Marjorie Estiano deixa Globo pra viver Ângela Diniz em minissérie de streaming
Marjorie Estiano se juntou à lista de atores que não têm mais contrato fixo com a rede Globo. Agora, ela será contratada por obra. E isso aumenta as dúvidas sobre a continuidade de “Sob Pressão”, a melhor série atual da Globo. Para complicar, a atriz teria optado por não renovar seu contrato por já ter outro projeto à vista, e com profissionais da emissora, num streaming rival. Segundo a coluna de Patrícia Kogut, do jornal O Globo, Marjorie Estiano vai estrelar uma minissérie de Andrucha Waddington, criador de “Sob Pressão”, baseada no podcast “Praia dos Ossos”, feito por Branca Vianna para a Rádio Novelo. Trata-se de uma trama de “true crime”: o assassinato de Ângela Diniz em 1976. A atriz vai interpretar a socialite morta pelo marido, Doca Street. A morte de Ângela Diniz marcou época, tornando-se um divisor de águas no movimento feminista e no Direito brasileiros. Durante o julgamento de Doca, que deu quatro tiros no rosto da companheira, em dezembro de 1976, no auge de uma discussão do casal na Praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro, a defesa alegou “legítima defesa da honra” para tentar absolvê-lo do caso. Ele alegou ter matado “por amor”. O argumento gerou polêmica. Militantes feministas organizaram um movimento cujo slogan – “quem ama não mata” – tornou-se, anos mais tarde, o título de uma minissérie da Globo. Até o grande poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) se manifestou. “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”, disse sobre a estratégia da defesa de culpar Ângela Diniz por seu próprio assassinato. A tese da “legítima defesa da honra” constava no Código Penal da época, mas mesmo assim Doca Street foi condenado a 15 anos de prisão. Na década seguinte, a Constituição Cidadã acabou com essa desculpa para o feminicídio. O detalhe é que a adaptação do podcast, com produção da Conspiração Filmes, pode enfrentar a concorrência de um filme sobre o mesmo crime, dirigido por Hugo Prata (“Elis”) e estrelado por Isis Valverde (“Simonal”). Este projeto foi anunciado em dezembro passado. Marjorie Estiano estava na Globo há 18 anos, desde que estourou na “Malhação” de 2004, quando interpretou Natasha, baixista da Vagabanda. O papel lhe rendeu até carreira musical, além de participações em várias novelas, como “Páginas da Vida”, “Duas Caras”, “Império” e mais. Mas seu grande papel é a médica Carolina em “Sob Pressão”, que ela viveu primeiro num filme de Andrucha Waddington, em 2016, antes da obra virar série da Globo. A atriz será vista a seguir no filme “Enterre Seus Mortos”, sci-fi de Marco Dutra (“As Boas Maneiras”), em que contracena com Selton Mello. Ainda não há previsão de estreia.
“Andor” estreia com planos de revolucionar “Star Wars”
A 1ª temporada da série “Andor”, derivada do universo de “Star Wars”, estreia nessa quarta (21/9), com a promessa de entregar algo completamente diferente de tudo que já foi feito dentro da franquia. “Se você vai fazer algo sobre ‘Star Wars’ nos dias de hoje, é melhor que seja diferente, certo?”, disse o protagonista Diego Luna ao site The Hollywood Reporter, durante a première da série em Los Angeles. “Queremos ser arriscados, queremos trazer algo novo e diferente para o universo de ‘Star Wars.’” Luna interpreta o personagem-título, visto antes em “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). Além dele, também retornam a líder da resistência Mon Mothma, interpretada por Genevive O’Reilly, e o rebelde Saw Gerrera, vivido por Forest Whitaker. Em desenvolvimento desde 2018, “Andor” foi escrita e produzida por Tony Gilroy, que não só escreveu como foi responsável (não creditado) por refilmar várias cenas de “Rogue One”. E um dos motivos que impulsionaram Gilroy a criar essa série foi a possibilidade de explorar a ambiguidade do personagem. “O que sabemos sobre [Cassian] em ‘Rogue One’ é muito específico, mas os pontos são muito estranhos”, disse Gilroy. “Ele é um assassino. Ele é um sabotador. Ele é um mentiroso, ele é um sedutor, ele é um líder. Ele é um membro confiável da Aliança Rebelde. Mas, ao mesmo tempo, no final das contas, ele é um cara de coração aberto que vai dar a vida para salvar a todos. É um personagem bastante fascinante.” Gilroy explicou que a história de Cassian Andor é “a educação e evolução de um revolucionário”. “Como alguém se politiza? Como eles aprendem a entender como assumir um compromisso sério com isso? Como isso muda a vida deles, e quanto isso lhes custa?”, disse ele sobre os tópicos abordados. O diretor Toby Haynes (“Utopia”), que comandou metade dos episódios da 1ª temporada, também destaca a diferença do protagonista para os outros heróis da franquia. “[Cassian] não é obviamente bom ou obviamente ruim. Ele é um cara bom que tem que fazer coisas ruins para concluir seu trabalho. E esse é um território realmente interessante para ‘Star Wars’. Normalmente, é tudo preto e branco. Mas isso é muito mais em tons de cinza”, disse ele. “Todo mundo de cada lado é completamente complicado”, acrescentou Kyle Soller, que interpreta o antagonista e oficial imperial Syril Karn. “Cassian é um herói questionável, certo? E Syril tem suas próprias dúvidas se o seu código moral está extremamente correto. Será que é certo tirar o poder e a vida dos outros por causa de suas próprias crenças? É uma história humana honesta e difícil, e acho que as pessoas estavam esperando por isso.” Haynes também elogiou o trabalho de Tony Gilroy, afirmando que ele vai conduzir o público numa “jornada diferente do que eles estão acostumados. Eles não saberão onde estão. Eles não saberão se podem confiar que um personagem viverá até o final de um episódio.” Todas essas nuances devem ser exploradas na série, que vai empregar um estilo muito mais ágil, parecido com os filmes da franquia “Bourne” – que Gilroy também escreveu – para mostrar o começo da rebelião contra o Império, após o colapso da República no filme “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005). “Estamos contando a história de uma revolução inteira”, disse Gilroy. “Uma vez que começamos a investigar os personagens e o que poderíamos fazer, a abundância de tudo o que estava disponível veio à tona. Não estou me comparando de forma alguma, mas é como se alguém dissesse: ‘Você quer fazer ‘Guerra e Paz?’ É como uma cobertura enorme.” Ao mostrar a história da revolução, a série também vai destacar o papel de Mon Mothma na criação da Aliança Rebelde, enquanto ela se infiltra no império por dentro. “Ela sempre foi uma personagem ou monumento importante dentro do universo”, disse O’Reilly. “Então, ter a oportunidade agora de poder desenvolver a sua personalidade e destacá-la parece muito oportuno. Também gostaria de reconhecer que George Lucas escreveu essa personagem, que é uma líder feminina de uma Aliança Rebelde, nos anos 1980. Então, ter a oportunidade de interpretá-la agora e dar uma voz a essa personagem parece importante.” Ainda que a série faça muitas referências a “Rogue One: Uma História Star Wars”, Diego Luna lembra que não é essencial que você tenha visto o filme para poder acompanhar a série. Afinal, a história da nova produção se passa antes da trama do longa. “Acho que as pessoas que amam ‘Rogue One’ vão curtir a série, mas você não precisa conhecer ‘Star Wars’ para gostar essa série”, disse ele. “Tem um começo e um fim. Tem sua própria gênese, o que é legal. Então, o público que não gosta de ‘Star Wars’ pode assistir ‘Andor’ e essa pode ser a sua porta de entrada.” A falta de necessidade de conhecimento prévio se dá pela diferença na estrutura entre o filme e a série. “Acho que ‘Rogue One’ é um filme sobre um evento, mas você não conhece muito sobre esses personagens”, disse Luna em outra entrevista – à Variety. “Esse formato longo é uma ótima maneira de se aprofundar em quem eles são e por que eles fazem as escolhas que fazem.” O elenco de “Star Wars: Andor” também inclui Adria Arjona (“Esquadrão 6”), Stellan Skarsgard (vencedor do Globo de Ouro por “Chernobyl”), Kyle Soller (da série “Poldark”), Denise Gough (“Colette”) e Alex Lawther (“The End of the F***ing World”). A Disney+ está disponibilizando os três primeiros episódios da série nesta quarta. Serão ao todo 24 episódios, que chegarão divididos em duas temporadas distintas. Assista ao trailer.
Shantaram: Trailer apresenta nova série do astro de “Sons of Anarchy”
A Apple TV+ divulgou o pôster e o primeiro trailer da série “Shantaram”, estrelada por Charlie Hunnam (“Sons of Anarchy”). A prévia mostra uma história complexa, repleta de reviravoltas. “Shantaram” adapta o best-seller mundial de mesmo nome, escrito por Gregory David Roberts em 2003, sobre a jornada de um homem chamado Lin, que ao fugir de uma prisão australiana se reinventa como médico nas favelas de Bombaim, na Índia, nos anos 1980. Ele acaba se envolvendo com um chefe da máfia local (Alexander Siddig, de “Gotham”) e, eventualmente, usa suas habilidades de tráfico de armas e falsificação para lutar contra as tropas russas invasoras no Afeganistão. Paralelamente, ele se apaixona por uma mulher enigmática e intrigante chamada Karla (Antonia Desplat, de “Carta ao Rei”) e deve escolher entre liberdade ou amor e as complicações que vêm com essa escolha. A produção tem roteiro de Eric Warren Singer (“Trapaça!”), direção do cineasta Justin Kurzel (“Assassin’s Creed”) e ainda conta com o produtor-roteirista Steve Lightfoot (“O Justiceiro”) como showrunner. O projeto seria originalmente um filme estrelado e produzido por Johnny Depp, mas essa encarnação nunca saiu do papel. Sua versão como série foi anunciado originalmente há três anos, antes mesmo da inauguração da Apple TV+. Os três primeiros episódios serão lançados em 14 de outubro e novos capítulos serão lançados semanalmente todas as sextas-feiras, até o dia 16 de dezembro.
Rota 66: Humberto Carrão denuncia violência policial em trailer tenso da Globoplay
A Globoplay divulgou o trailer de “Rota 66 – A Polícia que Mata”, série policial que estreia na quinta-feira (22/9). A prévia impactante mostra ações de extermínio da polícia paulista em bairros pobres e a falta de ação da Justiça para impedir que pessoas inocentes continuassem a ser assassinadas por conta da cor de suas peles. A trama adapta o livro homônimo do jornalista Caco Barcellos, lançado em 1992, que mergulha no período mais violento de atuação da Rota, a tropa de elite da PM paulista, entre 1970 e 1990. Na série, o repórter vivido por Humberto Carrão (“Marighella”) descobre cada vez mais vítimas inocentes da polícia na periferia de São Paulo, percebendo que a violência excessiva é cometida exclusivamente contra negros e pobres. Ele arrisca a própria vida para denunciar o aparente genocídio. O elenco também destaca Lara Tremouroux (“Medusa”) no papel de uma jornalista que trabalha com Carrão, Adriano Garib (“Bom Dia, Verônica”) como um repórter experiente e mentor da dupla principal, além de Aílton Graça (“Carcereiros”), Naruna Costa (“Colônia”), Ariclenes Barroso (“Segunda Chamada”) e outros. Coprodução da Boutique Filmes, a série tem roteiro de Teodoro Poppovic, criador de “Ninguém Tá Olhando” na Netflix, e direção de Philippe Barcinski (“Entre Vales”) e Diego Martins (“Hard”).
Logan Lerman e Joey King vão estrelar série sobre Holocausto
Os atores Logan Lerman (“Hunters”) e Joey King (“A Barraca do Beijo”) vão estrelar a minissérie “We Were the Lucky Ones”, desenvolvida para a plataforma de streaming Hulu. Baseada no livro “Somos os que Tiveram Sorte”, de Georgia Hunter, a série vai contar a história de uma família judaica que foi separada no início da 2ª Guerra Mundial, mas está determinada a se reencontrar. Lerman vai interpretar Addy, o filho do meio daquela família. Ele é descrito como uma pessoa aventureira que vive em Paris e trabalha como engenheiro e como compositor de música. O personagem é inspirado na história do avô da escritora Georgia Hunter. O papel de Joey King não foi divulgado. A minissérie foi escrita e será produzida por Erica Lipez (“The Morning Show”), que também vai atuar como showrunner da atração. Já a direção dos episódios ficará por conta de Thomas Kail (“Fosse/Verdon”). “We Were the Lucky Ones” ainda não tem previsão de estreia. Logan Lerman e Joey King trabalharam juntos recentemente no filme “Trem-Bala” (2022). Além disso, Logan Lerman será visto em breve na 2ª temporada de “Hunters” e na comédia “College Republicans”, que vai marcar a sua nova parceria com o diretor James Schamus (“Indignação”), ambos sem previsão de estreia. Joey King, por sua vez, está envolvida na comédia sobre amadurecimento “Camp” e na sci-fi “Uglies”, dirigida por McG (“A Babá”), ambas também sem data de estreia.
Trailer de “Dahmer: Um Canibal Americano” culpa racismo por mortes do serial killer
A Netflix divulgou um novo trailer de “Dahmer: Um Canibal Americano”, minissérie em que Evan Peters (“American Horror Story”) incorpora o serial killer canibal Jeffrey Dahmer. A prévia reforça o papel do racismo como componente primordial para a impunidade do assassino por décadas. Baseada na história real do psicopata, a série vai mostrar como Dahmer, um dos mais famosos serial killers dos EUA, conseguiu assassinar e esquartejar 17 homens e garotos entre 1978 e 1991 sem ser pego, muitas vezes, inclusive, contando com a ajuda da política e do sistema de Justiça dos EUA por conta de seu privilégio branco. Bem apessoado, sempre recebia pedidos de desculpas quando policiais eram chamados por sua vizinha negra, que suspeitava dos crimes. A minissérie foi co-criada por Ryan Murphy (também de “American Horror Story”) e seu velho parceiro Ian Brennan – os dois conceberam juntos “Glee”, “Screem Queens”, “Hollywood” e “The Politician”, as duas últimas na Netflix. Vale lembrar que Murphy também mostrou em “The Assassination of Gianni Versace – American Horror Story” que um serial killer foi capaz de matar o dono da grife Versace por causa da homofobia da polícia, que não se dedicou a capturar o assassino que “só” matava gays. Além de Evan Peters, o elenco de “Dahmer” conta com Niecy Nash (“Claws”) como a vizinha, além de Penelope Ann Miller (“American Crime”), Shaun J. Brown (“Future Man”), Colin Ford (“Daybreak”) e o veterano Richard Jenkins (“A Forma da Água”). Com direção de Paris Barclay (“Sons of Anarchy”), Carl Franklin (“Mindhunter”) e Janet Mock (“Pose”), os episódios estreiam em 21 de setembro.
Netflix libera trailer tenso de “O Clube da Meia-Noite”
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “O Clube da Meia-Noite”, série de terror desenvolvida pelo cineasta Mike Flanagan, responsável pelas minisséries “A Maldição da Residência Hill”, “A Maldição da Mansão Bly” e “A Missa da Meia-Noite”. A prévia, que começa como um drama juvenil de doença, mostra a reviravolta tensa e sobrenatural da história. A trama gira em torno de um grupo de adolescentes com doenças terminais, que se reúne todo dia à meia-noite na clínica em que estão internados para contar histórias de terror. No espírito desses encontros, o grupo decide firmar um pacto sinistro: o primeiro deles que morrer deve tentar se comunicar com os amigos que sobreviveram. Mas assim que essa morte ocorre, coisas estranhas começam a acontecer. A trama adapta o livro homônimo de Christopher Pike e o elenco destaca vários atores de “Missa da Meia-Noite”, como Igby Rigney, Zach Gilford, Samantha Sloyan, Matt Biedel e Annarah Shephard, além de Aya Furukawa (“O Clube das Babás”) e a sumida Heather Langenkamp (a eterna Nancy de “A Hora do Pesadelo”). A estreia está marcada para 7 de outubro, mês do Halloween.
Série vai contar história dos strippers Chippendales. Veja o trailer
A plataforma de streaming Star+ divulgou o primeiro trailer de “Bem-vindos ao Clube da Sedução” (Welcome to Chippendales), minissérie estrelada por Kumail Nanjiani (“Os Eternos”). A prévia foca na ascensão de Somen “Steve” Banerjee (Nanjiani), que foi dono do maior negócio de strippers masculinos do mundo. Baseada em uma história real, “Bem-vindos ao Clube da Sedução” foi criada pelo própria Nanjiani, em parceria com Robert Siegel (“Pam & Tommy”), e vai narrar a trajetória de Banerjee desde que ele era um pobre imigrante indiano, passando pela criação dos Chippendales no final da década de 1970 e culminando no envolvimento dele numa trama de assassinato. Embora a história de Banerjee seja desconhecida pelo grande público, alguns dos personagens que aparecem na série são bem famosos, como é o caso do falecido cineasta Peter Bogdanovich (“A Última Sessão de Cinema”), interpretado por Philip Shahbaz (“SEAL Team”), e da playmate Dorothy Stratten – vivida por Nicola Peltz (“Bates Motel”) – cujo assassinato pelo marido Paul Snider (Dan Stevens, de “Apóstolo”) rendeu várias manchetes em 1980. O elenco ainda conta com Annaleigh Ashford (“B Positive”), Juliette Lewis (“Yellowjackets”), Quentin Plair (“Roswell, New Mexico”), Robin de Jesus (“tick, tick… BOOM!”) e Andrew Rannells (“Black Monday”). Além de ter criado a série, Siegel também vai produzir a atração e atuar como showrunner, ao lado de Jenni Konner (produtora de “Girls”). “Bem-vindos ao Clube da Sedução” também tem roteiros de Rajiv Joseph (“A Grande Escolha”) e Mehar Sethi (“China, IL”), e direção de Matt Shakman (“WandaVision”). A estreia está marcada para 22 de novembro tanto na Star+ quanto na plataforma americana Hulu, responsável pela produção original.
Eugenio Derbez vai estrelar série sobre “Drácula” mexicano de 1931
O ator mexicano Eugenio Derbez, conhecido pelo seu trabalho no filme vencedor do Oscar “No Ritmo do Coração” e pela série “Acapulco”, vai estrelar a série “They Came at Night”, desenvolvido para a plataforma de streaming Vix+, do conglomerado TelevisaUnivision. Baseada em uma história real, a série vai narrar a rotina de trabalho da equipe responsável por filmar uma versão em espanhol do clássico terror “Drácula” (1931). Essa “versão” era necessária porque o “Drácula” original, dirigido por Tod Browning e estrelado por Bela Lugosi, foi realizado nos primórdios do cinema falado e, naquela época, ainda não existiam técnicas de dublagem ou legenda sincronizada à fala. Portanto, para não perder o público que não falava inglês, o estúdio Universal produziu simultaneamente essa outra versão com atores mexicanos e falada em espanhol. O filme foi dirigido por George Melford (“Unhas e Dentes”), que sequer falava espanhol e precisou de um intérprete para passar as orientações ao elenco. Para não perder tempo e economizar dinheiro, o “Drácula” mexicano também usou os mesmos cenários, num esquema de revezamento. Enquanto Browning filmava durante o dia, Melford dirigia à noite. O título “They Came at Night” (Eles vieram à noite, em tradução literal), que parece de filme de terror, é na verdade uma alusão ao horário noturno das filmagens. A versão espanhola de “Drácula” ficou anos esquecida após seu lançamento em 1931. Ela só foi redescoberta na década de 1970, quando passou a ser apreciada e cultuada. Alguns críticos chegam a considerá-la melhor até do que a “original”. Além de estrelar, Derbez também vai produzir a série, que terá tom de comédia e foi criada por dois roteiristas americanos, Rob Greenberg e Bob Fisher (de “Casal de Fachada”). “Eu não trabalho em comédias de TV em espanhol há mais de dez anos e estava procurando algo realmente especial para voltar”, disse Derbez em comunicado oficial. “Esta história realmente me chamou a atenção porque conta a história de latinos tendo que realizar mais com menos recursos e condições mais difíceis. É também um mundo que nunca exploramos na TV de língua espanhola, a Hollywood nos anos 1930, mas, como em todos os momentos da história dos EUA, os latinos estavam lá fazendo sua parte, mesmo que a história os esquecesse.” “They Came at Night” ainda não tem cronograma de filmagem e nem data de estreia definidos. A notícia serve como um alívio para os fãs do ator, que levaram um susto no final de agosto, quando ele precisou fazer uma cirurgia complicada após sofrer um acidente. Na ocasião, a esposa do ator, a atriz e cantora Alessandra Rosado, falou que a recuperação de Derbez seria “longa e difícil” e exigiria “muitas semanas de descanso e reabilitação”. Ao que tudo indica, ele está recuperado e pronto para trabalhar. Derbez está envolvido em diversos projetos, entre eles a aventura “Lotería”, dirigida por James Bobin (“Alice Através do Espelho”), sem previsão de estreia. Confira o cartaz da versão de “Drácula” falada em espanhol.
Trailer revela salto temporal e novo elenco em “A Casa do Dragão”
A HBO divulgou o trailer do 6º episódio de “A Casa do Dragão”, que registra um salto temporal de 10 anos na narrativa. A prévia apresenta uma mudança de intérpretes, trazendo Emma D’Arcy (de “Truth Seekers”) e Olivia Cooke (de “Bates Motel”) nos papéis de Rhaenyra e Alicent, respectivamente. O vídeo também mostra o rei Viserys (Paddy Considine, de “Peaky Blinders”) mais velho e debilitado, além de seus filhos com Alicent crescidos e tentando seguir as tradições da família com seus próprios dragões. O primeiro spin-off do fenômeno “Game of Thrones” (2011-2019) acompanha a família Targaryen, o clã de Daenerys, 200 anos antes dos eventos da série original, e se concentra na crise de sucessão do Rei Viserys (Paddy Considine, de “Peaky Blinders”), com direito a complôs, batalhas, traições, dragões e clima épico. A disputa se instala porque Viserys escolheu sua filha, a princesa Rhaenyra Targaryen como herdeira do Trono de Ferro. Apesar de preparada para reinar desde a infância, sua ascensão não é aceita por aqueles que preferem um homem no poder: o irmão do rei, príncipe Daemon Targaryen, vivido por Matt Smith (“Doctor Who”). Fenômeno de audiência, a série foi renovada para a 2ª temporada cinco dias após a estreia. O episódio inaugural foi visto por 20 milhões de espectadores nos EUA durante este período, e informações da HBO indicam que cada novo capítulo teve mais audiência ainda.
“Cidade de Deus” pode virar série com novo elenco
Um dos filmes mais famosos do Brasil, “Cidade de Deus”, pode virar série. Segundo o jornal O Globo, produtores estão em negociação com a HBO Max pra realizar uma nova adaptação do romance de Paulo Lins de 1997 que inspirou o filme de 2002. A ideia é fazer uma minissérie com novo elenco e roteiristas. O longa original projetou vários atores que hoje são famosos, como Leandro Firmino, Jonathan Haagensen, Douglas Silva, Alexandre Rodrigues e até Seu Jorge e Alice Braga em suas estreias no cinema. A produção concorreu ao Oscar de 2004 nas categorias de Melhor Diretor (Fernando Meirelles), Melhor Roteiro Adaptado (Bráulio Montovani), Melhor Edição (Daniel Rezende) e Melhor Fotografia (César Charlone).
Rafael Portugal visita subúrbios em trailer de série da Paramount+
A Paramount+ divulgou o trailer de “Coração Suburbano”, série documental do comediante Rafael Portugal. A produção segue a linha das atrações em que famosos visitam lugares e entrevistam pessoas comuns – veja-se, por exemplo, Paulo Vieira em “Avisa Lá que Eu Vou”. O diferencial desta é que os lugares são subúrbios do Rio, São Paulo e Minas. E Rafael também aproveita, entre papos com moradores, para encontrar alguns famosos desses regiões. O capítulo sobre Realengo, por exemplo, terá a participação de L7NNON e DH Duvisual, e em Madureira trará Tereza Cristina, Tia Surica da Portela e Mila Maria Gualberto. Com seis capítulos, a produção estreia em 26 de setembro.
Band vai exibir “Manhãs de Setembro” da Amazon
A Band e a Amazon Prime Video fecharam um acordo para que a série brasileira de streaming “Manhãs de Setembro” seja exibida na TV aberta. Pelo contrato, a rede de televisão exibirá os cinco capítulos da 1ª temporada em suas madrugadas, após o programa “Esporte Total”, a partir do dia 26. Serão as “madrugadas” de setembro. A negociação seria uma forma de também divulgar a 2ª temporada, que estreia três dias antes, na sexta-feira (23/9). “Manhãs de Setembro” acompanha Cassandra (interpretada pela cantora Liniker), uma mulher trans que tem sua independência colocada em cheque quando descobre ter tido um filho, Gersinho (Gustavo Coelho), com uma ex-namorada (Karine Teles). Relutando para não aceitar a condição de pai, ela inicialmente refuta o filho, mas logo vê sua vida virar de ponta-cabeça ao ver que o menino não tem opções. A série também é estrelada pela ex-BBB Linn da Quebrada (“Segunda Chamada”), Thomas Aquino (“Bacurau”), Clodd Dias (“Entrega Para Jezebel”), Gero Camilo (“Carandiru”), o cantor Paulo Miklos (“Califórnia”) e a menina Isabela Ordoñez (“Treze Dias Longe do Sol”). Originalmente concebida como minissérie, a atração agradou público e crítica e, em sua 2ª temporada, vai explorar o reencontro entre Cassandra e seu próprio pai distante, vivido por Seu Jorge (“Marighella”). Outras novidades do elenco dos novos capítulos são as participações de Samantha Schmütz (“Tô Ryca!”) e dos cantores Ney Matogrosso e Mart’nália na trama. Produção da O2 Filmes, a série tem roteiro de Josefina Trotta (“Amigo de Aluguel”), Alice Marcone (“Born to Fashion”) e Marcelo Montenegro (“Lili, a Ex”), e conta com direção de Luis Pinheiro (“Samantha”) e Dainara Toffoli (“Amigo de Aluguel”).












