Xuxa se manifesta contra “pintou um clima” de Bolsonaro: “Muito mexida”
A apresentadora Xuxa Meneghel postou um vídeo no Instagram em que comenta o gatilho que sofreu com comentários de Jair Bolsonaro sobre o dia em que “pintou um clima” ao ver meninas bonitas venezuelanas de 13 e 14 anos na rua. No depoimento, ela relatou experiências de abuso sexual que sofreu na infância. Dizendo-se “muito mexida” com o comentário de Bolsonaro, que posteriormente tentou consertar a frase, mas não o contexto de suposta prostituição – repetido em outros vídeos – , Xuxa começou lembrando a polêmica do filme “Amor, Estranho Amor”, que costuma ser usado para acusá-la de pedofilia. “Antes de qualquer coisa, eu gostaria de dizer para vocês que quem está aqui falando não é aquela menina que tinha 18 anos e fez o papel de uma menina de 15 anos, que foi vendida para um prostíbulo para ser dada de presente para um político. Esse filme foi baseado em algumas histórias e acontecia no ano de 1939, 1940. E, até hoje, a gente ouve e vê situações como essas”, explicou Xuxa. “Eu vou falar para vocês de uma verdade: por volta dos meus 3, 4 anos de idade, eu sofri o meu primeiro abuso e, consequentemente, muitos outros aconteceram”, contou. “Por último, foi aos 13 anos de idade, com um velho que me encurralou numa parede. Eu estava apenas de camiseta e com a parte de baixo do biquíni. Ele passou a mão dele no meu corpo todo, e eu não falei nada, e não fiz nada, mas quando ele tentou me beijar, eu empurrei ele e saí chorando”, afirmou a apresentadora. Ela então citou a fala polêmica de Bolsonaro para se manifestar contra as colocações do candidato. “Ele usou a expressão que elas estavam ‘ganhando a vida’, que estavam ‘fazendo programa’, ou seja, se prostituindo. Eu queria deixar claro para vocês que nenhuma criança com 13, 14 anos se prostitui. Isso aí é exploração sexual de crianças e de adolescentes”, afirmou. “Eu não gritei naquele momento, mas hoje eu quero gritar”, completou, em protesto. Sasha Meneghel, filha de Xuxa, comentou na página: “Te amo mama. Tô contigo sempre, você é um exemplo de força”. “Nossa Xuxa é gigante. Depoimento forte e necessário”, acrescentou Angélica. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa (@xuxameneghel)
As We See It: Amazon cancela série elogiada sobre autismo
A plataforma Prime Video, da Amazon, cancelou a série “As We See It” após uma temporada. Considerada uma boa surpresa e com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, a série girava em torno de três amigos autistas que decidem morar juntos, apesar de cada um deles manifestar uma forma de autismo diferente. Seu cancelamento aconteceu sem nenhum comentário da empresa. Adaptação da série israelense “On the Spectrum”, “As We See It” foi a primeira produção americana sobre autismo interpretada por atores que se enquadram na condição. Isto gerou um resultado extremamente genuíno, capaz de fazer rir e comover, sem cair nos clichês que séries sobre “autistas” normalmente caem. A adaptação foi feita pelo produtor Jason Katims, responsáveis por clássicos emocionais como “Friday Night Lights” e “Parenthood”. Por sinal, o tema é algo que ele conhece de perto, já que seu filho – que também inspirou um personagem em “Parenthood” – é autista. Os personagens de “As We See It” eram Jack (Rick Glassman), um programador de computação brilhante cuja capacidade de manter um emprego é prejudicada pela completa falta de filtros; Violet (Sue Ann Pien), funcionária de um Arby’s quer tanto um namorado que se tornou vítima de todas as colunas de conselhos de amor já escritas; e Harrison (Albert Rutecki), que sofre de agorafobia e não entende porque é inapropriado ser amigo do adolescente do apartamento de cima. As vidas desse trio eram facilitadas por Mandy (Sosie Bacon), uma assistente social que se tornou uma espécie de quebra-galho dos amigos, porque suas notas baixas impediram seu sonho de virar médica. Só que muitas vezes ela parecia ter mais problemas que eles. Veja o trailer da série.
“Cyberpunk: Mercenários” não terá 2ª temporada
“Cyberpunk: Mercenários”, anime da Netflix baseado no game “Cyberpunk 2077” da CD Projekt Red, não ganhará novas temporadas. O anúncio foi feito por Satoru Hanma, gerente de comunidade do estúdio, numa entrevista ao site japonês Famitsu. O executivo afirmou que a produção sempre foi idealizada como uma série de apenas uma temporada. Embora afirme ainda desejar fazer novos animes da franquia, Hanma garantiu que qualquer tipo de “continuação” será “completamente diferente de ‘Mercenários’”. “Pessoalmente, gostaria de continuar trabalhando com estúdios japoneses para produzir mais animes, em parte porque recebemos um feedback muito bom”. Lançada em setembro, “Cyberpunk: Mercenários” arrancou elogios rasgados da crítica especializada, atingindo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Muitas resenhas afirmaram que a série animada era melhor que o próprio jogo. Desenvolvida em estilo anime pelo Studio Trigger (“Star Wars: Visions”), a 1ª temporada tem direção de Hiroyuki Imaishi (“Kill la Kill”) e conta uma história independente de 10 episódios sobre um garoto de rua, que vira mercenário para sobreviver numa cidade do futuro obcecada por tecnologia e modificação corporal. Veja o trailer da atração.
Chiquinha de “Chaves” é acusada de racismo e homofobia
A atriz María Antonieta de las Nieves, que é conhecida por interpretar a Chiquinha na série “Chaves”, causou polêmica e virou assunto nas redes sociais após uma entrevista em que fez comentários considerados racistas e homofóbicos. Falando com a imprensa mexicana, ela fez declarações pesadas sobre artistas que imitam a sua famosa personagem, criticando intérpretes negras e gays. Em um trecho, a artista criticou o comediante peruano Alex Brandon. “Que coisa feia, imagine que uma Chiquinha no Peru, com cerveja na mão e fazendo uma dança difícil de acreditar, quase diria erótica. É um menino que não é menino, mas uma menina que acha que Chiquinha é fatal”, afirmou. Em outro trecho, também citou a performance de uma mulher preta. “Fizeram um concurso onde apareceram seis Chiquinhas brancas, incluindo uma negra. Não tenho nada contra os negros, o que tenho contra é que me imitam como Chiquinha com a capa de minhas fotos e meu logotipo”. As declarações repercutiram de forma muita negativa entre os fãs de “Chaves”.
Jô Soares vai virar nome de rua ou praça no Rio de Janeiro
A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou uma homenagem ao humorista Jô Soares, falecido em agosto aos 84 anos, em São Paulo. Um dos maiores ícones da televisão brasileira, reconhecido também no teatro, na literatura e no cinema, Jô Soares vai virar nome de rua, praça ou outra via pública da capital carioca. Após o projeto dos vereadores Jorge Felippe (União), Laura Carneiro (PSD), Chico Alencar (PSOL) e Cesar Maia (PSOL) ser aprovado, segue agora para sanção do prefeito Eduardo Paes. Entretanto, a via que ganhará o nome do artista ainda não foi definida.
Novos quadrinhos do criador de “Stargirl” vão virar série
A história em quadrinhos “Geiger”, concebida por Geoff Johns (criador dos quadrinhos e da série de “Stargirl”), vai virar uma série com produção da Paramount. Segundo o site Deadline, a adaptação ficará a cargo do cineasta Justin Simien (“Cara Gente Branca”), que vai escrever o piloto e atuar como showrunner da atração. Escrita por Johns e desenhada por Gary Frank, “Geiger” se passa no ano de 2050 e acompanha um homem radioativo chamado Tariq Geiger, que passa seus dias e noites fazendo de tudo para proteger o abrigo nuclear onde vive a sua família. Depois que Geiger luta contra um grupo de ladrões, ele passa a enfrentar a ira de um império do crime. “Geiger” teve seis edições, lançadas em 2021 pela Image Comics, e também gerou uma minissérie derivada, “Junkyard Joe”, sobre um heróico soldado-robô. A série ainda não tem previsão de estreia. Johns, que também é cocriador das séries “The Flash” e “Titãs” – além de roteirista de “Aquaman” e “Mulher-Maravilha 1984” – , está atualmente à frente da 3ª temporada de “Stargirl”, disponibilizada no Brasil pelo serviço de streaming HBO Max. Ele também é produtor de “Adão Negro”, recém-lançado nos cinemas, e de “Shazam! Fúria dos Deuses”, que estreia em março de 2023.
Kevin Spacey é inocentado em processo de violência sexual
O ator Kevin Spacey (“House of Cards”) foi inocentado da acusação de agressão sexual feita pelo ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”). O caso estava sendo julgado em Nova York e chegou a uma conclusão nessa quinta (20/10). O júri responsável pelo caso concluiu que a defesa de Rapp não foi capaz de comprovar as alegações de que Spacey agiu para gratificar seu desejo sexual durante um encontro em uma festa em Manhattan, em 1986, quando Rapp tinha apenas 14 anos e Spacey estava com 26 ou 27 anos. O caso veio à tona em 2017, quando o site BuzzFeed publicou uma entrevista com Rapp, em que ele relatou o ocorrido. Segundo o ator, Spacey estava bêbado e o agarrou no final de uma festa com o elenco de uma peça, colocou-o em cima de uma cama, subiu em cima dele e fez avanços sexuais (tocando as suas nádegas). Rapp processou Spacey por agressão e inflição intencional de sofrimento emocional em novembro de 2020. Durante o julgamento, o juiz Lewis A. Kaplan rejeitou a alegação de sofrimento emocional, mas permitiu que o restante do processo prosseguisse. Anthony Rapp relembrou o ocorrido no tribunal, mas Spacey negou as acusações, dizendo que ele nunca chegou a ficar sozinho com o ator de “Star Trek”. Durante as suas argumentações finais, o advogado de Rapp pediu aos jurados que não levassem em conta a lembrança de Spacey dos eventos. “É inconsistente. Não é digno de sua crença”, disse o advogado, Richard Steigman, citando supostas lacunas na memória de Spacey a respeito do ocorrido. Já a advogada de Spacey, Jennifer Keller, argumentou que a história de Rapp era uma invenção. Ela apresentou várias teorias sobre o motivo de o ator ter mentido, incluindo um desejo de atenção e ciúme em relação ao sucesso de Spacey. “Estamos aqui porque o Sr. Rapp alegou falsamente um abuso que nunca ocorreu em uma festa que nunca foi realizada em um quarto que não existia”, disse ela. “O Sr. Rapp está recebendo mais atenção neste julgamento do que em toda a sua vida de ator”, completou. Keller também pediu aos jurados que ignorassem a política sexual do caso. “Este não é um esporte de equipe em que você está do lado do #MeToo ou do outro lado”, disse Keller. “Vocês estão aqui para julgar os fatos. Aconteceu? Não, não aconteceu.” Após a sentença, a advogada de Spacey disse à imprensa, ao lado do ator, que estava “muito grata ao júri por ter visto essas falsas alegações”. Já Rapp publicou um comunicado no Twitter, afirmando estar “profundamente grato pela oportunidade de ter meu caso ouvido perante um júri”. Ele ainda agradeceu “aos membros do júri por seu serviço”. “Trazer este processo sempre foi uma questão de iluminar, como parte de um movimento maior, o enfrentamento de todas as formas de violência sexual”, acrescentou, prometendo continuar defendendo “um mundo livre de violência sexual de qualquer tipo. ” Richard Steigman, o advogado de Rapp, também emitiu um comunicado, em que pondera: “Anthony disse sua verdade no tribunal. Embora respeitemos o veredicto do júri, nada muda isso”. Embora tenha conquistado uma vitória, Spacey foi acusado por mais de 20 homens de má conduta sexual, um volume tão expressivo que acabou com sua carreira, apesar de ter conquistado dois Oscars, por “Os Suspeitos” (1995) e “Beleza Americana” (1999). Desde a acusação inicial de Rapp em 2017, ele foi retirado da série “House of Cards” (uma vez que os integrantes da equipe fizeram suas próprias denúncias contra ele) e também perdeu o papel no filme “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017), tendo sido substituído por Christopher Plummer depois que o filme já estava pronto – as refilmagens ocorrem de forma acelerada para o filme não perder sua data de estreia. O ator já foi condenado a pagar US$ 31 milhões de indenização à produtora MCR pelo cancelamento da série “House of Cards”, com o juiz do caso considerando que seu comportamento foi responsável pela decisão da Netflix de encerrar a série premiada. Mas outras acusações feitas contra ele acabaram não indo adiante por diferentes motivos. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, Spacey teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Graças à falta de condenação, Spacey conseguiu voltar a atuar. Ele participou de um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero, e interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”, que foi levado ao Marché du Film, o mercado de negócios do Festival de Cannes, para conseguir distribuidores internacionais. Mas neste ano voltou a sofrer denúncias de abuso sexual na justiça britânica. Ele se declarou inocente em julho, na audiência preliminar do julgamento, que vai acontecer só em 2024. Além de Spacey, o diretor Paul Haggis (“Crash – No Limite”), o produtor Harvey Weinstein (“Os Oito Odiados”) e o ator Danny Masterson (“That ’70s Show”) também estão enfrentando julgamentos criminais por assédio, abuso e violência sexual neste mês de outubro.
Allison Janney e Kristen Bell arrasam casamento em trailer de comédia
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o trailer da comédia “Os Odiados do Casamento” (The People We Hate at the Wedding), que traz Allison Janney (“Mom”) e Kristen Bell (“The Good Place”) como mãe e filha. A trama acompanha Alice (Bell) e Paul (Ben Platt, de “Querido Evan Hansen”), dois irmãos que viajam até Londres, acompanhados da mãe (Janney), para participarem do casamento da meia-irmã deles, Eloise (Cynthia Addai-Robinson, de “O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder”). Mas o que deveria ser uma chance para a família se reconectar acaba se transformando em um pesadelo, com direito a brigas, discussões e até prisões. O elenco ainda conta com Dustin Milligan (“Schitt’s Creek”), Isaach De Bankolé (“Godfather of Harlem”), Karan Soni (“Deadpool”), Tony Goldwyn (“Scandal”), Jorma Taccone (“Popstar: Sem Parar, Sem Limites”), Julian Ovenden (“Knightfall: A Guerra do Santo Graal”) e John Macmillan (“Back”). Baseado no livro de Grant Ginder, “Os Odiados do Casamento” foi escrito por Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin (ambas da animação “The Great North” e do vindouro “Deadpool 3”) e dirigido por Claire Scanlon (“Brooklyn Nine-Nine”). O filme estreia em 18 de novembro na Amazon Prime Video.
“Terror em Silent Hill” vai ganhar continuação e série
O filme “Terror em Silent Hill” (2006), baseado na franquia de games “Silent Hill”, vai ganhar uma nova continuação. O anúncio foi feito na noite de quarta (19/10), num evento online organizado pela Konami, desenvolvedora dos games. “Terror em Silent Hill” conta a história de uma mulher que procura pela sua filha adotiva numa cidade estranha e desolada chamada Silent Hill. O filme original foi escrito por Roger Avary (“Pulp Fiction”) e dirigido por Christophe Gans (“A Bela e a Fera”), e chegou a ganhar uma sequência em 2012, “Silent Hill: Revelação”, baseada no terceiro game. Intitulado “Return to Silent Hill”, o novo filme será novamente dirigido por Gans (que também vai escrever o roteiro) e acompanhará um homem que retorna à cidade em busca de sua amada, mas se depara com uma cidade coberta de névoa e habitada por monstros assustadores. Ainda sem previsão de estreia, o filme deve trazer elementos do Mito de Orfeu e mostrar o quão longe uma pessoa pode ir para salvar aqueles que ela ama. Ao mesmo tempo, será baseado no game “Silent Hill 2”, lançado em 2001, e que também vai ganhar um remake para PlayStation 5 e Windows. Em participação no evento online, Gans prometeu uma abordagem fiel ao material original, com o intuito de agradar aos fãs de “Silent Hill”. A produtora Konami ainda aproveitou o evento para anunciar o projeto de uma série interativa chamada “Silent Hill: Ascension”, que possibilitará ao público decidir os rumos da história (como foi feito no episódio “Bandersnatch”, de “Black Mirror”), que contará com produção do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”). E vem aí mais dois novos jogos da franquia. O primeiro, intitulado “Silent Hill F”, será ambientado na década de 1960 no Japão. O game foi escrito por Ryukishi07, do grupo 07th Expansion, que também ficou responsável pelo design dos personagens. Já o segundo, chamado “Silent Hill: Townfall”, será desenvolvido pela No Code e publicado pela Annapurna Interactive (dos jogos “Stray” e “Gorogoa”). De acordo com os desenvolvedores, “Silent Hill: Townfall” vai aproveitar tudo de melhor que foi lançado na franquia, além de introduzir novos elementos ao game. Assista abaixo aos trailers de “Silent Hill F” e “Silent Hill: Townfall”.
Clipe de “Every Breath You Take” atinge 1 bilhão de visualizações no YouTube
O clipe da canção “Every Breath You Take”, da banda britânica The Police, ultrassou a marca de 1 bilhão de visualizações no YouTube. Adicionado à plataforma em 2010, o clipe se tornou o 225º vídeo a atingir essa marca. “Every Breath You Take” faz parte do álbum “Synchronicity”, lançado em 1983. Dirigido por Godley & Creme, o clipe mostra o trio em preto e branco, com Sting tocando contrabaixo, Andy Summers na guitarra e Stewart Copeland na bateria. Dentre os vídeos que passaram de 1 bilhão de visualizações, apenas sete são de clipes da década de 1980. Além de “Every Breath You Take”, também constam nessa seleta lista os clipes de “Sweet Child O’ Mine” (do Guns N’ Roses), “Take On Me” (a-ha), “Billie Jean” (Michael Jackson), “Never Gonna Give You Up” (Rick Astley), “Girls Just Want To Have Fun” (Cyndi Lauper) e “The Final Countdown” (Europe). The Police é conhecida por álbuns de sucesso como “Reggatta de Blanc” (1979), “Zenyatta Mondatta” (1980) e “Synchronicity” (1983). A banda vendeu mais de 75 milhões de discos ao redor do mundo e conquistou dois Brit Awards, um MTV Video Music Award e seis Grammys – incluindo o de melhor performance pop de uma dupla ou grupo por “Every Breath You Take” – , antes de separar ainda nos anos 1980. O canal da banda no YouTube tem mais de 1,5 milhões de inscritos e “Every Breath You Take”, seu vídeo mais famoso, manteve uma média de 300 mil visualizações por dia nesse ano. Um dos motivos da popularidade da música (além da sua qualidade) é o fato de ela ter sido licenciada para outros usos, o que leva os fãs de volta à música original. Um sample da canção por ser ouvido em “I’ll Be Missing You”, de Puff Daddy, e ela também foi usada numa campanha publicitária do site de buscas DuckDuckGo. Por sinal, este não foi o primeiro recorde de “Every Breath You Take”. Em 2019, a canção foi eleita a música mais executada no BMI Pop Awards, com 15 milhões de reproduções nas rádios. A música também foi adicionada ao Billions Club do Spotify no ano passado, depois de atingir mais de 1 bilhão de streams na plataforma de áudio. Confira abaixo o clipe original da canção.
Nada de Novo no Front: O horror da guerra ganha trailer visceral
A Netflix divulgou um trailer visceral de “Nada de Novo no Front”, adaptação do clássico literário de Erich Maria Remarque sobre a campanha alemã durante a 1ª Guerra Mundial. Considerada uma das principais obras sobre o horror da guerra, o livro já tinha sido trazido às telas em 1930, com direção de Lewis Milestone, quando venceu o Oscar de Melhor Filme. Esta, entretanto, é a primeira adaptação alemã, com direção de Edward Berger (das séries “Deutschland 83” e “Your Honor”) e um elenco que destaca Sebastian Hülk (“Dark”), Daniel Brühl (“Falcão e o Soldado Invernal”), Albrecht Schuch (“Berlin Alexanderplatz”), Anton von Lucke (“Frantz”) e Devid Striesow (“Eu Estava em Casa, Mas…”). A trama original foi criada a partir da própria experiência de Remarque na guerra. A história gira em torno de um jovem idealista alemão que, instigado pelo patriotismo de seus professores, alista-se para lutar pelo país. Mas, em vez de glórias, encontra o despreparo, a violência extrema e a loucura no front, testemunhando seus colegas de classe morrerem um por um. Exibido no Festival de Toronto, o filme impressionou a crítica norte-americana, que lhe deu 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. O lançamento em streaming vai acontecer em 28 de outubro.
Trailer mostra Tom Hanks como “O Pior Vizinho do Mundo”
A Sony divulgou o pôster e o trailer nacionais de “O Pior Vizinho do Mundo”, remake do longa sueco “Um Homem Chamado Ove”, que se tornou uma comédia estrelada por Tom Hanks. O filme original, escrito e dirigido por Hannes Holm, baseava-se no romance homônimo de Fredrik Backman e foi premiado como Melhor Comédia Europeia de 2016 pela Academia Europeia de Cinema, e ainda teve a maior bilheteria entre os lançamentos estrangeiros nos Estados Unidos naquele ano. No remake, Hanks interpreta um viúvo mal-humorado (vivido por Rolf Lassgård no original), que não vê nenhum prazer na vida e odeia a humanidade. Além de perder seu grande amor, sua infelicidade é exacerbada por estar aposentado e não ter alegria em fazer nada, a não ser criticar os vizinhos. Quando seus pensamentos se tornam mais sombrios, sua existência sobre uma abalo com a chegada de novos vizinhos, uma família disposta a inclui-lo em suas vidas. Ignorando sua vontade de ser deixado em paz, eles começam a tirá-lo da letargia, até conseguir fazê-lo rir. O elenco também destaca Mariana Treviño (“A Casa das Flores”), Manuel Garcia-Rulfo (“Esquadrão 6”) e Rachel Keller (“Legião”). Com roteiro de David Magee (“A Escola do Bem e do Mal”) e direção de Marc Foster (“Guerra Mundial Z”), o filme estreia em 25 de dezembro nos EUA, mas apenas em 2 de fevereiro no Brasil.
Judi Dench critica “The Crown”: “Sensacionalismo bruto”
A atriz Judi Dench (“Belfast”) criticou a vindoura 5ª temporada da série “The Crown”. Numa carta aberta publicada pelo jornal londrino The Times, Dench acusou os produtores da atração de borrarem “as linhas entre a precisão histórica e o sensacionalismo bruto”. Entre as preocupações levantadas pela atriz na sua carta, destaca-se a possibilidade de a série convencer os espectadores, especialmente seu público internacional, de que a dramatização vista na tela é um retrato genuíno da história da família real. Dench aponta como exemplo problemático disso o relato de que a 5ª temporada mostraria o príncipe Charles conspirando para derrubar a sua mãe, a falecida rainha Elizabeth II, e assumir o trono durante o início dos anos 1990. Segundo a atriz, ao tentar empurrar essa narrativa como verdadeira, a série está sendo “cruelmente injusta com os indivíduos e prejudicial à instituição que eles representam”. Dench se diz defensora da liberdade artística, mas afirma que os pronunciamentos da Netflix de que “The Crown” é um “drama ficcional” não são suficientes para diminuir a noção de realidade histórica que a série passa. O ideal, segundo ela, é que a série insira um aviso mais explicito antes de cada episódio. A atriz também pede que a Netflix considere os sentimentos da família real e do Reino Unido, que ainda estão de luto pela morte da rainha. Segundo Dench, o ato de a Netflix assumir uma maior responsabilidade seria uma “marca de respeito a uma soberana que serviu seu povo tão obedientemente por 70 anos e uma forma de preservar sua reputação aos olhos de seus assinantes britânicos.” Judi Dench teve uma relação muito próxima com a família real. Ela foi nomeada dama pela falecida rainha em 1988 e já interpretou tanto a rainha Elizabeth I (no filme “Shakespeare Apaixonado”) quanto a rainha Victoria (em “Sua Majestade, Mrs. Brown” e “Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha”). Além dela, o ex-primeiro-ministro britânico John Major, interpretado por Jonny Lee Miller na série, também criticou “The Crown” por apresentar a “mentira prejudicial e maliciosa” de que Charles planejou expulsar a rainha. Em uma declaração ao jornal Mail on Sunday, Major disse que a decisão da série de retratar essa história falsa nada mais é do que “um barril de bobagens jogado para fornecer o máximo de impacto dramático totalmente falso.” A 5ª temporada de “The Crown” estreia em 9 de novembro na Netflix. Leia abaixo a carta aberta de Judi Dench na íntegra. “Senhor, Sir John Major não está sozinho em suas preocupações de que a última série de ‘The Crown’ apresentará um relato impreciso e doloroso da história (News, 17 de outubro). De fato, quanto mais próximo o drama se aproxima de nossos tempos atuais, mais ele parece livremente disposto a borrar as linhas entre a precisão histórica e o grosseiro sensacionalismo. Embora muitos reconheçam ‘The Crown’ pelo relato brilhante, mas ficcional, dos eventos que ela é, temo que um número significativo de espectadores, principalmente no exterior, possa considerar sua versão da história totalmente verdadeira. Dadas algumas das sugestões dolorosas aparentemente contidas na nova série – que o rei Charles conspirou para sua mãe abdicar, por exemplo, ou que uma vez sugeriu que a paternidade de sua mãe era tão deficiente que ela poderia ter merecido uma sentença de prisão – isso é cruelmente injusto para os indivíduos e prejudiciais à instituição que representam. Ninguém acredita mais na liberdade artística do que eu, mas isso não pode passar sem contestação. Apesar de terem declarado publicamente esta semana que ‘The Crown’ sempre foi um ‘drama ficcional’, os criadores da série resistiram a todos os pedidos para que eles carregassem um aviso no início de cada episódio. Chegou a hora de a Netflix reconsiderar – pelo bem de uma família e de uma nação tão recentemente enlutada, como uma marca de respeito a uma soberana que serviu seu povo com tanto zelo por 70 anos e para preservar sua reputação aos olhos de seus assinantes britânicos. Dama Judi Dench Londres W1”












