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17 de outubro de 2026
  • Série

    Netflix revela ter 29 milhões de assinantes na América Latina

    18 de dezembro de 2019 /

    A Netflix revelou pela primeira vez dados bem detalhados de seu alcance fora do território dos Estados Unidos. Com o objetivo de convencer seus investidores sobre o potencial de crescimento que possui em diversos mercados internacionais, a plataforma confirmou que, atualmente, possui 90 milhões de assinantes fora dos EUA (no território americano, o número de clientes é 60 milhões). De acordo com os dados da companhia, a Netflix possui, atualmente 29 milhões de assinantes em território latino-americano. Não parece muito, diante dos números da audiência televisiva na região. Mas é crescente. O registro é praticamente o dobro do divulgado pela empresa em 2017. Outro dado importante é que, embora não especifique isoladamente a quantidade de assinantes por país, o desempenho da Netflix na América Latina é impulsionado, sobretudo, pelos serviços sediados no Brasil e no México. Entretanto, esse crescimento não é acompanhado por grande aumento de arrecadação. A América Latina é a região que gera a menor receita para a Netflix, devido à desvalorização da moeda de seus países frente ao dólar. Com isso, as assinaturas latinas giram em torno de US$ 8,21 por mês, em média, enquanto nos Estados Unidos e no Canadá o preço está em US$ 12,36. Esta desvalorização fez com que o faturamento anual ficasse em US$ 2 bilhões em 2019, superior em apenas US$ 300 mil ao valor de 2017, apurado com quase metade da quantidade dos assinantes atuais. No resto do mundo, a região que abrange Europa, Oriente Médio e África concentra a maior quantidade de assinantes, o que é inevitável quando se juntam três continentes. São 47 milhões de assinantes nesses territórios. Já a região que registra o crescimento mais rápido e em maior número de assinaturas é a Ásia-Pacífico, cujo número de clientes triplicou desde 2017. Paradoxalmente, ela também representa o menor mercado da Netflix no mundo, com 14 milhões de asiáticos atendidos – cerca de 9% do total de assinantes da plataforma. A reação do mercado para a liberação dessas informações não foi de muito entusiasmo. A avaliação é que a Netflix decidiu abrir dados sigilosos para mostrar que, apesar do cenário mais competitivo que encontra nos EUA, ainda possui potencial de crescimento no exterior. Além de ser o país com crescimento mais lento da Netflix, os Estados Unidos também registram, pela primeira vez, um recuo na base de assinantes do serviço: 126 mil pessoas cancelaram o serviço no segundo trimestre do ano. Isto acontece em meio ao aumento na quantidade de oferta em serviços rivais – Disney+ (Disney Plus) e Apple TV+ foram lançados neste período – , uma tendência que só irá aumentar em 2020. A Netflix ainda aponta que o sucesso de sua expansão internacional pode ser creditada à boa aceitação de séries e projetos de conteúdo de língua não-inglesa. O maior exemplo é a série “La Casa de Papel”, que se tornou muito popular em todo mundo, não apenas na Espanha, seu país original. Para a empresa, este ainda é seu grande diferencial para continuar crescendo, diante da concorrência com serviços que só oferecem atrações americanas.

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  • Filme

    Dois Irmãos: Novo trailer da animação da Pixar destaca personagem dublada por Octavia Spencer

    18 de dezembro de 2019 /

    A Pixar divulgou uma coleção de pôsteres e um novo trailer americano de “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica”, tradução brasileira para o filme que é chamado simplesmente de “Onward” nos Estados Unidos. A prévia destaca pela primeira vez a personagem dublada por Octavia Spencer (“A Forma da Água”), uma garçonete chamada Manticore, que ajuda os protagonistas em sua jornada. Produção que mais parece um desenho tradicional da Disney do que uma animação do estúdio Pixar, o filme acompanha, como resume o título nacional, dois irmãos numa jornada fantástica. Eles abandonam sua confortável vida como elfos suburbanos para completar um feitiço que pode trazer seu pai de volta à vida, embarcando num carro velho em busca do resto da magia que já existiu naquele lugar. Um dos maiores atrativos da produção é o fato de seu elenco juntar dois integrantes de “Vingadores: Ultimato”, Chris Pratt e Tom Holland, intérpretes respectivamente do Senhor das Estrelas (dos Guardiões da Galáxia) e do Homem-Aranha, como as vozes dos irmãos. Mas a inevitável dublagem brasileira para as crianças torna isso irrelevante para o público nacional. O filme tem roteiro e direção de Dan Scanlon, que também fez as duas funções em “Universidade Monstros” (2013), e estreia marcada para 5 março no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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  • Etc,  Série

    Série documental resgata polêmicas do comediante Kevin Hart

    18 de dezembro de 2019 /

    A Netflix divulgou o trailer de sua série documental sobre o comediante Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”), e a prévia aborda diversas polêmicas, desde sua recusa em se desculpar por comentários homofóbicos até a reação de sua esposa para a notícia de sua traição conjugal. A produção intitulada “Kevin Hart: Don’t F**k This Up” não esconde que tenta passar uma imagem de bom moço que foi vítima da mídia, mas a lembrança de que sua esposa, Eniko Parrish, estava na 31º semana de gravidez quando foi traída é um golpe duro nessa campanha de relações públicas em forma de série. No vídeo, Eniko aparece chorando ao falar sobre o caso. “Você me humilhou publicamente. Eu apenas ficava dizendo, ‘Como diabos você deixou isso acontecer?'”. Na época, Kevin foi chantageado por uma pessoa, que tentou conseguir dinheiro para não divulgar um vídeo que mostrava o comediante com outra mulher. Em vez de pagar, ele admitiu o caso num post no Instagram, incluindo um pedido de desculpas à Eniko. No trailer do documentário, o comediante fala sobre o momento. “Nosso casamento foi colocado em um teste. O teste mais difícil de todos. E, você sabe, às vezes esses testes vêm da estupidez. Mas é como você lida com isso e como decide avançar a partir dele”, destacou Kevin, no texto marketeiro. Sua outra grande polêmica diz respeito ao fato de ter preferido desistir de apresentar o Oscar 2019 a pedir desculpas a comunidade LGBTQIA+ por tuítes homofóbicos de seu passado, resgatados nas redes sociais após ele ser convidado para a função. Num dos tuítes antigos resgatados, ele relatou que não aceitaria um filho gay, dizendo que se o pegasse brincando com bonecas, quebraria o brinquedo na cabeça dele. Em outro, comparou a foto de um homem sensual a um “anúncio gay para a Aids”. E essas foram as “piadas” mais leves. Hart afirmou que as mensagens eram de quase uma década atrás e que ele amadureceu desde então. Mas não quis se desculpar. “Escolhi descartar a desculpa. A razão pela qual faço isto é porque já falei sobre isto diversas vezes”, disse Hart, entre vários posts, argumentando que se desculpar seria alimentar os trolls. E com essa reação, apenas alimentou sua própria fama de homofóbico. No trailer do documentário, ele tem a mesma atitude, interrompendo pergunta sobre o tema, para avisar que o entrevistador não o conhece. E é aí que os editores enfiam vídeos caseiros com a historinha da sua vida. Veja abaixo. A série estreia em 27 de dezembro em streaming.

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  • Série

    The Affair: Ambiente hostil e nudez gratuita fizeram Ruth Wilson sair da série

    18 de dezembro de 2019 /

    Um mês depois do fim de “The Affair” e mais de um ano após deixar o elenco da série, a atriz Ruth Wilson veio a público esclarecer o motivo de sua saída. Em 2018, após a 4ª temporada, ela chegou a insinuar que a morte de sua personagem, protagonista da atração, não era apenas uma solução narrativa, mas se recusou a esclarecer o que de fato aconteceu nos bastidores, apenas confirmando que não foram problemas de diferença de salário com seus colegas masculinos. Ruth ganhou um Globo de Ouro de Melhor Atriz em 2015 pelo papel de Alison Bailey. Nesta quarta-feira (18/12), a revista The Hollywood Reporter retomou o caso, ouvindo várias pessoas da produção, que pediram para não serem identificadas, para revelar um ambiente hostil de trabalho, com direito a assédio, motivado pela recusa da atriz britânica em gravar cenas de nudez. Tudo começou com as frustrações de Ruth Wilson com a quantidade de cenas nuas que os roteiristas exigiam de sua personagem, a ex-garçonete Alison Bailey. Esse desconforto gerou um atrito com Sarah Treem, cocriadora da série, além de roteirista e diretora, que era quem elaborava as cenas de Alison. “Repetidas vezes, testemunhei Sarah Treem tentando convencer os atores a ficarem nus, mesmo que não se sentissem à vontade ou não estivessem contratualmente obrigados a fazê-lo”, afirmou uma fonte. “‘Todo mundo está esperando por você’ ou ‘Você está linda’, eles diziam para aliviar quaisquer inseguranças que [os atores] podiam ter. É o que você pensaria que sairia da boca de um homem da década de 1950. O ambiente era muito tóxico”, disse o informante. O problema não se restringia apenas ao fato de tirar as roupas para as câmeras, mas que tais cenas não eram realizadas em um ambiente fechado e restrito. Não foram poucas as vezes, segundo as fontes, nas quais gente estranha assistiu as gravações de momentos íntimos. A atriz não guardou sua insatisfação para si. Por mais que considerasse as cenas de sexo e nudez como parte da trama, Wilson achava que havia excessos e sempre com ela, comunicando isso para seus superiores. Como resposta, ganhou o rótulo de ser uma atriz “difícil” de se trabalhar. Segundo relato de uma fonte, certa vez Ruth questionou porque sua personagem iria aparecer nua e seu colega de série, Dominic West, não. As pessoas que testemunharam para a revista notavam que, realmente, muitas cenas de nudez exigidas da atriz eram gratuitas, sem qualquer valor para o desenvolvimento da trama. Mas a insatisfação de Ruth Wilson não se restringia à showrunner. O clima negativo aumentou em setembro de 2016, quando uma reunião entre Lena Dunham, membros do elenco da série ‘Girls’ e o produtor executivo e diretor de ‘The Affair’, Jeffrey Reiner, aconteceu em Montauk. Reiner, que estava bêbado, se aproximou de Dunham e a elogiou por mostrar “tudo” em ‘Girls’, até mesmo seu bumbum, e implorou que Dunham se encontrasse com Ruth Wilson para convencê-la a “mostrar seus peitos ou pelo menos um pouco da sua vagina”. O produtor também criticou e “avaliou de maneira grosseira os corpos de todas as mulheres em seu seriado” e mostrou a Dunham uma foto gráfica de “uma amiga em comum com um pênis ao lado do rosto”, que seria da atriz Maura Tierney. A foto foi tirada em uma gravação fechada com um dublê corporal. Quando a notícia desse encontro chegou aos ouvidos de Ruth Wilson, Maura Tierney e outros membros do elenco e da equipe, Treem tentou neutralizar a situação com um email condenando casos de assédio sexual. “Esta é uma indústria sexy e estamos criando um programa com muito conteúdo sexual”, dizia o email. “Mas queremos manter essas coisas sexy na tela”. Ruth Wilson posteriormente fez uma queixa formal contra o canal pago americano Showtime, responsável pela atração, alegando que a única definição para o ambiente de trabalho era hostil. Como resultado, ela começou a negociar sua saída do programa. Fontes da reportagem afirmaram que essa saída incluiu um pagamento “substancial” e uma garantia adicional de que Sarah Treem não compartilharia o set com ela, nem Reiner teria permissão para dirigir nenhum episódio que ela estrelasse. Ruth Wilson passou a gravar toda a 4ª temporada de forma separada, antes do início da previsão de set da maioria do elenco. Até sair ensanguentada da série, numa morte bastante violenta. A THR acrescenta que Ruth Wilson assinou um acordo que a proíbe de discutir publicamente sua saída da série, por isso foi reticente na ocasião de sua “morte” dramatúrgica. Wilson deu apenas duas entrevistas sobre o tema. Na primeira, ao programa matinal da CBS This Morning, avisou que estava “proibida de comentar” as razões de sua saída. “Eu de fato queria ir embora, mas não estou autorizada a falar o porquê”, disse a atriz. Quando questionada pela entrevistadora se a decisão teria algo a ver com uma disputa por igualdade salarial, considerando que Wilson já havia dito publicamente que recebia menos que o colega Dominic West, ela negou. “Eu nunca reclamei para o Showtime sobre paridade de salários”, afirmou. Em outra entrevista para o site Vulture, Wilson disse que não teve “direito a opinar” sobre como sua personagem, Alison, seria cortada da trama, e a forma como a história se desenrolou não estava em sua lista de desejos. “Não, eu não tive direito a dizer nada sobre como o arco da personagem ia acabar, ou sobre ela morrer e sair”, disse Wilson. “Eu sempre esperei que ela… Eu sempre tive a imagem de que ela caminharia ao pôr do sol com seu filho sem nenhum homem. Isso é o que eu esperava para ela. Mas não…” Sentindo o surgimento de uma polêmica, o canal pago Showtime chegou a emitir um comunicado oficial, afirmando que o destino da personagem foi “decisão criativa”. “Nós não podemos falar por Ruth, mas indo para a 4ª temporada, todos concordaram que a história da personagem seguiu seu rumo”, diz o texto, encaminhado ao site Deadline. “Em última análise, parecia que a decisão criativa mais poderosa seria acabar com o arco de Alison no momento em que ela finalmente alcançou seu empoderamento. O impacto de sua perda será sentido quando a série terminar na próxima temporada. Agradecemos aos muitos fãs que abraçaram o personagem Alison e, especialmente, agradecemos a Ruth por seu trabalho indelével nas últimas quatro temporadas”. Sara Teem contradisse o canal, dizendo que não tinha sido “decisão criativa”, mas sim “um pedido”. “Isso foi um pedido, então isso foi decidido basicamente antes de começarmos a escrever. Foi muito deliberado”. Durante a reportar, a THR procurou ouvir o outro lado. Sarah se defendeu, afirmando: “Sempre fui uma feminista”. Ela nega que tenha pressionado os atores de ‘The Affair’ a gravar cenas sexo ou de nudez desnecessárias. Já Reiner e Dunham se recusaram a comentar o tema da reportagem.

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  • Filme

    Star Wars: Censura chinesa não vê importância em beijo LGBTQIA+ de A Ascensão Skywalker

    18 de dezembro de 2019 /

    A Disney não precisou aplicar truques mentais de Jedi nos censores de cinema da China, para que o filme “Star Wars: A Ascensão Skywalker” fosse aprovado sem cortes para o mercado aquele país. Após cortar cenas de afeto LGBTQIA+ até nas cinebiografias “Bohemian Rhapsody” e “Rocketman”, sobre artistas assumidamente gays, os censores de Pequim não viram nada demais no beijo ligeiro e pouco destacado de duas personagens femininas secundárias da produção. O público das pré-estreias do filme, exibidas na noite de quarta (18/12) em Pequim e Xangai, relataram que o momento foi mantido. Vale lembrar que filmes de temas assumidamente gays têm sido proibidos no país. E não é incomum que filmes de ficção científica sejam lançados com cortes no país. O beijo homossexual de Michael Fassbender foi cortado de “Alien: Covenant” em 2017, por exemplo. Por outro lado, o “momento gay” da fábula “A Bela e a Fera”, foi exibido sem cortes ou “avisos aos pais”. As autoridades do país chegaram até a chamar a atenção para sua tolerância nesse caso, com o porta-voz do Partido Comunista Chinês twittando na época: “Polêmico momento gay mantido no ‘A Bela e a Fera’ da Disney. O filme lançado em 17 de março na China não requer orientação para público menor de idade”. Os segundos LGBTQIA+ de “A Ascenção de Skywalker” acontecem perto do final do filme, quando duas integrantes da Resistência compartilham um beijo durante uma sequência de comemoração. Elas são personagens secundárias e não aparecem muito no filme. O fato de os censores chineses não se incomodarem com isso reforça o tom negativo de algumas críticas ao longa nos Estados Unidos, onde ele foi chamado de covarde por ousar tão pouco. O jornal Los Angeles Times enumerou a cena do beijo em sua lista de problemas da produção, considerando-a “uma migalha para os fãs que esperavam que a química entre Poe e Finn seria algo além de uma amizade”. Os fãs da saga especulavam desde “Star Wars: O Despertar da Força” (2015) a possibilidade de um casal formado por Poe Dameron (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega), o que acabou não acontecendo. Segundo o diretor J.J. Abrams, a admiração entre eles é platônica. Ou seja, não sai do armário. “Star Wars: A Ascensão Skywalker” estreia nesta quinta (19/12) no Brasil.

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  • Filme

    Top Gun: Tom Cruise voa em caças de verdade em vídeo dos bastidores da continuação

    18 de dezembro de 2019 /

    A Paramount divulgou um vídeo legendado dos bastidores de “Top Gun: Maverick”, continuação do clássico dos anos 1980 que traz Tom Cruise de volta ao papel do piloto Maverick. A prévia confirma que ele realmente fez diversas cenas sem truques ou dublês, inclusive aquelas em que aparece voando em aviões de caça. “Não se pode criar esse tipo de experiência sem filmá-la ao vivo”, justifica Cruise. “Para realizarmos isto, temos os melhores pilotos de caça do mundo com a gente”. Apesar dos voos de Cruise, o elenco “apenas” interpreta pilotos, filmando as cenas nos assentos de “passageiros”, enquanto a verdadeira pilotagem é feita por profissionais. “Nos colocar naqueles jatos era muito sério. Todos achavam impossível. E quando Tom ouve que algo não pode ser feito, é aí que ele começa a trabalhar”, comentou o ator Miles Teller (“Whiplash”), que faz parte do grupo de jovens aviadores da continuação. Tom Cruise convenceu o elenco a atuar sob o impacto gravitacional dos voos. O vídeo até mostra alguns dos atores passando mal nos cockpits. Mas não dá para discutir que o resultado é absolutamente convincente. Os demais atores da produção são Jennifer Connelly (“Noé”), Glen Powell (“Estrelas Além do Tempo”), Ed Harris (“Westworld”), Jon Hamm (“Mad Men”), Charles Parnell (“Transformers: A Era da Extinção”), Jay Ellis (“Insecure”), Bashir Salahuddin (“GLOW”), Danny Ramirez (“The Gifted”), Monica Barbaro (“Chicago Justice”), Lewis Pullman (filho de Bill Pullman, visto em “A Guerra dos Sexos”) e até Val Kilmer, que reprisa seu papel como Iceman. O diretor é Joseph Kosinski, que já dirigiu Cruise em “Oblivion” (2013), e a estreia está marcada para 25 junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Um Lugar Silencioso – Parte II ganha primeiros teaser, pôster e foto oficiais

    18 de dezembro de 2019 /

    A Paramount divulgou os primeiros pôster, foto e teaser de “Um Lugar Silencioso – Parte II”, que, como se pode ver, também definiu seu título oficial em português. A prévia mostra os personagens sobreviventes do primeiro filme, a mãe vivida por Emily Blunt e seus filhos, interpretados por Millicent Simmonds e Noah Jupe, seguindo uma trilha na floresta com a preocupação de não fazer barulho, provavelmente em busca de um novo refúgio após os acontecimentos do filme original. A família também inclui um bebê, que deve estar na mochila carregada por Blunt. A criança pode ser vista mais claramente na foto e no cartaz, que retrata um momento posterior do passeio visto no vídeo. John Krasinski, que vivia o pai, continua na produção, mas desta vez apenas atrás das câmeras. Ele repete seu trabalho como diretor e roteirista na continuação. Ainda não há detalhes sobre a história da sequência, mas a família de Emily Blunt vai encontrar novos sobreviventes no mundo pós-apocalíptico, dizimado por criaturas alienígenas que reagem com força extrema ao menor barulho. Entre os novos atores confirmados no elenco, destacam-se Cillian Murphy (“Peaky Blinders”), Djimon Hounsou (“Capitã Marvel”) e Wayne Duvall (“Pearson”). As filmagens de “Um Lugar Silencioso – Parte II” começaram em julho e duraram um pouco mais de dois meses. Atualmente em pós-produção, o filme vai ganhar seu primeiro trailer completo no Ano Novo e chegará aos cinemas em março.

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  • Filme

    Star Wars: A Ascensão Skywalker registra primeiro beijo LGBTQIA+ da saga

    18 de dezembro de 2019 /

    “Star Wars: A Ascensão Skywalker” tornou-se o primeiro filme da saga a contar com um beijo entre personagens do mesmo sexo. Mas não há spoilers nessa revelação. O beijo é trocado entre duas integrantes da Resistência, personagens secundárias, em um momento de comemoração. A cena é tão rápida, que pode passar batida por quem piscar no momento em que acontece sua projeção. O diretor J.J. Abrams já havia adiantado, em entrevista à revista Variety, que acenaria a uma representação mais diversa no longa. “No caso da comunidade LGBTQ, foi importante para mim que as pessoas que assistem ao filme se sintam representadas”, ele afirmou. Entretanto, a repercussão da cena não aconteceu exatamente como Abrams e a Disney poderiam esperar. E não devido a uma suposta reação dos grupos reacionários de extrema direita que já tinham atacado a nova trilogia por ter muitas mulheres. Algumas das críticas publicadas sobre o filme consideraram a atitude de incluir o beijo hipócrita e até covarde. O jornal Los Angeles Times enumerou a cena em sua lista de problemas da produção, considerando-a “uma migalha para os fãs que esperavam que a química entre Poe e Finn seria algo além de uma amizade”. Os fãs da saga especulavam desde “Star Wars: O Despertar da Força” (2015) a possibilidade de um casal formado por Poe Dameron (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega), o que acabou não acontecendo. Segundo Abrams, a admiração entre eles é platônica. Ou seja, não sai do armário. “Aquele relacionamento, para mim, é muito mais profundo que uma relação romântica”, disse. “Os dois têm um laço profundo (…) por causa do desejo de serem tão íntimos quanto são, tão inseguros quanto são, mas ainda serem corajosos e bravos”, acrescentou. “Star Wars: A Ascensão Skywalker” estreia nesta quinta (19/12) no Brasil.

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  • Filme

    Críticas revelam que A Ascensão de Skywalker é um dos piores filmes da saga Star Wars

    18 de dezembro de 2019 /

    As primeiras reações divisivas à première de “Star Wars: A Ascensão de Skywalker” refletiram-se nas primeiras críticas publicadas em inglês a respeito do filme. Enquanto alguns textos refletiram grande empolgação com o desfecho da saga, a maioria reprovou o resultado com frustração. O que variou foi o tamanho da decepção. A polarização fez o filme entrar no Rotten Tomatoes nesta quarta (18/12), dia em que o embargo foi levantado, com uma média de somente 53% de aprovação. Ao longo do dia, o resultado melhorou um pouco, chegando a 57% após 156 resenhas avaliadas. Trata-se da pior avaliação da nova trilogia, bem distante dos 93% de “O Despertar da Força” e os 91% de “Os Últimos Jedi”. Considerando toda a saga, supera apenas os 53% de “A Ameaça Fantasma”, de 1999, que até os fãs consideram o pior filme desse universo. Entretanto, a aprovação cai ainda mais entre os “críticos top”, subdivisão do Rotten Tomatoes dedicada à imprensa tradicional (sem os blogues geeks), atingindo 49%, abaixo da linha da mediocridade. Os principais veículos da imprensa americana e britânica foram unânimes em considerar o filme decepcionante em muitos sentidos, falando em covardia, ao evitar tópicos que precisariam ser abordados, falta de criatividade para surpreender o público e amadorismo narrativo, por repetir temas já vistos, com idas e vindas que não levam a nada. O resultado seria um filme de comitê, uma obra criada para vender brinquedos, que recicla ideias antigas da saga e termina como “um conglomerada sem vida”. O jornal Los Angeles Times enumerou a lista de problemas que fazem a produção ser considerada covarde. “O problema não é só a sucessão de reviravoltas baratas que ameaçam mudar o que pensamos sobre os personagens, mas que depois voltam atrás, pintando um retrato otimista da realidade. O problema não é só o quanto eles deixaram Rose Tico (Kelly Marie Tran) de lado após os ataques racistas contra ela em ‘Os Últimos Jedi’. O problema não é só a cena muito rápida em que aparecem duas mulheres de beijando – uma migalha para os fãs que esperavam que a química entre Poe e Finn seria algo além de uma amizade. O problema é que todas essas escolhas nos revelam as sensibilidades conflitantes que moldaram este filme, e moldarão a saga ‘Star Wars’ a partir dele”. A rede britânica BBC disse que ele é simplesmente desnecessário, por repetir o que já tinha sido feito nos anos 1980. “Assim como os filmes anteriores da nova trilogia, este ‘A Ascensão Skywalker’ caminha por território familiar ao repetir ‘O Retorno de Jedi’. O problema é que ‘O Retorno de Jedi’ era uma conclusão perfeita para a saga ‘Star Wars’, finalizando tudo o que precisava ser finalizado. Tudo o que este novo filme faz é repetir esse feito, respondendo às mesmas perguntas e revisitando os mesmos temas. É algo tão constrangedor quanto aquele momento em que você topa com um velho amigo por acidente, logo depois de ter se despedido dele”. A revista Time Out considerou o filme um grande retrocesso. “‘A Ascensão Skywalker’ marca o retorno de uma penosa aridez, do tipo que o próprio George Lucas imprimiu em sua segunda trilogia. É um filme cheio de tramas circulares, intrigas imperiais e heroísmo barato. [Em comparação a ‘Os Últimos Jedi’], é como um recuo enorme, e só os fãs mais leais vão gostar de ver isso”. A revista Entertainment Weekly foi além, ao considerar que “Star Wars: A Ascensão de Skywalker” nem sequer é um filme, mais um pedaço de conglomerado sem vida. “Sempre houve um pouco de cinismo nos filmes de J.J. Abrams para as sagas Star [Trek e Wars], que injetam adrenalina na cultura pop de sua juventude e evitam qualquer material original ou imaginativo. Agora, ele está procurando por coisas que ainda não conseguiu replicar – uma montagem de ‘A Ascensão Skywalker’ imita aquela incluída em ‘O Retorno de Jedi’ em sua edição especial de 1997. Precisamos de um novo nome para este hábito de transformar uma grande franquia em um conglomerado sem vida. ‘A Ascensão Skywalker’ não é um final, uma sequência ou um reboot. É um zumbi”. A revista Time seguiu a mesma linha de raciocínio, apontando que o filme é previsível, covarde e totalmente artificial. “Em sua ansiedade de não ofender, resultou mais como fanfiction que a criação de cineastas profissionais autênticos. Um robô seria capaz de conceber um filme mais surpreendente”. De modo sintomático, mesmo os que aprovaram, lançaram ressalvas. Como o site The Wrap, que considerou o filme “uma máquina bem-azeitada”. “Para muitos públicos – os fãs de ‘Star Wars’ entre eles – a devoção do diretor J.J. Abrams em entregar exatamente o que eles esperam será o bastante”. Ou o jornal britânico The Guardian, para quem o “filme é montado com um quebra-cabeça, com uma série de pontos de conclusão que parecem inevitáveis e perfeitos, e concebidos para agradar a todas, contanto que ninguém questione muito sua lógica”. Para completar o viés do “copo meio cheio”, o jornal britânico London Evening Standard apresentou uma boa síntese do que o público pode esperar. “‘Star Wars IX’ pode ser imperfeito, mas oferece aos caçadores de nostalgia a odisseia espacial de seus sonhos”. “Star Wars: A Ascensão de Skywalker” estreia nesta quinta (19/12) nos cinemas brasileiros.

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  • Etc,  Filme

    “Não tenho vergonha”: Charlize Theron detalha o dia em que sua mãe matou seu pai

    18 de dezembro de 2019 /

    Durante a divulgação do filme “Escândalo”, que trata de assédio sexual no ambiente de trabalho do canal Fox News, a atriz Charlize Theron abordou seu próprio “escândalo” pessoal. Em entrevista ao site de notícias NPR, ela assumiu que “não se envergonha” de falar sobre o momento em que sua mãe matou seu pai para se defender. A atriz tinha 15 anos quando o pai alcoólatra atirou contra a porta do quarto onde ela estava escondida com a mãe. “Nenhuma das balas nos atingiu, o que é um milagre. Mas em legítima defesa, ela acabou com a ameaça”, contou, detalhando o que aconteceu. Charlize cresceu numa fazenda no interior de Johanesburgo, na África do Sul, com a mãe, Gerda, e o pai, Charles. Ela descreve o pai como um “homem muito doente” e diz que viver com um alcoólatra era “uma situação bastante desesperadora”. “A imprevisibilidade de viver com um dependente químico é algo que te marca para o resto da vida, mais do que aquele evento específico, que aconteceu numa noite”, diz. Ao falar sobre o que aconteceu, a atriz diz que o pai estava tão bêbado que “não deveria ter sido capaz de caminhar quando entrou em casa com uma arma.” “Minha mãe e eu estávamos no quarto, encostadas atrás da porta, e ele tentou forçar a entrada. Então, fizemos pressão, atrás da porta, para impedir que ele entrasse.” Segundo Charlize, o pai, então, deu um passo atrás e “simplesmente atirou contra a porta três vezes”. Por sorte, balas não atingiram mãe e filha. Foi então, diz a atriz, que a mãe “encerrou a ameaça, em legítima defesa”. Gerda não foi condenada, já que a Justiça entendeu que ela agiu em defesa própria e da filha. A atriz afirmou que não faz segredo da violência que vivenciou na família. Ao contrário. “Eu não tenho vergonha de falar sobre isso, porque acho que quanto mais falamos sobre essas coisas, mais percebemos que não somos os únicos a passar por isso”, diz. Vencedora do Oscar em 2004 (pelo filme “Monstro”), Charlize também abordou sua história de assédio, quando um diretor de cinema a tocou inapropriadamente, após convidá-la para um teste na casa dele. Charlize diz que ela pediu desculpas ao homem antes de deixar a residência, algo que a fez sentir “raiva” de si mesma. “Eu me culpei muito por não ter dito as coisas certas, por não ter feito todas aquelas coisas que a gente gostaria de acreditar que faria em situações assim”, disse, afirmando compreender o que sentiu Megyn Kelly, a apresentadora de TV que ela interpreta em “O Escândalo”. O filme, que também é estrelado por Nicole Kidman e Margot Robbie, conta a história das mulheres que trabalhavam na Fox News e que acusaram o então CEO da emissora, Roger Ailes, de assédio sexual. Charlize diz que o filme explora “a área cinzenta do assédio sexual”, similar ao que ela vivenciou na vida real. “Nem sempre se trata de abuso físico. Nem sempre é estupro”, explica. “Há um dano psicológico às mulheres, que são submetidas ao uso diário e casual de linguagem, toques ou ameaças de demissão. Essas são coisas que eu definitivamente vivenciei.”

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  • Série

    Van Helsing é renovada para a 5ª e última temporada

    18 de dezembro de 2019 /

    O canal pago americano Syfy renovou “Van Helsing”, série de apocalipse vampírico, para sua 5ª e última temporada. Como tem sido praxe, o próximo ano terá 13 episódios, que entrarão em produção no início de 2020. Em comunicado, o produtor executivo Daniel March afirmou que “Van Helsing” chegará ao fim em “seus próprios termos” e prometeu “a conclusão que os fãs merecem”. O que pode ter mais de um sentido, já que a série não é a mesma que começou a ser exibida em 2016. Vários integrantes do elenco morrerem em cena ou simplesmente sumirem sem maiores explicações, porque seus atores conseguiram trabalho melhor – Missy Peregrym, intérprete de Scarlett, irmã da protagonista, foi estrelar “FBI”, por exemplo. E nem sequer a protagonista, que batiza a série, segue à frente da atração. Criada por Neil LaBute (do péssimo “The I-Land”), “Van Helsing” costumava acompanhar Vanessa (Kelly Overton), supostamente a derradeira herdeira de Abraham Van Helsing, o famoso caçador de vampiros, que após despertar de um coma num mundo tomado pelas criaturas, descobre ser imune ao vampirismo e capaz de curar infectados, tornando-se a última esperança de salvação da humanidade. Ou melhor, penúltima com o surgimento de uma irmã (Peregrym) com os mesmos poderes na metade da 2ª temporada. Correção: saiu da lista, ao cair literalmente no limbo na 4ª temporada, sendo substituída na trama por duas filhas (Keeya King e Nicole Muñoz) que ninguém sabia que ela tinha. Com o fim de “Z Nation”, “Van Helsing” passou a ocupar a vaga trash de pior série do canal, que cancelou todas as atrações decentes que possuía. A 4ª temporada, que vem sendo vista por somente 293 mil pessoas ao vivo, encerra-se na sexta-feira (20/12) nos Estados Unidos. No Brasil, os três primeiros anos de “Van Helsing” estão disponíveis no catálogo da Netflix.

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  • Série

    O Senhor dos Anéis: Atriz de His Dark Materials será Galadriel na série da Amazon

    18 de dezembro de 2019 /

    A atriz britânica Morfydd Clark, que atualmente estrela a série “His Dark Materials”, da HBO, foi escalada num papel importante da vindoura série de “O Senhor dos Anéis” (The Lord of the Rings), da Amazon. Ela vai interpretar nada menos que a versão mais jovem de Galadriel, papel vivido por Cate Blanchett na trilogia cinematográfica do cineasta Peter Jackson. Morfydd Clark também está na série “Dracula”, que estreia em janeiro na Netflix, e é a primeira integrante de “O Senhor dos Anéis” a ter seu papel revelado. Ela vai se juntar a Markella Kavenagh (da minissérie “Picnic at Hanging Rock”), Joseph Mawle (“Game of Thrones”), Maxim Baldry (“Years and Years”) e Ema Horvath (“A Forca: Ato II”) no elenco da produção. A série, que deve começar suas filmagens nos próximos meses na Nova Zelândia, ainda não tem título oficial. A produção está a cargo da dupla J.D. Payne e Patrick McKay (roteiristas de “Star Trek: Sem Fronteiras”), e sua equipe incluiu os roteiristas Gennifer Hutchison (“Breaking Bad”) e Bryan Cogman (“Game of Thrones”), além do diretor J.A. Bayona (“Jurassic World: Reino Ameaçado”). Mais detalhes sobre a adaptação ainda estão por vir, mas o primeiro comunicado oficial da Amazon apontava que a produção seria um prólogo, passado antes dos eventos de “A Sociedade do Anel”, o primeiro volume da trilogia. Ou seja, não será uma versão televisiva da história já vista nos cinemas. Em vez disso, mostrará aventuras inéditas e originais com personagens conhecidos dos livros e filmes, numa trama que pode estar situada entre as duas trilogias cinematográficas do universo de Tolkien, “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. Não há previsão para a estreia da atração, que foi orçada em cerca de US$ 1 bilhão e terá cinco temporadas.

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  • Filme

    Política Cultural: Liberação das verbas de 2019 da indústria audiovisual fica para 2020

    18 de dezembro de 2019 /

    O governo federal deu, com enorme atraso, o primeiro passo para destravar o financiamento da indústria audiovisual. A duas semanas do fim do ano, o orçamento de 2019 para produções de filmes, séries e games nacionais foi finalmente confirmado e encaminhado, mas teve sua liberação adiada para 2020, em reunião do Comitê Gestor do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), realizada na tarde desta terça-feira (17/12). A decisão permite, ao menos, a alocação de R$ 703,7 milhões do fundo, arrecadado por meio da taxa Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) entre as empresas de cinema, TV e telefonia. O PAI (Plano Anual de Investimento) de 2019, porém, é diferente da versão que teria sido aprovada em regime de urgência, por votação eletrônica, mas com mais votos, em novembro passado. A nova versão é um acordo genérico que não tem iniciativas do texto anterior, como mecanismos de aprovação automática de financiamento por performance artística e interesse comercial, que dava ao mercado a opção de privilegiar algumas produções, independente do tema. Pelo texto aprovado, 47,9% dos recursos (cerca de R$ 336.925 milhões) serão alocados no Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Cinema Brasileiro (Prodecine), 42,4% (R$ 298.075 milhões) no Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro (Prodav) e 9,8% (R$ 68,7 milhões) no Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Infraestrutura do Cinema e do Audiovisual (Proinfra). O Prodecine abarca produções de cinema, o Proav é destinado a obras audiovisuais como um todo e o Proinfra tem foco no investimento em tecnologia, tanto de produção quanto de exibição. Apesar da planilha apresentada, este dinheiro só será liberado a partir da regras que ainda foram definidas. O PAI anterior, que o governo simplesmente está ignorando, já trazia regras para agilizar o acesso aos recursos. Os representantes do comitê confirmaram que as discussões que vão além do destravamento dos recursos ficarão para janeiro, quando serão conhecidos os “filtros” que Bolsonaro planeja implementar na Ancine. “A proposta anterior focava muito no detalhamento de como o dinheiro seria alocado, então. Como houve muita resistência àquela proposta, a gente achou mais inteligente aprovar primeiro a divisão entre Prodecine, Prodav e Infraestrutura”, defendeu André Sturm, que participou da reunião, mas ainda não assumiu oficialmente a Secretária do Audiovisual, em comunicado da Ancine (Agência Nacional de Cinema). A reunião foi realizada no Ministério da Cidadania, em Brasília, apesar de a Secretaria de Cultura ter sido transferida para o Ministério do Turismo, e também contou com a presença do secretário especial de Cultura, Roberto Alvim, do diretor-presidente da Ancine, Alex Braga, do superintendente da Ancine e do gestor do Fundo Setorial do Audiovisual, o pastor Edilásio Barra “Tutuca”. As fotos oficiais da reunião registraram apenas os quatro (dos seis) integrantes do governo no comitê. Não há informação a respeito da participação dos três representantes da sociedade civil, mas seus nomes não foram citados no comunicado da Ancine. São eles o diretor da rede Record Hiran Silveira, o roteirista de filmes Paulo Cursino (de “Até que a Sorte nos Separe”, cujo pôster ilustra esse texto) e o presidente da programadora Box Brazil, Cícero Aragon. O comitê, que deveria ter sido nomeado no começo de 2019, foi formado apenas em outubro passado, razão pela qual todo o dinheiro encontra-se bloqueado desde o início do ano. Apesar disso, o presidente da Ancine, Alex Braga, aproveitou a reunião para dizer que “a ideia de que a política de fomento ao audiovisual está paralisada é totalmente equivocada”. Braga enfatizou que, em 2019, foram contratados 635 projetos, totalizando mais de R$ 526 milhões em desembolsos. Na verdade, porém, os editais de produção do FSA que foram publicados neste ano eram referentes a investimentos de 2018. A primeira linha referente aos recursos de 2019 foi aprovada nesta terça, mas ainda não liberada, deixando bastante comprometida a capacidade de produção para conteúdos que deveriam chegar às telas em 2020. Na prática, em vez de maior financiamento, o que se viu foram verbas para diversos programas de apoio da Ancine serem cortadas em 2019, inclusive para a campanha do filme escolhido para representar o Brasil no Oscar e para incentivar a participação de filmes brasileiros em festivais internacionais. A justificativa? Falta de dinheiro. Em setembro, a Ancine emitiu comunicado dizendo que “todos os apoios previstos no Programa de Apoio a Festivais Internacionais estão sendo reavaliados”, concluindo que “o apoio condiciona o aporte à disponibilidade orçamentária”. A falta completa de dinheiro, ocasionada pela indefinição do comitê gestor do FSA, também foi evocada pelo ministro Osmar Terra para suspender um edital de séries de temática LGBTQIA+, que o presidente Jair Bolsonaro afirmou que mandaria “para o saco”. O ministro da Cidadania publicou uma portaria no Diário Oficial da União (DOU) em 21 de agosto, afirmando que não poderia cumprir o edital devido a necessidade de recompor o Comitê Gestor do FSA, que até então ainda não tinha sido nomeado, e que só depois do PAI ser aprovado poderia destinar a verba para a produção das séries. Na prática, já era uma confissão do estado de paralisação completa do financiamento do setor audiovisual brasileiro. A falta de investimento não está afetando apenas o lançamento de produções nacionais, como também cerca de 300 mil empregos diretos e indiretos. A Buriti Filmes, por exemplo, encolheu 30% nos últimos meses, o que causou a demissão de alguns funcionários. O produtor e diretor Luiz Bolognesi (“Ex-Pajé”), dono da Buriti, revelou em agosto que três longas da produtora estavam parados por falta de aporte da Ancine – “Viajantes do Bosque Encantado”, de Alê Abreu (indicado ao Oscar pela animação “O Menino e o Mundo”), “Pedro”, de Laís Bodanzky (diretora de “Como Nossos Pais”), e “Entre Deuses e Inimigos”, do próprio Bolognesi. Segundo ele, as produções receberam a maior parte dos recursos de 2018, foram filmadas, mas aguardavam aportes para finalização que deveriam ter sido liberados no começo do ano. “Não é falta de recurso, o dinheiro está lá parado há cerca de dez meses, não se sabe por qual motivo”, reclamou o cineasta ao UOL. O motivo foi a falta de nomeações para o Comitê Gestor do FSA por parte do governo de Jair Bolsonaro. Levantamento do Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual revela que atualmente há cerca de 800 produções à espera da liberação financeira dos editais da Ancine, que, sim, ainda está paralisadas. Por conta disso, existe até um risco real de que as cotas de programação nacionais não possam ser cumpridas pelos programadores de TV em 2020. Infelizmente, isto pode apenas reforça tendência do governo de, conforme adiantou o ministro Osmar Terra, acabar com as cotas que ajudaram a dar impulso ao conteúdo nacional na TV paga – que, ao contrário do que possam afirmar, tem tanta qualidade que é premiado no mundo inteiro.

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