Série clássica de ALF, o Eteimoso vai ganhar reboot
A WBTV, divisão televisiva da Warner, pretende reviver “ALF, o Eteimoso”, série que foi um grande sucesso de TV entre 1986 e 1990. E os criadores da atração, Tom Patchett e Paul Fusco, são os responsáveis pelo projeto, que será um reboot da história original. A série original acompanhava um alien peludo e sarcástico, dublado por Fusco, que, por parecer um bicho fofinho, acaba adotado por uma família suburbana e vai morar em sua garagem. Com 103 episódios produzidos no total, a série surpreendeu os fãs pelos final sombrio, em que o “E.T.” malcriado terminava capturado pelo governo. Felizmente, um telefilme de 1996, intitulado “Projeto ALF”, revelou que o “alien de pelúcia” tinha sido capaz de conquistar até os agentes que queriam exterminá-lo. “ALF” também chegou perto de ganhar um filme nos cinemas. A Sony Pictures planejava repetir com o personagem a combinação de animação e atores reais que tinha rendido o sucesso de “Os Smurfs” em 2011. Mas o fracasso do segundo longa dos “Smurfs” fez o projeto ser arquivado. Apesar de estar fora do ar por quase três décadas, ALF – que não é nome, mas a sigla de Alien Life Form, forma de vida alienígena – continua muito atual no imaginário popular. Nos últimos anos, o personagem-título apareceu (ou foi mencionado) em várias séries de TV (“Os Simpsons”, “Uma Família da Pesada”, “The Big Bang Theory”, “Mr. Robot”), filmes (“Guardiões da Galáxia”, “A Ressaca”) e comerciais (da DirecTV, Radio Shack e do game “XCOM: Enemy Unknown”. Por enquanto, a nova série ainda está em fase de desenvolvimento, sem nem sequer um canal vinculado à sua exibição. De todo modo, o site The Hollywood Reporter sugere que a trama pode ser uma continuação, com ALF de volta à Terra, às voltas com uma nova família.
Musicais dão o tom das estreias da semana nos cinemas
Dois musicais, a sequência de “Mamma Mia! e o nacional “Ana e Vitória” são as estreia mais amplas desta quinta (2/8), com abertura em 448 e 170 cinemas, respectivamente. “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo” volta a trazer hits da banda Abba e coreografias contagiantes, bem como o elenco original, mas acrescenta algumas novidades, em especial Lily James (a “Cinderela”) e a cantora Cher (“Minha Mãe É uma Sereia”). Enquanto o primeiro filme mostrou a personagem de Amanda Seyfried tentando descobrir qual dos ex-namorados da mãe (Meryl Streep) era seu verdadeiro pai, o novo revela como sua mãe lidou com a gravidez adolescente, acompanhando seu envolvimento com os três galãs de seu passado. As cenas passadas nos anos 1970 também acrescentam um visual retrô que combina melhor com as canções, além de permitirem o destaque de Lily James (a versão jovem de Meryl Streep). A maior surpresa, porém, é que o novo “Mamma Mia!” conta com um bom roteiro inédito e direção de Ol Parker (“O Exótico Hotel Marigold”) que superam o musical da Broadway adaptado no filme de dez anos atras. “Ana e Vitória” transforma a parceria musical das artistas de Tocantins Ana Caetano e Vitória Falcão, a dupla Anavitória, numa comédia romântica. Na trama, as duas vivem cantoras que se conhecem em uma festa e decidem se arriscar no mundo da música. Apesar de ser um trabalho de ficção, a obra tem paralelos com a realidade, já que o filme é “uma ideia” de Felipe Simas, o empresário que as “descobriu”, e mostra como um empresário carioca as leva ao estrelato. O longa ainda apresenta Clarissa Müller, “influenciadora digital” que, além de atuar, também canta no longa – considere como uma nova “descoberta”. Com roteiro e direção de Matheus Souza (“Tamo Junto”), produção musical do cantor Tiago Iorc e canções da dupla, o resultado fica entre a picaretagem e o filme adolescente inofensivo, ao mesmo tempo em que resgata um filão sumido do cinema nacional desde a morte de Lael Rodrigues (1951–1989) – e com viés inclusivo LGBTQIA+. Outro destaque nacional, “O Nome da Morte” marca a estreia de Marco Pigossi (novela “A Força do Querer”) no cinema, no papel do maior matador do Brasil. A trama até começa como uma novela romântica, mas muda de tom abruptamente, ao virar thriller criminal com longa contagem de corpos. Baseado na história real de um pistoleiro que matou quase 500 pessoas, o filme mostra como um jovem ingênuo do interior se projeta em seu ofício macabro, apesar de religioso e com a consciência atormentada. Adaptado (do livro do jornalista Klester Cavalcanti) e dirigido por Henrique Goldman (de “Jean Charles”), traz cenas de ação ousadas, incluindo um plano-sequência pouco comum nas produções brasileiras, mas é menos efetivo ao explorar a vida em família do profissional da morte, que se casou e teve um filho que ignoravam os esqueletos literais de seu armário. Bom entretenimento, a história também oferece reflexão sobre inúmeros problemas do Brasil. No circuito limitado, a dica é “A Outra História do Mundo”, filme uruguaio estrelado pelo conhecido César Trancoso (“Faroeste Caboclo”), que recria a época da ditadura em tom de fábula cômica, com rapto de anões de jardim e aulas de História inventada. Imagine o encontro de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001) e “Rebobine, Por Favor” (2008), mas passado numa republiqueta sub-tropical. Escolhido para representar o Uruguai no Oscar passado, a comédia tem direção de Guillermo Casanova (“El Viaje Hacia el Mar”), um dos mais premiados cineastas do país, que entretanto ainda não tinha sido “descoberto” no Brasil. Este é seu primeiro filme lançado nos cinemas brasileiros. Vale também, pelo inusitado, arrepiar-se com o documentário nacional “Hilda Hilst Pede Contato”, que usa gravações da voz da poeta Hilda Hilst para explorar, em clima de terror, sua obsessão em buscar contato com os mortos. A direção de Gabriela Greeb (“A Mochila do Mascate”), auxiliada por belíssima fotografia e edição, conseguem evocar uma atmosfera de dar inveja nos “Invocações do Mal” que chegam de Hollywood. Mas se trata mesmo de um obra artística, que usa a premissa como metáfora para discutir o desaparecimento da carne vs. a permanência da arte. Só não se deve confundir o trabalho, por ser documentário, com um registro sobre a vida da famosa escritora. A falta de didatismo é muito bem-vinda num gênero dominado por fórmulas de reportagem televisiva e narrativas educativas – basta vez a chatice do docudrama “Querido Embaixador”, que integra a programação da semana. Confira abaixo mais detalhes dos lançamentos e outros filmes menos, digamos, recomendados, com sinopses oficiais e trailers, para acompanhar as estreias da semana nos cinemas. Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo | EUA | Musical Sequência do famoso musical de 2008, “Mamma Mia!”. Ao descobrir que está grávida, Sophie (Amanda Seyfried) busca inspiração para a maternidade lembrando do passado da mãe (Meryl Streep), no final dos anos 70, quando ela resolveu se estabelecer na Grécia. Ana e Vitória | Brasil | Musical Ana e Vitória se encontram em uma festa, marcando o início da dupla musical. Logo, as duas precisam aprender a lidar com a fama, ao mesmo tempo que ainda estão tentando descobrir quem elas realmente são. O Nome da Morte | Brasil | Drama Júlio Santana (Marco Pigossi) é um pai dedicado, um homem caridoso, um exemplo para sua família e um orgulho para os seus pais. No entanto, ele esconde outra identidade sob essa fachada: na verdade, ele é um assassino profissional responsável por 492 mortes. Entre a cruz e a espada, entre a lei e o crime, Júlio precisa descobrir uma forma de enfrentar os seus demônios. A Outra História do Mundo | Uruguai | Comédia Os amigos Milo (Roberto Suárez) e Esnal (César Troncoso) resolvem se rebelar contra as regras rígidas instauradas pelo novo coronel de seu vilarejo, sequestrando seu bem mais precioso: uma coleção de anões de jardim. A ação acontece em plena ditadura, o que faz Milo ser capturado pelos militares e Esnal se tornar recluso. Reanimado pelas filhas do amigo, no entanto, ele deixa a solidão de seu quartinho com um plano mirabolante. Hilda Hilst Pede Contato | Brasil | Documentário Documentário sobre a escritora, poeta e dramaturga Hilda Hilst, considerada uma das mais importantes vozes da língua portuguesa do século 20. Com arquivos pessoais inéditos de som e imagem, depoimentos, encontros e intervenções, o filme revela sua memória e presença na Casa do Sol, chácara onde vivia em Campinas, e sua obsessão em buscar contato com os mortos. Café | Bélgica, China, Itália | Drama Baristas dizem que o café tem três sabores: amargo, azedo e perfumado. Em três cantos diferentes do mundo, histórias são conectadas por esse elemento. Na Bélgica, durante um tumulto, a loja de Iraqi Hamed (Hichem Yacoubi) é saqueada. Seu precioso pote de café é roubado e ao descobrir o responsável ele decide fazer justiça com as próprias mãos. Na Itália, Renzo (Dario Aita), apaixonado barista, se envolve no roubo de uma fábrica e as coisas saem do controle. Na China, Ren Fei (Fangsheng Lu), gerente bem-sucedido, é designado para cuidar de fábrica que ameaça poluir um vale em Yunnan, bela região na fronteira com o Laos. De Carona para o Amor | França | Comédia Jocelyn (Franck Dubosc) é um empresário muito bem-sucedido, extremamente egocêntrico e egoísta, sempre disposto a inventar mentiras para tirar vantagem em qualquer situação promissora. Um dia, ele resolve seduzir uma bela mulher fingindo sofrer de uma deficiência. No entanto, fica mais difícil desfazer a farsa quando ele é apresentado à nova cunhada, que é realmente deficiente. Acrimônia | EUA | Suspense Melinda (Taraji P. Henson) sempre foi uma esposa fiel, porém, cansada de ficar ao lado de seu marido preguiçoso, Robert (Lyriq Bent), se divorcia quando ele faz com que ela perca a casa de sua família. Meses depois, Melinda descobre que seu ex-marido ficou rico e está noivo de outra mulher. Sentindo que ele deve a ela todo o tempo e dinheiro que ela investiu quando estavam juntos, ela perde o controle e vai atrás de vingança. Querido Embaixador | Brasil | Docudrama O filme conta a história de Luiz Martins de Souza Dantas (Norival Rizzo), embaixador brasileiro que na 2ª Guerra Mundial desobedeceu às ordens de Getúlio Vargas de proibir vistos para o Brasil a “judeus e outros indesejáveis”. Ele enfrentou Vargas, o governo francês e o nazismo.
2001: Uma Odisseia no Espaço vai ganhar versão IMAX em comemoração a seus 50 anos
Para comemorar os 50 anos de “2001: Uma Odisseia no Espaço”, a Warner vai relançar o clássico de Stanley Kubrick nos cinemas, numa nova versão desenvolvida especialmente para as telas IMAX pelo cineasta Christopher Nolan (“Dunkirk”). O cineasta trabalhou incansavelmente para restaurar a cópia em 70mm da obra original e o resultado foi trazido à público pela primeira vez durante o Festival de Cannes deste ano. As sessões especiais em IMAX vão acontecer, a princípio, apenas em algumas cidades dos Estados Unidos e do Canadá durante uma semana, a partir de 24 de agosto. Não há previsão de lançamento em outros países. Baseado no icônico livro de ficção científica de Arthur C. Clarke, o filme virou uma jornada cósmica, que começa nos primórdios da humanidade e seus ancestrais primatas e chega até a exploração especial, quando uma importante missão para travar o primeiro contato com uma inteligência alienígena é sabotada por um computador com inteligência artificial, HAL 9000. O filme de Kubrick foi indicado a quatro Oscars, mas ganhou apenas o merecido troféu de Efeitos Visuais. A falha da Academia em reconhecer a grandeza da obra-prima (prefiram o musical “Oliver”!) não impediu “2001” de se tornar uma das criações mais influentes da História do Cinema, impactando tramas, visual e tom de inúmeras produções que se seguiram, incluindo “Guerra nas Estrelas” (1977) e “Ela” (2013).
2ª temporada de The Handmaid’s Tale ganha data de estreia no Brasil
O canal pago Paramount marcou a estreia da 2ª temporada de “The Handmaid’s Tale” no Brasil. Os novos episódios da série vencedora do Emmy e do Globo de Ouro 2018 estreiam no dia 2 de setembro, às 21h. Com 13 episódios, o novo ano da série dá continuidade à saga de June e mostra mais de Gilead, o país no qual os Estados Unidos se tornaram após a instauração de um regime fundamentalista que usa a Bíblia como base para retirar todos os direitos das mulheres e executar homossexuais. A trama foi desenvolvida pelo produtor-roteirista Bruce Miller (da série “The 100”), tendo como base o livro homônimo de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”. Os novos episódios ultrapassam a história publicada e passam a explorar mais detalhes do futuro distópico, além de acompanhar a gravidez da protagonista, uma das últimas mulheres férteis, forçada à servidão sexual para cumprir seu papel no repopulamento do país – o papel rendeu o Emmy de Melhor Atriz para Elizabeth Moss (da série “Mad Men”). A 2ª temporada foi disponibilizada nos Estados Unidos no serviço de streaming Hulu entre abril e julho. Apesar dessa distância para a exibição nacional, os cinco meses de espera já são bem menores do que a angústia originada pela espera de sua estreia. A 1ª temporada só chegou no Brasil dez meses após ir ao ar nos Estados Unidos, onde virou sensação quase instantânea e entrou no zeitgeist, inspirando manifestações reais em favor dos direitos das mulheres. Após “aias” de roupa vermelha aparecerem na Marcha das Mulheres na Califórnia e em Washington, recentemente o protesto chegou à Argentina, onde mulheres de robes vermelhos se manifestaram a favor da descriminalização do aborto no país. Em seu segundo ano, a série foi indicada a 20 categorias do Emmy 2018, incluindo, novamente, Melhor Série e Melhor Atriz em Série Dramática.
C.B. Strike: Série de detetive da criadora de Harry Potter finalmente será exibida no Brasil
A série “C.B. Strike”, baseada nos livros policiais de J.K. Rowling (a autora de “Harry Potter”), finalmente vai chegar no Brasil. O canal pago Max, da rede HBO, agendou a estreia da produção para a próxima terça-feira (7/8), às 22h. “C.B. Strike” acompanha o personagem-título Cormoran Strike, vivido por Tom Burke (o Athos da série “The Musketeers”), um veterano de guerra que, após ser ferido em combate, decide se tornar um detetive particular, tendo como QG uma sala minúscula em Londres. Ele usa seu instinto e sua experiência como ex-membro do Departamento de Investigações Especiais do Exército para resolver casos complexos, não esclarecidos pela polícia. Além de Tom Burke, o elenco da produção televisiva também destaca Holliday Grainger (a Lucrécia da série “Os Bórgias”) no papel de Robin Venetia Ellacott, a assistente e secretária de Strike. Rowling já lançou três livros com as histórias do detetive, usando o pseudônimo de Robert Galbraith para diferenciar o tom dessas obras das aventuras juvenis de seu personagem mais famoso, Harry Potter. A BBC adaptou os três livros, cada um como uma minissérie distinta e completa. São eles “O Chamado do Cuco” (The Cuckoo’s Calling), “O Bicho da Seda” (The Silkworm) e “Vocação para o Mal” (Career Of Evil). A primeira minissérie tem três episódios, enquanto as duas últimas contam com apenas dois capítulos cada. O Max vai exibir todos, juntando os sete episódios, que foram escritos por Ben Richards (criador da série “The Tunnel”) e Tom Edge (série “Lovesick”), e dirigidos por Michael Keillor (série “Line of Duty”), Kieron Hawkes (série “Fortitude”) e Charles Sturridge (série “Marcella”). Cada diretor assinou uma minissérie completa. Um quarto livro, “Lethal White”, será lançado em setembro e pode render mais uma minissérie.
Final de The Originals ganha 10 videos com cenas inéditas, último trailer, lembranças e despedidas da série
“The Originals” chega ao fim na noite desta quarta-feira (1/8) nos Estados Unidos e, para marcar o encerramento da série, a rede CW divulgou nada menos que 10 vídeos nos últimos dias. Além de um trailer, uma cena inédita do final e comentários da criadora Julie Plec, os vídeos trazem entrevistas com o elenco sobre a trajetória da série, como suas despedidas da produção após cinco temporadas e mais três anos de “prólogo” em “The Vampire Diaries”. Intitulado “When the Saints Go Marching In”, nome de um clássico gospel do século 19, gravado como jazz por Louis Armstrong nos anos 1930, a serie encerrou suas gravações em dezembro do ano passado, em Nova Orleans, ocasião em que o elenco compartilhou diversas mensagens no Instagram com o slogan dos Mikaelson, os vampiros imortais da trama, jurando que permanecerão “sempre e para sempre” (always and forever) em contato, graças aos laços formados durante a produção. Confira abaixo as despedidas de Joseph Morgan (Klaus Mikaelson), Daniel Gillies (Elijah Mikaelson), Claire Holt (Rebekah Mikaelson), Riley Voelkel (Freya Mikaelson), Nathaniel Buzolic (Kol Mikaelson), Danielle Rose Russell (Hope Mikaelson), Charles Michael Davis (Marcel), Yusuf Gatewood (Vincent), Christina Moses (Keelin) e da criadora da série, Julie Plec. E vale lembrar que, embora “The Originals” esteja chegando ao fim, a saga dos Mikaelson, iniciada em “The Vampire Diaries”, vai continuar com a história da caçula da família, Hope, no spin-off “Legacies”, que estreia na TV americana em menos de três meses, no dia 25 de outubro.
Margot Robbie, Nicole Kidman e Charlize Theron vão viver escândalo sexual que abalou a Fox News no “filme do #MeToo”
As poderosas loiras Margot Robbie (“Eu, Tonya”), Nicole Kidman (“Lion”) e Charlize Theron (“Tully”) abriram espaço em suas agendas lotadas para participarem de um dos filmes que tende a se tornar um dos mais controversos de 2019 nos Estados Unidos. Trata-se de “Fair and Balanced” (Justo e Equilibrado, em tradução literal), filme sobre o escândalo de assédio sexual que derrubou Roger Ailes, ex-chefe da emissora de notícias norte-americana Fox News. A produção do estúdio indie Annapurna Pictures, que deve ganhar o apelido de “filme do #MeToo”, embora os fatos sejam anteriores ao movimento, será baseada na história das mulheres que enfrentaram a cultura tóxica de machismo do canal pago de notícias e denunciaram os abusos de Ailes para o mundo. Quando o escândalo veio à tona, em 2016, com denúncias até das famosas jornalistas Gretchen Carlson e Megyn Kelly, Ailes foi forçado a pedir demissão. E em seguida uma enchente de acusações semelhantes vieram à tona, envolvendo outros profissionais da emissora. O âncora de maior prestígio do canal, Bill O’Reilly, foi demitido logo em seguida. Kidman deve interpretar justamente Gretchen Carlson e Charlize Theron, por sua vez, viverá Megyn Kelly. Já Robbie tem o papel de uma produtora executiva do canal, personagem criada especificamente para o filme, visando resumir uma série de situações reais. Ex-assistente de campanha dos presidentes americanos Richard Nixon, Ronald Reagan e George Bush, Roger Ailes fundou a Fox News em 1996, com o objetivo de oferecer conteúdo de forte tendência conservadora para o ambiente do jornalismo televisivo do país. O executivo morreu em 2017, aos 77 anos, com a carreira e seu canal abalados pelo escândalo. O roteiro de “Fair and Balanced” é de Charles Randolph (“A Grande Aposta”) e a direção está a cargo de Jay Roach (“Trumbo – Lista Negra”). O longa ainda não tem previsão de estreia.
Hillary Clinton vira atriz e produtora de televisão
Hillary Clinton trocou Washington por Hollywood. A ex-Primeira-Dama, Senadora, Secretária de Estado e candidata a Presidente dos Estados Unidos virou atriz e produtora de TV. Ela vai estrear como intérprete no episódio de estreia da 5ª temporada de “Madam Secretary”, série sobre uma Secretária de Estado (vivida por Téa Leoni) que comanda a diplomacia internacional, enfrenta disputas políticas e equilibra uma vida familiar complexa. Pode-se dizer que Hillary é uma verdadeira inspiração para a atração. Mas ela vai aparecer ao lado de outros dois ex-Secretários de Estado da política real, Colin Powell e Madeleine Albright. Os três políticos e Téa Leoni tiraram uma foto juntos (acima) para divulgar o episódio, que irá ao ar em 7 de outubro nos Estados Unidos. Além disso, Hillary também fechou participação como produtora na adaptação de “The Woman’s Hour”, livro de não-ficção de Elaine Weiss que documenta a luta das mulheres americanas pelo direito ao voto. A conquista desse direito básico só aconteceu após décadas de protestos e se tornou constitucional apenas em 1920, com uma emenda que proíbe os estados de impedirem o voto feminino. A política se aliou à Amblin, produtora de Steven Spielberg, para desenvolver o livro numa minissérie ou telefilme, que será oferecido ao mercado como um produto premium. “No coração da democracia estão as urnas, e o livro inesquecível de Elaine Weiss conta a história de líderes femininas que, na face de oposição econômica, racial e política, lutaram e ganharam o direito de votar”, disse Hillary Clinton no comunicado sobre a produção. “Poderia ter dado errado, mas essas mulheres americanas não aceitaram ‘não’ como resposta: o seu triunfo é o nosso legado, que devemos honrar e imitar. Estou animada para trabalhar com Elaine, Steven e todo mundo na Amblin para trazer esse projeto importante para públicos de todos os lugares.” A produção está agora em busca de um roteirista para a adaptação.
Sony divulga a tradução (errada) oficial do novo filme do Homem-Aranha no Brasil
A Sony Pictures anunciou o título oficial do novo filme do Homem-Aranha no Brasil, com a divulgação do primeiro logotipo da produção. A tradução foi revelada mais de um mês após o título original ser “vazado” por Tom Holland. Infelizmente, todo esse tempo não foi gasto para aprimorar e revisar o trabalho de tradução, que saiu meia-boca. Em vez de verter corretamente “Spider-Man: Far From Home” como “Homem-Aranha: Longe do Lar”, até para, como disse o próprio presidente da Marvel Studios, ligar a história diretamente a “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, os funcionários brasileiros optaram por ignorar o ditado “home sweet home” (lar, doce lar) e traduzir home como “house”. Ou melhor, casa. E perder a ligação sugerida. “Nós aprovamos pois o título se conecta com ‘De Volta ao Lar’, não apenas mantendo a palavra ‘Lar’ – que gostamos muito e é melhor que ‘De volta ao Lar 2’ – mas essa noção de ‘lar’. É uma palavra com vários significados e queremos continuar isso com essa versão do Homem-Aranha. Então, ‘Longe do Lar’ tem vários significados”, afirmou Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, em junho passado. Assim, o título nacional será “Homem-Aranha: Longe de Casa”. Mais um equívoco para a coleção dos tradutores nacionais, que seguem traduzindo como querem – e agora também fazendo barbaridades na Netflix. Entretanto, o público já começa a demonstrar impaciência com os (ir)responsáveis que só têm que traduzir duas ou três palavras e ainda assim conseguem errar. No ano passado, uma campanha de fãs fez a Universal rever o título de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, que quase chegou aos cinemas brasileiros como “Jurassic World: O Reino Está Ameaçado”. Mas os mesmos fãs não conseguiram sensibilizar a Disney a corrigir “Star Wars: Os Últimos Jedi”, diante de declarações seguidas do diretor a respeito do título, frisando referir-se a Luke Skywalker, o último jedi – no singular. Um “s” a mais mudou todo o sentido, para se ver a importância da tradução correta, algo que parece ser feito sem muita reflexão no país. Confira abaixo o logo oficial do novo filme do Homem-Aranha no Brasil… com as cores da armadura do “Aranha de Ferro”. O filme chega aos cinemas em julho de 2019.
Festival do Rio 2018 adia sua realização para depois da Mostra de São Paulo
O Festival do Rio deste ano, que aconteceria entre 4 e 14 de outubro, foi adiado em cerca de um mês, e será agora realizado de 1º a 11 de novembro. Os produtores que inscreveram filmes na mostra Première Brasil foram avisados da mudança por meio de um e-mail enviado pela organização do festival. Segundo a mensagem, “a decisão foi tomada pensando na qualidade do evento, sua melhor estruturação e realização”. Por enquanto a direção do festival não forneceu mais detalhes. Mas é interessante observar que as novas datas causam uma inversão no calendário cinéfilo, deixando o Festival do Rio para depois de seu principal rival nacional, a Mostra de São Paulo. Anteriormente, a Mostra de São Paulo divulgou sua realização no período de 18 a 31 de outubro. Os dois eventos costumam disputar a exclusividade de exibição dos principais lançamentos do circuito dos festivais internacionais, bem como exibições de destaques do cinema brasileiro. Como o Festival do Rio exige que os inscritos na competição da seção Première Brasil sejam inéditos, isto pode representar guerra entre organizadores, levando produtores nacionais a optarem por um ou outro festival e não mais por ambos, como o calendário anterior permitia. No ano passado, por exemplo, o filme vencedor do Festival do Rio, “As Boas Maneiras”, entrou na programação da Mostra. O contrário também pode acontecer, levando o Festival do Rio a abrir mão da exigência de exclusividade. A conferir.
Criador de Black-ish abandona ABC por negociação de exclusividade com a Netflix
O roteirista-produtor Kenya Barris, criador das séries “Black-ish” e “Grown-ish” e autor dos roteiros de “Viagem das Garotas” e do novo “Shaft”, vai trocar a TV pelo streaming. Ele anunciou ter encerrado sua parceria com o ABC Studios, seu lar criativo desde 2015, e a imprensa americana afirma que isso acontece no momento em que ele negocia valores para fechar um acordo com a Netflix. Com esse acordo, Barris se juntaria a Shonda Rhimes e Ryan Murphy entre os contratados exclusivos da plataforma de streaming. O negócio, na verdade, está sendo especulado desde abril, quando a relação do produtor com a ABC começou a dar sinais de desgaste. Os problemas de Barris ficaram claros após o canal ABC vetar a exibição de um episódio politicamente temático do “Black-ish”, citando “diferenças criativas”. “Dadas as nossas diferenças criativas, nem ABC nem eu estávamos felizes com a direção do episódio e concordaram em não colocá-lo no ar”, Barris disse na época. Mas o que se comenta é que ele não estava feliz era com a atitude da emissora. Para completar, a rede não vinha apostando em novas criações do roteirista. A ABC recusou “Libby e Malcolm”, série política que seria estrelada por Felicity Huffman e Courtney B. Vance, “Unit Zero”, que mostraria Toni Collette na CIA, além de uma comédia com Alec Baldwin, que foi abandonada após o ator desistir do projeto. Ele só vinha emplacando séries no canal pago juvenil do conclomerado, o Freform. Todo o material dispensado pode, agora, ressurgir na Netflix, bem como novas produções do requisitado roteirista, que na despedida do ABC Studios deixará uma nova série no Freeform, “Besties”. De todo modo, em comunicado oficial, o produtor jogou panos quentes nos rumores sobre seu descontentamento com a ABC. “Sou muito grato a Patrick Moran e o seu time na ABC Studios, que me apoiaram em todas as etapas enquanto eu criava as palavras que seriam ditas pelos personagens de ‘Black-ish’, ‘Grown-ish’ e agora ‘Besties’. Deixar a ABC me deixa um sentimento agridoce, mas entre os projetos que estão no ar e os que estão em desenvolvimento, eu sei que continuarei trabalhando com a ABC por muito anos.” A declaração final de Barris refere-se ao fato de que todas as séries que estão na ABC, continuarão na ABC, mesmo após ele (supostamente) assinar com a Netflix
Castelo real da série Game of Thrones é colocado à venda na Irlanda do Norte
Um castelo real da Irlanda do Norte, usado como cenário da série “Game of Thrones”, foi colocado à venda no mercado imobiliário britânico. Trata-se do Gosford Castle, castelo utilizado para representar a Casa Tully, onde diversos personagens da trama foram mortos. Apenas a área central do castelo está sendo posta à venda, divida em lotes por um valor relativamente modesto: 500 mil libras (cerca de R$ 2,5 milhões), segundo anúncio da Maison Real Estate. Localizado no condado de Armagh, na Irlanda do Norte, o castelo parece medieval, mas foi construído em meados do século 19 por Archibald Acheson, 2º Conde de Gosford. A construção foi inspirada na arquitetura normanda, dos séculos 11 e 12, e assinado pelo arquiteto londrino Thomas Hopper. Os Gosford ocuparam o castelo até o início dos anos 1920. Durante a 2ª Guerra Mundial, a construção foi confiscada, servindo de base para as tropas e os prisioneiros de guerra. O castelo ainda serviu ao Ministério da Agricultura (que estabeleceu no terreno o Parque Florestal de Gosford, listado como a primeira floresta de conservação da Irlanda do Norte, em 1986) e abrigou um hotel. Em 2006, a área foi comprada por um empresário, que restaurou o castelo mantendo suas cores e características originais, como as escadas em espiral e as abóbadas do teto, visando explorar o turismo e locações para produções de época. A área à venda foi convertida em seis apartamentos de luxo, com cerca de 325 m² cada, alguns com jardim na cobertura, que somam um total de 24 quartos.
Primeira foto do novo Exterminador do Futuro vira alvo do machismo nerd e fandom homofóbico nas redes sociais
A Paramount divulgou a primeira foto oficial do novo filme do “Exterminador do Futuro” (Terminator), que está dando o que falar. A imagem (acima) destaca três protagonistas femininas, entre elas Linda Hamilton, que retoma o papel icônico de Sarah Connor, desempenhado por ela nos dois primeiros filmes da franquia – em 1984 e 1991. Além de Hamilton, a imagem traz Mackenzie Davis (“Blade Runner 2049”), que volta a exibir os cabelos curtos de sua personagem na 1ª temporada de “Halt and Catch Fire”, e a colombiana Natalia Reyes (série “2091”), intérprete da protagonista da trama, uma jovem da Cidade do México que se vê envolvida na guerra entre humanos e máquinas. Por sua vez, a misteriosa personagem de Davis seria, segundo rumores, a nova versão do Exterminador. Publicada no Twitter, a foto causou reações negativas e altamente misóginas, dando origem também à hashtag homofóbica #lesbianator, em mais um exemplo de machismo nerd e fandom do mal, que já fez duas atrizes de “Star Wars” abandonarem o Twitter por comentários desse nível de imbecilidade. Um usuário resumiu a rejeição, ao dizer que são lésbicas porque “têm cabelos curtos”, outro reclamou que precisou se “concentrar para perceber a coisa do meio era uma mulher” e um terceiro disse que não era nem isso, mas “Justin Bieber”. Mais um afirmou que “feminismo é o negócio do futuro” e um quinto ainda sugeriu: “Deviam usar o elenco de ‘Ghostbuster’ e assumir que é uma comédia”. Mas houve elogios. E quem desse o troco: “Evolução é inevitável, trolls. Evoluam ou virem fósseis”. O filme marca o regresso do cineasta James Cameron à franquia. Ele retorna como roteirista e produtor, após comandar os dois longa-metragens iniciais, e traz de volta com ele seu amigo Arnold Schwarzenegger, o Exterminador do Futuro original. O elenco principal se completa com Gabriel Luna (o “Motoqueiro” Fantasma da série “Agents of SHIELD”) e Diego Boneta (“Rock of Ages”). Ainda sem título oficial, o novo “Exterminador do Futuro” estreia em novembro de 2019.












