Powers Boothe (1948 – 2017)
Morreu o veterano ator Powers Boothe, um dos grandes vilões do cinema e da TV, que enfrentou Jean-Claude Van Damme, Superman e os Agentes da SHIELD. Ele morreu em casa, em Los Angeles, aos 68 anos, de causas naturais enquanto dormia. Boothe, que cresceu em uma fazenda no Texas, começou sua carreira de ator no teatro, em uma série de produções shakespearianas, e foi fazer sua estréia na Broadway no final dos anos 1970. Por coincidência, foi como um ator numa peça de Shakespeare que ele apareceu pela primeira vez no cinema, durante uma sequência do romance clássico “A Garota do Adeus” (1977), de Herbert Ross. Também teve um pequeno papel em “Parceiros da Noite” (1980), de William Friedkin, antes de se voltar para a TV. Ele conquistou o primeiro reconhecimento da carreira ainda em 1980, ao interpretar seu maior vilão: Jim Jones, o líder de uma seita suicida, no telefilme baseado na tragédia real da morte de seus seguidores. Boothe venceu o Emmy de Melhor Ator pela produção, exibida no Brasil como “Jim Jones: O Pastor do Diabo”. A repercussão do prêmio o levou a conquistar papéis importantes em filmes cultuados, como “O Confronto Final” (1981), de Walter Hill, “Amanhecer Violento” (1984), de John Milius, e “A Floresta de Esmeraldas” (1985), de John Boorman. Este último foi filmado no Brasil, ocasião em que Boothe contracenou com vários atores brasileiros, como Dira Paes e Gracindo Júnior. Paralelamente, ele continuou desenvolvendo trabalhos na TV, como uma série em que encarnava o célebre detetive noir Phillip Marlowe – vivido por Humphrey Bogart no cinema. Sua filmografia ainda destaca os últimos filmes de ação violenta à moda antiga, antes do gênero virar pastiche de si mesmo e passar a alimentar o mercado de vídeo. Em ótimos passatempos da época, enfrentou Nick Nolte como rei do crime em “O Limite da Traição” (1987), foi parceiro do falecido Brandon Lee como policial incorruptível em “Rajada de Fogo” (1992) e cultivou o extremo da canastrice como terrorista em “Morte Súbita” (1995), no qual lutou contra Jean-Claude Van Damme. Graças à voz grave e presença intimidadora, acabou consolidando um perfil de intérprete de malvadões, que explorou de forma caricatural em “Sin City” (2005) e sua sequência de 2014. E também como dublador dos supervilões dos quadrinhos Gorila Grodd, em duas séries animadas da “Liga da Justiça”, e Lex Luthor, no longa animado “Superman: Brainiac Ataca” (2006). Ao mesmo tempo, mostrou versatilidade ao ingressar em diferentes gêneros, como o western em “Tombstone – A Justiça Está Chegando” (1993), o romance em “Céu Azul” (1994) e o drama histórico em “Nixon” (1995), de Oliver Stone. Sua presença também engrandeceu séries premiadas. Um de seus papéis mais memoráveis foi como o implacável dono de saloon Cy Tolliver na melhor série já feita sobre o Velho Oeste, “Deadwood” (2004-2006). Viveu ainda o perigoso vice-presidente dos EUA Noah Daniels na série “24 Horas” e no telefilme “24 Horas: A Redenção” (2008), o juiz Valentine “Wall” Hatfield na premiada minissérie “Hatfields & McCoys” (2012), o pai de Connie Britton em “Nashville” (de 2012 a 2014) e o vilão Gideon Malick na temporada passada de “Agents of SHIELD”, papel também vislumbrado no filme “Os Vingadores” (2012).
George R.R. Martin revela detalhes dos projetos de séries derivadas de Game of Thrones
Após a divulgação de que a HBO estaria considerando quatro possíveis spin-offs de “Game of Thrones”, o escritor George R.R. Martin publicou um texto em seu blog em que aborda o desenvolvimento dessas produções. E, segundo ele, existem cinco projetos e não quatro, conforme veio à tona anteriormente. “Tínhamos quatro roteiros em desenvolvimento quando cheguei em Los Angeles na semana passada, mas quando sai tínhamos cinco. Adicionamos mais um roteirista aos quatro originais. Não, eu não vou revelar o nome dele aqui”, escreveu Martin citando os roteiristas já conhecidos: Max Borenstein (“Kong: Ilha da Caveira”), Jane Goldman (“Kingsman: Serviço Secreto”), Brian Helgeland (“Lendas do Crime”) e Carly Wray (série “Mad Men”). O autor da saga literária “As Crônicas de Gelo e Fogo”, em que “Game of Thrones” se baseia, não acredita que todos esses projetos virem séries. “Décadas de experiência com filmes e televisão me ensinaram que nada é muito certo… mas acho muito improvável que possamos ter quatro (ou cinco) séries novas. Pelo menos não imediatamente. O que temos é a ordem para quatro – agora cinco – roteiros pilotos. Quantos desses vamos filmar e quantas séries podem sugir disso, ainda veremos”. Por sinal, ele prefere chamar as novas atrações de “séries sucessoras” e não spin-offs. E afirma estar por dentro de cada detalhe, já que está envolvido com todos os roteiros. “Sim, eu estou envolvido, e tenho estado há meses. Tive minha primeira reunião com a HBO sobre a possibilidade de uma série sucessora em agosto, quando sugeri duas possíveis séries. (Uma delas está entre os conceitos em desenvolvimento, a outra não). Nos meses seguintes, outros escritores foram trazidos e sugeriram suas ideias. Por fim, a HBO decidiu seguir em frente com quatro desenvolvimentos separados…”, escreveu. “Cada um dos quatro [escritores] me visitou aqui em Santa Fé, alguns mais de uma vez, e passamos dias discutindo ideias, a história de Westeros e do mundo além dele, e detalhes variados encontrados em ‘O Mundo de Gelo e Fogo’ e ‘As Terras de Gelo e Fogo'”, revelou, acrescentando elogios aos roteiristas. “São todos talentos incríveis, e eu estou empolgado de estar trabalhando com eles.” Por fim, o autor esclareceu que nenhum destas “séries sucessoras” são realmente séries sucessoras, na medida em que não continuam os eventos nem trazem personagens de “Game of Thrones”. “Todos os conceitos que discutimos são de prelúdios, ao invés de sequências. Algumas podem não ser situadas em Westeros”, contou. “Estamos falando de novas histórias ambientadas no ‘universo secundário’ (pegando emprestado o termo de Tolkien) de Westeros e do mundo que eu criei para ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’. É sim um mundo, e um bem grande.” Martin não revelou quais personagens ou reinos seriam abordados, e inclusive apontou que duas hipóteses favoritas dos fãs não estão entre os projetos. Segundo o autor, não há projeto envolvendo “O Cavaleiro dos Sete Reinos” (ou “Os Contos de Dunk & Egg”), que ele próprio chegou a sugerir anteriormente como possível spin-off, tampouco sobre a Rebelião de Robert Baratheon. “Dunk & Egg” não chegará à TV porque Martin não quer repetir o que aconteceu com “Game of Thrones” – a série ultrapassar os livros. Por enquanto, foram publicados três contos do Cavaleiro dos Sete Reinos, e “há pelo menos sete ou oito ou dez a mais que eu quero escrever”, ele acrescentou. Já sobre a Rebelião de Robert, que levou à queda da dinastia Targaryen e ao assassinato do Rei Louco, a explicação é simples: “quando eu terminar de escrever ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’, vocês saberão todas as coisas importantes que aconteceram na Rebelião. Não haveria surpresas ou revelações para explorar.” Quando será isso? Com tantos projetos paralelos, não há a menor previsão para o lançamento do sexto livro das “Crônicas de Gelo e Fogo”. Intitulado “Os Ventos do Inverno”, o livro deveria ter sido lançado no ano passado. A conclusão da trama, porém, só acontecerá no sétimo livro, que ele nem começou a escrever. Enquanto isso, a 7ª temporada de “Game of Thrones” estreia na HBO no dia 16 de julho de 2017, e a série se encerra com a 8ª temporada, prevista para o ano que vem.
Quantico é renovada para sua 3ª temporada
A rede ABC renovou a série “Quantico” para sua 3ª temporada. A decisão foi literalmente de última hora, na véspera da apresentação da programação de outono do canal para a imprensa e anunciantes – o chamado upfront. Apesar da queda de audiência, de 4,3 milhões de telespectadores ao vivo na 1ª temporada para apenas 2,7 milhões no arco que se encerra nesta segunda (15/5), pesou na decisão o sucesso internacional da série, que é estrelada por uma atriz indiana, propiciando bons negócios na Ásia. Como a produção é do ABC Studios, o licenciamento representa lucro para o conglomerado. Mas a renovação vem acompanhada de uma mudança no formato e no comando da série. O criador Josh Safran (roteirista de “Gossip Girl”) vai deixar a função de showrunner, permanecendo apenas como consultor. Além disso, ao contrário das duas temporadas iniciais, exibidas no formato tradicional da TV aberta com 22 episódios, o novo arco terá apenas 13 capítulos, como na TV paga. Produzida pelo poderoso Mark Gordon (das séries “Criminal Minds” e “Grey’s Anatomy”), a série explora o estado de pânico reinante nos Estados Unidos em relação a ataques terroristas, especialmente em Nova York, onde a trama se passa. A 1ª temporada acompanhava um grupo de agentes novatos do FBI, que precisa lidar com um atentado terrorista que pode ter sido realizado por um dos integrantes de sua classe. Para apresentar os suspeitos, a narrativa também contou com uma trama paralela de flashback, acompanhando o treinamento dos recrutas na cidade de Quantico, na Virgínia, que dá título à produção. Já a 2ª temporada refletiu uma reviravolta na trama, com a protagonista Alex Parrish (Priyanka Chopra) recomeçando sua carreira como uma recruta da CIA. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago AXN.
Criminal Minds: Beyond Borders é cancelada após duas temporadas
A rede CBS anunciou o cancelamento de “Criminal Minds: Beyond Borders” após duas temporadas. A série tinha uma média de 4,9 milhões de telespectadores, mas pouco impacto na faixa demográfica que interessa aos anunciantes (18 a 49 anos), com 0,84 pontos de audiência. Para se ter noção, as séries da rede CW, com muito menos sintonia, conseguem melhor resultados na demo. Assim, “Criminal Minds”, que foi renovada para sua 13ª temporada em abril, já sobrevive ao cancelamento de dois spin-offs. O anterior, “Criminal Minds: Suspect Behavior”, durou apenas uma temporada em 2011. “Criminal Minds: Beyond Borders” marcava o retorno do ator Gary Sinise à CBS, após estrelar nove temporadas de outro spin-off, “CSI: NY”, entre 2004 e 2013. Criada por Erica Messer (produtora-roteirista de “Criminal Minds”) e Erica Meredith (assistente de produção de “Criminal Minds”), a série acompanhava uma unidade internacional do FBI, encarregada de auxiliar na investigação de crimes envolvendo cidadãos americanos em países estrangeiros. Além de Gary Sinise, o elenco incluía Tyler James Williams (série “Todo Mundo Odeia o Chris”), Alana De La Garza (série “Forever”), Daniel Henney (série “Hawaii Five-0”) e Annie Funke (“O Ano Mais Violento”). O último episódio irá ao ar na quarta (17/5) nos Estados Unidos. No Brasil, a série era exibida no canal pago AXN.
Scream Queens é cancelada após duas temporadas
A Fox anunciou o cancelamento de “Scream Queens” após duas temporadas. Já esperado, o final da série foi confirmado pelo presidente da rede, Gary Newman, durante a apresentação da programação de outono da Fox para a imprensa e anunciantes – evento conhecido como upfront. “É uma série de antologia, e Ryan sentiu que ele contou a história ao longo das duas temporadas, ele sentiu a história estava completa”, disse Newman, referindo-se ao criador da atração, Ryan Murphy. “Não há planos para voltar e contar mais histórias”, completou. Mas Murphy estará de volta à Fox na próxima temporada com uma nova série, seu primeiro drama na TV aberta, “9-1-1”, estrelado por Angela Bassett, com quem trabalhou em “American Horror Story”. Sátira de terror, “Scream Queens” nunca teve uma boa audiência e só se manteve no ar por duas temporadas por conta do prestígio de Murphy. De fato, a série foi o único equívoco da carreira do produtor, que já lançou sucessos como “Estética” (Nip/Tuck), “Glee”, “American Horror Story”, “American Crime Story” e o recente “Feud”. A 1ª temporada, vista por 2,7 milhões de telespectadores, acompanhava a matança de um serial killer num campus universitário, enquanto a 2ª, sintonizada por apenas 1,4 milhão, mostrou as personagens sobreviventes num hospital suspeito. Apesar do tom trash e das piadas fracas, a crítica norte-americana parecia gostar da atração, como mostram os 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes. De forma sintomática, antes mesmo do destino da série ser definido, duas de suas protagonistas já tinham avisado que não voltariam: Keke Palmer entrou na série “Berlin Station”, do canal pago Epix, e Lea Michele gravou o piloto de “The Mayor”, para a rede ABC. O bom elenco de “Screem Queens” ainda incluía Emma Roberts, Jamie Lee Curtis, Abigail Breslin e Billie Lourd.
New Girl é renovada para a 7ª e última temporada
A rede Fox anunciou a renovação da série “New Girl” para sua 7ª temporada, que será a última. A atração veterana tem uma das audiências mais baixas do canal, com apenas 2 milhões de telespectadores ao vivo nos episódios de sua temporada mais recente. Tanto que fãs e produtores estavam resignados com um possível cancelamento. Prevendo o pior, a 6ª temporada se encerrou em abril com um final que poderia servir de fecho para a série. Entretanto, a atração tem um público proporcionalmente grande na demo, registrando 0,93 pontos na faixa demográfica cobiçada pelos anunciantes (18 a 49 anos). Isto representa uma audiência de nicho altamente qualificada, melhor, inclusive, que o público de quase 6 milhões ao vivo de “Code Black”, também renovada nas últimas horas que antecedem os upfronts – apresentações da programação de outono da TV americana. A Fox não confirmou quantos episódios terá a temporada derradeira, mas ela deverá ser mais curta. Na verdade, muito curta, se for levado a sério um tuite do protagonista Jake Johnson. Ele postou que serão apenas oito capítulos, bem menos do que os tradicionais 22. Veja abaixo. Lançada em 2011, “New Girl” inovou ao centrar-se em uma personagem feminina solteira, interpretada pela atriz Zooey Deschanel, que mora com três amigos homens em um apartamento em Los Angeles. A 1ª temporada chegou a atingir 3,2 pontos na demo e 6,52 milhões de telespectadores ao vivo, tornando-se a primeira sitcom de sucesso da Fox, mas a audiência começou a desabar a partir do terceiro ano e nunca se recuperou, mesmo com participações memoráveis de Damon Wayans Jr. e Megan Fox. No Brasil, “New Girl” é exibida pelo canal Fox Life e as três primeiras temporadas também estão disponíveis na plataforma Clarovideo. #NewGirl has been picked up for 8 final episodes! Very excited to be able to finish what we started. Also Happy Mother's Day, ladies. — jake johnson (@MrJakeJohnson) May 14, 2017
Série médica Code Black é renovada para a 3ª temporada
A rede CBS anunciou a renovação da série médica “Code Black” para sua 3ª temporada. É o segundo ano consecutivo que a série tem seu destino decidido na última hora, flertando com o cancelamento. A 2ª temporada perdeu 1,2 milhões de telespectadores na média geral, mas ainda está no limite da linha de corte do canal, que é a mais alta dentre todas as redes americanas. Atualmente, a série é vista por 5,9 milhões de telespectadores ao vivo, subindo para ótimos 9,2 milhões semanais em todas as plataformas. Entretanto, proporcionalmente, o público da demo é muito baixo, marcando apenas 0,97 pontos na faixa demográfica que interessa aos anunciantes (entre 18 e 49 anos). A seu favor contou o fato de a CBS ser coprodutora da série, com direito à metade dos lucros futuros de eventuais vendas de reprises para outros canais. Mas a cereja do bolo foi a iniciativa do outro sócio do negócio, o ABC Studios, que aceitou reduzir sua taxa de licenciamento para produzir os episódios. Criada por Michael Seitzman (criador da série “Intelligence” e roteirista de “Terra Fria”), a série chega a evocar o clássico “Plantão Médico/E.R.”, girando em torno de um pronto socorro lotado, onde os plantonistas, além de tratar dos pacientes, precisam lidar com o caos da saúde pública americana. Baseada no documentário homônimo dirigido por Ryan McGarry, a série se passa no LA County Hospital, que tem o pronto socorro mais movimentado dos EUA. Lá, uma nova turma de estudantes chega com idealismo e encontra um sistema quebrado. O nome “Code Black” é um código hospitalar usado quando o número de pacientes é tão grande que a equipe fica totalmente sobrecarregada, sem condições de tratar a todos, o que compromete o atendimento, podendo levar até à morte dos doentes. A atração sofreu algumas alterações criativas na última temporada, entre elas uma mudança de parte de seu elenco, com destaque para a chegada de um médico militar vivido por Rob Lowe (série “The Grinder”). Segundo os produtores, a série foi concebida para introduzir novos personagens a cada temporada, tal qual ocorre na vida real de um hospital, em que residentes se formam, médicos e enfermeiras mudam de emprego e seguem em frente com suas vidas, dando lugar a outros profissionais. O elenco também inclui Marcia Gay Harden (“Cinquenta Tons de Cinza”), Luiz Guzmán (“Viagem 2: A Ilha Misteriosa”), Boris Kodjoe (série “O Último Cara da Terra/The Last Man on Earth”), Lindsey McKeon (série “Supernatural”), Ben Hollingsworth (série “Cult”), Melanie Chandra (série “The Nine Lives of Chloe King”), Harry Ford (“Mais Forte Que Bombas “), William Allen Young (série “Moesha”), Angela Relucio (série “Six”) e Jillian Murray (“Cabana do Inferno 3”). No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony.
Premiação da TV britânica repete tradição de consagrar produções da BBC
A Academia Britânica de Cinema e TV (BAFTA, na sigla em inglês) premiou os melhores programas e talentos de 2016 na televisão do Reino Unido, em cerimônia realizada em Londres na noite de domingo (14/5). E embora muitos esperassem uma vitória triunfal de “The Crown”, líder em indicações, a Netflix foi barrada da festa pela tradição de premiar atrações da BBC. O grande vencedor do BAFTA TV Awards foi o drama criminal “Happy Valley”, da BBC, que conquistou duas categorias importantes, com os troféus de Melhor Série de Drama e Melhor Atriz (Sarah Lancashire), numa disputa direta com “The Crown”. Apenas outra produção recebeu dois prêmios: “Damilola, Our Loved Boy”, que venceu como Melhor Telefilme e Melhor Atriz Coadjuvante (Wunmi Mosaku). Detalhe: também é uma produção da BBC. Assim como a Melhor Comédia, “People Just Do Nothing”. De fato, a BBC só não levou o troféu de Melhor Minissérie, conquistado por “National Treasure”, do Channel 4. Todas as demais atrações, inclusive a comédia “Fleabag”, exibida pela Amazon no resto do mundo, e a minissérie “Night Manager”, veiculada pelo canal pago AMC nos EUA, são produções ou coproduções da BBC. E adivinhem quem distribuiu na TV britânica o sucesso americano “American Crime Story: The People vs O.J. Simpson”, vencedor do BAFTA TV de Melhor Série Internacional? Sim, a BBC. No modelo de negócios do Reino Unido, o estado não controla apenas a concessão, mas a própria programação da televisão, exercendo um monopólio com três canais diferentes para competir consigo mesmo. Não é à toa que suas produções vençam prêmios de seu próprio mercado. Especialmente quando quem vota são representantes deste mercado – atores, produtores e técnicos que trabalham, em sua esmagadora maioria, na BBC. Eis o “segredo” do sucesso da BBC no BAFTA TV. Confira abaixo a lista dos principais premiados. Vencedores do BAFTA TV Awards 2017 MELHOR SÉRIE – DRAMA “Happy Valley” MELHOR SÉRIE – COMÉDIA “People Just Do Nothing” MELHOR MINISSÉRIE “National Treasure” MELHOR TELEFILME “Damilola, Our Loved Boy” MELHOR ATRIZ – DRAMA Sarah Lancashire (“Happy Valley”) MELHOR ATOR – DRAMA Adeel Akhtar (“Murdered by My Father”) MELHOR ATRIZ – COMÉDIA Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) MELHOR ATOR – COMÉDIA Steve Coogan (“Alan Partridge’s Scissored Isle”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Wunmi Mosaku (“Damilola, Our Loved Boy”) MELHOR ATOR COADJUVANTE Tom Hollander (“The Night Manager”) MELHOR SÉRIE INTERNACIONAL “American Crime Story: The People vs O.J. Simpson” MELHOR NOVELA “Emmerdale” MELHOR PROGRAMA DE COMÉDIA OU VARIEDADES “Charlie Brooker’s 2016 Wipe”
Confira a lista completa das mais de 20 séries canceladas na temporada de cortes da TV americana
As grandes redes americanas se preparam para anunciar suas novas programações televisivas para a temporada de outono e verão, mas o ritual inclui também a revelação de cortes. A tradição de definir renovações e cancelamentos na última hora rendeu uma grande concentração de baixas na semana passada. Foram cortes sangrentos, com mais de 20 vítimas. A lista de séries canceladas inclui atrações veteranas como “2 Broke Girls” e “Last Man Standing”, ambas com seis temporadas, cultuadas como “Sleepy Hollow”, muitas novatas, como “The Blacklist: Redemption” e “Making History”, e até atrações premiadas com o Emmy, como “American Crime”. Alguns títulos já tinham saído do ar e aguardavam apenas a confirmação da guilhotina. Outros surpreenderam por parecer que iam continuar por mais uma temporada. “2 Broke Girls” foi a série que durou mais, com 138 episódios, enquanto “Doubt”, estrelada por Katherine Heigl, representa o outro extremo, saindo do ar com apenas dois episódios exibidos. O detalhe é que ainda não acabou. Séries como “Chicago: Justice”, “Quantico” e “Code Black”, entre outras, ainda não tiveram seu destino definido. Ou seja, há mais uma semana de definições pela frente. Quem perdeu de vista todos os cortes, já que foram muitos, pode checar abaixo a lista das séries que já tiveram seu final decretado. Clique nos títulos de cada uma delas para saber o que levou as redes a interromper suas produções, acessando informações como audiência e bastidores das negociações. Eis as séries que acabaram em 2017 por decisão das redes de TV aberta dos Estados Unidos: “2 Broke Girls” (CBS) – exibida no Brasil pelo canal pago Warner e SBT “American Crime” (ABC) – AXN e Netflix “APB” (Fox) – inédita no Brasil “Conviction” (ABC) – inédita no Brasil “Dr. Ken” (ABC) – inédita no Brasil “Doubt” (CBS) – inédita no Brasil “Emerald City” (NBC) – Fox1 “Frequency” (CW) – Warner “Imaginary Mary” (ABC) – inédita no Brasil “Last Man Standing” (ABC) – Comedy Central “Making History” (Fox) – inédita no Brasil “No Tomorrow” (CW) – inédita no Brasil “Notorious” (ABC) – inédita no Brasil “Pitch” (Fox) – inédita no Brasil “Powerless” (NBC) – Warner “Pure Genius” (CBS) – Universal “Rosewood” (Fox) – Fox Life “Secrets and Lies” (ABC) – Canal Sony e Netflix “Sleepy Hollow” (Fox) – Fox, Band e Netflix “Son of Zorn” (Fox) – FX “The Blacklist: Redemption” (NBC) – AXN “The Catch” (ABC) – Canal Sony e Crackle “The Great Indoors” (CBS) – inédita no Brasil “The Real O’Neals” (ABC) – inédita no Brasil “Time After Time” (ABC) – inédita no Brasil Além destas, as séries “Bones” (Fox), “Grimm” (NBC), “Reign” (CW) e “The Vampire Diaries” (CW) também exibiram seus capítulos finais, mas foram avisadas ou negociaram o encerramento com bastante antecedência, fora da temporada de cortes, e puderam conduzir suas tramas a uma conclusão planejada.
Série Timeless tem cancelamento revertido e é renovada para a 2ª temporada
A série “Timeless” conseguiu uma façanha, mudando a história de forma real. A atração sobre viajantes do tempo teve seu cancelamento anunciado pela rede NBC, mas em poucas horas os fãs se mobilizaram, lançando uma campanha por seu resgate, inconformados pela interrupção sem uma conclusão. A mobilização sensibilizou a NBC e a rede voltou atrás, anunciando a renovação de “Timeless” para a 2ª temporada. Que cliffhanger de final de temporada! Ao comemorar a reversão do cancelamento, Eric Kripke, um dos criadores de “Timeless”, escreveu no Twitter que sua equipe tinha viajado no tempo para mudar a decisão da CBS, numa referência à trama da série. Além das campanhas dos fãs, “Timeless” liderou uma pesquisa do jornal USA Today sobre quais séries canceladas mereciam ter sido renovadas. Desenvolvida por Kripke (criador também de “Supernatural” e “Revolution”) e Shawn Ryan (“The Shield” e “Last Resort”), a atração acompanha um trio de viajantes do tempo que persegue um criminoso por momentos importantes da história americana. Na trama, Goran Visnjic (série “Extant”) rouba uma máquina do tempo secreta de última geração com a intenção de destruir a América alterando o passado. A única esperança reside em uma inesperada equipe: um cientista (Malcolm Barrett, de “Better Off Ted”), um soldado (Matt Lanter, de “90210”) e uma professora de história (Abigail Spencer, de “Rectify”), que devem usar um protótipo da máquina para tentar impedir os planos do vilão. The #TimeTeam went back 3 days, and changed history. @nbc picked us up for 10 episodes. Seriously. Airs next summer. #TimelessRenewed pic.twitter.com/SDkeShlByL — Eric Kripke (@therealKripke) 13 de maio de 2017
Segredos e Mentiras é cancelada após 2ª temporada
A rede ABC anunciou o cancelamento de “Segredos e Mentiras” (Secrets and Lies) após a 2ª temporada. A série viu sua audiência desabar para 3,2 milhões de telespectadores, um tombo insuperável diante de uma temporada inaugural com média de 5,6 milhões. O resultado demonstra que os produtores não souberam continuar a premissa. Desenvolvida por Barbie Kligman (roteirista de “The Vampire Diaries” e “Private Practice”), a série era remake de uma minissérie australiana de mesmo nome. O detalhe é que a original contava toda a sua história, uma investigação de homicídio, em apenas seis episódios, enquanto a versão americana esticou o enredo por 10 capítulos na 1ª temporada. Com a resolução da trama inicial, apenas a personagem de Juliette Lewis retornou no segundo ano. Mas o novo caso, totalmente criado pelos roteiristas americanos, não empolgou como a reciclagem da ideia australiana. O novo caso investigado pela detetive Andrea Cornell (Juliette Lewis) envolvia o assassinato da mulher de um herdeiro milionário. E, como de praxe, o marido era o principal suspeito. A crítica odiou, rendendo rejeição no Rotten Tomatoes – média de 35%. No Brasil, a série foi exibida pelo canal pago Sony com o título traduzido para o português.
Série baseada na franquia Busca Implacável é renovada para a 2ª temporada
A rede NBC anunciou a renovação da série estreante “Taken”, derivada da trilogia de cinema “Busca Implacável”, para a 2ª temporada. “Taken” teve um desempenho razoável, fechando sua temporada inaugural de 10 episódios em 1 de maio com 4,5 milhões de telespectadores. Mas a crítica odiou, com apenas 35% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A principal razão da renovação é seu sucesso internacional. Por se basear numa franquia conhecida, a produção atraiu interesse de muitos mercados, tornando-se lucrativa para o estúdio NBCUniversal, parceiro da EuropaCorp na produção. A encomenda da nova temporada também veio acompanhada de uma aumento no número de episódios. Serão 16 capítulos na 2ª temporada. Além disso, haverá mudanças na condução da trama. A NBC está buscando um novo showrunner para substituir Alex Cary (roteirista de “Homeland”), que desenvolveu a série, visando mudar toda a estrutura da trama, que realmente não agradou. O objetivo é buscar um equilíbrio entre uma narrativa serializada e o padrão procedural, visando um conteúdo híbrido – como é feito em “The Blacklist”, por exemplo. Produzida pelo cineasta francês Luc Besson, um dos criadores da franquia cinematográfica, “Taken” é uma espécie de prólogo dos filmes estrelados por Liam Neeson, mas com muita liberdade criativa. Apesar de acompanhar a juventude do agente Bryan Mills, a trama é ambientada nos dias atuais e não nos anos 1970, como seria o caso se a idade do ator original fosse levada em conta. O elenco traz o norte-irlandês Clive Standen (o Rollo da série “Vikings”) como a versão jovem do personagem de Neeson, e ainda destaca Jeniffer Beals (séries “The L Word” e “Proof”) como Christina Hart, diretora de uma agência de inteligência, que se torna sua mentora. No Brasil, a série é disponibilizada pelo serviço de streaming da Amazon.
Série estreante Great News é renovada para sua 2ª temporada
A rede NBC anunciou a renovação da série de comédia “Great News” para sua 2ª temporada, após a exibição de seis episódios. A atração estreante não é um grande hit, mantendo uma média de 3,5 milhões de telespectadores desde que estreou em abril. Para priorar, seu episódio mais recente, exibido na terça (9/5), foi sintonizado por apenas 2,6 milhões. Mas tem 76% de aprovação da crítica, de acordo como site Rotten Tomatoes. A aposta da NBC é no relacionamento com sua produtora, Tina Fey, que foi responsável por uma das comédias de maior reconhecimento crítico do canal nos últimos anos, “30 Rock” (ou, como querem alguns tradutores da TV aberta, “Um Maluco na TV”). Criada por Tracey Wigfield (roteirista de “30 Rock” e “The Mindy Project”), “Great News” tem uma premissa que sugere um cruzamento entre “Mary Tyler Moore” (1970–1977) e “Um Senhor Estagiário” (2015), e uma temporada inaugural de apenas 10 episódios. A trama gira em torno do ambiente de trabalho tumultuado de uma produtora de telejornal, vivida por Briga Heelan (série “Love”), que além de precisar lidar com o estresse diário do emprego e um âncora intratável (John Michael Higgins, de “A Escolha Perfeita”), vê-se em apuros ainda maiores quando seu chefe (Adam Campbell, da série “Unbreakable Kimmy Schmidt”) decide contratar a mãe dela (interpretada pela veterana comediante Andrea Martin, de “Casamento Grego”) como sua nova estagiária.












