Reboot de MacGyver e série derivada de Dia de Treinamento são aprovadas
A rede americana CBS oficializou a encomenda de seis novas séries para a próxima temporada, incluindo uma nova versão de “MacGyver: Profissão Perigo” e uma série baseada no filme “Dia de Treinamento”. Apesar de aprovada, a produção de “MacGyver” sofreu intervenção, por não ter agrado completamente à emissora. Parte do elenco do piloto será dispensada, em busca de um novo direcionamento, que será produzido por Peter Lenkov (de “Havaii Five-0”), que irá substituir os desenvolvedores do projeto original. Na série original, exibida com enorme sucesso entre 1985 e 1992, Angus MacGyver (Richard Dean Anderson) era um agente secreto veterano que conseguia se virar com poucos recursos, usando apenas seus conhecimentos científicos e um canivete suíço que sempre carregava, para se safar das mais difíceis situações. Na nova versão, ele será um agente novato, de 20 e poucos anos, aprendendo os truques que o tornaram famoso. Lucas Till (“X-Men: Primeira Classe”) permanece escalado no papel principal, assim como George Eads (série “CSI”) como seu treinador. “Training Day” será uma reimaginação do filme de 2001, que rendeu o Oscar para o ator Denzel Washington. A produção está a cargo do próprio diretor do longa, Antoine Fuqua, em parceria com Will Beall, roteirista de “Caça aos Gângsteres” (2013) e ex-detetive do departamento de Los Angeles. O filme “Dia de Treinamento” contava a história do jovem policial Jake Hoyt (Ethan Hawke), que no seu primeiro dia de treinamento acompanhava o detetive corrupto Alonzo Harris (papel de Denzel Washington), tornando-se testemunha e alvo da violência do colega. A série vai mudar a raça dos personagens, acompanhando um jovem policial afro-americano idealista chamado Kyle Craig, que é indicado para o esquadrão de elite da polícia de Los Angeles, a SIS (Special Investigations Section), onde ganha a parceria de um detetive experiente, mas moralmente ambíguo, Frank Rourke. O policial veterano será interpretado por Bill Paxton (“No Limite do Amanhã”) e o novato pelo estreante Justin Cornwell. O elenco ainda inclui Katrina Law (série “Arrow”), Julie Benz (série “Defiance”) e Drew Van Acker (série “Pretty Little Liars”). O terceiro drama aprovado foi “Bull”, série baseada na vida real do famoso Dr. Phill, antes de virar um psicanalista televisivo, com produção de Steven Spielberg. Michael Weatherly (série “NCIS”) estrela a série como o Dr. Jason Bull, alter-ego do Dr. Phill, como um médico consultor de julgamentos criminais. Por sua vez, “Pure Genious” (previamente conhecido como “Bunker Hill”), é uma criação de Jason Katims (“Parenthood”) e se passa num hospital high tech, financiado por um bilionário do Vale do Silício (Augustus Prew, da série “The Borgias”), que tratará seus pacientes com o que há de mais moderno e revolucionário na medicina. O elenco inclui Dermot Mulroney (“Sobrenatural: A Origem”), Odette Annable (séries “House” e “Banshee”), Brenda Song (série “Dads”), Reshma Shetty (série “Royal Pains”), Ward Horton (“Annabelle”) e Matthew John Armstrong (série “Heroes”). As demais produções são comédias. Uma delas, por sinal, também passará por reestruturação com mudança de elenco. Trata-se de “Man with a Plan” (previamente intitulada “I’m Not Your Friend”), que marca a volta de Matt LeBlanc para a TV aberta, após o cancelamento de “Episodes”. Na trama desenvolvida pelo casal Jeff & Jackie Filgo (produtores de “That ’70s Show”), LeBlanc vira dono de casa e pai em tempo integral quando sua mulher resolve aceitar um emprego. A mulher seria vivida por Jenna Fischer (série “The Office”), mas, segundo apuraram alguns sites, não teria havido química entre ela e LeBlanc no piloto. Por fim, “The Great Indoors” trará Joel McHale de volta à um papel fixo na TV após o cancelamento de “Community”, ao lado do veterano comediante britânico Stephen Fry (“24 Horas: Viva Um Novo Dia”). O projeto acompanhará um repórter aventureiro (McHale) que precisa se adaptar quando sua revista vira online e ele se vê chefiando um grupo de jovens com a mentalidade do novo milênio. O elenco inclui Christopher Mintz-Plasse (“Kick-Ass”), Brianne Howey (“Eu Quero Matar Meu Chefe 2”) e Chris Williams (série “Silicon Valley”).
Agent Carter é cancelada e Agents of SHIELD não terá novo spin-off
A rede ABC anunciou o cancelamento da série “Agent Carter” e a desistência de produzir “Marvel’s Most Wanted”, novo spin-off de “Agents of SHIELD”, retirando-se da disputada pelo público das adaptações de quadrinhos na televisão, posição atualmente liderada pela CW com suas séries da DC Comics. Infelizmente, por mais que “Agent Carter”, baseada nas histórias da agente secreta Peggy Carter (com Hayley Atwell repetindo seu papel de “Capitão América: Primeiro Vingador”), tenha conquistado a crítica, a série nunca foi sucesso de audiência. Mesmo somando todas as plataformas, a 2ª temporada nunca passou dos 4,3 milhões de telespectadores. Para piorar, a série terminou num cliffhanger que deveria ser explorado na 3ª temporada, deixando os fãs sem uma resolução. Um telefilme seria uma forma de apaziguar os ânimos, mas a ABC, perpetuando uma prática nefasta das grandes redes, não pretende dar satisfação a seus telespectadores. A baixa audiência, que causou o cancelamento de “Agent Carter”, também influiu na decisão da emissora em não prosseguir com os planos de produzir “Marvel’s Most Wanted”, que seria centrado em dois personagens de “Agents of SHIELD”, Bobbi Morse (Adrianne Palicki) e Lance Hunter (Nick Blood). É provável que, diante disso, os personagens, que tinham se despedido de “Agents of SHIELD” em março, voltem a ser incorporados à série na próxima temporada – se seus intérpretes não optarem por outras oportunidades. “Agents of SHIELD” teve a renovação para sua 4ª temporada anunciada em março. Hayley Atwell, por sua vez, seguirá no canal, protagonizando uma nova série, o drama jurídico “Conviction”, em que vive uma filha rebelde de políticos que, para evitar ser presa por drogas, aceita integrar uma unidade da promotoria federal, dedicada a investigar casos de pessoas condenadas injustamente. Criada pela roteirista Liz Friedman (“Jessica Jones” e “Elementary”) e a diretora Liz Friedlander (séries “Stalker” e “The Following”), a série vai estrear na temporada de outono, entre setembro e novembro nos EUA.
Série Riverdale vai juntar a Turma do Archie e Josie e as Gatinhas
A rede americana CW vai aumentar ainda mais sua cota de adaptações de quadrinhos com a produção da série “Riverdale”, baseada nos gibis e desenhos animados da “Turma do Archie” e “Josie e as Gatinhas”. A atração teve sua 1ª temporada encomendada, com produção de Greg Berlanti, responsável por “Arrow”, “The Flash” e “Legends of Tomorrow”, que já fazem sucesso na emissora, além de “Supergirl”, cuja 2ª temporada também será exibida na CW. “Riverdale” é uma criação de Roberto Aguirre-Sacasa (roteirista das séries “Glee”, “Supergirl” e do remake de “Carrie, a Estranha”), que tem realizado uma verdadeira revolução como diretor criativo da Archie Comics, graças à introdução de temas de terror e tramas adultas, que tornaram a editora das histórias do Archie uma das mais faladas da atualidade. Aparentemente, a série vai refletir essa abordagem. E isto chegou a ser considerado um problema logo de cara. O projeto foi originalmente desenvolvido para a rede Fox, que, entretanto, considerou o roteiro sombrio demais. A CW comemorou, trouxe a produção para seu teto e já está marcando a estreia. “A abordagem sombria é consequência de ter Roberto e Greg, e se eles colocam algo na cabeça, você tem que aproveitar e lhes dar corda”, disse Mark Pedowitz, presidente da CW, defendendo o tom da série para a revista The Hollywood Reporter. O título “Riverdale” se refere à cidade fictícia de Riverdale e à escola frequentada por Archie, Betty, Veronica, Reggie, Moleza e demais personagens da “Turma do Archie”, a Riverdale High School. Uma cultuada banda punk americana também adotou o nome de The Riverdales em homenagem ao universo juvenil dos gibis. Criados por Vic Bloom e Bob Montana, os quadrinhos dos Archies são publicados desde 1941 nos EUA, acompanhando o cotidiano do estudante Archie Andrews e seus amigos do colegial. Eles se tornaram conhecidos no Brasil pela série animada dos anos 1960 “A Turma do Archie”, que também fez sucesso no rádio, quando a música “Sugar, Sugar”, tocada pela banda The Archies, supostamente formada pelos personagens, saiu da animação para se tornar um fenômeno pop internacional. A produção ainda ganhou um spin-off que se tornou ainda mais popular que a turma original: a feiticeira adolescente “Sabrina”. A ideia original de Aguirre-Sacasa era incluir outros personagens famosos da Archie Comics, como a própria Sabrina e Josie e as Gatinhas, uma banda feminina que também teve um desenho animado popular em 1970. Mas, na divulgação inicial de personagens da 1ª temporada, Sabrina não foi confirmada. Embora Sabrina já tenha ganhado uma série popular com atores reais (em que foi vivida por Melissa Joan Hart), entre 1996 e 2003, será a primeira vez que Archie Andrews e Josie e as Gatinhas ganharão carne e osso. O elenco jovem que dará vida aos personagens clássicos, por sinal, é bastante promissor, com destaque para o neozelandês K.J. Apa (série “Shortland Street”) como Archie, Cole Sprouse (série “Zack & Cody: Gêmeos em Ação”) como Moleza, Ross Butler (série “Agente KC”) como Reggie, Lili Reinhart (“Os Reis do Verão”) como Betty e a estreante Camila Mendes, filha de brasileiros, como Veronica. Já Josie e as Gatinhas serão três atrizes negras, numa alteração racial da banda animada, que tinha apenas uma integrante negra. A Ashleigh Murray (série “Younger”) será a ex-ruiva Josie, Asha Bromfield (série “Slasher”) será a ex-loira burra Melody (lá se vão dezenas de piadas) e a estreante Irie Hayleau viverá Valery, a primeira protagonista negra da animação televisiva americana. Além destes, a produção também terá Luke Perry (série “Barrados no Baile”) como o pai de Archie e Mädchen Amick (série “Twin Peaks”) como a mãe de Betty. E muitos outros. São, ao todo, 26 personagens confirmados. Apesar do forte apelo nostálgico, a série vai se passar nos dias atuais, explorando o clima surrealista da vida na cidade pequena que lhe dá nome, com direito à toda escuridão e estranheza que borbulha sob a fachada saudável de um típico subúrbio americano. A expectativa é grande. Mesmo antes da estreia, a série já tem um site e uma página de fãs brasileiros no Facebook. Mas ainda não há previsão para a exibição dos primeiros episódios.
Fox cancela cinco séries lançadas na atual temporada
A rede americana Fox anunciou o cancelamento de cinco séries que estrearam na atual temporada. As atrações que não voltarão à sua programação são “The Grinder”, “Grandfathered”, “Cooper Barrett’s Guide To Surviving Life”, “Second Chance” e “Bordertown”. Todas saíram do ar com audiências muito baixas. Apenas “Second Chance” era uma produção dramática. Lutando com problemas de concepção desde seu projeto, a série mudou de nome três vezes até ir ao ar. Criada pela dupla de produtores e roteiristas Howard Gordon (séries “24 Horas” e “Homeland”) e Rand Ravich (série “Crisis”), sua trama envolvia uma experiência de ressurreição, que trazia um velho xerife assassinado de volta à vida, na pele de um homem bem mais novo e saudável – papel de Rob Kazinsky (série “True Blood”). Um dos maiores fracassos dramáticos do ano, tinha média de 2,4 milhões de telespectadores ao vivo e só teve 11 episódios produzidos. “Bordertown”, por sua vez, era uma produção animada de Seth MacFarlane (criador de “Uma Família da Pesada”) sobre duas famílias vivendo em uma cidade fictícia na fronteira dos EUA com o México. Criada pelo produtor-roteirista Mark Hentemann (também de “Uma Família da Pesada”), a série foi um completo fiasco, rendendo somente 1,78 milhão de telespectadores por episódio. Durou 13 episódios. As demais atrações canceladas eram sitcoms e só “The Grinder” ousava um pouco no gênero. Melhor da leva, trazia Rob Lowe (“Parks and Recreation”) como astro de uma famosa série jurídica que, após o cancelamento, decide levar sua “experiência” para tribunais de verdade, ajudando em casos do escritório de advocacia de sua família, para horror do irmão formado em Direito, vivido por Fred Savage (o eterno Kevin, de “Anos Incríveis”). Criação da dupla Jarrad Paul e Andrew Mogel (roteiristas de “Sim Senhor”) em parceria com Nicholas Stoller (roteirista de “Sex Tape – Perdido na Nuvem” e diretor de “Vizinhos”), “The Grinder” não encontrou público, registrando 2,1 milhões de telespectadores ao vivo. Mas foi longe, rendendo 22 episódios. Mais tradicional, “Grandfathered” girava em torno de um tiozão conquistador (John Stamos, de “Três É Demais”), que um dia descobre ter um filho adulto e uma neta. Criada por Daniel Chun (roteirista de “The Office” e “Os Simpsons”), teve uma média de 2,7 milhões de telespectadores e também chegou a 22 episódios. Por fim, “Cooper’s Guide To Surviving Life” era uma comédia juvenil que girava em torno de Cooper Barrett (Jack Cutmore-Scott, de “Kingsman: Serviço Secreto”), recém-formado na faculdade e incapaz de definir seu futuro, que decide mostrar ao mundo os desafios que as pessoas da sua idade enfrentam. Criação de Jay Lacopo (roteirista de “Triângulo Amoroso”), registrou a média de 2 milhões de telespectadores e durou só 13 episódios.
Supergirl ganha 2ª temporada, mas muda de canal
A série “Supergirl” terá uma 2ª temporada, mas não graças à rede CBS, que resolveu dispensar a atração. A heroína vai passar a voar na CW, onde se juntará às outras séries de super-heróis da DC Comics, “Arrow”, “The Flash” e “Legends of Tomorrow”, todas desenvolvidas pelos mesmos produtores que lançaram “Supergirl”. Isso permitirá à personagem vivida por Melissa Benoist participar de novos crossovers, após demonstrar enorme sinergia em seu encontro com Flash (Grant Gustin), num episódio exibido na CBS. O negócio foi facilitado por dois detalhes financeiros importantes. A Warner, que detém os direitos da personagem, é acionista da CW. E sua sócia nesta rede de televisão é justamente a CBS Corporation. A ida para a CW, porém, levanta algumas questões, desde orçamentárias (produções da CBS tem mais verba para, por exemplo, efeitos visuais) até narrativas, já que o universo da personagem, segundo o crossover com Flash, fica numa dimensão diferente das demais atrações de sua nova casa. Do ponto de vista criativo, o problema pode servir de inspiração para um megacrossover baseado na história em quadrinhos “Crise nas Infinitas Terras”, já sugerido num notícia sobre o futuro em “The Flash”. Quanto à questão financeira, vale lembrar que a CW manifestava interesse em “Supergirl” desde o início de seu desenvolvimento, mas desistiu do projeto porque o orçamento era muito elevado para seus padrões. Segundo a imprensa americana, cada episódio da 1ª temporada teve um custo de cerca de US$ 3 milhões. Para acomodar o novo orçamento, as filmagens serão transferidas de Los Angeles para Vancouver, no Canadá, onde a maioria das produções do CW são rodadas, graças a incentivos fiscais. Com 20 episódios produzidos, a temporada inaugural da série registrou a média de 7,6 milhões de telespectadores, crescendo para 10 milhões com outras plataformas. São números baixos para a CBS, cuja média da temporada passada foi de 11,3 milhão de telespectadores ao vivo. Mesmo assim, representam o dobro da maior audiência do canal CW, “The Flash”, assistido por 3,4 milhões ao vivo. Se “Supergirl” levar seu público para a CW, a emissora terá realizado o melhor negócio de sua curta existência. A série foi criada por Ali Adler (roteirista de “Chuck”), Greg Berlanti e Andrew Kreisberg (dupla criadora de “Arrow”, “The Flash” e “Legends of Tomorrow”) e além da brilhante Melissa Benoist (“Whiplash”) destaca em seu elenco Calista Flockhart (série “Brothers & Sisters”), Chyler Leigh (série “Brothers and Sisters”), Mehcad Brooks (série “True Blood”), David Harewood (série “Homeland”), Peter Facinelli (série “Nurse Jack”) e conta com participações de Helen Slater, que protagonizou o filme “Supergirl” (1984), e Dean Cain, o Superman da série dos anos 1990 “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman”. Ainda não há previsão para a estreia da 2ª temporada de “Supergirl”. No Brasil, todas as séries de super-heróis da DC Comics são exibidas no canal pago Warner.
CSI: Cyber é cancelada, marcando o fim da franquia CSI na televisão
A rede americana CBS anunciou nesta quinta-feira (12/5) o cancelamento da série “CSI: Cyber” após duas temporadas. A atração era a última remanescente da franquia policial “CSI”, que chegou a ser considerada a mais bem-sucedida do gênero na televisão. O fim de “CSI: Cyber”, cancelada por baixa audiência, foi um desfecho anticlimático para o universo inaugurado em 2000, que revolucionou as investigações policiais com suas análises forenses, gerando três spin-offs e diversos imitadores. Em seu auge, entre os anos de 2002 e 2006, “CSI” foi a série mais vista do mundo, sintonizada por 26 milhões de telespectadores por episódio apenas nos EUA. O sucesso era tanto que, no Brasil, “CSI” chegou a ser um trunfo da Record contra a Globo, que colocou a série no horário nobre para incomodar a audiência da concorrente. Até o cineasta Quentin Tarantino (“Os Oito Odiados”) revelou-se fã, dirigindo dois episódios (na verdade, uma história em duas partes). Mas a audiência foi lentamente corroída pela repetição da fórmula e a saída de integrantes do elenco original, levando a seu inevitável cancelamento no ano passado, em sua 15ª temporada, num desfecho assistido por 8,26 milhões de telespectadores. “CSI: Cyber” era o filhote mais novo da franquia, que antes teve “CSI: Miami” (2002-2012) e “CSI: NY” (2004-2013). Lançado em 2015, o programa tinha a expectativa de manter a grife no ar. Entretanto, não funcionou como a CBS esperava. A troca do já conhecido universo forense por investigações de crimes cibernéticos descaracterizou a marca e rendeu a pior audiência dentre todas as atrações da franquia. O final da 2ª temporada foi ao ar em março e visto por apenas 6,32 milhões de pessoas nos EUA. “CSI” era a segunda franquia mais longeva dos Estados Unidos, posição agora assumida por “NCIS”, atração similar, que estreou em 2003. A liderança do ranking pertence a outra grife policial, “Law & Order”, inaugurada em 1990, que é atualmente representada pelo spin-off “Law and Order: SVU”, no ar desde 1999. As quatro atrações da franquia “CSI” ainda são reprisadas no Brasil pelo canal pago AXN.
Sony anuncia série sobre Hugo Chavez e cria polêmica na Venezuela
A Sony anunciou a produção de “El Comandante”, uma série sobre a vida de Hugo Chavez, ex-presidente da Venezuela, cuja popularidade só não foi maior que as polêmicas em que se envolveu e a crise econômica em que mergulhou seu país. Polêmicas que continuam mesmo após sua morte, agora envolvendo esta produção. A atração será estrelada pelo colombiano Andrés Parra, que interpretou Pablo Escobar em uma série sobre a vida do traficante, e terá 60 episódios. Chamando a oportunidade de “papel de sua vida”, Parra já divulgou um pôster da produção, que só começará a ser gravada a partir de junho. O material inclui a frase: “O poder da paixão e a paixão pelo poder”. A vice-presidente sênior e diretora-geral de produção da Sony Pictures Television para a América Latina e a comunidade hispânica nos Estados Unidos, Angelica Guerra, afirmou que “El Comandante” será uma das produções mais ambiciosas do canal, com centenas de figurantes e locações em vários países. Grandioso, o projeto deve movimentar gerar muitos empregos e envolver diversos parceiros, movimentando a economia da América do Sul. Menos, claro, a economia em estado falimentar da Venezuela. A obra não deve ganhar permissão para ser gravada no país e será contestada judicialmente. O deputado governista Diosdado Cabello, um dos principais líderes do chavismo, já informou, durante seu programa de televisão no canal estatal VTV, que está investigando se o estúdio tem o direito de produzir a atração. Cabello alegou que, para fazer uma produção como esta, o mínimo necessário deveria ser a autorização do personagem ou de seus familiares, algo que, segundo ele, não foi feito. Além disso, Cabello declarou que a escolha do intérprete de Chavez, o mesmo de Pablo Escobar, já era uma “provocação”. Segundo ele, a intenção da série é “tentar causar prejuízo à memória do comandante Hugo Chávez, e nós devemos defender Hugo Chávez”. “Tenho certeza que o imperialismo está metido nisto”, sintetizou o deputado governista, exatamente como faria uma caricatura de político de esquerda da América Latina nos anos 1960. Confira o cartaz abaixo. Ou grite “Abaixo o imperialismo”, “Não Passarão” e “Não vai ter golpe”.
Homer vai aparecer “ao vivo” no próximo episódio de Os Simpsons
Homer Simpson vai quebrar a “quarta parede” no próximo episódio de “Os Simpsons”, contracenando pela primeira vez com o público “ao vivo”. O feito histórico vai acontecer durante o 595º episódio da série animada, intitulado “Simprovised”, que será exibido no domingo (15/5) na rede americana Fox. Na ocasião, Homer vai responder a perguntas dos fãs ao vivo, através de um número de telefone e da hashtag #HomerLive. As perguntas serão exibidas com um atraso de sete segundos, para impedir que qualquer brincalhão tente algo impróprio ao vivo. “Ele vai responder a perguntas durante três minutos, falar sobre acontecimentos do dia. Tenho certeza de que Donald Trump vai dizer algo idiota, então o material já vai estar pronto”, disse Al Jean, produtor-executivo de “Os Simpsons”. A interatividade em tempo real ganhará vida graças à tecnologia de captura de movimentos, que irá acompanhar os gestos da cabeça e dos braços do ator Dan Castellaneta, que dá voz a Homer, e animá-los imediatamente para transmissão nos EUA e em vários outros países — inclusive no Brasil. Trata-se de mais uma façanha inédita da série, que estreou em 1989 e já se tornou a comédia mais duradoura da história da televisão americana. Confira abaixo o comercial do episódio histórico.
Game of Thrones: Ator brasileiro retorna à série no próximo episódio
O ator brasileiro Lino Facioli vai voltar a aparecer em “Game of Thrones”. Seu personagem, Robin Arryn, que não era visto desde o começo da 5ª temporada, dá as caras no trailer do próximo episódio, intitulado “Book of the Stranger”, que vai ao ar no domingo (15/5) pelo canal pago HBO. Na prévia, Robin Arryn ouve de Mindinho (Aidan Gillen) que Sansa Stark (Sophie Turner), sua prima, fugiu de Winterfell. Em entrevista para o jornal O Globo, ele disse não poder revelar “muito sobre o que acontece”, mas adiantou “que Robin está um pouco mudado”. Mesmo descrevendo o personagem como “inocente”, ele afirma que Robyn dificilmente teria uma vida normal após os acontecimentos da série. “Acho que ele é ainda mais doido que a mãe (Lisa Arryn, interpretada por Kate Dickie), para falar a verdade. Ela foi o único exemplo que ele teve enquanto crescia, imagina o estado em que ele deve ter ficado”, explicou. Entretanto, não descarta uma redenção para o personagem. “O Robin tem uma personalidade bem forte. Mas se eu mudei tanto nos últimos anos, acho que ele também pode mudar”, conclui. Nos livros, Robin é chamado de Robert Arryn (o nome foi mudado em “Game of Thrones” para evitar confusão com o rei Robert Baratheon) e descrito como um jovem debilitado, sofrendo com epilepsia e fragilidade física e mental. Nos últimos capítulos conhecidos, ele desenvolve um amor quase maternal por Sansa, que cuida de sua saúde e a quem ele propõe casamento. Nada disso apareceu na série. Facioli, que mora em Londres desde os 4 anos de idade, já estreou um longa infantil no Brasil, “O Menino no Espelho” (2014), e atualmente está mais concentrado nos estudos do que na carreira dramática. Aos 15 anos, ele estuda para o vestibular, visando cursar artes visuais ou algo “mais acadêmico”. — —
George R.R. Martin divulga capítulo inédito de Ventos de Inverno com personagens já mortos em Game of Thrones
Os fãs que consideram um heresia assistir a atual temporada de “Game of Thrones” antes de lerem “Os Ventos de Inverno”, o sexto volume da franquia literária “As Crônicas de Gelo e Fogo”, encontraram alento na liberação de um novo capítulo do livro inédito, no site oficial do escritor George R.R. Martin. O problema é que a história, contado a partir da perspectiva da princesa Arianne Martell, mostra personagens inéditos, como a própria Arianne, ou já mortos na série, como o príncipe Doran Martell, governante de Dorne, despachado sem muita pompa no começo da 6ª temporada pelas Serpentes de Areia. “Você quer saber o que as Serpentes de Areia, o príncipe Doran, Areo Hotah, Ellaria Sand, Darkstar e outros farão em ‘Os Ventos de Inverno’? Muita coisa, na verdade. Esse trecho traz um gostinho”, escreveu Martin em seu blog, ao apresentar o capítulo. Já são sete os capítulos que Martin disponibilizou online, além de quatro transcrições de fãs em leituras que ele cedeu em eventos pelo mundo. Ao todo são 11 capítulos já conhecidos. Mas apesar disso a data de publicação de “Os Ventos de Inverno” ainda não foi definida. No início do ano, o escritor revelou que não conseguiria terminar o sexto livro antes da estreia da nova temporada da série, que já exibiu três episódios. “Sim, há muita coisa escrita. Centenas de páginas. Dezenas de capítulos “, contou. “Mas há também uma grande quantidade ainda para escrever. Preciso de alguns meses ainda… Isso se a escrita for bem”. O primeiro volume da saga, “A Guerra dos Tronos”, foi lançado em 1996, seguido por “A Fúria dos Reis” em 1998 e “A Tormenta de Espadas” em 2000. A partir daí, porém, os hiatos foram aumentando, com “O Festim dos Corvos” saindo somente após cinco anos, em 2005, e “A Dança dos Dragões” depois de seis, em 2011. A expectativa agora é que “Os Ventos de Inverno” seja lançado antes da estreia da 7ª temporada de “Game of Thrones”. O que não resolverá o problema de descompasso com a trama televisiva, uma vez que George R.R. Martin já avisou que ainda precisará escrever outro livro – sabe-se lá quando – para encerrar a trama literária.
Gotham: Vídeos destacam volta de Jada Pinkett Smith. Mas pode chamar de Fish Mooney, bitch
Sugerida desde fevereiro, a volta de Fish Mooney, a vilã deliciosamente vivida por Jada Pinkett Smith, vai acontecer no próximo episódio de “Gotham”. A rede americana Fox divulgou fotos e dois comerciais da atração centrados em seu retorno. Enquanto as imagens (acima) revelam que ela ganhou uma espécie de uniforme de supervilã, os vídeos mostram que nem a morte foi capaz de estragar seu mau humor divertidíssimo. Fish Mooney retorna como cobaia do Dr. Hugo Strange (BD Wong), num dos experimentos realizados nos porões do Arkham Asylum, que vem trazendo personagens mortos de volta à série. Mas, ao contrário de Theo Galavan (James Frain), ela demonstra lembrar-se claramente de quem é, bitch. Desenvolvida por Bruno Heller (criador da série “The Mentalist”), “Gotham” explora o começo da carreira de James Gordon (Ben McKenzie, da série “Southland”), quando ele ainda era um detetive da polícia de Gotham City e antes da chegada de Batman. Desenvolvida por Bruno Heller (criador da série “The Mentalist”), “Gotham” explora o começo da carreira de James Gordon (Ben McKenzie, da série “Southland”), quando ele ainda era um detetive da polícia de Gotham City e antes da chegada de Batman. Intitulado “A Legion of Horribles”, o episódio é o penúltimo da 2ª temporada e será exibido nos EUA na segunda (16/5). No Brasil, “Gotham” faz parte da programação do canal pago Warner.
Fox anuncia oito séries novas, incluindo adaptações de O Exorcista e Máquina Mortífera
A rede americana Fox saiu na frente da concorrência ao anunciar, na terça (10/5), suas novas séries para a temporada de outono de 2016. Foram encomendadas oito atrações novas, com destaque para as adaptações televisivas dos filmes “O Exorcista” (1973) e “Máquina Mortífera” (1987), além do spin-off da série “24 Horas”, anteriormente anunciado. As três atrações estavam entre os projetos mais badalados da temporada graças à popularidades de suas franquias, mas também pelas equipes envolvidas em suas produções. O piloto de “The Exorcist” (título original da série) foi dirigido por ninguém menos que o cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”) e estrelado pela veterana atriz Geena Davis (“Thelma & Louise”). Na trama, ela vive a mãe de duas garotas (Brianne Howey, da série “Scream Queens”, e Hannah Kasulka, de “The Fosters”), que podem ter sido possuídas pelo diabo. O elenco ainda inclui o mexicano Alfonso Herrera (ex-“Rebelde”, atualmente na série “Sense8”) e o inglês Ben Daniels (série “House of Cards”) como os padres que praticam o exorcismo. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Jeremy Slater (“Renascida do Inferno” e “Quarteto Fantástico”). Por sua vez, o piloto de “Lethal Weapon” foi comandado pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”) e estrelado por Clayne Crawford (série “Rectify”) e Damon Wayans (série “Eu, a Patroa e as Crianças”). Os dois viverão os policiais Martin Riggs e Roger Murtaugh, papéis celebrizados por Mel Gibson e Danny Glover no cinema. O elenco também conta com Jordana Brewster, uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”, no papel de uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Matt Miller, criador da recém-cancelada “Forever”. Na trama, Riggs chega a Los Angeles buscando um recomeço, após a perda da mulher e do filho pequeno, mas age impulsivamente, colocando-se em perigo como reflexo de sua depressão. Ele terá como parceiro Murtaugh, que sofreu uma ataque cardíaco e deve evitar qualquer tipo de estresse. Intitulada “24: Legacy”, a atração derivada de “24 Horas” trará Corey Hawkins (Dr. Dre no filme “Straight Outta Compton”) no papel de um herói de guerra que procura a CTU (Agência de Contra-Terrorismo) para tentar impedir um grande ataque terrorista. Criada pelos produtores de “24 Horas” (Howard Gordon, Manny Coto e Evan Katz), a série negocia com Kiefer Sutherland para uma participação especial, o que não está garantido, já que ele estrelará uma nova atração em outro canal. As demais atrações aprovadas são “Pitch”, de Dan Fogelman (diretor e roteirista de “Não Olhe para Trás”), sobre a primeira mulher arremessadora (Kylie Bunbury, de “Under the Dome”) a jogar nas ligas principais do beisebol americano; “APB”, de David Slack (produtor-roteirista de “Person of Interest”), em que um bilionário (Justin Kirk, de “Weeds”) adquire uma delegacia de polícia após o assassinado de um ente querido, propondo uma abordagem de vanguarda no combate ao crime; “Star”, de Lee Daniels (criador de “Empire”), que acompanhará três garotas (elenco estreante) que decidem formar uma banda; “The Mick”, dos irmãos John e Dave Chernin (produtores-roteiristas de “It’s Always Sunny in Philadelphia”), que traz Kaitlin Olson (também de “Philadelphia”) como uma mulher falida que aceita cuidar dos sobrinhos após a irmã fugir do país no rastro de um escândalo financeiro; e “Making History”, de Julius Sharpe (roteirista-produtor de “Uma Família da Pesada/Family Guy”), em que três amigos (Adam Pally, de “The Mindy Project”, Leighton Meester, de “Gossip Girl”, e Yassir Lester, da série “Girls”) descobrem uma maneira de viajar no tempo, visitando momentos históricos do passado e complicando suas vidas no presente. A última é considerada a série de comédia mais promissora da leva, graças à produção dos cineastas Phil Lord e Chris Miller, que dirigiram “Anjos da Lei” (2012), “Uma Aventura Lego” (2014) e vão comandar o filme sobre a juventude de Han Solo. Os dois também produzem a bem-sucedida série “The Last Man on Earth”. A Fox ainda não anunciou as datas de estreia de suas novas séries.
Dear White People: Comédia indie premiada vai virar série do Netflix
A comédia racial “Cara Gente Branca” (Dear White People), premiada no Festival de Sundance de 2014, vai virar uma série do Netflix. O serviço de streaming anunciou a encomenda de 10 episódios da produção. O diretor e roteirista do filme, Justin Simien, vai escrever toda a temporada e assinar a direção do capítulo de estreia. Totalmente independente, o filme foi feito por meio de financiamento coletivo e contou com os atores Tyler James Williams (série “Todo Mundo Odeia o Chris”), Tessa Thompson (“Creed: Nascido para Lutar”), Teyonah Parris (série “Mad Men”), Bradon P. Bell (série “2 Broke Girls”) e Kyle Gallner (“Sniper Americano”). Simien espera poder contar eles na nova versão, mas o elenco da série ainda não foi confirmado. A trama original contava a história de quatro jovens negros que ingressam na universidade e se deparam com o racismo da instituição. Quando os alunos brancos decidem dar uma festa temática sobre a raça negra, os quatro se mobilizam e passam a questionar tudo, inclusive o pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. “Cara Gente Branca” também foi premiada como Melhor Roteiro de Estreia no Spirit Awards (o Oscar indie) de 2015. Mesmo assim, foi lançada no Brasil apenas em março deste ano, e diretamente em VOD (video on demand). Não há previsão para a estreia da série, que vai manter o nome original do filme, “Dear White People”.












