Juliette faz releitura moderna de Shakespeare em clipe de “Sai da Frente”
Juliette lançou nesta sexta-feira (26/5) o clipe de “Sai da Frente”, seu mais novo single inspirado nas obras teatrais de William Shakespeare. A faixa está incluso no álbum de estreia da cantora, que será lançado ainda neste ano. A canção “Sai da Frente” foi composta por Carol Biazin, ao lado de Paiva, Lucas Vaz Nave, Pump Killa e do cantor Nairo. A música ficou disponível nas plataformas digitais na quinta-feira (25/5). A faixa moderna embala no ritmo pop e incorpora instrumentos musicais típicos de ritmos paraibanos, como o triângulo. O single ainda faz homenagem à artista pernambucana Zabé da Loca, conhecida como a “Rainha do Pífano”. “É meio que uma terapia de peito aberto pra mim. Essa música mistura muitos sentimentos complexos que tive nos últimos anos”, contou Juliette. “[São] coisas que acho que eu não conseguiria expressar se não fosse por meio da música. Para mim, era importante que o primeiro single do meu primeiro álbum tivesse esse diálogo com minha cultura de origem.” Já o clipe de “Sai da Frente” tem a direção assinada por Felipe Sassi. O visual cinematográfico é ambientado num palco de teatro, onde a cantora traz releituras de obras clássicas de William Shakespeare. Além disso, o clipe retrata os caminhos que a artista trilhou para vencer os obstáculos numa possível referência à sua passagem no “BBB 20”, reality onde Juliette derrubou conceitos pré-concebidos e tornou-se campeã. “Foi um processo muito legal, de olhar para mim mesma e entender as mensagens que eram importantes pra mim. E espero que muita gente se identifique e tire um pouco de força dessa poesia visual que criamos”, completou Juliette. Confira o clipe de “Sai da Frente”.
Bruno, dupla com Marrone, fecha acordo para encerrar processo por machismo
Bruno, da dupla com Marrone, fechou um acordo para se livrar de uma ação judicial movida por danos morais. O cantor foi processado pela modelo Thaliane Pereira, que teria sido vítima de machismo no ano passado. Na ocasião, Thaliane publicou uma foto no Instagram, onde ela e a amiga Luana Targino apareciam de biquíni, segurando um peixe. A publicação foi compartilhada por Bruno, que acrescentou os dizeres “Tilaska, Tilápia e Tikebra” na montagem. O sertanejo apagou a imagem após a repercussão, mas as amigas repudiaram o uso indevido de imagem com a adesão de conotação pejorativa. “É inadmissível, em qualquer setor da sociedade, a propagação ou incitação de discurso misógino, como se as mulheres fossem objeto de consumo, sobretudo partindo de uma pessoa com tamanha expressão no meio artístico, tal qual cantor Bruno”, disse Luana em nota. “Ainda que a publicação tenha sido removida pelo cantor após a óbvia repercussão negativa, os danos advindos da exposição ultrajante à imagem de Luana se perpetuam com a viralização do conteúdo nas redes sociais”, acrescentou a assessora jurídica, Gabriella Pontes Garcia. A defesa das influenciadoras entrou com as medidas cabíveis, e obteve o pedido atendido pela Justiça. “Aguardamos a audiência de conciliação, no dia optamos por pactuar um acordo no importe de R$ 10 mil e encerrar a demanda, já que havíamos atingido o nosso maior objetivo, [que] era a retratação”, afirmou ela. Neste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo promoveu a audiência de conciliação entre as partes. O acordo foi conduzido pela juíza Juliana Nobre Correia e homologado no mês passado. “O processo já foi pago e encerrado”, completou a defesa. A defesa de Thaliane Pereira ressaltou que o intuito da ação judicial era o pedido de retratação e a indenização por danos morais. “O magistrado deferiu o pedido de retratação liminarmente e o cantor Bruno cumpriu a determinação, postando o vídeo se retratando, o que já nos deixou extremamente felizes”, destacou a advogada Gabriella. Bruno e Luana Targino preferiram não se manifestar sobre o acordo legal.
Dua Lipa lança clipe da trilha de “Barbie” com participação de Greta Gerwig
A cantora Dua Lipa lançou a primeira música da trilha sonora de “Barbie” junto a um videoclipe mergulhado no rosa. A música “Dance The Night” tem uma pegada de disco-pop que se assemelha com outras canções da cantora, como “Love Again”. E além de trazer várias referências ao longa de Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”), o clipe também conta com a participação da própria diretora. O vídeo inicia com Dua Lipa entrando no estúdio para gravar o clipe do filme, enquanto um acidente acontece no cenário. Nas cenas, a cantora, que faz parte do elenco do longa, aparece dançando entre figurinos, conversíveis rosados e até um salto alto gigantesco de “Barbie”, em cenas intercaladas com imagens da produção cinematográfica. No final, quando a gravação se encerra, a câmera revela quem estava na cadeira de diretora: Greta Gerwig. Além do lançamento do single, também foram revelados outros artistas que farão parte da trilha sonora da aguardada live-action: Tame Impala, Haim, Charli XCX e Spice Girls estão entre os nomes confirmados. O álbum produzido por Mark Ronson também conta com a participação de Ryan Gosling, interpretando Ken, além de novos talentos como Ava Max, Dominic Fike, Gayle, Fifty Fifty, Kali e Kid Laroi. Dua Lipa fará seu primeiro papel como atriz no longa, ao lado do grandioso elenco formado por Margot Robbie, Simu Liu, Michael Cera, Will Ferrell e Kate McKinnon, entre outros. A estreia está marcada para 20 de julho nos cinemas brasileiros, um dia antes do lançamento nos EUA.
Felipe Neto e Lázaro Ramos vão apresentar Prêmio da Música Brasileira no YouTube
O influenciador Felipe Neto e o ator e cineasta Lázaro Ramos vão apresentar no YouTube o 30º Prêmio da Música Brasileira, realizado pela empresa Play9. A parceria tem como objetivo expandir a audiência da MPB a um público que tem pouco acesso à produção musical brasileira. O evento será transmitido pelo canal do prêmio na plataforma – e aparentemente também pelo canal de Felipe (45 milhões de seguidores) – no dia 31 de maio no Theatro Municipal do Rio. O cobertura também vai incluir transmissão do tapete vermelho, onde Valentina Bandeira, atriz e influenciadora do casting da Play9, irá entrevistar os convidados em suas chegadas. Ela estará na companhia das cantoras-drags Sara Bemdeu e Nina Bellohombre. A grande homenageada deste ano será a cantora Alcione, que completa 50 anos de carreira. As homenagens são tradição e já foram dedicadas a nomes como Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa. Para a diretora de Marketing da Play9, Fernanda Estrella, a premiação é essencial para promover o cenário da música nacional. “Estamos felizes e gratos por essa parceria com um evento como o Prêmio da Música Brasileira. A Play9 entrar como parceira de mídia, e com influenciadores do nosso casting atuantes no evento, é acenar para a expansão da audiência da própria cultura brasileira, mostrando que o que é produzido em diferentes esferas pode e deve chegar em diversos públicos, inclusive àqueles que muitas vezes a produzem mas nem sempre conseguem consumi-la”, celebra. “E o digital tem isso de especial: ali podemos difundir e tornar as coisas mais próximas de muitas pessoas. Vai ser incrível!”, completa.
Cher revela que Tina Turner recebeu amigos nos momentos finais
A cantora e atriz Cher (“Burlesque”), amiga de longa data de Tina Turner, que faleceu na quarta-feira (24/5), revelou que a Rainha do Rock’n’Roll passou seus últimos dias ao lado dos amigos. A informação foi dada ao programa da TV norte-americana “The Beat With Ari Melber”. De acordo com os representantes da cantora, ela morreu de causas naturais aos 83 anos, em sua casa em Küsnach, na Suíça. Ainda segundo eles, a morte foi pacífica. Porém, Tina lidava com diversos problemas de saúde graves. Entre eles, um AVC, um câncer no intestino e uma doença renal. Em 2016, seu marido, o alemão Erwin Bach, fez um transplante na tentativa de amenizar o problema. Ao homenageá-la, Cher mencionou a força que a artista teve para enfrentar todos os desafios. “Ela lutou contra essa doença por tanto tempo e era tão forte quanto você pensa que seria”, disse Cher. “Mas no final, ela me disse: ‘Estou realmente pronta. Só não quero mais aguentar isso’”. Mesmo sem saber qual enfermidade causou a morte da amiga, Cher mencionou ter visto uma máquina de diálise em sua casa quando a visitou. A diálise é o tratamento usado em estágio avançado de doença renal, utilizado para para remover os resíduos e excesso de líquidos do corpo. A cantora garantiu que, apesar dos pesares, Tina se divertia quando seus amigos a visitavam. “Comecei a visitá-la porque pensei: ‘Preciso dedicar esse tempo à nossa amizade, para que ela saiba que não a esquecemos’”, lembrou. “Então, todos nós nos revezamos para passar o tempo com ela e isso a deixou feliz”, acrescentou.
Reação de Alcione à samba de Pedro Sampaio viraliza
Pedro Sampaio revelou na quinta-feira (24/5) que fez uma nova versão de “Não Deixe o Samba Morrer”, um dos maiores clássicos de Alcione. No entanto, a cantora reagiu de forma inusitada ao ouvir a releitura de remix funk com eletrônico. O cantor apresentou sua versão num encontro especial, quando estava ensaiando para uma apresentação com a veterana. “Existem dias que são inesquecíveis, hoje foi um deles. Ensaiei com a Alcione e vamos nos apresentar juntos dia 31/5 ao vivo no Prêmio da Música Brasileira. Te amo, marrom”, afirmou ele, que publicou fotos e vídeos do momento. Pedro teria interrompido os ensaios para mostrar a releitura. As imagens mostram que, a princípio, Alcione parece não ter reconhecido sua canção por conta da nova batida. A cena viralizou e, nas redes sociais, os internautas apontaram que a Marrom não teria gostado da homenagem feita por Sampaio, embora ela dê um sorriso tímido para o cantor. “Deixou o samba morrer na frente da velinha, sacanagem”, ironizou um perfil no Twitter. “Coitada da Marrom. Nessa idade, não deveria tá passando por isso, é nossa obrigação proteger os idosos”, brincou outro. “Put* que pariu, você é o artista mais regular da história. Nunca acerta uma. Devia ser preso por fazer isso, ainda mais na frente dela. Ela devia tá pensando que era melhor deixar o samba morrer mesmo”, esbravejou mais um. Apesar das críticas, alguns seguidores se divertiram com o encontro e se dizem ansiosos pelo resultado final: “Agora tudo que eu mais quero é a versão completa da Alcione cantando com o Pedro Sampaio”, escreveu um usuário. “Fantástico isso aqui”, acrescentou outro. “Que noiagem é essa de zombar dele [por] tacar uma batida de funk no samba? Literalmente funk nasceu do samba, caralh*. Não gostou de como ficou? Escuta o original aí, eu ein”, reclamou mais um. coitada da Marrom, nessa idade não devia tá passando por isso. é nossa obrigação proteger os idosos — meteu essa? | joleno | (@_joleno_) May 25, 2023 Kkkkk deixou o samba morrer na frente da veinha powww sacanagem kkk — Humberto Alberto roberto (@Ewerton07059968) May 25, 2023 Pqp, vc é o artista mais regular da história.. nunca acerta uma. Devia ser preso por fazer isso ainda mais na frente dela, ela devia tá pensando que era melhor deixar o samba morrer msm — Gabriel Barros (@mrwhitefring) May 25, 2023 Agora tudo que eu mais quero é a versão completa da Alcione cantando com o Pedro Sampaio. pic.twitter.com/AIFvZrmpss — CONTA DESATIVADA (@artcobat) May 25, 2023 Alcione ouvindo pic.twitter.com/LCpmCXq0zR — Pedro Incertezas (@pedromerat_) May 25, 2023 Não faço ideia de quem é esse mano pra saber se tão falando merda só por ser ele, mas que noiagem é esse de zombar dele tacar uma batida de funk no samba? Literalmente funk nasceu do samba caralho, não gostou de como ficou? Escuta o original aí, eu eihn. https://t.co/EivKRHmmPb — Alek'Apeta (@bumba_meu_boi) May 25, 2023 Quero a marrom cantando com voz robótica @Leo_O_Camelo ☠️ — baco ☭ (@rnndnts) May 25, 2023
Mick Jagger, Viola Davis e mais artistas homenageiam Tina Turner: “Vida longa à rainha”
Nesta quarta-feira (24/5), o mundo da música recebeu com tristeza a notícia da morte de Tina Turner, a icônica Rainha do Rock’n’Roll. A cantora faleceu pacificamente em sua casa na Suíça, aos 83 anos, e fãs e artistas que a admiravam não demoraram a prestar seus tributos à cantora. Amplamente reconhecida por suas contribuições para o rock, a influência de Tina se estende por gerações e pelo mundo. Até a cantora brasileira Aline Wirley se manifestou. “Uma das maiores inspirações da minha vida”, escreveu a ex-BBB em reação à notícia da morte. A atriz Angela Bassett (“Wakanda Para Sempre”), que chegou a ser indicada ao Oscar ao interpretar a cantora na cinebiografia “Tina – A Verdadeira História de Tina Turner” (1993), ressaltou a coragem da artista em compartilhar sua história dolorosa, de abusos do ex-marido, e sua determinação em abrir espaço no cenário do rock não apenas para si mesma, mas também para outras artistas como ela. “Tenho a honra de ter conhecido Tina Turner. Sinto-me honrada por ter ajudado a mostrá-la ao mundo. Então, hoje, enquanto lamentamos a perda dessa voz e presença icônicas, ela nos deu mais do que poderíamos ter pedido. Ela nos deu todo o seu ser. E Tina Turner é um presente que sempre será ‘simplesmente a melhor’. Anjos, cantem para o teu descanso… Rainha”, escreveu no Instagram. Bassett ainda revelou as palavras finais que Tina lhe disse: “Você nunca me imitou. Em vez disso, você mergulhou fundo em sua própria alma, encontrou sua Tina interior e a mostrou ao mundo”. A cantora Diana Ross, compartilhou uma foto ao lado de Tina e expressou sua frustração com a notícia. No breve comentário, ela enviou condolências à família e aos entes queridos da cantora. Já a atriz Viola Davis (“A Mulher Rei”) descreveu Tina como “brilhante” e “um sobrevivente”, lembrando-a como o primeiro símbolo de excelência e liberdade sexual. “Iconica. Linda. Brilhante. Uma sobrevivente. Nosso primeiro símbolo de excelência e liberdade incontrolável da sexualidade!! Você foi minha infância. Oh, cara!!! Deus está recebendo um anjo hoje!!! Descanse bem, Rainha Tina Turner. Vamos nos banhar em seu legado!!!”, escreveu em uma publicação no Instagram com uma foto da cantora. No Twitter, o cantor Mick Jagger publicou algumas imagens da cantora e agradeceu ao apoio da amiga. “Estou tão triste com a morte da minha maravilhosa amiga Tina Turner. Ela era realmente uma artista e cantora extremamente talentosa. Ela era inspiradora, calorosa, engraçada e generosa. Ela me ajudou muito quando eu era jovem e nunca vou esquecê-la”, disse. Celebrando a força de Tina, o ator Forest Whitaker (“Godfather of Harlem”) pediu para as pessoas refletirem sobre a resiliência da cantora, para encontrar grandeza mesmo nos momentos mais sombrios. “Tina Turner era um ícone, a quem amamos por sua voz, dança e espírito”, escreveu no Twitter. “Obrigado por compartilhar seus dons conosco, Tina. Você é simplesmente a melhor”. A cantora Gloria Gaynor reconheceu o papel revolucionário de Tina para outras mulheres na música. “Estou muito, muito triste ao saber da morte de Tina Turner, a lenda icônica que abriu o caminho para tantas mulheres no rock, negras e brancas. Ela fez com grande dignidade e sucesso o que poucos teriam ousado fazer em seu tempo e nesse gênero de música”, homenageou no Twitter. Já o jogador Magic Johnson compartilhou uma foto ao lado de Turner e Elizabeth Taylor, descrevendo-a como uma de suas artistas favoritas de todos os tempos. “Descanse em paz para uma das minhas artistas favoritas de todos os tempos, a lendária rainha do rock’n’roll Tina Turner. Eu a vi muitas e muitas vezes e, sem dúvida, ela deu um dos melhores shows ao vivo que eu já vi. Ela sempre deu a você o valor do seu dinheiro”, escreveu. A cantora Ciara também agradeceu a Turner pela inspiração que ela trouxe a todos. “Descanse no paraíso Tina Turner”, escreveu no Twitter. E a atriz Rita Wilson (“O Pior Vizinho do Mundo”) enfatizou que sua arte permanece viva. “Essa mulher elevou tudo. Talento. Alegria. Graça. Classe. Que lenda em todos os sentidos”, colocou na legenda de uma publicação no Instagram. “Sua música continua viva. Suas lições continuam vivas. Seu exemplo continua vivo. Orações ao seu marido e família. Que Deus abençoe, Tina. Que sua memória seja eterna”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Angela Bassett (@im.angelabassett) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por VIOLA DAVIS (@violadavis) I’m so saddened by the passing of my wonderful friend Tina Turner.She was truly an enormously talented performer and singer. She was inspiring, warm, funny and generous. She helped me so much when I was young and I will never forget her. pic.twitter.com/TkG5VrdxXO — Mick Jagger (@MickJagger) May 24, 2023 Tina Turner was an icon, whom we loved for her voice, her dancing, and her spirit. As we honor her, let’s also reflect on her resilience, and think about all the greatness that can follow our darkest days. Thank you for sharing your gifts with us, Tina. You’re simply the best. pic.twitter.com/CZyaItp4Cb — Forest Whitaker (@ForestWhitaker) May 24, 2023 Shocked. Saddened. Sending condolences to Tina Turner’s family and loved ones. pic.twitter.com/FGlQfjxaGh — Ms. Ross (@DianaRoss) May 24, 2023 I am so, so very sad to hear of the passing of @TinaTurner, the iconic legend who paved the way for so many women in rock music, black and white. She did with great dignity & success what very few would even have dared to do in her time and in that genre of music 🕊 #TinaTurner pic.twitter.com/HrcJj7PltI — Gloria Gaynor (@gloriagaynor) May 24, 2023 Rest in peace to one of my favorite artists of all time, the legendary queen of rock n’ roll Tina Turner. I’ve seen her many many times and hands down, she gave one of the best live shows I’ve ever seen. She always gave you your moneys worth. pic.twitter.com/VqlTjy1LUR — Earvin Magic Johnson (@MagicJohnson) May 24, 2023 Heaven has gained an angel. Rest in Paradise Tina Turner.Thank you for the inspiration you gave us all. pic.twitter.com/JMxa9kBsmF — Ciara (@ciara) May 24, 2023 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rita Wilson (@ritawilson)
Wes Anderson elogia Seu Jorge e revela: “Eu vou nos shows dele”
Durante o Festival de Cannes, o consagrado diretor Wes Anderson rasgou elogios para o ator e cantor brasileiro Seu Jorge, que participa de seu novo filme “Asteroid City”. Embora o brasileiro não tenha comparecido ao evento, Anderson não deixou de destacar sua aparição no longa e exaltou seu talento carismático. Amigos fora das telas, os dois já tinham trabalhado juntos no longa “A Vida Marinha com Steve Zissou” (2004). Com o lançamento de “Asteroid City” no festival, o diretor comentou sobre a participação de Seu Jorge durante a entrevista coletiva do filme. “Ele é alguém que eu amo. Eu o vi em ‘Cidade de Deus’ antes de a gente filmar ‘A Vida Marinha com Steve Zissou’. A gente o contatou e ele disse que aceitaria trabalhar no filme e veio para a Itália. Ele é uma pessoa extremamente carismática, simpática”, declarou. Na época em que atuou em “A Vida Marinha com Steve Zissou”, Seu Jorge ainda criou versões acústicas em português para hits de David Bowie. Mas em vez de apenas traduzir as letras, o cantor criou novas interpretações. “Eu não sabia que ele tinha reinventado as músicas do Bowie. E isso foi totalmente algo que partiu dele. Ele nem sabia a maioria das canções e fez as versões dele. […] Durante o processo, eu entendi que ele estava fazendo novas versões porque realmente achei que ele estava só traduzindo. E ele não estava”, contou, elogiando o resultado. O diretor revelou que sua admiração por Seu Jorge fez com que os dois mantivessem uma relação de amizade. “A gente mantém contato. Eu vou aos shows dele. Fui no show em Nova York, em Paris. Eu o convidei para ‘Asteroid City’ e ele estava com tempo para fazer esta participação”, comentou. “O bônus para nós foi o fato de que toda noite ele pegava o violão para cantar para a gente, depois do jantar. Isso foi incrível”. Após estrear nas telonas em “Cidade de Deus” (2002), Seu Jorge marcou presença frequente em filmes nacionais e internacionais. Recentemente, ele esteve no longa “Abe” (2019), onde contracenou com o ator Noah Schnapp (“Stranger Things”), e nos aclamados “Marighella” e “Medida Provisória”. O enredo de “Asteroid City” se passa em uma pequena cidade no sudoeste dos Estados Unidos conhecida por abrigar uma cratera de meteoro e um observatório astronômico. A trama se desenrola durante a preparação para uma convenção de astrônomos juvenis, em 1955, quando a cidade é invadida por extraterrestres, resultando em uma série de histórias interligadas que caracterizam o estilo complexo e criativo de Wes Anderson. Com uma estética cartunesca e uma paleta de cores marcantes, “Asteroid City” possui um tom característico dos filmes de Anderson. Mas após a primeira exibição no Festival de Cannes, o longa recebeu críticas mistas. O elenco ainda conta com Scarlett Johansson (“Viúva Negra”), Tom Hanks (“O Pior Vizinho do Mundo”), Jason Schwartzman (“Fargo”), Jeffrey Wright (“Batman”), Tilda Swinton (“Era Uma Vez um Gênio”), Bryan Cranston (“Breaking Bad”), Edward Norton (“Glass Onion: Um Mistério Knives Out”), Adrien Brody (“Blonde”), Jeff Goldblum (“Jurassic World Domínio”), Tony Revolori (“Servant”), Liev Schreiber (“Ray Donovan”), Hope Davis (“Your Honor”), Rupert Friend (“Obi-Wan Kenobi”), Maya Hawke (“Stranger Things”), Steve Carell (“Space Force”), Matt Dillon (“Capone”), Hong Chau (“A Baleia”), Willem Dafoe (“O Homem do Norte”), Margot Robbie (“Era Uma Vez em Hollywood”) e Jake Ryan (“Savage”). A estreia comercial está marcada para 16 de junho nos EUA e apenas em 10 de agosto no Brasil. Veja o trailer abaixo.
Tina Turner, Rainha do Rock’n’Roll dos EUA, morre aos 83 anos
A cantora Tina Turner, conhecida como a “Rainha do Rock’n’Roll” dos EUA, faleceu pacificamente aos 83 anos nesta quarta-feira (24) em sua casa perto de Zurique, na Suíça. A morte “após uma longa doença” foi confirmada pela sua assessoria, que não especificou o problema de saúde que a cantora enfrentava. Reconhecida como uma das vozes mais possantes do rock e a cantora de performance mais energética, Turner gravou inúmeros sucessos ao longo das décadas, como “Proud Mary”, “Private Dancer”, “What’s Love Got to Do With It”, “We Don’t Need Another Hero” e “The Best”. Nascida com o nome de batismo Anna Mae Bullock na comunidade agrícola de Nutbush, Tennessee (local que ela comemoraria na canção de 1973 “Nutbush City Limits”), Tina Turner começou sua carreira musical ao lado do futuro marido Ike Turner. Creditado como criador do rock’n’roll em 1952, Turner já era um guitarrista respeitado quando se impressionou com a jovem, que se juntou a seu grupo musical, Kings of Rhythm, após deixar o curso de enfermagem em que estudava em 1958. Sem muita experiência na música além de participar do coral na igreja, ela virou “Little Ann” e se entregou ao mundo artístico – engravidando do saxofonista da banda aos 19 anos. Em 1960, depois que o vocalista principal da banda, Art Lassiter, não apareceu para uma sessão de gravação, “Little Ann” foi convocada para assumir a voz principal em uma nova canção escrita por Turner, “A Fool in Love”. A fita chegou até Juggy Murray, presidente do selo independente de R&B Sue Records, que se impressionou e sugeriu que a banda mudasse de nome para enfatizar a cantora. O pedido coincidiu com o nascimento do segundo filho da artista, desta vez com Ike. E foi desse modo que “Little Ann” virou Tina Turner, à frente do The Ike & Tina Turner Revue, dois anos antes de se casar oficialmente com o guitarrista. “A Fool in Love” alcançou o 2º lugar na parada de R&B e o 27º lugar na lista de singles pop. Mas a banda ficou trocando de gravadora e teve dificuldades de emplacar outro hit nos anos 1960. Apesar disso, as performances ao vivo de alta voltagem da vocalista começaram a chamar a atenção. Após um show, os Turners foram abordados pelo produtor Phil Spector, criador do “wall of sound” das girl groups da época, que ofereceu US$ 20 mil para Ike deixá-lo lançar uma música solo de Tina. Gravada em março de 1966 com acompanhamento orquestral, “River Deep, Mountain High” foi a apoteose do lendário “wall of sound” do produtor. A música, porém, não se provou o sucesso imaginado e Tina voltou a gravar com a banda de Ike, que passou a interpretar covers, como “I’ve Been Loving You Too Long”, de Otis Redding – que alcançou a 23ª posição nas paradas em 1969. No mesmo ano, Ike & Tina Turner Revue abriram a turnê dos Rolling Stones nos Estados Unidos – e a performance sensual de Tina tornou-se um destaque de “Gimme Shelter”, documentário dos diretores Albert e David Maysles de 1970 sobre a fatídica jornada de shows da banda inglesa no período. Em 1971, os Turners alcançaram seu maior sucesso pop com o single “Proud Mary”, gravação do segundo single de 1969 do Creedence Clearwater Revival. Mas depois de anos sendo vítima de abuso por Ike, Tina decidiu que era hora de encerrar a parceria e o casamento. A decisão foi tomada após o impacto de sua participação no filme “Tommy” e o lançamento de seu disco solo “Acid Queen” (1975), que capitalizou sua aparição no cinema, mas as frequentes agressões do ex-marido só foram expostas uma década depois, em sua biografia “Eu, Tina: A História da Minha Vida”, publicada em 1986. O livro foi adaptado para os cinemas no filme “Tina – A Verdadeira História de Tina Turner”, lançado em 1993. Na obra, Tina descreveu como uma surra brutal, infligida a caminho de um hotel em Dallas em julho de 1976, a fez sair de casa e pedir o divórcio. O fim do casamento foi finalizado em 1978, com Tina assumindo uma série de dívidas relacionadas aos negócios da banda e do marido. Entretanto, sua carreira solo não aconteceu como ela planejou. Demorou quase uma década para a cantora voltar à proeminência no mundo da música. E isso só aconteceu após intervenção de David Bowie, que lhe conseguiu um contrato de curto prazo com a Capitol Records. Após quase uma década na margem da indústria musical, Tina ressurgiu nos anos 1980 com o álbum “Private Dancer” (1984), lançado pela Capitol Records. O disco incluía hits como a faixa-título e “What’s Love Got to Do With It”, que alcançou o topo das paradas e rendeu a Tina quatro prêmios Grammy. Para completar, Bowie participou da turnê de lançamento do disco, cantando “Tonight” num dueto com a cantora. O sucesso se intensificou com o lançamento de seu álbum seguinte, “Break Every Rule”, que levou a artista a uma turnê mundial de 14 meses. Um dos lugares que recebeu a apresentação de Tina foi o Brasil. Em um show transmitido mundialmente, a cantora performou para 184 mil pessoas no Estádio Maracanã, na cidade do Rio. Com seu carisma magnético, a cantora também explorou outras faces artísticas. Já contando com uma experiência como atriz no currículo, devido ao seu papel como a Rainha Ácida em “Tommy” (1975), Tina apareceu em seu blockbster em 1985: “Mad Max – Além da Cúpula do Trovão” ao lado de Mel Gibson. Ela também gravou “We Don’t Need Another Hero” para a trilha sonora do filme, que alcançou o 2º lugar na parada pop. Uma década depois, Tina ainda gravou a música-tema do filme “007 contra GoldenEye”, composta por Bono e The Edge, do U2. Ela continuou gravando e fazendo shows – e a gravação de um show de 1988, que acompanhou o lançamento do hit “The Best”, foi reconhecida com um Grammy como melhor performance vocal de rock feminino – até sua aposentadoria em 2009, com a turnê “Tina!: 50th Anniversary Tour”. Mesmo sem tocar ao vivo, ela registrou um último disco em 2012, “Beyond”, um álbum colaborativo de música e canto budista e cristão, pelo selo independente New Earth. Em 2013, Tina renunciou à cidadania americana e passou a residir na Suíça, onde se casou com o executivo de música alemão Irwin Bach, seu companheiro de 27 anos. Ao longo de sua carreira, a artista lançou nove álbuns solo de estúdio e recebeu oito prêmios Grammy. Ela deixa um legado duradouro na música, com seu talento inigualável e voz poderosa.
Luciano Hang processa banda gaúcha pela música “Eu Odeio o Véio da Van”
Luciano Hang, o dono e empresário da cadeia de lojas Havan, está processando a banda Punkzilla devido à música “Eu Odeio o Véio da Van”, que foi lançada em 2020. Ele protocolou o processo no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, na cidade de Brusque, em 11 de maio. Segundo a ação, o título da canção pode sugerir o apelido pelo qual o empresário é conhecido nas mídias sociais, Véio da Havan. O documento declara: “Apesar do nome do autor não aparecer no título da música, seu conteúdo e sua ilustração indicam claramente que se trata dele”. O processo descreve a letra da canção como “excessivamente ofensiva” e “desrespeitosa”, sendo “inteiramente direcionada” a Hang. A defesa de Hang destaca a existência de 21 insultos diretos na canção, incluindo “senil”, “caloteiro”, “caduco”, “besta” e “brocha”, além da imputação de características criminosas, que, segundo o processo, “mancham a honra e imagem do autor, depreciando sua respeitabilidade social”. Além disso, o texto cita que a letra é “profundamente injuriosa e humilhante, profere insultos e palavras vulgares, além de atribuir ao autor a prática de crimes”. A ação ainda argumenta que a capa do single, criada pelo ilustrador Jean Etienne, faz referência direta ao empresário, como a representação da Estátua da Liberdade, ícone da Havan, além de “um homem careca vestindo roupas amarelas, assim como o Sr. Luciano comumente aparece”. Na verdade, Luciano Hang se vestia de verde como o vilão Charada. A defesa do empresário ainda chama atenção para a ilustração do “avião carregando uma faixa com o título da música, prática que era muito utilizada pelo autor na época do lançamento da canção”. Hang requer uma indenização de R$ 100 mil por danos morais e a remoção da música de circulação. A banda ironizou o processo com uma postagem no Instagram. “Fomos processados pelo Luciano Hang pela música ‘Eu Odeio o Véio da Van’. Não sabíamos que ele dirigia vans”. “Ficamos sabendo pelos jornais, mas ainda não recebemos a intimação. Acreditamos que o Sr. Hang se enganou”, completa a legenda. Nos comentários, muitos expressaram seu apoio à banda. Formada em 2014, em Porto Alegre, Punkzilla é composta por Francis Fussiger (vocalista), Diego Aires de Freitas (baixista), Northon Amaral (guitarrista) e Lucas Costa de Souza (baterista). Com letras políticas e irônicas, a banda é influenciada por bandas de punk e hardcore clássicas como as brasileiras Os Replicantes e Garotos Podres, além das americanas Black Flag, Minor Threat e Dead Kennedys. Conheça a música abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Conjunto Musical Punkzillaǃ (@punkzillahc)
Nova música de Kylie Minogue, “Padam Padam” viraliza e rende memes
A nova música da cantora Kylie Minogue, “Padam Padam”, explodiu nas paradas e redes sociais. Com um refrão repetitivo de batidas que acompanham a expressão “padam padam”, a música viralizou e rendeu diversos memes na internet. O single é a primeira faixa divulgada do 16º álbum de estúdio da cantora de 54 anos, intitulado “Tension”. Com uma melodia viciante, “Padam Padam” entrou no Top 5 das paradas globais do iTunes e está prestes a se tornar a estreia mais bem-colocada de Minogue nas paradas do Reino Unido em quase uma década. Já o videoclipe da música acumula quase 2 milhões de visualizações desde seu lançamento na quinta (18/5). Sucesso dos anos 1980, Minogue é intitulada a Princesa Pop australiana. Seu álbum de estreia, “Kylie” (1988), incluiu o hit “The Loco-Motion” que estourou em todo mundo. Ela continuou a lançar álbuns de sucesso ao longo das décadas, voltando a explodir com o disco “Fever” (2001), que apresentava a música “Can’t Get You Out of My Head”. Acumulando prêmios ao decorrer da carreira, ela também atuou em filmes, como “Street Fighter: A Última Batalha” (1994) e “Moulin Rouge!” (2001). Intrigando o público com a expressão “Padam Padam”, a frase nada mais é que uma onomatopeia, assim como “tum-tum”. Na internet, a expressão serviu para animar centenas de memes. Alguns até incorporam cenas de filmes e séries na brincadeira. Confira abaixo o clipe oficial e a repercussão da música no Twitter. as vezes eu to de boa na minha e padam padam da kylie minogue toca assim na minha cabeça: pic.twitter.com/KpcVp6LY1K — jhou🌸 (@mary_konna) May 19, 2023 pic.twitter.com/tkdL0tDiYP — Daniel Zennon (@dzennon) May 22, 2023 pic.twitter.com/E1Fz3tEzGD — crazy broke asian (@tribranchvo) May 23, 2023 Okay I finally listened and I get it. pic.twitter.com/KHtofQBJLk — Adam James (@adamj_griff) May 22, 2023 completamente padam padam das ideia pic.twitter.com/IKiBqHTNzJ — alys (@alysvillalba) May 23, 2023 Isso ta indo longe demais pic.twitter.com/5CIQ6OVCMP — não sei se comento (@flertedelirante) May 23, 2023 Confira o clipe de “Padam Padam”:
Paul Simon perde audição e anuncia fim de shows ao vivo
O cantor de folk rock Paul Simon declarou ter perdido grande parte de sua audição no ouvido esquerdo, o que afeta sua capacidade de continuar se apresentando ao vivo. A revelação foi feita pelo ex-integrante da dupla Simon & Garfunkel ao jornal britânico The Times. Segundo o vencedor do Grammy, isso aconteceu durante a composição da música para seu novo álbum, “Seven Psalms”. “De forma repentina, perdi a maior parte da audição em meu ouvido esquerdo e ninguém tem uma explicação para isso”, afirmou ele. “Consequentemente, tudo se tornou mais desafiador”, continuou. Simon compartilhou que, ao se deparar com sua nova condição auditiva, se sentiu frustrado e incomodado. “Ainda não havia chegado ao ponto da raiva pois eu acreditava que isso passaria, que se curaria por si só”, comentou. No entanto, sua audição não retornou, o que levou o cantor a questionar se ainda seria possível voltar a fazer shows. Apesar do baque, o músico comenta que a mudança pode não ser completamente ruim. “Há canções minhas que não desejo cantar ao vivo, simplesmente não as interpreto. Às vezes, há músicas que aprecio e, em determinado momento de uma turnê, eu me pergunto: ‘O que diabos você está fazendo, Paul?'” desabafou ele. “Com bastante frequência, isso ocorria durante ‘You Can Call Me Al’. Eu pensava: “O que você está fazendo? Parece uma banda de covers do Paul Simon. Você deveria deixar a estrada e voltar para casa”, continuou. Durante a entrevista, o músico de 81 anos também descreveu os últimos anos de sua vida como desafiadores, não apenas devido ao envelhecimento, mas também por ter contraído a Covid-19. A doença infecciosa que desencadeou uma pandemia global em 2020 o deixou frágil, conforme o The Times. “Oh, como fui afligido nestes últimos anos”, comentou Simon. “Mas eu estou bonito, não é verdade?”, finalizou brincando.
Rita Lee revela ataques de pânico e arrependimento por vício em cigarro em última biografia
Falecida no dia 8 de maio, Rita Lee está de volta, ao menos nas livrarias, com o lançamento de “Rita Lee: Outra Biogradia” nesta segunda-feira (22/5). Na obra, a artista aborda seus três últimos anos de vida – período que envolve a pandemia mundial de Covid-19, seu diagnóstico de câncer de pulmão e o tratamento. De forma leve e divertida, Rita contou como foi a sua luta contra a doença. Entre outras revelações, Rita Lee conta que os efeitos colaterais da vacina contra a Covid, que tomou em 2021, a ajudaram a descobrir o câncer. “Foi uma sorte, disseram, eu ter tido reação à vacina, já que, do contrário, não teria ido ao hospital e nem descoberto o câncer rapidamente”, relatou. Ao ir ao hospital para tratar os efeitos, exames identificaram uma “massa” no pulmão, que mais tarde confirmou ser um câncer maligno. Rita também usou a publicação para lamentar seu vício em tabagismo, possivelmente relacionado ao câncer, revelando que chegava a fumar três maços de cigarro por dia. “A noia existencial e as notícias me faziam consumir três maços e meio por dia, daí batia a culpa por não estar me alimentando (…) ‘Amanhã eu como’, mentia pra mim mesma. E nessas virei uma caveira fumante, acendendo um cigarro depois do outro”, escreveu a cantora. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tabagismo está associado a 85% dos casos diagnosticados de câncer no pulmão. Ao longo do tratamento, as sensações desagradáveis da cantora aumentaram cada vez mais. Durante a sua primeira internação, ela teve sua primeira crise de pânico. “Bateu uma crise forte de pânico. Dizem que fiz uma cena digna de ‘One Flew Over The Cuchoo’s Nest’ [Um Estranho no Ninho]. Minha cabeça pirava de cinco em cinco minutos porque era um entra e sai de médicos, enfermeiras, nutricionistas, fisioterapeutas, faxineiras… todos me fazendo perguntas as quais eu respondia, aflita, que só queria voltar para minha casa”, explicou Rita. “Em certo momento, estava com quatro enfermeiras em cima de mim, me segurando na cama para não sair feito louca pelo corredor ou me atirar pela janela. Me senti meio Linda Blair, a menina-atriz possuída de O Exorcista”, descreveu. Para prevenir as crises, seus familiares encontraram um psiquiatra que trocou seus medicamentos por opções que não geravam dependência. “Minha família encontrou um psiquiatra que me pareceu sensível e não invasivo. Falava baixo, era bem jovem e não tinha nada contra a minha espiritualidade. Demorou um pouco pra eu perceber que as crises, a ansiedade e a depressão deram lugar à calmaria”, contou. “E nessas, ao pressentir uma noia invadindo a cabeça que me fazia tremer e hiperventilar, eu conseguia com muito custo lembrar de controlar a respiração e daí não tinha jeito, precisava tomar um benzodiazepínico. Às vezes dava certo, mas o pânico invadia sem aviso, parecendo destruir meus neurônios, já tão assustados pelas idas e vindas do hospital”, continuou. Rita Lee contou ainda que não fazia questão do tratamento. Porém, isso não se devia apenas à sua “relação tranquila” com a morte que, segundo ela, não devia ser vista com “cara de enterro”. Havia também um trauma vivenciado ao ver sua mãe sofrendo com um tratamento contra o câncer. Por isso, ela deixou sua família decidir se faria ou não. Apesar dos desafios, a narrativa de Rita Lee carrega o carisma que a cantora sempre demonstrou durante a vida. Com bom-humor e diversas referências a clássicos da cultura pop, como “O Exorcista” e “Carrie, a Estranha”, a cantora falou sobre tudo o que viveu enquanto passava pelo tratamento. Ao todo, Rita Lee lançou nove livros: três biográficos, cinco infantis e uma coletânea de contos.












