Elisabeth Moss vai estrelar remake de O Homem Invisível
A Universal confirmou a atriz Elisabeth Moss, protagonista da série “The Handmaid’s Tale”, no remake de “O Homem Invisível”. Não está claro se ela vai substituir Johnny Depp (“Criaturas Fantásticas: Os Crimes de Grindelwald”), previamente escalado no papel-título. Caso isso aconteça, logicamente, o filme não deverá mais ser chamado de “O Homem Invisível”. Vale lembrar que Depp foi contratado em 2016, quando a Universal tinha planos megalômanos para atualizar seu catálogo de monstros clássicos, projetando o lançamento de um universo compartilhado – batizado de “Dark Universe”. Mas tudo ruiu quando “A Múmia”, filme que deveria inaugurar esse projeto, fracassou nas bilheterias no ano seguinte. Em vez de uma “Marvel de monstros”, o estúdio recalibrou as expectativas e reiniciou seus planos, desta vez em parceria com a produtora Blumhouse, especialista em terrores baratos bem-sucedidos. E, assim, a produção trocou seu astro decadente de salário cinematográfico por uma atriz em ascensão de preço televisivo. Na história original de H.G. Wells, publicada em 1897, um cientista descobria a fórmula para ficar invisível, mas isso o tornava paranoico e acabava transformando-o num assassino procurado. Nada nesta premissa impede uma mulher de assumir o papel principal. Mas há uma ironia evidente nesta troca de gêneros. Afinal, ela repete a opção narrativa da “A Múmia”, ao transformar o monstro do título numa mulher. Além disso, vale lembrar da aparência de Claude Rains, que marcou época com seu visual “invisível” no primeiro filme a adaptar o romance clássico de H.G. Wells. Sob a direção do mestre James Whale (que também fez “Frankenstein”), ele se enrolava em trapos, feito uma múmia em 1933. Teremos uma nova múmia mulher num terror recente da Universal? O responsável por evitar essa comparação será o cineasta Leigh Whannell, um dos criadores das franquias de terror “Jogos Mortais” e “Sobrenatural”, que estreou como diretor em “Sobrenatural: A Origem” e assinou recentemente a ficção científica “Upgrade”. Ele vai escrever e dirigir o remake de “O Homem Invisível”. Ou Mulher Invisível. Ou Criatura de Sexualidade Indefinida que Ninguém Consegue Distinguir Visualmente. Ainda não há previsão para a estreia.
Universal planeja transformar o Homem Invisível na Mulher Invisível com atriz de The Handmaid’s Tale
A Universal está considerando repetir “A Múmia” em novo resgate de um de seus mais famosos “monstros” clássicos. Segundo a revista Variety, depois do corte de orçamento e a saída de Johnny Depp do remake de “O Homem Invisível”, a criatura pode virar mulher e seu papel ser interpretado por ninguém menos que Elisabeth Moss, a protagonista da série “The Handmaid’s Tale”. As negociações entre Moss e o estúdio ainda estão no início, mas o filme já tem roteirista e diretor confirmados. As duas funções serão desempenhadas por Leigh Whannell, um dos criadores das franquias de terror “Jogos Mortais” e “Sobrenatural”, que estreou como diretor em “Sobrenatural: A Origem” e lançou recentemente a ficção científica “Upgrade”. Depp foi escalado para o papel ainda em 2016, quando o estúdio planejava criar um universo compartilhado de monstros com filmes de grandes orçamentos. Mas o pontapé inicial foi gol contra e, após “A Múmia” (2017) feminina, com Tom Cruise como herói, fracassar nas bilheterias, os planos foram reformulados. A ideia agora é produzir filmes baratos, sem grandes astros, e que façam dinheiro. O remake do clássico de 1933, baseado na obra do escritor H.G. Wells, será coproduzido pelo estúdio Blumhouse, especialista em terrores baratos bem-sucedidos. Na trama original, escrita por Wells em 1897, um cientista descobre uma fórmula para ficar invisível, mas isso o torna paranoico e acaba transformando-o num assassino procurado. O primeiro a interpretar o papel foi Claude Rains, que marcou época com seu visual “invisível”. Sob a direção do mestre James Whale (que também fez “Frankenstein”), ele se enrolava em trapos, feito uma múmia, e usava óculos escuros para poder interagir com outras pessoas, e assim não soar como uma voz no vazio.
Roteirista de Jogos Mortais e Sobrenatural vai filmar remake de O Homem Invisível
Os planos grandiosos de superprodução da Universal viraram filme B. O filme “O Homem Invisível” voltou dos mortos, após o fracasso de “A Múmia” e o cancelamento do projeto de criação de um universo de monstros clássicos do estúdio – o Dark Universe, que existiu apenas como vídeo promocional. O detalhe é que não será mais estrelado por Johnny Depp, contratado em 2016 para o papel, nem terá um orçamento milionário. O remake do clássico de 1933, baseado na obra do escritor H.G. Wells, será coproduzido pelo estúdio Blumhouse, especialista em terrores baratos, e comandado por Leigh Whannell, o roteirista que criou as franquias “Jogos Mortais” e “Sobrenatural” com o diretor James Wan (hoje mais celebrado pelo sucesso de “Aquaman”). O australiano Whanell vai escrever e dirigir o longa, após estrear como diretor em “Sobrenatural: A Origem” (2015) e bisar a experiência em “Upgrade” (2018). Sua contração aponta um novo rumo para a exploração do catálogo de monstros da Universal. O estúdio realmente abandonou a expectativa de criar uma “Marvel do terror”, em que cada filme seria parte de um universo maior, e agora busca cineastas dispostos a desenvolver abordagens individuais de suas criaturas clássicas, em filmes não conectados entre si. “Ao longo da história cinematográfica, os monstros clássicos da Universal foram reinventados pelo prisma de cada novo cineasta que deu vida a esses personagens”, disse Peter Cramer, presidente de produção da Universal, em comunicado. “Estamos animados em adotar uma abordagem mais individualizada para seus retornos à tela, conduzidos por criadores apaixonados para contar suas histórias”.
Emoji – O Filme se consagra como Pior Filme no troféu Framboesa de Ouro 2018
Uma animação da Sony foi considerada o Pior Filme do ano na premiação do troféu Framboesa de Ouro 2018. Tradição da temporada de premiações, os Razzies, como também são conhecidos, destacam os piores trabalhos de Hollywood há 38 anos e já tiveram de tudo, mas nunca antes se depararam com um filme sobre cocôs falantes. Por conta disso, “Emoji – O Filme” tinha grande vantagem sobre os rivais. Além de Pior Filme, a animação também se consagrou em mais três categorias, duas delas conquistadas pelo seu diretor e roteirista Tony Leondis, um nome para os anais da história. O segundo filme com mais framboesas douradas foi “Cinquenta Tons Mais Escuros”, continuação do vencedor do Framboesa de Ouro de 2016. Venceu justamente como Pior Continuação e Atriz Coadjuvante (Kim Basinger). Os demais atores premiados foram Tom Cruise (por “A Múmia”), Mel Gibson (coadjuvante em “Pai em Dose Dupla 2”) e Tyler Perry (em “BOO! 2: A Medea Halloween”). Um detalhe: o comediante Tyler Perry venceu como Melhor Atriz pelo enésimo filme em que se veste de mulher. A personagem Madea é a Dona Hermínia americana e já tinha lhe rendido quatro indicações anteriores como Pior Atriz. Este ano, ele conquistou sua segunda “vitória”. Com isso, acabaram escapando outros indicados notáveis, de filmes como “Transformers: O Último Cavaleiro”, “Baywatch”, “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” e “Mãe!”. Não foi desta vez que Jennifer Lawrence levou framboesas para casa. Confira abaixo os principais “vencedores” da premiação. Vencedores do Framboesa de Ouro 2018 Pior Filme “Emoji – O Filme” Pior Atriz Tyler Perry – “BOO! 2: A Medea Halloween” Pior Ator Tom Cruise – “A Múmia” Pior Ator Coadjuvante Mel Gibson – “Pai em Dose Dupla 2” Pior Atriz Coadjuvante Kim Basinger – “Cinquenta Tons Mais Escuros” Pior Combo na Tela Quaisquer dois emojis irritantes em “Emoji – O Filme” Pior Remake, Imitação ou Sequência “Cinquenta Tons Mais Escuros” Pior Diretor Tony Leondis – “Emoji – O Filme” Pior Roteiro Tony Leondis, Eric Siegel e Mike White – “Emoji – O Filme”
Jennifer Lawrence, Transformers e Johnny Depp são indicados ao Framboesa de Ouro como piores do ano
Os indicados ao prêmio Framboesa de Ouro, que premia os piores filmes americanos do ano, foram divulgados nesta segunda-feira (22/1). E, para variar, a franquia “Transformers” mais uma vez liderou as indicações. O mais recente filme ruim de Michael Bay, “Transformers: O Último Cavaleiro”, aparece em nove categorias, seguido por “Cinquenta Tons Mais Escuros” com oito indicações. Outros filmes ruins que se destacam na lista são a comédia “Baywatch”, a fantasia “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, o não terror “A Múmia” e a animação “Emoji: O Filme”. O divisivo “Mãe!” também foi lembrado com três indicações, inclusive para a atriz vencedora do Oscar Jennifer Lawrence. O filme do diretor Darren Aronofsky, que concorre em sua respectiva categoria, curiosamente agradou à crítica, mas foi considerado um lixo pelo público. Entre os atores, ainda se destacaram Johnny Depp, Mark Wahlberg, Zac Efron, Tom Cruise, Dakota Johnson e Emma Watson. Os vencedores do Framboesa de Ouro serão anunciados no dia 3 de março, na véspera da entrega do Oscar. Confira a lista completa de indicados. Pior Filme “Baywatch” “Emoji – O Filme” “Cinquenta Tons Mais Escuros” “A Múmia” “Transformers: O Último Cavaleiro” Pior Atriz Katherine Heigl – “Paixão Obsessiva” Dakota Johnson – “Cinquenta Tons Mais Escuros” Jennifer Lawrence “Mãe!” Tyler Perry – “BOO! 2: A Medea Halloween” Emma Watson – “O Círculo” Pior Ator Tom Cruise – “A Múmia” Johnny Depp – “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” Jamie Dornan – “Cinquenta Tons Mais Escuros” Zac Efron – “Baywatch” Mark Wahlberg – “Pai em Dose Dupla 2” e “Transformers: O Último Cavaleiro” Pior Ator Coadjuvante Javier Bardem – “Mãe!” e “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” Russell Crowe – “A Múmia” Josh Duhamel – “Transformers: O Último Cavaleiro” Mel Gibson – “Pai em Dose Dupla 2” Anthony Hopkins – “Collide” e “Transformers: O Último Cavaleiro” Pior Atriz Coadjuvante Kim Basinger – “Cinquenta Tons Mais Escuros” Sofia Boutella – “A Múmia” Laura Haddock – “Transformers: O Último Cavaleiro” Goldie Hawn – “Viagem das Loucas” Susan Sarandon – “Perfeita É a Mãe 2” Pior Combo na Tela Qualquer combinação de dois personagens, dois brinquedos sexuais ou duas posições sexuais em “Cinquenta Tons Mais Escuros” Qualquer combinação de dois humanos, dois robôs ou duas explosões em “Transformers: O Último Cavaleiro” Quaisquer dois emojis irritantes em “Emoji – O Filme” Johnny Depp e sua atuação desgastada como bêbado em “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” Tyler Perry e seu vestido ou peruca em “BOO! 2: A Madea Halloween” Pior Remake, Imitação ou Sequência “Baywatch” “BOO 2: A Medea Halloween” “Cinquenta Tons Mais Escuros” “A Múmia” “Transformers: O Último Cavaleiro” Pior Diretor Darren Aronofsky – “Mãe!” Michael Bay – “Transformers: O Último Cavaleiro” James Foley – “Cinquenta Tons Mais Escuros” Alex Kurtzman – “A Múmia” Anthony (Tony) Leondis – “Emoji – O Filme” Pior Roteiro “Baywatch” “Emoji – O Filme” “Cinquenta Tons Mais Escuros” “A Múmia” “Transformers: O Último Cavaleiro”
Universal se torna terceiro estúdio do ano a atingir US$ 5 bilhões de arrecadação mundial
A Universal Pictures se tornou o terceiro estúdio de Hollywood a bater a marca de US$ 5 bilhões de arrecadação mundial em 2017, juntando-se à Disney e à Warner na lista de empresas que atingiram o valor neste ano. Assim como aconteceu com a Warner, foi apenas a segunda vez que a Universal obteve este faturamento. Já a Disney atingiu US$ 5 bilhões nos três últimos anos consecutivos e é o único estúdio que conseguiu registrar US$ 6 milhões num único ano – justamente no ano passado. Quase 70% do montante da Universal veio de bilheterias internacionais, e duas produções respondem por quase metade do total: “Velozes & Furiosos 8” e “Meu Malvado Favorito 3”, que renderam US$ 1,23 bilhão e US$ 1,03 bilhão. “Velozes e Furiosos 8 ” virou o longa mais rentável de todos os tempos na China e, com o sucesso do novo filme, a franquia “Meu Malvado Favorito” tornou-se a saga animada de maior bilheteria da história. A Universal também foi a única empresa cinematográfica a emplacar dois lançamentos bilionários em 2017. A Disney, que chegou mais rapidamente à casa dos US$ 5 bilhões, só conseguiu um: “A Bela e a Fera”. Com US$ 1,26 bilhão, a fábula com atores foi a maior bilheteria do ano. Entretanto, este cenário pode mudar com a estreia de “Star Wars: Os Últimos Jedi” a partir do fim de semana. Outras produções da Universal que também se destacaram neste ano foram “A Múmia”, que, apesar de ter arrecadado US$ 409 milhões ao redor do mundo, foi considerado um fracasso pelos altos custos de sua produção, além de “Cinquenta Tons Mais Escuros”, com US$ 381 milhões, e os surpreendentes “Fragmentado” e “Corra!”, produções baratas de terror que atingiram US$ 278 milhões e US$ 254 milhões, respectivamente.
Roteirista de A Múmia acusa produtor mais bem-sucedido do hip-hop de estupro
Um dos produtores mais influentes do mundo do hip-hop americano, Russell Simmons, foi acusado de estupro pela roteirista Jenny Lumet (“O Casamento de Rachel”, “A Múmia”), filha do famoso cineasta Sidney Lumet. Ela assinou uma coluna na revista The Hollywood Reporter em que afirma, com muitos detalhes, ter sido estuprada por Simmons em 1991, aos 24 anos. É a segunda denúncia de abuso sexual contra o produtor. No começo do mês, ele negou a denúncia da modelo Claussen Khalighi, que alegava também ter sido atacada em 1991, quando tinha 17 anos. Diante da repercussão negativa, com vários cancelamentos de negócios, Simmons anunciou na quinta-feira (30/11) sua aposentadoria. Simmons é, disparado, o empresário mais bem-sucedido do hip-hop. O que começou com festas de bairro em Nova York no final dos anos 1970 explodiu após ele assumir o gerenciamento da carreira de seu irmão Joseph Simmons, mais conhecido como o Run da banda Run-DMC. O estouro da gravação de “Walk This Way”, primeiro rap exibido na MTV em 1986, foi o empurrão que faltava para dar visibilidade a seu primeiro grande investimento, uma gravadora chamada Def Jam Recordings, que revolucionou o nascente gênero musical ao revelar Beastie Boys, LL Cool J e Public Enemy na década de 1980. Mas não ficou nisso. Nos anos seguintes, a gravadora ainda revelaria Kanye West, Jay-Z e Rihanna. Ele também criou as grifes de moda Phat Farm e Tantris. E virou produtor de cinema em 1985, ao lançar “Krush Groove”, um musical de hip-hop estrelado por Run-DMC, Fat Boys, New Edition, Kurtis Blow, Sheila E e os Beastie Boys. O filme seguinte, “Tougher Than Leather” (1988), só com o Run-DMC, inaugurou sua produtora cinematográfica, Def Pictures. Jenny Lumet iniciou a carreira como atriz neste filme. O produtor encontrou ainda mais sucesso ao se voltar às comédias, como o longa “O Professor Aloprado” (1996) e o programa humorístico “Def Comedy Jam”, exibido pela HBO desde 1992. O sucesso da atração televisiva deu origem a diversos especiais de humor e stand-up no canal pago americano. Após a nova denúncia, a HBO emitiu um comunicado anunciando que tiraria o nome de Simmons dos programas e que não faria mais projetos com ele. O empresário negou as acusações, mas explicou que acredita que as recentes revelações de casos de abuso e assédio sexual por parte de celebridades masculinas o fizeram refletir. “Embora jamais tenha sido violento, frequentemente não mostrei consideração e sensibilidade em muitas de minhas relações ao longo dos anos, e me desculpo sinceramente”, ele disse, em comunicado. “As vozes dos que não têm voz, os que foram feridos ou degradados, merecem ser escutadas. Quando os cenários do poder abrem caminho a uma nova geração, não desejo ser uma distração, assim me retiro dos negócios que criei”, completou. A inclusão de Simmons nos escândalos sexuais que abalam a indústria do entretenimento também deve cancelar a produção de um filme sobre história da gravadora Def Jam, que estava em desenvolvimento na Fox. Inspirado no livro “Life and Def: Sex Drugs Money + God”, biografia de Simmons escrita por Nelson George (consultor da série “The Get Down”), o filme tinha roteiro de Kenya Barris, criador da série “Black-ish”.
Universal desiste do Dark Universe, seu universo cinematográfico de monstros clássicos
O Dark Universe da Universal Pictures acabou. Segundo o site The Hollywood Reporter, o universo cinematográfico compartilhado, que pretendia juntar os monstros clássicos do estúdio, desmoronou após o fracasso de “A Múmia” nos cinemas, e agora os responsáveis pelo projeto foram dispensados. O contrato de Alex Kurtzman expirou em setembro, e nem ele nem o estúdio se mostraram interessados em uma renovação. Kurtzman pretende se concentrar na produção de séries, como “Star Trek: Discovery”. Já Chris Morgan vai continuar na Universal, mas à frente de outro universo, desenvolvendo derivados da franquia “Velozes e Furiosos”, da qual ele é o principal roteirista. A implosão acontece apenas cinco meses após a Universal apresentar o projeto do Dark Universe, com uma foto de elenco que reunia Johnny Depp, Russell Crowe, Tom Cruise, Javier Bardem e Sofia Boutella. É a imagem acima. Cruise, Crowe e Boutella estrelaram “A Múmia”. Já Bardem estava contratado para interpretar o monstro de Frankenstein em “A Noiva de Frankenstein”. O filme chegou a entrar em pré-produção, mas acabou engavetado porque os executivos não gostaram do roteiro escrito pelo diretor Bill Condon. Além deste, “O Homem Invisível”, com Johnny Depp, também foi anunciado e não deve sair do papel. “A Múmia” custou US$ 125 milhões para ser produzido, mais um montante de despesas de marketing que, segundo o site Deadline, elevam seu orçamento total para mais de US$ 200 milhões. Entretanto, rendeu apenas US$ 80 milhões na América do Norte. Em todo o mundo, o filme somou US$ 409 milhões. O diretor de “A Múmia”, Alex Kurtzman, era o arquiteto do projeto do Dark Universe, comandando roteiristas e cineastas para criar filmes com tramas e personagens compartilhados, como a Marvel realiza em suas produções. Ele até encomendou logotipo para o plano vistoso, revelado em vídeo, com direito a contratação de astros de filmes – os mencionados Bardem e Depp – que posaram para a infame foto acima e participaram de eventos para badalar projetos que não serão realizados. O estúdio gastou fortunas no conceito e os atores comprometidos com os filmes precisarão ser compensados financeiramente por terem aberto mão de outros projetos. Tudo isso para perceber o óbvio: que filmes de terror são lucrativos porque são baratos e não superproduções repletas de efeitos caros e elenco milionário. “Aprendemos muitas lições ao longo do processo criativo no Dark Universe, e agora estamos vendo esses títulos como obras dirigidos por cineastas com suas próprias visões distintas”, disse o presidente de produção da Universal, Peter Cramer. “Não estamos correndo para marcar datas de lançamento e só avançaremos com esses filmes quando acharmos que eles são as melhores versões de si mesmos”. A declaração indica que, se o Dark Universe, como introduzido em “A Múmia”, está morto, algo sombrio ainda ocupa as mentes da Universal. Segundo apurou o THR, o estúdio abriu negociações com Jasom Blum para reformular o projeto. Blum é o produtor-proprietário da Blumhouse, empresa por trás de alguns dos maiores sucessos do terror dos últimos anos, como “Corra!”, “Fragmentado”, “A Morte Te Dá Parabéns” e “Ouija: Origem do Mal”. Suas produções também são conhecidas por terem baixo custo e renderem grandes lucros.
Remake de A Noiva de Frankenstein é adiado, expondo crise no universo sombrio da Universal
A Universal congelou os planos do remake de “A Noiva de Frankenstein”. O estúdio tirou o filme de seu calendário de lançamentos e dispensou a equipe que já estava trabalhando na pré-produção, explicando em comunicado que se trata de um adiamento para reconsiderar o projeto. A situação revela o fiasco do planejamento do chamado Dark Universe (Universo Sombrio) do estúdio. Milhões foram gastos no desenvolvimento de um universo compartilhado entre os monstros clássicos da Universal, e a não realização desses filmes deve gerar mais milhões em multas para os atores que assinaram contrato para as produções, entre eles Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”), que deveria viver o monstro de Frankenstein no filme arquivado, e até Johnny Depp, que estrelaria “O Homem-Invisível”, agora também invisível no calendário da companhia. Oficialmente, o congelamento do projeto visa dar tempo para o roteirista David Koepp (o mesmo de “A Múmia”) fazer mudanças no roteiro, além de outras considerações genéricas. “Após muitas considerações, a Universal Pictures e o diretor Bill Condon decidiram adiar ‘A Noiva de Frankenstein’. Nenhum de nós quer fazer algo apressado para manter uma data de lançamento, quando sabemos que esse filme especial necessita de tempo. Bill já provou seu talento diversas vezes e estamos ansiosos em continuar a trabalhar juntos”, diz a declaração oficial do estúdio. Estranhamente, um dia antes, Condon dera uma entrevista à revista Forbes em que se dizia “animado” para começar a trabalhar no longa, informando que as filmagens estavam programadas para fevereiro de 2018, visando um lançamento em 14 de fevereiro de 2019. O estúdio queria Angelina Jolie no papel principal, mas aparentemente não teve sucesso na negociação. A atriz preferiu fazer a continuação de “Malévola” na Disney. Especula-se que, além da indisponibilidade de Angelina, os planos de “A Noiva de Frankenstein” foram revistos após o desempenho horrível de “A Múmia”. Concebido como o primeiro filme do universo compartilhado, a produção deu um prejuízo estimado em cerca de US$ 95 milhões. Estrelado por Tom Cruise, “A Múmia” custou US$ 125 milhões apenas para ser produzido, mais um montante de despesas de marketing que, segundo o site Deadline, elevam seu orçamento total para mais de US$ 200 milhões. Entretanto, rendeu apenas US$ 80 milhões na América do Norte. Em todo o mundo, o filme somou US$ 409 milhões. O diretor de “A Múmia”, Alex Kurtzman, era o arquiteto do projeto do Dark Universe, comandando roteiristas e cineastas para criar filmes com tramas e personagens compartilhados, como a Marvel realiza em suas produções. Ele até encomendou logotipo para o plano vistoso, revelado em vídeo, com direito a contratação de astros de filmes – os mencionados Bardem e Depp – que posaram para fotos e participaram de eventos para badalar projetos que podem nem ser rodados. Durante o evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA) em agosto, em que foi falar da série “Star Trek: Discovery”, Kurtzman foi perguntado sobre sua participação nos demais filmes que a Universal estaria planejando, e disse não saber o que vai fazer, nem se ainda continuava à frente do Dark Universe. Por sinal, o próprio nome Dark Universe é motivo de problemas para a Universal. O site The Hollywood Reporter apurou ter ouvido de uma fonte não identificada da Warner, que o estúdio pretende processar a empresa rival pelo uso do nome, já que se trata de marca registrada. Dark Universe é o título que a Warner pretende dar ao filme da Liga da Justiça Sombria.
Projeto do universo de monstros da Universal implode e diretor de A Múmia não sabe o que fazer
Depois de Akiva Goldsman nos “Transformers”, outro gênio dos blockbusters balançou. Alex Kurtzman, que responde pelo prejuízo causado por “A Múmia” na Universal, disse não saber o que vai fazer, nem se ainda continua à frente do Dark Universe, o projeto do universo compartilhado de monstros do estúdio, que “A Múmia” supostamente deveria inaugurar. Durante o evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA), do qual participou para falar da série “Star Trek: Discovery”, Kurtzman foi perguntado sobre sua participação nos demais filmes que a Universal estaria planejando. “Sabe, a verdade é que não sei. Ainda não decidi. É a resposta honesta”, ele disse. “A Múmia” foi um dos maiores fracassos do ano. Com uma produção orçada em US$ 125 milhões, chegou aos cinemas no começo de junho e arrecadou apenas US$ 79,8 milhões na bilheteria norte-americana. Os chineses impediram o pior, respondendo pela maior parte do faturamento. Graças ao mercado internacional, o filme atingiu US$ 397,7 milhões em bilheteria mundial. Entretanto, a arrecadação estrangeira é bastante taxada, o que diminui consideravelmente o que de fato retorna para o estúdio – em alguns casos, apenas 25% do total. Projeções avaliam o prejuízo da Universal em US$ 95 milhões. Kurtzman era o arquiteto do projeto, comandando roteiristas e cineastas para criar um universo compartilhado entre os filmes de monstros do catálogo da Universal, como a Marvel realiza em suas produções. Ele até encomendou logotipo para o plano vistoso, revelado em vídeo, com direito a contratação de astros de filmes que pode nem ser rodados – como Johnny Depp, o futuro (?) Homem-Invisível. Cheio de planos grandiosos, Kurtzman queria Angelina Jolie em “A Noiva de Frankenstein”, Scarlett Johansson em “A Criatura da Lagoa Negra”… “Amaria ter Michael Fassbender, trazer também Jennifer Lawrence, Charlize Theron, quem sabe Angelina Jolie”, ele declarou ao site Fandom, antes de enumerar os remakes em andamento. “Nós sabemos que vamos fazer ‘Frankenstein’, ‘A Noiva de Frankenstein’, ‘Drácula’, ‘O Monstro da Lagoa Negra’, ‘O Fantasma da Ópera’, ‘O Corcunda de Notre-Dame’ e ‘O Homem Invisível’”, completou, dois dias antes da estreia de “A Múmia”. Agora, ele não sabe mais nada. Não decidiu. Mas a Warner, sim, decidiu. Está pressionando a Universal, via ameaça de processo, a desistir do nome Dark Universe, que é marca registrada da DC Comics e deverá ser título de um filme planejado pelo estúdio. Antes de dirigir “A Múmia”, Kurtzman escreveu “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro” (2014), que encerrou a franquia, “Além da Escuridão: Star Trek” (2013), que balançou a franquia, e “Cowboys & Aliens” (2011), que deveria, mas não virou franquia. Por enquanto, há apenas mais um filme do universo de monstros programado pela Universal: “A Noiva de Frankenstein” tem lançamento previsto para fevereiro de 2019. A nova versão do clássico de 1935 será dirigida por Bill Condon (“A Bela e a Fera”), que já tem um vínculo com esta história, tendo vencido o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “Deuses e Monstros” (1998), sobre os últimos anos da vida de James Whale, o diretor original de “Frankenstein” (1931) e “A Noiva de Frankenstein”. Entretanto, Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) é o único confirmado no elenco, como o monstro de Frankenstein. Ele foi anunciado antes da estreia de “A Múmia”…
Channing Tatum pode viver o matador de monstros Van Helsing no cinema
O fracasso americano de “A Múmia” não bastou para interromper os planos da Universal de investir fortunas em reboots de seus filmes de monstros. Segundo o site Screen Rant, Channing Tatum está cotado para estrelar “Van Helsing”, que integrará o chamado Dark Universe do estúdio. Ao contrário do filme estrelado por Hugh Jackman em 2004, a trama será passada nos dias de hoje, assim como “A Múmia”. E a ideia é incluir o antagonista literário de Drácula em outros filmes como caçador de monstros. A Universal acredita que precisa de grandes astros porque apenas a presença de Tom Cruise impediu “A Múmia” de virar um fiasco histórico. Com a arrecadação de US$ 79 milhões nas bilheterias domésticas, a superprodução orçada em US$ 125 milhões foi resgatada do abismo por sua bilheteria internacional, especialmente pelo mercado chinês, onde Cruise permanece como “ídolo das matinês”. Outros filmes do Dark Universe em desenvolvimento incluem “A Noiva de Frankenstein”, que terá Javier Bardem (“007 – Operação Skyfall”) como o monstro, e “O Homem-Invisível”, com Johnny Depp no papel principal. A Universal ainda busca Angelina Jolie (“Malévola”) para o papel-título de “A Noiva de Frankenstein” e Dwayne Johnson (“Velozes e Furiosos 8”) para estrelar “Lobisomem”. O roteiro de “Van Helsing” está sendo reescrito por Dan Mazeau (“Fúria de Titãs 2”) e ainda não há previsão de estreia. No momento, o único filme agendado desse universo é “A Noiva de Frankenstein”, com direção de Bill Condon (“A Bela e a Fera”) e lançamento em 14 de fevereiro de 2019.
Meu Malvado Favorito 3 tira Mulher-Maravilha do topo das bilheterias no Brasil
Após quatro semanas de liderança, “Mulher-Maravilha” finalmente perdeu a liderança das bilheterias brasileiras, e para um supervilão. Assim como na América do Norte, “Meu Malvado Favorito 3” foi o filme mais visto do último fim de semana no Brasil. Segundo dados da ComScore, a animação arrecadou R$ 25 milhões em seus primeiros dias de exibição, entre quinta-feira e domingo (2/7), com a venda de 1,4 milhão de ingressos. Um fenômeno relacionado a “Meu Malvado Favorito 3”, que gerou atenção no mercado norte-americano, também se repetiu no país. Apesar do sucesso, a estreia do terceiro filme da franquia teve cerca de 50% do público de “Meu Malvado Favorito 2”, em 2013, refletindo um saturamento do público. Apesar de deixar o topo, “Mulher-Maravilha” não despencou. Segundo filme mais visto do fim de semana, a produção manteve o bom desempenho e vendeu, entre quinta-feira e domingo, 307 mil ingressos para uma arrecadação de R$ 5,3 milhões. O Top 3 se completa com “A Múmia”, que vendeu 170 mil ingressos e arrecadou R$ 2,8 milhões.
Mulher-Maravilha completa quatro semanas em 1º lugar nas bilheterias do Brasil
“Mulher-Maravilha” manteve o 1º lugar no Brasil pelo quarto fim-de-semana consecutivo. Mesmo enfrentando novos lançamentos, o filme da super-heroína levou 447 mil pessoas aos cinemas entre quinta e domingo (25/6). Ao todo, “Mulher-Maravilha” já soma 5,5 milhões de ingressos vendidos e um rendimento de R$ 89 milhões nas bilheterias nacionais. Mundialmente, a produção atingiu US$ 652 milhões e se tornou o filme em live-action dirigido por uma mulher com a maior arrecadação da história do cinema. O segundo filme mais visto no país também é o mesmo há três semanas: “A Múmia”. Mas houve novidades no Top 5, com a entrada de duas estreias em 3º e 4º lugares. Curiosamente, “O Círculo”, que fracassou nos Estados Unidos, saiu-se melhor que o primeiro longa protagonizado por Larissa Manoela (“Carrossel”), “Meus 15 Anos”. A comédia brasileira tinha distribuição mais ampla que o suspense estrelado por Emma Watson (“A Bela e a Fera”), mas abriu em 4º, com R$ 1,7 milhões e 126 mil ingressos vendidos, abaixo dos R$ 2,5 milhões e 138 mil ingressos vendidos de “O Círculo”. O desempenho de “Meus 15 Anos” pode ser resultado de um equívoco na estratégia da distribuidora, que quis fazer uma pré-estreia paga, lançando o filme em algumas salas com uma semana de antecedência. Isto acabou rendendo um mero 6º lugar antes da hora, ao custo do esvaziamento da estreia oficial. Contando os ingressos vendidos antecipadamente, o lançamento já acumula uma bilheteria total de R$ 3,8 milhões.











