Stranger Things revela títulos dos novos episódios em teaser da 3ª temporada
A Netflix divulgou o vídeo que foi exibido no painel de “Stranger Things” na CCXP (Comic Con Experience) 2018, que contou com presença de três representantes de seu elenco mirim, os atores Noah Schnapp (Will), Caleb McLaughlin (Lucas) e Sadie Sink (Max), saudados pelo público brasileiro com histeria beatlemaníaca. O vídeo revela os títulos dos episódios da nova temporada, que terá apenas oito episódios. Os nomes dos capítulos do terceiro ano da série são: “Está Me Ouvindo, Suzie?”, “O Caso dos Ratos”, “O Salva-vidas Desaparecido”, “A Prova da Sauna”, “A Fonte”, “O Aniversário”, “A Mordida” e “A Batalha de Starcourt”. Já durante o painel, os atores compartilharem histórias de bastidores da produção, revelando como foi aceitar mais um integrante em seu grupinho, afinal Sadie só entrou na 2ª temporada. E aparentemente sua chegada foi encarada com o mesmo ceticismo com que Mike (Finn Wolfhard) encarou Max no começo, antes de se render à garota. Noah e Caleb admitiram que, no início, ficaram um pouco ressabiados. “No começo, fiquei meio cético, como o Lucas, mas depois conheci Sadie e falei: ‘Isso vai ser facinho'”, contei Caleb. “Fiquei infeliz no começo, mas depois conheci Sadie e a adorei”, completou Noah, que logo foi cortado por Sadie: “Eu achei que você não gostava de mim”. Pelo jeito, o sentimento foi recíproco, porque Noah também achava que Sadie não gostava dele. Mas todos são bons amigos hoje, como na série. Na 3ª temporada, a maior novidade fará parte do elenco adolescente, com a estreia na série de Maya Hawke, filha dos astros hollywoodianos Uma Thurman e Ethan Hawke, que interpretará Robin, uma colega de trabalho (interesse romântico?) de Steve ( Joe Keery) no primeiro shopping center da cidade. Veja abaixo o vídeo com os títulos traduzidos e também o vídeo em inglês, com os títulos originais.
Paulo Gustavo anuncia que Minha Mãe é Uma Peça vai virar série da Globoplay
O comediante Paulo Gustavo anunciou que “Minha Mãe é Uma Peça” vai virar série no Globoplay. A revelação foi feita pelo Instagram neste domingo (9/11), no perfil do próprio ator e também via conta da Globoplay, com direito à vídeo. Ele gravou o vídeo e compartilhou a novidade diretamente do estande da plataforma na CCXP (Comic Con Experience) 2018, em São Paulo. A Dona Hermínia, personagem vivida por Paulo Gustavo, surgiu como uma peça de teatro, conforme revela o título. Depois virou livro e filmes, chamado “Minha Mãe é Uma Peça – O Filme” e “Minha Mãe é uma Peça 2: O Filme”. Ambos foram recordistas de bilheterias. A série ainda não tem título oficial. Mas se “Minha Mãe é Uma Peça – O Filme” servir de dica, a gente é capaz de prever o nome da produção para o streaming. A previsão de lançamento é apenas para 2020, possivelmente porque vem aí… “Minha Mãe é Uma Peça 3 – O Filme”. Visualizar esta foto no Instagram. @joaoferrazdemesquita amei nosso encontro! Parabéns pelo stand e pela programação @globoplay ! 2020 teremos o seriado da DONA HERMINIA! Minha mãe é uma peça! Que ansiedade! Isso vai ser incrível ! Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em 9 de Dez, 2018 às 10:50 PST Visualizar esta foto no Instagram. Spoiler do @paulogustavo31 para 2020: série #MinhaMãeÉumaPeça, exclusivo Globoplay. #ccxp2018 Uma publicação compartilhada por Globoplay (@globoplay) em 9 de Dez, 2018 às 9:05 PST
Roteirista do remake de Cavaleiros do Zodíaco defende mudança de sexo de Andromeda
Após o trailer do remake dos “Cavaleiros do Zodíaco” revelar o novo visual dos personagens, muitos fãs do desenho original resolveram protestar nas redes sociais. Tudo porque um dos personagens, Andromeda, virou mulher. Por conta disso, o roteirista Eugene Son (“Os Vingadores Unidos”), um dos criadores da nova versão de “Cavaleiros do Zodíaco”, resolveu se pronunciar. O roteirista assumiu, na rede social, que a ideia foi sua. Em uma longa explicação, ele relatou que os roteiristas queriam “mudar muito pouco” da série original ao produzir o remake, por conta dos “fortes conceitos centrais” que renderam sucesso mundial aos “Cavaleiros do Zodíaco”. Mas seria impossível ignorar as mudanças sentidas no mundo nos últimos 30 anos. “A maioria da série funciona bem hoje em dia, mesmo depois de 30 anos. A única coisa que me incomodava era que os Cavaleiros de Bronze eram todos caras”, relatou. “30 anos atrás, um grupo de caras combatendo para salvar o mundo, sem nenhuma garota por perto, não era raro. Era o padrão. Mas, hoje em dia, o mundo é diferente. Caras e garotas lutando lado a lado é o padrão. Estamos acostumados a ver isso”, acrescentou. Son explicou que a equipe chegou a contemplar a possibilidade de transformar personagens femininas fortes da narrativa, como Marin e Shaina, em Cavaleiros de Bronze. Outra opção seria criar uma nova personagem, que se juntaria ao time, mas Son achou que isso seria visto como “um gesto óbvio”, e que a personagem pareceria deslocada por ser a única que não estava no material original. Quando a possibilidade surgiu de transformar Andromeda em uma personagem feminina, as discussões começaram a progredir. “Os conceitos básicos da personagem são os mesmos: Ela usa as suas correntes para se proteger e proteger os seus amigos, algo que aprendeu com seu irmão superprotetor, que também a ensinou a lutar”, garantiu. Son continuou dizendo que sabia que sua decisão seria controversa. Ele não vê, no entanto, a mudança como uma traição do personagem original. “O Andromeda que vocês conhecem continua sendo incrível. Esta é só uma nova interpretação, um novo olhar”, comentou. O roteirista concluiu usando o exemplo de “Battlestar Galactica”, que mudou o gênero de uma personagem importante, Starbuck, em seu remake. “Quando eles fizeram isso, achei estranho. Mas assisti à série, e amei. Uma personagem incrível, muito bem interpretada”, disse. De fato, Katee Sackhoff superou as críticas iniciais à mudança de gênero para roubar Starbuck de seu intérprete original, Dirk Benedict, transformando sua versão num verdadeiro ícone da sci-fi. Son convidou os fãs a assistirem à nova versão de “Cavaleiros do Zodíaco” antes de julgarem sua decisão. E para aqueles que não quiserem nem ver por causa da mudança de gênero – que se f… – , ele “entende”. A série estreia na Netflix em 2019, em data a ser definida. Veja abaixo alguns dos tuítes originais do roteirista explicando o que o motivou a mudar o gênero de Andrômeda. "What a good day. Lemme sit down at my computer and check my Twitter mentions…" Uh-oh. I know the Saint Seiya fans have questions. Let's start with a minor question first and then get to the big one- — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 The big question: "Why change Andromeda?" This one is all on me. When we started developing this new updated series, we wanted to change very little. The core concepts of Saint Seiya that make it beloved are so strong. Most of it holds up well even thirty years later- — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 But thirty years ago, a group of guys battling to save the world with no girls around was no big deal. That was the default then. — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 And maybe 30 years ago seeing women punching and kicking each other wasn't a thing. But today? Not the same. pic.twitter.com/RA46bJDeg8 — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 There are plenty of female characters in the anime and manga. Marin and Shaina are both incredible. But they're both powerful already – no one wants to see them turned into Bronze Knights- — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 Maybe…? But I didn't want to create a new female character that would stick out and be obvious – especially if she was not created naturally and has no character/personality except "to be the girl." — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 The core concepts of Andromeda wouldn’t change. She uses her chains to defend herself and her friends – which she learned from her protective brother who taught her how to fight. — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 But I knew this would be controversial. I don't see it as changing the character. The original Andromeda Shun is still a great character. But this is a new interpretation. A different take. — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 I know some (many?) of you already hate it. Even in Toei, Andromeda was their favorite character and this feels like a slap in the face. So if you hate it (and me) and say "This new series is NOT for me" – no problem. I understand. I appreciate your passion for Seiya. — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 But this is what I am going for- pic.twitter.com/BkaOvsYA0v — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 Hopefully you'll check out the series when it comes to Netflix in 2019. But again, if you aren't interested and it's just a big NOPE, then I totally understand. — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018
Ator de Pokémon: Detetive Pikachu descobre o que quer dizer “pika” em português
O ator Justice Smith (da série “The Get Down”) participou neste domingo (9/12) do painel da Warner na CCXP (Comic Con Experience) 2018 para divulgar o filme “Pokémon: Detetive Pikachu”, no qual ele interpreta o amigo humano de Pikachu (dublado por Ryan Reynolds). E a única novidade que ele contou foi que aprendeu algumas palavras em português para falar no evento. Uma delas, por sinal, acabou sendo uma surpresa pra ele. “É, eu fiquei sabendo que ‘pika’ é uma palavra bem feia em português”, revelou o ator aos risos. No filme, apenas o personagem de Justice Smith – e outros pokémons – entendem o que o Pikachu diz. O resto da população reage como os fãs da série animada “Pokémon”, ouvindo apenas pika-pika-pika – o que realmente soa como uma palavrão, quando se lembra que o bichinho tem a mesma voz de Deadpool! Outro detalhe bizarro é o chapeuzinho de Sherlock Holmes que o Pikachu usa no filme. Este elemento visual veio junto com a premissa e o título, quando a produtora Legendary fechou o contrato para adaptar não a franquia, mas um game específico da Nintendo, que se chama, em inglês, “Great Detective Pikachu”. No jogo em que o filme se baseia, um garoto americano chamado Tim Goodman descobre que consegue entender o que Pikachu fala e os dois passam a trabalhar juntos para resolver mistérios. Já no filme, o Detetive Pikachu se apresenta como maior esperança de Tim (Smith) para encontrar seu pai, um policial lendário, que está desaparecido. Mas mesmo respeitando a premissa do game, a produção aproveita para preencher o vídeo de pokémons, inclusive com easter eggs da série animada japonesa, e situar a trama no mesmo mundo da franquia. O roteiro da adaptação foi escrito por Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”) e Alex Hirsch (criador da série animada “Gravity Falls”) e a direção está a cargo de Rob Letterman (“Goosebumps – Monstros e Arrepios”). A estreia está marcada para 9 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Estreia de Aquaman bate recorde de bilheteria da Warner na China
“Aquaman” virou um tsunami na China, batendo o recorde de arrecadação de estreia do estúdio Warner Bros. no país. Primeiro mercado a receber o filme, o lançamento antecipado chinês rendeu US$ 93,6M (milhões) aos cofres do estúdio. E “só” isso já bastou para “Aquaman” virar a maior bilheteria mundial deste fim de semana. A marca do filme superou as estreias dos três títulos anteriores da DC Comics na China em muitos milhões de dólares. A diferença é brutal: 92% superior à abertura “Liga da Justiça”, 78% acima de “Batman vs. Superman” e, de forma ainda mais impressionante, deixou para trás, em somente três dias, toda a bilheteria somada de “Mulher-Maravilha” no mercado chinês. Primeiro filme solo do super-herói marinho da DC Comics, o filme dirigido por James Wan e estrelado por Jason Momoa será lançado em mais de 40 países nos próximos dias, como Reino Unido, México, Rússia e, claro, Brasil. A estreia nacional está marcada para quinta-feira (13/12), após a première neste fim de semana na CCXP (Comic Con Experience0 2018. Já o lançamento na América do Norte só vai acontecer oito dias depois da abertura brasileira, em 21 de dezembro, no fim de semana que antecede o Natal – e que tradicionalmente tem pouco movimento nos cinemas. E terá uma concorrência de peso. “Aquaman” vai estrear uma semana após o elogiadíssimo desenho “Homem-Aranha no Aranhaverso” e bater de frente com “O Retorno de Mary Poppins” e “Bumblebee”. Será uma verdadeira battle royale de blockbusters para determinar quem subirá ao trono. Mas, graças ao empurrão chinês, “Aquaman” já está com a mão na coroa.
Bohemian Rhapsody bate recordes como maior cinebiografia musical de todos os tempos
“Bohemian Rhapsody” já pode trocar seu título pelo de outra música da banda Queen. Após pouco mais de um mês em cartaz, a cinebiografia entrou no tom de “We Are the Champions”, após fazer mais US$ 100M entre o fim de semana passado e o atual, atingindo quase US$ 600M (milhões) em todo o mundo. É recorde disparado para o gênero das cinebiografias musicais, que devem se multiplicar após esse resultado. O filme sobre a banda Queen também superou a cinebiografia da banda NWA, “Straight Outta Compton”, no mercado norte-americano. Antigo recordista das cinebios musicais, o filme dos rappers californianos rendeu US$ 161,1M nas bilheterias domésticas em 2015. Já a história de Freddie Mercury atingiu US$ 173,5M nos Estados Unidos e Canadá, e ainda está no TOP 10 dos filmes mais vistos do momento. Este desempenho supera todas as expectativas do estúdio Fox e contraria temores em relação ao resultado, após a demissão do diretor Bryan Singer em meio às filmagens. Orçado em US$ 52 milhões, “Bohemian Rhapsody” também se tornou o segundo maior sucesso da Fox em 2018. Só perde para “Deadpool 2” (US$ 734,2M). Mas se voltar a repetir performances como a dessa semana, pode até superar o desempenho mundial do super-herói. Além disso, ainda foi indicado ao Globo de Ouro 2019 nas categorias de Melhor Drama e Ator (Rami Malek, o intérprete de Freddie Mercury). Mesmo que seja o Globo de Ouro, é um reconhecimento que ninguém apostaria durante o período mais crítico da produção.
WiFi Ralph lidera bilheterias por seu terceiro e último fim de semana consecutivo nos EUA
A animação “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” chegou ao limite de seu fôlego para manter-se no topo das bilheterias dos Estados Unidos e Canadá pelo terceiro fim de semana consecutivo. Com US$ 16,1M (milhões), ficou apenas 1M à frente de outra animação rival, “O Grinch”, que está em sua quinta semana em cartaz. Na semana que vem, as duas animações terão a concorrência de uma terceira – e elogiadíssima – , “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Enquanto isso, “Aquaman” já começou a surfar no mercado internacional, batendo recorde de bilheteria da Warner na China. O rei de Atlantis vai chegar apenas daqui a dois fins de semana à América do Norte – passando antes pelo Brasil – , para também disputar a liderança do ranking. Por enquanto, porém, é tudo calmaria no Top 10, já que praticamente não houve alteração em relação à semana passada. Sem estreias amplas, os mesmos filmes permanecem entre os dez mais vistos da América do Norte. Mas as críticas positivas e indicações ao Globo de Ouro fizeram “Green Book” subir algumas posições, indo do 10º para o 7º lugar e jogando o “Cadáver” ladeira abaixo. De significativo, vale ressaltar que “Bohemian Rhapsody” fez mais US$ 100M entre o fim de semana passado e o atual, atingindo quase US$ 600M em todo o mundo. É recorde disparado para o gênero das cinebiografias musicais, que devem se multiplicar após esse resultado. O filme sobre a banda Queen também superou a cinebiografia da banda NWA, “Straight Outta Compton”, para se tornar a maior bilheteria do gênero no mercado norte-americano. Saiba mais aqui. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Wifi Ralph: Quebrando a Internet Fim de semana: US$ 16,1M Total EUA e Canadá: 140,8M Total Mundo: US$ 258,1M 2. O Grinch Fim de semana: US$ 15,1M Total EUA e Canadá: US$ 223,4M Total Mundo: US$ 322,3M 3. Creed II Fim de semana: US$ 10,3M Total EUA e Canadá: US$ 96,4M Total Mundo: US$ 119,6M 4. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald Fim de semana: US$ 6,8M Total EUA e Canadá: US$ 145,2M Total Mundo: US$ 568,5M 5. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 6M Total EUA e Canadá: US$ 173,5M Total Mundo: US$ 596,5M 6. De Repente uma Família Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 54,1M Total Mundo: US$ 60,4M 7. Green Book Fim de semana: US$ 3,9M Total EUA e Canadá: US$ 19,9M Total Mundo: US$ 19,9M 8. Robin Hood: A Origem Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 27,2M Total Mundo: US$ 65,7M 9. Cadáver Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 11,5M Total Mundo: US$ US$ 23M 10. As Viúvas Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 38,5M Total Mundo: US$ 65M
O Beijo no Asfalto usa metalinguagem para contar história clássica
“O Beijo no Asfalto” (2017), filme que marca a estreia na direção do ator Murilo Benício, é uma adaptação da peça homônima de Nelson Rodrigues, que fala sobre um homem, Arandir (Lázaro Ramos), que vê um sujeito ser atropelado na sua frente e concede ao moribundo um último pedido: um beijo. Escrita em 1960, a peça mostra como a vida desse homem é arruinada, uma vez que aquele simples ato de bondade dá início a uma verdadeira perseguição por parte da polícia, da imprensa e do seu próprio sogro, ao mesmo tempo em que causa problemas no seu casamento com Selminha (Débora Falabella). O texto original foi transposto integralmente para o filme. E isso é perceptível tanto no conteúdo verborrágico e nos diálogos sobrepostos – característicos do teatro – quanto na abordagem de alguns temas comuns a Nelson, como a sexualidade, a intimidade da família “normal” brasileira e as perversões humanas. Porém, vale citar que a peça não condena a homossexualidade, o que ela condena é a repressão da mesma, e a maneira como as instituições de poder, como a polícia, a mídia e a religião, tratam desse assunto como se fosse uma doença – e o fato de um texto tão antigo soar tão atual é um mau sinal. Ainda assim, Benício imprimiu a sua própria visão para a obra, propondo algo diferente para esta adaptação: fazendo uso da metalinguagem, ele apresenta o processo dos próprios atores ao se prepararem para realizar o longa-metragem. Assim, o que vemos é o elenco sentado a uma mesa discutindo o texto e se familiarizando com os seus respectivos personagens, enquanto Murilo fica num canto, só ouvindo. As cenas dos ensaios se misturam com cenas “de cinema”, da adaptação em si, e é por meio dessa mistura que acompanhamos a história de Arandir. Trata-se de uma proposta bastante complexa para um diretor estreante, mas Benício demonstra habilidade de um veterano. Explicitando todo o aparato cinematográfico, desde as câmeras, os trilhos do travelling e as páginas do roteiro, o realizador usa esse recurso da metalinguagem para criar algumas composições belíssimas, como aquela na qual um plano geral revela o cenário montado, mas aos poucos a câmera se aproxima dos atores, deixando de lado todo aquele aspecto “realista” (ou seja, excluindo os detalhes do estúdio e da equipe de filmagem) e se concentrando na “ficção” (tornando-se uma cena “normal” de cinema). Assim, ainda que as cenas dos ensaios continuem a fazer parte da narrativa, a partir do segundo ato – sim, existe a divisão em três atos – a ficção torna-se muito mais presente na tela do que essa (falsa) realidade. É como se os atores já conhecessem bem os seus personagens e já tivessem ensaiado o bastante, podendo partir para a “prática”. Com isso, em momentos mais densos, como na discussão entre Selminha e seu pai, Aprígio (Stênio Garcia), o diretor fecha o quadro no rosto daquelas pessoas para que possamos ver em detalhes todas as expressões que eles tanto ensaiaram. E isso só funciona porque o talentoso elenco consegue extrair a densidade do texto de Nelson com aparente facilidade e, contraditoriamente, com naturalidade. Murilo declarou que “O Beijo no Asfalto” foi um projeto coletivo e que todos os envolvidos são responsáveis por esse resultado. De fato, o cinema é uma arte colaborativa. Mas o cinema também precisa do direcionamento do realizador para não se tornar uma cacofonia de diversas vozes falando ao mesmo tempo. E Benício demonstra o talento necessário tanto para criar, quanto para ouvir e filtrar aquilo que lhe interessa. Ou seja, é um excelente cineasta.
Documentário lembra porque Maria Callas foi a maior cantora lírica
Maria Callas (1923-1977) tem sido reconhecida como a maior cantora lírica do século 20 ou, mesmo, de toda a história do bel canto. Um documentário que pretenda registrar sua figura humana e sua obra musical tem, antes de mais nada, que apresentar sua performance vocal às novas gerações. Esse é o primeiro mérito de “Maria Callas em Suas Próprias Palavras”, filme de Tom Volf: é possível vê-la e ouvi-la cantar vários números, do começo ao fim de cada canção. Evita-se, assim, aquela sensação de colcha de retalhos, excertos musicais que não dão a dimensão real do trabalho artístico. A vida de Maria Callas foi cercada de polêmicas, amores, frustrações, cobranças do público e da crítica. A maneira encontrada pelo documentário para abordar tudo isso foi montar o filme todo por meio das palavras da própria cantora, como o título em portiguês já entrega. Entrevistas, depoimentos, cartas, gravações em vídeo, dão conta da dimensão dessa vida intensa e rica, totalmente dedicada à música e ao amor. Callas, nascida em Nova York, de uma família de imigrantes gregos, se naturaliza grega por conta de seu envolvimento amoroso com Aristóteles Onassis que, apesar de provocar grande decepção e frustração, acabou resistindo, pelo menos como forte amizade, até a morte dele. Segundo o que se vê no filme, e o tempo decorrido em cada relacionamento confirma, o papel de Maria Callas na vida de Onassis foi muito mais forte do que o de Jacqueline Kennedy. E o de Onassis para Callas, total e arrasador. O que “Maria by Callas” enfoca bem é o desgaste provocado por uma vida de constantes desempenhos espetaculares, exigidos e amados pelo público, que impõem um preço alto a pagar. Quando uma doença e a perda da voz obrigam a suspensão de um espetáculo no meio, isso assume ares de tragédia e as críticas e incompreensões se estabelecem. O conflito entre uma vida artística tão exigente e a vida pessoal e familiar que não se realizam nunca em plenitude é o que está na base da abordagem do filme. Maria tem que levar Callas para todo lugar e para sempre, comprometendo sua intimidade e suas pretensões a uma vida simples e comum. A celebridade engole a pessoa. Além de excepcional cantora, Maria Callas era também boa atriz. Aliás, condição indispensável para o seu retumbante êxito na ópera. Daí para a experiência no cinema é um pulo. Ela trabalhou para ninguém menos que Pier Paolo Pasolini (1922-1975) em “Medeia”, por exemplo. Mas a carreira cinematográfica não chegou a decolar. Sua missão maior – a difusão do canto lírico para diversas gerações – venceu tudo. Já próxima da morte, Maria Callas buscava, mais uma vez, retornar aos palcos, lugar onde ela se sentia em casa. O filme de Tom Volf emociona, ao resgatar essa bela história, incluindo imagens raras de arquivo, filmagens pessoais, cartas íntimas, e ao nos apresentar maravilhosas performances musicais da grande diva. É daqueles filmes que colecionadores gostarão de ter em casa, para ver e rever. A arte e a beleza são fascinantes para quem desenvolve a sensibilidade para apreciá-las.
Documentário resgata talento e importância de Henfil
A partir de 1969, com o golpe dentro do golpe militar, as esperanças de uma volta à democracia acabaram de vez. Um dos meus momentos de respiro e felicidade era ir às bancas de jornais, semanalmente, comprar e ler “O Pasquim”, jornal de humor e política que marcou época como mídia de resistência. A publicação reunia a fina flor do jornalismo crítico do período, gente como Millôr Fernandes, Tarso de Castro, Ivan Lessa, Paulo Francis, Sérgio Cabral pai, Sérgio Augusto, Tárik de Souza e cartunistas e desenhistas do quilate de um Ziraldo, um Jaguar, um Fortuna. Pois, diante desse time de cobras, um dos grandes destaques e sucesso comprovado do Pasquim era Henrique Filho, o Henfil (1944-1988). O mineirim, filho de D. Maria, irmão do cantor e compositor Chico Mário, de Glorinha e do Betinho. O país que sonhava “com a volta do irmão do Henfil”, na magnífica canção de João Bosco e Aldir Blanc, imortalizada por Elis Regina, referia-se ao Betinho da luta contra a fome, que ficou para as páginas mais bonitas da história do nosso país. Enquanto o general Figueiredo preferia o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo, os personagens de Henfil exalavam povo por todos os poros. O povo era, para ele, a única esperança real. Os fradinhos, o cumprido resignado e o baixinho provocador, marcaram época. E a Graúna, o Zeferino, o bode Orelana, Ubaldo, o paranóico, e o Cabôco Mamadô são insuperáveis. Tem também o Urubu flamenguista, lançado nos tempos de sua participação na mídia esportiva. E quem pode se esquecer das famosas cartas que ele escrevia para a mãe, na revista Isto É , entre 1977 e 1984, com uma foto de D. Maria no alto? Cartunista e artista multimídia, diríamos hoje, Henfil escreveu livros, atuou na TV e no cinema, mas não chegou a concretizar um filme de animação com seus personagens. No documentário “Henfil”, dirigido por Angela Zoé, ela tenta reparar isso, filmando um grupo de jovens animadores que, a partir de um workshop sobre o trabalho de Henfil, cria um curta de animação com os personagens dele. O processo é mostrado e o resultado é apresentado no final do filme. Para isso, contaram com a ajuda de Ziraldo, por exemplo, que lhes mostrou que a Graúna não poderia ficar certinha e bonitinha, porque o traço que a caracterizava era sujo, nervoso, desenho em movimento. De fato, em poucas linhas, Henfil mostrava tudo, em ação. Com poucas palavras, dizia tudo, também. De um modo urgente, tinha que ser para já, como o lema “Diretas já”, que ele produziu e disseminou. Para essa urgência certamente contribuiu a hemofilia, a doença que o acompanhou por toda a vida e foi a causa de sua morte em decorrência da Aids, contraída numa transfusão de sangue, que fazia parte da sua rotina de sobrevivência. Só que num tempo em que o controle dos bancos de sangue no Brasil era precário. Haja vista o grande número de casos de contaminação pelo vírus HIV por essa via que ocorreu nos anos 1980. Nessa época, eu já trabalhava com educação sexual nas escolas públicas e particulares e costumava atender convites da mídia para falar sobre o assunto. Foi numa dessas situações que acabei conhecendo o Henfil pessoalmente. Num programa da TV Cultura, conduzido por Júlio Lerner (1939-2007). Apresentei o assunto mostrando sua importância, o valor científico e a seriedade que a abordagem exigia. Ele concordou totalmente, mas acrescentou que eu não me esquecesse de pôr humor nessa didática. A educação sexual tinha de ser divertida, também. É isso mesmo. Ele nunca deixou de pôr humor na vida, mesmo nos momentos mais tenebrosos do país, na ditadura militar, ou nos graves problemas de saúde que tinha de enfrentar. Participam do documentário “Henfil” gente que viveu e trabalhou ao seu lado, como os já citados Ziraldo, Jaguar, Sérgio Cabral pai, Tárik de Souza e ainda Lucas Mendes, amigos e familiares. Imagens do Henfil em entrevistas, em lançamento de livros, em filmagens familiares ou de viagens compõem um painel abrangente do grande talento que ele foi. E como ele faz falta até hoje! Ver o filme “Henfil” é recuperar a história desse grande artista brasileiro, de sua luta política valendo-se do humor corrosivo e do desafio que foi e continua sendo a luta contra a Aids.
Os Cavaleiros do Zodíaco: Primeiro trailer dublado revela visual computadorizado do remake
A Netflix divulgou o primeiro trailer dublado do remake da série de “Os Cavaleiros do Zodíaco”, revelando o visual dos heróis em versão computadorizada. A nova versão está sendo produzida em parceria com a Toei Animation, responsável pela série clássica, e contará a mesma história do anime clássico. Mas a proposta de usar CGI garante que o visual será bem diferente daquele que os fãs lembram. A começar pela aparência de Andromeda, que virou mulher. A produção terá 12 novos episódios, com direção de Yoshiharu Ashino. Ele foi o animador da cultuada minissérie “Armitage III” (1995) e de “Tigrão – O Filme” (2000), da Disney, além de ter comandado o reboot de “Thundercats” (2011–2012). Já os roteiros são de Eugene Son (séries “Os Vingadores Unidos” e “Ultimate Homem-Aranha”). Intitulada em português “Os Cavaleiros do Zodíaco: Saint Seiya”, a série será lançado em 2019, em data ainda não divulgada.
The Umbrella Academy: Série de super-heróis com Ellen Page ganha primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou três fotos, o pôster e o primeiro trailer legendado da série “The Umbrella Academy”, baseada nos quadrinhos do cantor Gerard Way ilustrados pelo brasileiro Gabriel Bá. A prévia resume a origem dos protagonistas e foi apresentada pela primeira vez durante a tarde de sábado na CCXP (Comic Con Experience) 2018, com a participação dos criadores da publicação original e integrantes do elenco, entre eles a atriz Ellen Page (a Kitty Pryde de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). Veja abaixo. Os quadrinhos, publicados no Brasil como “A Academia Umbrella”, acompanham um grupo de crianças que nasceu misteriosamente com poderes especiais e são adotadas pelo enigmático milionário Sir Reginald Hargreeves com o objetivo de crescerem como heróis. Várias décadas depois de se separarem, eles se reúnem do funeral de seu mentor e percebem que precisam enfrentar seu maior desafio para impedir o fim do mundo. O elenco de heróis inclui Ellen Page como Vanya, Tom Hopper (Dickon Tarly em “Game of Thrones”) como Luther, Robert Sheehan (o Nathan de “Misfits”) como Klaus, Emmy Raver-Lampman (do sucesso da Broadway “Hamilton”) como Allison, David Castañeda (“Guerra dos Monstros”) no papel de Diego e o adolescente Aidan Gallagher (o Nicky de “Nicky, Ricky, Dicky & Dawn”) como Número Cinco. A cantora Mary J. Blige (indicada ao Oscar 2018 por “Mudbound”), a atriz Kate Walsh (das séries “Private Practice” e “13 Reasons Why”) e o ator Cameron Britton (“Stitchers”) também fazem parte da produção. O roteiro do piloto foi escrito por Jeremy Slater, criador da série “The Exorcist”, e circulou por pelo menos dois anos até chegar na Netflix. Já o showrunner responsável será Steve Blackman (produtor-roteirista de “Fargo”). Com dez episódios, a 1ª temporada vai estrear em 15 de fevereiro.
Capitã Marvel ganha novo pôster concebido para a CCXP
A Marvel divulgou um novo pôster de “Capitã Marvel”, concebido para a divulgação do filme na CCXP (Comic Con Experience) 2018, que traz uma ilustração de Brie Larson no uniforme tradicional da heroína. A atriz esteve no Brasil participando do evento, onde acompanhou a exibição de mais vídeos inéditos da produção. A trama se passa nos anos 1990 e acompanha a Capitã Marvel (Larson) após cair na Terra e ser encontrada por Nick Fury [Samuel L. Jackson rejuvenescido por maquiagem digital], acreditando ser uma heroína kree em guerra contra os skrulls. Mas ao enfrentar as criaturas que podem mudar de forma, a personagem passa a ter flashbacks de uma vida passada como piloto americana, o que a faz questionar sua própria existência como kree. O elenco também inclui Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Gemma Chan (série “Humans”), Annette Bening (“Beleza Americana”), Ben Mendelsohn (“Rogue One: Uma História Star Wars”) e McKenna Grace (“Designated Survivor”) como a versão mirim da heroína, sem esquecer dos retornos de Djimon Hounsou e Lee Pace como os vilões Ronan e Korath, do primeiro “Guardiões da Galáxia”, e Clark Gregg como o agente Coulson da SHIELD. Dirigido pelo casal de cineastas indies Anna Boden e Ryan Fleck (“Parceiros de Jogo”) “Capitã Marvel” chega aos cinemas brasileiros em 7 de março de 2019. To all the fans who came to the Marvel Panel at Brazil Comic Con today, enjoy this exclusive poster!!!! I’ll get you a drawing of Goose next time ? #CapitãMarvel (via @BrieLarson) pic.twitter.com/1gqPBEUQve — Marvel Entertainment (@Marvel) December 8, 2018












