gente fez um vídeo, ela acabou se importunando por causa disso. De onde vem esse papo de estupro, se a gente transava junto? Isso é meio absurdo, né? Nem na imagem mostra ela desacordada”, declarou Novaes. Segundo a mulher, ela conheceu o ator quando os dois trabalhavam na mesma emissora – que a vítima pediu para não ser identificada. Os dois se relacionaram por um mês e meio, segundo relata. Depois de um tempo, prestes a viajar para Los Angeles onde faria um curso, ela fez uma festa de despedida em um bar. Ao chegar em casa alcoolizada, ele insistiu, por meio de mensagens, em encontrá-la. “Não me lembro de muita coisa, me vêm flashes de memória. Ele foi até minha casa e sei que acordei com o celular dele na minha cama. Perguntei por que e ele disse que colocou uma música para eu dormir. Achei estranho. Depois, ele começa a me filmar seminua, enquanto estava pegando comida, só que com flash. Isso fez com que eu começasse a desconfiar. Queria apagar esse vídeo feito com flash, mas achei o outro. Minha reação na hora foi mandar para mim por WhatsApp e apagar do aparelho dele.” A descoberta do vídeo fez com que ela procurasse uma delegacia para denunciá-lo. A diretora disponibilizou uma troca de conversas em que confirma não ter autorizado a gravação. Gustavo responde: “Tá bem? Desculpe por ter gravado.” Ele diz que só que tinha filmado para que os dois vissem as imagens juntos e, em dado momento, a chama de “louca”. “Para de trazer problema pra sua vida”, ele afirma. Ao relatar o que aconteceu à polícia, o caso foi tratado inicialmente como crime de registro não autorizado de intimidade sexual. Mas ela logo se deu conta de que havia sido vítima de estupro de vulnerável — quando a pessoa não tem discernimento sobre o ato, não é capaz de consentir nem de oferecer resistência ao contato sexual, segundo a lei. Ela relatou ainda ter sido abordada por um profissional em cargo de chefia na emissora em que trabalhava pedindo que ela retirasse a queixa contra Gustavo. “Ele disse que não era para deixar o Gustavo ser preso nem deixar que a emissora ficasse sabendo da história.” Dias depois, a diretora foi convocada para ir à delegacia pela terceira vez, depois que o ator já tinha dado seu depoimento e meses após registrar queixa. Foi só então que o vídeo foi visto pelas autoridades policiais. “A delegada assistiu ao vídeo na minha frente, e eu com aquilo na cabeça de que não podia deixar o Gustavo ser preso. Na hora, com medo, afirmei que o sexo tinha sido consentido. Ela ainda questionou, dizendo que eu estava desacordada, respondi que foi só um cochilinho.” Na declaração registrada na Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher) em dezembro de 2019 e assinada pela escrivã Ellen de Mattos consta que ela quis esclarecer “que nunca se sentiu vítima de estupro”, sucedido por um adendo da autoridade policial: “apesar de no vídeo estar registrado o autor fazendo sexo com a declarante aparentemente desacordada”. “Ninguém te prepara para ser estuprada, ninguém fala que tem que procurar um advogado para te acompanhar na delegacia, para explicar exatamente qual é o crime e a queixa que se tem que fazer”, ela declarou. “Ainda é vergonhoso admitir.” O passo mais recente do processo foi um pedido do Ministério Público, assinado pela promotora Érika Prado Alves Schittini, para que houvesse uma investigação relacionada ao crime de estupro de vulnerável e que o vídeo fosse periciado. A defesa de Gustavo Novaes rebate as acusações. “O vídeo apresentado não foi submetido à perícia, que constataria que os dois, enquanto estavam tendo uma relação sexual, conversaram, e ela tinha dado consentimento ao vídeo”, disse o advogado João Bernardo Kappen ao site. Ele ainda afirma que o vídeo é maior do que o apresentado. “A perícia vai mostrar que, na conversa que os dois travaram enquanto mantinham a relação sexual, ela deu consentimento à relação, independentemente de estar alcoolizada.” Kappen diz ainda que “foi a advogada atual que convenceu que ela foi estuprada”. “Porque ela diz que o depoimento foi consensual, não diz em depoimento em juízo, a advogada é que surge com essa tese que nem ela [a vítima] mesma confirma.”
Ator de “Esqueceram de Mim” é acusado de estupro
O ator Devin Ratray, interprete do irmão mais velho de Kevin McCallister (Macaulay Culkin) no clássico “Esqueceram de Mim”, foi acusado de estupro. Segundo a rede de notícias CNN, o incidente aconteceu em 2017 no apartamento dele, em Nova York. O canal de notícias apurou que a vítima, Lisa Smith, apresentou a acusação no Departamento de Polícia de Nova York que, por sua vez, passou algum tempo reunindo evidências e entrevistando possíveis testemunhas, mas depois abandonou o caso sem mover nenhuma ação contra o acusado. Por isso, ela resolveu tornar o caso público. Smith disse à CNN que ela, seu irmão e um amigo foram ao apartamento de Ratray em Manhattan numa noite em 2017. Segundo ela, depois de consumir uma bebida que Ratray lhe deu, ela ficou incapacitada em um sofá até a tarde seguinte e foi abusada por um longo período de tempo. Ela disse que narrou o incidente para várias pessoas, que corroboraram sua história para a CNN. Ela registrou um boletim de ocorrência algumas semanas depois e foi entrevistada por um detetive em novembro de 2017. Entretanto, o boletim de ocorrência, registrado em janeiro, indicava que a vítima não queria processar o agressor. “Por que eu teria me encontrado com a promotoria em primeiro lugar, anos atrás, se não estivesse disposta a apresentar queixa?”, ela disse à CNN. “Tudo isso foi muito perturbador para mim”, completou ela. Smith também disse que chegou a lhes enviar um suéter que acreditava que ela estava usando naquela noite, para ser analisado, mas não obteve resposta. Segundo Smith, um promotor da unidade de crimes sexuais de Nova York recentemente se desculpou com ela pela forma como seu caso foi tratado, mas não está claro se a investigação continua em andamento ou se já foi arquivada. Após ser questionado a respeito da maneira como lidaram com o caso, o Departamento de Polícia de Nova York emitiu um comunicado oficial genérico, dizendo que “leva os casos de agressão sexual e estupro extremamente a sério e insiste que qualquer pessoa que tenha sido vítima registrar um boletim de ocorrência para que possamos realizar uma investigação abrangente e oferecer apoio e serviços aos sobreviventes.” Devin Ratray negou as acusações. Esta, porém, não é a primeira vez que ele é acusado de violência. Em dezembro de 2021, o ator foi preso sob a acusação de ter agredido a sua ex-namorada em Oklahoma City. Naquela ocasião, ele também se declarou inocente. O caso de agressão será julgado em outubro. Recentemente, Ratray reprisou o papel de Buzz McCallister no filme “Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar” da Disney+. Ele também foi visto no filme “Kimi: Alguém Está Escutando” e na série “Better Call Saul”.
Ator de “Predador 2” comete atentado ao pudor
Após ser acusado de assédio, o ator Gary Busey, de 78 anos, cometeu um ato de atentado ao pudor. Ele foi visto na tarde do último sábado (20/8) fumando um charuto com as calças abaixadas em um parque da cidade de Malibu, na Califórnia. De acordo com o jornal Daily Mail, Busey foi visto saindo de seu carro, vestindo uma camisa que fazia referência ao filme “Caçadores de Emoção” (1991), e dirigindo-se ao mirante do Point Dume Park, onde se sentou em um banco, pegou o celular e abaixou as calças. Em seguida, o ator apertou a mandíbula, olhou em volta para ter certeza de que não havia ninguém presenciando o ato e, então, acendeu um charuto. Ele permaneceu ali durante 30 minutos, observando o mar, antes de voltar para seu carro e deixar o local. O episódio aconteceu apenas um dia após Gary Busey ser acusado de assédio sexual contra três mulheres durante a Monster-Mania, convenção para fãs de filme de terror de Nova Jersey. O ator havia sido convidado para o evento por sua participação em “Predador 2” (1990), no qual viveu um dos protagonistas. Depois de as denúncias virem à tona, Busey foi removido do restante da programação. Segundo o jornal Philadelphia Inquirer, a polícia teria recebido “múltiplas queixas” sobre a conduta de Busey. Após uma investigação, o Departamento de Polícia de Cherry Hill, na Nova Jersey, acusou Busey por dois contatos sexuais criminosos e por uma tentativa de contato sexual criminoso. Ele também foi denunciado por assédio. A fase áurea da carreira de Busey foi entre as décadas de 1970 e 1990. Ele chegou a ser indicado ao Oscar pelo papel principal na cinebiografia roqueira “A História de Buddy Holly” (1978) e se destacou em blockbusters como “Máquina Mortífera” (1987), com Mel Gibson e Danny Glover, “Predador 2” (1990), novamente com Danny Glover, “Caçadores de Emoção” (1991), com Keanu Reeves e Patrick Swayze, “A Força em Alerta” (1992), com Steven Seagal, e “A Firma” (1993), com Tom Cruise. Por sua personalidade excêntrica, o ator também participou de muitas produções interpretando a si mesmo, desde o clássico “O Jogador” (1992), de Robert Altman, até o trash “O Último Sharknado: Já Estava na Hora” (2018), passando pela série – e o filme da série – “Entourage”. Ele segue em atividade, mas 90% de seus trabalhos deste século foram produções de baixo orçamento para o mercado de home vídeo e locação na internet. O maior destaque desta lista é “Piranha 2” (2012), lançado direto em VOD (video on demand) nos EUA. Ele viveu um fazendeiro que morre devorado pelas piranhas logo no começo do filme.
Astro veterano de “Predadores 2” é acusado de abuso sexual
O ator Gary Busey (“Predadores 2”) foi indiciado neste sábado (29/8) pela polícia de Cherry Hill, Nova Jersey (EUA) com três queixas de crimes sexuais. Busey, que tem 78 anos e mora em Malibu, na Califórnia, foi acusado de apalpar pelo menos duas mulheres numa convenção Monster-Mania em Cherry Hill na semana passada. O evento semestral celebra filmes de terror e permite que os fãs conheçam os artistas. Durante a convenção, a polícia local respondeu a uma denúncia de crime sexual no Doubletree Hotel. Após uma investigação, os detetives acusaram Busey por dois contatos sexuais criminosos e por uma tentativa de contato sexual criminoso. Ele também foi denunciado por assédio. Segundo o jornal Philadelphia Inquirer, a polícia teria recebido “múltiplas queixas” sobre a conduta de Busey, mas o Departamento de Polícia de Cherry Hill se recusou a fornecer mais detalhes sobre os incidentes neste momento. A fase áurea da carreira de Busey foi entre as décadas de 1970 e 1990. Ele chegou a ser indicado ao Oscar pelo papel principal na cinebiografia roqueira “A História de Buddy Holly” (1978) e se destacou em blockbusters como “Máquina Mortífera” (1987), com Mel Gibson e Danny Glover, “Predador 2” (1990), novamente com Danny Glover, “Caçadores de Emoção” (1991), com Keanu Reeves e Patrick Swayze, “A Força em Alerta” (1992), com Steven Seagal, e “A Firma” (1993), com Tom Cruise. Por sua personalidade excêntrica, o ator também participou de muitas produções interpretando a si mesmo, desde o clássico “O Jogador” (1992), de Robert Altman, até o trash “O Último Sharknado: Já Estava na Hora” (2018), passando pela série – e o filme da série – “Entourage”. Ele segue em atividade, mas 90% de seus trabalhos deste século foram produções de baixo orçamento para o mercado de home vídeo e locação na internet. O maior destaque desta lista é “Piranha 2” (2012), lançado direto em VOD (video on demand) nos EUA. Ele viveu um fazendeiro que morre devorado pelas piranhas logo no começo do filme.
Escândalos do ator Armie Hammer e sua família são expostos em trailer de série documental
A Discovery+ divulgou o trailer de “House of Hammer”, uma série documental de “true crime”, que parte dos escândalos que abalaram a carreira do ator Armie Hammer (“Me Chame pelo Seu Nome”) para abordar o histórico sombrio de sua família. A prévia é forte e traz declarações de ex-namoradas do ator, com a exposição de mensagens de celular sobre atos violentos. E se completa com a denúncia de Casey Hammer, tia do ator, sobre tudo o que há de errado em sua família, prometendo revelar várias gerações de Hammers envolvidos com histórias escabrosas. “Por fora, éramos uma família perfeita”, diz Casey Hammer no trailer. “Mas amplie ‘Succession’ um milhão de vezes e essa era minha família. Se você acredita em fazer acordos com o diabo, os Hammers estão no topo dos negócios. Cada geração da minha família esteve envolvida em crimes sombrios. E isso só foi ficando pior e pior e pior.” A inspiração da série foi uma reportagem da revista Vanity Fair, intitulada “The Fall of House of Hammer”, que no ano passado revelou o histórico conturbado da família milionária, dona de um império de petróleo nos Estados Unidos e envolvida em décadas de escândalos sexuais, financeiros, de luta de poder e de vício. Armie Hammer viu sua carreira implodir em janeiro de 2021, após virem à tona mensagens privadas em que se confessava canibal, seguidas dois meses depois pelo processo de uma ex-namorada, identificada como Effie, por estupro e violência sexual, com elementos de tortura. Segundo a suposta vítima, o crime ocorreu em 2017, quando ele era casado com Elizabeth Chambers. Assim que a história explodiu na mídia, outras mulheres reiteraram diálogos com o ator de 34 anos sobre fetiches envolvendo canibalismo, abuso e estupro. Em entrevista ao Page Six, Courtney Vucekovich, que ficou com o ator por alguns meses do ano passado, disse que conviver com Hammer era como namorar Hannibal Lecter — o famoso personagem canibal de “O Silêncio dos Inocentes” e da série “Hannibal”. Como consequência, ele foi afastado de várias produções, como os filmes “Shotgun Wedding” e “Billion Dollar Spy”, e a série “The Offer”, sobre os bastidores de “O Poderoso Chefão”. Sua agência também o dispensou. Em sua única manifestação desde as acusações, ele qualificou as denúncias como “alegações de m*rda”. As últimas notícias de seu paradeiro revelaram que ele tinha se internado em uma clínica de reabilitação localizada na Flórida, onde ficou por nove meses, e recentemente encontrou trabalho num resort nas Ilhas Cayman.
Kevin Spacey é condenado a pagar US$ 31 milhões à produtora de “House of Cards”
O ator Kevin Spacey foi condenado a pagar US$ 31 milhões de indenização à produtora MCR pelo cancelamento da série “House of Cards”, que ele estrelou entre 2013 e 2017. O juiz Mel Red Recana, do Tribunal Superior de Los Angeles, entendeu que o ator causou prejuízo à empresa por seu comportamento, que ao assediar integrantes da produção criou um escândalo sexual responsável pela decisão da Netflix de encerrar a série premiada. A sentença foi em segunda instância, confirmando decisão anterior expedida em primeira instância por outro magistrado, em outubro de 2020, que condenou Spacey ao pagamento de US$ 29,5 milhões em danos à MCR, além de outro R$ 1,5 milhão em taxas e custos processuais. De acordo com a avaliação dos dois juízes, Spacey violou repetidamente as obrigações contratuais de fornecer serviços “de maneira profissional” e “consistente com as orientações, práticas e políticas razoáveis” da MCR. Por causa de Spacey, a produtora teve que interromper as gravações da 6ª temporada da série, reescrever a temporada e encurtá-la de 13 para oito episódios para cumprir o prazo de entrega. Além disso, a Netflix optou por cancelar a série após o escândalo. Spacey chegou a alegar que tinha direito a uma indenização, porque foi a decisão da MRC e da Netflix de demiti-lo — ou seja, não sua conduta — que causou perdas financeiras. Não conseguiu convencer. A produção de “House of Cards” foi interrompida dois dias após a primeira denúncia de assédio contra Spacey vir à tona, em outubro de 2017, quando o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) revelou que o intérprete do presidente Francis Underwood tentou abusar dele quando tinha 14 anos, em 1986. A partir daí, as denúncias contra o ator se multiplicaram e os funcionários da atração perderam o medo de acusá-lo. Entre os autores das denúncias, estava um assistente de produção que acusou o ator de apalpá-lo sem seu consentimento. Além de demitir o protagonista de “House of Cards”, a Netflix também cancelou o lançamento da cinebiografia de Gore Vidal, “Gore”, estrelada e produzida por Spacey, que já se encontrava em pós-produção. Outro prejuízo causado pelo ator foi a refilmagem de “Todo o Dinheiro do Mundo”. O diretor Ridley Scott decidiu refazer parte do filme para retirar o ator do longa, que já estava finalizado quando o escândalo estourou. Ele foi substituído por Christopher Plummer, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho. Spacey também chegou a ser investigado por oficiais do Departamento de Abuso Infantil e Ofensas Sexuais de Los Angeles, que coletaram um total de seis denúncias. Prescrição e falta de provas impediram todos os casos de ir a julgamento. Por conta disso, ele não foi condenado e ainda brincou num vídeo de 2019 que aquele “foi um ano muito bom”. Embora “House of Cards” tenha sido cancelada, Spacey continuou postando vídeos caracterizado como seu personagem nos EUA, chegando a comparar sua situação a de pessoas que perderam empregos durante a pandemia. Recentemente, ele voltou a ser acusado de assédio e abuso sexual, num processo iniciado neste ano na Inglaterra. Na audiência prelimitar, ele se declarou “inocente”.
Diretor de “Crash” tem caso de agressão sexual arquivado na Itália
Um juiz da cidade de Lecce, no sul da Itália, decidiu que não há motivos para prosseguir com a investigação sobre as alegações de que o diretor canadense Paul Haggis, vencedor do Oscar por “Crash” (2004), fez sexo com uma mulher sem o consentimento dela. Segundo a agência de notícias italiana ANSA, o tribunal decidiu a favor de Haggis na sexta-feira (29/7). “Depois de ver as evidências e ouvir os argumentos de ambos os lados, o Tribunal Distrital de Lecce, um tribunal de apelação com três juízes, rejeitou por unanimidade o apelo de um promotor para restabelecer a prisão domiciliar de Haggis”, disse a advogada do cineasta, Michele Laforgia, em comunicado emitido neste sábado. Ela afirmou ainda ter apresentado “provas irrefutáveis e objetivas de que a mulher contou várias mentiras aos investigadores e ao tribunal, com fatos e testemunhas que contradizem completamente sua história”. “Duas semanas atrás, a juíza Vilma Gilli do Tribunal de Brindisi interrogou a suposta vítima e imediatamente anulou a prisão domiciliar de Haggis”, acrescentou Laforgia, lembrando que a prisão do diretor já tinha sido revogada. Não houve comentários imediatos da equipe jurídica da suposta vítima. Haggis foi preso em 19 de junho em Ostuni, um local na região sul da Puglia, sob a acusação de abuso sexual e agressão contra uma mulher britânica de 28 anos, que teria sido cometida ao longo de dois dias em junho. O diretor de 69 anos passou 16 dias em prisão domiciliar em um hotel, antes de ser liberado da detenção. “Nas próximas semanas, serão conhecidos os motivos da decisão e, portanto, o destino dos processos judiciais pendentes na Itália”, observou Laforgia no comunicado. Haggis também está enfrentando processos judiciais nos EUA, onde está sendo processado pela relações públicas Haleigh Breest, que alega que Haggis a estuprou em janeiro de 2013. A data do julgamento foi marcada para 11 de outubro em Manhattan, Nova York. Haggis alega que o sexo com Breest, que supostamente ocorreu após uma première, foi consensual.
Kevin Spacey se declara inocente de acusações de abuso sexual na Inglaterra
O ator americano Kevin Spacey se declarou inocente nesta quinta-feira (14/7) na audiência preliminar do julgamento de abuso sexual que corre contra ele na justiça britânica. Ele é acusado de abusar sexualmente três homens entre 2005 e 2013 em Londres e Gloucestershire, um deles duas vezes, além de se envolver em “atividade sexual com penetração sem consentimento”, segundo denúncia apresentada pela Divisão de Crimes Especiais da Procuradoria da Coroa britânica (CPS, na sigla em inglês). Um homem na faixa dos 40 anos afirmou ter sido agredido sexualmente por Spacey duas vezes em março de 2005. Outro homem, com cerca de 30 anos, disse que o crime contra ele ocorreu em agosto de 2008. Ambas situações teriam ocorrido em Londres. Já a vítima de Gloucestershire, também na casa dos 30 anos, contou que o abuso sexual contra ele foi cometido em abril de 2013. Ele responde ao processo em liberdade, por ter se apresentado voluntariamente na Inglaterra e se prontificado a colaborar com a Justiça. Já o julgamento propriamente dito só vai começar em junho do ano que vem, com duração estimada entre três e quatro semanas. Apesar de sua declaração de inocência, com as queixas atuais passam de 20 as denúncias de homens que acusam Spacey de assédio, abuso e agressão sexual no período entre 1995 e 2013. Durante este tempo, muitos dos acusadores eram menores de idade, como o primeiro denunciante, o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”), que, ao acusar publicamente Spacey, deu início a uma mudança vertiginosa na carreira do vencedor de dois Oscars (por “Os Suspeitos” e “Beleza Americana”). Após as primeiras denúncias, o ator de 62 anos foi sumariamente demitido da série “House of Cards”, com integrantes da produção se juntando às acusações de assédio, e teve um filme pronto como protagonista arquivado pela Netflix. A plataforma preferiu perder o dinheiro a lançar outra obra estrelada por ele. Além disso, o diretor Ridley Scott fez questão de refilmar “Todo o Dinheiro do Mundo” para retirar o ator do longa, que já estava finalizado quando o escândalo estourou. Ele foi substituído por Christopher Plummer, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho. Mas Spacey também teve muita sorte. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, ele teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Graças à falta de condenação, Spacey conseguiu voltar a atuar. Ele participou de um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero, e interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”, que foi levado ao Marché du Film, o mercado de negócios do Festival de Cannes, para conseguir distribuidores internacionais. As novas denúncias devem manter estes filmes inéditos, ou ao menos guardados por um bom tempo.











