Peter Dinklage mostra talento como cantor na TV americana
O ator Peter Dinklage, colecionador de prêmios Emmy por seu papel em “Game of Thrones”, apresentou ao mundo um novo talento, revelando o belo tom grave de sua voz de cantor ao interpretar uma das canções de seu novo filme, o musical “Cyrano”, durante participação no programa “The Late Show with Stephen Colbert”, que foi ao ar na noite de terça (30/11) nos EUA. Ele cantou “Your Name”, acompanhado por orquestra e os músicos gêmeos Aaron Dessner e Bryce Dessner, da banda The National, que são os responsáveis pelas músicas do filme. Embora novidade para o público da TV, o talento musical de Dinklage já era bem conhecido dos frequentadores dos teatros de Nova York. Aaron e Bryce Dessner conceberam a nova versão musical da peça “Cyrano de Bergerac” em 2018, com letras do cantor de sua banda, Matt Berninger, e da esposa dele, Carin Besser. E Dinklage foi o astro da montagem teatral original, cantando e dançando no papel-título. O musical agora vai chegar ao cinema, com direção de Joe Wright (de “Anna Karenina” e “Orgulho e Preconceito”) e lançamento marcado para março no Brasil. A obra de Edmond Rostand (1868-1918), uma das peças mais populares do teatro francês, já teve muitas versões cinematográficas. Pra quem não lembra desta história bastante conhecida, Cyrano é apaixonado por Roxanne (vivida no filme por Haley Bennett, de “O Diabo de Cada Dia”), mas ela só tem olhos para o belo e simplório Christian (agora um homem negro, Kelvin Harrison Jr. de “Os 7 de Chicago”). Conformado, o feio tenta ensinar ao belo como conquistar sua amada, fazendo-o assinar cartas românticas de sua autoria e a declarar poemas arrebatadores que ele criou. Mas isso cria problemas óbvios, porque Christian não é nada romântico e decepciona Roxanne num encontro real, sem a simulação de Cyrano. Para complicar ainda mais, ainda há um pretende rico (Ben Mendelsohn, de “Capitã Marvel”) querendo a amada de todos. E tudo isso se passa durante uma guerra. Esta trama já foi encenada de muitas formas, desde aventura de capa espada até comédia romântica moderna, mas será a primeira vez que vira um musical no cinema, permitindo a Peter Dinklage apresentar mais uma beleza artística do personagem tido como feio: sua voz. Veja abaixo a performance musical do ator, além de uma entrevista sobre a produção.
Juliana Caldas detona “Amor Sem Medida” da Netflix
A atriz Juliana Caldas, que ficou conhecida pelo papel de Estela Montserrat na novela “O Outro Lado do Paraíso” (2017), usou o Instagram para criticar duramente a comédia “Amor Sem Medida”, produção da Netflix estrelada por Leandro Hassum. Em vídeo publicado em seu perfil pessoal, ela lamentou a forma como o personagem com deficiência é retratado no filme, lamentando a falta de representatividade na escolha do intérprete principal e a enxurrada de piadas preconceituosas da produção. “Estou aqui gravando esse vídeo para falar sobre um filme. Na verdade, para dar a minha opinião sobre um filme que está na Netflix, um filme brasileiro que aborda o tema nanismo. Nossa, bacana! Só que não… Bom, enfim, o filme é do Leandro Hassum, chama ‘Amor sem Medida’ e… Bom, vamos lá”, começa Juliana. “Se a gente parar para pensar… A gente fala tanto hoje em dia da representatividade, da importância da representatividade no mundo, na diversidade, etc. Só que vou dar a minha opinião, estou aqui dando minha opinião tanto como pessoa Juliana e como artista Juliana”, continua. “Eu não me senti em momento nenhum do filme representada. Primeiro, porque a pessoa que faz o personagem que tem nanismo… O ator não tem nanismo, que é o próprio Leandro Hassum. Eles fizeram computação gráfica, diminuíram (o Hassum) em computação gráfica, essas coisas, para mostrar que ele tem baixa estatura. E, depois disso, a maior parte do filme tem piadas totalmente capacitistas, totalmente preconceituosas e que, cara… Não dá para aceitar hoje em dia!”, apontou. “Se fossem piadas racistas, homofóbicas, gordofóbicas, eu acredito que talvez esse assunto estaria sendo levado mais à sério”, ela lamenta. Juliana diz que um dos momentos que mais a incomodou no filme foram piadas sobre o tamanho do órgão sexual do personagem. “Uma das abordagens do filme é comparar o órgão sexual masculino do cara com o tamanho dele. É um absurdo, a gente tenta lutar por respeito, pelo nosso espaço… Por exemplo, um espaço que poderia ter tido um ator realmente com nanismo no filme não teve. A gente tendo respeito… Agora, dia 3 é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, e aí você tem que se deparar com um filme em que a maior parte é de piadas ridículas. Até quando?”, desabafou. “Eu acho que, enfim, você pode realmente achar que é mimimi, que é essas coisas… Enfim, você pode achar o que quiser. Mas não dá para passar batido a falta de respeito com o próximo. Ainda mais no momento no mundo de hoje, sabe? E todas as outras pautas a gente vê que são levadas a sério. E aí quando você põe a pauta de nanismo, a maioria das vezes não é levada a sério”, acrescenta. Emocionando-se com a denúncia, ela finaliza o vídeo lembrando que seu papel em “O Outro Lado do Paraíso” abordou o tema do nanismo de uma forma completamente diferente. “É cansativo ter que explicar o óbvio, o simples, explicar que a partir do momento que uma piada ou frase fere o outro não é legal. Espero que, no mínimo, as pessoas parem para pensar um pouco, parem para respeitar o próximo, e entender realmente o que é empatia… E exercer a empatia, porque não é só saber o seu significado. Espero que as pessoas, realmente, além de entender, coloquem em prática a empatia”, completou. A ironia é que a comédia sobre uma mulher tipo Juliana Paes (a própria Juliana Paes) que se apaixona por um homem de baixíssima estatura tem uma mensagem de superação de preconceitos. Mas, de fato, a produção não supera seu próprio preconceito. Além do humor questionável do roteiro, a opção de utilizar efeito visual para diminuir Hassum também impede a clara e rara possiblidade de escalar um ator à altura real do papel. E não faltaria candidato. Afinal, Gigante Léo estrelou história parecida em “Altas Expectativas”, comédia romântica que tratava de “amor sem medida” em 2017. “Amor Sem Medida” é um remake do filme argentino “Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho” (2013), que há oito anos usou o mesmo truque de encolhimento por computador com o ator Guillermo Francella. A adaptação brasileira foi dirigida por Ale McHaddo, que já tinha trabalhado com Hassum em “O Amor Dá Trabalho” (2019) e na série animada “Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma” (2013-2015). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juliana Caldas 🎭 (@juzinha.caldas)
Escritora que causou prisão de inocente por 16 anos pede desculpas
A escritora americana Alice Sebold pediu desculpas nesta quarta (1/12) por causar a condenação injusta de um homem inocente por estupro. Preso e condenado pelo crime, Anthony Broadwater passou 16 anos na prisão e, mesmo depois de cumprir a pena, teve dificuldades de seguir a vida, já que passou a integrar uma lista de agressores sexuais. Ele tinha 20 anos quando foi acusado por Sebold e inocentado na semana passada, aos 61 anos, após uma revisão do caso. Em seu livro de memórias, “Sorte. Um Caso de Estupro”, Sebold descreveu como foi estuprada em 1981, aos 17 anos, no campus de sua universidade, e como encontrou o culpado caminhando na rua dias depois. O homem que ela acusou era Broadwater, completamente diferente do retrato falado feito a partir de sua própria descrição do agressor, e um homem que ela não conseguiu identificar num reconhecimento de suspeitos, ao lado de outros homens pretos. “Lamento, acima de tudo, pelo fato de que a vida que você poderia ter tido foi injustamente roubada de você, e eu sei que nenhuma desculpa pode mudar o que aconteceu com você e nunca mudará”, disse Sebold em seu pedido de desculpas. Por intermédio de seus advogados, Broadwater disse que está “aliviado por ela ter pedido desculpas”. Broadwater foi inocentado graças ao sucesso do livro em que Sebold descreveu o caso. Com título inspirado numa frase que o policial que atendeu ao seu chamado lhe disse – “Você tem sorte de ter sido estuprada, e não estuprada e morta” – , “Sorte” foi publicado em 1999 e vendeu mais de 1 milhão de cópias, lançando a carreira de Sebold como autora. Depois disso, ela escreveu o romance “Uma Vida Interrompida”, ficção espírita sobre outro caso de estupro, desta vez seguido de morte, que foi transformado no filme “Um Olhar do Paraíso” (2009) pelo diretor Peter Jackson. Os direitos de “Sorte” também foram adquiridos para uma adaptação cinematográfica. O negócio foi fechado em 2019, mas as filmagens demoram a começar porque um dos produtores executivos, Timothy Muccianate, viu “discrepâncias” entre as descrições da violação na obra e os registros do julgamento na segunda parte do livro, e decidiu contratar um detetive particular para apurar o que realmente aconteceu. O detetive encontrou provas e pediu análises forenses mais modernas do que as da época do julgamento de 40 anos atrás, e suas descobertas fizeram as autoridades determinarem que havia “falhas sérias” na apuração realizada nos anos 1980, que traziam dúvidas sobre se o verdadeiro criminoso tinha sido condenado. A moção para anular a condenação foi feita pelo promotor público do condado de Onondaga, William J. Fitzpatrick, que observou que as identificações de testemunhas de estranhos, especialmente aquelas que cruzam as linhas raciais, muitas vezes não são confiáveis. Alice Sebold é branca e o Anthony Broadwater é negro. Diante desta reviravolta, a atriz Victoria Pedretti (“Você”, “A Maldição da Mansão Bly”), que interpretaria a versão de Sebold na adaptação de “Sorte”, desistiu da produção, que logo em seguida perdeu seu financiamento e foi cancelada. A editora americana Simon & Shuster que publica “Sorte” também anunciou na terça-feira (30/11) que iria parar de distribuir o livro enquanto trabalhava com Sebold para “considerar como o trabalho poderia ser revisado”. O livro já foi retirado de alguns sites de vendas dos EUA – mas não da Amazon. A Ediouro, que publica o livro no Brasil, ainda não se pronunciou sobre o caso.
Sogra do chefe da Netflix é morta a tiros
Um assassinato abalou Hollywood nesta quarta (1/12). Jacqueline Avant, famosa filantropa, esposa do lendário executivo da música Clarence Avant e sogra do CEO e diretor de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, foi morta a tiros por assaltantes em sua casa em Beverly Hills, aos 81 anos de idade. Um porta-voz da Netflix confirmou a notícia à revista The Hollywood Reporter, acrescentando que Clarence não ficou ferido. Jacqueline e Clarence Avant são pais de Nicole Avant, esposa de Sarandos. “As famílias Avant e Sarandos desejam agradecer a todos por sua demonstração de amor, apoio e sinceras condolências a Jacqueline Avant”, diz o comunicado da Netflix. “Jacqueline foi uma mulher, esposa, mãe e filantropa incrível e residente de Beverly Hills há 55 anos, que causou um impacto positivo incomensurável na comunidade artística. Sua família, amigos e todas as pessoas que ela ajudou ao longo de sua vida incrível sentirão a falta dela”. O legado da família Avant foi abordado num documentário da Netflix, “The Black Godfather”, que foi produzido pela filha Nicole e mostrou como Clarence Avant lançou talentos impressionantes e investiu em negócios de empreendedores negros. Fundador da primeira FM afro-americana da região metropolitana de Los Angeles nos anos 1970, ele fundou gravadoras e se tornou presidente da Motown Records, ajudando a lançar nada menos que Michael Jackson, Bill Withers, Michael Jackson, Jimmy Jam, Terry Lewis, LA Reid e Babyface. E sempre contou com o apoio de Jacqueline, responsável por priorizar temas sociais e organizar vários eventos beneficentes em nome da família ao longo de décadas. De acordo com documentos divulgados pelo Departamento de Polícia de Beverly Hills, o serviço de emergências recebeu uma ligação às 2h23 da madrugada sobre disparos numa das mansões da exclusiva região de milionários de Hollywood. Na chegada, a polícia descobriu uma vítima com um ferimento a bala. Os paramédicos transportaram a vítima para um hospital local, mas ela não sobreviveu. Os responsáveis pelo homicídio não estavam mais no local quando a polícia chegou e estão agora sendo procurados por uma equipe encarregada da investigação. Durante uma entrevista coletiva, o chefe de polícia Mark G. Stainbrook chamou a tragédia de um “dia difícil para nossa cidade” e compartilhou uma mensagem da família Avant, chamando suas contribuições para a cidade e a indústria do entretenimento de “incomparáveis”.
Jairo Lourenço (1961-2021)
O ator Jairo Lourenço, que fez parte do elenco da novela “Vale Tudo”, morreu na segunda-feira (29/11) aos 60 anos em São José dos Pinhais, Paraná, após sofrer um AVC. O artista foi atendido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Afonso Pena, local em que a morte foi confirmada. A informação tornou-se pública num obituário oficial publicado na tarde desta quarta. Na novela “Vale Tudo”, que marcou época em 1988, Lourenço interpretou o personagem Luciano, um dos melhores amigos de Ivan (Antonio Fagundes). O papel marcou sua estreia na TV. Depois disso, ele voltou a participar de duas outras novelas de Gilberto Braga (1945–2021), “O Dono do Mundo” (1991) e “Força de um Desejo” (1999). Entre outros trabalhos, o ator também participou de “Pantanal” (1990), da série “Mãe de Santo” (1990) e do filme “Lost Zweig” (2002). Ele foi homenageado pelo amigo Jiddu Saldanha, com quem fez aulas de teatro, em uma publicação no Instagram. “Era um cara intenso, pleno. Para ele, viver foi uma passagem só de ida para o fluxo constante”, destacou sobre o ator. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sebo do Jidduks (@jidduks)
Disney+ desenvolve série live-action com premissa similar a “Encanto”
A Disney prepara uma nova série de streaming que tem basicamente a mesma premissa da recém-lançada animação “Encanto”, só que em live-action, sem músicas e passada no Reino Unido em vez da Colômbia. A trama de “Extraordinary” é localizada num mundo em que todos tem superpoderes, exceto uma garota. Chamada Mirabel? Não, Jen. A sinopse oficial apresenta a produção da seguinte forma: “’Extraordinary’ segue Jen, uma mulher jovem e dolorosamente autoconsciente que vive em um mundo onde todos têm um superpoder… exceto ela. Esta é uma comédia nova e inovadora sobre ser jovem e se encontrar em um mundo confuso, quando tudo o que você será é ‘ordinário’ (comum). ‘Extraordinary’ é uma celebração do anti-super-herói, dando às pessoas permissão para abraçar sua razoabilidade geral”. Desenvolvida para a Disney+, a atração foi criada por Emma Moran (“Have I Got News for You”) e será estrelada pela jovem atriz irlandesa Máiréad Tyers, revelada no filme “Belfast”, ainda inédito no Brasil. O elenco também inclui Sofia Oxenham (“Poldark”), Bilal Hasna (“Teen Monologues”) e Luke Rollason (“Jack”).
Sony compra produtora de “His Dark Materials” e “A Descoberta das Bruxas”
Único grande estúdio de Hollywood sem plataforma digital própria, a Sony está se reforçando como produtora de conteúdo para os serviços de streaming dos colegas/rivais do entretenimento. O estúdio confirmou nesta quarta (1/12) a aquisição da produtora britânica de séries Bad Wolf. Fundada em 2015 por Jane Tranter e Julie Gardner, ex-executivas da BBC responsáveis por lançar séries de fantasia famosas, como o revival de “Doctor Who” em 2005, o spin-off “Torchwood” e “Da Vinci’s Demons”, a Bad Wolf lançou vários hits num curto espaço de tempo, entre eles “His Dark Materials”, “Industry”, “The Night Of”, “A Descoberta das Bruxas” (A Discovery of Witches) e “I Hate Suzie”. A lista demonstra que as produções da empresa atendem especificamente dois canais pagos e suas respectivas plataformas: HBO nos EUA e Sky no Reino Unido. Tanto HBO quanto Sky faziam parte de uma sociedade original com a Access Entertainment e a Sony Pictures Television, que financiava os negócios da Bad Wolf, mas agora a Sony comprou as ações dos demais sócios e pretende ampliar a cartela de clientes da empresa. Dentro destes planos, fechou a produção da primeira série da produtora para a Apple TV+, “Lady in the Lake”, que será estrelado por Natalie Portman e Lupita Nyong’o. Embora a Sony tenha se recusado a comentar o valor financeiro do negócio, a revista Variety publicou que a aquisição gira em torno de US$ 80 milhões e também inclui um estúdio de produção em Cardiff, País de Gales. As fundadoras da Bad Wolf vão continuar à frente da empresa, agora recebendo aporte exclusivo da Sony. Em comunicado, Jane Tranter disse que “a Sony Pictures Television compartilha nossa visão para o futuro da empresa, e seu entendimento imediato e crença no trabalho da Bad Wolf os tornam os parceiros perfeitos para o nosso futuro”, possibilitando a produtora a “alcançar patamares ainda maiores nos anos que virão”. Ravi Ahuja, presidente de TV global e desenvolvimento corporativo da Sony Pictures Entertainment, também se manifestou: “O negócio do streaming está evoluindo à medida que o público em todos os lugares do mundo se torna mais sintonizado com o conteúdo produzido fora de suas próprias culturas. Este acordo não ressalta apenas a alta qualidade dos talentos com os quais temos orgulho de trabalhar, mas também o nosso objetivo de criar e entregar os programas mais notáveis do Reino Unido para o mundo”. A decisão de fortalecer sua linha de produção e expandir para o Reino Unido acontece três anos após a Sony vender a Crackle, sua pioneira plataforma de streaming, e abandonar o mercado digital antes dele se tornar o maior foco de investimento atual de Hollywood, com os lançamentos da Disney+, HBO Max, Paramount+, Peacock e até a Starzplay, todas plataformas que surgiram após a Sony cometer seu maior erro de avaliação sobre o futuro do entretenimento.
Pedro Almodóvar desenvolve série sobre casamento forçado de meninas
O diretor espanhol Pedro Almodóvar e sua atual estrela favorita, Penélope Cruz, estão se juntando em um novo projeto após o premiado filme “Madres Paralelas” (ainda inédito no Brasil). Os dois vão trabalhar juntos numa série documental de streaming. Intitulada “Not a Bride”, a série está sendo desenvolvida em parceria com a ONG Girls Not Brides para denunciar o casamento forçado de crianças ao redor do mundo. Segundo dados da organização, 12 milhões de meninas são forçadas a se casar antes dos 18 anos a cada ano, e atualmente 650 milhões de mulheres enfrentam as consequências diretas de terem passado por um casamento infantil. Almodóvar vai produzir a série, que será narrada por Cruz e lançada mundialmente pela plataforma Paramount+. Roteiro e direção está a cargo de Dario Troiani (“Violet”). As gravações de “Not a Bride” resultam de uma coprodução da El Deseo, empresa de Almodóvar, com a VIS Social Impact, divisão do ViacomCBS International Studios voltada para desenvolver projetos em parcerias com causas sociais. Em comunicado sobre o projeto, a produtora Esther García da El Deseo declarou: “Os testemunhos das meninas e mulheres que sofreram esta experiência traumática são chocantes. Com este documentário pretendemos dar ao mundo uma ideia melhor deste enorme problema, que realmente esperamos que comece a ser resolvido.”
Gillian Anderson se junta a Christian Bale em terror gótico
O diretor Scott Cooper fechou o elenco de seu primeiro projeto com a Netflix, que voltará a juntá-lo pela terceira vez com o ator Christian Bale, após o thriller “Tudo por Justiça” (2013) e o western “Hostis” (2017). Intitulado “The Pale Blue Eye”, o filme é um terror gótico baseado no livro homônimo de Louis Bayard, lançado no Brasil com o título de “O Pálido Olho Azul”, que gira em torno de uma série de assassinatos na Academia Militar de West Point em 1830. Bale tem o papel de um detetive veterano que investiga os crimes, e para isso conta com a ajuda de um jovem cadete, que mais tarde se tornaria mundialmente famoso como escritor, Edgar Allan Poe. Harry Melling, conhecido como o Dudley Dursley da saga “Harry Potter”, viverá Poe e o resto do elenco foi anunciado nesta quarta (1/12). Repleto de nomes famosos, a constelação de estrelas destaca Gillian Anderson (“The Crown”), Lucy Boynton (“Bohemian Rhapsody”), Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”), Toby Jones (“First Cow”), Timothy Spall (também de “Harry Potter”), Harry Lawtey (“Industry”), Simon McBurney (“Carnival Row”), Hadley Robinson (“Moxie”), Joey Brooks (“A Grande Jogada”), Brennan Cook (“Encounter”), Gideon Glick (“The Marvelous Mrs. Maisel”), Fred Hechinger (“The White Lotus”), Matt Helm (“The Tragedy of Macbeth”), Steven Maier (“The Plot Against America”), Charlie Tahan (“Ozark”) e o veterano Robert Duvall (“O Juiz”). As filmagens começaram nesta semana, mas ainda não há previsão de estreia.
Cara Delevingne entra na série “Only Murders in the Building”
A atriz e modelo Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”) se juntou ao elenco da 2ª temporada de “Only Murders in the Building”, série de comédia mais assistida da plataforma americana Hulu. Ela terá papel fixo nos novos episódios como Alice, uma sofisticada conhecedora do mundo da arte que se envolve no novo mistério da produção. A série é estrelada por Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short como três vizinhos obcecados por documentários criminais que se veem em meio a um mistério exatamente como aqueles que amam assistir, quando um morador de seu prédio é assassinado. Animados para criar um podcast sobre o crime, eles começam uma investigação que pode revelar o verdadeiro assassino, mas que acaba lhes colocando em risco. A série foi criada por Steve Martin e John Robert Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), tem produção de Dan Fogelman (criador de “This Is Us”) e da 20th Television, e além do trio famoso também inclui em sua 1ª temporada Amy Ryan (“The Office”), Aaron Dominguez (“Shaft”), Nathan Lane (“Modern Family”) e até o cantor Sting. A atração é a primeira série da carreira de Steve Martin e marca a volta de Selena Gomez ao formato, quase uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place”, encerrada em 2012 no Disney Channel. O lançamento no Brasil aconteceu simultaneamente com os EUA, no dia exato da inauguração da plataforma Star+, que é a equivalente nacional da Hulu.
Awkwafina entra no filme do capanga de Drácula
A atriz Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) foi escalada em “Renfield”, novo filme de terror que resgata um dos monstros mais tradicionais da Universal. “Renfield” conta a história do capanga mais famoso de Drácula. Embora nunca tenha merecido um filme próprio, Renfield marcou época no cinema, graças à performance de Dwight Frye no primeiro filme de “Drácula”, originando algumas das melhores cenas do lançamento da Universal de 1931, como um engolidor de insetos trancafiado num hospício. Criado pelo escritor Bram Stoker no romance gótico original de “Drácula”, o personagem também foi vivido pelo cantor Tom Waits no longa dirigido por Francis Ford Coppola em 1992. No novo filme, ele será vivido pelo ator Nicholas Hoult (“X-Men: Fênix Negra”), enquanto Drácula ganhará interpretação de Nicolas Cage (o “Motoqueiro Fantasma”). Detalhes sobre a personagem de Awkwafina não foram revelados, mas há duas personagens femininas na obra de Stoker – nenhuma delas asiática, o que não significa mais nada nestes dias em que inclusão dispensa fidelidade. A trama tem como ponto de partida uma história original de Robert Kirkman, o criador dos quadrinhos de “The Walking Dead”, que foi roteirizada por Ryan Ridley, escritor de vários episódios da série animada “Rick and Morty”. A produtora Skybound Entertainment, de Kirkman, assina a coprodução do longa com a Universal. Não há informações sobre o tom da atual produção, mas o diretor contratado é conhecido por comédias infantis. Trata-se de Chris McKay, de “Lego Batman: O Filme” e da série “Frango Robô”, que recentemente dirigiu “A Guerra do Amanhã, estrelado por Chris Pratt na Amazon Prime Video.
Alec Baldwin afirma não ter puxado o gatilho na tragédia do filme “Rust”
Alec Baldwin deu sua primeira entrevista longa, detalhada e exclusiva desde a morte trágica da diretora de fotografia Halyna Hutchins, atingida por uma bala disparada pelo ator no set do filme “Rust”. Ele conversou com o jornalista George Stephanopoulos, do canal de notícias ABC News, por mais de uma hora e o resultado irá ao ar na noite de quinta (2/12) nos EUA, com transmissão também pela plataforma americana Hulu. Uma prévia da entrevista foi disponibilizada nas redes sociais da ABC News, que revela a emoção e devastação do ator, em meio à lágrimas, além de trazer pela primeira vez detalhes que não tinham sido revelados sobre a tragédia. Um dos fatos que mais chama atenção é que ele afirma não ter puxado o gatilho de seu revólver no momento da morte de Hutchins. “O gatilho não foi puxado, eu não puxei o gatilho”, declara Baldwin no vídeo. “Eu nunca apontaria uma arma para ninguém e puxaria o gatilho, nunca”, reforçou o ator. Stephanopoulos quer saber, então, o que aconteceu. A resposta fica para a exibição televisiva. A prévia também mostra Baldwin dizendo que “não tem ideia” de como munição real entrou no set. “Alguém colocou uma bala de verdade em uma arma. Uma bala que nem deveria estar na propriedade”, disse ele. Falando ao programa “Good Morning America”, da rede ABC, na manhã desta quarta, Stephanopoulos disse que, de todas as milhares de entrevistas que conduziu na ABC News nos últimos 20 anos, “esta foi a mais intensa que já experimentei”. O jornalista descreveu a participação de Baldwin como “visceral”, mas também “muito sincera” e “muito participativa”. “Ele entrou em detalhes sobre o que aconteceu no set naquele dia”, além de contar sobre sua experiência ao encontrar a família de Halyna Hutchins após a tragédia. Segundo Stephanopoulos, a entrevista durou ao todo 1h20. Asked by @GStephanopoulos how a real bullet got on the "Rust" set, Alec Baldwin says: “I have no idea. Someone put a live bullet in a gun. A bullet that wasn’t even supposed to be on the property.” Watch TOMORROW 8pm ET on ABC and stream later on @hulu. https://t.co/fJQly1za1T pic.twitter.com/OnpDuYERiC — ABC News (@ABC) December 1, 2021
Cate Blanchett vai estrelar série do diretor de “Roma” e “Gravidade”
O cineasta mexicano Alfonso Cuarón, vencedor do Oscar por “Gravidade” (2013) e “Roma” (2018), está desenvolvendo uma série para a Apple TV+, que será estrelada por Cate Blanchett (“Carol”) e Kevin Kline (“Última Viagem a Vegas”). O projeto é uma adaptação de “Disclaimer”, romance de Renee Knight, que gira em torno de Catherine Ravenscroft, uma respeitada jornalista investigativa devotada a revelar as transgressões ocultas de instituições respeitadas. Quando um romance escrito por um viúvo aparece em sua mesa de cabeceira, ela fica horrorizada ao perceber que é a personagem chave de uma história que revela seu segredo mais sombrio. Blanchett interpretará o jornalista e Kline interpretará o viúvo. Tudo indica que a produção terá um visual de tirar o fôlego, já que a equipe que trabalhará com Cuarón inclui dois diretores de fotografia consagrados: Emmanuel Lubezki, vencedor de três Oscars – o primeiro deles com “Gravidade” – e Bruno Delbonnel, indicado quatro vezes ao prêmio da Academia – desde “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001). A série também estende o relacionamento de Cuarón com a Apple, onde já está produzindo o filme original “Raymond and Ray”, estrelado por Ewan McGregor (“Aves de Rapina”) e Ethan Hawke (“Uma Noite de Crime”) como meio-irmãos.












