Brie Larson, Michael B. Jordan e Jamie Fox vão estrelar filme sobre famoso caso de racismo judicial
Os atores Brie Larson (“Kong: Ilha da Caveira”), Michael B. Jordan (“Pantera Negra”) e Jamie Foxx (“Em Ritmo de Fuga”) vão estrelar o drama “Just Mercy”, próximo filme do cineasta indie Destin Daniel Cretton. O longa vai adaptar o livro de memórias “Just Mercy: A Story of Justice and Redemption”, que conta a história real de Bryan Stevenson, um jovem advogado que luta por igualdade judicial em um sistema legal racista, e que se envolve num caso famoso do final dos anos 1980. Jordan vai interpretar Stevenson e Foxx dará vida a Walter McMillian, um homem falsamente acusado e condenado por assassinado, que passou seis anos no corredor da morte por um crime que não cometeu. O papel de Brie Larson não foi divulgado. Mas este será o terceiro filme consecutivo do diretor com participação da atriz. Ela despontou para as premiações de cinema em “Temporário 12” (2013), vencendo o troféu de Melhor Atriz do Festival de Locarno e obtendo indicação ao Spirit Awards, dois anos de conquistar o Oscar por “O Quarto de Jack” (2015), e reprisou a parceria com Cretton em “O Castelo de Vidro” no ano passado. A previsão de estreia é para janeiro de 2020.
Dave Grohl se multiplica para tocar sete instrumentos em clipe-documentário
Dave Grohl lançou um mini-documentário na página da banda Foo Fighters no YouTube. Gravado em preto e branco, “Play” traz depoimentos em homenagem à artistas que dedicam sua vida a um instrumento. Mas a maior parte do vídeo é dedicado a mostrar Grohl registrando a música-título em estúdio, na qual ele toca todos os instrumentos. Ele se multiplica em cena, graças a efeitos de edição. São sete instrumentos e a música dura 23 minutos. Vale lembrar que ele gravou todos os instrumento no primeiro disco do Foo Fighters em 1994, quando ainda não existiam outros membros na banda. Quem for muito fã também pode optar por ver o artista tocando cada um dos instrumentos individualmente no site oficial do projeto – aqui. A faixa já está disponível nas plataformas digitais e será lançada em vinil em 23 de setembro.
Ator de Friends entra na série Will & Grace
O ator David Schwimmer, até hoje lembrado como o Ross de “Friends”, vai estrelar um revival na TV americana, mas de outra série clássica. Ele foi escalado para um papel recorrente na 2ª (ou 10ª) temporada do revival de “Will & Grace”. Schwimmer interpretará o novo interesse amoroso de Grace (Debra Messing). A princípio, o ator participará de um arco de cinco episódios, mas os roteiros ainda estão sendo escritos. A participação em “Will & Grace” será o primeiro trabalho de Schwimmer num sitcom desde o fim de “Friends” em 2004. Numa guinada na carreira, o ator optou por fazer mais papéis dramáticos e virar diretor. A 10ª temporada de “Will & Grace” estreia no dia 4 de outubro nos Estados Unidos e a série já se encontra renovada pra seu 11º ano. No Brasil, a sitcom é transmitida pelo canal pago Fox.
Stephen Amell dá boas vindas à Ruby Rose no Arrowverse
Stephen Amell, protagonista da série “Arrow”, foi ao Twitter desejar boas-vindas a Ruby Rose, recém-chegada ao Arrowverse como estrela da nova série da “Batwoman”. “Hey, Ruby Rose – Bem-vinda!! São personagens como a Batwoman que carregarão o nosso universo para o futuro. Te vejo em breve!”, escreveu o ator. E ela, que tinha prometido sair do Twitter para se concentrar no trabalho, voltou especialmente para agradecer. “Bastante obrigado, Stephen. Isto vai ser muito divertido”, ela respondeu. Ruby Rose vai encarnar Kate Kane, a Batwoman, num crossover previsto para ir ao ar no final do ano na CW. Nesta história, a nova heroína irá contracenar com os personagens de “Arrow”, “The Flash” e “Supergirl”. E depois, caso a audiência confirme as expectativas, ganhará sua própria série semanal, com lançamento planejado para 2019. Caroline Dries será a roteirista e showrunner do projeto. Ela tem uma longa história junto à CW, tendo trabalhado como roteirista e produtora em “The Vampire Diaries” e “Smallville”, e compartilha a mesma orientação sexual da heroína e da atriz. Para quem não acompanha quadrinhos, é interessante saber que Batwoman foi a primeira heroína de Gotham City. Kate Kane, a versão feminina de Batman, surgiu 12 anos antes de Batgirl, criada por Edmond Hamilton e Sheldon Moldoff em 1956 como possível interesse romântico do Homem-Morcego, em resposta às alegações sobre a suposta homossexualidade do herói – denunciada pelo controvertido livro “Sedução dos Inocentes”. Isto acabou se tornando irônico, devido ao posterior desenvolvimento da personagem. A fase original acabou em 1964, quando o editor Julius Schwartz resolveu cortar a maioria dos coadjuvantes supérfluos de Batman – havia até um batcão. E Batwoman só foi retornar com força em 2006, numa versão repaginada pelo evento “52”, que rebutou os quadrinhos da editora. Foi nessa volta que ela se assumiu lésbica, tornando-se a mais proeminente heroína LGBTQIA+ da editora. Apesar disso, esta opção sexual não foi facilmente assimilada pela Warner, que demorou a incorporar a personagem em seus projetos da DC Comics. Até a animação que tinha seu nome no título, “Batman: O Mistério da Mulher-Morcego”, optou por retratar a heroína com uma identidade diferente. Mas os tempos evoluem e, há dois anos, a animação “Batman: Sangue Ruim” finalmente debutou a versão atual de Kate Kane, com a voz de Yvonne Strahosky (da série “The Handmaid’s Tale”) e a mesma orientação sexual dos quadrinhos. Agora, Ruby Rose será a primeira atriz a interpretar uma versão “live action” de Batwoman. Mais que isso, será a primeira protagonista lésbica de uma série de super-heróis. O produtor Greg Berlanti, que é gay assumido, tem introduzido diversos personagens LGBTQIA+ nas séries da DC. Vale lembrar que Sarah Lance, a Canário Branco, foi a primeira a ter relacionamento com outras mulheres no Arrowverse. A personagem interpretada por Caity Lotz define-se como bissexual. Já a policial Maggie Sawyer (vivida por Floriana Lima) se estabeleceu como a primeira lésbica em “Supergirl”, ajudando a irmã da heroína a descobrir sua verdadeira sexualidade. Por sinal, Maggie e Kate Kane tem história nos quadrinhos. As duas só não casaram porque a DC vetou, o que levou à demissão dos responsáveis pelo noivado do casal em 2013. Avanços e retrocessos. Thank you so much Stephen. This is going to be so much fun. X https://t.co/LI3TCuAfzm — Ruby Rose (@RubyRose) August 10, 2018
Filha de Elvis Presley grava dueto póstumo com o cantor para disco de gospel
Um dueto póstumo inédito de Elvis Presley com sua filha ganhou um clipe, que mistura imagens do arquivo pessoal da família em Graceland com cenas do famoso especial televisivo de Elvis de 1968 e os registros da gravação de Lisa Marie Presley em estúdio nos dias de hoje, 50 anos depois. Intitulada “Where No One Stands Alone”, a música dá nome a um novo álbum do cantor, dedicado a gravações de estilo gospel, que foi lançado nesta sexta-feira (10/8). Além de participação vocal, Lisa também é creditada como uma das produtoras da bora. “Quando tinha 2 anos, Elvis Presley me disse: ‘Tudo o que eu conhecia era música gospel. Isso se tornou parte da minha vida. É tão natural quando dançar. Um meio de escapar dos meus problemas e meu jeito de me libertar’. Foi a música gospel que alimentou ferozmente sua paixão musical, embora sua síntese única entre o country, o popular e o R&B tenham feito dele um ídolo para milhões de pessoas ao redor do mundo. Familiares e amigos se recordam de ouvir com frequência Elvis cantando música gospel em casa e durante o aquecimento para seus shows”, recordou Lisa, no comunicado do projeto. A filha única de Elvis demorou a se decidir pela carreira de cantora, tendo lançado seu primeiro disco apenas em 2003, aos 35 anos de idade. Ela nasceu em 1968 e é mãe da atriz Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”).
Star Trek 4 fica em risco com ameaça de desistência de Chris Pine
A nave Enterprise está com problemas para voltar a sair da garagem espacial da Paramount. Após muita protelação, o estúdio finalmente decidiu dar sinal verde para a produção de “Star Trek 4”, mas a demora em tomar essa decisão fez com que a tripulação mudasse de ideia sobre embarcar na viagem. Chris Pine, que interpreta o Capitão Kirk, e Chris Hemsworth, que deveria voltar a interpretar seu pai na trama, após participar do reboot da franquia em 2009, não fecharam acordos para as filmagens, segundo apurou o site The Hollywood Reporter. Os dois atores estavam em negociações avançadas, mas fontes da publicação afirmam que as conversas foram concluídas com ambos abandonando a franquia, após ouvirem que teriam que reduzir suas pretensões salariais. Pine e Hemsworth estrelam blockbusters de super-heróis da DC e da Marvel, e não estariam dispostos a ouvir falar em redução ou cortes de pagamentos, após se acostumarem a contratos de estrelas. Mas a Paramount argumenta que “Star Trek” não pode ser comparado a “Mulher-Maravilha” e “Vingadores”, e quer evitar encarecer o orçamento da produção com salários inflacionados. Alega que o último filme da franquia, “Star Trek: Sem Fronteiras”, deu prejuízo, ao fazer apenas US$ 343,4 milhões em todo o mundo, com um orçamento de US$ 190 milhões. Para completar o entrave, a Paramount ainda terá pela frente a negociação com outros membros do elenco – incluindo Zoe Saldana, Zachary Quinto, Karl Urban, Simon Pegg e John Cho. De acordo com o THR, as negociações não afetam os planos da Paramount e suas parceiras na produção, a Skydance e a Bad Robot, que tratam o projeto como prioridade e não pretendem adiar seu cronograma de filmagem. Mas isso não esclarece qual será o próximo passo para “Star Trek 4”. O filme pode trocar o elenco. Ou os atores podem retomar a discussão com novas propostas na mesa. “Star Trek 4” seria o primeiro filme da franquia dirigido por uma mulher, S.J. Clarkson (da série “Jessica Jones”).
Globo é condenada por falta de ética com autora do livro que inspirou a minissérie Chiquinha Gonzaga
A rede Globo foi condenada na Justiça por agir com falta de ética, descaso e quebra de contrato, numa sentença indenizatória que chega tarde e é irrisória em relação ao prejuízo moral e material sofrido pela autora do livro que inspirou a minissérie “Chiquinha Gonzaga”. O processo foi motivado por uma quebra de compromisso datada de 1999, quando a Globo estreou “Chiquinha Gonzaga” sem dar créditos à escritora Dalva Lazaroni de Moraes. Ela tinha cedido gratuitamente os direitos de adaptação de seu livro, “Chiquinha Gonzaga: Sofri e Chorei: Tive Muito Amor”, que inspirou a minissérie, em troca da divulgação de sua obra nos créditos. Imaginava que isso poderia reverter em vendas do livro e torná-la mais conhecida para fechar novos contratos editorais, ao mesmo tempo em que enfrentava um doloroso tratamento contra o câncer de mama. Pois a minissérie foi ar com autoria de Lauro César Muniz, sem mencionar o nome da escritora, nem mesmo o título do livro, o que se transformou em “frustração, mágoa e constrangimento”, como relatou o advogado Sylvio Guerra no processo. Dalva chegou a procurar a emissora, que se retratou e passou a colocar o nome da escritora e de seu livro nos créditos a partir do 20º capítulo (de um total de 38 episódios), cumprindo o acordo pela metade. Entretanto, quando a minissérie foi reprisada pelo Canal Viva em 2010, a história se repetiu. O nome da escritora foi suprimido dos episódios. Mais que isso. Ao investigar quando o corte tinha acontecido, ela descobriu que a Globo tirou seus créditos ao vender a minissérie para fora do país, quando a atração foi exibida no exterior. A escritora decidiu então entrar com uma ação judicial contra a Globo. Mas a lentidão da justiça brasileira, alimentada por uma sequência de recursos impetrados pela emissora, impediu que ela comemorasse sua vitória. Dalva Lazaroni de Moraes faleceu em julho de 2016, dois anos antes da sentença. A Globo se recusou a lhe dar o simples prazer de ver seu nome na obra, mesmo ela não tendo cobrado os direitos da adaptação. No documento judicial, o titular da 31ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Paulo Assad Estevam, reconhece a influência do livro de Dalva na minissérie da Globo e registra que a omissão dos créditos, além de causar “grave prejuízo” à imagem da escritora, a fez sofrer um baque psicológico. Ele condenou a Globo a pagar aos herdeiros R$ 150 mil de indenização por danos morais e a inserir os créditos de Dalva e seu livro em todos os capítulos de “Chiquinha Gonzaga”, sempre que a série for exibida ou comercializada. Segundo o site Notícias da TV, o advogado Sylvio Guerra vai recorrer da decisão. “É uma sentença muito bem fundamentada, mas o valor não condiz com a realidade, até porque o juiz julgou apenas o dano moral, não apreciou o dano material. Não concordo com esse valor de R$ 150 mil. E faltou também o juiz arbitrar uma multa para caso a Globo não cumpra a determinação de exibir os créditos”, diz. Já a Globo afirmou que não comenta casos sub judice. No processo, porém, a rede confirmou que celebrou um contrato com escritora pela cessão de direitos autorais do livro, e admitiu que, “por um equívoco” não inseriu os créditos nos primeiros 20 episódios da minissérie.
Criadora de Insatiable diz que campanha “politicamente correta” contra a série é censura
A série “Insatiable” chegou nesta sexta (10/8) na Netflix envolta em polêmicas, após ser acusada de gordofobia e body shaming (humilhação corporal). Apenas a divulgação de seu trailer foi suficiente para inspirar uma petição online, que já atingiu mais de 230 mil assinaturas, pedindo para a plataforma cancelar a produção. A trama acompanha a vingança de uma ex-gordinha, vivida por Debby Ryan (estrela da série “Jessie”, do Disney Channel). Vítima de bullying no colegial, ela decide mudar de dieta, fica glamourosa e vai à forra, num acerto de contas virulento. Cheia de momentos ultrajantes, acabou desagradando quem não viu e não gostou. E a impressão negativa contagiou a crítica. No dia de sua estreia, a série contava com meros 13% de aprovação no Rotten Tomatoes. Agora, a criadora da atração, Lauren Gussis (roteirista de “Dexter”), resolveu contra-atacar, defendendo “Insatiable” por seu potencial de gerar incômodo e comparando a campanha contra a série à censura. “Eu queria cutucar esses assuntos através da comédia. Mas cada um dessas assuntos que os personagens lidam – de distúrbios alimentares ao transtorno dismórfico corporal, sexualidade, a necessidade de validação, o desejo de ser perfeito, doença mental – eu enfrentei cada uma dessas coisas”, revelou Gussis, em entrevista ao site The Hollywood Reporter. “Acho que estamos diante de um perigo real de censura se decidirmos que só podemos contar histórias de uma certa maneira para que todos se sintam seguros. Por experiência própria, o crescimento vem de desconforto e dor. Se ouvir essas coisas é desconfortável, eu entendo. São temas sensíveis. A ferida é profunda, mas não acho que a solução é me silenciar ou silenciar outras pessoas. Eu acho que a solução é falar, para que possamos discutir a respeito. É representar a realidade, ao invés de outra versão idealizada da verdade que não seja realista, o que nos mantém ainda mais distantes de ter uma conversa honesta e chegar a uma compreensão mais profunda de nós mesmos”, defende a criadora. Em outras palavras, ignorar o problema não faz o problema sumir. A repórter ainda questionou: “Mas como ajuda mostrar pessoas maltratando outras porque são gordas? A mensagem não deveria ser o contrário, que não se deve tratar mal as pessoas?” “Eu acho que essa é a mensagem da série, sim”, diz Gussis. “Quer dizer, veja o que acontece quando você trata alguém tão mal. Ela se transforma em uma pessoa realmente violenta, com raiva, e cada ação tem uma reação igual e oposta”. E então ela aponta o problema da pergunta, que está na raiz do ataque politicamente correto à produção. “Eu também acho que, na arte, ‘deveria’ é uma palavra muito, muito perigosa. Eu acho que se tentarmos dizer às pessoas como elas devem contar suas histórias, se tentarmos silenciá-las, então estamos fazendo o oposto do que a arte precisa fazer, que é estimular discussões. E eu acho que estamos, como sociedade, chegando muito perto desse perigo de censura. Eu acho que se dissermos às pessoas, e aos artistas especificamente, que você só pode contar uma história de uma certa maneira e você só tem permissão para contar uma história de uma forma que me faça sentir confortável, nós abrimos mão da capacidade de discutir e crescer com essas discussões”, concluiu.
Ronnie Taylor (1924 – 2018)
Morreu Ronnie Taylor, veterano diretor de fotografia britânico que venceu o Oscar por “Gandhi” (1982). Ele tinha 93 anos e faleceu em sua casa na ilha de Ibiza, na Espanha, na sexta passada (3/8), após sofrer um AVC. O anúncio do falecimento só foi feito hoje pela Sociedade Britânica de Diretores de Fotografia. Taylor começou sua carreira como operador de câmera, trabalhando em clássicos como “Os Inocentes” (1961), “Barry Lyndon” (1975) e até no primeiro “Guerra nas Estrelas” (1977). E foi assim também que iniciou seu relacionamento profissional com o cineasta Richard Attenborough. Ator famoso do cinema britânico (até hoje lembrado como o Professor Hammond de “Jurassic Park”), Attenborough virou diretor com “Oh! Que Bela Guerra!” (1969) e “As Garras do Leão” (1972), e quando se viu em apuros devido a uma emergência na produção de “Gandhi”, lembrou-se do cameraman desses filmes e chamou Ronnie Taylor para fazer História. Ainda novato na função, o currículo de Ronnie Taylor como diretor de fotografia tinha apenas quatro filmes – entre eles o musical “Tommy” (1977) – , quando se viu convocado por Attenborough para salvar as filmagens de “Gandhi”. É que o cinematógrafo original, Billy Williams (de “Num Lago Dourado”), tinha sofrido uma fratura na coluna e precisou se afastar das filmagens. A superprodução caríssima correu risco de interrupção. Mas Attenborough encontrou um aliado precioso em Taylor, que aceitou o desafio e já na sua primeira cena imprimiu o tom grandioso que transformou a cinebiografia num épico. Seu primeiro dia de trabalho foi justamente a recriação do funeral de Gandhi, que usou mais de 300 mil figurantes, um recorde de atores até hoje inigualado, de acordo com o Livro Guinness dos Recordes. Billy Williams acabou voltando posteriormente para a produção, mas Attenborough considerou que ambos tiveram contribuições importantes para as filmagens e decidiu que eles compartilhariam os créditos da direção fotográfica. Acabaram compartilhando também o Oscar de Melhor Fotografia. “Gandhi” também venceu os Oscars de Melhor Filme, Diretor, Ator (Ben Kingsley), Roteiro, Direção de Arte, Figurino e Edição. Depois de vencer o Oscar, Taylor voltou a trabalhar com Attenborough em “Chorus Line: Em Busca da Fama” (1985) e “Um Grito de Liberdade” (1987). Também firmou nova parceria, ao filmar “Terror na Ópera” (1987), “Um Vulto na Escuridão” (1998) e “Insônia” (2001) para o mestre do terror italiano Dario Argento. Outros trabalhos notáveis de sua filmografia ainda incluem “O Cão dos Baskervilles” (1983), aventura de Sherlock Holmes, “Vítimas de uma Paixão” (1989), com Al Pacino, e o drama “O Ladrão do Arco-Íris” (1990), de Alejandro Jodorowsky.
Notícia de que Idris Elba deve virar o próximo 007 é mentira plantada por tabloide britânico
A notícia de que Idris Elba (“A Torre Negra”) está cotado para virar o próximo ator a interpretar James Bond é mentirosa. Foi inventada pelo tabloide Daily Star e replicada à exaustão até pela grande imprensa, ampliando o alcance da mentira inglesa para o mundo inteiro. No Brasil, ela foi divulgada por portais como UOL e R7, jornais como O Globo, Estadão e O Tempo, e sites especializados como Omelete, AdoroCinema e CineClick. A mentira original foi escrita de forma a soar convincente. E conseguiu demonstrar como a mídia é vulnerável às fake news, ao propagar sem checar um texto com declarações inventadas sobre uma conversa que nunca aconteceu, testemunhada por uma fonte que nunca existiu. O texto original citava uma fonte que teria ouvido uma conversa de um terceiro sobre o que um quarto achava de Idris Elba como James Bond. Uma construção no mínimo pouco ortodoxa. A suposta notícia trazia uma declaração do diretor americano Anthony Fuqua (“O Protetor”), dita durante um jantar, sobre uma conversa com Barbara Broccoli, produtora da franquia 007, em que ela afirmava que “era hora” do famoso espião ser interpretado por um ator negro. Ele acrescentou: “Idris poderia fazer isso se estiver em forma. Você precisa de um cara com forte presença física. Idris tem isso.” O blog Heat Vision do site da revista The Hollywood Reporter desconfiou e foi checar. E Anthony Fuqua nunca disse isso. “Ele nunca teve uma conversa com Barbara sobre a franquia ou sobre qualquer elenco. É tudo inventado”, disse o representante do ator à publicação. Não é a primeira vez que o nome de Idris Elba é citado como substituto provável de Daniel Craig no papel do agente secreto 007. Os rumores existem há pelo menos cinco anos. Assim como boatos sobre Tom Hiddleston (“Thor”) e Aidan Turner (série “Poldark”) assumirem o papel. Pipoca Moderna não deu esta notícia, como várias outras desmentidas nos últimas dias por serem “rumores” inventados para aumentar a visibilidade de veículos mal-intencionados. Como evitamos a armadilha? A principal regra nesses casos é verificar a fonte. E o Daily Star é o menos confiável dos nada confiáveis tabloides britânicos. O tabloide já sofreu vários processos e pagou milhões em indenizações por inventar escândalos falsos em suas páginas. E isto desde os anos 1980! Por conta disso, absolutamente nada que seja exclusivo do Daily Star – ou da revista da mesma editora, OK! Magazine – é publicado pela Pipoca Moderna. Uma lista negra de publicações e jornalistas é o básico para quem quiser priorizar credibilidade sobre visualizações alimentadas por notícias falsas. Pelo bom funcionamento da imprensa (mesmo a imprensa digital), é preciso dar um basta na manipulação feita pelas fake news.
Demi Lovato deixa clínica de reabilitação para se consultar com psiquiatra especializado
A cantora e atriz Demi Lovato já deixou sua clínica de reabilitação. Mas deve voltar. De acordo com o site TMZ, a cantora deixou a clínica em que se encontrava num jatinho particular, por volta das 2 horas da madrugada desta sexta (10/8), e foi para Chicago, numa viagem planejada pelos médicos para que ela continuar seu tratamento com um especialista. Fontes da publicação informaram que a estrela foi se consultar com um psiquiatra especializado em saúde mental, sobriedade e bem-estar geral. O TMZ informou ainda que Demi ficará em Chicago por vários dias para continuar o tratamento, e então voltará para a clínica de reabilitação – o site não informou sua localização – onde se internou o último sábado (4/8). A cantora foi internada por uma suposta overdose de heroína no dia 23 de julho, após ser encontrada quase morta por uma assistente. No domingo (5/8), ela postou um comunicado em seu perfil no Instagram manifestando-se sobre o assunto pela primeira vez. “Eu sempre fui transparente em relação a minha jornada contra o vício. O que aprendi é que essa doença não é algo que desaparece ou enfraquece com o tempo. É algo que eu devo continuar a superar e ainda não o fiz”, escreveu. Não foi revelado quanto tempo ela vai passar em reabilitação, mas a turnê que faria em novembro pela América do Sul foi cancelada. No Brasil, os shows aconteceriam em São Paulo (19/11), Rio de Janeiro (21/11), Recife (24/11) e Fortaleza (27/11).
Brad Pitt desmente acusação de não pagar pensão e diz já ter gasto US$ 9 milhões com Angelina Jolie e os filhos
Brad Pitt desmentiu os novos advogados de Angelina Jolie, ao afirmar que está pagando corretamente a pensão dos filhos. Na terça-feira, veio a público um documento entregue pela atriz à Corte Superior de Los Angeles alegando que o ex-marido não pagava um valor “significativo” de pensão aos filhos. Os advogados de Pitt, no entanto, afirmaram que o ator desembolsou cerca de US$ 9 milhões nos últimos dois anos para ex-esposa e os filhos — US$ 8 milhões para a compra da casa onde Angelina vive com as crianças e aproximadamente US$ 1,3 milhão em pensão. Em documento obtido pelo site americano TMZ, os representantes do ator acusam Angelina e seus advogados de tentar manipular a cobertura da imprensa sobre o caso a favor dela. Ainda segundo a defesa de Pitt, o documento entregue por Angelina foi preenchido apenas com o intuito de fomentar conflito entre as partes. Entretanto, o TMZ elabora que o problema é dinheiro. O casal deve repartir entre si todos os valores acumulados durante seu casamento. O problema é que o casamento só aconteceu em 2014, uma década depois do relacionamento ter começado. E Brad Pitt fez muito mais dinheiro que Angelina no período em que estavam juntos, mas não casados. Angelina Jolie e Brad Pitt começaram a namorar em 2005 e se casaram oficialmente em 2014. Os dois se separaram em 2016 e até agora seguem brigando pela guarda dos filhos na justiça. Ao dar entrada no divórcio, Angelina exigiu guarda exclusiva, mas Brad protestou com um pedido de guarda compartilhada pelos dois pais. O ex-casal tem seis filhos, três deles biológicos – Shiloh e os gêmeos Knox e Vivienne – e três adotados – o cambojano Maddox, o vietnamita Pax e a etíope Zahara.
Diretor do novo filme de Jessica Chastain se demite sob pressão dos fãs da atriz
O cineasta australiano Matthew Newton (“From Nowhere”) anunciou que não está mais trabalhando no filme “Eve”, a ser estrelado por Jessica Chastain (“Mama”). O diretor, que também escreveu o roteiro da produção, demitiu-se após pressão dos fãs da atriz nas redes sociais, que verberaram as várias acusações de abuso e violência doméstica que pesam contra ele. Newton se declarou culpado de ter agredido a namorada Brooke Satchwell em 2007. Na época, um psiquiatra testemunhou que o cineasta sofria de depressão e dificilmente voltaria a ser violento, o que ajudou a mantê-lo em liberdade. Desde então, porém, Newton foi acusado de assédio sexual e abuso por várias mulheres, incluindo outra namorada, Rachael Taylor. Em comunicado à imprensa, Newton reconheceu o “poder e importância” dos protestos contra ele. “Eu nunca poderei desfazer o mal que fiz para as pessoas que amei, e carrego essa vergonha comigo todos os dias”, escreveu. “Nos últimos oito anos, eu tenho trabalhado extensivamente com profissionais de saúde mental para me ajudar a superar o vício, a depressão e outros problemas”, continuou. “Nos últimos seis anos, tenho vivido uma vida quieta e sóbria. Tudo o que posso fazer agora é tentar compensar e, espero, contribuir para a mudança positiva que ocorre em nossa indústria.” Chastain foi anunciada como a estrela de “Eve”, descrito como um drama de ação, na semana passada. Ela também entrou como produtora do filme e, na ocasião, assinou um comunicado com sua parceira na Freckle Films, Kelly Carmichael, dizendo: “Matthew é maravilhosamente hábil em criar personagens complexos e relacionáveis. Somos fãs do trabalho dele e estamos muito felizes de ter uma parceria com ele em ‘Eve'”. O projeto pegou muito mal por Chastain ser uma das porta-vozes da iniciativa Time’s Up, que apoia vítimas de abuso sexual. Diversas pessoas também questionaram a conivência da atriz. O estúdio Voltage, que financiaria e distribuiria “Eve”, não se manifestou. A sinopse do filme não chegou a ser divulgada.












