Veneza: Mel Gibson vai à guerra e vence desafetos com filme heroico
Após passar uma década sem dirigir um filme, em decorrência das confusões de sua vida pessoal, o veterano ator e diretor mostrou não ter perdido a forma. Nem sua fé. A mesma fé que o levou a filmar “Paixão de Cristo” (2004), mas também o faz se exaltar e, numa ocasião documentada, proferir ofensas antissemitas, empodera o protagonista de “Até o Último Homem”. Por este prisma, o longa é praticamente uma provocação. “Até o Último Homem” (Hacksaw Ridge) é baseado na história verídica de Desmond Doss, um jovem adventista que se alista durante a 2ª Guerra Mundial, mas que, por causa da religião, recusa-se a pegar em armas. Chamado de covarde pelos outros soldados, ele consegue permissão para lutar desarmado, trabalhando como médico do batalhão. Mas quando as forças americanas sofrem um emboscada e são massacradas durante o desembarque numa ilha, torna-se um herói improvável, salvando as vidas de dezenas de companheiros. Doss acabou se tornando o único soldado a ser condecorado por bravura sem ter dado um único tiro na guerra. “O que me chamou a atenção é que ele é um homem comum que faz coisas extraordinárias, em circunstâncias difíceis”, disse o diretor, durante a entrevista coletiva. “A luta dele é singular: vai para a guerra munido apenas de fé e de convicção. E somente com essas duas coisas foi capaz de fazer coisas magníficas”, resumiu, enquanto alisava sua barba longa e grisalha. Na verdade, quem faz coisas magníficas em “Até o Último Homem” é o próprio diretor. Mel Gibson foi à guerra armado até os dentes com seu talento. Com cenas de carnificina e muita ação, seu novo longa, exibido fora de competição no Festival de Veneza, lembra que ele foi e continua a ser um grande diretor. E até os críticos politicamente corretos tiveram que dar o braço a torcer, em reconhecimento à qualidade da obra. “Eu gosto de dirigir, de ver projetado na tela as coisas que eu imagino”, defendeu-se Gibson diante da imprensa, mas sem perder a dimensão da carreira destroçada que tenta reerguer. “Talvez seja megalomania, quem sabe?”, completou com ironia, autodepreciando-se. A obra fala por ele. “Até o Último Homem” é bipolar. Possui duas partes bem distintas. O começo é romântico e até cômico, centrado na vida de Desmond antes de se alistar. Até que, ao ver pessoas da sua idade voltarem sempre feridas da guerra, ele decide se alistar, e as cenas de combate, que compõem sua segunda parte, não são menos que espetaculares. Interpretado por Andrew Garfield, o personagem tem um pouco do Peter Parker do começo de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012), um jovem boa praça e desajeito, mas de grande determinação moral, que sofre bullying dos soldados mais fortes. Gibson deve ter visto o filme da Marvel para escalá-lo, já que garante não fazer testes com atores. “Não faço leituras com atores. Acho que quando você conversa com uma pessoa, mesmo por Skype, você já tem uma ideia de quem ela é. Sabia que Andrew tinha interesse no filme, isso foi importante para escolhê-lo”, o diretor contou. Garfield, por sua vez, fez questão de marcar distância entre Desmond Doss e Peter Parker, mas principalmente do super-herói Homem-Aranha. “Obtenho muito mais inspiração nas pessoas comuns”, disse o ator. “Meu irmão é médico, cuida de três filhos, uma mulher, salva seus pacientes. Para mim, esses são os verdadeiros heróis: aqueles que não buscam o heroísmo”. No filme, porém, a apresentação de Desmond vai além do heroísmo. Ele é mostrado praticamente como um santo. Até o Homem-Aranha tinha falhas de caráter. Já Desmond é a perfeição encarnada, fazendo com o que, paradoxalmente, o filme de guerra tenha mensagem pacifista. “Não acho que existam guerras justas”, defendeu Gibson, que já encenou muitas batalhas em sua carreira, dentro e fora das telas. “Eu odeio guerras. Mas não posso deixar de amar os guerreiros, de prestar uma homenagem às pessoas que se sacrificam pelas outras. Precisamos compreendê-los quando voltam para casa. Espero que meu filme tenha ajudado nisso”, conclui.
Aliados: Suspense com Marion Cotillard e Brad Pitt ganha duas fotos
A Paramount Pictures divulgou duas fotos oficiais de “Aliados”, suspense de época, estrelado por Marion Cotillard (“Dois Dias, Uma Noite”) e Brad Pitt (“A Grande Aposta”). Na trama, os dois se conhecem durante uma missão para eliminar um embaixador nazista, em Casablanca, durante a 2ª Guerra Mundial, mas após se apaixonarem e decidirem se casar, surgem suspeitas de que a personagem de Cotillard esteve, o tempo inteiro, trabalhando secretamente para outro país e, ao decidir investigar seu passado, o personagem de Pitt vê seu casamento desmoronar. O elenco também inclui Lizzy Caplan (série “Masters of Sex”), Matthew Goode (“O Jogo da Imitação”), Raffey Cassidy (“Tomorrowland”), Jared Harris (“O Agente da UNCLE”), Charlote Hope (série “Game of Thrones”) e August Diehl (“Se Não Nós, Quem?”). O roteiro é de Steven Knight (“Senhores do Crime”), a direção é de Robert Zemeckis (“A Travessia”) e a estreia está marcada para 1 de dezembro no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.
Francofonia é um filme sofisticado, que dá margem a muitas reflexões
História e Arte são elementos centrais do trabalho do cineasta russo Alexandr Sokurov. Em 2002, em “A Arca Russa”, ele percorreu o museu Hermitage, em São Petersburgo, num único plano-sequência, mostrando as obras de arte associadas a elementos da história russa, sendo encenados à medida em que a visita acontecia. Agora, o foco de seu interesse é o Museu do Louvre, em Paris, num momento delicado de sua história: o da ocupação nazista. “Francofonia – O Louvre sob Ocupação” nos oferece a oportunidade de conhecer um pouco da história desse museu emblemático, que reflete a própria história da França, exibe algumas de suas obras pictóricas e esculturas, abordando as relações entre poder e arte e os significados associados aos acervos culturais. Os museus representam a própria civilização em seu momento mais glorioso: o da criação artística. Para Sokurov, não há nada mais importante do que eles. O que significaria a França sem o Louvre, ou a Rússia, sem o Hermitage? É isso o que talvez explique a luta pela preservação de obras de arte em meio às guerras. Esta, porém, não é uma questão a ser entendida linearmente. “Francofonia” mostra que o poder nazista pretendia incorporar a cultura e a arte francesas a um suposto Estado francogermânico, que se sucederia aos conflitos da 2ª Guerra Mundial. Daí a reverência, o respeito e o desejo de preservar o patrimônio artístico-cultural francês. Já quanto ao acervo cultural soviético, não havia qualquer preocupação de preservação. Esse era o inimigo a ser eliminado, varrido do mapa civilizatório. A justificativa para o combate à arte degenerada, tal como mostra muito bem o documentário “Arquitetura da Destruição” (1992), de Peter Cohen, é puramente ideológica. O combate ao comunismo soviético levaria tudo para essa categoria de avaliação. Considere-se, ainda, que preservar, aqui, significa também roubar, saquear, como resultado das guerras. A própria figura de Napoleão Bonaparte é chamada em encenação do filme não só apreciar a arte em que ele figurava, mas para jactar-se de ter amealhado todo aquele acervo maravilhoso para a França. Obras de grande valor artístico também têm de ser transportadas e estão sujeitas a todo tipo de risco, como o representado pelos temporais que atingem os navios. De qualquer modo, os bombardeios são fatais. E foi preciso deslocar a maior parte das peças do Louvre, durante a guerra, para evitar um possível desastre. Se alguém se preocupa seriamente com essas coisas, tanto estando do lado dos invasores quanto dos invadidos, é sinal de que há esperança e civilização possíveis. Em “Francofonia”, isso é mostrado pela relação entre o diretor do Louvre do período, Jacques Jaujard (1895-1967), interpretado por Louis-Do de Lencquesaing, que continuou seu trabalho junto ao governo colaboracionista de Vichy, e o conde Wolff Metternich (1893-1978), vivido por Benjamin Utzerath, o interventor que, em nome do governo alemão, tinha a tarefa de controlar o acervo artístico e, quando solicitado, enviá-lo para a Alemanha. O que ele evitou de forma consciente que, de fato, se concretizasse. A parceria de Jaujard e Metternich em nome da arte, em plena guerra, transforma até o sentido de palavras como colaboracionismo, obediência e patriotismo, tão comuns em referências bélicas, porque surge uma ética que se superpõe a essas questões, em nome da humanidade e da cultura universal. “Francofonia” é um filme rico, que dá margem a muitas reflexões de toda ordem e é criativo, do ponto de vista cinematográfico, além de visualmente muito bonito. Cenas documentais filmadas na época se acoplam a encenações atuais, por meio das tonalidades fotográficas. Passado e presente se integram em panorâmicas da cidade de Paris e do Louvre, os personagens dialogam com as obras de arte dentro do museu e o próprio filme se faz à nossa frente, contando com as explicações narradas por Sokurov. É um filme sofisticado, que não tem a pretensão de atingir grandes bilheterias. É daquelas coisas pelas quais os cinéfilos babam, mas muito gente acha simplesmente tedioso. Fazer o quê? Não é todo mundo que consegue apreciar uma obra de arte.
Alexander Skarsgard, Keira Knightley e Jason Clarke viverão drama entre as ruínas pós-guerra da Alemanha
O drama “The Aftermath”, produzido pela Fox Searchlight vai reunir um grande elenco. Segundo o site da revista Variety, Alexander Skarsgard (“A Lenda de Tarzan”), Keira Knightley (“Mesmo Se Nada Der Certo”) e Jason Clarke (“Planeta dos Macacos – O Confronto”) serão os protagonistas do projeto, que relata a reconstrução da Alemanha após a 2ª Guerra Mundial. Baseado no romance escrito por Rhidian Brook, “The Aftermath” acompanha uma mulher, que viaja com seu filho à Alemanha em 1946 para encontrar o marido, um coronel britânico, ocupado com a reconstrução da cidade de Hamburgo. Ao chegar na nova casa, ela acaba descobrindo que precisará dividir o novo lar com os antigos donos, um viúvo alemão e sua problemática filha, porque seu marido decidiu não desalojá-los. Lá fora, crianças reduzidas a feras, cadáveres ainda não recolhidos da guerra e escombros compõem o que restou da cidade. “The Aftermath” tem produção do cineasta Ridley Scott, por meio de sua produtora Scott Free, que atualmente negocia a direção com James Kent (“Juventudes Roubadas”). O filme ainda não tem data prevista de estreia.
Aliados: Marion Cotillard seduz Brad Pitt em trailer de filme de espionagem
A Paramount Pictures divulgou uma foto oficial e o primeiro trailer legendado de “Aliados”, filme de espionagem de época, estrelado por Marion Cotillard (“Dois Dias, Uma Noite”) e Brad Pitt (“A Grande Aposta”). A prévia mostra o encontro e o envolvimento do casal numa missão para eliminar um embaixador nazista, em Casablanca, no Marrocos, traçando rapidamente os perigos que enfrentam durante a 2ª Guerra Mundial, antes de avançar no tempo e revelar que o jogo de espionagem não terminou ali e pode ter incluído sedução pelo inimigo. Na trama, após se apaixonarem e decidirem se casar, surgem suspeitas de que a personagem de Cotillard esteve, o tempo inteiro, trabalhando secretamente para outro país e, ao decidir investigar seu passado, o personagem de Pitt vê seu casamento desmoronar. O elenco também inclui Lizzy Caplan (série “Masters of Sex”), Matthew Goode (“O Jogo da Imitação”), Raffey Cassidy (“Tomorrowland”), Jared Harris (“O Agente da UNCLE”), Charlote Hope (série “Game of Thrones”) e August Diehl (“Se Não Nós, Quem?”). O roteiro é de Steven Knight (“Senhores do Crime”), a direção é de Robert Zemeckis (“A Travessia”) e a estreia está marcada para 1 de dezembro no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.
Dunkirk: Novo filme de Christopher Nolan ganha primeiro teaser legendado
A Warner Bros divulgou o primeiro teaser com legendas em português de “Dunkirk”, o novo filme de Christopher Nolan (“Interestelar”). Curiosamente, a prévia preserva o nome original, deixando para a imprensa a função de “traduzir” a localidade que nomeia o longa. Afinal, trata-se da conhecida história da evacuação de Dunquerque, na 2ª Guerra Mundial, onde os aliados foram cercados durante a ofensiva nazista que tomou a França. O vídeo mostra cenas da praia e do embarque dos soldados nos navios de resgate, em meio a ataques aéreos, acompanhados de uma frase que lembra como, naquele momento, apenas sobreviver foi uma vitória. As filmagens foram realizadas nas locações em que os fatos aconteceram e renderam muita atenção dos paparazzi, devido ao interesse pela participação do cantor inglês Harry Styles, da boy band One Direction, no elenco. Além dele, o filme destaca dois jovens ainda pouco conhecidos, Jack Lowden (“71: Esquecido em Belfast”) e o estreante Fionn Whitehead, ao lado dos experientes Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Cillian Murphy (“No Coração do Mar”), Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”) e Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”). A estreia está marcada para julho de 2017.
Ithaca: Primeiro filme dirigido por Meg Ryan ganha trailer
A Momentum Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer do drama “Ithaca”, estreia na direção da atriz Meg Ryan. Conhecida por diversas comédias românticas nos anos 1980 e 1990, a atriz leva para as telas uma história passada na década de 1940, numa cidadezinha americana em que um jovem cheio de sonhos e esperança cresce sob a sombra da 2ª Guerra Mundial. A trama é baseada no romance homônimo de William Saroyan (“A Comédia Humana”), que faz várias referências e traça diversos paralelos com o clássico “A Odisseia”, desde o título, que se refere à cidade natal de Ulisses, até o nome do jovem protagonista, Homer (referência ao escritor Homero). Meg Ryan e seu eterno parceiro romântico Tom Hanks também estão no elenco, no seu quarto longa como um casal, após “Joe Contra o Vulcão” (1990), “Sintonia do Amor” (1993) e “Mensagem para Você” (1998). Eles interpretam os pais dos jovens Homer, vivido por Alex Neustaedter (série “Colony”), e Marcus, interpretado por Jack Quaid (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), que é filho de Meg Ryan na vida real. Além de atuar, Hanks ainda trabalhou como produtor do drama independente, que tem trilha do roqueiro John Mellencamp. A estreia acontece em 23 de outubro nos EUA e ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Hacksaw Ridge: Mel Gibson vai à guerra com trailer impactante de sua volta à direção
A Lionsgate divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Hacksaw Ridge”, que marca a volta de Mel Gibson à direção, dez anos após seu último longa-metragem e depois de muitas polêmicas em sua vida pessoal. A prévia impactante indica que ele não perdeu o talento. Quem pode ter perdido é o público, que se privou por uma década deste excelente diretor, vencedor do Oscar por “Coração Valente” (1995). Com explosões, tiros, abusos e carnificina, o vídeo é um espetáculo apocalíptico de guerra, com direito a cenas brutais, que ilustram o contraste entre a desumanização e o idealismo. A trama é baseada na história real do soldado Desmond T. Doss, que ganhou a Medalha de Honra do Congresso dos EUA depois de se recusar a pegar numa arma durante toda a 2ª Guerra Mundial. Vivido por Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha 2”), Doss é visto sofrendo bullying e humilhação de seus colegas recrutas, mas não abre mão de suas convicções, conquistando o direito e ir a combate desarmado. Taxado de covarde, ele se torna uma lenda ao salvar, sozinho, a vida de 75 homens durante a Batalha de Okinawa, resgatando feridos e ajudando a evacuar as linhas inimigas, mesmo atingido por uma granada e um franco-atirador japonês. Além de Garfield, o elenco inclui Sam Worthington (“Fúria de Titãs”), Luke Bracey (“Caçadores de Emoção”), Teresa Palmer (“Quando as Luzes se Apagam”), Hugo Weaving (“Matrix”), Rachel Griffiths (“Profissão de Risco”) e Vince Vaughn (“Os Estagiários”). A première mundial vai acontecer no Festival de Veneza, onde o longa será exibido fora de competição. A estreia comercial está marcada para 4 de novembro nos EUA.
Mulher Maravilha: Gal Gadot aparece belíssima no pôster do filme da heroína
A Warner Bros. enfartou os fanboys mais velhos com a divulgação do pôster do filme da “Mulher-Maravilha”, em que a atriz Gal Gadot mostra suas belas formas de perfil, com minissaia e espada em punho. Com roteiro de dois autores da DC Comics, Allan Heinberg e Geoff Johns e direção de Patty Jenkins (“Monster – Desejo Assassino”), o filme vai mostrar a origem da heroína como a amazona Diana, treinada para ser uma guerreira invencível. Segundo a sinopse oficial, ela foi criada em uma ilha paradisíaca e vai para o mundo real depois de conhecer um piloto americano (papel de Chris Pine, de “Star Trek”) que sofre um acidente em sua praia. Ao saber que um grande conflito leva destruição ao mundo, ela decide entrar na luta para acabar com todas as guerras, descobrindo assim seus poderes e seu destino. A trama é basicamente a origem concebida pelo criador da personagem, o psicólogo William Moulton Marston. A diferença, conforme se pode constatar pelas fotos das filmagens, é que a produção mostrará a heroína na 1ª Guerra Mundial, enquanto os quadrinhos se passavam durante a 2ª Guerra Mundial, que era um evento atual em 1941, quando ela foi criada. De fato, a primeira aparição da Mulher Maravilha coincide com o ataque japonês à Pearl Harbor, que levou os EUA a entrarem no conflito. “Mulher-Maravilha” estreia em 1 de junho de 2017 no Brasil.
Astro de The Americans enfrenta nazistas em trailer de filme de guerra francês
A produtora indie Cohen Media Group divulgou o pôster e o trailer americano de “Come What May” (En Mai, Fais ce qu’il te Plaît), novo drama de guerra do cineasta francês Christian Carion, responsável pelo belo “Feliz Natal”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2006. A prévia se passa em maio de 1940, durante a ofensiva nazista na França, na 2ª Guerra Mundial. A fuga do inimigo separa um pai e um filho, mas também possibilita o encontro de aliados. August Diehl (“Bastardos Inglórios”) interpreta o pai desesperado, que atravessa os campos franceses, tomados por nazistas, com a ajuda de um soldado britânico desgarrado, vivido por Matthew Rhys (série “The Americans”). O elenco também inclui Alice Isaaz (“Doce Veneno”), Mathilde Seigner (“A Guerra dos Botões”), Thomas Schmauser (“Feliz Natal”) e Olivier Gourmet (“Madame Bovary”). Já exibido na França, o filme estreia em 9 de setembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Mulher Maravilha: Roteiro do filme foi escrito por autores de quadrinhos
A Warner Bros. divulgou a sinopse oficial do filme da “Mulher-Maravilha”. E além das linhas gerais da trama, os verdadeiros autores do roteiro foram revelados. Ao contrário do que vinha sendo assumido desde a pré-produção, a história não foi escrita por Jason Fuchs (“A Era do Gelo 4” e “Peter Pan”). Na verdade, os nomes dos roteiristas são totalmente inesperados. A trama de “Mulher-Maravilha” foi escrita por dois autores da DC Comics, Allan Heinberg e Geoff Johns. Os dois trabalharam juntos justamente no relançamento da heroína nos quadrinhos em 2006, numa trama posteriormente reunida na graphic novel “Who Is Wonder Woman?”. E também no piloto da série “Amazon”, sobre a heroína, que a rede CW rejeitou. Além de escrever quadrinhos, Heinberg e Johns também são roteiristas de séries televisivas. Heinberg tem larga experiência em séries de apelo melodramático e público majoritariamente feminino, tendo escrito, entre 1995 e 2016, episódios de “Party of Five”, “Gilmore Girls”, “The O.C.”, “Grey’s Anatomy”, “Scandal” e “The Catch”, entre outras. Já Johns é diretor da divisão televisiva da DC Comics, e assinou episódios de “Smallville”, “Arrow” e especialmente “The Flash”, que ajudou a criar. A Warner tinha conhecimento prévio do roteiro que a dupla escreveu para a rejeitada “Amazon” e deve ter tomado a decisão de contratá-los após avaliá-lo. Mas os bastidores desta decisão só permitem especulações, já que a identidade dos autores ficou em segredo até a última hora. Durante a pré-produção, houve uma denúncia nas redes sociais de que Warner teria encomendado vários roteiros a diferentes escritores, mas a queixa não foi considerada séria, diante da persistência do nome de Jason Fuchs, o roteirista oficialmente contratado, como autor da história. Agora se sabe que seu roteiro não foi utilizado nas filmagens. Por fim, a sinopse oficial deixa claro que o filme mostrará o passado da Mulher Maravilha como a amazona Diana, treinada para ser uma guerreira invencível. Ela foi criada em uma ilha paradisíaca e vai para o mundo real depois de conhecer um piloto americano que sofre um acidente em sua praia. Ao saber que um grande conflito leva destruição ao mundo, ela decide entrar na luta para acabar com todas as guerras, descobrindo assim seus poderes e seu destino. A sinopse evoca basicamente a história de origem concebida pelo criador da personagem, o psicólogo William Moulton Marston. A diferença, conforme se pode constatar pelas fotos das filmagens, é que a produção mostrará a heroína na 1ª Guerra Mundial, enquanto os quadrinhos se passavam durante a 2ª Guerra Mundial, que era um evento atual em 1941, quando ela foi criada. De fato, a data de capa da primeira aparição da Mulher Maravilha coincide com o ataque japonês à Pearl Harbor, que levou os EUA a entrarem no conflito.
Dunkirk: Harry Styles aparece de cabelo curto nos bastidores do épico de guerra de Christopher Nolan
Uma centena de fotos das filmagens de “Dunkirk” foram parar nas páginas da imprensa britânica, graças ao interesse na participação do cantor inglês Harry Styles, da boy band One Direction, no elenco da produção. Ele foi flagrado filmando suas cenas com um corte de cabelo bem curto, para tristeza das fãs que adoravam suas madeixas longas. Styles está fazendo sua estreia como ator no épico de guerra, dirigido por ninguém menos que Christopher Nolan (“Interestelar”). Além dele e do diretor, as fotos ainda destacam dois jovens pouco conhecidos, Jack Lowden (“71: Esquecido em Belfast”) e o estreante Fionn Whitehead, em meio a inúmeros figurantes com uniformes militares, explosões e até um caça Spitfire numa praia francesa pouco amistosa. A locação é a mesma em que os fatos narrados pelo filme aconteceram. “Dunkirk” conta a história da Operação Dínamo, que resgatou mais de 330 mil soldados aliados da cidade francesa de Dunquerque, que foram cercados pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Além dos atores jovens, o filme também contará com os experientes Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Cillian Murphy (“No Coração do Mar”), Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”) e Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”). A estreia está marcada para 27 de julho de 2017 no Brasil, seis dias após o lançamento nos EUA.
Tarantino diz que vilão de Bastardos Inglórios é o seu melhor personagem
Para Quentin Tarantino, o melhor personagem de seus filmes foi o vilã de “Bastardos Inglórios” (2009), Hans Landa, que rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para o ator Christoph Waltz. A revelação aconteceu durante a abertura do festival de cinema de Jerusalém, onde ele assumiu sua preferência. “Landa é a melhor personagem que eu já escrevi e talvez a melhor que eu vou escrever”, disse o diretor na ocasião, segundo o site Screen Daily. “Eu não percebi que ele era um gênio linguístico. Ele é provavelmente um dos únicos nazistas na história que pode falar ídiche perfeitamente”, completou o cineasta. Waltz voltou a trabalhar com Tarantino em “Django Livre” (2012), que novamente lhe rendeu um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.












