Ator de Pretty Little Liars será o herói Aqualad na série Titãs
A série “Titãs” mostrará mais um dos integrantes da formação original do grupo de super-heróis dos quadrinhos. O ator Drew Van Acker, que ficou conhecido pelo papel de Jason DiLaurentis (o irmão de Alison e Spencer) em “Pretty Little Liars”, foi escalado para interpretar Aqualad na produção da plataforma DC Universe. Para quem não conhece o histórico dos personagens, a “Turma Titã” original foi criada pelo roteirista Bob Haney em 1964, quando ele juntou Robin, Kid Flash e Aqualad, os parceiros adolescentes (então com 13 anos) de Batman, Flash e Aquaman, numa mesma aventura. Foi um grande sucesso editorial e a DC voltou a reunir os heróis mirins mais duas vezes antes de decidir lançar uma revista com o grupo, batizada de “Teen Titans”, em inglês, com a inclusão de Dianinha, a Moça-Maravilha, e eventualmente também de Ricardito (Speedy), que, com o tempo, viraram Arsenal e Troia. Outros personagens importantes dessa fase foram Lilith, Rapina e Columba. Robin também mudou sua identidade para Asa Noturna nos anos 1980 (e logo Kid Flash virou Flash, Aqualad, Tempestade, e Lilith se tornou Sina) e até a Turma Titã teve sua denominação alterada para Novos Titãs, numa fase em que a equipe deixou de ser totalmente teen, formada por Asa Noturna, Ciborgue, Ravena, Estelar e Mutano, praticamente a equipe da série – e da animação “Jovens Titãs”. Mas as mudanças não acabaram ali. Quando novos membros deram origens a outras formações – e à Justiça Jovem – , a equipe original voltou a se reunir, já adulta, sob o nome simplificado de Titãs, o mesmo escolhido para a produção live action. Aqualad era o único personagem que ainda não tinha sido visto em carne e osso na televisão. “Titãs” incluiu Donna Troy, a Moça-Maravilha, em sua 1ª temporada. E as séries do Arrowverso mostraram Kid Flash e Arsenal. Como a atração do DC Universe não faz parte do Arrowverso, é possível que esses dois personagens também sejam introduzidos com novos intérpretes. Uma curiosidade sobre a escalação de Drew Van Acker é que Aqualad tem sido representado como um personagem negro na série animada da Justiça Jovem, exibida no mesmo DC Universe. O fato da “Titãs” preservar a etnia original do herói contrasta com a recente contratação de uma atriz inglesa negra para viver a vilã branca/asiática Mercy Graves em sua 2ª temporada. Uma possível explicação é que o Aqualad de “Titãs” não é o mesmo de “Justiça Jovem”. A série vai mostrar Garth, fundador dos Titãs, e não Kaldur’ahm, o líder da Justiça Jovem. Após os “Novos 52”, mais recente reboot dos quadrinhos da DC Comics, as publicações “Caça aos Titãs” (Titans Hunt) e “Universo DC Renascimento” (DC Rebirth) voltaram a considerar a cronologia histórica e reuniram mais uma vez os fundadores originais dos Titãs – inclusive Lilith, morta numa minissérie traumática, e Kid Flash, perdido na Força de Aceleração (speed force). Será interessante ver como a série do DC Universe irá abordar a reunião de Garth com Dick Grayson (o Robin, vivido por Brenton Thwaites) e Donna Troy (Conor Leslie), e se outros Titãs originais vão aparecer ao encontro. Criação de Akiva Goldsman (roteirista de “A Torre Negra”), Greg Berlanti (responsável por todas as séries do Arrowverso) e Geoff Johns (cocriador de “The Flash”), “Titãs” tem distribuição no Brasil pela Netflix.
LA’s Finest: Série policial com Gabrielle Union e Jessica Alba é renovada para 2ª temporada
A plataforma americana Spectrum renovou a produção de “LA’s Finest”, spin-off da franquia cinematográfica “Bad Boys”, para sua 2ª temporada. O anúncio foi feito pelas estrelas da série policial, Gabrielle Union (“Pense como Eles”) e Jessica Alba (“Sin City”), durante participação no Festival de Televisão de Monte Carlo nesta sexta-feira (14/6), e confirmado por comunicado oficial. “Estamos entusiasmados com o fato de ‘LA’s Finest’ ter repercutido entre nossos assinantes de uma maneira tão importante. Quando vi pela primeira vez o piloto – um programa sobre duas mulheres fortes aprendendo a confiar e apoiar uma à outra e ainda tendo muitos problemas – eu sabia que ia segui-las para qualquer lugar”, disse Katherine Pope, chefe de conteúdos originais da Spectrum. “Muitos elogios para Gabrielle e Jessica, como estrelas e produtoras executivas, junto com os criadores Brandon Sonnier e Brandon Margolis e todos os outros envolvidos, por nos ajudar a lançar nossa primeira série original e deixar a decisão de fazer uma 2ª temporada incrivelmente fácil.” Mas, apesar do tom efusivo do anúncio, a série teve muitos problemas para sair do papel. O piloto original chegou a ser rejeitado pela rede americana NBC. Mas a Sony acreditava tanto em seu potencial que foi atrás de parceiros pouco convencionais para realizar a série. Para começar, fechou acordo de coprodução com a Bell Media, dona da rede canadense CTV, e buscou um nova mídia para exibir a produção nos Estados Unidos. As negociações acabaram originando a primeira série da Spectrum, terceira maior empresa provedora de acesso à TV paga, telefonia e banda larga nos Estados Unidos. Desde então, a Spectrum já encomendou mais duas produções. Entretanto, os problemas continuaram durante as gravações da 1ª temporada. Um acidente trágico aconteceu no set, quando um carro usado numa cena de ação perdeu o controle e se chocou com containers que desabaram sobre o diretor e os produtores. Como resultado, um dos criadores da série, Brandon Sonnier, precisou passar por cirurgia e amputar uma de suas pernas. Para completar, a crítica odiou o resultado. Uma das séries pior avaliadas da história do Rotten Tomatoes, “LA’s Finest” atingiu apenas 10% de aprovação no site agregador de críticas. “LA’s Finest” foi a primeira série criada por Sonnier e Margolis, após os dois trabalharem como roteiristas em “The Blacklist”. Ela é uma expansão do universo de “Bad Boys”, que rendeu dois filmes estrelados por Will Smith e Martin Lawrence há mais de 15 anos, e atualmente produz o terceiro. A trama é centrada na personagem Syd Burnett, irmã do detetive Marcus Burnett (Martin Lawrence), introduzida em “Bad Boys 2” (2003), que assim como no filme é interpretada por Gabrielle Union. Replicando a dinâmica do cinema, a série tem duas protagonistas. E o papel de parceira de Syd representa o retorno de Jessica Alba para a TV, 17 anos após o final da série sci-fi “Dark Angel” (2000–2002). A 1ª temporada acaba em duas semanas na América do Norte, mas ainda não tem previsão de estreia no Brasil, onde será exibida pelo canal pago AXN.
Bradley Cooper negocia estrelar o próximo filme de Guillermo Del Toro
O ator Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”) está em negociações avançadas para estrelar o próximo filme do cineasta mexicano Guillermo Del Toro (“A Forma da Água”). Ele entraria no lugar de Leonardo DiCaprio (“Era uma Vez em Hollywood”), que também iniciou discussões – em abril passado – , mas não assinou contrato. O projeto é adaptação do livro “Nightmare Alley”, de William Lindsey Graham, publicado em 1946 e que já foi transformado num clássico do cinema noir, batizado no Brasil como “O Beco das Almas Perdidas” (1947). A trama é cheia de reviravoltas. Acompanha um vigarista (Tyrone Power, em 1947) que entra num circo para aprender os truques de uma falsa vidente (Joan Blondell). Como ela se recusa a contar seus segredos, ele decide fragilizá-la, tornando-a viúva. Mas acaba se envolvendo com uma jovem assistente (Coleen Gray) e é expulso do circo. Mesmo assim, segue em frente com o golpe de vidente, até conhecer uma psicóloga pilantra (Helen Walker) que grava as confissões de seus pacientes. E aí percebe que pode tornar seu truque ainda mais convincente e extorquir uma clientela exclusiva com estas informações. O final é extremamente sombrio. Além de dirigir e produzir, Del Toro assina o roteiro com Kim Morgan (“O Quarto Proibido”). Com produção do estúdio Fox Searchlight, o mesmo de “A Forma da Água”, que agora é da Disney, “Nightmare Alley” ainda não tem uma data de estreia definida.
Spice Girls vão voltar ao cinema como desenho animado
A Paramount anunciou o desenvolvimento de um novo filme das Spice Girls, desta vez em formato de animação. O estúdio conta com o envolvimento das cinco integrantes do grupo feminino, inclusive Victoria Beckham, que não participa da nova turnê musical das Spice Girls. “Elas tiveram uma ideia e foram desenvolvendo. Estão muito envolvidas”, explicou a presidente da Paramount Animation, Mireille Soria, em entrevista à revista The Hollywood Reporter. A animação vai trazer os hits conhecidos do grupo, mas também incluirá músicas inéditas – logicamente, será acompanhada por um disco de trilha sonora. O roteiro está a cargo de Karen McCullah e Kirsten Smith, dupla que trabalhou junta na famosa comédia “Legalmente Loira” (2001). Este será o segundo longa-metragem das cantoras inglesas. O anterior foi “O Mundo das Spice Girls”, lançado em 1997, no auge da popularidade do quinteto que popularizou a expressão “girl power” no mundo inteiro. O novo lançamento está previsto para 2020.
Aprendiz de Espiã: Comédia infantil de Dave Bautista ganha trailer legendado e dublado
A Diamond Films divulgou as versões legendada e dublada do trailer de “Aprendiz de Espiã” (My Spy), comédia de ação em que Dave Bautista explora os dotes de humorista que vem ensaiando na franquia “Guardiões da Galáxia”. A história segue uma fórmula já usada por Arnold Schwarzenegger (“Um Tira no Jardim de Infância”), Jackie Chan (“Missão Quase Impossível”), Dwayne Johnson (“O Fada de Dentes”) e outros adeptos do cinema de pancadarias para ampliar seu público e conquistar a simpatia infantil: virar um brutamontes bonzinho no contexto de uma comédia com criança. No filme, Bautista vive um agente da CIA que prefere explodir os inimigos a cumprir os objetivos de suas missões. Por conta disso, é colocado sob observação. Para piorar, durante uma tocaia, é flagrado por uma menina de 9 anos, que grava sua espionagem com um celular e negocia não colocar o vídeo no ar em troca de aulas para virar espiã. E ela dá um baile no durão, além de descobrir que ele não é tão insensível quanto tenta parecer. A precoce Chloe Coleman (de “Big Little Lies” e que também estará em “Avatar 2”) vive a garotinha e o elenco ainda inclui Kristen Schaal (de “O Último Cara na Terra/The Last Man on Earth”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”) e Parisa Fitz-Henley (“Midnight Texas”). O roteiro é dos irmãos Jon e Erich Hoeber (“RED: Aposentados e Perigosos”) e a direção está a cargo do veterano Peter Segal (“Corra que a Polícia vem Aí! 33 1/3: O Insulto Final”). A estreia está marcada para 19 de setembro no Brasil, um mês depois do lançamento nos Estados Unidos.
Olhos que Condenam vira a série mais vista da Netflix nos Estados Unidos
A Netflix divulgou em suas redes sociais que “Olhos que Condenam” (When They See Us), minissérie da diretora Ava DuVernay (“Selma”), virou a série mais assistida da plataforma de streaming nos Estados Unidos desde sua estreia, no dia 31 de maio. Vale lembrar que a Netflix não revela os números exatos de sua audiência, por isso não há como saber exatamente qual é a audiência da produção. Mas a série teve bastante repercussão e levou duas ex-promotoras, envolvidas no processo que condenou injustamente os cinco personagens na vida real, a perderem seus empregos atuais sob pressão popular. A história dos cinco rapazes que ficaram conhecidos como “Central Park Five” é contada em detalhes na minissérie. A produção mostra como eles foram condenados por estuprar uma mulher branca no Central Park em Nova York, em 1989, apesar de ser inocentes, sofrendo preconceito por serem negros. “Olhos que Condenam” aborda como a polícia e a promotoria de Nova York obrigaram os menores de idade Kevin Richardson, Yusef Salaam, Raymon Santana, Antron McCray e Korey Wise a confessarem o crime, após 30 horas seguidas de tortura psicológica, levando-os a serem condenados, embora exames de DNA, roupas e outras provas físicas indicassem sua inocência. Uma das promotoras chegou a impedir pessoalmente que os menores vissem seus parentes ou advogados antes de confessarem, num franco abuso de autoridade. Foram condenados e presos até que, em 2001, um estuprador serial chamado Matias Reyes confessou o crime. O DNA encontrado na vítima, desprezado na época pela promotoria, corroborou sua confissão. Após as acusações, a vida dos cinco jovens e de suas famílias foram destruídas. E tem um detalhe: quem mais atacou publicamente os garotos foi o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que publicou em 1989 um anúncio de página inteira no jornal The New York Times pedindo a volta da pena de morte no estado para punir os garotos. Que eram inocentes. O tema ecoa o documentário que a diretora Ava DuVernay fez para a Netflix, “A 13ª Emenda”, sobre o sistema prisional americano, que foi indicado ao Oscar 2017. Desta vez, porém, a produção é uma obra de ficção com atores. O elenco conta com Jovan Adepo (“Um Limite Entre Nós”), Vera Farmiga (“Bates Motel”), Felicity Huffman (“Desperate Housewives”), Joshua Jackson (“The Affair”), Famke Janssen (“How to Get Away with Murder”), Jharrel Jerome (“Moonlight”), John Leguizamo (“Bloodline”), Niecy Nash (“Claws”), Chris Chalk (“Gotham”) e Blair Underwood (“Quantico”), entre outros. When They See Us has been the most-watched series on Netflix in the US every day since it premiered on May 31 pic.twitter.com/jS8IXIh03g — Netflix US (@netflix) June 12, 2019
Pedro Almodóvar será homenageado pelo Festival de Veneza
O cineasta Pedro Almodóvar será homenageado pelo Festival de Veneza com um Leão de Ouro honorário. Ele e a atriz Julie Andrews (a Mary Poppins original), cujo Leão de Ouro foi anunciado em março, terão as carreiras celebradas na próxima edição do mais antigo festival de cinema do mundo. É tradição do evento homenagear um diretor e um intérprete todos os anos. O diretor e roteirista espanhol já tem um prêmio do Festival de Veneza em sua estante, pelo roteiro de “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” (1988). Ele também venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “Tudo Sobre Minha Mãe” (1999) e Roteiro Original por “Fale com Ela” (2002), e foi premiado em Cannes por “Tudo Sobre Minha Mãe” e “Volver” (2006), além de vir de uma participação vitoriosa na edição do festival francês deste ano, onde o seu “Dor e Glória” rendeu o prêmio de melhor ator para Antonio Banderas. Em comunicado oficial, Almodóvar agradeceu a honra concedida pelo Festival de Veneza, e disse ter boas memórias do evento. A estreia de “Maus Hábitos” (1983) no festival foi lembrada pelo diretor como “a primeira vez que um de seus filmes viajou para fora da Espanha”. “Veneza foi o lugar do meu batismo internacional, e foi uma experiência maravilhosa. Estou muito animado e honrado com o presente que é este Leão de Ouro”, disse o cineasta espanhol. Diretor espanhol mais premiado de sua geração, Almodóvar ainda destaca, entre seus filmes notáveis, “Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão” (1980), “Matador” (1986), “A Lei do Desejo” (1987), “Ata-me” (1989), “Carne Trêmula” (1997), “Má Educação” (2004), “Volver” (2006), “A Pele Que Habito” (2011) e “Julieta” (2016).
Jett: Carla Gugino é ladra profissional em trailer e fotos de nova série de ação
O canal pago americano Cinemax lança nesta sexta-feira (14/6) a série “Jett”, estrelada pela atriz Carla Gugino (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), que está sendo bastante elogiada pela crítica americana – atingiu 80% no Rotten Tomatoes. Confira abaixo o trailer, pôster e fotos da atração, que só vai chegar ao Brasil em 2 de agosto, no Max Prime. A série gira em torno de Daisy “Jett” Kowalski (Gugino), uma ladra renomada que, recém-saída da prisão, pensa apenas em cuidar de sua filha pequena e ficar longe de problemas. Mas acaba forçada a voltar à ativa por criminosos perigosos, determinados a explorar suas habilidades para seus próprios objetivos. “Jett” é uma criação do venezuelano Sebastian Gutierrez, parceiro de longa data da atriz. Ele escreveu “Na Companhia do Medo” (2003), suspense coestrelado por Gugino, e ainda a dirigiu em mais três longa-metragens: “O Beijo da Traição (1998), “Doces Problemas” (2009) e “Um Caso Complicado” (2010). Os dois dividem a produção do programa, que ainda traz em seu elenco os atores Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”), Elena Anaya (“Mulher-Maravilha”), Lucy Walters (“Get Shorty”), Michael Aronov (“The Americans”), Gus Halper (“Happy!”), Mustafa Shakir (“The Deuce”), Greg Bryk (“Frontier”), Gil Bellows (“Eyewitness”) e a menina Violet McGraw (“A Maldição da Residência Hill”).
Fênix Negra encerra saga dos X-Men de qualquer jeito
“X-Men: Fênix Negra” é o último “X-Men” da Fox. Depois disso, a franquia será comandada pela Marvel (em outras palavras, Disney). Portanto, era de se esperar um final digno, afinal a série rendeu grandes momentos e proporcionou alguns filmes realmente muito bons, como “X-Men 2” e “X-Men: Primeira Classe”, além de “Logan”. Sem esquecer que não teríamos a onda atual de filmes de super-heróis sem o “X-Men” de 2000 e, sem ele, Hugh Jackman jamais teria se tornado um astro. Então, não foi pouca coisa. Mas o roteirista Simon Kinberg, promovido a diretor em “X-Men: Fênix Negra”, tratou não só este filme, como toda a franquia, como qualquer coisa. E entregou um episódio final horroroso, pior que o fraco “X-Men: Apocalipse”. Kinberg deveria entender mais a respeito dos personagens, não? Ele escreveu diversos filmes da franquia e até o terrível “X-Men: O Confronto Final”, que é (pasmem) a base deste último ato da saga. Giramos, giramos e giramos para cair no mesmo lugar. Ironicamente, no mesmo ponto em que a Fox se viu obrigado a recomeçar a saga, depois que Brett Ratner destruiu o que Bryan Singer construiu com “X-Men” e “X-Men 2”. O estúdio precisou rejuvenescer os personagens, brincar com a timeline e criar uma espécie de universo paralelo misturado com passado, mas sem a mesma destreza narrativa de J.J. Abrams, que inaugurou essa tendência em “Star Trek”. Até que o recomeço foi promissor com “Primeira Classe”, em que o cineasta Matthew Vaughn conseguiu inserir ideias novas muito bem-vindas. Mas a verdade é que ele só esquentou a cadeira de diretor até Bryan Singer retornar e estragar tudo com seu ego. Com ajuda, claro, de Kinberg, que demonstrou ego ainda maior, ao assumir roteiro, direção e produção do último filme. Os quatro filmes que ele escreveu estão entre os piores da saga, salvando-se apenas “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” pela premissa original – de Chris Clarement nos quadrinhos. Se você viu “O Confronto Final” e conseguiu a proeza de guardar algo na memória, “Fênix Negra” é uma versão, digamos, mais barulhenta e com mais efeitos digitais distribuídos por metro quadrado. Mas igualmente estúpida no quesito desenvolvimento da trama. Acredite: o público não tempo de chorar pela morte de uma personagem principal, enquanto é arremessado num festival de lutas e CGI com personagens encarando uns aos outros com raios lasers nos olhos. O que conduz ao olhar de Jessica Chastain, representando o do público em sua maioria. Entre a sucessão exagerada de encaradas entre personagens, o espectador só precisa encarar a atriz para notar a pergunta jogada no ar: “o que estou fazendo aqui?”. Sua personagem, Vuk (!), que parece a irmã dos gêmeos albinos de “Matrix Reloaded”, entra para levantar uma discussão sobre a força da mulher, mas o papo não decola em meio à ação visualmente constrangedora. Comparar o final da saga dos “X-Men” com a espetacular conclusão orquestrada pela Marvel para “Vingadores: Ultimato” é até covardia. Então, boa sorte, Marvel Studios, com a missão de limpar essa zona. Sobram os agradecimentos, apesar de tudo, ao elenco dessa nova velha geração. Especialmente a Jennifer Lawrence, Michael Fassbender, James McAvoy, Nicholas Hoult, Evan Peters e Sophie Turner pelo tremendo esforço em dar vida e alguma alegria aos fãs dos quadrinhos. E vale dar também um grande adeus a Simon Kinberg. Tchau.
Dor e Glória reflete criatividade e desejo de Pedro Almodóvar
“Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, centra-se no personagem Salvador Mallo, um cineasta que já traz no nome a convivência dos contrários. Seu momento atual e suas lembranças são marcados pela dor e pela glória. A dor porque já está envelhecido e sentindo-se sem condições de filmar, a razão de ser de sua vida, com as doenças tomando conta de seu corpo. Desde as dores de coluna, as dores de cabeça, os engasgos frequentes, até a depressão pela perda de amores e de vitalidade. Uma animação, muito bem realizada, nos mostra o que são essas dores que acometem o corpo, cheia de cores, com didatismo e humor. Com Almodóvar, a dor também fica divertida. Como sempre foi nos seus filmes. A cabeça continua produzindo, escrevendo histórias a partir de experiências vividas, desejadas ou imaginadas, que agora não se destinarão ao cinema. Mas também não são contos literários. Um momento de declínio que produz uma crise existencial. Esses belos escritos, que acabarão sendo representados ou filmados, são a revelação de uma vida de criatividade, de sucesso e admiração internacionais, que é evidente. O relançamento de um filme chamado “Sabor”, realizado há 30 anos e que produziu uma inimizade com o ator principal, faz com que se reate seu contato e, por meio dele, um velho amor reaparece. A glória também vem das lembranças infantis, da vida na casa caverna, da mãe pobre, forte, batalhadora, do canto que abriu caminho ao estudo patrocinado junto aos padres, do primeiro desejo que se manifesta numa febre. O talento de escritor e a inclinação precoce na direção do cinema já dominam a cena. Desde sempre. Embora hoje doloroso, há um caminho a seguir e não será pela via da heroína que combate a dor, mas escraviza. Será novamente pelo desejo que novos ânimos poderão surgir. Não por acaso, a produtora de Pedro e seu irmão Agustín Almodóvar chama-se El Deseo. Ele é visto como o motor da existência. O protagonista Salvador Mallo, brilhantemente interpretado por Antonio Banderas, remete, é claro, à própria figura de Pedro Almodóvar, mas não pode se considerar uma autobiografia. Aí estão lembranças, recordações, mas também acontecimentos que poderiam ter existido ou ser fictícios, expectativas, decepções, hipóteses, exageros. Sentimentos e impressões que passam, se transformam. Elementos de uma vida que abrem perspectivas para um novo personagem, que dialoga com seu inspirador. Este, por sua vez, realiza sua autoanálise, encarando a morte como algo já mais próximo e palpável. Em alguns momentos, até desejável. O filme é lindo, profundo, e traz um time de atores e atrizes magnífico, além de Banderas. O argentino Leonardo Sbaraglia, como Federico, um ator já muito tarimbado e conhecido do cinema dos hermanos. Penélope Cruz, sempre luminosa, faz Jacinta, a mãe. Ambos vivem papéis de coadjuvantes, mas brilham. Asier Etxeandia, como Alberto Crespo, tem um trabalho competente num papel importante. E outras grandes mulheres estão lá: Nora Navas, como Mercedes, Julieta Serrano, como a mãe já idosa, Susi Sánchez e a participação de Cecília Roth, que já atuou em tantos filmes do diretor, compõem um elenco à altura para esse novo grande trabalho almodovariano. Há poucos anos, escrevi um livro destacando a sexualidade e a transgressão no cinema de Almodóvar. O diretor continua fiel a esses temas norteadores, assim como à utilização da metalinguagem. Em seus filmes, outros filmes e peças são feitos – aqui, “Vício” e “O Primeiro Desejo” são as realizações. O construir artístico, a escrita, a filmagem, a distribuição e exibição dos filmes, o trabalho dos atores e atrizes, além do próprio diretor, evidentemente, enriquecem a experiência cinematográfica do espectador. Recentemente exibido no Festival de Cannes, “Dor e Glória” teve excelente acolhida. Levou o prêmio de Melhor Ator para Antonio Banderas. Mas merecia mais.
Vídeo mostra Cuba Gooding Jr. apalpando mulher que o acusa de assédio
O site TMZ teve acesso ao vídeo de segurança do bar em que o ator Cuba Gooding Jr. foi acusado de assédio sexual. O vídeo flagra o ator apalpando a coxa e o seio da mulher que fez a acusação. O caso aconteceu no domingo (9/6), em uma festa em Nova York. Pelas imagens, é possível ver a mulher sentando ao lado do ator e de sua namorada. A namorada de Gooding fica o tempo inteiro entre eles e não é possível ouvir as conversas. Mas, após alguns segundos, Cuba coloca a mão na coxa esquerda dela e depois parece apalpar seu seio. A suposta vítima coloca a seguir a mão dela junto com a do ator e o que acontece neste momento é aberto a interpretações: ou ela afasta a mão de Cuba ou ele a puxa para dar um beijo. Logo em seguida, várias outras pessoas se aproximam e o ator interage com todos, inclusive os homens, de forma efusiva. A mulher que denunciou Gooding deixou o bar após o suposto incidente, ligando para o número da emergência pouco depois. O ator foi detido nesta quinta (13/6) por importunação e abuso sexual de terceiro grau, e chegou a ser algemado para ser conduzido à delegacia (foto acima). Vencedor do Oscar por sua performance em “Jerry Maguire: A Grande Virada” (1996) e indicado ao Emmy por interpretar O.J. Simpson na 1ª temporada de “American Crime Story” (em 2016), Gooding acabou de filmar “Life in a Year”, drama indie em que contracena com Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”) e Jaden Smith (“Depois da Terra”).
2ª temporada de Manto e Adaga ganha data de estreia no Brasil
A 2ª temporada de “Manto e Adaga” (Cloak & Dagger) vai estrear na próxima terça-feira (18/6) no Brasil, com exibição semanal às 21h no canal pago Sony. A estreia vai acontecer quase três semanas após a temporada ter sido finalizada nos Estados Unidos, onde foi exibida pelo canal pago Freeform. Os novos episódios da adaptação dos quadrinhos da Marvel mostra a evolução da amizade dos personagens do título e também de seus poderes, especialmente do controle desenvolvido por Manto sobre sua habilidade de se teletransportar, inclusive para outras dimensões – sinistras. Os heróis são vividos por Aubrey Joseph (da minissérie “The Night Of”) e Olivia Holt (da série “Os Guerreiros Wasabi”), respectivamente como Manto e Adaga. Além da dupla, a temporada marca a estreia de outra vigilante da Marvel: Mayhem, codinome adotado pela detetive Brigid O’Reilly (Emma Lahana) após sobreviver a um atentado e sofrer contaminação biológica no final da temporada passada. Dividida em duas, ela adquire determinação sanguinária para fazer justiça com as próprias mãos – ou garras.
3ª temporada de The Handmaid’s Tale ganha data de estreia no Brasil
A 3ª temporada de “The Handmaid’s Tale” vai estrear já neste sábado (15/6) no Brasil. O serviço on-demand Paramount+ anunciou a exibição dos três primeiros episódios para os assinantes da NET no NOW. Após esse lançamento, os episódios vão chegar semanalmente à plataforma, aos sábados, a partir de 22 de junho. Já a estreia na TV paga, que vai acontecer pelo Paramount Channel, ainda não tem data prevista. Os novos episódios já começaram a ser exibidos nos EUA pela plataforma Hulu, e no mesmo padrão, com os três primeiros disponibilizados no primeiro dia e o resto semanalmente. Assim, já foram ao ar quatro dos 13 episódios produzidos. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”, a trama de “The Handmaid’s Tale” se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar a sociedade a explorar as mulheres férteis como propriedade do estado e dar origem a um governo fundamentalista de extrema direita. A trama foi adaptada por Bruce Miller (de “The 100”) e já deixou para trás a história do livro, adentrando território inédito na 2ª temporada para continuar acompanhando a trajetória de sua protagonista. A 3ª temporada explora a revolta das mulheres contra o regime de Gilead, o país fictício da trama – cujo nome vem da Bíblia.












