Estreias: A Morte Te Dá Parabéns 2 enfrenta Sai de Baixo nos cinemas brasileiros
Oito filmes novos chegam aos cinemas nesta quinta (21/2), mas a disputa pelo grande público vai se resumir a “Sai de Baixo – O Filme” e “A Morte Te Dá Parabéns 2”. A comédia nacional tem a distribuição mais ampla da semana, contando com o público da televisão para tentar lotar os cinemas, já que volta a reunir o elenco original da série que foi sucesso na Globo dos anos 1990. Mas é fraquíssima. “A Morte Te Dá Parabéns 2” sai-se um pouco melhor, ainda que não supere o primeiro filme. A sensação é de déjà vu, repetindo situações, o que até é apropriado ao tema – 67& no Rotten Tomatoes. A lista de Hollywood ainda inclui um drama deprimente, “Querido Menino”, em que Timothée Chalamet vive um adolescente viciado em drogas para desespero de seu pai, interpretado por Steve Carell. Os produtores esperavam repercussão na temporada de premiações, mas, apesar de indicações para Chalamet no Globo de Ouro, SAG Awards, BAFTA e Critics Choice, nem a crítica se empolgou – 69% no Rotten Tomatoes. A dica de melhor programa da semana é o suspense dramático italiano “Dogman”. Dirigido por Matteo Garrone (“Gomorra”), acompanha um frágil cuidador de cachorros arrastado para cima e para baixo por um ex-boxeador brutamontes, que diz ser seu amigo enquanto o aterroriza, brutaliza e o faz testemunhar crimes. É uma porrada. Por seu desempenho no papel-título, Marcello Fonte foi considerado o Melhor Ator no Festival de Cannes e o Melhor Ator Europeu de 2018 pela Academia Europeia de Cinema – 78% no Rotten Tomatoes. Também vale conferir o novo filme do iraniano Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de Melhor Filme em Língua Estrangeira – por “A Separação” (2011) e “O Apartamento” (2016). Diferente de todas as obras de sua carreira, “Todos Já Sabem” foi filmado na Espanha com o casal espanhol Penélope Cruz (“Assassinato no Expresso do Oriente”) e Javier Bardem (“Mãe!”), além do argentino Ricardo Darín (“Truman”). A trama gira em torno da personagem de Cruz, que retorna a sua cidadezinha natal durante um período festivo, apenas para testemunhar uma série de eventos inesperados que trazem vários segredos à tona. Foi o filme de abertura do Festival de Cannes do ano passado, onde não repetiu a empolgação das obras anteriores do cineasta – 71% no Rotten Tomatoes. Há mais dois filmes brasileiros: “Homem Livre”, primeiro longa de Alvaro Furloni, que envereda pelo suspense psicológico ao acompanhar a paranoia de um ex-presidiário célebre convertido em evangélico (Armando Babaioff, de “Prova de Coragem”), e o documentário “Lembro Mais dos Corvos”, monólogo de uma atriz transexual. Veja abaixo os trailers e as sinopses das estreias, que inclui ainda uma comédia francesa. Sai de Baixo – O Filme | Brasil | Comédia É a volta dos personagens icônicos da série de sucesso da Rede Globo, como Caco (Miguel Falabella), Magda (Marisa Orth) e Ribamar (Tom Cavalcante), assim como novos personagens que vão acrescentar à bagunça. A Morte Te Dá Parabéns 2 | EUA | Terror Depois de morrer diversas vezes para quebrar a maldição temporal que a mantinha presa no dia de seu aniversário, Tree (Jessica Rothe) olha para o futuro, tentando escrever uma nova história ao lado de Carter (Israel Broussard). No entanto, o colega de Carter revela que está revivendo sempre o mesmo dia, retomando com outra vítima o fluxo de repetição. E esta não é a única diferença. Desta vez, morrer não será o suficiente para escapar. Querido Menino | EUA | Drama David Sheff (Steve Carell) é um conceituado jornalista e escritor que vive com a segunda esposa e os filhos. O filho mais velho, Nic Sheff (Timothée Chalamet), é viciado em metanfetamina e abala completamente a rotina da família e daquele lar. David tenta entender o que acontece com o filho, que teve uma infância de carinho e suporte, ao mesmo tempo em que estuda a droga e sua dependência. Nic, por sua vez, passa por diversos ciclos da vida de um dependente químico, lutando para se recuperar, mas volta e meia se entregando ao vício. Dogman | Itália | Suspense Marcello (Marcello Fonte), um humilde funcionário da pet shop Dogman, localizada na periferia de Roma, se envolveu em um dos piores crimes já registrados na história da Itália. Dominado por um sentimento de vingança incontrolável, ele decidiu torturar, durante horas, um ex-boxeador que atormentava todos os moradores do bairro em que vivia. Todos Já Sabem | Espanha, França | Suspense Quando sua irmã se casa, Laura (Penélope Cruz) retorna à Espanha natal para acompanhar a cerimônia. Por motivos de trabalho, o marido argentino (Ricardo Darín) não pode ir com ela. Chegando no local, Laura reencontra o ex-namorado, Paco (Javier Bardem), que não via há muitos anos. Durante a festa de casamento, uma tragédia acontece. Toda a família precisa se unir diante de um possível crime de grandes proporções, enquanto se questionam se o culpado não está entre eles. Na busca por uma solução, segredos e mentiras são revelados sobre o passado de cada um. Homem Livre | Brasil | Drama Hélio Lotte (Armando Babaioff) já foi rodeado de fama e dinheiro, e esteve por muito tempo no centro dos holofotes. Hoje, livre da cadeia após anos preso por um crime brutal, o ex-ídolo do rock só tem uma intenção: ser esquecido. O que ele não imagina é que, ao se abrigar em uma pequena igreja evangélica, partes do seu passado voltarão à tona trazendo mais um acontecimento ruim. Normandia Nua | França | Comédia Georges Balbuzard (François Cluzet) é o prefeito da pequena cidade de Mêle sur Sarthe, na Normandia, onde os agricultores vêm sofrendo cada vez mais por conta de uma crise econômica. Quando o fotógrafo Blake Newman (Toby Jones), conhecido por deixar multidões nuas em suas obras, está passando pela região, Balbuzard enxerga nisso uma oportunidade perfeita para salvar seu povo. Só falta convencer os cidadãos a tirarem a roupa. Lembro Mais dos Corvos | Brasil | Documentário Durante uma crise de insônia, a atriz Julia Katharine, uma mulher transexual, conta a história de sua vida através de um monólogo. A intimidade da personagem central é exposta através de relatos reais de resistência e autoaceitação.
Ator de Empire é indiciado pela polícia de Chicago por comunicação falsa de crime
O ator Jussie Smollett, da série “Empire”, foi oficialmente indiciado pela polícia de Chicago na quarta-feira (20/2) por conduta desordeira. O enquadramento aconteceu poucas horas após o porta-voz da Polícia de Chicago, Anthony Guglielmi, ter tuitado que os investigadores estavam apresentando provas do caso. Smollett é suspeito de ter forjado uma agressão contra si mesmo e pode pegar de dois a três anos de prisão por comunicação falsa de crime. Em resposta, os advogados do ator emitiram um comunicado. “Como qualquer outro cidadão, Smollett conta com a presunção de inocência, particularmente quando houve uma investigação como essa em que informações, tanto verdadeiras quanto falsas, foram repetidamente vazadas. Dadas estas circunstâncias, pretendemos conduzir uma investigação completa e montar uma defesa agressiva”, diz o texto. Abertamente gay, Smollett foi atacado por dois homens que gritavam palavras racistas e homofóbicas, ao sair de um restaurante em 29 de janeiro, e o caso inspirou uma grande onda de solidariedade. O caso começou a ficar estranho quando, apesar do ator ter testemunhado que seus agressores eram brancos, as autoridades prenderam dois homens negros, de origem nigeriana, como suspeitos. Eles são irmãos e pelo menos um deles já trabalhou como figurante na série da rede Fox. A polícia teria encontrado evidências em suas casas e eles se tornaram colaboradores da investigação, transformando o próprio Jussie Smollett em suspeito. Informações vazadas por fontes ligadas à polícia de Chicago sugerem que os irmãos Abimbola “Abel” e Olabinjo “Ola” Osundairo foram contratados por Smollett para simular o ataque. Eles teriam “confessado” para não enfrentar acusações de agressão, segundo reportou o canal Fox 32 Chicago. No final de semana, a polícia de Chicago emitiu um comunicado afirmando que os testemunhos dos suspeitos tinham causado “uma mudança drástica” na investigação, e que os investigadores gostariam de entrevistar Smollett mais uma vez. O ator contratou advogados e tem se recusado a dar novo depoimento. Por conta disso, a polícia resolveu indiciá-lo. Em meio a esta polêmica, a Fox diminuiu a participação do ator em “Empire”. Suas aparições estariam sendo cortadas e seu papel diminuído para limitar suas vindas ao set de gravação. Ao mesmo, emitiu um comunicado reforçando que não pretende tirar Smollett da série. “Jussie Smollett continua sendo um profissional consumado no set e, como dissemos anteriormente, ele não está sendo cortado do programa”, afirmou a nota. Em hiato desde dezembro passado, “Empire” volta a exibir episódios inéditos em 13 de março nos Estados Unidos. A série é exibida pelo canal pago Fox Life no Brasil.
Chris Hemsworth vai estrelar cinebiografia do lutador Hulk Hogan
Chris Hemsworth vai trocar o martelo de Thor pelos músculos do Hulk em seu próximo trabalho no cinema. Mas não é o Hulk que você está pensando. O astro dos Vingadores vai estrelar uma cinebiografia do lutador Hulk Hogan. Um dos astros mais populares da luta-livre dos Estados Unidos, Hogan foi estrela de diversos programas de TV, games, brinquedos e quadrinhos nos anos 1980 e 1990. Chegou até a aparecer em “Rocky III”, virar desenho animado (“Hulk Hogan’s Rock ‘n’ Wrestling”) e protagonizar sua própria série de ação, “Thunder in Paradise” (dos criadores de “S.O.S. Malibu”). Ainda sem título, o longa deve se concentrar em sua ascensão, funcionando mais como um “filme de origem”, segundo apurou o site The Hollywood Reporter. O filme tem roteiro de Scott Silver e direção de Todd Phillips, dupla que está por trás do vindouro filme do Coringa, da DC Comics. O ator Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”) é um dos produtores e a Netflix já está fazendo ofertas para assumir a distribuição. Vale lembrar que ainda existe outro projeto em desenvolvimento sobre o lutador. Mas esse filme tem foco bem diferente, acompanhando o escândalo da sex tape que abalou o final de sua carreira – e lhe rendeu uma fortuna – , com roteiro de Charles Randolph (vencedor do Oscar por “A Grande Aposta”) e direção de Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: A Esperança” e “Operação Red Sparrow”). Saiba mais aqui.
Camille Paglia chama o novo Nasce uma Estrela de “desgraça misógina”. Mas é pior
Em ensaio escrito para a revista The Hollywood Reporter nesta quarta (20/2), a escritora, acadêmica e crítica de arte feminista Camille Paglia comparou as quatro versões já filmadas de “Nasce uma Estrela”, concluindo que a nova produção, estrelada por Lady Gaga, dirigida por Bradley Cooper e indicada ao Oscar 2019, é a pior de todas. A expressão usada pela autora de “Sexo, Arte e Cultura Americana” foi “uma desgraça misógina”. Após destacar o pioneirismo de Janet Gaynor ao escolher sua carreira em vez do papel de esposa no filme original de 1937, a androginia ousada de Judy Garland na versão de 1954 e o empoderamento de Barbra Streisand, estrela e produtora em 1976, a escritora ponderou que o novo longa transforma a personagem feminina, vivida por Lady Gaga, em coadjuvante, diminuindo sua importância como mero suporte para o ego de Bradley Cooper, verdadeiro protagonista e diretor do filme. “No filme de Cooper, a história épica de Hollywood foi sequestrada pela vaidade masculina, restringindo o magnífico papel clássico da estrela ascendente, que eclipsa dolorosamente seu marido autodestrutivo e alcoólatra. O que o roteiro deixou para Gaga interpretar não é material de protagonista. Sua performance nunca pertenceu à categoria de Melhor Atriz, porque Cooper a rebaixou a Atriz Coadjuvante desde o início”, escreveu Paglia. O ponto mais baixo, segundo a escritora, é a cena de humilhação do personagem masculino. Nos filmes anteriores, elas ocorreram em momentos de embriaguez que despertavam raiva na plateia contra o homem. No novo filme, a humilhação também se estende à mulher, quando ela tenta esconder o vexame diante de todos, reduzindo-a à mera esposa de astro decadente, no momento que deveria representar a consagração de sua carreira individual. “Esta cena feia, que reduz uma mulher de carreira triunfante a alguém que desajeitadamente tenta esconder um esguicho de urina de seu homem com a aba de seu vestido, é uma desgraça misógina”. Apesar de dura em sua análise, Camille Paglia não reparou no detalhe que representa a maior diferença – e a mais machista de todas – entre o filme de Cooper e os anteriores. Há uma reprovação implícita do sucesso individual da personagem de Gaga, que, supostamente, só faz músicas boas ao lado de seu homem. Quando decide gravar por conta própria, o resultado são bobagens de pop feminino descartável. Como se, sozinha, ela não pudesse fazer rock como qualquer homem – ou mulher, convenhamos – e precisasse se conformar em imitar Madonna nos anos 1980 – pop essencialmente feminino – , obedecendo feito “mulherzinha” a um produtor mandão. Talvez por não ponderar as idiossincrasias da música, Paglia não deu atenção a este subtexto. A personagem de Lady Gaga tem seu talento questionado mesmo quando ganha um Grammy na trama, enquanto as protagonistas anteriores foram todas celebradas pela qualidade artística de suas realizações. Como as estrelas em ascensão do título. Não como artistas sem identidade ou luz própria.
Fox afirma que não pretende cortar Jussie Smollett da série Empire
A rede Fox emitiu um comunicado reforçando que não pretende tirar Jussie Smollett da série “Empire”. O texto foi divulgado após rumores sobre a diminuição da participação do ator na série. Suas aparições estariam sendo cortadas e seu papel diminuído para limitar suas vindas ao set de gravação. Na nota, a rede e o estúdio Fox afirmam: “Jussie Smollett continua sendo um profissional consumado no set e, como dissemos anteriormente, ele não está sendo cortado do programa”. Abertamente gay, Smollett foi atacado por dois homens que gritavam palavras racistas e homofóbicas, ao sair de um restaurante em 29 de janeiro, e o caso inspirou uma grande onda de solidariedade. Mas desde então tudo mudou. Apesar de ter testemunhado que seus agressores eram brancos, as autoridades prenderam dois homens negros, de origem nigeriana, como suspeitos. Eles são irmãos e pelo menos um deles já trabalhou como figurante na série da rede Fox. A polícia teria encontrado evidências em suas casas e eles se tornaram colaboradores da investigação, transformando o próprio Jussie Smollett em suspeito. Informações vazadas por fontes ligadas à polícia de Chicago sugerem que os irmãos Abimbola “Abel” e Olabinjo “Ola” Osundairo foram contratados por Smollett para simular o ataque. Eles teriam “confessado” para não enfrentar acusações de agressão, segundo reportou o canal Fox 32 Chicago. A polícia de Chicago emitiu um comunicado afirmando que os testemunhos dos suspeitos tinham causado “uma mudança drástica” na investigação, e que os investigadores gostariam de entrevistar Smollett mais uma vez. O ator contratou advogados e tem se recusado a dar novo depoimento. Em hiato desde dezembro passado, “Empire” volta a exibir episódios inéditos em 13 de março nos Estados Unidos. A série é exibida pelo canal pago Fox Life no Brasil.
The Souvenir: Trailer do filme vencedor do Festival de Sundance destaca filha de Tilda Swinton
A A24 divulgou o pôster e o trailer de “The Souvenir”, drama britânico que venceu a mostra competitiva internacional do Festival de Sundance deste ano. A prévia mostra um relacionamento destrutivo, em que um homem manipula uma mulher apaixonada. Mas o destaque principal está na relação entre as intérpretes de mãe e filha. “The Souvenir” marca o primeiro papel de destaque de Honor Swinton Byrne, que contracena com sua mãe de verdade nas cenas, a atriz Tilda Swinton. As duas já tinham trabalhado juntas há dez anos, no único filme anterior de Honor, feito quando ela ainda era criança – “Um Sonho de Amor” (2009). O terceiro nome do elenco é o ator Tom Burke (o Athos da série “The Musketeers” e o Comoran Strike de “Strike”). Tendo como pano de fundo a indústria cinematográfica, “The Souvenir” acompanha uma estudante de cinema (Swinton Byrne) que conhece um homem misterioso (Burke). Em poucos dias, os dois se envolvem num caso de amor sério, mesmo ignorando as preocupações da mãe (Swinton) da jovem e de seus amigos. A estudante passa a tomar grandes quantias de dinheiro de seus pais, entregando-se ao relacionamento e às necessidades de seu novo amor. Por curiosidade, o título se refere a uma pintura de Jean-Honoré Fragonard, feita em 1778, que é vista na cena final da prévia. O filme tem roteiro e direção de Joanna Hogg, diretora de “Aquipélogo” (2010) e “Exibição” (2013), que se baseou numa experiência de sua vida, e deu tanto o que falar durante sua passagem por Sundance que vai ganhar continuação, atualmente em desenvolvimento. Entre os produtores executivos do longa, ainda tem destaque o nome do diretor Martin Scorsese. “The Souvenir” chega aos cinemas americanos em 17 de maio e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Pantera Negra e A Favorita vencem prêmios do Sindicato dos Figurinistas dos EUA
O Sindicato dos Figurinistas dos Estados Unidos (conhecido pela sigla GDG, em inglês) realizou sua premiação anual, revelando os vencedores na noite de terça-feira (19/2) em Los Angeles. Os CDG Awards classifica os trabalhos dos figuristas de cinema e TV em três categorias diferentes, premiando os melhores em produções de época, contemporâneas e de ficção científica e fantasia. O filme “A Favorita” venceu o prêmio na categoria de época, em mais uma vitória da veterana Sandy Powell. “Podres de Rico” rendou o troféu a Mary E. Vogt na categoria contemporânea. E “Pantera Negra” consagrou Ruth E. Carter na categoria de ficção científica e fantasia. Tanto “A Favorita” quanto “Pantera Negra” estão na disputa do Oscar 2019 de Melhor Figurino, que será entregue no próximo domingo (24/2). A figurista de “Pantera Negra”, Ruth E. Carter, recebeu ainda outro prêmio, numa homenagem especial por sua carreira. Ela trabalhou como figurinista em vários filmes de Spike Lee desde os anos 1980, incluindo “Malcolm X” (1992), pelo qual foi indicada ao Oscar. Também criou as roupas de “Amistad” (1997), de Steven Spielberg, e “Selma” (2014), de Ava DuVernay. “Pantera Negra” foi seu primeiro filme no gênero da fantasia. Na seção televisiva da cerimônia, Donna Zakowska venceu o prêmio da categoria de época por “A Maravilhosa Sra. Maisel” (The Marvelous Mrs. Maisel), Lou Eyrich e Allison Leach levaram a categoria contemporânea por “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” e Sharen Davis ganhou o prêmio de ficção científica e fantasia por “Westworld”. A premiação também reconheceu o trabalho de Natasha Newman-Thomas, pelo clipe “This is America”, de Childish Gambino, e da figurinista Zaldy Goco na competição de drag queens “RuPaul’s Drag Race”.
Sophie Turner revela que Sansa vai ganhar armadura e virar guerreira no final de Game of Thrones
A atriz Sophie Turner revelou que finalmente vai vestir uma armadura como Sansa Stark em “Game of Thrones”. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, ela revelou que finalmente recebeu “uma armadura de verdade” da figurinista Michele Clapton. Levou “apenas” oito temporadas para sua transformação definitiva acontecer, marcando uma mudança radical de seus dias de princesinha. “Eu sempre quis que ela tivesse uma armadura e fosse mais como uma guerreira”, disse a atriz. “Agora, ela se transformou na Guerreira de Winterfell”. A armadura, porém, não será metálica como a de Brienne ou Jaimie, mas “um traje feito de couro reforçado e outros materiais”. “A ideia era que a roupa a deixasse bem protegida, mas também que ela fosse capaz de vesti-la sozinha”, contou. Os novos e últimos episódios de “Game of Thrones” vão estrear em 14 de abril na HBO.
Amy Poehler vai dirigir comédia feminista juvenil para a Netflix
A atriz Amy Poehler pretende se dedicar à carreira de diretora e já definiu seu próximo projeto nesse sentido. Ela vai comandar “Moxie”, comédia feminista juvenil que adapta o livro de mesmo nome, escrito por Jennifer Mathieu, para a Netflix. “Moxie” acompanha uma jovem que descobre que sua mãe fez parte do movimento punk feminista Riot Grrrl. Inspirada pela rebeldia da mãe nos anos 1990, a garota decide começar uma revolução feminista em sua escola. Uma frase elogiosa de Poehler já ilustra a capa do lançamento de “Moxie” nas livrarias. Veja a reprodução abaixo. A estreante Tamara Chestna assinou o roteiro da adaptação e ainda não há uma data de estreia definida para o filme. O lançamento será o segundo longa dirigido por Poehler, que é mais conhecida como atriz da série “Parks & Recreation”. O primeiro, “Wine Country”, será distribuído ainda este ano, também pela Netflix.
Audiência de The Walking Dead despenca e atinge pior nível da série
“The Walking Dead” continua a perder público. O episódio mais recente, exibido no domingo (17/2), foi visto por 4,52 milhões de telespectadores ao vivo nos Estados Unidos. Intitulado “Omega”, incluiu diversos flashbacks com personagens recém-introduzidos, muito falatório e acabou virando marco negativo da série. Os números representam a pior audiência ao vivo de “The Walking Dead” desde sua estreia, inferior aos 4,71 milhões de telespectadores que sintonizaram o segundo episódio da série de zumbis, em novembro de 2010 – até então, o menor público. “Omega” também registrou a pior pontuação da atração na escala Nielsen: 1,7 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Em seu auge, registrado na 5ª temporada, “The Walking Dead” chegou a ser vista por 17,29 milhões de telespectadores. Mas, a partir da 7ª temporada, exibida entre 2017 e 2018, os índices começaram a cair acentuadamente, conforme personagens importantes foram eliminados da trama e o ritmo se tornou mais arrastado. Os episódios da atual fase estão sendo exibidos após a saída de Rick (Andrew Lincoln), Maggie (Lauren Cohan) e Carl (Chandler Riggs), e já foi revelado que Michonne (Danai Gurira) também dará adeus à série na próxima temporada. “The Walking Dead” ainda tem seis episódios para exibir em sua 9ª temporada, a primeira sob comando da showrunner Angela Kang, e já está renovada para seu décimo ano de produção. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Fox.
Kevin Costner caça Bonnie e Clyde no primeiro trailer legendado de Estrada sem Lei
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Estrada sem Lei” (The Highwaymen), que traz Kevin Costner de volta à caça aos gângsteres numa produção passada na mesma época de “Os Intocáveis”. Na trama, ele caça ninguém menos que o infame casal Bonnie Parker e Clyde Barrow, ladrões de banco que aterrorizaram os Estados Unidos nos anos 1930. E está acompanhado por Woody Harrelson (“Quase 18”). Baseada em fatos reais, a trama acompanha dois Texas Rangers, Frank Hamer (Costner) e Maney Gault (Harrelson), que abandonam a aposentadoria para caçar Bonnie e Clyde. O projeto é bastante antigo. Para se ter noção, o elenco original seria encabeçado por Paul Newman e Robert Redford, num último filme da famosa parceria, mas a saúde de Newman, que faleceu em 2008 de câncer de pulmão, impediu as filmagens. “Estrada sem Lei” tem roteiro escrito por John Fusco (criador da série “Marco Polo”), Scott Frank (“Logan”) e pelo diretor responsável pelas filmagens, John Lee Hancock (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”). O elenco ainda inclui Kathy Bates (série “American Horror Story”), John Carroll Lynch (também de “American Horror Story”), Kim Dickens (série “Fear the Walking Dead”), Thomas Mann (“Kong: A Ilha da Caveira”) e William Sadler (série “Power”). A caça ao casal de criminosos já inspirou muitos filmes, séries e até músicas. O longa mais famoso foi “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967), um marco do cinema americano, considerado o propulsor de uma nova estética violenta e responsável pela mudança de mentalidade que originou a Nova Hollywood. Além de “Estrada sem Lei”, um novo filme sobre o par está sendo desenvolvido. Intitulado “Love Is a Gun”, traz Chloe Grace Moretz (“Carrie, a Estranha”) e Jack O’Connell (“Invencível”) nos papéis principais e está previsto para março de 2020. Já “Estrada sem Lei” estreia um ano antes, no próximo 29 de março, em streaming.
Estrela de Roma indicada ao Oscar sofre preconceito de atrizes e celebridades mexicanas
Yalitza Aparicio, que concorre ao Oscar 2019 de Melhor Atriz como protagonista do filme “Roma”, está sendo alvo de uma campanha de ódio e preconceito no México. E não é de trolls da internet, mas de celebridades da televisão do país – diretores, atrizes e apresentadores inconformados com seu sucesso. Na semana passada, veio à tona que um grupo de atores tentou evitar que Yalitza fosse indicada como Melhor Atriz no prêmio Ariel, entregue pela Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas – troféu equivalente ao Oscar no país. A tentativa de boicotar a nomeação da atriz de origem indígena foi divulgada no Twitter por Rossana Barro, coordenadora do Festival Internacional de Cinema Morelia. “Soube que há um grupo de atrizes mexicanas que está se organizado para pedir à Academia de Cinema que Yalitza Aparicio não seja considerada para a categoria de Melhor Atriz”, escreveu Rossana Barro, em 11 de fevereiro. “É a coisa mais medíocre, patética e vil que já escutei. Não direi mais nada”, acrescentou. Não se sabe quem fazia parte do grupo e há quem questione a sua existência. Mas a cineasta María José Cuevas, autora do documentário “Bellas de Noche”, disse que a tentativa de boicote, de fato, existiu. “Sim. Confirmado por vários lados”, disse a cineasta pelo Twitter, ao ser perguntada sobre se o “rumor” tinha bases na realidade. O ator mexicano Diego Luna foi um dos que aproveitou a polêmica para dizer que não precisava ver “Roma” para saber do “racismo e a estratificação social” do México. O boicote feito longe dos holofotes reflete a rejeição a Yalitza Aparicio em seu próprio país, especialmente após sua indicação ao Oscar na categoria de Melhor Atriz. Ela é a segunda atriz mexicana a conseguir esse feito, depois de Salma Hayek em 2003, pela participação no filme “Frida”. Os críticos à sua indicação ao Oscar questionam o fato de Yalitza não ter carreira. Um dos comentários mais frequentes é o de que ela ficou famosa “por sorte” e que nunca se preparou para se tornar atriz. Por isso, enquanto a maioria dos atores mexicanos parabenizou Yalitza – muitos com entusiasmo – , alguns chegaram a protestar contra sua projeção internacional. A apresentadora de televisão Elsa Burgos manifestou sua indignação pelo Facebook. “Não estou desmerecendo o trabalho de ninguém. Cada um sabe como e quando vai chegar aonde quer. Mas, sinceramente, me digam: A atuação de Yalitza é espetacular para que seja nomeada ao Oscar?”, questionou. “Ela não atuou. Ela é assim. Fala assim, se comporta assim, como a Cleo [nome da personagem de Yalitza no filme]. O Oscar se dá a uma atuação que não tenha nada a ver com você.” A atriz e produtora de televisão mexicana Patricia Reyes também minimizou o talento de Yalitza. “Ela fez bem o seu papel, mas não acho que vá fazer uma carreira disso”, disse em entrevista à TV Azteca. “Não é a sua vocação, não é o que ela quer. Mas se [Alfonso] Cuarón [diretor de ‘Roma’] continuar a chamá-la para trabalhar, provavelmente será. Mas não sinto que seja sua vocação, é um momento, um flash”, acrescentou. A atriz Laura Zapata também criticou a aparência de Yalitza quando os jornalistas perguntaram sua opinião sobre o sucesso da jovem. “Que sorte, né? É a sorte das feias”, respondeu. Outra declaração que gerou polêmica foi da cantora Yuri (Yuridia Valenzuela Canseco), que durante uma entrevista se disse contente por ver que alguém “com aquele tipo físico” esteja concorrendo ao Oscar. “Acho muito bom. Como que uma pessoa com esse tipo (físico foi indicada)? Não importa o físico, é o talento”, disse. “Muita gente diz que se você está em Hollywood tem que ser muito mexicana, muito bonita e ter um corpaço. E ela é o contrário disso”, acrescentou. A polêmica mais recente foi do ator Sergio Goyri, num vídeo que viralizou, em que ele aparece reclamando que tinham “nomeado uma índia” ao Oscar. Ao saber dessas declarações, Yalitza disse: “Estou orgulhosa de ser uma indígena oaxaqueña e só lamento que haja pessoas que não sabem o significado correto das palavras.” Antes de participar de “Roma”, Yalitza era professora de uma pré-escola em Tlaxiaco, no estado de Oaxaca. A mudança foi drástica, ainda mais que ela nunca tinha visto uma mulher “desse tipo” ter alguma projeção no cinema mexicano, graças ao “azar” das minorias. “Eu não conhecia muito sobre cinema. Eu me afastei totalmente do cinema porque considerava que não me pertencia, que era um mundo de sonhos a que eu não podia aspirar, porque nenhuma mulher que eu via nas telas se parecia comigo”, afirmou a atriz em entrevista à imprensa. “Agora que comecei a pesquisar mais, já sei que há muitos atores incríveis que, sem ter estudado atuação, chegaram a ser grandes”, concluiu.
Marta vira a número 10 da família de super-heróis da Umbrella Academy
A Netflix divulgou um comercial criativo de “The Umbrella Academy”, que inclui a jogadora de futebol Marta entre cenas da série. Ela aparece na mansão da família Hargreeves como, claro, a número 10. E seus poderes incluem chute perigosíssimo. O vídeo segue ao ”anúncio” de que a jogadora iria se dedicar à família neste ano. Os fãs da melhor jogadora de futebol do mundo chegaram a especular que ela iria se aposentar, mas tudo não passou de ação promocional da Netflix, que colocou a jogadora na família de super-heróis da série, identificados desde a infância por números ao invés de nomes. Recebida de forma fria pelos “irmãos” ao chegar em casa, Marta logo se vê em meio a um tiroteio promovido pelos assassinos Hazel (Cameron Britton) e Cha-Cha (Mary J. Blige) na mansão onde todos moram. Ao final do vídeo, ela ainda faz uma dancinha com a número 7 (Ellen Page). A Netflix tem se especializado em usar celebridades brasileiras para promover suas séries, como a apresentadora Xuxa em “Stranger Things” e Valesca Popozuda em “Orange Is the New Black”. “The Umbrella Academy” é uma das séries recentes que mais tem sido promovida pela Netflix. Baseada nos quadrinhos do cantor Gerard Way (My Chemical Romance) ilustrados pelo brasileiro Gabriel Bá, a série acompanha uma família disfuncional superpoderosa que tem que impedir o fim do mundo em poucos dias, sem saber que um deles próprios será o responsável pelo apocalipse.












