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13 de outubro de 2026
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    Rubem Fonseca (1925 – 2020)

    15 de abril de 2020 /

    O escritor Rubem Fonseca morreu na tarde desta quarta (15/4). Ele sofreu um infarto no horário do almoço e foi levado às pressas para o Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Autor de alguns dos livros mais emblemáticos da literatura brasileira e diversos roteiros de cinema, ele completaria 95 anos em maio. Nascido em 1925, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Rubem Fonseca se mudou para o Rio ainda criança. Formado em Direito, tornou-se comissário em um Distrito Policial do bairro de São Cristóvão, uma vivência que o inspirou a se tornar o maior escritor do gênero policial no Brasil. Ele tinha 38 anos quando publicou o primeiro livro, a coletânea de contos “Os Prisioneiros” (1963), saudada como “revelação do ano” pelo Jornal do Brasil. Outras antologias, como “A Coleira do Cão” (1965) e “Lúcia McCartney” (1967) se seguiram, reinventando a narrativa policial, ao incluir em suas tramas as rápidas e brutais transformações das grandes metrópoles brasileiras. O ápice desse estilo se deu em “Feliz Ano Novo” (1975), que chegou a ser proibido pela ditadura militar por se basear num tripé de sexo, violência e conflitos de classes. Após superar a censura, sua fama de proibidão ajudou a torná-lo um dos maiores best-sellers do escritor. Reconhecido como um dos principais contistas da literatura brasileira, Fonseca também assinou romances premiados. A estreia no gênero se deu com “O Caso Morel” (1973), rendeu o impactante “Bufo & Spallanzani” (1986) e atingiu o ápice com o icônico “Agosto” (1990), que tinha o suicídio de Getúlio Vargas como pano de fundo e a criatividade voraz de um marco literário. Muitos de seus livros viraram filmes e séries, e o próprio escritor assinou algumas adaptações como roteirista, a começar por “Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa” (1971), dirigida por David Neves. A mesma história, baseada em seu livro de 1967, virou série em 2016. Com “Relatório de um Homem Casado” (1974), iniciou grande amizade com Flávio Tambellini, que no ano seguinte rendeu seu primeiro roteiro original, “A Extorsão” (1975), escrito em parceira com o diretor, falecido logo após o lançamento. Rubem também trabalhou com o filho do cineasta, Flávio Ramos Tambellini, na adaptação de seu livro “Bufo & Spallanzani” (2001). O escritor assinou o roteiro original de “Stelinha” (1990), de Miguel Faria Jr., que venceu o Festival de Gramado, e estreou na TV com a adaptação de “Mandrake” (1983), telefilme produzido pela Globo com direção de Roberto Farias. Esta história ainda inspirou a série de mesmo nome, sobre um advogado do submundo carioca, vivido por Marcos Palmeira na HBO, entre 2005 e 2007. Um de seus maiores sucessos cinematográficos foi a adaptação de “A Grande Arte” (1991), que ele próprio escreveu para o diretor Walter Salles. Mas após trabalhar com alguns dos principais nomes do cinema brasileiro, o escritor foi encontrar seu grande parceiro das telas em sua própria casa: seu filho, o diretor José Henrique Fonseca. Os dois adaptaram “Agosto” numa minissérie da Globo em 1993 e trabalharam juntos na estreia de José Henrique no cinema, no violento “O Homem do Ano” (2003), roteirizado por Rubem, que pela primeira vez adaptou a obra de outro autor – Patrícia Melo – , e estrelado pela nora do escritor, Claudia Abreu. José Henrique também comandou as adaptações de “Mandrake” e “Lúcia McCartney” em séries. Outras obras adaptadas do escritor ainda incluem os longas “O Cobrador” (2006), dirigido pelo mexicano Paul Leduc, “O Caso Morel” (2006), de Sheila Feitel, e “Axilas” (2016), filme derradeiro do angolano José Fonseca e Costa. Curiosamente, a última contribuição de Fonseca para as telas foi também sua única telenovela. Ele concebeu a história original de “Tempo de Amar” com sua filha, a também escritora Bia Corrêa do Lago, que foi exibida com grande sucesso pela rede Globo, entre 2017 e 2018. Rubem Fonseca não concedia entrevistas há mais de 50 anos e sua reclusão ganhou ares de folclore. Mas ele não se impunha um auto-isolamento social. Segundo a filha, o objetivo de não ter o rosto fotografado ou exibido na TV era poder caminhar à vontade pelas ruas do Leblon. “Meu pai diz que a vantagem de não ser uma pessoa conhecida é poder olhar as coisas sem ser incomodado. Para ele, o escritor tem que observar, não ser observado”, contou ela em uma entrevista de 2015, quando o pai completou 90 anos. O escritor continuou ativo até o fim da vida, tendo publicado cinco livros de contos na década passada.

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  • Filme

    Cardápio de O Poço tem pratos de capitalismo, comunismo e coronavírus

    15 de abril de 2020 /

    É fortuito que o lançamento em streaming do terror espanhol “O Poço” tenha acontecido justamente no dia em que grande parte do país entrou em uma quarentena devido à ameaça do coronavírus. A obra foi rodada com antecedência e sua estreia já havia sido agendada pela Netflix meses antes do começo da pandemia. Mesmo assim, o primeiro longa dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia rende comparações com a realidade atual. Escrito por David Desola (“Almacenados”) e Pedro Rivero (“Psiconautas, As Crianças Esquecidas”), o roteiro acompanha Goreng (Ivan Massagué), um sujeito que acorda certo dia em uma estranha prisão vertical. Ele divide sua cela com Trimagasi (Zorion Eguileor), que lhe explica o funcionamento daquele lugar: todos os dias, a comida dos prisioneiros é servida no primeiro andar, e uma plataforma flutuante desce os alimentos, andar por andar, até chegar ao final. Quem se encontra nos andares acima se serve à vontade, ao passo que falta comida para quem fica nas camadas inferiores. A relação capitalista é óbvia: enquanto sobram recursos para alguns poucos no topo, que se empanturram de comida até não poderem mais, as pessoas das, digamos, classes mais baixas passam – e até morrem de – fome. É uma lógica explicitada logo de início, quando a narrativa afirma: “Existem três tipos de pessoas. Aqueles que estão em cima, aqueles que estão embaixo e aqueles que caem”. A divisão vertical de classes está muito bem estabelecida. E a ascensão social, tão cara ao neoliberalismo, da-se de maneira arbitrária, quando os “residentes” mudam-se para outros andares aleatórios no início de cada mês. Assim, se no começo Goreng e Trimagasi sobrevivem comendo os restos deixados pelas pessoas dos mais de 40 andares acima, existe a possibilidade de, no mês seguinte, eles passarem para algum dos incontáveis andares abaixo. O individualismo visto no filme encontra reflexos nos noticiários da nova realidade. Enquanto deste lado da tela, os supermercados não dão conta de repor os alimentos que a população está estocando-os sem necessidade, no filme a economia e o bom senso, que poderiam ser soluções possíveis para o dilema dos prisioneiros, mas não aplicadas. Se em vez de comerem tudo o que veem pela frente, os prisioneiros se servissem apenas do necessário, haveria recursos suficientes para todo mundo. Uma solução, digamos, socialista. Mas a solidariedade não prospera contra o individualismo, nessa alegoria sobre o capitalismo selvagem – e sanguinário. Quem está nos andares de cima não fala com quem está embaixo. Cada um só se importa consigo mesmo. E logo até o bem-intencionado Goreng descobre que única maneira de conseguir transmitir uma mensagem humanitária é pelo medo. Uma revolução comunista? Embora a metáfora original seja clara, também é possível relacionar a situação representada no longa com o enfrentamento do coronavírus, em que, ao menos em alguns casos, o medo conseguiu unir diferentes lideranças, diferentes partidos, em uma única causa – embora certas pessoas dos andares de cima prefiram não falar com elas e ignorar o problema. Mas, ao priorizar as metáforas e a necessidade de “passar uma mensagem”, o diretor Galder Gaztelu-Urrutia acaba sacrificando a narrativa em prol do martelamento constante da moral da história. Isto o leva a perder o controle no terceiro ato. Por mais que continue clara, sua mensagem se mostra um mero subterfúgio para cenas violentas que se estendem além da conta. Por outro lado, o tédio, comum a obras sobre de encarceramento, é inexistente. A montagem prioriza uma passagem de tempo acelerada, e meses inteiros se passam em questão de minutos, enquanto o diretor atira metáforas para todos os lados, na esperança de resultar em alguma coisa. A amplitude de possibilidades de interpretações permite que se faça diferentes relações acerca daquilo que é mostrado na tela, mas também decorre da falta de sustentação da trama, tão rala que quase não serve nada em seu prato.

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  • Série

    Dirty John: Trailer apresenta a história de crime real da 2ª temporada

    14 de abril de 2020 /

    A USA Network divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Dirty John: The Betty Broderick Story”, que apresenta a 2ª temporada da série “Dirty John”. A produção, que tem formato de antologia, traz uma nova trama passional e verídica em seu segundo ano, baseada na história de Betty Broderick, que na prévia aparece interpretada por Amanda Peet (“Togetherness”) e descrevendo sua vida em tom de sessão de terapia. Passada entre as décadas de 1960 e 1980, a trama vai contar o caótico divórcio da protagonista e de seu marido Daniel T. Broderick III, que culminou num homicídio duplo. Além de Amanda Peet, o elenco destaca Christian Slater (“Mr. Robot”) como o marido. Criada por Alexandra Cunningham, que também criou “Chance” e “Prime Suspect”, a série é adaptação de um podcast investigativo sobre casos reais e na 1ª temporada contou a história de John Michael Meehan, um aproveitador gatão de meia-idade (Eric Bana, de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”), que conhece pela internet uma mãe solitária (vivida por Connie Britton, de “Nashville”) e acaba invadindo sua vida. No Brasil, o primeiro ano foi disponibilizado pela Netflix com o título completo de “Dirty John – O Golpe do Amor”. A 2ª temporada estreia em 2 de junho nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento nacional.

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  • Série

    Hard: Nova série brasileira da HBO ganha fotos e data de estreia

    14 de abril de 2020 /

    A HBO divulgou as primeiras fotos e a data de estreia de “Hard”, sua nova série de comédia brasileira. Estrelada por Natália Lage (“A Divisão”), a série é remake de uma produção francesa de mesmo nome e terá duração de três temporadas, com 6 episódios de 30 minutos em cada uma delas. Na trama, a atriz vive Sofia, uma dona de casa que, ao ficar viúva, descobre que o marido mentia sobre sua verdadeira profissão. Ela recebe como herança uma produtora de filmes pornô e precisa se adaptar à essa nova forma de sustentar a família. Gravada em São Paulo com direção geral de Rodrigo Meirelles (“Psi”, “Vade Retro”), a série também traz no elenco Julio Machado (“Divino Amor”), Martha Nowill (“A Garota da Moto”), Fernando Alves Pinto (“A Vida Secreta dos Casais”) e Denise Del Vecchio (“Os Dez Mandamentos”). “Hard” estreia na HBO no dia 17 de maio às 23h.

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  • Etc,  Filme

    Splash: Disney censura nudez da sereia dos anos 1980 em versão de streaming

    14 de abril de 2020 /

    A Disney censurou um filme infantil para exibição em sua plataforma de streaming. Exibido com classificação PG (censura livre) nos EUA em 1984, a comédia clássica “Splash – Uma Sereia em Minha Vida” sofreu retoques em algumas cenas de nudez da sereia do título, vivida por Daryl Hannah, na versão disponibilizada pelo Disney+ (Disney Plus). O efeito ficou tão grotesco que chamou atenção dos assinantes, e um vídeo que mostra a bunda da atriz coberta por uma camada de pelos digitais viralizou nas redes sociais. Veja abaixo. Há quem acredite que os censores da Disney tenham tentado alongar o cabelo da atriz, mas o resultado ficou bizarro, como se ela fosse uma sereia da Tribo da Caverna do Urso, para lembrar outro filme de Daryl Hannah – em que a atriz viveu uma mulher das cavernas, que se vestia com peles de animais. Ironicamente, o estúdio tinha sido elogiado pela forma como lidou com conteúdo problemático de seus desenhos clássicos, criado numa época de preconceitos mais enraizados. Em vez de cortar cenas racistas, que se tornaram politicamente incorretas nos tempos atuais, a Disney+ (Disney Plus) passou a incluir alertas sobre o conteúdo preconceituoso dessas produções em seu catálogo. A Disney+ (Disney Plus) também incluiu um aviso em “Splash”, mas apenas para alertar que seu conteúdo foi editado. Segundo a Variety, a versão do longa na plataforma de streaming também embaçou certas cenas que mostravam o corpo nu da atriz. Veja abaixo a cena de “Splash” com a censura mais gritante. Disney+ (Disney Plus) didn't want butts on their platform so they edited Splash with digital fur technology pic.twitter.com/df8XE0G9om — Allison Pregler 📼 (@AllisonPregler) April 13, 2020

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  • Série

    Deus Me Adicionou é cancelada após duas temporadas

    14 de abril de 2020 /

    A CBS cancelou a série “Deus Me Adicionou” (God Friended Me) após duas temporadas. Segundo apurou o site Deadline, a decisão foi comunicada aos produtores com antecedência, dando tempo para que a equipe criativa planejar uma conclusão satisfatória para a trama. A série de comédia acompanhava um ateu militante, que recebe um pedido de amizade de Deus no Facebook e tem a vida completamente alterada após aceitar o convite. Inconscientemente, ele vira um agente de mudança nas vidas e destinos de outras pessoas ao seu redor por conta das orientações divinas. A premissa do ateu escolhido para um destino divino já rendeu inúmeras séries, de “Eli Stone” à outra atração recentemente cancelada, “Kevin (Probably) Saves the World”. Mas “God Friended Me” fazia um bom trabalho em vender a ideia como se fosse novidade, em parte devido à atualização tecnológica da mensagem de Deus, mas também pela empatia do ator Brandon Micheal Hall (“The Mayor”). Na série, ele vive Miles, filho de um pastor que renega Deus após a morte de sua mãe. Para desgosto da família, Miles tem um programa de rádio que usa como plataforma para desacreditar religiosos. Por conta disso, ele acha que o pedido de amizade de Deus, em seu celular, é uma pegadinha. Mas aceitar o convite é apenas o começo de uma série de incidentes que o levam a salvar um desconhecido e fazer amizade com uma garota que nunca tinha visto na vida, e que se revela filha da enfermeira de seu parto. As muitas reviravoltas acabam colocando seu ceticismo em cheque. Além de Brandon Micheal Hall no papel principal, a produção também destacava o veterano Joe Morton (série “Eureka”) como o pai de Miles, Javicia Leslie (série “MacGyver”) como sua irmã, Violett Beane (a Jesse Quick de “The Flash”) como sua mais nova amiga, uma jornalista que o ajuda a tentar desvendar quem está por trás do misterioso perfil social de Deus, e Suraj Sharma (o Pi de “As Aventuras de Pi”) no papel de seu melhor amigo e hacker que se junta à missão. “Deus Me Adicionou” foi criada pela dupla Steven Lilien e Bryan Wynbrandt, criadores da série sci-fi “Alcatraz”, que teve vida curta, e produtores-roteiristas de “Hawaii 5-0” e “Gotham”. Eles produziam a série em parceria com o cineasta Marcus Siega (do cult “Garotas Malvadas”), que também dirigiu o piloto – seu segundo na temporada retrasada, incluindo “The Passage”, também cancelada na Fox. O último episódio vai ao ar em 26 de abril nos EUA. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.

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  • Etc

    Belas Artes à La Carte estende gratuidade de seu streaming de filmes clássicos

    14 de abril de 2020 /

    Para incentivar o público a ficar em casa, o serviço de streaming Belas Artes à La Carte, com curadoria de filmes do cinema Petra Belas Artes, prolongou a gratuidade de acesso a seu serviço por mais duas semanas, até o dia 29 de abril. O acesso estava liberado, originalmente, até o dia 15 de abril. A plataforma do Petra Belas Artes conta com filmes clássicos e cults, muitas vezes difíceis de encontrar em outros streamings. Estão lá, por exemplo, longas dirigidos por Fritz Lang, Andrei Tarkovski, Luchino Visconti, Jean-Luc Godard, Kenji Mizoguchi e o brasileiro José Mujica Marins, morto em fevereiro. São mais de 150 títulos disponíveis, disponibilizados num site exclusivo. Antes hospedado pelo portal de aluguel de filmes Looke, que também abriga o Spcine, o Petra Belas Artes à La Carte foi repaginado e agora tem endereço próprio, utilizando tecnologia do portal Vimeo.​ Clique aqui para conhecer. Depois do período de gratuidade, o valor da assinatura do serviço será de R$ 10,90 por mês. Veja abaixo um vídeo de introdução à plataforma.

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  • Série

    HBO fará série espanhola de ficção sobre a quarentena do coronavírus

    14 de abril de 2020 /

    A HBO Europa anunciou a produção de uma série antológica “de quarentena”. A produção vai se chamar “En Casa”, e trará episódios independentes de até 15 minutos filmados por cinco cineastas espanhóis em suas casas. Os diretores que participarão do projeto são Leticia Dolera (“Requisitos para Ser una Persona Normal”), Rodrigo Sorogoyen (“Madre”), Paula Ortiz (“La Novia”), Carlos Marqués-Marcet (“10.000 Km”) e Elena Martín (“Julia Ist”). A emissora entregou equipamentos básicos para o time de cineastas em suas casas e orientou que as tramas devem refletir de alguma forma a situação de isolamento social provocada pela pandemia do novo coronavírus. Os diretores usarão suas casas como cenário e as pessoas com quem estão isolados como protagonistas das histórias. Segundo a HBO, os episódios abrangerão diversos gêneros — da comédia romântica à fantasia. A data de estreia ainda não foi definida.

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  • Etc

    Netflix doa R$ 5 milhões para fundo de apoio a profissionais do audiovisual brasileiro

    14 de abril de 2020 /

    A Netflix anunciou a doação de R$ 5 milhões para um fundo emergencial, criado para apoiar os trabalhadores do audiovisual brasileiro afetados pela perda súbita de rendimentos, devido à suspensão de suas atividades como prevenção contra a pandemia do novo coronavírus. O fundo será administrado pelo Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (ICAB) e ajudará até 5 mil pessoas. Profissionais como produtores, assistentes, coordenadores, técnicos e operadores de diferentes departamentos de produção como câmera, áudio, arte, maquiagem, figurino, cenografia, logística, entre outros, que em sua maioria recebem por semana ou trabalham sem contratos garantidos, serão elegíveis para solicitar o benefício, um único depósito no valor do salário mínimo, R$ 1.045. De acordo com a Netflix, a doação para o ICAB faz parte de um fundo de US$ 100 milhões anunciado em março para apoiar os trabalhadores do audiovisual em vários países onde a companhia possuiu base de produção. Em comunicado oficial, a empresa reforçou que a quantia “é um complemento ao pagamento de cachês que foram feitos às equipes e atores das nossas produções originais no país”. “Estamos gratos em trabalhar com o ICAB para apoiar aqueles trabalhadores da produção de filme e televisão que foram os mais atingidos no Brasil. A comunidade criativa brasileira sempre recebeu muito bem a Netflix e agora queremos fazer nossa parte para ajudar quem precisa de apoio neste momento sem precedentes que vivemos”, declarou o vice-presidente de produções originais da Netflix para América Latina, Francisco Ramos. Diretor executivo do ICAB, Mauro Garcia aproveitou para convocar outros nomes do setor a contribuir para o fundo. “O Instituto, que traz em seu DNA a preocupação com o bem estar dos profissionais, não podia deixar de agir no momento em que essas pessoas mais precisam, por isso estamos muito felizes com esta parceria com a Netflix. Também queremos convocar outros membros da indústria audiovisual para contribuir e aumentar os recursos que visam exclusivamente apoiar aqueles que são uma parte fundamental da produção audiovisual brasileira”.

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  • Série

    The Eddy: Série jazzista do diretor de La La Land ganha primeiro trailer

    14 de abril de 2020 /

    A Netflix divulgou o primeiro trailer de “The Eddy”, série produzida e dirigida pelo cineasta Damien Chazelle, premiado com o Oscar por “La La Land” (2016). A prévia mostra os problemas enfrentados pelo protagonista, Andre Holland (de “Moonlight” e da série “Castle Rock”), para manter seu clube de jazz funcionando em Paris. A série irá explorar a relação entre os donos da casa noturna, sendo um americano e o outro um francês descendente de árabes. O personagem de Holland é o sócio americano, Elliot Udo, que foi um célebre pianista de jazz em Nova York, mas agora está em Paris, escondendo-se de todos num clube de jazz falido, até sua filha adolescente reaparecer em sua vida e obrigá-lo a enfrentar seus problemas. Amandla Stenberg (“O Ódio que Você Semeia”) vive a filha, chamada Julie, e Tahar Rahim (“O Profeta”, “O Passado”) é o sócio francês, que deve dinheiro a criminosos perigosos, capazes de colocar a vida de todos em perigos. O elenco ainda destaca Leïla Bekhti (“Sem Palavras”) como a namorada de Rahim e a polonesa Joanna Kulig (que demonstrou dotes vocais em “Guerra Fria”) no papel de Maja, um cantora num relacionamento instável com Elliot/Holland. Gravada na França, a série tem diálogos em inglês, francês e árabe, muitas vezes misturando os três idiomas. E a prévia não tem legendas. Além de produzir, Chazelle dirige os dois primeiros (de um total de oito) episódios da 1ª temporada. Os roteiros são de Jack Thorne (criador da série “The Last Panthers” e roteirista de “Extraordinário”). Mas quem deu o pontapé inicial no projeto foi o músico Glen Ballard, seis vezes premiado com o Grammy e produtor dos discos “Jagged Little Pill”, de Alanis Morissette, e “Bad”, de Michael Jackson. Ele teve a ideia, juntou diretor, roteirista e compôs a trilha sonora da produção. A Netflix já exibiu os dois episódios dirigidos por Chazelle no Festival de Berlim, mas o lançamento completo em streaming só vai acontecer em 8 de maio.

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  • Série

    Valéria: Nova série com atriz de La Casa de Papel ganha trailer legendado

    14 de abril de 2020 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de mais uma série espanhola, “Valéria”. Trata-se de uma comédia que, pra variar, é protagonizada por uma atriz de “La Casa de Papel”: Diana Gómez, a Tatiana da série mais famosa. Gómez vive a personagem-título, uma escritora em crise tanto com seus romances quanto com seu marido e a distância emocional que os separa. Ela encontra apoio em suas três melhores amigas: Carmen (Silma López), Lola (Paula Malia) e Nerea (Teresa Riott), que sugere uma saída: uma ficção erótica. A prévia sugere que o resultado não é exatamente “Cinquenta Tons de Cinza”, mas uma novelinha picante, que exalta a infidelidade e não economiza palavrões. Inspirada nos livros de Elísabet Benavent, a série tem roteiro de María López Castaño (“Grande Hotel”) e estreia em 8 de maio na plataforma de streaming.

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  • Filme

    Duna: Novas fotos destacam Timothée Chalamet, Zendaya, Oscar Isaac, Rebecca Ferguson, Josh Brolin e Jason Momoa

    14 de abril de 2020 /

    Após a primeira foto do remake de “Duna” revelar o visual de Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) no papel do protagonista Paul Atreides, novas imagens da produção da Warner foram veiculadas pela revista Vanity Fair, que destaca uma reportagem exclusiva sobre o filme em sua edição deste mês. As novas imagens destacam os demais integrantes do elenco central, como Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) e Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), que vivem os pais do protagonista, o duque Leto Atreides e lady Jessica Atreides, Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) como Chani, a “garota dos sonhos” de Paul, Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”) como Gurney Halleck, treinador e mentor de Paul, Jason Momoa (o “Aquaman”) como Duncan Idaho, braço direito do duque Atreides, e Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”) no papel de Liet Kynes, ecologista e líder secreta dos Fremen, que era um homem branco no livro original (e Max Von Sydow na adaptação anterior) e virou a mãe da personagem de Zendaya. Além desses atores, o elenco grandioso também inclui Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”), que pode ser visto numa imagem de bastidores com o diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”). Ele vive Stilgar, o líder rebelde de uma tribo que ajuda Paul Artreides. Na trama, uma família aristocrática deixa seu planeta para assumir a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. A história de “Duna” foi originalmente publicada pelo escritor Frank Herbert em 1965 e ganhou fama de ser um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, tanto que enfrentou dificuldades de produção em sua primeira adaptação cinematográfica, lançada em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”). A obra originou uma franquia literária, que continua a ser estendida anos após a morte de Herbert, em 1986. O material também já rendeu duas minisséries do canal Syfy, a partir de 2000. A nova adaptação deve ser dividida em duas partes e virar franquia, uma vez que a Warner já trabalha numa continuação e numa série derivada, inspirada em outro livro da saga, que será lançada no serviço de streaming HBO Max. O roteiro do filme atual foi escrito por Jon Spaihts (“Prometheus”) em parceria com o veterano Eric Roth (“Forest Gump”) e o diretor Denis Villeneuve, que comanda as filmagens. Por enquanto, a estreia de “Duna” está mantida para o mês de dezembro.

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    Festival de Cannes volta a ser adiado e pode virar evento digital

    14 de abril de 2020 /

    A organização do Festival de Cannes anunciou nesta terça (14/4) que o evento não será realizado na data prevista, entre o fim de junho e início de julho. Era óbvio que isso aconteceria. O anúncio foi feito um dia depois de o presidente da França, Emmanuel Macron, prolongar a quarentena no país, onde a organização de grandes eventos está proibida até meados de julho por conta da pandemia do novo coronavírus. “É claramente difícil supor que o Festival de Cannes possa ser realizado este ano em seu formato original”, diz a nota divulgada pelos organizadores. “No entanto, desde ontem à noite, iniciamos muitas discussões com profissionais, na França e no exterior. Eles concordam que o Festival de Cannes, um pilar essencial para a indústria cinematográfica, deve explorar todas as contingências que permitam apoiar o ano do cinema, tornando real o Cannes 2020, de uma maneira ou de outra”, acrescenta o comunicado. Inicialmente, a organização se manteve confiante de que o Festival seria realizado nas datas originais, entre 12 e 23 de maio. Porém, em março, o Cannes 2020 passou para o final de junho, o que também demonstrava otimismo exagerado. Mesmo diante da realidade, os organizadores evitavam abrir brechas para uma possível edição digital do evento. Isto porque Cannes chegou a banir os filmes da Netflix de sua competição, após pressão dos proprietários de cinemas da França, e a realização de uma versão do festival em streaming representaria uma reviravolta completa em sua posição original. Caso isso aconteça, Cannes perderá argumentos para continuar barrando produções da Netflix e de outras plataformas digitais em sua competição. A outra opção seria o cancelamento do festival neste ano, já que seria inviável a realização do evento no inverno europeu, enfrentando concorrência direta de Veneza. Atualmente, o Palais des Festivals, cinema da mostra competitiva de Cannes, está interditado e servindo de centro de atendimento da população sem-teto da cidade francesa.

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